Famílias italianas em Leopoldina: Ceoldo

A família Ceoldo será homenageada, na III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina, através de dois de seus descendentes: Devanir e Maria Dilva.

Primeira geração: Devanir

1.  Devanir Ceoldo, filho de Miguel Arcanjo Ceoldo e Joana Carraro, nasceu a 20 Jul 1934 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Miguel Arcanjo Ceoldo, filho de Rodolfo Domenico Ceoldo e Tereza Righetto, nasceu a 20 Fev 1905 em Leopoldina, MG. Casou com Joana Carraro a 29 de julho de 1931 em Leopoldina.

3.  Joana Carraro, filha de Emilio Isidoro detto Pallado Carraro e Maria Farinazzo, nasceu a 9 Out 1908 em Leopoldina, MG.


Primeira geração: Maria Dilva

1.  Maria Dilva Ceoldo, filha de Alcides Ceoldo e Josefina Carraro, nasceu a 30 Ago 1940 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Alcides Ceoldo, filho de Rodolfo Domenico Ceoldo e Tereza Righetto, nasceu a 24 Jul 1909 em Leopoldina, MG. Casou com Josefina Carraro.

3.  Josefina Carraro, filha de Emilio Isidoro detto Pallado Carraro e Maria Farinazzo, nasceu a 1 Abr 1911 em Leopoldina, MG, e faleceu a 8 Jun 1974 em Leopoldina, MG.

Seguem os antepassados de Devanir e Maria Dilva

Terceira geração (Avós)

4.  Rodolfo Domenico Ceoldo, filho de Camillo Ceoldo e Maria Baldan, nasceu a 2 Mar 1879 em Vigonza, Padova, Veneto, Italia. Casou com Tereza Righetto a 22 Nov 1902 em Leopoldina.

5.  Tereza Righetto, filha de Pasquale Righetto e Maria Baldan, nasceu em Dez 1882 em Camponogara, Venezia, Veneto, Italia.

6.  Emilio Isidoro detto Pallado Carraro, filho de Angelo Carraro e Giovanna Cancellieri, nasceu a 8 Nov 1871 em Rivale, Pianiga, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Maria Farinazzo a 3 Fev 1894 em Leopoldina.

7.  Maria Farinazzo, filha de Luigi Giuseppe Farinazzo e Giovanna Giacomello, nasceu em 1875 em Italia, e faleceu a 4 Jun 1917 em Leopoldina, MG.

Quarta geração (Bisavós)

8.  Camillo Ceoldo, filho de Giovanni Ceoldo, nasceu em 1842 na Italia. Casou com Maria Baldan.

9.  Maria Baldan, filha de Antonio Baldan, nasceu em 1847 na Italia.

10.  Pasquale Righetto, filho de Natale Righetto e Tereza Vanurre, nasceu em 1850 em Camponogara, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu cerca de 1919 em Simonésia, MG. Casou com Maria Baldan [outra] a 26 Dez 1875 em Camponogara, Venezia, Veneto.

11.  Maria Baldan, filha de Mariano Baldan e Angela Andreatto, nasceu em Camponogara, Venezia, Veneto, Italia. Maria também usou o nome Maria Baldassi.

12.  Angelo Carraro, filho de Antonio Carraro e Maria Carraro, nasceu a 11 Abr 1848 em Pianiga, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu em Leopoldina. Casou com Giovanna Cancellieri.

13.  Giovanna Cancellieri, filha de Luigi Cancellieri e Giustina Segato, nasceu a 20 Mar 1852 em Murelle di Villanova Di Camposampiero, Padova, Veneto, Italia.

14.  Luigi Giuseppe Farinazzo nasceu em 1838 em Casale di Scodosia, Montagnana, Padova, Veneto, Italia, e faleceu em Leopoldina, MG. Casou com Giovanna Giacomello.

15.  Giovanna Giacomello, filha de Giacomo Giacomello, na Italia e faleceu a 21 Fev 1918 em Leopoldina, MG.

Quinta geração (Trisavós)

16.  Giovanni Ceoldo nasceu na Italia.

18.  Antonio Baldan nasceu na Italia.

20.  Natale Righetto nasceu na Italia, e faleceu em Camponogara, Venezia, Veneto, Italia. Cazou com Tereza Vanurre.

21.  Tereza Vanurre nasceu na Italia.

22.  Mariano Baldan nasceu na Italia. Casou com Angela Andreatto.

23.  Angela Andreatto nasceu na Italia.

24.  Antonio Carraro nasceu na Italia. Casou com Maria Carraro.

25.  Maria Carraro nasceu na Italia.

26.  Luigi Cancellieri nasceu na Italia. Casou com Giustina Segato.

27.  Giustina Segato nasceu na Italia.

30.  Giacomo Giacomello nasceu na Italia.

Vigonza é um comune da província de Padova e faz fronteira com a província de Venezia. Divisa com os comuni de Cadoneghe, Campodarsego, Fiesso d’Artico, Noventa Padovana, Padova, Pianiga, Stra, Villanova di Camposampiero. Em Leopoldina viveram italianos de alguns desses comuni vizinhos a Vigonza.

