129 – A formação da colônia e o ensino agrícola

Como já foi dito, datam do início da década de 1880 as articulações para substituir a mão de obra escravizada na província de Minas Gerais.

É certo que atitudes isoladas já vinham ocorrendo há algum tempo, mas o grande fluxo ocorreu de fato entre 1888 e 1896. Nesse período Leopoldina recebeu grande parte dos imigrantes agricultores que mais tarde residiriam na Colônia Agrícola da Constança, criada pelo Decreto Estadual nº 280, de 12.04.1910, como fruto de parte de um acordo firmado pelo governo com as Empresas Ferroviárias, onde se previa o apoio à criação de núcleos produtivos nas proximidades das Estradas de Ferro.

Respaldando a criação do núcleo colonial ainda existia a Lei nº 438, de 1906, que autorizava o governo do Estado a criar colônias para o assentamento de imigrantes, vendendo a cada colono um lote que a Lei nº 2027, de 08.06.1907, definiu como sendo de três hectares de terras, área posteriormente alterada.

Vale lembrar que três meses depois desta autorização para a venda de lotes, foi promulgada a Lei nº 467, em 14 de setembro de 1907, restabelecendo o serviço de imigração que havia sido suspenso em 1903.

A mensagem do presidente do estado, Wenceslau Braz Pereira Gomes, de 1909, declara que

“a Companhia Leopoldina entrou para os cofres do Estado com a quantia de dois mil contos para o desenvolvimento da colonização na zona da matta […] Já foram adquiridos […] em Leopoldina 333 alqueires.”

  Como se vê, a Estrada de Ferro Leopoldina subvencionou a compra de terras para fundação de núcleos coloniais, cumprindo o contrato firmado a 22 de fevereiro de 1908, citado na mensagem de João Pinheiro de 1908.

Na mensagem, de 14 de junho de 1910, Wenceslau Braz assinala que na cidade de Leopoldina tinham sido adquiridas as fazendas Constança, Sobradinho e Onça, além de sítios anexos que, embora não identificados na mensagem presidencial, eram “situações” que haviam pertencido às fazendas da Onça e Feijão Cru, conforme demonstram transmissões de propriedades em nome dos herdeiros das duas últimas.

Com o objetivo de formar a Colônia, a fazenda Boa Sorte foi adquirida[1] em 02.03.1909. E em 1911, a ela o Governo incorporou a Fazenda Modelo D. Antonia Augusta e, no ano seguinte, a fazenda Santo Antonio do Onça.

Ressalte-se que, segundo mensagem de 1911 do Presidente do Estado, esta última fazenda pertencia à Câmara Municipal de Leopoldina.

E a mensagem do Presidente Julio Bueno Brandão, de 1912, informa nova aquisição:

“[adquirida] por 12:000$000 ao Sr. Fernando Sellani, a fazenda Palmeiras, com a área de 25 alqueires geometricos, 10.000 pés de café novos e produzindo – arrozaes, cannaviaes, milharaes, boa casa de residencia, paiol, tulha, moinho, engenho de canna e seis casas na lavoura para colonos.”

É do mesmo período o início das tratativas para anexar à Colônia Constança uma fazenda-modelo ou aprendizado agrícola, conforme previam os Decretos nº 3356 e 3390 de novembro de 1911. O primeiro dando origem ao Regulamento Geral do Ensino Agrícola e o segundo, indicando que a escola seria subvencionada pelo estado e deveria acolher os filhos de agricultores que nela teriam educação formal e prática, gratuita.

Em Leopoldina existiu tanto o Aprendizado Agrícola quanto a Fazenda do Aprendizado, instituições implantadas e mantidas por verbas públicas e que funcionaram em terras que formam os bairros, Eldorado, Redentor, Pedro Brito, Popular, Quinta Residência, Vale do Sol e adjacências.

Ainda pendente de esclarecimentos de alguns pontos, sabe-se que em 1912 Pedro de Toledo[2] informou que em Leopoldina funcionava curso especializado em “Agricultura Geral e Laticínios”, mantido pela União, sob direção do professor Arthur da Cunha Barros. Não foi possível confirmar a presença deste professor, embora um descendente de italianos tenha informado que seu avô fora ajudante do “professor da leiteria”.

Ocorre que a história oficial de Leopoldina registra estabelecimento do gênero como sendo particular. Donde não se sabe se a informação do entrevistado referia-se à Cooperativa de Produtores de Leite de Leopoldina, empresa particular, ou à “sede de um curso de lacticínios em Leopoldina”, instituição pública mencionada pelo Ministro da Agricultura.

De todo modo, o ministro Queiroz Vieira[3] declarou, em 1913, que o professor Arthur da Cunha Barros continuava em Leopoldina, sendo auxiliado pelo Mestre de Indústrias Rurais Eugenio de Alvarenga Paixão e pelo Instrutor Agrícola Octaviano Costa. Outra informação do ministro Queiroz Vieira indica que na Leiteria Leopoldinense foram feitas várias experiências de fabrico de queijo e manteiga, obtendo-se resultados muito satisfatórios.

