Fernando Savater – A educação do cidadão no século XXI

“Fernando Savater, filósofo espanhol, reflete sobre a relação entre educação e cidadania em sua conferência ao Fronteiras do Pensamento. Segundo Savater, o papel da educação não é apenas treinar habilidades e processos, é também “formar pessoas completas, capazes de utilizar a democracia de uma maneira crítica e positiva”. O filósofo defende, ao longo de sua fala, a importância desta educação para que as pessoas saibam construir seus caminhos de vida, compreender seus papeis na democracia e exercitar seus deveres para com a sociedade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2015.”

Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Conferência Edgar Morin | Edição Karina Roman | Finalização Marcelo Allgayer | Tradução Francesco Settineri e Marina Waquil

Nos tornamos humanos em sociedade

Karen Armstrong, escritora britânica criadora da Charter for Compassion, explica que compaixão não é a mera aplicação da Regra de Ouro, “fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem para nós”. Compaixão, na prática, diz a escritora, exige inteligência e empatia, pois, ao conhecer a história do outro, será possível respeitar as diferenças individuais e engrandecer nossa própria humanidade. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2013.

Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Produção Audiovisual Okna Produções | Documentário Um mundo complexo | Direção e Edição Marcio Reolon | Direção de Produção Gina O’Donnell | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

Antigas Escolas do distrito de Ribeiro Junqueira

O epíteto de Atenas da Zona da Mata tem sido objeto de comentários frequentes de leitores deste blog. Depois da republicação de postagem com este título em novembro de 2015, chegaram pedidos para identificarmos as escolas que existiram no município de Leopoldina no século XIX, justificando o epíteto. Um destes pedidos se refere ao então distrito de Campo Limpo, hoje Ribeiro Junqueira.

Hoje serão aqui republicadas algumas notas veiculadas na imprensa periódica da época. Partimos do anúncio publicado em maio de 1882, no jornal Liberal Mineiro, edição 52 de 24 de maio, página 3, a respeito da inscrição e processo de habilitação de professores públicos que seria realizada entre junho e julho daquele ano.  Para o município de Leopoldina havia vagas na sede e nos distritos de Madre de Deus do Angu, Conceição da Boa Vista, Rio Pardo, Tebas, Volta Grande e Campo Limpo.

Importante esclarecer que o distrito de Campo Limpo já contava com uma sala de Aulas Públicas, a cargo do professor Antônio Alves Cordeiro, conforme se vê abaixo:

De um outro professor público temos a seguinte notícia:

Notícia publicada na Gazeta de Leste, edição 16, de 17 de janeiro de 1891

Observa-se que este professor Generoso Antonio Tavares tinha sido professor na sede do município e se transferiu para o distrito, reiniciando suas atividades em 7 de janeiro de 1891. Talvez não tenha permanecido como único professor da localidade, já que quatro anos depois havia mais um professor na folha de pagamentos da Câmara Municipal de Leopoldina, conforme se vê na próxima notícia.

Parece que o professor Alberto Jackson contava com a colaboração de Dona Zulmira Jackson, talvez sua esposa, uma vez que a divulgação dos exames realizados no final daquele ano indicam o nome dela como encarregada da escola, notícia a seguir:

Neste blog podem ser encontradas outras postagens sob a tag Escolas, nas categorias História de Leopoldina e Educação.

Professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa

No dia 5 de dezembro de 1882 o Professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa foi designado para a 3ª cadeira de instrução primária de 2º grau na cidade de Leopoldina, como professor de Português, Francês e Geografia, conforme consta do Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, AD 46 e 47. Mas ele já atuava como professor em Leopoldina, conforme se verá a seguir.

Por oportuno, republicamos nossa postagem, aqui neste blog, em 1 de julho de 2013.

Este foi o único antigo professor de Leopoldina que pudemos acompanhar por mais tempo através das notícias publicadas em jornais. Abaixo algumas referências em jornais que circularam em Leopoldina.

No final do mesmo ano foi publicada uma nota sobre os exames dos alunos de Instrução Secundária:

Em dezembro de 1882 o anúncio se referiu à instrução primária do sexo masculino, como se vê a seguir:

Em novembro de 1894 o resultado dos exames escolares dos alunos do professor Olímpio foi publicado junto aos das alunas da professora Emília Magalhães:

Treze anos depois o mesmo jornal O Leopoldinense estampou os elogios do inspetor escolar ao professor Olímpio, “uma justa homenagem ao mérito do honrado educador a quem este município tanto deve”.

Educação Pública em Leopoldina

Atendendo solicitação de um visitante do blog, informamos que desde 1855 a Vila Leopoldina contava com Educação Pública. Na fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, em 11 de março de 1856, encontramos a informação de que em 15 de maio de 1855 tomou posse o professor Antônio Felício de Miranda e, no dia seguinte, foi a vez da professora Maria Carlota da Gama.

 

 

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Maria Augusta de Freitas Malta

Relembrando os mais antigos professores de Leopoldina, informamos que Maria Auigusta de Freitas Malta é citada como professora pública já em 1869. Conforme pode ser lido na matéria a seguir, em 1874 ela foi convocada para prestar exames de qualificação.

Professora Maria Augusta de Freitas Malta

No ano seguinte é mencionada no Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Ouro Preto: s.n., 1875 fls 451) e continuou a exercer a função por mais alguns anos. É o que declara Wander José Neder, em sua obra Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981. Na página 5 de seu livro, Neder informa que Maria Augusta era a professora do Colégio Nossa Senhora do Amparo que foi visitado pelo Imperador Pedro II.

No Diário do Imperador encontramos a seguinte declaração relativa à visita que fez à escola de meninas existente em Leopoldina: “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

Outras notícias sobre a professora Maria Augusta podem ser lidas nos seguintes textos:

  • Antigos Professores de Leopoldina
  • Escolas para o Sexo Feminino

A professora Maria Augusta foi mais um personagem da história de Leopoldina que contribuiu para que a cidade viesse a ser chamada de Atenas da Zona da Mata.