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Fontes consultadas:

Archivio di Stato di Camponogara. Matrimonio 1875, parte 1, termo 37.

Archivio di Stato di Padova.

– Casale di Scodosia . Nati 1878.

– Vigonza. Atto di Nascita di Rodolfo Domenico Ceoldo.

Archivio di Stato di Venezia. Certificato di Famiglia emitido em Pianiga a 22.07.2000.

Archivio di Stato di Vigonza. Nati 1872, termo 195.

Arquivo da Diocese de Leopoldina.

– lv 10 bat fls 86 termo114.

– lv 12 bat fls 25v termo 335.

– lv 12 bat fls 49 termo 232.

– lv 13 bat fls 45v termo 250.

– lv 2 cas fls 102v termo 128.

– lv 3 cas fls 170 termo 54.

– lv 7 cas fls 8 termo 34.

Arquivo Público Mineiro. Livros da Hospedaria Horta Barbosa.

– SG-801 fls 87 fam 88.

– SG-801 fls 93 fam 121.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG

– lv 6 cas fls 84 termo 7.

– lv 11 cas fls 36v termo 14.

– lv 11 cas fls 37 termo 14, ano de 1928.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina

– lv 2 fls 79 nr 114 e fls 83.

– lv sepultamentos 1963-1975 fls 91 nr 157 plano 2 sep 111.

Passaporte Italiano da família Farinazzo, emitido em 6 Nov 1886. Registro de Estrangeiros de 1942.

Famílias italianas em Leopoldina: Carraro

Os avós paternos do homenageado José Dárcy Carraro já estavam em Leopoldina quando os pais de Emilio Isidoro Carraro vieram para o Brasil, chegando ao porto do Rio de Janeiro em janeiro de 1896. Da Hospedaria Horta Barbosa saíram no dia 4 de janeiro, contratados para trabalhar na Fazenda Paraíso onde já se encontrava o filho Emílio.

Primeira geração

1.  José Dárcy Carraro, filho de João Batista Carraro e Margarida Saggioro, nasceu a 16 Mai 1940 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  João Batista Carraro, filho de Emilio Isidoro detto Pallado Carraro e Maria Farinazzo, nasceu a 18 Nov 1913 em Leopoldina, MG. Casou com Margarida Saggioro.

3.  Margarida Saggioro .

Terceira geração (Avós)

4.  Emilio Isidoro Pallado Carraro, filho de Angelo Carraro e Giovanna Cancellieri, nasceu a 8 Nov 1871 em Rivale, Pianiga, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Maria Farinazzo a 3 Fev 1894 em Leopoldina.

5.  Maria Farinazzo, filha de Luigi Giuseppe Farinazzo e Giovanna Giacomello, nasceu em 1875 na Italia, e faleceu a 4 Jun 1917 em Leopoldina, MG.

Quarta geração (Bisavós)

8.  Angelo Carraro, filho de Antonio Carraro e Maria Carraro, nasceu a 11 Abr 1848 em Pianiga, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Giovanna Cancellieri.

9.  Giovanna Cancellieri, filha de Luigi Cancellieri e Giustina Segato, nasceu a 20 Mar 1852 em Murelle di Villanova Di Camposampiero, Padova, Veneto, Italia.

10.  Luigi Giuseppe Farinazzo nasceu em 1838 em Casale di Scodosia, Montagnana, Padova, Veneto, Italia, e faleceu em Leopoldina, MG. Casou com Giovanna Giacomello.

11.  Giovanna Giacomello, filha de Giacomo Giacomello, nasceu na Italia e faleceu a 21 Fev 1918 em Leopoldina, MG.

Quinta geração (Trisavós)

16.  Antonio Carraro nasceu na Italia. Casou com Maria Carraro.

17.  Maria Carraro nasceu na Italia.

18.  Luigi Cancellieri nasceu na Italia. Casou com Giustina Segato.

19.  Giustina Segato nasceu na Italia. 22.  Giacomo Giacomello nasceu na Italia.

O comune de Pianiga, origem da família Carraro, faz divisa com sete comuni nas quais também tiveram origem outras famílias que vieram para Leopoldina: Dolo, Fiesso d’Artico, Mira, Mirano, Santa Maria di Sala, Vigonza, Villanova di Camposampiero.

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Fontes consultadas:

Archivio di Stato di Padova. Casale di Scodosia, Nati 1878 s.nr.

Archivio di Stato di Venezia. Certificato di Famiglia Carraro emitido em Pianiga 22 julho 2000.

Arquivo da Diocese de Leopoldina. lv 15 bat fls 2v termo 18 e lv 2 cas fls 102v termo 128.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG. lv 6 fls 84 termo 7.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina. lv 2 seputalmentos fls 79 e 83.

Passaporte Italiano da família Farinazzo emitido em 6 nov 1886

Informações Prestadas por Colaboradores: Alessandra Brandão Melo e Ferreira

Famílias italianas em Leopoldina: Colle

Dando prosseguimento à descrição das famílias que serão reverenciadas no próximo dia 20 de maio de 2022, como parte da III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina, a homenageada Ana Bonin traz outra família para apreciação. Trata-se de sua ascendência materna, já que a família de seu pai foi mencionada quando abordamos sua prima Idalina Bonin.