A última referência parece corroborar o informe de nosso entrevistado a respeito de uma “leiteria” pública, onde filhos de colonos atuavam como ajudantes.

Já a mensagem de Arthur Bernardes, de 1922, reitera que os aprendizados agrícolas recebiam verba pública para educar os filhos de pequenos lavradores, formando-os para o exercício da prática agrícola de acordo com as modernas técnicas então conhecidas.

Por fim, vale registrar que no período de 1922 a 1927 o repasse de verbas do estado variou entre 3:300$000 e 5:000$000 anuais e se destinavam ao “Aprendizado Agricola annexo ao Gymnasio Leopoldinense”.

Como ficou dito o assunto ainda carece de mais pesquisas, mas por hoje o Trem de História fica por aqui. Volta na próxima edição. Até lá!


Fontes utilizadas:

1 – Annuario Historico-Chorographico de Minas Gerais – Chronologia Mineira. Belo Horizonte: s.n., 1909

2 – Relatório do Ministro da Agricultura Pedro de Toledo, 1912-1913 vol. 1 pag. 32-38

3 – Relatório do Ministro da Agricultura Manoel Edwiges de Queiroz Vieira, 1913 p. 21

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 382 no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2019

 

128 – Colônia Agrícola da Constança

Desde 1998, quando os autores começaram a publicar seus estudos, vez por outra tem sido destacada a fundação da Colônia Agrícola da Constança. Isto porque entende-se que estudar sua história implica buscar conhecimento sobre os intervenientes que moldaram a sociedade e foram por ela moldados naquele momento. E é por isto que a ela se volta agora.

Como objeto de pesquisa, a Colônia sempre foi estudada a partir do seguinte normativo legal[1]:

DECRETO nº 280 de 12 de abril de 1910

Crea uma colonia agricola no districto da cidade de Leopoldina, com a denominação de Colonia Agricola da Constança.O Presidente do Estado de Minas Geraes, usando da attribuição que lhe confere o artigo 57 da Constituição Mineira e na conformidade do disposto no artigo I parágrafo I da Lei n. 438 de 24 de setembro de 1906, resolve crear uma colonia agricola no districto da cidade de Leopoldina, com a denominação de “Colonia Agricola da Constança”.

Palacio da Presidencia do Estado de Minas Geraes, em Bello Horizonte, 12 de abril de 1910.

WENCESLAU BRAZ PEREIRA GOMES

Estevão Leite de Magalhães Pinto

A organização de colônias agrícolas em Minas Gerais foi determinada pela necessidade de oferecer atrativos que fixassem os imigrantes em seu território. Exemplo desta preocupação manifestou o Presidente da Província, em 1895, ao declarar que as dificuldades de manter os trabalhadores.[2]

“poderiam ser dominadas si o immigrante fosse obrigado a tomar o destino que se lhe designasse; mas assim não succede, pois que a livre escolha de destino está consagrada em lei, como uma das mais salutares regalias da immigração”.

Assim é que foram organizadas colônias em diversas cidades. No caso de Leopoldina, seu povoamento inicial foi constituído principalmente por imigrantes chegados antes da fundação.

A localização certamente ocorreu em função da disponibilidade de terras a preço adequado. O Relatório assinado por Guilherme Prates a 20 de março de 1910, informa que a Colônia

“Acha-se situada no districto da cidade de Leopoldina, a quatro kilometros da estação da estrada de ferro. Fundada em terras das fazendas annexadas e denominadas Constança, Sobradinho, Boa Sorte, Onça e o sitio Puris, que o Estado adquiriu, tem a área de 17.437.500,00 metros quadrados, dividida em 60 lotes, com cerca de 25 hectares cada um e um logradoiro publico com a extensão de 1.317.500,00 metros quadrados.”

A medida dos lotes apresentava pequenas variações, em função das condições do terreno. Segundo o administrador,

“Está esta colonia sendo fundada no municipio de Leopoldina, no districto da sede, distando da mais proxima estação da estrada de ferro “Leopoldina Railway” cerca de 9 kiloms., distancia que varia para 10, 5 e 4 kil., conforme o ponto de partida.”

O Relatório de 1911 apresenta mudanças ocorridas no primeiro ano de efetiva existência daquele núcleo agrícola. Em 1910 a Colônia ocupara uma área de 18.797.500 metros quadrados, dividida em 65 lotes e 2 logradouros públicos. Logo em seu primeiro ano, o Estado concluiu pela mudança da destinação dos espaços públicos e os incorporou à área agricultável, na forma de três novos lotes.

