179 – Fazenda Pedro Velho, de Pedro de Oliveira e Silva

O Trem de História de hoje tem como destino a antiga Fazenda Córrego de São Pedro, formada por Pedro de Oliveira e Silva em cerca de 80 alqueires de terras compradas de Francisco José da Silva, conforme registro[1] de 1856.

Tal fazenda confrontava com: 1) Manoel José de Novaes, proprietário do Sítio Saudades / Fazenda Campo Limpo, de quem se falou no  artigo anterior; 2) Francisco Martins de Andrade, que já habitava o território do Feijão Cru desde pelo menos 1843, conforme o censo[2] em que consta como chefe de um fogo onde morava com a esposa Luiza Maria e os filhos Gabriela e Joaquim; 3) Manoel José Pacheco, que pode ser o filho de Mariano José Pacheco listado como contribuinte[3] em Conceição da Boa Vista em 1858; 4) José Casemiro da Costa, casado com Maria Carolina de Jesus, filha de José Ignacio de Souza; 5) Ponciano Rodrigues de Andrade, de quem não se tem informações; e, 6) Manoel Francisco Malta, que registrou[4] duas propriedades em Leopoldina ainda não identificadas.

Pouco se conseguiu apurar sobre Pedro de Oliveira e Silva e sua família. Sabe-se que em 1852 uma filha dele se casou[5] em Piacatuba com Antonio de Sá Rocha. As fontes não esclarecem se nesse ano os pais da noiva já viviam nas margens do Córrego São Pedro onde formaram a fazenda cujo primeiro nome era o do curso d’água.

Além dessa informação, o que mais se tem sobre a fazenda está no processo de divisão[6] requerida quase dez anos depois da morte de Pedro de Oliveira e Silva e no mesmo ano em que faleceu sua esposa. O requerimento foi iniciativa de Antonio José Dias da Paixão, que em algumas fontes é citado como Antonio José Machado Dias da Paixão, e que seria parente de Maria Catarina da Paixão, um dos nomes utilizados pela mulher de Joaquim Dias Neto de quem Antonio José comprou[7] a propriedade em abril de 1871.

Ressalte-se que o objeto dessa compra foi uma morada de casas no arraial de Santana da Mata, em terreno de sessenta palmos com fundos até o rio Pomba, e bem assim uma situação denominada Floresta, de 16 alqueires com benfeitorias, em terras do finado Pedro de Oliveira e Silva conhecidas por Fazenda do Pedro Velho.

Aqui vale o registro de que existiu uma capela de Santana da Mata ao norte da Fazenda Pedro Velho, da qual não foram encontradas referências nos arquivos da Diocese de Leopoldina.

Segundo fontes literárias, no lugar onde se localizava a capela funcionou a Escola Francisco Machado, bem próxima da Fazenda Cachoeira do Pomba que pertenceu a Custódio Machado. O homenageado com o nome da escola seria Francisco Machado Dias Neto nascido[8] a 09 de março de 1860, filho de Joaquim Dias Neto e Maria Catarina, proprietário de 40 alqueires registrados[9] em 1856 sem indicação de nome da propriedade. Custódio Machado, proprietário da Cachoeira do Pomba, era neto de Francisco Machado Dias Neto.

Registre-se que por ocasião da divisão da Fazenda Pedro Velho foram convocados 44 condôminos e mais de 20 confrontantes, incluindo a Câmara Municipal que teria recebido doação do formador da propriedade para constituição do patrimônio de Santana da Mata, no povoado do mesmo nome, à beira do Rio Pomba.

Quanto à família do pioneiro Pedro de Oliveira e Silva, sabe-se que ele e sua esposa Antonia Maria de Jesus foram pais de: 1) Flausina Maria de Jesus casada com Manoel Antonio Martins; 2) Francisco Domingues da Costa; 3) Joaquim Antonio de Oliveira; 4) Manoel Bernardes da Silva que se casou com Maria Joaquina de Jesus e com ela teve filhos nascidos em Piacatuba; 5) Maria Quintiliana de Jesus; e, 6) Rita Maria de Jesus, falecida em Piacatuba em maio de 1854, que foi casada com Antônio de Sá Rocha, filho de Manoel de Sá Rocha e Joana Luzia.

No processo de divisão da fazenda Pedro Velho, há requerimento ao juiz para convocar o interessado Manoel Bernardes da Silva que residia nas Matas do Itabapoana, província do Espírito Santo. Entretanto, na escritura de venda de sua legítima paterna o local de residência[10] de Manoel foi indicado como Batatal, Vila Benevente, que é o atual município capixaba de Anchieta. Não se pode afirmar que dois outros filhos de Pedro de Oliveira e Silva, Francisco e Joaquim, sejam os homônimos referidos em fontes do mesmo município espírito-santense.

O Trem de História fica por aqui. Na próxima edição do Jornal, outro pioneiro de Leopoldina ocupará este espaço. Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 431 no jornal Leopoldinense, abril de 2022

Fontes Consultadas:


[1] Registro de Terras de Leopoldina. Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, nº 77 
[2] Arquivo Público Mineiro CX 03 DOC 04, Termo da Vila de São João Nepomuceno, Mapa da População do Feijão Cru, 1843 fls 15 fam 140 
[3] Livro de Arrecadação de Impostos em Conceição da Boa Vista 1858, fls 11 v 
[4] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), s 92 e 93 
[5] Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 cas termo 20 
[6] Divisão da Fazenda Pedro Velho processo 38404535 COARPE/TJMG 
[7] Divisão da Fazenda Pedro Velho processo 38404535 img 365. 
[8] Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 01 bat fls 57 termo 301 
[9] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 42 
[10] Divisão da Fazenda Pedro Velho processo 38404535 fls 20 e 23.