A família Colle veio para o Brasil no vapor Atlanta, que aportou no Rio de Janeiro no dia 1 de dezembro de 1910. No dia 27 daquele mês, os Colle deixaram a hospedaria com destino a Leopoldina. No dia seguinte, foram registrados como adquirentes do lote 12 da Colônia Agrícola da Constança.

Primeira geração

1.  Ana Bonin, filha de Jacinto Bonin e Marcelina Colle, nasceu a 23 Set 1926 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Jacinto Bonin, filho de Fortunato Bonin e Mariana Dario, nasceu a 15 Jun 1887 em Tubarão, SC, e faleceu a 7 Set 1951 em Leopoldina, MG. Casou com Marcelina Colle

3.  Marcelina Colle, filha de Francesco Colle e Pierina Galasso, nasceu a 1 Set 1901 em Cesarolo, San Michele al Tagliamento, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu a 9 Fev 1980 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

4.  Fortunato Bonin, filho de Giacinto Bonin e Maria Bortolotto, nasceu a 7 Jun 1855 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia, e faleceu antes de 1933 em Leopoldina, MG. Casou com Mariana Dario

5.  Mariana Dario, filha de Valentino Dario e Pasqua Tognon, nasceu a 22 Fev 1858 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia, e faleceu a 2 Mar 1911 em Leopoldina, MG. Mariana também usou o nome Maria Darglia.

6.  Francesco Colle, filho de Angelo Colle e Santa Peressan, nasceu entre 1867 e 1868 em Cesarolo, San Michele al Tagliamento, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Pierina Galasso

7.  Pierina Galasso, filha de Pietro Galasso e Agata Moda, nasceu a 22 Jun 1873 em Latisana, Udine, Friuli-Venezia Giulia, Italia.

Quarta geração (Bisavós)

8.  Giacinto Bonin, filho de Fortunato Bonin e Maria Valentini, nasceu na Italia. Casou com Maria Bortolotto.

9.  Maria Bortolotto nasceu na Italia.

10.  Valentino Dario nasceu na Italia. Casou com Pasqua Tognon.

11.  Pasqua Tognon nasceu na Italia.

12.  Angelo Colle nasceu na Italia. Faleceu em Cesarolo, San Michele al Tagliamento, Venezia, Veneto. Casou com Santa Peressan.

13.  Santa Peressan nasceu na Italia.

14.  Pietro Galasso, filho de Domenico Galasso, nasceu na Italia. Faleceu a 10 jun 1882 em Latisana, Udine, Friuli-Venezia Giulia, Italia. Casou com Agata Moda.

15.  Agata Moda, filha de Francesco Moda, nasceu na Italia. Faleceu a 3 nov 1886 em Latisana, Udine, Friuli-Venezia Giulia, Italia. Agata também usou o nome Aguita Mota.

Quinta geração (Trisavós)

16.  Fortunato Bonin, filho de Angelo Bonin e Domenica Guidolin, nasceu em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia. Casou com Maria Valentini

17.  Maria Valentini nasceu na Italia.

28.  Domenico Galasso nasceu na Italia. Casou com Teresa Morello.

29.  Teresa Morello nasceu na Italia.

30.  Francesco Moda nasceu na Italia. Casou com Giovanna Gigante.

31.  Giovanna Gigante nasceu na Italia.

Sexta geração (Tetravós)

32.  Angelo Bonin nasceu cerca de 1769 em Italia, e faleceu a 10 Jul 1813 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia. Casou com Domenica Guidolin.

33.  Domenica Guidolin nasceu cerca de 1770 na Italia.

A família de Francesco Colle procedia da localidade de Cesarolo, parte do comune de San Michele ao Tagliamento, província de Veneza, região do Veneto. Segundo informações da administração local, a população de Cesarolo era de 1.651 habitantes em 2020.

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Fontes Consultadas:

Archivio di Stato di Castelfranco Veneto. Certificato di Stato di Famiglia emitido em 24 março 2016.

Archivio di Stato di Udine.

– Latisana Nati 1871 termo 6 e 1873 termo 68.

– Latisana Morti 1806-1911.

Archivio di Stato di Venezia. Matrimoni 1894, fls 14,termo 26.

Arquivo Nacional.

– Livro da Hospedaria da Ilha das Flores, 1910. Relação de passageiros do vapor Atlanta fls 10 nrs 91 a 97

Arquivo Público Mineiro.

– Relatórios da Colônia Constança 1910-1921

Cartório de Registro Civil de Leopoldina

– lv 10-B cas fls 54 termo 54.

– lv 6 nasc fls 149 termo 17.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina

– lv 2 sepultamentos fls 38 nr 44.

– Registro Sintético de Sepultamentos 1963-1983 fls 138v.

Igreja N. S. Piedade, Tubarão, SC

– lv bat 1886-1891 fls 69 termo 687.

– lv bat 1885-1887 fls 69 termo 387.

Registro de Estrangeiros de 1942.

Ufficio Anagrafe Comune di San Michele al Tagliamento por e-mail de 31 dezembro 2001.