Ainda com o propósito de aumento do número de lotes, foi também adquirida uma “situação” da fazenda Palmeiras. Com redivisões e acréscimos, o núcleo agrícola passou a contar com 73 lotes. Ao final do exercício de 1912, apenas 64 estavam ocupados, sendo que apenas um por título definitivo.

Segundo o Relatório da Colônia para o ano de 1919, o núcleo contava com 75 lotes ocupados por colonos, 1 vago e 1 destinado à administração do núcleo.

Sem a precisão de localização por instrumentos sofisticados, pode-se informar que as terras da Colônia seriam as que contornam por todos os lados o chamado “trevo de Juiz de Fora”, no km 773 da BR 116, Rio – Bahia. A partir dali, do entroncamento da rodovia Rio – Bahia com a BR-267, pelas duas margens desta última estrada e até as proximidades do distrito de Tebas. Os lotes da margem esquerda da BR-267 teriam seus fundos ou divisas no alto da serra da Vileta. Pela margem direita, no sentido Leopoldina – Juiz de Fora, o loteamento se aprofundava até próximo das propriedades denominadas Bonfim e Taquaril, localizados a sudoeste da sede do município. Deste ponto, e numa linha mais ou menos paralela à BR-267, seguia até encontrar novamente a BR-116 nas proximidades da Igreja de Santo Antônio, no bairro rural da Onça, no limite do atual perímetro urbano de Leopoldina. Dentro desse quadrilátero, quase todas as terras pertenceram à Colônia.

O Trem de História faz mais uma pausa. A próxima edição trará mais história da imigração italiana em Leopoldina e da Colônia Agrícola da Constança. Até lá!

Fontes de referência:

1 - Disponível no Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, coleção Secretaria de Agricultura.

2 - Relatório da Diretoria de Agricultura,Terras e Colonização de Minas Gerais, 1909, disponível no Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 381 no jornal Leopoldinense de 01 de junho de 2019

127 – A identificação mais antiga.

Esta viagem do Trem de História, dedicada à Colônia Agrícola da Constança e à imigração em Leopoldina, traz a atualização de mais um capítulo da pesquisa publicada em 2010, quando se comemorou o Centenário da Colônia e o que se convencionou, com base nos estudos até ali desenvolvidos, ser os 130 anos da imigração italiana para Leopoldina.

Naquela época foi destacado que o primeiro jornal de Leopoldina, denominado O Leopoldinense, em 1881 noticiou a chegada de imigrantes espanhóis que Domiciano Ferreira Monteiro de Castro fizera embarcar da Corte para a Fazenda do Socorro, de propriedade do seu irmão Vicente Ferreira Monteiro de Barros.

O Relatório da Presidência da Província de 1882 registra a fala que Teófilo Otoni dirigiu à Assembleia Provincial de Minas Gerias, no dia 01 de agosto daquele ano, na qual abordou o tema Colonização. Os deputados foram informados de que, conforme previa o artigo 6º da Lei nº 2819, de outubro de 1881, a empresa John Pitty & Cia tinha sido contratada para introduzir 12.000 colonos nas lavouras da Província de Minas Gerais e que o processo havia sido iniciado no mesmo ano. Entre os contratantes citados no mencionado relatório, confirma-se a notícia do jornal O Leopoldinense. Aqueles espanhóis foram, no início da pesquisa, os registros mais remotos sobre a chegada de imigrantes em Leopoldina.

Não se conheciam os nomes nem qualquer informação adicional sobre os contratados. E mais tarde ficou evidente que os imigrantes espanhóis e portugueses dificilmente seriam identificados, dada a semelhança de nomes e sobrenomes e a falta de indicações nas fontes disponíveis para consulta.

Na medida em que avançava a leitura dos relatórios provinciais e de esparsos livros de notas dos cartórios do regime imperial, surgiram outras referências.

Embora houvesse um controle que praticamente impedia a entrada de estrangeiros no país, já no início do povoamento do Feijão Cru aparecem indícios da presença de ‘não portugueses’ aqui residentes. Em consulta às poucas fontes literárias existentes, surgiu um sobrenome que veio a ser identificado como sendo de Antoine Urbain Levasseur, que em 1838 respondeu ao censo populacional informando ser francês, solteiro, com 30 anos de idade. Além desta e até o final da década de 1870, eventuais referências a estrangeiros em Leopoldina são raras.

O panorama se modifica a partir das negociações empreendidas pelo governo provincial, com vistas a substituir a mão de obra escrava nas fazendas.

Com os primeiros incentivos, empresas foram constituídas com o fim precípuo de contratar imigrantes europeus. E eles começaram a chegar, alguns viajando por conta própria e se instalando na área urbana.