178 – Centenário da Semana de Arte Moderna: origens do modernista leopoldinense

Francisco Martins de Almeida, o modernista leopoldinense, nasceu[1] em Leopoldina, na fazenda Araribá, em 07 de janeiro de 1903 e faleceu[2] no Rio de Janeiro (RJ) no dia 29 de julho 1983, possivelmente solteiro. Sobre ele o Trem de História, nas edições de números 322 a 328 do Jornal Leopoldinense, que circularam entre janeiro e abril de 2017, publicou sete artigos espanando o pó que recobria a história desse conterrâneo.

Francisco era filho do magistrado Dr. Antonio Francisco de Almeida e de Georgina Martins de Almeida. Georgina era filha de Félix Martins Ferreira [neto], que empresta o nome à praça principal da cidade e, de Heliodora Pinheiro Correia de Lacerda.

Martins de Almeida estudou no Colégio Granbery, em Juiz de Fora e em 1920 já estava em Belo Horizonte onde, segundo o poeta Drummond de Andrade, teria aberto “a caixa com os primeiros livros de Proust a chegarem na cidade”[3]. Na capital mineira era acadêmico de direito[4] em 1923 e participava do Grupo Estrela, com rapazes que “decompunham e recompunham o espetáculo humano e preparavam materiais de cultura”, conforme declarou Drummond[5].

Além dos trabalhos para A Revista, da qual foi diretor juntamente com Carlos Drummond de Andrade, Martins de Almeida publicou o livro Brasil Errado, pela Editora de Augusto Frederico Schmidt, cuja segunda edição[6] saiu em 1953. Colaborou com Terra Roxa, veículo dos modernistas de São Paulo; com a Revista do Brasil e com os jornais A Noite, Correio da Manhã, Diário de Notícias, O País, O Mundo e com o Suplemento Literário do Jornal Estado de Minas[7].

“O Avesso dos Maridos Enganados ou, A Sociedade dos Cornos Livres”, de 1976, é o título de uma peça teatral que chegou a ser traduzida para o francês e da qual companheiros do autor dão notícia, sem, contudo, haver confirmação se foi realmente publicada.

“Às vezes, sou invadido pela dúvida de que não

fiz mais do que sonhar às avessas dos outros.”

Martins de Almeida[8]

Pedro Nava [9] registra que Martins de Almeida escreveu, também, “Amigado com a vida”, uma obra só conhecida dos que receberam do autor suas cópias xerografadas”. E diz considerá-lo um ensaísta de primeira e um dos melhores espíritos críticos da sua geração. “Um conversador admirável, o que justificaria plenamente o apelido que lhe dava Emílio Moura de: o nosso Rivarol”.

Recorde-se que Antoine de Rivarol (1753-1801) foi[10] um escritor e polemista francês. Sua obra encantou Tristão da Cunha, poeta e advogado nascido em Teófilo Otoni, MG que publicou o ensaio No Jardim de Rivarol em 1922. É também de Tristão da Cunha a primeira tradução brasileira de Hamlet, de Shakeaspeare. Não sendo considerado modernista, Cunha estimulou o interesse por frases do escritor francês como “Empreguemos apenas a razão para combater opiniões, pois ninguém mata idéias a tiro.”

Em carta dirigida ao próprio Martins de Almeida, Ribeiro Couto[11] faz elogio dizendo ser ele “um crítico de mão cheia que devia cultivar essa veia”.

Dessa veia destaca-se aqui, pela atualidade de um escrito de quase um século, ao qual intitulou “Estatística[12], que diz o seguinte:

“O Brasil é um país que está todo para ser estudado, numerado e catalogado. Sofremos tanto da falta da ‘palavra justa e do acento justo’ como dos números exatos. …. Precisamos escriturar urgentemente tanto a nossa miséria como a nossa riqueza. A pobreza dos nossos recursos materiais deve, sem demora, ser inventariada na forma de uma escrituração regular. Torna-se indispensável contar, pesar e medir toda a nossa realidade. Não podemos continuar a viver na incerteza do que temos e na ilusão do que não temos…… O Brasil é atualmente um amontoado de coisas disparatadas que necessitam ser somadas, diminuídas, multiplicadas e divididas. Só mesmo os nossos homens públicos, com a sua preocupação absorvente do voto e da frase, não compreendem ou não querem compreender o valor decisivo dos dados estatísticos nos planos administrativos.”

Em artigo publicado na Gazeta de Notícias Agripino Grieco[13] se refere a Martins de Almeida como um “escritor de uma sobriedade elegante, pensador e esteta, inimigo da vulgaridade e sempre desejoso da beleza”.

Ronald de Carvalho[14] em carta a Carlos Drummond de Andrade, em 01.09.25, escreveu: “Que bonita fogueira estão vocês fazendo com A Revista. Precisamos dessas queimadas para a nossa literatura de gravetos, espetos, paus e palitos de Ovar. Você e Martins de Almeida, que inteligentíssimos diabos para sapecar essas pereiras, pessegueiros e oliveiras do nosso mato acadêmico!”

É este o leopoldinense Martins de Almeida que o Trem de História tira da gaveta dos esquecidos para colocá-lo no seu local de destaque no Movimento Modernista de Minas Gerais.