Ufficio di Stato Civile, Castelfranco Veneto, Treviso, Ato Nascita 35 ano 1883, emitido 3 março 2016.

Informações prestadas por Colaboradores

– Marco Bonin, Descendente de Luigi Bonin e e Catherina Milani, residente em Santa Catarina.

– Rogerio Nascimento.

– Zilda Bonin.

Famílias italianas em Leopoldina: Bonin

No próximo dia 20 de maio será realizada a Noite Italiana no Clube do Moinho, com homenagens às famílias de descendentes italianos de Leopoldina. Abaixo a ascendência de mais uma homenageada.

Os avós paternos de Idalina Bonin passaram ao Brasil entre 1883 e 1886 e se dirigiram para a Colônia Grão Pará, em Santa Catarina, onde já estava radicado o irmão de Fortunato, Luigi Bonin.

Estavam acompanhados do filho mais velho, Angelo, nascido na Italia. Saíram de Santa Catarina entre abril de 1889 e junho de 1890, já com mais três filhos, vindo se estabelecer em Leopoldina onde nasceram outros oito filhos. Pelo menos uma irmã de Mariana Dario, Luigia Dario, passou ao Brasil na mesma época com o marido, Luigi Chechini. Viveram em Santa Adélia, SP.

Em novembro de 1911, Fortunato Bonin. adquiriu o lote 23 da Colônia Agrícola da Constança.

Primeira geração

1.  Idalina Bonin, filha de Antonio Bonin e Isaura Pereira das Dores. Idalina se casou com Valentin Sangirolami em 31 de outuro de 1950.

Segunda geração (Pais)

2.  Antonio Bonin, filho de Fortunato Bonin e Mariana Dario, nasceu a 9 Out 1895 em Leopoldina, MG, e faleceu a 24 Set 1969 em Leopoldina, MG. Casou com Isaura Pereira das Dores no dia 29 de julho de 1933, em Leopoldina.

3.  Isaura Pereira das Dores, filha de Ladislau Luciano Pereira e Maria Luciana de Oliveira, nasceu em 1914.

Terceira geração (Avós)

4.  Fortunato Bonin, filho de Giacinto Bonin e Maria Bortolotto, nasceu a 7 Jun 1855 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia, e faleceu antes de 1933 em Leopoldina, MG. Casou com Mariana Dario no dia 17 de abril de 1883 em Castelfranco Veneto, Treviso.

5.  Mariana Dario, filha de Valentino Dario e Pasqua Tognon, nasceu a 22 Fev 1858 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia, e faleceu a 2 Mar 1911 em Leopoldina, MG. Mariana também usou o nome Maria Darglia.

6.  Ladislau Luciano Pereira casou com Maria Luciana de Oliveira.

7.  Maria Luciana de Oliveira .

Quarta geração (Bisavós)

8.  Giacinto Bonin, filho de Fortunato Bonin e Maria Valentini, nasceu na Italia. Casou com Maria Bortolotto.

9.  Maria Bortolotto nasceu na Italia.

10.  Valentino Dario nasceu na Italia onde se casou com Pasqua Tognon.

11.  Pasqua Tognon nasceu na Italia.

Quinta geração (Trisavós)

16.  Fortunato Bonin, filho de Angelo Bonin e Domenica Guidolin, nasceu em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia. Casou com Maria Valentini

17.  Maria Valentini nasceu na Italia.

Sexta geração (Tetravós)

32.  Angelo Bonin nasceu cerca de 1769 na Italia, e faleceu a 10 Jul 1813 em Campigo, Castelfranco Veneto, Treviso, Veneto, Italia. Casou com Domenica Guidolin.

33.  Domenica Guidolin nasceu cerca de 1770 na Italia.

Nos arquivos de Castelfranco Veneto, Treviso, são encontrados registros da família Bonin desde o século XVIII. Grande parte deles se refere à frazione de Campigo.

Fontes Consultadas:

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Archivio di Stato di Castelfranco Veneto, Certificato di Stato di Famiglia emitido pelo Ufficiio Anagrafe di Castelfranco Veneto em 24 março 2016.

Arquivo da Diocese de Leopoldina

– lv 06 bat fls 16 termo 572 com erro de nome.

– lv 8 cas fls 21 termo 41.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina

– lv 2 sepultamentos fls 38 nr 44.

– lv sepultamentos 1963-1975 fls 53 nr 281 plano 2 sep 989.

LOTTIN, Jucely. Colônia Imperial do Grão Pará – 120 anos. Grão-Pará, SC: s.n., 2002.

Ufficio di Stato Civile, Castelfranco Veneto, Treviso, ato 35 ano 1883, emitido 3 março 2016.

Informações prestadas por Colaboradores

– Marco Bonin, Descendente de Luigi Bonin e e Catherina Milani, residente em Santa Catarina.

– Rogerio Nascimento, residente no Paraná.

Famílias italianas em Leopoldina: Bartoli, Bedin, Sangalli, Sangirolami

No próximo dia 20 de maio será realizada a Noite Italiana no Clube do Moinho, com homenagens às famílias de descendentes italianos de Leopoldina. Abaixo a ascendência de um dos homenageados.

