Constança Maria de Almeida: ascendentes e descendentes

Há alguns anos, com a colaboração de Ib Teixeira e sua esposa Vera, organizamos e publicamos a descendência de uma das filhas de Constança Maria de Almeida. Recentemente, ao realizarmos buscas em arquivos do Espírito Santo, veio o pedido de publicação da ascendência.

CONSTANÇA MARIA DE ALMEIDA, filha de Antonio Prudente de Almeida, nasceu por volta de 1841. Casou-se com JOSÉ DOMINGUES DE ANDRADE PINTO em Leopoldina, MG.

Constança e José Domingues foram pais de:

1 – MANOEL, nascido a 6 Junho 1870, Leopoldina, MG

2 – MARIA OLIMPIA, nascida no dia 23 Setembro de 1876 ou 1877, em Leopoldina, MG.

3 – HONÓRIO, nascido a 20 Fevereiro 1879, Leopoldina, MG.

A cópia do assento de batismo de Honório deixa dúvidas quanto à data de nascimento. Aparentemente seria 20 de novembro de 1879, mas há ressalva para 20 de fevereiro, data mais compatível com a do nascimento de seu irmão Oscar.

4-OSCAR DE ANDRADE, nascido a 28 Dezembro 1879, Leopoldina, MG e falecido na mesma cidade a 5 Julho 1884.

5 – INÁCIA, nascida a 11 Junho 1881, Leopoldina, MG e falecida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

6 – ANA, nascida a 12 Agosto 1883, Leopoldina, MG e falelcida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

MARIA OLIMPIA casou-se com  JOSÉ OLIMPIO DE ABREU FILHO, nascido em São José do Calçado, ES, filho de JOSÉ Olimpio de ABREU e RITA Maria de NAZARÉ.

Segundo o registro de óbito, Maria Olimpia faleceu na chácara do do Cel Joaquim Machado de Almeida, no dia 22 de setembro de 1940. Foi atendida pelo Dr. Antonio de Oliveira Guimarães. Foi sepultada em Mimoso do Sul, ES.

Maria Olimpia estava em visita aos parentes que não via há muitos anos. A chácara citada ficava na atual rua Joaquim Ferreira Brito, bairro Rosário, Leopoldina.

Filhos de Maria Olimpia e José Olimpio:

1 – ZOILA OLYMPIA DE ABREU, nascida a 10 Julho 1897, São Pedro do Itabapoana, ES.

2-CREUZA, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES. Mãe de SEBASTIÃO, MARIA DA PENHA, GLÁUCIA, JERÔNIMO, LÉCIA, MARIA APARECIDA, INACIO, JARBAS e SÉRGIO

3 – Corina, também nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.

4 – Marieta, nascida a 21 Dezembro 1901 em São Pedro do Itabapoana, ES e falecida no Rio de Janeiro a 17.09.1988

5 – MARIA DE LOURDES, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.      Mãe de TEREZINHA, LUIZ CARLOS, MARIA DA GLÓRIA, CUSTÓDIO, MARIA CREMILDA e MARIA HELENA.

6 – ZULEIKA OLIMPIA DE ABREU, nascida a 26 Julho 1907, Ponte do Itabapoana, ES.

7 – CONSTANÇA MARIA DE ABREU, nascida a 27 Maio 1909, Ponte do Itabapoana, ES.

8 – MARIA DA PENHA, nascida a 21 Dezembro 1911, Ponte do Itabapoana, ES.

9 – OLIMPIO, nascido a 15 Julho 1914, Ponte do Itabapoana, ES.

10-MARIA MADALENA, nascida a 11 Fevereiro 1916, Ponte do Itabapoana, ES.

11-LAERCE, nascida a 3 Maio 1918, Ponte do Itabapoana, ES e falecida em Fevereiro 1987, Macaé, RJ.

12-JOSÉ DOMINGOS DE ABREU, nascido e falecido em Vitória, ES.

ZOILA OLYMPIA DE ABREU  teve os seguintes filhos:

1 – MARIA CÂNDIDA ABREU TEIXEIRA, nascida a 22 Fevereiro 1920, Vitória, ES.   Mãe de LUIZ CARLOS e VÂNIA.

2-ALTAIR ABREU TEIXEIRA, falecido em Mimoso do Sul, ES.

