149 – A terra e as atividades laborativas

No último dia 12 de abril a Colônia Agrícola da Constança completou os seus 110 anos de fundação. Uma data importante para a imigração italiana em Leopoldina pelo muito que esta Colônia representou para a cidade.

O Trem de História de hoje retroage um pouco e começa contando que, antes de se estabelecer por conta própria, antes de adquirir lote na Colônia ou em algum outro núcleo, o imigrante agricultor que veio para Leopoldina trabalhou em alguma fazenda do município. Isto porque a regra era o fazendeiro contratar o imigrante para cuidar dos cafezais.

É bem verdade que do contrato geralmente constava a permissão para o imigrante cultivar os cereais necessários à alimentação da família, no meio do cafezal. E os depoimentos colhidos mencionam, com certa frequência, exemplos de colonos que iam mais além e faziam com que esta produção de mantimentos suprisse as necessidades próprias e ainda sobrasse uma parte para ser vendida. Muitas das vezes vendida para o próprio fazendeiro.

Com esta prática ocorria que, à remuneração advinda da venda do café colhido, o colono somava esta renda auferida com o excedente da colheita dos outros cereais produzidos entre os pés de café. Somando-se a este valor as eventuais “diárias” por trabalhos extraordinários, o colono tinha uma certa folga e passava a alimentar os sonhos. Isto porque, como já foi dito anteriormente, a família imigrante tinha por objetivo adquirir seu próprio pedaço de terra.

Vale reforçar que o pagamento por aquilo que cultivavam, além dos cafezais, era independente e não era a única renda adicional dos imigrantes. Eles contavam, também, com recebimentos por um sem número de tarefas outras que executavam para o fazendeiro, tais como a feitura de telhas e tijolos, serviços de carpintaria, tarefas como pedreiros, carreteiros, podadores, ferreiros e outros serviços, em geral contratados sob a forma de empreitada, conforme relatos de descendentes.

Somava-se a isto o fato de que o pagamento pelo trato do cafezal não sofria interferências no caso de condições naturais adversas, o que fazia desse ganho a fonte para abastecer as despesas ordinárias, permitindo que praticamente todas as receitas extras se direcionassem para os “colchões” e demais formas utilizadas para guardar o dinheiro que sobrava.

É certo que a grande maioria dos imigrantes amealhou poupança suficiente para a compra da propriedade que almejava, ainda que de início fosse apenas um pequeno lote de terras bastante exauridas pelas lavouras dos seus antigos donos.

Na Colônia Constança estes lotes mediam aproximadamente cinco alqueires ou, 25 hectares de terras. Nas colônias particulares eram geralmente concedidas áreas menores para o colono explorar como desejasse. Mas dois exemplos a seguir comprovam que, por vezes, estas áreas chegavam a ser bem maiores. Um imigrante que viveu em fazenda do distrito de Ribeiro Junqueira adquiriu, depois de alguns anos, o lote onde residia desde que chegara a Leopoldina. Segundo o registro dessa propriedade, ela contava com “4.356 ares ou 9 alqueires e ficava na Fazenda da Piedade”. Do inventário de outro imigrante constou uma propriedade medindo “7.260 ares ou 15 alqueires”.

Quanto ao que se produzia nestas terras, sabe-se, através de Relatório[1] da Colônia Agrícola da Constança, que ali se cultivava “milho, arroz, feijão, hortaliças e arvores fructiferas” e que os lotes eram ocupados pelos compradores e também por “os aggregados por meiação, em virtude de contracto com os ex-proprietários das fazendas”. É possível que nas colônias particulares, ou seja, nas fazendas do município, a produção fosse menos diversificada, dado o interesse dos fazendeiros no plantio quase exclusivo do café. Entretanto, desde 1888 a Inspetoria Geral de Imigração em Minas Gerais se empenhava na “regeneração do trabalho agrícola”, conforme declarou o Inspetor Geral Diogo de Vasconcelos[2]. Isto significava, basicamente, estímulo à diversificação da produção. E como o governo subsidiava a vinda dos imigrantes, os fazendeiros precisavam cumprir suas determinações, entre elas a do plantio de alimentos.

