150 anos de nascimento

Honório de Vargas Corrêa nasceu em Leopoldina no dia 16 de maio de 1867, filho de Josué de Vargas Corrêa e Rita Guilhermina de Jesus. Era neto paterno de Francisco de Vargas Corrêa, filho de José de Vargas Corrêa e Ana Maria Silveira e de Teresa Maria de Jesus , filha de Francisco Pinheiro e Izabel Silveira.

Honório era neto materno de Antonio Rodrigues Gomes que, segundo Barroso Júnior, foi o escrivão da doação que Joaquim Ferreira Brito fez para constituir o patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru. Sua avó materna,  Rita Esméria de Almeida, era filha de Rita Esméria de Jesus e de Manoel Antonio de Almeida, conhecido como “comendador” e genearca da numerosa família Almeida Ramos que povoou Leopoldina.

Honório casou-se em 1889, em Leopoldina, com Mariana Narciza de Lacerda, filha de João Antonio Narciso e Francisca Maria de Lacerda. O casal deixou numerosa descendência pelos seus treze filhos: Rita Guilhermina de Vargas, Josué Vargas Neto, João Narciso Corrêa, Antonia Honoria de Vargas, Alta Aparecida Corrêa, Antonio Corrêa, José Honório de Vargas e Maria Francisca Vargas

Há 100 anos

Em Leopoldina, MG, no dia 10 de janeiro de 1917, Josué de Vargas Ferreira filho de Antonio José de Vargas Corrêa e de Maria Venancia Ferreira casou-se com Maria de Almeida Lacerda filha de Honório Rodrigues Lacerda e de Marieta Rodrigues de Almeida

O noivo era neto paterno de Josué de Vargas Corrêa e Joaquina Euqueria de Jesus, sendo esta filha de Antonio Rodrigues Gomes, um dos primeiros moradores do Feijão Cru, que formou a Fazenda Águas Vertentes cujo nome deriva da proximidade com a nascente do Córrego do Moinho. Josué era neto materno de Antonio Venâncio de Almeida Brio, o qual era filho do “capitão” João Gualberto Ferreira Brito e de Inácia Maria de Santo Inácio que, por sua vez, era filha de Antonio Prudente de Almeida.

A noiva, também natural de Leopoldina, era neta paterna de Ezaú Antônio Corrêa de Lacerda, filho de José Ferreira Brito e de Mariana Paz de Lacerda. E era neta materna de Francisco Martins de Almeida, filho de Antônio de Almeida Ramos que, por sua vez, era filho do “comendador Manoel Antônio de Almeida, um dos povoadores de Leopoldina.

No mesmo dia 10 de janeiro, Francisco Marçal Ferreira de Rezende filho de Pedro Marçal Ferreira e de Ignez de Castro Rezende, casou-se com Maria do Carmo Rezende filha de Francisco Rezende e de Francisca de Paula Rezende.

E Pedro da Cruz Nogueira filho de Pedro José da Cruz Nogueira e de Maria Marques da Silva, casou-se com Carolina Maria Cazzarini filha de Luigi Cazzarini e de Luigia Maimeri.

Sesquicentenário de nascimento: novembro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

4 nov 1866

Carlos Machado filho de Francisco de Paula Machado e de Carlota Eucheria de Almeida

6 nov 1866

Américo filho de Antonio Joaquim Teixeira Filho e de Mariana Rodrigues Gomes

8 nov 1866

Eugenia Nogueira de Faria filha de Aureliano Lopes de Faria e de Feliciana Eugênia Nogueira

11 nov 1866

Felisbina Maria da Conceição filha de José Bernardino Machado Júnior e de Ambrosina Rita da Gama

11 nov 1866

Joaquim Martins de Almeida filho de João Basílio de Almeida e de Augusta Leopoldina Rezende Martins

15 nov 1866

Antonio filho de Francisco Antonio de Brito Júnior e de Carolina Rosa Delfim Gama

23 nov 1866

Maria Amélia de Medeiros Cimbron filha de Francisco de Medeiros Cimbron e de Maria do Carmo de Souza

49 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: o casamento

Logomarca da coluna Trem de História

A viagem continua e o Trem de História fala hoje sobre o casamento de Joaquim Antonio. Antes, porém, quer dar notícia do Registro de Terras(1) de 1856, cujo item 6 se transcreve com a ortografia original.