Os avós paternos e maternos de Jurandy Zangale Bedin residiram na Colônia Agrícola da Constança.

Agradecemos a colaboração de Eduardo Machado Bedin pelo envio de cópias de documentos.

Primeira geração

1.  Jurandy, filho de João Bartoli Bedin e Maria Ana Sangalli, nasceu a 21 Jul 1940 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  João Bartoli Bedin, filho de Alessandro Bedin e Celestina Bartoli, nasceu a 22 Mai 1914 em Leopoldina, MG, e faleceu a 7 Jun 1986 em Leopoldina, MG. Casou com Maria Ana Sangalli.

3.  Maria Ana Sangalli, filha de Angelo Giulio Sangalli e Carolina Sangirolami, nasceu a 19 Fev 1917 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

4.  Alessandro Bedin, filho de Domenico Bedin e Anna Todaro, nasceu a 28 Mar 1886 em Castegnero, Vicenza, Veneto, Italia, e faleceu a 23 Fev 1963 em Leopoldina, MG. Casou com Celestina Bartoli no dia 4 de maio de 1912 em Leopoldina.

5.  Celestina Bartoli, filha de Pasquale Bartoli e Adele Gismondi, nasceu a 4 Fev 1894 em Chiaravalle, Ancona, Marche, Italia. Em 1942, Celestina declarou residência na então já emancipada Colônia Agrícola da Constança.

6.  Angelo Giulio Sangalli, filho de Giuseppe Sangalli e Rosa Vigarò, nasceu em 1884 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia. Angelo também usou o nome Agnello Julio Zangali. Casou com Carolina Sangirolami no dia 25 de setembro de 1909 em Leopoldina.Em 1920 residia na Colônia Agrícola da Constança.

7.  Carolina Sangirolami, filha de Giovanni Battista Sangirolami e Modesta Carmelim, nasceu em Stanghella, Montagnana, Padova, Veneto, Italia, e faleceu a 16 Fev 1964 em Leopoldina, MG. Carolina também usou o nome Maria Carolina Sangirolami.

Quarta geração (Bisavós)

8.  Domenico Bedin nasceu em Italia e lá se casou com Anna Todaro.

9.  Anna Todaro nasceu em Veneto, Italia. Outro nome usado por ela foi Anna Caposolla.

10.  Pasquale Bartoli, filho de Mauro Bartoli e Settimia Mengarelli, nasceu a 27 Nov 1852 em Montemarciano, Chiaravalle, Ancona, Marche, Italia, e faleceu antes de Jul 1927.  Pasquale se casou com Adele Gismondi em Chiaravalle, no dia 1 de novembro de 1880.

11.  Adele Gismondi, filha de Segismundo Gismondi e Adele, nasceu em Falconara Marittima, Ancona, Marche, Italia, e faleceu a 18 Jul 1927 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG. Adele também usou o nome Avelina Gismonde.

12.  Giuseppe Sangalli nasceu em 1849 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia. Casou com Rosa Vigarò.

13.  Rosa Vigarò nasceu em 1857 em Italia.

14.  Giovanni Battista Sangirolami nasceu em 1857 em Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Casou com Modesta Carmelim.

15.  Modesta Carmelim nasceu em 1852 na Italia, e faleceu a 14 Nov 1908 em Leopoldina, MG. Modesta também usou o nome Carmelim Modesta.

Quinta geração (Trisavós)

20.  Mauro Bartoli nasceu na Italia. Casou com Settimia Mengarelli.

21.  Settimia Mengarelli nasceu em Italia.

22.  Segismundo Gismondi nasceu na Italia. Casou com Adele.

23.   Adele nasceu em Italia.

Os avós de Jurandy procediam de quatro diferentes províncias: Lombardia, Vicenza, Padova e Marche.

Famílias italianas em Leopoldina: Anzolin

No próximo dia 20 de maio será realizada a Noite Italiana no Clube do Moinho, com homenagens às famílias de descendentes italianos de Leopoldina. Apresentamos, a seguir, a ascendência de uma das homenageadas.

Os pais de Maria Santina viveram no lote 57 na Colônia Agrícola da Constança. Na década de 1920, os avós maternos eram proprietários de um sítio a que denominaram Serra.

Primeira geração

1.  Maria Santina Anzolin, filha de Basilio Anzolin e Luiza Gallito, nasceu a 30 Out 1927 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Basilio Anzolin, filho de Secondiano Anzolin e Maria Amadio, nasceu a 3 Jun 1881 em Portogruaro, Venezia, Veneto, Italia. Basilio casou a primeira vez com Antonia Ramanzi e a segunda vez com Luiza Gallito no dia 4 de julho de 1921, em Leopoldina.

3.  Luiza Gallito, filha de Giovanni Gallito e Elisa Borella, nasceu a 23 Ago 1892 em Leopoldina, MG, e faleceu a 2 Set 1970 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

4.  Secondiano Anzolin nasceu na Italia. e foi casado com Maria Amadio.

5.  Maria Amadio nasceu na Italia. e também usou o nome Maria Mordeo.

6.  Giovanni Gallito nasceu em Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Casou com Elisa Borella.

7.  Elisa Borella nasceu em Casale di Scodosia, Montagnana, Padova, Veneto, Italia.

O pai de Maria Santina veio de Portogruaro, na província de Venezia. A família da mãe procedia da vizinha província de Padova.