Quando a pesquisa foi encerrada, em 2010, haviam sido identificados alguns italianos não agricultores que chegaram por volta de 1880, o que levou os pesquisadores a considerar esse ano como sendo o do início do período de imigração italiana para Leopoldina. Época em que para cá vieram os Appratto, Cazzolino, Eboli, Pagano, Polito, Petrola, Savino e Tambasco que compunham o grupo de sobrenomes procedente da região da Campania.

Esta afirmação perdurou até 2016, quando veio o convite para um Seminário a ser realizado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais no ano seguinte. O trabalho para o Seminário no IHGMG, que recebeu o título “Savino: de Ispani para Leopoldina. A origem italiana de Fernando Sabino” e está disponível para leitura no site do jornal e no dos pesquisadores[1], assim como na Revista do IHGMG v.43 de 2018, abriu novos horizontes.

A divulgação do novo estudo despertou a atenção de pessoas que acompanham as publicações e entraram em contato buscando por outros italianos que teriam vivido em Leopoldina antes de 1880. A troca de mensagens trouxe dados que, somados a indícios anotados há mais de quinze anos, levaram à constatação de que desde a década de 1860 havia italianos negociantes estabelecidos em Leopoldina. E apontou o mais antigo sobrenome dessa primeira fase como sendo Vitrale. Uma descoberta que contou com a fundamental contribuição de Gilson Vitorino, um paulistano que descende de um dos filhos de Sebastiano Vitrale, italiano estabelecido na corte desde, pelo menos, 1868, que teve uma filha nascida em Leopoldina naquele ano.

Com a descoberta, o início da imigração italiana para Leopoldina passou a ser considerado como sendo na década de 1860, que será mencionada em textos próximos em que se tratará de algumas das centenas de famílias que cruzaram o Atlântico em busca de novas oportunidades e participaram intensamente da vida da cidade, modificando o panorama social, econômico e político.

Esgotada a lotação para a viagem de hoje, o Trem de História convida os leitores para a próxima viagem, quando serão embarcados mais aspectos da pesquisa publicada em 2010.

Nota 1: os trabalhos sobre história de Leopoldina são publicados em cantoni.pro.br

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 380 no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2019

126 – O Patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru

No meado do século passado, tempo em que os idosos de hoje cursavam o primário, era comum ensinar como sendo “história de Leopoldina” as lendas do Feijão Cru e, a de um tal “Peitudo”, que teria sido proprietário das terras onde surgiu o povoado. Eram estes os marcos iniciais da história do lugar.

Felizmente os tempos mudaram e estudos mais sistematizados e calcados em fontes documentais já conseguem contar um pouco do que aconteceu realmente quando teve início a transformação do que era “mata” em áreas urbanizadas nesta parte do leste mineiro.

O Trem de História, seguindo estes estudos para comemorar os 165 anos de emancipação do que no início foi chamado Feijão Cru, traz hoje mais uma contribuição para clarear a história da cidade.

É sabido que o surgimento de um povoado demandava algumas providências das pessoas que escolhiam aquele lugar para viver. E uma das mais importantes era a escolha de um santo protetor e, mais adiante, a doação de terras para a formação do patrimônio do padroeiro.

Às vezes, a escolha acontecia de forma inversa por uma razão objetiva. Como havia restrições para vender as sesmarias recebidas por doação da administração central, o beneficiário se dispunha a doar uma parte das terras para um santo protetor em troca da autorização para vender o restante.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com a formação do patrimônio de Nossa Senhora da Piedade de Piacatuba, conforme se pode verificar no registro da doação em 1844, que se encontra no arquivo do Cartório daquele distrito.

Dos processos de formação de patrimônio surgiram os denominados “doadores de patrimônio” que passaram para a história como fundadores de muitas localidades. A realidade, porém, parece ter sido um pouco diferente.

Após a doação, não necessariamente o sesmeiro participava da formação do povoado e o patrimônio do Feijão Cru não foi formado por um único doador. Pelo que foi possível apurar, o preposto dos beneficiários de duas sesmarias obteve autorização para venda de partes delas, por volta de 1830. Vejam que foi um preposto e não os donos das sesmarias. Isto conforme declararam os compradores, em 1856, por ocasião o Registro de Terras realizado segundo determinou a Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850, a chamada Lei de Terras.

Tal preposto, embora seja por vezes citado como “fundador” de Leopoldina, não participou de fato da formação do povoado. E por razões simples e devidamente documentadas. Tão logo ele concluiu a venda das terras doadas a seus tios, seguiu para outras localidades e faleceu no Estado do Rio de Janeiro cerca de cinco anos antes da criação do Distrito de São Sebastião do Feijão Cru.

Como se vê, a falta de pesquisas metodologicamente controladas fez surgir o mito de um fundador que de fato não o foi.

Sobre o Patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru, o que se tem são referências literárias sobre uma doação de Maria do Carmo Monteiro de Barros, que formou a Fazenda do Desengano, e um registro existente no arquivo do Fórum de Mar de Espanha sobre doação feita por Joaquim Ferreira Brito, que formou a Fazenda da Cachoeira.