3 – LENA ABREU TEIXEIRA, nascida em Mimoso do Sul, ES. Mãe de ÁLVARO e ANDRÉ TEIXEIRA

4-NÁDIA ABREU TEIXEIRA, nascida a 20 Fevereiro 1929, Rio de Janeiro, RJ e falecida na mesma cidade a 10 Maio 2001.

5 – MÁRIO TEIXEIRA, nascido a 7 Setembro 1933, Rio de Janeiro, RJ e falecido a 1 Abril 1980. Pai de MARIA CÂNDIDA e MÁRIO SÉRGIO TEIXEIRA.

6 – IB TEIXEIRA, nosso colaborador junto com a esposa Vera. São pais de Maria.

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FONTES UTILIZADAS:

  1. Mapa da População do Feijão Cru, 1843.
  2. Primeira secretaria do Forum da Comarca de Leopoldina, Inventário do pai de Antonio Prudente de Almeida.
  3. Almanaque de Leopoldina, (1886).
  4. Livros de batismos de Leopoldina, números 1 e 3.
  5. Cemitério Público de Leopoldina, MG, (Livro 1880-1887).
  6. Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, livros de Casamento e Óbitos.
  7. CANTONI, Nilza. Genealogia dos povoadores de Leopoldina. Ensaio.

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Descendentes de Gizelda e Mário Malaquias

Em atenção ao pedido de descendente, republicamos informações genealógicas do casal Mário Malaquias de Souza e Gizelda Dietz de Almeida.

Mário era filho de Joaquim Malaquias de Souza e Maria Sodré. sendo irmão de José, Maria Salomé, Elisa e Conceição. Casou-se com Gizelda no dia 27 de fevereiro de 1930 em Leopoldina.

Descendentes do casal Mário e Gizelda:

Gizelda Dietz de Almeida n. 10 Ago 1916, Leopoldina, MG, o. 27 Out 1986,
Leopoldina, MG
+Mário Malaquias de Souza n. 14 Maio 1908, Laranjal, MG, o. 1 Jan 1974,
Leopoldina, MG

|–Terezinha Rittz de Souza
| +Dahir da Silva
| |–Ricardo de Souza e Silva
| | +Maria Ângela Caldeira Brant
| | |–Renata Caldeira Brant de Souza e Silva
| | |–Gustavo Caldeira Brant de Souza e Silva
| |–Rogério de Souza e Silva

|–Maria Guilhermina de Souza n. 13 Maio 1933, Leopoldina, MG, o. 3 Dez 1965,
| Leopoldina, MG
| +José Lisboa Vargas n. 8 Jul 1920, Leopoldina, MG, o. 8 Jul 1993,
| Leopoldina, MG
| |–Míriam Vargas
| | +Thadeu Silva Furtado
| | |–Leandro Vargas Furtado
| | |–Nathalia Vargas Furtado
| |–Evandro Tadeu Souza Vargas
| +Luiza de Almeida Izabel
| |–Tomaz Almeida Vargas
| |–Lucas Almeida Vargas

|–Marta de Souza
| +Rosenvaldo Noronha Medeiros n. 20 Fev 1933, o. 8 Set 1977, Leopoldina, MG
| |–Jordane Souza Medeiros
| | +Jacyara Mendonça
| | |–Laura Mendonça Medeiros
| |–Tadeu de Souza Medeiros
| | +Ruth Gonçalves Costa
| | |–Gabriela Gonçalves Medeiros
| |–Danilo de Souza Medeiros

|–José Antonio Almeida de Souza n. 15 Mar 1939, Leopoldina, MG, o. 2014
| +Clélia Costa e Silva
| |–Luciene Silva Souza
| +João Carlos Batista da Rocha
| |–Erick Souza Rocha

|–Edwiges Maria de Souza
| +Paulo Fernandes de Almeida n. 9 Dez 1940, o. 23 Dez 1968
| +Hugo Martins
| |–Hugo Dietz Martins
| |–Douglas Dietz Martins
| | |–Mateus Alves Dietz Martins

|–Rosa Maria Dietz Almeida de Souza
| +Jessy Jaime Zampier Lacerda
| |–Fabrizzio Dietz Zampier
| |–Guilherme Dietz Zampier

|–Sérgio Rubens Tadeu de Souza
| +Maria de Lourdes Dias
| |–Vanessa Dias de Souza
| |–Mário Sérgio Dias de Souza

|–Magda Coeli Dietz
+Eduardo Célio Panza André
|–Maria Cristina Dietz André
|–Felipe Eduardo Dietz André

Maria José de Almeida Oliveira

A pedido de um visitante, republicamos antiga postagem sobre os descendentes de Maria José de Almeida Oliveira, composta com a colaboração de seu neto Fábio Vargas de Mendonça. Acrescentamos algumas gerações de ascendentes para localizá-la entre os povoadores de Leopoldina.