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Fontes consultadas:

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 04 bat fls 101v.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 4 cas fls 244 termo 49.

Brasil-Ministerio da Agricultura, Industria e Commercio, Estabelecimentos Ruraes Recenseados no Estado de Minas Geraes. Rio de Janeiro: Typographia da Estatistica, 1924. v 2 p 328 nr 11 e p 331 nr 176

Carteira de Estrangeiro, nr 2736 de 14.05.1942.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv sepultamentos 1963-1975 fls 61 nr 244 plano 2 sep 1011.

Informações prestadas por Jaqueline Anzolin em 05/05/2022.

Memorial do Imigrante, São Paulo, certificado nr 18133, lv 67 página 31.

Caminhada do Encontro de Descendentes de Imigrantes

Em 2017 foi sancionada a lei que oficializou o Caminho do Imigrante, trajeto que passou a fazer parte dos encontros de descendentes realizados a partir de então. Neste ano não será diferente. Você está convidado para o encontro na Capela que foi sede da Colônia Agrícola da Constança e para caminhar até a praça do distrito de Tebas onde poderá aderir à tradicional macarronada, assistir uma apresentação do Grupo Tarantolato e conhecer a coleção de veículos dos associados do Clube Antigomobilistas de Leopoldina.

Encontro de descendentes de italianos em Leopoldina

A Comissão Organizadora do evento que acontecerá entre os dias 17 e 22 de maio de 2022 está recebendo manifestação dos descendentes idosos que moram no município.

Imigrantes Italianos no município de Leopoldina

A pesquisa publicada em abril de 2010, por ocasião das comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança, sofreu atualizações ao longo do período. Por esse motivo o trabalho que ora se apresenta traz acréscimos ao universo de imigrantes italianos que tiveram algum vínculo com o município de Leopoldina. Permanece a data limite de 1930, ou seja, foram considerados os italianos que residiram no município antes daquela data.

Para melhor compreensão do que será visto neste artigo, é importante lembrar que os atuais municípios de Argirita e Recreio foram emancipados depois daquela data e, portanto, alguns imigrantes que viviam nos distritos que hoje compõem o município de Recreio, assim como os do então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, foram referidos em fontes da sede municipal.

Quanto à metodologia, permanece a convicção de que, para conhecer a trajetória de um imigrante é preciso estudar a composição da família, de tal sorte que seja possível identificá-lo não só aqui no Brasil como também no local de origem. Considerando o período estudado, a fonte primordial, aqui no Brasil, é o registro paroquial. Nos assentos de batismo e casamento é possível coletar, além dos dados de identificação do próprio sujeito, nomes de padrinhos e testemunhas que podem ser do mesmo grupo familiar ou social. Apesar de nem sempre o local de origem das pessoas envolvidas ter sido corretamente informado, a análise das relações sociais das pessoas citadas permite levantar hipóteses para serem pesquisadas. E assim chegou-se ao total de 6.864 italianos ligados direta ou indiretamente a Leopoldina, sendo 4.426 documentados no município. Por conta da prática social de eliminar o sobrenome de família das mulheres casadas, atualmente há 581 mulheres sem origem, já que a investigação é impossível sem saber a qual grupo familiar pertencem.

Como bem lembrou Mioranza (2009, p. 27), “a onomástica envolve áreas da linguística, da antropologia, da sociologia, da geografia, da história e da psicologia”. Isto posto, não se deve desconsiderar o caráter multidisciplinar por conta da acepção da própria palavra, pois onomástica é a arte dos nomes. Toda arte provém de um conjunto de conhecimentos e a onomástica busca suas bases na linguística histórica que reflete o conjunto das práticas de cada momento. Este conceito norteou a decisão de usar a ortografia de cada sobrenome conforme encontrado na mais antiga fonte documental de cada personagem, pois não foram raros os casos em que sobrenomes aparentemente semelhantes no significado foram encontrados escritos de forma diversa conforme a família fosse originária de diferentes regiões italianas. Ressalte-se que os números aqui citados podem mudar sempre que novas fontes forem encontradas. Neste momento são apresentados os 1.173 sobrenomes de imigrantes italianos documentados em Leopoldina.

A título de Bibliografia

Lista simplificada das fontes utilizadas na composição do arquivo de dados relativo aos imigrantes italianos que viveram no município de Leopoldina antes de 1930.

Alistamento Eleitoral de Volta Grande 1900.

Alistamento Eleitoral do município de Leopoldina 1897 a 1900.

Arquivo da Diocese de Leopoldina.

Arquivo da Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo.

Arquivo do Judiciário de Leopoldina.

Arquivo Nacional: Manifestos de Vapores, Registro de Estrangeiros, Livros da Hospedaria da Ilha das Flores e da Agência Portuária.

Arquivo Público Mineiro: Livros da Hospedaria Horta Barbosa, Relatórios das Colônias de Imigrantes e Relatórios da Presidência da Província.