Em 1856, quando foi realizado em Leopoldina o Registro de Terras acima citado, o Patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru era composto de “dez alqueires doados por particulares”, cujas divisas foram indicadas pelos nomes dos confrontantes: Álvaro de Souza Werneck, Maria do Carmo Monteiro de Barros, Romão Pinheiro Correia de Lacerda, Antoine Urbain Levasseur, Luiz Botelho Falcão, Padre José Maria Solleiro, Manoel Rodrigues Coelho e José Lopes da Rocha.

Embora não se possa precisar exatamente onde ficavam as divisas dessas terras, o estudo da trajetória dos confrontantes permite uma ideia aproximada quando se atenta para os detalhes a seguir.

Álvaro de Souza Werneck era o filho mais velho e sucessor de Ignacio de Souza Werneck, que viera para o Feijão Cru na década anterior e aqui falecera, tendo formado a Fazenda Benevolência, em terras cortadas pelo Rio Pardo em seu terço final. Maria do Carmo Monteiro de Barros, como foi dito acima, formou a Fazenda do Desengano. Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda formou a Fazenda da Memória cujo registro permite inferir que se estendia da divisa atual do distrito de Providência até os limites da Fazenda da Onça, que então era administrada por dois Lopes da Rocha, familiares do formador da Fazenda, Bernardino José Machado. Levasseur e Botelho Falcão eram dois imigrantes recém-chegados ao Feijão Cru, com pequenas propriedades localizadas na divisa da então área urbana. O Padre Solleiro tinha recebido a doação de Joaquim Ferreira Brito para construir “a casa do Cura”, conforme identificado por pesquisa de Barroso Júnior. Manoel Rodrigues Coelho havia comprado dois alqueires de Joaquim Ferreira Brito, terras que faziam divisa com a dita Fazenda da Cachoeira, com a então área da Vila e com a Fazenda da Onça.

Antiga Sede da Fazenda Desengano – Acervo Próprio

Ao longo dos anos seguintes, parte do Patrimônio de São Sebastião parece ter sido alienado a terceiros, sem que se tenha encontrado os competentes instrumentos de compra e venda. Até que, em 1927, uma lei municipal veio esclarecer a etapa final de transferência das terras. Segundo a Lei nº 417, de 18 de março de 1927, a Câmara Municipal havia autorizado seu Presidente, Carlos Coimbra da Luz, a adquirir os terrenos da Igreja e vendê-los em hasta pública, junto com “o terreno do lixo” que ainda não foi adequadamente identificado, além de lotes da então “rua Thebas, recentemente aberta, e outros terrenos da área urbana” também não identificados.

Parte baixa da atual Rua Presidente Carlos Luz – Acervo Espaço dos Anjos

Importante esclarecer que, naquele momento, as legislações estadual e federal permitiam que as administrações municipais incorporassem patrimônio imobiliário por diversos motivos e através de variados instrumentos legais. Sabe-se, por exemplo, que alguns anos antes a Câmara Municipal havia incorporado o prédio do primeiro Teatro de Leopoldina, vendido em 11 de agosto de 1926 ao negociante Salvador Rodrigues y Rodriguez que o reconstruiu e inaugurou com o nome de Cine-Theatro Alencar no dia 14 de janeiro de 1928.

Primeiro Prédio do Theatro Alencar – Acervo Gazeta de Leopoldina

Na mesma época, a Câmara Municipal de Leopoldina fez outras aquisições que lhe permitiram abrir novas ruas na área urbana e também investir na expansão da rede de fornecimento de energia elétrica para os distritos.

Mas esta já é carga para outra viagem. Não necessariamente a próxima, que retomará o percurso pela imigração italiana até as comemorações, em 2020, dos 110 anos da Colônia Agrícola da Constança e dos 160 anos da chegada dos primeiros imigrantes italianos a Leopoldina.

Parabéns, Leopoldina, pelos 165 anos de emancipação do Feijão Cru!


Fontes de Referência:

Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras de Leopoldina, nºs 9, 10, 81 e 91.

Lei nº 412 de 16 de março de 1927. Escritura Transcrita na Mensagem do Prefeito de Leopoldina 1928 p. 70-73.

Mensagem do Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina (Leopoldina-MG), 1929 p. 70.

BARROSO JÚNIOR. Leopoldina e seus primórdios. Rio Branco, MG: do autor, 1943, p.45.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 379 no jornal Leopoldinense de 27 de abril de 2019

 

125 – Viagem com os sobrenomes de imigrantes italianos

Hoje o Trem vem carregado de história e memória. Carga um pouco diferente, com jeito de festa para lembrar alguns sobrenomes e os trilhos imaginários que teriam percorrido em terras leopoldinenses. Uma viagem com os sobrenomes de imigrantes que estiveram por aqui plantando lavouras e costumes, cultivando terras, amizades e amores. E para recordar, também, onde muitos deles se encontravam para vender a colheita, comprar o indispensável, se divertirem no jogo de malha ou de futebol e, se alegrarem nas festas sociais e religiosas da Capela de Santo Antônio, no Bairro da Onça.