O Trem de História de hoje fica por aqui. Na próxima viagem trará algo para lembrar os 168 anos de Emancipação de Leopoldina. Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 430 no jornal Leopoldinense, março de 2022

Fontes Consultadas:


[1] Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais de Providência, Leopoldina, MG, certidão matrícula nº 0371430155 1903 1 00003 053 0000003 81. 
[2] Anúncio de óbito. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 30 jul. 1983, ed. 113 p. 14. 
[3] ANDRADE, Carlos Drummond de. Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro, RJ, 26.10.1977, ed. 8589 p. 9. 
[4] O Pharol, Juiz de Fora, MG, 29.07.1923, ed. 366 p.1. 
[5] Andrade, Carlos Drummond de. Recordação de Aberto Campos. In: Confissões de Minas. São Paulo: Cosac Naify, 2011. p. 50. 
[6] ALMEIDA, Francisco Martins de. Brasil Errado. 2.ed. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1953. 
[7] NAVA, Pedro. Beira Mar Memórias/4. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978. p. 218. 
[8] ALMEIDA, Francisco Martins de. Brasil Errado, 2.ed. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1953. p. 144. 
[9] NAVA, Pedro. Galo das Trevas: As Doze Varas Imperfeitas: Memórias, 5. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1981. Nota p. 319. 
[10] VIEIRA, Pedro Luís Sala. O paratexto prefacial de tradução literária: o caso dos hamlets brasileiros.Revista Versalete, , Curitiba, v. 9, nr 16, 244-264, jan.-jun.2021. p. 248 
[11] A Revista. Reimpressão fac-similar de José Mindlin, Patrocínio da Metal Leve S.A., São Paulo, 1978, p. 87. 
[12] Almeida, Francisco Martins de. Brasil Errado. 2.ed. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1953. p. 72. 
[13] A Revista, Reimpressão fac-similar de José Mindlin, Patrocínio da Metal Leve S.A., São Paulo, 1978, p. 86. 
[14]  idem, p. 85.

177 – Centenário da Semana de Arte Moderna e o leopoldinense que fez parte do Movimento

O Trem de História realiza sua 177ª viagem sob a orientação de um historiador mineiro que abordou as relações entre História e Literatura, como se pode verificar em obra publicada postumamente[1]. Ao tratar do Modernismo, Francisco Iglésias declarou que o movimento de 1922 deu início à busca da “superação da consciência ingênua pela consciência crítica” e despertou o desejo de renovação, deixando para trás as fórmulas gastas[2]. Segundo Iglésias, a insatisfação com o comportamento dominante e com práticas retrógradas abriu caminho para um novo pensar. O historiógrafo destaca também que a História se abriu para a[3] “mentalidade polêmica e criadora daquela geração que tinha muito o que dizer”.

Quando se comemora o centenário da Semana de Arte Moderna, realizada no Theatro Municipal de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, o Trem de História resgata algumas informações sobre o Movimento Modernista no Brasil e, dentro dele, um pouco da história do leopoldinense Francisco Martins de Almeida ou, Martins de Almeida, ativo participante do grupo de Belo Horizonte.

E começa lembrando Aline Maria Jeronymo[4], para quem

a necessidade de renovação e de formação de um grupo literário-artísticocultural não era, evidentemente, uma característica exclusiva dos intelectuais de São Paulo. Em Belo Horizonte, muitos jovens do interior, vindos de famílias de classe média, realizavam os cursos superiores na capital em crescimento. Foi, desse modo, por meio de estudantes de direito, medicina ou farmácia, que uma agitação intelectual surgiu em meados da década de 1920, em Belo Horizonte, dando início ao grupo modernista mineiro. Nesse primeiro momento, destacavam-se, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Pedro Nava, Martins de Almeida[5], Abgar Renault, Mílton Campos, Gustavo Capanema e João Alphonsus.

Na verdade, em Minas Gerais o movimento modernista teve seu maior destaque em Belo Horizonte, com os artistas e literatos que formavam o grupo da “Estrela” ou de “A Revista”. Mas não se pode desconhecer, também, a contribuição da turma de Cataguases, criadores do grupo “Verde”. Nem tampouco se pode deixar de ressaltar que o Movimento marcou outras atividades intelectuais para além da literatura. Ao valorizar as raízes nacionais e a liberdade de escrita fora dos padrões herméticos até então exigidos, influenciou a Pedagogia, a Antropologia, a Sociologia e a História. Não é outro o estímulo para o desenvolvimento de um olhar para dentro, no caso da História, iniciando o processo de reconhecimento dos valores locais.

Ressalte-se que os participantes buscavam encontrar uma expressão artística nacional e valorizar uma literatura calcada em linguagem simples e cotidiana.

De certa forma, o Trem de História é herdeiro do que preconizaram as principais figuras da Semana de 1922, ao buscar no fundo do baú do tempo as informações, as práticas e os personagens que fizeram a História de Leopoldina.

Luciana Francisco[6] afirma que

Se os jovens mineiros já possuíam, como demonstrado, coesão e proximidade, graças à camaradagem em torno das mesas da Confeitaria Estrela e da redação do Diário de Minas, o contato com a caravana paulista ampliou a troca de experiências e apropriação de novas ideias ao modernismo em Belo Horizonte e, paralelamente, o incentivo para que se lançassem à cena nacional com a publicação de A Revista.

É ainda de Luciana a informação,de que “A ideia de criar uma revista modernista em Belo Horizonte foi logo informada a Mário de Andrade juntamente com o pedido contido de colaboração ao final da missiva”. E transcreve Lélia Coelho Frota[7],

“O Francisco de Almeida, mais dois amigos e mais eu, está fazendo uma revista cujo número deve sair em junho. Aqui em Belo Horizonte isso de revista não pega. Em todo caso, vamos fazer ainda uma experiência. É claro que contamos com você, se bem que eu seja o primeiro a não querer sacrificar algum trabalho seu, de fôlego, e que por isso mesmo deve aparecer numa revista de circulação realmente grande, peço que nos mande ao menos duas linhas de prosa ou verso, como entender. Perdoe o papel, a tinta, o estilo, o pedido e a amolação do seu Carlos”[8].

