Tereza Flauzina Ferreira Brito

Há 160 anos, no dia 1 de junho de 1855, nascia esta filha de Inácio Ferreira Brito e Mariana Ozória de Almeida, neta paterna de Manoel Ferreira Brito e Maria Josefa da Silva, neta materna de Joaquim Cesário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida.

Tereza Flauzina Ferreira Brito casou-se no dia 30 de junho de 1877, na matriz de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, com Antônio Eleotério Ferreira Neto, filho de Domingos Ferreira Neto e de Rita Firmina de Sena. Ele era neto paterno de Joaquim Ferreira  Brito e Joana Maria de Macedo, sendo neto materno de João Gualberto Ferreira Brito e de Maria Venância de Almeida.

Observe-se que João Gualberto, avô materno do marido de Tereza, era filho de Joaquim Ferreira Brito, avô paterno do mesmo Antônio Eleotério. Tereza e seu marido eram bisnetos de Manoel Antônio de Almeida que foi o pai da avó materna de Antônio Eleotério.

O casal Tereza e Antônio teve, pelo menos, oito filhos: Antônio, Enéas, Amélia, Alzira, Ana, Mariana, Altiva e Álvaro.

Pesquisadores do Caminho Novo: contribuição da genealogia

Comunicação de Gustavo Almeida Magalhães de Lemos sobre metodologia de pesquisa em genealogia, durante o 3º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Transcrição: Nilza Cantoni. Revisão: Joana Capella.

Pesquisando Antepassados

POSTAGEM REPUBLICADA

A metodologia de pesquisa é uma das colocações mais recorrentes entre os leitores deste blog. Na maioria das vezes nós recebemos perguntas sobre a maneira de localizar informações de propriedades, atividades profissionais e locais de moradia de antepassados. Se fizermos uma tabulação e categorizarmos os comentários por temas, provavelmente concluiremos que o interesse pela história de Recreio nasce no momento em que se descobre um ascendente que viveu no município.
Uma pequena parcela de nossos leitores demonstra ter expectativa de encontrar todas as respostas na rede mundial de computadores. Um outro grupo pede indicação de literatura publicada onde encontrem “tudo sobre fulano de tal”. Aos primeiros nossa resposta é que a internet é um veículo muito novo e que pouca coisa já está disponível na rede. Para os outros temos tentado explicar que autores constróem textos a partir da própria visão de mundo e que nem tudo já foi estudado ou compilado. E sempre deixamos o convite para fazerem a própria pesquisa.
Para os que nos pedem indicações de como fazer, reiteramos que todas as fontes podem ser úteis desde que tenhamos um projeto bem delineado. Isto evita que nos percamos no meio do caminho. É fundamental termos bem claro o objetivo da busca, bem como nos informarmos sobre o tema através da literatura disponível. É muito difícil, por exemplo, tentar localizar uma fazenda pelo nome que o avô mencionou, sem conhecermos os dados básicos sobre o município onde tal propriedade se localizava.
Muitas vezes não será possível prosseguir sem visitar centros de documentação da região. E quando se trata de localizar informações sobre pessoas nascidas antes de 1930, a sugestão é fazer um levantamento minucioso dos assentos paroquiais relativos ao período de interesse. Assim, além de anotar datas, locais, padrinhos e grafias, vamos nos aproximando das redes de afinidade do personagem de nosso interesse e conhecendo um pouco da sociedade na qual esteve inserido.
A distância impede a pesquisa? Nem sempre ou não integralmente. Sabendo exatamente o que se quer, é possível pedir cópias de documentos telefonando para o órgão competente. Donde voltamos ao segundo parágrafo deste texto para informar que a internet e os livros publicados são extremamente úteis para nos aproximarmos do objeto de estudo. E até mesmo para sabermos se é possível atingir o objetivo planejado.

A Operação Genealógica

“O que é uma Genealogia? Como pode o historiador utilizar-se de genealogias como fontes históricas, e, em contrapartida, quais as possibilidades de tomar a própria genealogia para o objeto historiográfico em si mesmo? Como os indivíduos, famílias e grupos sociais constróem as sua genealogias – selecionando alguns antepassados e descartando outros – de modo a edificar a sua própria identidade? Como as genealogias funcionaram nos diversos períodos históricos?”

De José d’Assunção Barros, o artigo foi publicado na Mouseion, v. 1, nr. 2, julho-dezembro de 2007.