Descendentes de Maria José de Almeida Oliveira

Primeira geração

1. Maria José de Almeida Oliveira, filha de João Carlos Gualberto de Oliveira
e Rita Augusta de Almeida, nasceu a 2 Ago 1887 em Leopoldina, MG.(1)

Maria casou com João de Almeida Vargas.

Filhos deste casamento:

2 M i. Alcemar
3 M ii. Antonio
4 M iii. Delmar

Delmar casou com Gerce de Amor Souza.
5 F iv. Eulina

Eulina casou com José Fontes Coimbra.
6 M v. Itamar

Itamar casou com Terezinha Ferreira Castro.
+ 7 M vi. João de Almeida Vargas Júnior
8 M vii. José

José casou com Maria Bouds.
9 M viii. Manoel

Manoel casou com Virgínia Ferreira Castro.
10 ix. Maria

Maria casou com Carlindo Gonçalves Cardoso.
11 x. Mário

Mário casou com Elvira Capasse.
12 xi. Rita

Rita casou com José Ferrari.
13 xii. Ruth

Ruth casou com Walter.

Segunda geração (Filhos)

7. João de Almeida Vargas Júnior

João casou com Conceição Ferreira Castro.

Filhos deste casamento:

14 i. Fernando Castro Vargas
+ 15 ii. Regina Castro Vargas
16 iii. Amélia Castro Vargas
+ 17 iv. Laércio Vargas de Castro
18 v. Carlos Alberto Castro Vargas
19 vi. Elizabeth Castro Vargas
20 vii. João

Terceira geração (Netos)

15. Regina Castro Vargas

Regina casou com Nilson Furtado de Mendonça.

Filhos deste casamento:

21 i. Humberto Vargas de Mendonça
22 ii. Gustavo Vargas de Mendonça
23 iii. Fábio Vargas de Mendonça

17. Laércio Vargas de Castro

Laércio casou com Maurisa Gindre.

Filhos deste casamento:

24 i. Simone Gindre Vargas
25 ii. Rodrigo Gindre Vargas

124 – Acréscimos e Correções

O Trem de História tem informado que esta série de artigos é uma revisão dos estudos realizados sobre a imigração em Leopoldina e que foram publicados em 2010. O objetivo é trazer os acréscimos descobertos após o fim daquele projeto, bem como corrigir dados à vista de novas fontes encontradas.

Uma destas correções é a que trata da movimentação dos imigrantes.

Entre 1994 e 2009, o acesso às fontes era mais restrito e muitas vezes foi necessário adotar técnica semelhante à dos “mapas conjecturais”, comum em estudos de cartografia histórica. O método consiste em fazer um estudo comparativo entre as fontes disponíveis e, onde houver lacunas, formular hipóteses baseadas nas conclusões possíveis.

A família Camerini foi um desses casos. Dadas as profundas alterações ortográficas nos registros disponíveis, somente com a colaboração de familiares foi possível estabelecer algumas hipóteses que permitiram localizar a entrada da família no Brasil e o casamento de Francesco Camerini com Assunta Antonelli, realizado em 1914 no distrito de Providência.

A colaboração dos leitores foi muito utilizada, não só com o fornecimento de documentos de datas posteriores ao período estudado, como também por relatos obtidos de seus pais e avós. Entretanto, em alguns casos aconteceram conclusões inadequadas.

Um dos pontos que precisam ser esclarecidos se refere à afirmação de colaboradores sobre o local de residência de noivos que se casaram na Paróquia de São Sebastião, mas que não moravam no município. Posteriormente foi verificado que as famílias realmente residiam em Leopoldina na época do casamento e se transferiram mais tarde para outras localidades.

