Colégio Fraebel

Conforme já mencionamos neste blog, o título de Atenas da Zona da Mata foi dado a Leopoldina pela expressiva quantidade de escolas e alunos existentes na cidade. Confirmando as palavras de Roberto Capri no livro Minas Gerais e seus Municípios [São Paulo: Pocai Weiss & Cia, 1916 p. 248], encontramos inúmeros anúncios de colégios em funcionamento na cidade desde meados do século XIX. Hoje acrescentamos mais um nome de instituição de ensino anunciada há 115 anos, como se vê abaixo.

Colégio Fraebel, Leopoldina, MGImportante recordar que a Rua Primeiro de Março compreendia as atuais ruas Gabriel Magalhães e Luca Augusto e que antes se chamou Rua Direita.

Rua João Neto

Há poucos dias relembramos um dos antigos logradouros públicos de Leopoldina, a Rua Primeiro de Março, que não tem mais este nome. Hoje vamos lembrar de outro, que permanece com a mesma denominação que recebeu no dia 5 de abril de 1889, conforme noticiou o jornal Irradiação, edição do dia 11 daquele mês. Vejam o histórico publicado em nosso livro ‘Nossas Ruas Nossa Gente’:



JOÃO NETO, rua

(Centro) - No passado esta rua era conhecida como Boa Vista. Começa no início da rua das Flores e termina na praça Professor Ângelo. É a subida para o Grupo Novo, caminho que o menino vindo do bairro da Onça trilhava para aprender as primeiras letras. Ali ficavam as vendas do Elias Veiga, do Lingordo, o botequim dos irmãos José e João Rodrigues de Andrade e a sapataria do Renato. Na esquina com a rua das Flores, em frente ao armazém do Joaquim Garcia de Oliveira, ficava o cavalo, aguardando o final da aula e o retorno ao sítio Puris (Onça).

A Gazeta de Leste, de 11.10.1890 diz que o oitavo quarteirão era formado pela rua das Flores até a rua da Boa Vista e por esta, atravessava a ponte até o Alto da Ventania.

Consta que este João Neto seria, em verdade, João Gonçalves Neto, bisavô de Olyntho Gonçalves Netto, também nome de rua na cidade.

João Gonçalves Neto era genro de Manoel Antônio de Almeida, casado com Mariana Flauzina de Almeida. Já estava no Feijão Cru por volta de 1828 e aqui nasceram seus filhos: Rita Tereza de Jesus segunda esposa de João Gualberto Ferreira Brito, Ana e Mariana nascida e falecidas entre 1838 e 1843, Francisco Gonçalves Neto c/c Joaquina Eucheria de Almeida, Zeferina de Jesus c/c João Gualberto Damasceno Ferreira Brito (filho do primeiro casamento do João Gualberto Ferreira Brito), Joaquim Eleotério Gonçalves Neto c/c Maria Presceliana de Sena, João Izidoro Gonçalves Neto c/c Cristina Vargas Corrêa e 2ª vez com Ambrosina Martins de Carvalho, Maria Teodora Neto c/c Antônio Ferreira Neto, e Pedro Gonçalves Neto c/c Maximiana Ferreira de Almeida e 2ª vez com Ana Esméria de Almeida a 04.09.1882.

João Gonçalves Neto transferiu-se para o Feijão Cru junto com seu sogro e demais familiares, tendo formado a fazenda Residência. Em 1859 foi eleito 3º juiz de paz, em 1862 foi eleito vereador, em 1865 foi reeleito vereador, em 1868 foi eleito 4º juiz de paz.