Conforme se verá a seguir, é relativo ao fazendeiro em estudo e a uma fazenda cujas terras chegavam a uma parte do que é hoje o centro da cidade. Diz o registro:

“Joaquim Antonio de Almeida e Gama he senhor e possuidor da fazenda denominada Floresta, sita nesta Freguesia adequeridas por titulo de compra, levará dusentos e vinte alqueires de planta de milho e divide por um lado com Romão Pinheiro Correia de Lacerda, José Zeferino de Almeida, José Joaquim Cordeiro, D. Maria do Carmo, com os herdeiros do finado Bernardino, com o Dr Antonio José Monteiro de Barros. Villa Leopoldina em trez de Março de mil oitocentos e cincoenta e seis. Joaquim Antonio de Almeida e Gama. O Vigº José Mª Solleiro”

Quanto às núpcias de Joaquim Antonio é de se registrar que não se sabe quando exatamente elas ocorreram porque ainda não foram encontrados os livros paroquiais com os eventos realizados no então Curato do Feijão Cru antes de 1850. Pode-se, entretanto, supor que ele e Maria Josefina Cândida de Jesus tenham se casado logo depois da Contagem Populacional de 1843, já que o filho mais velho do casal nasceu por volta de 1845.

Maria Josefina era filha de José Thomaz de Aquino Cabral e de Rosa Cândida da Gama, cujo sobrenome faz acreditar ser parenta de Joaquim Antonio.

Vale registrar que o casamento de Joaquim Antonio com Maria Josefina aproxima o Trem de História de outro antigo morador de Leopoldina, o senhor José Thomaz de Aquino Cabral que, em 1856, era proprietário da Fazenda Santa Cruz(2) cujas terras, cerca de 265 alqueires, divisavam com João Gualberto Ferreira Brito (Fazenda Fortaleza), Antonio Rodrigues Gomes (Fazenda Águas Vertentes do Córrego do Moinho), José Ferreira Brito (Fazenda Dois Irmãos), Francisco da Silva Barbosa (Fazenda Boa Vista) e Mariana Luiza ou Tereza Pereira Duarte (Fazenda Recreio).

Registre-se, ainda, que o casal José Thomaz e Rosa Cândida teve pelo menos mais um filho, Carlos Augusto de Aquino Cabral, cujas terras recebidas por herança dos seus pais foram transformadas na Fazenda Natividade, localizada na divisa(3) do Distrito de Paz de Vista Alegre(4).

Aqui vale a explicação de que este antigo Distrito de Paz pertencia a Leopoldina, em 1891, e ficava nas proximidades do córrego Jacareacanga, na margem direita do Rio Pomba. O atual distrito de Vista Alegre, pertencente ao município de Cataguases, fica na margem esquerda.

Outra informação que pode ser interessante é a de que, possivelmente, a esposa de Joaquim Antonio era meia-irmã de Antonio e Joaquim Thomaz de Aquino Cabral, cuja mãe é indicada nas fontes como sendo Maria Benedita de Almeida e o pai, José Thomaz de Aquino Cabral. Antonio Thomaz foi alistado(5) no mesmo distrito eleitoral de Carlos Augusto e foi casado com Rosa Vitalina, provavelmente de sobrenome Gama. Teve nove filhos em Leopoldina, entre 1878 e 1893 e uma filha que teria nascido no estado do Espírito Santo. O irmão Joaquim Thomaz de Aquino Cabral casou-se(6) em Leopoldina, no dia 19.02.1881, com Luiza Augusta da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus.

Joaquim Antonio e Maria Josefina tiveram, pelo menos, 13 filhos nascidos em Leopoldina São eles: Teófilo Antonio, Filomena Josefina, João Caetano, Rosa Cândida, Antonio Francisco, Maria, Luiza Augusta, Carlota, Virginia Angélica, José Joaquim, Elisa, Joaquim e Ernestina, que lotarão o próximo vagão do Trem de História. Aguardem!