Registre-se que, diversificada ou não a produção, um percentual dela era destinado à liquidação de empréstimos dos colonos, principalmente os relativos à aquisição da terra. Na Colônia Constança o financiamento dos lotes era amortizado pela entrega de 20% da colheita. Já na fazenda onde trabalharam os ancestrais de um declarante, 20% da colheita que faziam na pequena área que lhes era concedida eram entregues ao proprietário a título de pagamento de despesas.

Embora a mecanização da lavoura fosse quase desconhecida na região, é bom lembrar que nas colônias oficiais o estado fornecia algumas máquinas e equipamentos, além de sementes. Já nas colônias particulares, nem sempre os imigrantes podiam contar com tal suporte. Nos depoimentos obtidos foram comuns apenas as menções a carro de bois, carroças, arados e ferramentas menores, algumas trazidas da terra natal. Já os moinhos de fubá e monjolos, geralmente movidos a água, existiam não só na Constança como também em propriedades particulares.

O Trem de História de hoje fica por aqui. Na próxima viagem um novo tema será abordado. Até lá!

[1] Relatório da Diretoria de Agricultura, Terras e Colonização de Minas Gerais, 1909, disponível no Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte.

[2] O Mar de Espanha (Mar de Espanha, MG), 18 nov 1888, ed 141, p.1-2-col.4, 1-2.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 402 no jornal Leopoldinense de 16 de abril de 2020

148 – Imigrantes Italianos em Leopoldina – Trabalho, religião e lazer

Em artigos anteriores do Trem de História já ficou dito que os imigrantes italianos eram afeitos e dedicados ao trabalho. E as entrevistas realizadas com muitos deles permitiram observar, inclusive, uma boa divisão de tarefas, comum na maioria dos lotes.

Eram reservados aos homens principalmente os trabalhos mais pesados e os mais distantes da casa, tais como: a derrubada de árvores para o aproveitamento da madeira, o destocar as áreas a serem cultivadas e o preparo dos brejos e alagados para o plantio do arroz. Aos homens também estavam reservados os trabalhos de confecção de móveis e utensílios e a construção de casas, fazendo surgir no município a oferta de excelentes profissionais marceneiros, carpinteiros, “carapinas”, serradores (hábeis no manejo do golpeão, ou “gurpião”), pedreiros e mestres de obras.

Um dos entrevistados informou que seu avô era um bom artesão em latoaria, fazendo tachas e demais utensílios de uso cotidiano.

Mas se cabia aos homens todas essas tarefas, às mulheres competiam os muitos afazeres da casa e do terreiro, além de cuidar dos filhos. Bordavam pouco, costuravam o necessário para atender a toda a família e cozinhavam muito e, via de regra, bem. Além da cozinha e do cuidado com a casa, eram ainda responsáveis pela horta, jardim, galinheiro, chiqueiro, limpeza do terreiro (em geral com enormes vassouras de ramos ou de galhadas de bambu) e pelo ‘retiro’, ou seja, pela ordenha das vacas. Isto sem falar nos muitos casos de mulheres que dividiam, em igualdade de condições com os seus maridos e filhos, todas as tarefas que surgiam na propriedade.

Cumpridas as rotinas de trabalho e muitas vezes até mesmo durante estas, os imigrantes italianos demonstravam sua religiosidade. Confirmavam que muitos deles trouxeram da Itália uma forte influência religiosa cristã.

E na Colônia Agrícola da Constança este fato materializou-se de forma muito clara quando, dois anos após a criação da Colônia, um grupo de oriundi se organizou para a aquisição do terreno para construção de uma Capela em honra de Santo Antônio de Pádua ou, Padova. Que três anos mais tarde, em 1915, estava concluída, principalmente pelas mãos desses imigrantes, aquela que ainda hoje é mais conhecida pelo carinhoso apelido de “Igrejinha da Onça”.

E além da religiosidade propriamente dita, comum também em outros núcleos de imigrantes italianos formados em fazendas dos distritos de Piacatuba, Providência, Tebas e Ribeiro Junqueira, onde se reuniam frequentemente nas igrejas ou capelas próximas, esta Capela de Santo Antônio, em especial, muito representou na vida dos imigrantes que se instalaram na Colônia Agrícola da Constança e redondezas. Principalmente porque era em torno dela que se realizavam quase todas as festividades das quais participavam esses imigrantes. Era ali que eles se divertiam nas festas religiosas e nos encontros com parentes, vizinhos e conterrâneos. Era ali que participavam da festa do padroeiro, “a Festa de Santo Antônio” também conhecida como a “Festa da Onça” e de eventuais casamentos e batizados.