O assunto não termina aqui, mas há a necessidade de uma pausa para reunir outros dados sobre o leopoldinense que dele fez parte. Aguardem!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 429 no jornal Leopoldinense, fevereiro de 2022

Fontes consultadas:


[1] IGLÉSIAS, Francisco. História e Literatura. São Paulo: Perspectiva, 2010. p.237 
[2] Idem, p. 247 
[3] Idem, p.258 
[4] JERONYMO, Aline Maria. Minas e o Modernismo: a origem de uma poética moderna. Revista Travessia, Universidade Federal de Sergipe, v.5, n.10, 40-51, p.42 
[5] Francisco Martins de Almeida. 
[6] FRANCISCO, Luciana. Modernismos em Revistas: as pluralidades do modernismo mineiro com os periódicos A Revista (Belo Horizonte, 1925-1926) e Verde (Cataguases, 1927-1928;1929). In: 30º Simpósio Nacional de História, 2019, Recife. 
[7] Idem 
[8] Carlos Drummond de Andrade

Famílias Italianas em Leopoldina: Iennaco

Nesta III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina serão homenageados quatro membros da família.

Arlenice Carvalho, filha de Anita Iennaco e Alziro Azevedo de Carvalho, nasceu a 30 Out 1938 em Leopoldina, MG. Anita Iennaco, filha de Lorenzo Iennaco e Emma Sparanno, nasceu a 24 Mai 1916 em Leopoldina, MG, e faleceu a 18 Mai 1982 em Leopoldina, MG. Lorenzo Iennaco, filho de Raffaele Iennaco e Maria Giuseppa Lamarca, nasceu a 1 Mar 1885 em Maratea, Potenza, Basilicata, Italia, e faleceu a 5 Ago 1954 em Leopoldina, MG. Lorenzo casou a primeira vez com com Emma Sparanno, filha de Vincenzo Maria Andrea Stanislao Antonio Sparano e Mariana Giovanna Laghezza, a 15 Out 1906 em Castel San Giorgio, Salerno, Campania, Italia. Emma nasceu a 7 Abr 1880 em Roccapiemonte, Salerno, Campania, Italia, e faleceu a 10 Dez 1922 em Leopoldina, MG.

Lea Maria Lima Iennaco, filha de Vicente Iennaco e Ernestina de Souza Lima, nasceu a 5 Out 1933 em Leopoldina, MG. Vicente Iennaco, filho de Lorenzo Iennaco e Emma Sparanno, nasceu a 4 Fev 1909 em Leopoldina, MG, e faleceu a 19 Nov 1987 em Leopoldina, MG.

Maria de Lourdes Lima Iennaco, filha de Vicente Iennaco e Ernestina de Souza Lima, nasceu a 29 Mai 1935 em Leopoldina, MG. Vicente Iennaco, filho de Lorenzo Iennaco e Emma Sparanno, nasceu a 4 Fev 1909 em Leopoldina, MG, e faleceu a 19 Nov 1987 em Leopoldina, MG.

Artur Bernardes Iennaco, filho de Lorenzo Iennaco e Zulmira Machado, nasceu a 9 Mar 1937 em Leopoldina, MG. Lorenzo Iennaco casou a segunda vez com Zulmira Machado, filha de Carlos José Machado e Maria da Conceição Lima.

Fontes consultadas:

Almanack do Arrebol. Leopoldina: s.n., 1984-1985. 1986 nr 8 fls 13.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 12 bat fls 33 termo 70.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 16 bat fls 53v termo 434.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 7 cas fls 6 termo 26.

Carteira Nacional de Habilitação, Registro 01127642802 DETRAN-MG cópia enviada por Rodrigo Iennaco.

Carteiras de Identidade: RG MG-17.596.703 emitido em 03/07/2008 pela SSP-MG e RG-MG 20.299.015 emitido em 08/05/2013 pela SSP-MG. RG 1.600.765 emitido pelo Instituto Félix Pacheco em 11/04/1969

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, certidão mat. 0509480155 1954 4 00011 522 0000186 11.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG. Registro Sintético de Sepultamentos 1963-1983 fls 124v, e 1983-1997 fls 61 e fls 87. Lápides no túmulo da família Iennaco.

RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: do autor, 2004.

As fontes italianas estão descritas em Cognome Iennaco: registros e reminiscências, livro do descendente Rodrigo Iennaco que será lançado amanhã, dia 21/5/2022, as 20h, no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira.

Agradecemos ao Rodrigo pela prestimosa colaboração no estudo da família.

Ascendência de Neide Lucia Salgueiro

Nesta III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina, será homenageada esta antiga moradora da cidade.

Primeira geração

1.  Neide Lucia Salgarelli, filha de Gregorio José Salgarelli e Veronica Narcisa Piazzi, nasceu a 21 Dez 1941 em Matias Barbosa, MG. Casou com José Salgueiro, filho de Adario Salgueiro e Maria Joana, a 1 Dez 1962 em Matias Barbosa, MG. José nasceu a 26 Mai 1933 em Juiz de Fora, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Gregorio José Salgarelli nasceu a 9 Nov 1903, e faleceu a 25 Jul 1975. Casou com Veronica Narcisa Piazzi.

3.  Veronica Narcisa Piazzi, filha de Giuseppe Piazzi e Maria Romana Civiero, nasceu a 5 Dez 1909, e faleceu a 4 Mai 1992.