Notas:

1 – Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras de Leopoldina, nr  6

2 – idem, nr 3

3 – Leis Mineiras, Arquivo Público Mineiro, Decreto 406 de 6 de março de 1891

4 – idem, Lei 3171 de 18 de outubro de 1883

5 – Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, lv 37 fls 14v nr 21

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 52 termo 143

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de junho de 2016

Sesquicentenário de Nascimento

No dia 26 de dezembro de 1865 nasceram, em Leopoldina:

  • Maria, filha de Balbino José Freire e Ana Rita de Jesus
  • Ignacia Leopoldina de Almeida, filha de Francisco Rodrigues Gomes de Almeida e de Maria Umbelina da Anunciação.

Ignacia Leopoldina foi a quinta filha de Francisco e Maria Umbelina. Era neta paterna dos povoadores Antonio Rodrigues Gomes e Rita Esméria de Almeida, sendo esta filha do lendário “comendador” Manoel Antonio de Almeida. Também seus avós maternos foram povoadores do Feijão Cru: Bernardo José Gonçalves Montes e Maria Antonia de Jesus.  Diga-se, a propósito, que Bernardo e Maria Antonia se transferiram para o Feijão Cru logo depois do casamento, realizado aos 18 de setembro de 1822, em Prados. O dote de Maria Antonia foram as duas sesmarias que seu pai e sua mãe receberam em 1818, as quais foram negociadas por Bernardo e mais tarde foram incorporadas a outras terras nas quais foi formada a Fazenda Paraíso, em Leopoldina. Os Gonçalves Montes se estabeleceram no local então denominado Sossego, à beira do Ribeirão de São Lourenço, onde mais tarde surgiu o Arraial dos Montes.

Maria Messias de Almeida

Há 100 anos, no dia 24 de junho de 1915, faleceu em Leopoldina mais uma das pioneiras do Feijão Cru: Maria Messias, também conhecida como Maria Moraes de Almeida.

Era filha de João Rodrigues Ferreira Brito e de Messias Esméria de Almeida, sendo neta paterna de Bento Rodrigues Gomes e Ângela Joaquina de Jesus e neta materna de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Casou-se com José Inácio de Oliveira, também conhecido por José Inácio de Moraes, filho de João Inácio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Maria Messias e José Inácio tiveram, pelo menos, os seguintes filhos:

  •  João Amâncio de Oliveira;
  •  Josefina Vindilina do Amor Divino;
  •  Virginia de Oliveira;
  •  Ubaldina de Oliveira;
  •  Geraldino Inácio de Oliveira;
  •  Lindolfo Inácio de Oliveira;
  •  Joaquim Inácio de Oliveira;
  •  Georgina de Oliveira;
  •  Altiva de Oliveira;
  •  Honorina de Oliveira; e,
  •  Martiniano Inácio de Oliveira.

Primeiro livro de Batismos

No dia 18 de fevereiro de 1855 foi aberto o Primeiro Livro de Batismos, com o assento relativo a Cristina, filha de Francisco de Vargas Corrêa e Venância Esméria de Jesus, neta paterna de Francisco de Vargas e Teresa Maria de Jesus e neta materna de Antonio Rodrigues Gomes e Rita Esméria de Almeida. Há, porém, uma questão ainda não solucionada sobre este assento. Segundo a lápide do túmulo de Cristina, ela nasceu aos 21 de janeiro de 1853. Teria sido um engano da época do óbito, em 1907?

 Batismo de Cristina Vargas Neto

Lápide do túmulo de Cristina Vargas NetoLápide do túmulo de Cristina Vargas Neto

Quando se procura pelos primeiros livros de batismos em Leopoldina, verifica-se que o volume tido oficialmente como número 1 é uma transcrição iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão aos 28 de dezembro de 1958. O original não foi preservado e as datas demonstram que o trabalho não parece ter sido realizado com os devidos cuidados. Neste volume não há referência ao Termo de Abertura do original e o primeiro batismo é de 1852, de uma criança da família Monteiro de Barros. Os seis assentos seguintes, na mesma página, são de batismos dos anos de 1861, 62 e 63. No verso, o primeiro é de 1863 e a seguir vem a transcrição do batismo de Cristina, acima citado, acrescentando que ela teria nascido em dezembro de 1854.

A propósito, esclareça-se que os batismos realizados ao tempo do Curato de São Sebastião do Feijão Cru ainda não foram localizados.