Hospedaria de Jacareacanga, Leopoldina

Conforme se verifica no recorte acima, em setembro de 1895 teria sido adquirido o Sítio Jacareacanga, com o nome incorretamente grafado na nota. O objetivo era nele instalar a Hospedaria de Imigrantes de Leopoldina que, segundo outras fontes, funcionou por um curto período de tempo.

Instituto Agronômico em Leopoldina

Há 120 anos a Revista Industrial de Minas Gerais, em sua edição número 10 assim se manifestava a respeito da criação dos institutos agronômicos e especialmente da regulamentação através do Decreto nr. 737 de 13 de julho:

Entretanto, segundo notícia publicada na primeira página do jornal O Leopoldinense, de 11 de agosto de 1895, a Lei n. 140, de 20 de junho daquele ano, reformou o ensino agrícola no estado e cancelou a instalação de novos Institutos Agrícolas. Como a unidade de Leopoldina fora criada mas ainda não havia sido instalada, seria convertida em “campo prático ou campo de demonstração”. Estaria aí a origem da Fazenda do Estado, na Laginha?

Há outras dúvidas sobre o ensino agrícola em Leopoldina. Foram encontradas referências a uma Escola Agrícola fundada cerca de quinze anos depois, subsidiada pelo governo do estado e administrada pelos proprietários do então Gymnasio Leopoldinense. As referências são nebulosas e alguns intérpretes acreditam tratar-se de uma instituição particular. Na fotografia abaixo o prédio identificado com o nome do colégio particular foi reconhecido por antigos moradores como sendo a sede do Aprendizado Agrícola.

Apontamentos para a História da Educação em Leopoldina

O administrador municipal de 1895 fez publicar, no jornal de sua propriedade, uma série de artigos denominados Governo Local nos quais manifestava opinião sobre variados temas de interesse público. Uma destas colunas, publicada há exatos 119 anos, o tema era o então chamado Ensino Primário e a Escola Noturna.

Posturas Municipais

Há 133 anos o Fiscal Municipal de Leopoldina publicava o anúncio abaixo no jornal O Leopoldinense. Além de informar sobre o prazo para calçamento das testadas das casas, alertava sobre atividades proibidas na área urbana, como cortume e chiqueiro.

Fazenda Suspiro

Durante uma pesquisa sobre a imprensa periódica em Leopoldina, entre 2010 e 2012, colecionei referências ao município em jornais locais e das capitais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, especialmente nos acervos da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro. Para facilitar o arquivamento, fiz a ordenação por dia e mês de publicação. Nem todas as notas foram utilizadas no trabalho da pós graduação e há dois meses resolvi publicá-las aqui, na ordem em que se encontram.

A notícia abaixo, publicada no jornal Diário de Minas em 1867, trouxe uma informação curiosa.

Fazenda Suspiro, Leopoldina, 1867O recorte faz parte de matéria da Secretaria da Presidência da Província de Minas Gerais, listando os Requerimentos despachados no mês de Maio de 1867. Este era um procedimento habitual nos órgãos oficiais de imprensa, assim como ocorre atualmente no Diário Oficial.

Mas o que chamou a atenção foi o nome da propriedade: Fazenda Suspiro. Até então, não havia sido encontrada referência a tal unidade produtiva naquela época. Considerando que não consta no Registro de Terras de 1856, e que o proprietário também não é citado na documentação contemporânea, é lícito supor que tenha se radicado no município em data posterior e que logo abriu um caminho para facilitar o próprio deslocamento. Mas quando decidiu interrompê-lo, provavelmente por ter passado a ser usado como se público fosse, queixas foram encaminhadas à Câmara Municipal que se manifestou contrária ao fechamento. O proprietário, então, recorreu ao Governo Provincial que deu a seguinte decisão: “Use dos meios ordinários”. Vale dizer: recorra à instância própria, à justiça.

Infelizmente não ficamos sabendo se Luiz Lopes Teixeira recorreu à justiça. Caso o tivesse feito, o fato seria divulgado na imprensa local. Mas naquela época ainda não havia jornal em Leopoldina, o que só viria a acontecer 4 anos mais tarde, quando começou a circular o mais antigo periódico de nossa cidade: O Leopoldinense.

Posturas Municipais de Leopoldina para Cataguases

Conforme mencionado na postagem de 20 de abril último, as Posturas Municipais de Leopoldina foram adotadas em Cataguases a pedido da Câmara Municipal do município vizinho. A nota abaixo saiu na Seção Governo Provincial do jornal Liberal Mineiro, relativa ao extrato do expediente da Secretaria de Governo do dia 4 de maio.

Câmara Municipal de Cataguases pede para adotar as Posturas Municipais de LeopoldinaDestaque-se que, embora a nota mencione o caráter provisório, na realidade o Código de Posturas Municipais de Leopoldina, aprovado em 1856, foi adotado definitivamente pela Câmara Municipal de Cataguases. Posteriormente publicaremos estas normas e algumas das alterações posteriores.

 

1889: Água para a Matriz de São Sebastião

Até 1889 não havia canalização de água para atender ao Morro da Matriz. Conforme se vê na notícia abaixo, em abril daquele ano o tesoureiro da Irmandade do Santíssimo Sacramento planejou arrecadar donativos para levar água potável até o prédio onde se realizavam os ofícios religiosos, localizado pouco abaixo do atual.

Canalização de Água para a Matriz de Leopoldina

 

Informe-se, a propósito, que em 1891 o engenheiro José de Moura Neves Filho foi encarregado pela municipalidade de realizar as obras de saneamento da cidade, conforme notícias publicadas no jornal de que era proprietário e redator, a Gazeta de Leste. Além da instalação de rede de água e esgotos, o engenheiro teria elaborado a ‘planta cadastral da cidade’.