Vejam o texto completo:

operacao_genealogica.pdf (objeto application/pdf)

Ironia e genealogia em A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar

Artigo de Glauber Pereira Quintão
 
Resumo: A ironia tem, no romance, a capacidade de promover a desconstrução das hierarquias, impedindo a linearidade e a concepção histórica de progresso. Este artigo analisa como a ironia, a partir da idéia de “acontecimento” e “cena”, de Linda Hutcheon, seria inerente ao conceito moderno de genealogia, que questiona a crença em uma origem absoluta, no romance A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar.

Palavras-chave: Moacyr Scliar; Ironia; Genealogia

Artigo Glauber Quintão 1 – Humor

Historia Social através da Pesquisa Genealógica

Veja os slides da palestra de Nilza Cantoni e Silvia Butros no 2º Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo, realizado em São João del Rei em 2011.

História Social através do Método de Pesquisa Genealógica

As pesquisadoras Silvia Buttros e Nilza Cantoni levaram ao Encontro dois exemplos de história local que vêm sendo divulgados, há mais de um século, como sendo a história oficial dos municípios abordados.
Após apresentar cartografia localizando Paraguaçu dentro do território de Minas Gerais, Silvia Buttros discorreu sobre a trajetória de sua pesquisa que resultou no seguinte quadro:
VERSÃO TRADICIONAL: pontos conflitantes
CORREÇÃO DOCUMENTADA
Pelo ano de 1790, o paulista Manuel Ferreira do Prado, e o português Agostinho Fernandes de Lima Barata receberam, cada um, uma sesmaria de três léguas em quadra.
Manuel Ferreira do Prado tornou-se sócio de um sesmeiro, e Agostinho Fernandes Lima herdou terras de seu sogro. Em 1790, as sesmarias eram de meia légua em quadra.
As sesmarias estariam localizadas no Sertão de São Sebastião, freguesia da Campanha.
As localidades onde se assentaram eram Sertão do Ouvidor e paragem das Mamonas, ambas na freguesia de Santana do Sapucaí.
Manuel Ferreira do Prado veio de São Paulo, com toda a sua família, mais o professor Flávio Secundo de Sales, e instalou-se ao Sul do município.
Manuel Ferreira do Prado era mineiro, de Santa Bárbara, morador no Rio de Janeiro, onde se casou, e veio a formar sua família na freguesia de Santana do Sapucaí. O dito professor era mineiro, de Campanha.
Agostinho Fernandes de Lima deixou mulher e filhos em Portugal, e instalou-se ao Norte do município.
Agostinho Fernandes Lima casou-se, no Brasil, com a filha de José Dias Palhão, sesmeiro de meia légua em quadra, ao Norte do município.
Nilza Cantoni, também após indicar a localização de Leopoldina, mencionou a metodologia da pesquisa iniciada a partir de um questionamento sobre o que afirma a história tradicional: por que os deserdados do ouro foram para o Feijão Cru se não há uma só pista de que em algum momento tenham encontrado ouro por lá? Não seria mais lógico que, com a queda da mineração, tivessem se dirigido para outras regiões auríferas?
Discorreu sobre suas buscas em fontes originais como listas nominativas de habitantes, processos judiciais, registros de terras e assentos paroquiais,apresentando a seguinte conclusão sobre os povoadores do Feijão Cru:
%
ORIGEM
ATIVIDADE ANTERIOR
41,9
Desconhecida
Desconhecida
16,1
Bom Jardim de Minas
Agricultura
8,1
Freguesia de Barbacena
Agricultura
6,5
Freguesia de São João del Rei
Agricultura
4,8
Aiuruoca
Agricultura
4,8
Santana do Garambéu
Agricultura
3,2
Freguesia de São João del Rei
Agricultura / Comércio
3,2
Prados
Agricultura
1,6
Bocaina de Minas
Agricultura
1,6
Conceição de Ibitipoca
Agricultura
1,6
Congonhas
Mineração
1,6
Conselheiro Lafaiete
Agricultura
1,6
Ibertioga
Agricultura
1,6
Santa Rita de Ibitipoca
Agricultura
1,6
São João del Rei
Agricultura / Comércio
Foi ressaltado que o quadro acima poderá sofrer modificações se forem encontradas novas fontes sobre o tema e que 22 povoadores ainda não identificados aparecem na documentação como forros e 3 são mulheres, sem sobrenome ou outra indicação que permita a investigação.

 

Portanto, o estágio atual da investigação demonstra que os povoadores não deixaram minas de ouro esgotadas para trás. Foram e continuaram sendo agricultores.