Aqui vale um comentário sobre um tema que vez por outra ressurge.

Frequentemente encontram-se referências a valores que os imigrantes remetiam para a Itália. E existem diferentes publicações que mencionam os diversos motivos por trás dessas remessas que os imigrantes faziam: desde o pagamento de um empréstimo obtido com a própria família, passando pela promessa que fizeram de continuar ajudando-os, até as doações para a paróquia na qual nasceram.

Em Leopoldina podem ser citados, a título de exemplo, dois casos de colonos da Fazenda Paraíso, que fizeram uma pequena remessa[1] para a Itália alguns meses antes do destinatário vir para o Brasil, o que leva a crer ter sido uma ajuda para a viagem.

Mas outras hipóteses de motivação para estas transferências podem ter existido. Provavelmente a “tenacidade com que os emigrados permanecem ligados às tradições italianas”, citada por Ianni[2] em Relatório de um parlamentar em 1911, tenha sido praticada aqui através das festas religiosas. E é possível, por exemplo, que a devoção dos emigrados tenha se transferido para o padroeiro local, como parece indicar a compra do terreno e a construção da Igreja de Santo Antonio de Pádua, do bairro da Onça.

Passados os compromissos com o trabalho e a religião surgia, então, o tempo para o lazer. E o pouco lazer que tinham, além dos encontros familiares e dos festejos religiosos, se limitava aos jogos de malha, esporte no qual até a bem pouco tempo Leopoldina se destacou; o futebol, praticado nos terreiros e nas várzeas onde se demarcavam campos; e, às chamadas mesas de carteados, montadas nas “vendas” ou, na casa de amigos.

Alguns apreciavam as caçadas ao tatu e à paca, geralmente realizadas nas noites de lua cheia, assim como a apreensão de passarinhos como o canário da terra, o coleiro, o pintassilgo, o melro e o curió, apreciados pela beleza da plumagem e pelo canto.

Quanto ao futebol, há notícias de equipes formadas em diversos núcleos que vez por outra disputavam torneios entre elas. Na Colônia Constança, durante muito tempo existiu o time de futebol denominado Boa Sorte Futebol Clube, que chegou a disputar campeonatos amadores na cidade. Durante muitos anos o Boa Sorte foi mantido e comandado por João Bonin. E ainda hoje seus herdeiros, muitos dos quais ex-jogadores do time, ainda preservam os troféus e objetos do Clube.

O Trem de História precisa fazer mais uma pausa. Até a próxima edição!

Em virtude da pandemia de coronavírus, foram suspensos os preparativos para o ENCONTRO DE DESCENDENTES DOS IMIGRANTES DE LEOPOLDINA que seria realizado no próximo dia 17 de maio de 2020. Nova data será oportunamente informada.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 401 no jornal Leopoldinense de 1 de abril de 2020


Fontes Consultadas:

[1] Comprovantes do Banco Comercial do Porto incluídos na Coleção Kenneth Light, disponível no Arquivo Histórico do Museu Imperial, Petrópolis, RJ. Tombos 1920/97 e 1921/97.

[2] IANNI, Constantino. Homens Sem Paz. São Paulo: Civilização Brasileira, 1972. p. 127.

Imigração em Leopoldina: revisão da pesquisa

Alguns temas da pesquisa publicada em 2010 foram atualizados e republicados a partir de fevereiro de 2019. Ei-los:

121 – Imigrantes Italianos em Leopoldina – O início do estudo

122 – Relembrando a pesquisa publicada em 2010

123 – Fontes das Informações

124 – Acréscimos e Correções

125 – Viagem com os sobrenomes de imigrantes italianos

127 – A identificação mais antiga

128 – Colônia Agrícola da Constança

129 – A formação da colônia e o ensino agrícola

130 – Primeiros impactos: a chegada do Trem e o desenvolvimento

131 – Imigrantes de outras origens

132 – Encontro de Descendentes dos Imigrantes de Leopoldina

133 – As Hospedarias

134 – O Ribeirão Jacareacanga

135 – Hospedaria Jacareacanga

136 – Imigrantes e a Hospedaria Jacareacanga

137 – Propriedades pequenas e produtivas

138 – Colônias em Minas Gerais e migrações entre elas

139 – Pelos Caminhos da Colônia

140 – Fazenda Constança: primeiras informações

141 – Fazenda Constança: mudança de domínio

142 – Fazenda Constança: de Gervásio a Octaviano

143 – A Fazenda Constança do final do século XIX

144 – Imigrantes Italianos em Leopoldina – Regiões de origem

139 – Pelos Caminhos da Colônia

O Trem de História convida o leitor para uma viagem imaginária pela Colônia Agrícola da Constança. Inicialmente em busca de compreender o motivo pelo qual ela herdou o nome da fazenda Constança e teve sua sede instalada na fazenda Boa Sorte.

Importante compreender que eram outras as estradas ou, os caminhos que serviam às duas fazendas vizinhas, cujas sedes eram relativamente próximas, se consideradas as alternativas de deslocamento daquela época.

Ressalte-se, ainda, o fato de que da estação ferroviária de Leopoldina se chegava com muito mais facilidade à Boa Sorte do que à Constança, antes da abertura da Rio-Bahia na década de 1930.

Até então era difícil a transposição do vale dos Puris, por onde desce o Córrego da Onça que hoje cruza a BR-116 no km 771. Como também era difícil vencer as escarpas do estreito por onde passa o Córrego Água Espalhada, local que os imigrantes italianos e os tebanos mais antigos chamavam de Buraco do Cubu[1]. E não menos problemático era, após vencer estes obstáculos, construir uma estrada transitável durante o período de chuvas sobre o alagadiço que deu nome ao Córrego Água Espalhada, no km 773 da mesma rodovia, no local onde está o “Restaurante Seta”.

Por outro lado, pela estrada da Boa Sorte se chegava primeiro e com menor esforço, às terras da Constança.

Outro fato que merece explicação é o que se refere à localização de alguns lotes. A visão do traçado da Colônia, a partir da realidade das novas rodovias, é também um dos complicadores para se entender a localização dos lotes que hoje são de difícil acesso. Ocorre que muitos deles, quando foram demarcados, eram servidos por estrada de trânsito normal ou até intenso, que posteriormente foram abandonadas em função de novas opções e interesses.

Outro fato que hoje parece estranho, mas que pode ser explicado com facilidade, é o número de colonos da fazenda Paraíso que adquiriram lotes na Colônia Agrícola da Constança.

Já se falou noutros artigos que muitas propriedades foram vendidas por outros fazendeiros aos colonos porque eles viam nessa prática uma forma de o imigrante realizar o sonho de se tornar sitiante, ao mesmo tempo em que a fazenda garantia uma reserva de mão de obra nas suas proximidades. O que deu origem a muitos dos núcleos de imigrantes existentes no município.

Os lotes da Colônia Agrícola da Constança não se encaixam exatamente nesse perfil de venda. Entretanto, na aquisição de partes de fazendas para formar o território da Colônia, ficou determinado que ela abrigaria, também, colonos oriundos dessas propriedades adquiridas.

Além disto, considerando o caminho hoje inexistente, que descia da Paraíso nas imediações da “Água Espalhada”, a distância entre a Colônia e a sede da citada fazenda não era grande, ainda mais para os padrões daquela época.

Para compreender o acesso à Colônia, não se pode esquecer da Capela de Santo Antônio, na Onça, construída entre 1912 e 1915, estrategicamente localizada no percurso natural do imigrante, viesse ele da Boa Sorte ou da Constança em direção à cidade ou, simplesmente para orar ao seu Santo Protetor.

É bom registrar que no fundo do galpão de leilões, ao lado da Igrejinha, existia no ano de 1943 uma escola rural. Na segunda metade dos anos de 1950, com a instalação em Leopoldina do projeto piloto que propunha a erradicação do analfabetismo no Brasil, foi construído um prédio no pátio fronteiro à Igrejinha, ali passando a funcionar a Escola Singular Rural que a Lei Municipal nº 936, de 17.10.1973, deu o nome de “Carlos de Almeida” em homenagem a este ruralista que, em conjunto com os imigrantes que então habitavam a Colônia, trabalhou na construção da Igreja.