Mesmo sabendo que nem todos fizeram exatamente os roteiros traçados a seguir, vale-se do artifício de citá-los para resgatar sobrenomes e lembrar que muitos certamente transitaram pelo agora oficial “Caminho do Imigrante”. Caminho que ideias recentes sugerem que seja estendido pela Boa Sorte para, por uma das opções de estrada já existente, chegar ao distrito de Tebas. Num roteiro que necessariamente passará por terras que pertenceram ou foram trabalhadas, dentre outros, pelos conhecidos sobrenomes: Bonin, Carraro, Colle (Coli), Fófano, Gottardo do Giovanni Battista casado com Constantina Meneghetti (Meneghite), Marinato, Zangirolani que reúne a família do pracinha da FEB, João Zangirolani, que lutou na Itália e ganhou medalhas, mas na Guerra, infelizmente, perdeu parte da sua capacidade laboral.

Tebas, distrito que foi sede do município por um curto período e que acolheu os sobrenomes Albertoni, da senhora Virgínia, esposa de Giuseppe e o Moroni, da senhora Maria que se casou com Domenico, ambos da mesma família Sampieri (Zampier) que até hoje se liga ao lugar.

Tebas de onde partia o ônibus do Marcatto que da memória não se afasta. Sobrenome que ali chegou com o casal Luigi Marcatto e Anna Maria Ceoldo.

Que se registre por ser vero, ônibus às vezes preterido pelo menino da roça quando o tempo permitia aguardar uma carona gratuita num dos “caminhões de leite” dos irmãos Lupatini.

E falando em ônibus, vem à memória a paixão e profissão de outro descendente, Bartoli, senhor José, dono dos ônibus urbanos da cidade conhecidos popularmente, desde então, como “catanique” porque a passagem se pagava com moeda de níquel.

Na linha de Tebas, que passava pelas terras das antigas fazendas Constança, Puri e Onça, viviam descendentes do casal Otavio de Angelis e Amalia Calzavara e de Emílio Isidoro Carraro e Maria Farinazzo. O sobrenome Anzolin, da família do combatente José Luiz Anzolin que trouxe das trincheiras geladas da Itália, na Segunda Guerra Mundial, medalhas e sequelas nunca esquecidas. O Bedin e o Bolzoni, este, artesão que fabricava balaios, esteiras e peneiras de taquara, indispensáveis na lida diária da roça. O Marinato e o Meneghetti do Agostino) e do Felice, sobrenome encontrado com grafias várias. Cosini, Stievano, Gruppi e o Montan, que saiu da fazenda Paraíso desceu a Serra da Vileta e foi trabalhar em terras da Constança, Água Espalhada e Bairro da Onça, juntamente com Bronzato, Campana, Campagna, Lomba, Longordo, Togni, Sangalli (Zangali) e Zachini (Zaquine) que hoje empresta o sobrenome à rua do bairro Caiçara e recepciona os motoristas que chegam à cidade pelas avenidas Jehú Pinto de Faria e Getúlio Vargas, com suas lojas de autopeças e serviços.

Todos estes sobrenomes familiares aos que conheceram a Casa Timbira – o entreposto da Colônia, os campos de futebol, as raias de malha e as festas na Capela da Onça.

Mas além destes, outros mais também frequentaram estes mesmos pontos de convergência dos imigrantes italianos de Leopoldina.

Por vezes, para um imaginário torneio no campo do Boa Sorte podiam chegar, vindo dos lados de Abaíba, talvez trazidos por este mesmo ônibus antigo que ainda “serve” ao distrito, sobrenomes como Algeri, Bettelli e Bellini que entra na defesa deste time pelo seu possível parentesco com grande capitão da seleção brasileira de futebol campeã do mundo em 1958. Na linha média, Cappai, Rocchi e Pinna. Na frente, Fanni, Finotti, Marangoni, Meneghelli e Sacchetto. Na reserva: Vaccari, Venturini e Salis. No socorro mecânico, Benati, que pode ter algum parentesco com a pessoa maravilhosa do Perseu Benati que há mais de meio século cuida da sua loja de peças. Bozza, por ser sobrenome de médicos no Rio de Janeiro, fica no banco para eventual aplicação de spray e bandagens. E o Scolari, com este sobrenome, é o treinador.