Terceira geração (Avós)

6.  Giuseppe Piazzi, filho de Giuseppe Piazzi e Narcisa Fontana, nasceu a 8 Ago 1869 em Palù, Verona, Veneto, Italia, e faleceu a 14 Jun 1947 em Sarandira, Juiz de Fora, MG. Giuseppe também usou o nome Jacinto Piazzi. Giuseppe casou com Maria Romana Civiero a 19 Mar 1890 em Ronco all’Ádige, Isola della Scala, Verona, Veneto, Italia.

7.  Maria Romana Civiero nasceu a 1 Fev 1871 em Ronco all’Ádige, Isola della Scala, Verona, Veneto, Italia, e faleceu em Sarandira, Juiz de Fora, MG.

Quarta geração (Bisavós)

12.  Giuseppe Piazzi, filho de Angelo Piazzi e Luigia Caliari, nasceu a 1 Mar 1830 em Oppeano, Verona, Veneto, Italia. Casou com Narcisa Fontana a 6 Fev 1857 em Oppeano, Verona, Veneto, Italia.

13.  Narcisa Fontana, filha de Girolamo Fontana e Angela Tamora, nasceu a 17 Out 1837 em Roverchiara, Verona, Veneto, Italia.

Quinta geração (Trisavós)

24.  Angelo Piazzi nasceu na Italia onde se casou com Luigia Caliari.

25.  Luigia Caliari nasceu na Italia.

26.  Girolamo Fontana nasceu na Italia onde se casou com Angela Tamora.

27.  Angela Tamora nasceu na Italia.

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Fontes consultadas:

Archivio di Stato di Verona

– Lista de Leva classe 1869.

– Matrimonio Ronco All’Adige 1890 parte 1 termo 8.

– Nati 1871 Ronco All’Adgige nr termo ilelgível.

– Registro 2103 da Família Spiazzi em Palù, enviado por descendente de Gaetano Ferrari.

Arquivo Público Mineiro. Livros da Hospedaria Horta Barbosa SA-862 fls 102 e SA-910 fls 222.

Cartório de Registro Civil de Matias Barbosa, MG. lv 18 cas fls 77v termo 3922.

Cartório de Registro Civil de Sarandira, Juiz de Fora, MG. Certidão matrícula 0565070155 1947 4 00002 075 0000749 13.

Informações prestadas por Colaboradores: descendentes de Gaetano Ferrari; Ylebian Salgueiro e Marco Antonio Salgueiro Júnior.

Famílias italianas em Leopoldina: Carraro

A família Carraro será homenageada nesta III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina também através do descendente Waldir Elias Dibo. Procedentes de Pianiga, província de Venezia, os ascendentes de Waldir chegaram em duas etapas: a mãe de Vittorio Carraro, Santa Bordin, viajou com os filhos pelo vapor Washington em 1888, saiu da hospedaria com destino a São João Nepomuceno e pouco depois se transferiu para Leopoldina. Já a família de Elisabetta chegou em 1896 e foram para a Fazenda Paraíso.

Primeira geração

1.  Waldir Elias Dibo, filho de Elias Dibo e Maria Carraro, nasceu a 1 Nov 1939 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Elias Dibo, filho de João José e Carmen Felix. Casou com Maria Carraro.

3.  Maria Carraro, filha de Vittorio Carraro e Elisabetta Carraro, nasceu a 3 Dez 1908 em Leopoldina, MG, e faleceu a 18 Mai 1967 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

6.  Vittorio Carraro, filho de Francesco Carraro e Santa Bordin casou com Elisabetta Carraro a 30 Jul 1898 em Leopoldina, MG.

7.  Elisabetta Carraro, filha de Angelo Carraro e Giovanna Cancelliero, nasceu a 27 Out 1878 em Pianiga, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu a 11 Ago 1971 em Leopoldina, MG.

Quarta geração (Bisavós)

12.  Francesco Carraro, filho de Angelo Carraro e Fortunata Cancelliero, nasceu na Italia, e faleceu a 4 Set 1878 em Rivale di Pianiga, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Santa Bordin.

13.  Santa Bordin nasceu em 1848 na Italia.

14.  Angelo Carraro, filho de Antonio Carraro e Maria Carraro, nasceu a 11 Abr 1848 em Pianiga, Venezia, Veneto, Italia. Casou com Giovanna Cancelliero.

15.  Giovanna Cancellieri, filha de Luigi Cancellieri e Giustina Segato, nasceu a 20 Mar 1852 em Murelle di Villanova Di Camposampiero, Padova, Veneto, Italia.

Quinta geração (Trisavós)

24.  Angelo Carraro nasceu na Italia onde se casou com Fortunata Cancelliero.

25.  Fortunata Cancelliero nasceu na Italia.

28.  Antonio Carraro nasceu na Italia onde se casou com Maria Carraro.

29.  Maria Carraro nasceu na Italia.

30.  Luigi Cancelliero, filho de Angelo Cancelliero e Maria Silvestri, nasceu em 1818 em Murelle di Villanova di Camposampiero, Padova, Veneto, Italia e lá faleceu a 19 Fev 1887. Foi casado com Giustina Segato.

31.  Giustina Segato nasceu na Italia.

Sexta geração (Tetravós)

30.  Angelo Cancelliero nasceu na Italia onde se casou com Maria Silvestri.

31.  Maria Silvestri nasceu na Italia.

A distância entre Villanova di Camposampiero e Pianiga é de 7,5 km. A primeira pertence à província de Padova e Pianiga é da província de Venezia.