Recorde-se que o trânsito da produção da Colônia trazida para a cidade era realizado por antiga via que teve alguns de seus trechos aproveitados no traçado da BR 116, a Rio-Bahia, construída no final dos anos de 1930.

Neste percurso, numa remodelação da rodovia em meados do século XX, alguns trechos da velha estrada de terra permaneceram com menor utilização. Dentre eles está a ligação entre a Igreja de Santo Antônio e o ponto em que a estrada da Boa Sorte encontra-se com a BR 116. Hoje esse trecho se tornou uma via importante, é o Caminho do Imigrante, usado pelos moradores do local, por pedestres, ciclistas e cavaleiros que, procedentes da Boa Sorte dirigem-se à Igreja, à cidade e ao ponto final do ônibus urbano, no Posto Puris.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Na próxima viagem virá o histórico da fazenda que emprestou o nome à Colônia. Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 392 no jornal Leopoldinense de 16 de novembro de 2019

Nota:

1 - Cubu é um bolo ou broa de fubá assado no formato do pão de cachorro quente.

Documentário ‘Imigrantes Italianos – a trajetória dos colonos que viveram em Leopoldina’.

SINOPSE:

O historiador e genealogista José Luiz Machado Rodrigues (Luja), fala sobre os resultados dos estudos realizados em conjunto com Nilza Cantoni, explicando detalhes sobre a chegada dos imigrantes no Brasil e no município de Leopoldina, onde foi formada a Colônia Agrícola da Constança. Nestes primeiros episódios, o entrevistado relata como ocorreu a imigração, demonstrando a trajetória que os colonos tiveram até chegar em Leopoldina. Também são esclarecidos detalhes de locais onde funcionaram instituições, fazendas, colônias, lotes, entre outros.

FICHA TÉCNICA:

Produção: Jornal Leopoldinense

Pesquisa: Nilza Cantoni e José Luiz Machado Rodrigues

Diretor: Luiz Otávio Meneghite

Filmagem e edição: João Gabriel Baía Meneghite

Revisão: Luciano Baía Meneghite

Publicidade: Sérgio Barbosa França

PATROCÍNIO:

Energisa

ACIL – Associação Comercial de Leopoldina

Hotel Minas Tower

Semar Assessoria Contábil

Colégio Equipe

Fonte Supermercados

APOIO CULTURAL:

Secretaria Municipal de Cultura de Leopoldina

http://www.cantoni.pro.br

AGRADECIMENTOS:

Nilza Cantoni

José Luiz Machado Rodrigues

Júlio Antonio Carraro Mendonça

José Lindionor Rocha

Pedro Augusto Machado Monteiro

Victor Guilherme Pereira Fernandes

Eduardo Mantovani

Luciana Monteiro

Rodrigo Ramos

Luciano Baía Meneghite

Sérgio Barbosa França

Té Bonin

Geraldo Guedes Couto

Alberto Ramos de Oliveira

Jairo Seoldo

Amanda Almeida

Cristiano Fófano

Jeverson Carelli

Welington Bonin Caetano

Aparecida Tigre

Luzia Tigre

Odilon Rodrigues Machado

REPRODUÇÃO DE IMAGENS

BFI – Film Forever

cantoni.pro.br

Museu da Imigração

Memorial do Imigrante

Arquivo Público Mineiro

Instituto Agrônomico de Campinas

Editora Unesp

Coleção Leopoldino Brasil

Jornal Minas Geraes

Jornal O Leopoldinense

Acervo IMS

Acervo Família Levy

Estadão.

Livro “Immigrants on the land”

Instituto Nacional do Cinema Educativo

TRILHAS SONORAS

‘Mérica, Mérica’, de Angelo Giusti Interprete: Jeverson Carelli Bateria: Diego Spilmann Baixo: Giovani Fistarol Violão: Sandro Pedroni Acordeon: Nelcir Carelli

Audio Library do Youtube

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St Francis

Spanish Rose

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