O “escrete” de Providência, numericamente o maior de todos, formado por Gatti cujo nome já diz ser bom para o posto. Antonelli (Antonio no plural) e Boesso (mercador de bois) que talvez possa ter algum parentesco com os irmãos Orlando e Miguel Baeso, os primeiros a praticar o futebol em Maripá de Minas, por volta de 1917. Bianchi, Casarotti e De Vito na linha média. No ataque, um ponta veloz, Ferrari. Um meia direita experiente, Franzoni. Um centroavante desbravador, Fortini. Um lançador perfeito e de jogadas limpas, Zamagna e, na ponta esquerda, para consertar todo o time, um experiente Magnani, talvez descendente do mais antigo da família no lugar, o Giacomo Magnani. Para as providências de custeio das despesas, Mantega; para o apoio espiritual, Capella ou, Padovani, nome que tem origem na cidade de Padova do Santo Antônio da Capela do Onça; e, para o caso de comemoração ou, festa, um Adriani, para lembrar o cantor da jovem guarda, Jerry.

Para torneios imaginários, para os jogos de confraternização e para as festas na Igrejinha de Santo Antônio, também não faltavam sobrenomes de imigrantes vindos da cidade e de outros pontos do município. Como, por exemplo, das Palmeiras, terra de Seoldo; de São Lourenço dos Ambri, Gallito, Gottardo, Maragna, Marinato, Mori, Stievano e Zenobi; e, do Arrasta Couro, dos Bartoli.

De Argirita, hoje cidade independente, vinham Cappai, Carminati, Curcio, Gondolo, Nannini e Vitoi, que tomavam lá as suas providências ou, o ônibus da Viação Mineira e chegavam para a festa.

De Piacatuba, o mais antigo distrito da cidade, selavam seus cavalos ou, aprontavam suas “conduções”: Baldan, Bedin, Bertulli, Bogonhe, Bullado, Carmelim,  Fofano, Lazzaroni, Marcatto, Pesarini, Righetto, Sacchetti. Sangirolami e Stefani, seguidos de Lorenzeto e outros habitantes da Vargem Linda que buscando caminhos pelas margens dos tributários do Ribeirão do Banco, passando pela região do Taquaril, chegavam bem dispostos.

Caminhando no sentido contrário ao das águas do córrego Jacareacanga, vinham outros tantos sobrenomes, pisando os dormentes da linha férrea como se degraus fossem ou, utilizando os vagões do ramal da Leopoldina – Vista Alegre. Ferrovia que foi a razão de ter existido a Hospedaria Jacareacanga e a própria Colônia Agrícola da Constança, criada após acordo do governo com as empresas ferroviárias.

Do vizinho distrito de Campo Limpo, hoje Ribeiro Junqueira, o Trem de sobrenomes trazia Bellan, Bigleiro, Binalti, Cattozzi e Crepaldi, Dorigo, Mondin, Pezzolato e Tambasco. E mais Bellavia, Biasucci, Panzavolta e Pellicani, de Recreio, possivelmente embarcados no mesmo trem que trazia o pessoal da estação anterior, São Martinho, de onde vinham Beccari, Beltrani, Borghi, Bortolotti, Facchini, Ferretti, Ropa e Tonelli.

Brincadeiras à parte, posto que são utilizadas apenas para tornar mais agradável a leitura, o que se pretende aqui é lembrar que todos estes e muitos outros sobrenomes italianos povoaram a coluna Trem de História e as que a antecederam nos 20 anos de publicações sobre a história da cidade. E estão aqui, mais uma vez, para lembrar a quantidade e a importância dos imigrantes italianos que viveram em Leopoldina.

E para mostrar que são 6.084 italianos ligados direta ou indiretamente a Leopoldina e que destes, 3.939 possuem vínculo com a cidade devidamente documentado.

São 1.166 sobrenomes italianos, muitos deles perdidos nos seguidos casamentos dos descendentes, mas todos, com certeza, presentes pelo sangue em mais da metade da população da cidade. Motivo de sobra para merecerem uma homenagem, neste mês, quando se comemora os 159 anos do início dessa imigração e desejar a todos que 2019 seja o ano dos preparativos para a festa dos 110 anos da Colônia Agrícola da Constança e os 160 anos da Imigração Italiana para Leopoldina, em abril de 2020.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 378 no jornal Leopoldinense de 16 de abril de 2019

Constança Maria de Almeida: ascendentes e descendentes

Há alguns anos, com a colaboração de Ib Teixeira e sua esposa Vera, organizamos e publicamos a descendência de uma das filhas de Constança Maria de Almeida. Recentemente, ao realizarmos buscas em arquivos do Espírito Santo, veio o pedido de publicação da ascendência.

CONSTANÇA MARIA DE ALMEIDA, filha de Antonio Prudente de Almeida, nasceu por volta de 1841. Casou-se com JOSÉ DOMINGUES DE ANDRADE PINTO em Leopoldina, MG.

Constança e José Domingues foram pais de:

1 – MANOEL, nascido a 6 Junho 1870, Leopoldina, MG

2 – MARIA OLIMPIA, nascida no dia 23 Setembro de 1876 ou 1877, em Leopoldina, MG.