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Fontes consultadas:

Archivio di Stato di Pianiga. Livro de Registro de Óbitos de 1878.

Archivio di Stato di Venezia. Certificato di Famiglia emitido em Pianiga a 22.07.2000.

Arquivo da Diocese de Leopoldina. lv 12 bat fls 28v termo 28 e lv 3 cas fls 9 termo 18.

Arquivo Público Mineiro. Livros da Hospedaria Horta Barbosa SG-801 fls 86-87 fam 82 e SA-884 fls 59 fam 33.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina.

– Certidão matrícula 0509480155 1939 1 00009 050 0000637 81.

– lv 7 nasc. fls 112 termo 36.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo. lv sepultamentos 1963-1975 fls 35 nr 122 plano 2 sep 1154 e fls 69 nr 229 plano 2 sep 264.

Famílias italianas em Leopoldina: Bartoli, Sardi

A homenageada Maria Aparecida Pires representa duas famílias nesta III Festa do Imigrante Italiano em Leopoldina. Os Bartoli chegaram em 1896 e foram contratados para trabalhar em Matias Barbosa. Pouco tempo depois vieram para o distrito de Ribeiro Junqueira. A família Sardi já estava em Leopoldina desde 1894 e em 1918 já havia adquirido um lote na área rural de Ribeiro Junqueira.

Primeira geração

1.  Maria Aparecida Pires, filha de João Antero Pires e Rosa Bartoli, nasceu a 9 Nov 1941 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  João Antero Pires, filho de Miguel Augusto Pires e Rita da Gama Tavaves casou com Rosa Bartoli.

3.  Rosa Bartoli, filha de Alberto Bartoli e Maria Natalina Sardi, nasceu a 16 Ago 1914 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

6.  Alberto Bartoli, filho de Pasquale Bartoli e Adele Gismondi, nasceu a 13 Out 1883 em Chiaravalle, Ancona, Marche, Italia e faleceu a 24 Mai 1964 em Leopoldina. Casou com Maria Natalina Sardi a 8 Fev 1902 em Leopoldina.

7.  Maria Natalina Sardi, filha de Giovanni Sardi e Giovanna Ghelfi, nasceu a 25 Dez 1882 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia, e faleceu a 13 Jul 1937 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG..

Quarta geração (Bisavós)

12.  Pasquale Bartoli, filho de Mauro Bartoli e Settimia Mengarelli, nasceu a 27 Nov 1852 em Montemarciano, Chiaravalle, Ancona, Marche, Italia. Casou com Adele Gismondi a 1 Nov 1880 em Chiaravalle, Ancona, Marche, Italia.

13.  Adele Gismondi, filha de Segismundo Gismondi e Adele, nasceu em Falconara Marittima, Ancona, Marche, Italia, e faleceu a 18 Jul 1927 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG. Adele também usou o nome Avelina Gismonde.

14.  Giovanni Sardi, filho de Giuseppe Francesco Sardi e Luigia Scotti, nasceu em 1857 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia, e faleceu a 15 Mar 1903 em Leopoldina, MG. Casou com Giovanna Ghelfi.

15.  Giovanna Ghelfi nasceu em 1858 na Italia, e faleceu em Leopoldina, MG.

Quinta geração (Trisavós)

24.  Mauro Bartoli nasceu na Italia onde se casou com Settimia Mengarelli.

25.  Settimia Mengarelli nasceu na Italia.

26.  Segismundo Gismondi nasceu na Italia. Casou com Adele.

27.   Adele nasceu na Italia.

28.  Giuseppe Francesco Sardi nasceu em Milano, Lombardia, Italia. Casou com Luigia Scotti.

29.  Luigia Scotti nasceu em Milano, Lombardia, Italia.

As famílias Bartoli e Sardi vieram de regiões diferentes da Italia, os primeiros de Ancona e os Sardi da Lombardia.

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Fontes consultadas:

Arquivo da Diocese de Leopoldina

– lv 15 bat fls 39v termo 386.

– lv 3 cas fls 146 termo 7.

Arquivo Público Mineiro.

– Livros da Hospedaria Horta Barbosa, SA-867 p. 56 e S-A 902 p. 206

Archivio di Stato di Ancona.

– Lista di Leva di Montemarciano classe 1852.

Archivio di Stato di Chiaravalle

– Nati 1869-1892, página 81verso, termo 154.

– Atto di Matrimonio nr. 21 de 1880.

– Atto di Nascita, Comune nr. 154 de 1883

Cartório de Registro Civil de Leopoldina. Certidão de nascimento matrícula 0436870155 1941 1 00013 013 0000082 40.

Cartório de Registro Civil de Ribeiro Junqueira.

– lv 6 óbitos fls 1 e 164.

Cartório de Registro de Imóveis de Leopoldina.

– lv 3-C T.T (antigo), fls. 34, reg. 7079.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina.

– lv 1 1896-1903 fls 41 reg 11717.

Informações prestadas por Colaboradores: Thais Bartoli.

Famílias italianas em Leopoldina: Meneghetti, Sangalli, Sangirolami e Ceoldo

A homenageada Elza Meneghetti Sangalli representa quatro famílias italianas que aqui se uniram através do casamento de seus descendentes. Os Meneghetti e os Ceoldo chegaram em 1888 enquanto os Sangalli chegaram em 1894 e os Sangirolami no ano seguinte.

Primeira geração

1.  Elza Meneghetti Sangalli, filha de José Antonio Sangalli e Maria Isolina Meneghetti, nasceu a 28 Ago 1938 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  José Antonio Sangalli, filho de Angelo Giulio Sangalli e Carolina Sangirolami, nasceu a 19 Ago 1910 em Leopoldina, MG. Casou com Maria Isolina Meneghetti a 1 Out 1932 em Leopoldina.