Por outro lado, foram encontrados casamentos realizados em Piacatuba entre noivos que residiam em Itamarati de Minas, mas que antes foram moradores do município de Leopoldina.

Outro ponto surgiu de declarações sobre pessoas constantes nos registros de hospedaria como tendo sido contratados por fazendeiros do município de Leopoldina e que teriam ido para municípios vizinhos. Nesse caso, foram identificados assentos paroquiais de batismo envolvendo tais imigrantes, ficando demonstrado que realmente aqui residiram por algum tempo e depois migraram.

Na maioria desses casos, o problema decorreu do desconhecimento das famílias a respeito da trajetória de seus ancestrais e das profundas alterações na grafia de nomes e sobrenomes em assentos paroquiais, impedindo a imediata identificação.

Também é necessário esclarecer os procedimentos utilizados para identificação do local de nascimento dos imigrantes. Para os que chegaram a partir de meados da década de 1890, muitas vezes a lista de passageiros resolveu a questão por trazer o nome da localidade. Outra fonte foram os assentos paroquiais nos quais algumas vezes constou o local de origem dos noivos ou, dos pais da criança batizada. Quando a família preservou os documentos de seus antepassados, o local de nascimento foi descoberto pelo passaporte. E se o imigrante vivia no Brasil no início da década de 1940, foi chamado a registrar-se segundo normas legais de 1938 e no requerimento teve que declarar a naturalidade.

Observe-se, porém, que não havia um procedimento padronizado por parte dos encarregados dos diversos registros. Razão pela qual, no levantamento concluído em 2003 constavam a localidade de origem de apenas 27% dos imigrantes italianos encontrados e eles estavam distribuídos em 14 regiões da Itália. Das demais nacionalidades, não chegou a 10% o total de identificações de naturalidade.

Atualmente, após consulta a muitas fontes antes indisponíveis, sabe-se que os imigrantes italianos que viviam em Leopoldina procediam de 18 das 20 regiões administrativas em que a Itália está dividida. E o total de identificações chega, agora, a 43%, embora existam diversos casos em que só foi encontrada a província, sem o local exato de nascimento.

Ressalte-se que todos os números aqui apresentados são provisórios, já que a pesquisa não está encerrada e novas informações podem surgir a qualquer momento.

Reitera-se, portanto, o que foi declarado em 2010: se depois de todo este tempo de pesquisa ainda não se sabe tudo sobre todos os imigrantes que aqui viveram antes de 1930, abandonar o material já reunido seria desistir de comunicar aos moradores de Leopoldina o conhecimento adquirido até então.

E assim o Trem de História faz mais uma parada e informa que na próxima estação será embarcado o arquivo da Colônia Agrícola da Constança, instituição que acolheu muitos dos imigrantes que viveram em Leopoldina, cuja fundação ocorreu há 109 anos, no dia 12 de abril de 1910. Aguardem!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 377 no jornal Leopoldinense de 1 de abril de 2019

104 – Vida e obra de Átila Lacerda da Cruz Machado

Como ficou dito no artigo anterior o Trem de História de hoje prossegue com Átila Lacerda da Cruz Machado que fez seus primeiros estudos em Barbacena e concluiu o curso técnico de Radiotelegrafia no Departamento de Correios e Telégrafos do Distrito Federal, na época, na cidade do Rio de Janeiro – RJ[1]. Em 1931, transferiu-se para Leopoldina onde montou a Estação Radiotelegráfica do Estado de Minas Gerais e nela exerceu sua profissão até aposentar-se.

Quatro anos depois, em 27.02.1935, casou-se[2] com Herondina Domingues da Cruz Machado com quem teve cinco filhos: Helenice, Lincoln, Maria, Raphael e Míriam.

Segundo Mário de Freitas[3], conterrâneo de Átila Lacerda, a mãe dele, Dona Clarieta, era uma educadora de méritos invulgares. Seu irmão, Carlos Mário, professor e oficial categorizado da Escola Preparatória de Cadetes do Ar lecionou, também, no Colégio Leopoldinense.

Átila Lacerda foi funcionário público, professor, idealista, espírita convicto e atuante. Segundo José do Carmo, ajudou na reestruturação do Centro Espírita “Amor ao Próximo”, elaborando seus novos Estatutos, a partir de 05.09.1937. Participou da administração do Centro como secretário, vice-presidente e presidente nos períodos[4] 1947 a 1949, 1958 a 1960 e 1964 – 1973.

