Sesquicentenário de nascimento: outubro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

1 out 1866

Ana Cecília da Conceição filha de Francisco Marciano Neto e de Maria Sabina de Moraes

5 out 1866

Filomena filha de Lucas Augusto Monteiro de Barros e de Maria Domiciana Medina Celli

14 out 1866

Leopoldino filho de José Fontoura Carneiro e de Carolina Rosa Machado

15 out 1866

Elisa filha de José Joaquim Pereira Júnior e de Ignacia Maria de Jesus

17 out 1866

José filho de João Francisco Pereira da Silva e de Claudina Celestina de Jesus

31 out 1866

Constança de Freitas Lima filha de Antonio José de Freitas Lima e de Honorina Antonia de Almeida

Abril de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 abr 1916

Geralda Gadas

filha de Pedro Gadas e de Engracia Marsola

8 abr 1916

José

filho de Adolfo Ferreira de Amorim e de Filomena Carlota de Matos

16 abr 1916

Ilka Machado Gouvêa

filha de José Vital de Oliveira e de Mariana Custódia de Moraes

18 abr 1916

Celina

filha de Custódio de Freitas Lima e de Tereza Martins Vargas

22 abr 1916

Alvaro

filho de Marcelino Pacheco de Lima e de Alzira Poyares

25 abr 1916

Geraldo

filho de Benedito Heitor Jendiroba e de Zulmira de Oliveira Rodrigues

29 abr 1916

Maria

filha de Antonio Zeferino da Silva e de Antonia Maria da Conceição

Joaquim Cesário de Almeida

Há 160 anos, no dia 18 de março de 1855, faleceu um dos povoadores de Leopoldina: Joaquim Cesário de Almeida, filho de Inácio José do Bem e de Antônia Maria de Almeida, casado com sua prima Luciana Esméria de Almeida.

Joaquim Cesário era neto paterno de Manoel José de Bem e de Tereza Maria de Jesus e neto materno de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedroza. Sua esposa era filha de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus, sendo neta paterna de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedroza e neta materna de Bernardo da Costa Mendonça e Maria Tereza de Jesus.

Filhos de Joaquim e Luciana:

João Basílio de Almeida
Izahias de Almeida
Maria Cezária de Almeida
Mariana Ozoria de Almeida
Antonio Augusto de Almeida
Honorina Antonia de Almeida
Joaquina Eucheria de Almeida
Rita Virgínia de Almeida

O casal havia formado a Fazenda Tesouro do Feijão Cru cujos vizinhos, em 1856, eram Bernardo Jose Gonçalves Montes , José Ferreira Brito, Francisco José de Freitas Lima, Manoel José Monteiro de Castro e Antonio Augusto Monteiro de Barros Galvão de São Martinho.

Instalação da Villa Leopoldina

Há 160 anos a então Vila Leopoldina foi solenemente instalada no dia 20 de janeiro de 1855, data religiosa que homenageia São Sebastião, padroeiro do município.

No primeiro Livro de Atas da Câmara Municipal temos o

~ Auto da installação da Villa Leopoldina ~

Aos vinte dias do mez de Janeiro do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e cincoenta e cinco, trigesimo quarto da Independencia e do Imperio, na sala destinada para as Sessões da Camara Municipal da Villa Leopoldina, creada pela Lei Provincial numero seiscentos e sessenta e seis, de vinte e sete de Abril do anno proximo passado, achando-se o Doutor Domiciano Matheus Monteiro de Castro, vereador, servindo de Presidente da Camara Municipal da Villa do Mar d’Hespanha, comigo Secretario da mesma Camara, e reunidos os vereadores eleitos, o Capitão Manoel José Monteiro de Castro, Doutor José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros, Francisco José de Freitas Lima, Major João Vidal Leite Ribeiro, Capitão João Gualberto Ferreira Britto, e José Vieira de Resende e Silva, o mesmo Presidente, em cumprimento do Decreto de treze de Novembro de mil oitocentos e trinta e dous, e da Portaria do Excellentissimo Presidente da Provincia de vinte e cinco de Novembro de mil oitocentos e cincoenta e quatro, deferio-lhes juramento, e deo posse, não tendo comparecido o Vereador eleito Custodio Teixeira Leite, ficando assim installada a referida Villa Leopoldina. Para constar mandou o mesmo Presidente lavrar este Auto, em que se assigna com os mencionados Vereadores empossados. Eu José de Souza Lima, Secretario, o escrevi.