Arquivos civis e paroquiais das localidades de procedência dos imigrantes.

Arquivos de cemitérios das localidades onde viveram os imigrantes.

Arquivos de distritos militares italianos.

Arquivos paroquiais das demais localidades onde viveram os imigrantes.

Associação de recuperação e salvaguarda de arquivos históricos italianos.

Cartórios de Nota, de Registro Civil e do Registro de Imóveis de localidades brasileiras onde os imigrantes viveram.

Coleção das Leis da Assembléia Legislativa da Província de Minas Gerais.

Coleção das Leis Municipais de Leopoldina, MG.

Coleção Kenneth Light: documentos da Fazenda Paraíso pertencentes aoArquivo do Museu Imperial de Petrópolis.

Documentos pessoais como Carteira de Estrangeiro, Carteira Nacional de Habilitação e Certidão de Naturalização emitidas por órgãos brasileiros, Certidão Consultar e Passaporte italianos.

Jornais: Correio da Manhã, Rio de Janeiro, RJ; Gazeta de Leopoldina, Leopoldina, MG; O Leopoldinense, Leopoldina, MG; O Mediador, Leopoldina, MG; O Pharol, Juiz de Fora.

Livros Caixa da Câmara Municipal de Leopoldina.

Livros paroquiais italianos e de localidades brasileiras microfilmados pelaIgreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Portale Antenati. Gli Archivi per la Ricerca Anagrafica. <https://www.antenati.san.beniculturali.it/&gt;

Almanaque de Leopoldina. Leopoldina: s.n., 1886.

ALMEIDA, Salvador Justen de. Fichas Genealógicas das famílias Justen de Almeida e Carvalho. Arquivo Pessoal, 1994-2012.

BOTELHO, Luiz Rosseau. Dos 8 aos 80. Belo Horizonte: Vega, 1979.

BROTERO, Frederico de Barros. A Família Monteiro de Barros. São Paulo: s.n., 1951.

BUZATTI, Dauro José Antigos Povoados de Minas nos Campos das Vertentes. Belo Horizonte: do autor, 1978.

CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro:do autor, 1976.

Documentário histórico de Argirita, MG. Argirita, MG: Arquivo da Biblioteca Pública Municipal.

FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985.

GONZALEZ, Gildesio Canova. Família Canova. Arquivo eletrônico, 2005.

HÉNAULT, A. Almanak Hénault – Annuario Brazileiro Commercial Illustrado. Rio de Janeiro: s.l., s.d.

LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert Rio de Janeiro: diversos números.

LOTTIN, Jucely. Colônia Imperial do Grão Pará – 120 anos. Grão-Pará, SC: s.n., 2002.

MATTOSINHOS, José Campos. História de Goianá. Goianá: s.n., 1998.

MENDES, Padre Geraldo Mendes. História Geral do Laranjal. Laranjal: s.n., 1986.

MIORANZA, Ciro. Dicionário dos sobrenomes italianos. São Paulo: Escala, 1997.

MIORANZA, Ciro. Filius Quondam: a origem e o signficado dos sobrenomes italianos. 2 ed. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009.

MOREIRA, Rosalina Pinto. Imigrantes… Reverência: italianos na Colônia Santa Maria. O Lutador, 1999.

OLIVEIRA, Elisabeth Dorigo de. Fichas Genealógicas da família Dorigo de Oliveira. Arquivo eletrônico, 2006-2012. RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: do autor, 2004.

176 – Fazenda Tabuleiro, de Processo José Corrêa de Lacerda.

Vizinha do Sítio Saudades ou Fazenda Campo Limpo, de Manoel José de Novaes, a Tabuleiro foi fundada por Processo José Corrêa de Lacerda, genro de Manoel José.

Registre-se, de início, que em virtude da homonímia não foi possível estabelecer qual era o vínculo de Processo José com Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, pioneiro que formou a fazenda da Memória[1] nos primeiros tempos do Feijão Cru. Sabe-se, porém, que os Corrêa de Lacerda eram de Bom Jardim de Minas onde moravam também, os Novaes.

Muitos pesquisadores se dedicaram a estudar os vínculos que os casamentos criavam entre as famílias dos noivos. Maria Beatriz Nizza da Silva[2] mencionou o princípio da igualdade social que era estimulado pela Igreja Católica na escolha dos pretendentes, dando surgimento a adágios e provérbios como o de Antonio Delicado: “Se queres casar, casa com teu igual”. A autora citou, também, o padre Manoel Bernardes em sua obra Nova Floresta[3], publicada em 1706, para esclarecer o que se entendia por igualdade entre os noivos. Tratava-se de fazer combinar idades, condições sociais, saúde e a “qualidade” dos pretendentes, ou seja, similaridade etária, social, física e moral. Considerando que os párocos interferiam profundamente nas decisões das famílias e que conheciam bem os seus paroquianos, conclui-se que realizavam casamentos tendo em vista o princípio aqui mencionado. E assim se compreende o casamento de Processo José Corrêa de Lacerda com Maria Vitoria de Novaes pouco tempo antes da transferência para o Feijão Cru.