Durante sua administração, criou naquela Casa a Escola de Evangelização “Bezerra de Menezes”, para crianças e, a Mocidade Espírita “Dias da Cruz”, para jovens. Fundou, com outros abnegados irmãos de crença, o Albergue Noturno “Major Zeferino”, notável obra social que se localiza na Rua Santa Filomena, em Leopoldina.

Elizabeth Montenari[5] declarou que “por muitos anos o Sr. Atila, inspirado poeta e possuidor de vasta cultura filosófica e religiosa, presidiu o Amor ao Próximo” e foi “um dos baluartes da Casa.” Durante 49 anos dedicou-se à causa do Espiritismo com Jesus, levando a todos a palavra esclarecedora e o conselho amigo, no seu dia-a-dia ou, nas tribunas espíritas para exposições da Doutrina, em Leopoldina ou em cidades vizinhas.

Átila Lacerda da Cruz Machado ajudou a fundar o Rotary Clube de Leopoldina e, rotariano entusiasta, realizou, durante 27 anos, várias conferências rotárias, nacionais e internacionais, no próprio Clube e em diversos outros. Recebeu o título de “Sócio Honorário de Rotary”.

Oriundo da Loja Maçônica “Regeneração Barbacenense”, fundou a Loja Maçônica “27 de Abril” de Leopoldina, na qual foi Venerável durante os três primeiros anos e ocupou, mais tarde, outros postos. Recebeu do Grande Oriente do Brasil o título de “Maçon Emérito”.

Em 1958, eleito vereador e líder da Câmara Municipal de Leopoldina, na administração do Dr. Jairo Salgado Gama teve oportunidade de prestar vários serviços à cidade.

Em 1977, foi-lhe outorgado o título de “Cidadão Leopoldinense”. E desde 23.04.92, de acordo com a Lei nº 2397, empresta seu nome à praça existente, ao lado da Praça Félix Martins, no início da Rua Manoel Lobato[6].

É ainda de José do Carmo Rodrigues a informação de que publicou trabalhos de cunho rotário, político, poético e religioso nos periódicos Gazeta de Leopoldina, Jornal Ilustração, O Roteiro, Revista Rotária e no Jornal do Rotary Clube de Leopoldina.

Em 1954, participou ativamente da fundação do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado[7], instituição da qual sua filha Helenice foi ativa diretora.

Para a Revista Acaiaca[8], escreveu em 1961 o poema Cidade Menina, posteriormente publicado em prospecto independente e distribuído pela cidade. Escreveu com o coração, deixando espelhar em sua obra, uma vida marcada pela preocupação com a elevação espiritual do homem e o Amor a Deus e à Criatura, segundo o site Amor ao Próximo.

Átila Lacerda da Cruz Machado, foi carinhosamente apelidado pelos rotarianos leopoldinenses como “A Patativa de Caxambu”, em virtude de memorável alocução sua naquela cidade. Teve o seu desenlace em 26.12.1980, rodeado pelo amor e o carinho da esposa, filhas, genros e netos.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. Na próxima edição a viagem contará com a presença do mesmo personagem para contar um pouco sobre a família da sua consorte. Até lá.


Fontes consultadas:

[1] RODRIGUES, José do Carmo. Átila Lacerda da Cruz Machado. Disponível em <josedocarmo.blogspot.com/2010/02/atila-lacerda-da-cruz-machado.html> Acesso 31 out. 2016

[2] idem

[3] FREITAS, Mário de. Leopoldina do meu Tempo. Leopoldina: do Autor, 1985. p. 222.

[4] Centro Espírita Amor ao Próximo. Disponível em <http.//amoraoproximo-104anos.webnode.com.br/álbum> Acesso 8 out. 2016

[5] Almanack do Arrebol nº 06, outubro/85, texto Movimento Espírita Leopoldinense.

[6] RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: do autor, 2004. p. 38.

[7] Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, 55 anos. Leopoldina, MG: Kalon Moraes, 31.10.2009, p. 3.

[8] ALMEIDA, Kleber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002; p.11-12.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 356 no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2018