3.  Maria Isolina Meneghetti, filha de Verginio Meneghetti e Teresa Ceoldo.

Terceira geração (Avós)

4.  Angelo Giulio Sangalli, filho de Giuseppe Sangalli e Rosa Vigarò, nasceu em 1884 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia. Angelo também usou o nome Agnello Julio Zangali. Casou com Carolina Sangirolami a 25 Set 1909 em Leopoldina.

5.  Carolina Sangirolami, filha de Giovanni Battista Sangirolami e Modesta Carmelim, nasceu em Stanghella, Montagnana, Padova, Veneto, Italia, e faleceu a 16 Fev 1964 em Leopoldina, MG.

6.  Verginio Meneghetti, filho de Sante Meneghetti e Regina Formenton, nasceu a 17 Fev 1879 em Campolongo Maggiore, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu depois de 1942. Casou com Teresa Ceoldo a 16 Jan 1904 em Leopoldina.

7.  Teresa Ceoldo, filha de Camillo Ceoldo e Maria Baldan, nasceu a 25 Jun 1883 em Vigonza, Padova, Veneto, Italia.

Quarta geração (Bisavós)

8.  Giuseppe Sangalli nasceu em 1849 em Brughério, Milano, Lombardia, Italia, e faleceu em Leopoldina, MG. Casou com Rosa Vigarò.

9.  Rosa Vigarò nasceu em 1857 na Italia e faleceu em Leopoldina, MG.

10.  Giovanni Battista Sangirolami nasceu em 1857 em Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Casou com Modesta Carmelim.

11.  Modesta Carmelim nasceu em 1852 na Italia, e faleceu a 14 Nov 1908 em Leopoldina, MG.

12.  Sante Meneghetti, filho de Domenico Meneghetti e Maria Piovan, nasceu a 9 Jul 1848 em Campolongo Maggiore, Venezia, Veneto, Italia, e faleceu a 12 Jan 1916 em Leopoldina, MG. Casou com Regina Formenton a 25 Nov 1871 em Campolongo Maggiore.

13.  Regina Formenton, filha de Giuseppe Girolamo Formenton e Maria Formenton, em Venezia, Veneto, Italia, e faleceu a 25 Dez 1917 em Tebas, Leopoldina, MG.

14.  Camillo Ceoldo, filho de Giovanni Ceoldo, nasceu em 1842 na Italia. Casou com Maria Baldan.

15.  Maria Baldan, filha de Antonio Baldan, nasceu em 1847 na Italia.

Quinta geração (Trisavós)

24.  Domenico Meneghetti, filho de Felice Meneghetti, nasceu na Italia. Casou com Maria Piovan.

25.  Maria Piovan, filha de Bevenuto Piovam, nasceu na Italia.

26.  Giuseppe Girolamo Formenton nasceu na Italia. Casou com Maria Formenton.

27.  Maria Formenton nasceu na Itália, provavelmente em Mira, Venezia, Veneto.

28.  Giovanni Ceoldo nasceu na Italia.

30.  Antonio Baldan nasceu na Italia.

Sexta geração (Tetravós)

48.  Felice Meneghetti nasceu na Italia.

50.  Bevenuto Piovam nasceu na Italia

Campolongo Maggiore é um comune da província de Venezia que faz divisa com a província de Padova.

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Fontes Consultadas:

Archivio di Stato di Venezia.

– Atto di Matrimonio 1871 registro 4

– Lista di Leva de Campolongo Maggiore classe 1879 registro 176.

Archivio di Stato di Vigonza.

– Nati 1872, termo 195, imagem 76.

– Nati 1883, termo 146, imagem 51.

Arquivo da Diocese de Leopoldina

– lv 13 bat fls 7v termo 67.

– lv 3 cas fls 206 termo 3.

– lv 5 cas fls 60 termo 66.

– lv 7 cas fls 29v termo 37.

Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE – TJMG. Inventário de Regina Fromenton processo 38401073.

Arquivo Público Mineiro. Livros da Hospedaria Horta Barbosa SG 801 fls 85 fam 72; lv SG 801 fls 933; AS 867 fls 55; SA 883 fls 5 e AS 910, fls 57.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG. lv 5 cas fls 3 termo 35.

Cartório de Registro Civil de Tebas, Leopoldina, MG

– lv 4.C fls 72 termo 70 e fls 142 termo 58.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG.

– lv 2 de sepultamentos fls 25 e fls 82.

– lv sepultamentos 1963-1975 fls 10.

Igreja de San Lorenzo Martire, Liettoli, Campolongo Maggiore, Batesimo v 1 pag 154 nr 28.

Registro de Estrangeiros de 1942.

Informações prestadas por Colaboradores: Lucimary Vargas de Oliveira (in memoriam); Nélio e Virgilio Meneghetti.

Famílias italianas em Leopoldina: Sangirolami, Borella

Nesta Festa de Descendentes de Imigrantes Italianos será homenageada Marlene Moraes André, como representante de duas tradicionais famílias italianas que viveram em Leopoldina. Os Sangirolami chegaram em novembro de 1895 e saíram da Hospedaria sob contrato com Antonio Maurício Barbosa. Pouco tempo depois eram colonos da Fazenda Paraíso. Os Borella já estavam em Leopoldina desde 1892 e também trabalharam na Fazenda Paraíso onde Giovanni e Giustina se conheceram e se casaram. Em 1915, Pietro Sangirolami adquiriu um lote na Colônia Agrícola da Constança onde vários familiares passaram a viver. O patriarca Luciano Borella teve uma padaria na Rua da Grama.