3 – HONÓRIO, nascido a 20 Fevereiro 1879, Leopoldina, MG.

A cópia do assento de batismo de Honório deixa dúvidas quanto à data de nascimento. Aparentemente seria 20 de novembro de 1879, mas há ressalva para 20 de fevereiro, data mais compatível com a do nascimento de seu irmão Oscar.

4-OSCAR DE ANDRADE, nascido a 28 Dezembro 1879, Leopoldina, MG e falecido na mesma cidade a 5 Julho 1884.

5 – INÁCIA, nascida a 11 Junho 1881, Leopoldina, MG e falecida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

6 – ANA, nascida a 12 Agosto 1883, Leopoldina, MG e falelcida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

MARIA OLIMPIA casou-se com  JOSÉ OLIMPIO DE ABREU FILHO, nascido em São José do Calçado, ES, filho de JOSÉ Olimpio de ABREU e RITA Maria de NAZARÉ.

Segundo o registro de óbito, Maria Olimpia faleceu na chácara do do Cel Joaquim Machado de Almeida, no dia 22 de setembro de 1940. Foi atendida pelo Dr. Antonio de Oliveira Guimarães. Foi sepultada em Mimoso do Sul, ES.

Maria Olimpia estava em visita aos parentes que não via há muitos anos. A chácara citada ficava na atual rua Joaquim Ferreira Brito, bairro Rosário, Leopoldina.

Filhos de Maria Olimpia e José Olimpio:

1 – ZOILA OLYMPIA DE ABREU, nascida a 10 Julho 1897, São Pedro do Itabapoana, ES.

2-CREUZA, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES. Mãe de SEBASTIÃO, MARIA DA PENHA, GLÁUCIA, JERÔNIMO, LÉCIA, MARIA APARECIDA, INACIO, JARBAS e SÉRGIO

3 – Corina, também nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.

4 – Marieta, nascida a 21 Dezembro 1901 em São Pedro do Itabapoana, ES e falecida no Rio de Janeiro a 17.09.1988

5 – MARIA DE LOURDES, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.      Mãe de TEREZINHA, LUIZ CARLOS, MARIA DA GLÓRIA, CUSTÓDIO, MARIA CREMILDA e MARIA HELENA.

6 – ZULEIKA OLIMPIA DE ABREU, nascida a 26 Julho 1907, Ponte do Itabapoana, ES.

7 – CONSTANÇA MARIA DE ABREU, nascida a 27 Maio 1909, Ponte do Itabapoana, ES.

8 – MARIA DA PENHA, nascida a 21 Dezembro 1911, Ponte do Itabapoana, ES.

9 – OLIMPIO, nascido a 15 Julho 1914, Ponte do Itabapoana, ES.

10-MARIA MADALENA, nascida a 11 Fevereiro 1916, Ponte do Itabapoana, ES.

11-LAERCE, nascida a 3 Maio 1918, Ponte do Itabapoana, ES e falecida em Fevereiro 1987, Macaé, RJ.

12-JOSÉ DOMINGOS DE ABREU, nascido e falecido em Vitória, ES.

ZOILA OLYMPIA DE ABREU  teve os seguintes filhos:

1 – MARIA CÂNDIDA ABREU TEIXEIRA, nascida a 22 Fevereiro 1920, Vitória, ES.   Mãe de LUIZ CARLOS e VÂNIA.

2-ALTAIR ABREU TEIXEIRA, falecido em Mimoso do Sul, ES.

3 – LENA ABREU TEIXEIRA, nascida em Mimoso do Sul, ES. Mãe de ÁLVARO e ANDRÉ TEIXEIRA

4-NÁDIA ABREU TEIXEIRA, nascida a 20 Fevereiro 1929, Rio de Janeiro, RJ e falecida na mesma cidade a 10 Maio 2001.

5 – MÁRIO TEIXEIRA, nascido a 7 Setembro 1933, Rio de Janeiro, RJ e falecido a 1 Abril 1980. Pai de MARIA CÂNDIDA e MÁRIO SÉRGIO TEIXEIRA.

6 – IB TEIXEIRA, nosso colaborador junto com a esposa Vera. São pais de Maria.

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FONTES UTILIZADAS:

  1. Mapa da População do Feijão Cru, 1843.
  2. Primeira secretaria do Forum da Comarca de Leopoldina, Inventário do pai de Antonio Prudente de Almeida.
  3. Almanaque de Leopoldina, (1886).
  4. Livros de batismos de Leopoldina, números 1 e 3.
  5. Cemitério Público de Leopoldina, MG, (Livro 1880-1887).
  6. Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, livros de Casamento e Óbitos.
  7. CANTONI, Nilza. Genealogia dos povoadores de Leopoldina. Ensaio.

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