Há 100 anos…

nasceram no município de Leopoldina

3 jan

  • Nivaldo Costa, filho de Tobias Figueira da Costa e de Mariana Vargas Neto

4 jan

  • Fortunato Sangirolami, filho de Pietro Sangirolami e de Paschoa Bonini

8 jan

  • Nilo, filho de Custódio de Freitas Limae de Tereza Martins Vargas

10 jan

  • Lucy Vargas Neto, filha de Joaquim Izidoro Vargas Neto e de Helcida Werneck
  • Sebastião, filho de Miguel Arcanjo Monteiro de Rezende e de Francisca de Rezende Lara

11 jan

  • Maria Meneghetti, filha de Felice Augusto Meneghetti e de Ida de Angelis
  • Antonio José Colle, filho de Francesco Colle e de Pierina Galasso

13 jan

  • Julio, filho de Custódio de Almeida Lustosa e de Maria das Dores de Freitas

14 jan

  • Francisco Ermini, filho de Agostino Ermini e de Luigia Giuliani

15 jan

  • Gerson, filho de Avelino José de Almeida e de Nelsina de Medeiros Pinto

24 jan

  • Nair, filha de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos

25 jan

  • Adelia Zamagna ,filha de Claudio Zamagna e de Sofia Gigli

Angaturama, Recreio, Minas Gerais

Complementando nosso comentário de 21 de abril, este último território desmembrado de Conceição da Boa Vista recebeu oficialmente o nome de São Joaquim em 1890. Segundo alguns registros, seria o santo invocado por capela existente na Fazenda Monte Alegre. Com este nome encontramos uma propriedade dos descendentes de Manoel Ferreira Brito que divisava com Francisco José de Freitas Lima, João Baptista de Paula Almeida e Pedro Teixeira de Carvalho.

O distrito recebeu o nome atual em 1943, na esteira de várias modificações de topônimos que excluíam referências ao calendário cristão. Segundo Ribeiro Costa emToponímia de Minas Gerais, trata-se da junção anga + catú + rama, significando alma bondosa na língua tupi. Entretanto, um dinossauro que viveu na Chapada do Araripe, no Ceará, recebeu este nome e podemos encontrar referências ao distrito de Angaturama como sendo nome de um grande animal que vivia na região. A nós não nos parece, entretanto, adequada esta interpretação.

Sua história confunde-se com a de Itapiruçu, sendo possível que os dois locais formassem um “subdistrito” de Conceição da Boa Vista desde o início da ocupação. Quando aquele distrito foi criado, em 1883, incorporou parte do território de Conceição da Boa Vista, incluindo algumas fazendas que viriam, mais tarde, a pertencerem ao distrito de São Joaquim.

Por ocasião da criação do distrito, as divisas de São Joaquim foram marcadas pelas propriedades das famílias de Benjamin Monteiro de Barros, Domingos Custódio Neto, Felicíssimo Vital de Moraes, Francisco das Chagas Ferreira, José Gomes dos Santos e Manoel José Ferreira. O primeiro destes fazendeiros havia comprado, em 1884, uma propriedade na “localidade do Tapirussu”. Quando desmembrado o território para formar São Joaquim, a fazenda de Benjamin Monteiro de Barros passou a pertencer a este último distrito.

Em futuros comentários pretendemos abordar outras propriedades compreendidas entre as divisas citadas. Por hoje queremos apenas registrarque a arrecadação tributária de 1858 nos faz crer que Angaturama nasceu como centro de convergência das fazendas dos filhos de Manoel Ferreira Brito. Sabemos que a Francisco e Ignacio couberam terras na área de Recreio. Mas os outros filhos podem ter vivido em São Joaquim, que Domingos e Manoel aparecem em livros do Cartório de Conceição da Boa Vista como vizinhos de moradores de . Além disso, descendentes de outros irmãos ali se encontravam nos primeiros anos do século XX.

Pelos registros sabemos que a região próxima à divisa com Itapiruçu pertencia a José Gomes dos Santos que ali formou, antes de 1858, a Fazenda São Luiz. Também informamos que Felicíssimo Vital de Mores fundou a Fazenda Bom Retiro nas proximidades do córrego Água Comprida, onde seus descendentes viviam quando da criação de São Joaquim. Resta-nos pesquisar os nomes de outras fazendas constantes da documentação em análise.

Outra fazenda de Angaturama chamava-se Córrego do Ouro, e fazia divisa, em 1885, com a Estação São Joaquim. Segundo registros de compra e venda de bens de raiz, nesta época o local pertencia ao distrito de “Tapirussu” e a Córrego do Ouro pertencia a várias pessoas, entre as quais são citados Felipe Ignacio de Santiago, João Francisco de Azevedo Júnior e João Augusto do Carmo.