Primeira geração

1.  Marlene Moraes André, filha de José Moraes André e Ema Modesta Angélica Sangirolami, nasceu a 9 Ago 1938 em Leopoldina, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  José Moraes André, filho de Maria Rosa da Conceição, casou com Ema Modesta Angélica Sangirolami a 31 Jan 1931 em Leopoldina, MG.

3.  Ema Modesta Angélica Sangirolami, filha de Giovanni Sangirolami e Giustina Borella, nasceu a 31 Ago 1913 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

5.  Maria Rosa da Conceição .

6.  Giovanni Sangirolami, filho de Giovanni Battista Sangirolami e Modesta Carmelim, nasceu a 27 Jun 1883 em Stanghella, Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Giovanni também usou o nome João Luiz Zangirolani. Casou com Giustina Borella a 26 Mai 1906 em Providência, Leopoldina, MG.

7.  Giustina Borella, filha de Luciano Borella e Lucia Lorenzetto, nasceu cerca de 1887 em Italia.

Quarta geração (Bisavós)

12.  Giovanni Battista Sangirolami nasceu em 1857 em Montagnana, Padova, Veneto, Italia. Casou com Modesta Carmelim.

13.  Modesta Carmelim nasceu em 1852 na Italia, e faleceu a 14 Nov 1908 em Leopoldina, MG.

14.  Luciano Borella, filho de Pietro Borella e Giustina Casello, nasceu a 2 Mar 1863 em Casale di Scodosia, Montagnana, Padova, Veneto, Italia, e faleceu a 27 Nov 1920 em Leopoldina, MG. Casou com Lucia Lorenzetto.

15.  Lucia Lorenzetto nasceu a 17 Out 1862 na Italia, e faleceu em Manhuaçu, MG.

Quinta geração (Trisavós)

28.  Pietro Borella nasceu na Italia onde se casou com Giustina Casello.

29.  Giustina Casello nasceu na Italia.

Casale di Scodosia e Montagnana são comuni vizinhos.

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Fontes consultadas:

Archivio storico del Distretto Militare di Padova

– Leva Militare delle province di Padova e Rovigo 1846 – 1902.

– Lista di Leva di Casale di Scodosia classe 1863.

Arquivo da Diocese de Leopoldina

– lv 14 bat fls 96 termo 490.

– lv 3 cas fls 317 termo 20.

– lv 7 cas fls 3 termo 10.

Arquivo Público Mineiro. Livros da Hospedaria Horta Barbosa SA 862 pag 111, SA-883 fls 5.e SA-884 fls 27

Carteira de Identidade M-16.875.378.

Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 2 fls 4-v.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 fls 25 e fls 100 sep 579.

Informações prestadas por colaboradores: Cecilia Corradin (in memoriam), Lucimary Sangalli Vargas (in memoriam), Warlley Moraes Botelho Júnior.

Famílias italianas em Leopoldina: Vitoi, Minicucci

A homenageada Ilka Cruz Vitoi Paixão Mendonça representa uma família italiana que viveu em Argirita, com forte atuação política e econômica antes e depois da emancipação daquele antigo distrito de Leopoldina. Os Vitoi teriam vindo para o Brasil no último quartel do século XIX. Em setembro de 1899, Emilio Vitoi retornou de uma viagem à Italia, trazendo Annunziata Minicucci, com quem se casara na terra natal.  

Primeira geração

1.  Ilka Cruz Vitoi Paixão, filha de Antonio de Paula Paixão e Ida Maria Vitoi, nasceu a 3 Mai 1930 em Argirita, MG.

Segunda geração (Pais)

2.  Antonio de Paula Paixão casou com Ida Maria Vitoi.

3.  Ida Maria Vitoi, filha de Emilio Vitoi e Annunziata Minicucci, nasceu a 10 Ago 1907 em Argirita, MG, e faleceu a 19 Mai 1992 em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

6.  Emilio Vitoi, filho de Clemente Vitoi e Teresa Rigoli, nasceu a 11 Nov 1861 em Barga, Lucca, Toscana, Italia, e faleceu a 27 Ago 1934 em Argirita, MG. Casou com Annunziata Minicucci.

7.  Annunziata Minicucci, filha de Paolo Minicucci e Rosa Minicucci, nasceu a 17 Jul 1882 em Lucca, Toscana, Italia, e faleceu em Argirita.

Quarta geração (Bisavós)

12.  Clemente Vitoi, filho de Andrea Vitoi, nasceu cerca de 1831 em Italia. Casou com Teresa Rigoli.

13.  Teresa Rigoli, filha de Santino Rigoli, nasceu na Italia.

14.  Paolo Minicucci nasceu na Italia. Casou com Rosa Minicucci.

15.  Rosa Minicucci nasceu na Italia.

Quinta geração (Trisavós)

24.  Andrea Vitoi nasceu na Italia. 26.  Santino Rigoli nasceu na Italia.

O comuni di Barga se localiza 36km ao norte de Lucca.

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Fontes Consultadas:

Arquivo Nacional: Lista de Passageiros do vapor Duca Di Galliera, fls3 passageiro nr 685.

Atto di Nascita, Battesimo Parrocchia di Loppia, Barga, emitido 22 febbraio 1991.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, Registro Sintético de Sepultamentos 1983-1997 fls 60.

Documentário histórico de Argirita. Biblioteca Municipal de Argirita (mono) s.l.s.n.

II Encontro da Família Vitoi. Argirita, MG: 2005. Dados genealógicos.

Registro de Estrangeiros de 1942.

Informações prestadas por Lucilia Paixão