Processo não declarou de quem comprou os 120 alqueires em que formou a sua fazenda Tabuleiro, registrada[4] em 08.03.1856. Informou divisas com Manoel José de Novaes e Francisco Silva Barboza (fazenda Boa Vista dos Barbosas), e com a fazenda da Bocaina, o que causou mais uma dificuldade no decorrer da pesquisa. Isto porque as fontes consultadas indicam que a propriedade do sogro de Processo estava entre a Tabuleiro e a Bocaina, inviabilizando a indicação de tais divisas.

Conforme mencionado na coluna anterior, Manoel José de Novaes, formador da fazenda Campo Limpo, havia feito a partilha dos bens em vida, passando-os para a administração dos herdeiros, incluindo seu vizinho e genro Processo José Corrêa de Lacerda que faleceu[5] aos 12.05.1888. Daí a partilha dos bens de Processo eventualmente se confundir com a divisão dos bens de seu sogro.

Maria Vitória e seu marido só tomaram posse[6] da integridade dos bens da legítima paterna dela em junho de 1875. Quase dois anos depois, em março de 1877, foi aberto o processo de divisão judicial da fazenda São Pedro, mais tarde conhecida por Pedro Velho, da qual o casal era um dos confrontantes[7] pela parte que lhes coube no inventário de Manoel José de Novaes. Em março de 1882, quando foi julgada a divisão da fazenda Pedro Velho, o casal Processo e Maria Vitória teve regularizada[8] sua posse naquela fazenda, uma área de 7 hectares. Dois meses depois, houve um acréscimo não especificado nesta área porque se descobriu que anos antes, ao vender a parte que julgava possuir na Fazenda Pedro Velho, Manoel José de Novaes informou uma quantidade menor do que realmente possuía. Desta forma, os domínios de Processo José Corrêa de Lacerda passaram a se estender da margem direita do atual Córrego das Virgens até a margem esquerda do Córrego São Pedro que mais tarde passou a se chamar Arizona. A partir desse momento, a propriedade de Processo e Maria Vitória aparece nas fontes como Fazenda Tabuleiro dos Coqueiros.

Com sucessivas vendas e permutas que ocorreram nos anos seguintes, em 1897 as antigas fazendas Tabuleiro e Campo Limpo estavam reduzidas a 317 hectares, sendo que cerca de 65 alqueires sob o nome de Tabuleiro dos Coqueiros que pertencia a 23 condôminos. Boa parte das vendas permitiu a ampliação da área urbana do distrito que então se desenvolvia na esteira do movimento trazido pela Estrada de Ferro.

01) - Generosa Maria de Jesus cc Prudente Balbino de Souza, filho de Candido Balbino de Souza que teria sido vizinho de Manoel José de Novaes; 02) - Manoel Bento de Lacerda cc Laura Maria de Jesus, teria migrado para Laje do Muriaé; 03) - Maria Justina cc Joaquim Izidoro Ferreira, falecida antes de seu pai; 04) - Prudencio Afonso cc Eduviges, sem outras informações; 05) - Gabriel Antonio de Novaes, teria vivido em município vizinho; 06) - Caetano José cc Felizarda Amélia Salustiana, vendeu sua legítima paterna e teria se radicado na sede do distrito; 07) - Porfiria Maria de Jesus cc João Carlos Neto, ele descendente do formador da fazenda Boa Vista dos Barbosa e ela falecida antes do pai; 08) - Gertrudes Maria de Lacerda casou-se com um dos Honórios Ferreira de Lacerda de quem se sabe que fora condômino da fazenda Córrego do Sapateiro, na margem do rio Pomba, e que vendera sua parte a João Gonçalves Neto; 09) - Processo Felix de Novaes cc Maria Carolina de Oliveira, trocou sua legítima na sede do distrito por uma cota da fazenda Tabuleiro dos Coqueiros; 10) - Florisbela Maria de Lacerda cc Francisco José de Oliveira, faleceu em Ribeiro Junqueira no dia 19 de agosto de 1895.

Para completar as informações sobre a parte norte do distrito de Campo Limpo é necessário abordar o antigo Sítio São Pedro que ficou depois conhecido como Fazenda Pedro Velho. Assunto para a próxima viagem do Trem de História.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 428 no jornal Leopoldinense, janeiro de 2022

Fontes Consultadas:[1] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 9

[2] SILVA, Maria Bestriz Nizza da. Sistema de casamento no Brasil Colonial. São Paulo: T.A.Queiroz/USP, 1984. p.66

3] Classificada nas categorias ensaio, estudo e polêmica, Nova Floresta é uma obra em 5 volumes que foi publicada pela editora Oficina de Valentim da Costa Deslandes, Lisboa, Portugal e tem versão digitalizada disponível no site da Universidade Federal de Santa Catarina.

[4] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 4

[5] Inventário de Processo José Corrêa de Lacerda, processo 38402722 COARPE/TJMG img 1

[6] Inventário de Manoel José de Novaes, processo 38405822 COARPE/TJMG img 225

[7] Divisão da Fazenda Pedro Velho, processo 38404535 COARPE/TJMG imgs 2-4.

[8] Divisão da Fazenda Pedro Velho processo 38404535 COARPE/TJMG img 186 e 233.