Divisas de Santa Isabel

Na seqüência de nossos estudos sobre os primeiros moradores de Recreio, foi necessário definir quais daqueles pioneiros viviam em território que permaneceu em Conceição da Boa Vista depois das divisões de 1890. O método utilizado foi o da exclusão, ou seja, procuramos identificar os moradores dos novos distritos criados e os excluímos do grupo sobre o qual direcionamos nossas pesquisas.

No caso de Santa Isabel, no decretonº 241 de 21 de novembro de 1890, parágrafo 2º, as divisas informam os nomes dos proprietários cujas terras passariam a pertencer ao novo distrito. Eram eles:

Antonio Augustode Almeida,

Antonio de Almeida Freitas Lima,

Antonio Lourenço Peixoto,

Antonio Rodrigues Montes,

Antonio Theodoro de Almeida Montes,

Domiciano Matheus Monteiro de Castro,

Domingos Marques de Oliveira,

Francisco Alves de Souza Guerra,

Francisco Antonio Reiff,

Francisco Ribeirode Rezende,

Gabriel de Andrade Junqueira,

João Ignacio deMoraes,

José Antonio de Moraes,

JoséBatistaGuimarães,

José Cesario de Castro Monteiro de Barros,

José Coelho de Andrade,

José Coelho dos Santos Monteiro,

José Ferreira Britto,

Marcos Monteiro de Rezende,

Maria da Gloria,

Martiniano Coelho dos Santos Monteiro,

Miguel de Faria Coutinho,

Quirino de Rezende Montes,

Quirino Ribeiro Monteiro de Rezende,

Romualdo José Monteiro de Rezende,

Sebastião Mendes do Valle,

Valeriano Coelho dos Santos Monteiro,

Victorio daCosta.

Baseando-se somente nesta fonte, alguns pesquisadores foram levados a enganos de natureza variada. Em primeiro lugar, o livro de atas do Conselho Distrital de Santa Isabel traz muitos outros nomes de proprietários naquele e em outros distritos. Outro problema refere-se à formação dos nomes que, conforme já informamos em outro post, não era sempre a mesma. De tal sorte que alguns dos nomes acima não correspondem à forma utilizada em outros documentos, gerando não poucas confusões entre homônimos.

Para não nos estendermos em demasia, citamos apenas dois enganos cometidos por alguns intérpretes.

O proprietário citado como Quirino de Rezende Montes era filho de Bernardo José Gonçalves Montes, pioneiro de Leopoldina, formador da Fazenda Sossego, no local hoje conhecido por São Lourenço. Em 1899 Quirino continuava residindo em sua Fazenda Vai e Volta em São Lourenço, terras que foram desmembradas da propriedade de seu pai. Portanto, não há sustentação para a hipótese de Quirino de Rezende Montes ter sido o Barão de Avelar Rezende.

Já o proprietário listado como Quirino Ribeiro Monteiro de Rezende era filho de Antônio José Monteiro de Rezende. Aparece em alguns documentos como Querino Desidério Monteiro de Rezende, nascido por volta de 1863 e que em 1890 era lavrador, residente em Santa Isabel. Ou seja, não há justificativa para a informação de que este personagem era o pai do Barão de Avelar Rezende.

Por oportuno, esclarecemos que o citado Barão era filho de Querino Ribeiro de Avelar Rezende, sendo neto paterno de João Ribeiro de Avelar. Segundo transações imobiliárias registradas no Cartório de Notas de Conceição da Boa Vista, o Barão e seu pai residiram na Fazenda Saudade, em território que permaneceu no distrito de Conceição da Boa Vista depois da divisão territorial. A confirmar esta interpretação, informe-se que as atas do Conselho Distrital de Santa Isabel não incluem o Barão de Avelar Rezende nem seu pai como proprietários de terras em seus quarteirões, nem tampouco eles aparecem entre os eleitores daquele distrito.

Uma hipótese: a Fazenda Saudade estaria localizada em território desmembrado de Conceição da Boa Vista em 1883, para constituir o distrito de Itapiruçu. Este distrito foi criado em território de Conceição da Boa Vista e pertenceu a Leopoldina até 1891, quando foi incorporado ao município de Capivara, hoje Palma. Esta hipótese sustentaria a informação, presente em algumas publicações, de que o Barão foi proprietário em Palma. Permanecemos, porém, em dúvida quanto à localização da Fazenda Saudade. Isto porque, se assim o fosse, transações imobiliárias dos herdeiros não poderiam ter sido registradas em outro distrito depois de 1883.