Maria Augusta de Freitas Malta

Relembrando os mais antigos professores de Leopoldina, informamos que Maria Auigusta de Freitas Malta é citada como professora pública já em 1869. Conforme pode ser lido na matéria a seguir, em 1874 ela foi convocada para prestar exames de qualificação.

Professora Maria Augusta de Freitas Malta

No ano seguinte é mencionada no Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais (Ouro Preto: s.n., 1875 fls 451) e continuou a exercer a função por mais alguns anos. É o que declara Wander José Neder, em sua obra Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981. Na página 5 de seu livro, Neder informa que Maria Augusta era a professora do Colégio Nossa Senhora do Amparo que foi visitado pelo Imperador Pedro II.

No Diário do Imperador encontramos a seguinte declaração relativa à visita que fez à escola de meninas existente em Leopoldina: “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

Outras notícias sobre a professora Maria Augusta podem ser lidas nos seguintes textos:

  • Antigos Professores de Leopoldina
  • Escolas para o Sexo Feminino

A professora Maria Augusta foi mais um personagem da história de Leopoldina que contribuiu para que a cidade viesse a ser chamada de Atenas da Zona da Mata.

 

Efemérides Leopoldinenses: Janeiro

Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de janeiro.

1 de janeiro

1879

Sai a primeira edição do mais antigo jornal de Leopoldina: O Leopoldinense [1]

1899

Um soneto do poeta leopoldinense Dilermando Cruz é publicado na Gazeta de Leopoldina desta data.


2 de janeiro

1868

As fazendas Morro Alto e Bom Destino passam a ser subordinadas à paróquia de Leopoldina.

1875

Assembleia Legislativa Provincial autoriza o governo da província a reconstruir ponte na estrada geral de Leopoldina para Meia Pataca. (Lei Mineira 2095).


5 de janeiro

1883

Morre a senhora Maria do Carmo Monteiro de Barros que, com seu marido, formou a Fazenda Desengano em terras que fizeram parte de sesmaria doada aos irmãos Fernando Afonso e Jerônimo Pinheiro Corrêa de Lacerda.

1883

A população servil da Província atinge a 311.666 indivíduos. A cidade com maior número de escravos é Juiz de Fora, com 21.808, em seguida Leopoldina, com 16.001, em terceiro Mar de Espanha, com 15.183, em quarto Muriaé com 7.775 e os demais municípios em ordem decrescente. [7]


8 de janeiro

1882

Nesta data Alberto Jackson era professor no então distrito de Campo Limpo[2].

1899

Circula a primeira edição de O Recreio, periódico do então distrito de Leopoldina, editado por A. Napoleão & Co.


9 de janeiro

1881

Leopoldina é sede do 9º Distrito Eleitoral da Província. [3]


11 de janeiro

1882

Onças atacam fazendas em Leopoldina.


19 de janeiro

1883

Inaugurava-se um local de espetáculos em Leopoldina, denominado Theatro Alencar. Localizado na atual Rua Cotegipe, segundo noticiou o jornal O Leopoldinense dois dias depois, a cerimônia aconteceu às 20:30, “sem o menor aparato” e a comissão encarregada da construção foi composta por Chagas Lobato, Marciano Guimarães e Santa Cecília.


20 de janeiro

1855

Instalação solene do município de Leopoldina[4].

1883

Anúncio do início das atividades do Colégio Leopoldina, filial do Colégio Venerando estabelecido na Corte.[5]


21 de janeiro

1861

Assento paroquial de casamento dos escravos Agostinho e Tereza, pertencentes a Vicente Ferreira Monteiro de Barros é o mais antigo registro deste tipo, encontrado na página 10 do Livro número 1. Entretanto, a data de abertura deste livro é 21.1.1857, o que pode indicar que houve registros anteriores e que o livro de casamentos de pessoas livres foi aberto na mesma data. Conforme declarou o padre Aristides de Araújo Porto já na década de 1910, quando iniciou a transcrição dos antigos livros paroquiais de Leopoldina, o livro de casamentos de pessoas livres não foi encontrado.


22 de janeiro

1899

O poeta leopoldinense Dilermando Cruz inaugura um externato em Leopoldina, conforme anúncio publicado na Gazeta de Leopoldina.


23 de janeiro

1874

Maria Augusta de Freitas Malta foi uma das primeiras professoras públicas em Leopoldina.


31 de janeiro

1874

Fernando Pinheiro de Souza Tavares é nomeado Juiz Municipal e de Órfãos.


[1] Editorial na página 1 da edição de 1 janeiro 1883.

[2] Anúncio publicado ‘O Leopoldinense, 8 de janeiro de 1882, página 3.

[3] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag 139.

[4] Primeiro Livro de Atas da Câmara Municipal de Leopoldina, página 1.

[5] Anúncio n’O Leopoldinense, 1 de janeiro de 1883, página 4.

[7] Fala do Presidente da Província em 2 de agosto de 1883, página 66 e 67.

Há 130 anos: escolas para o sexo feminino

Em 19 de abril de 1883 o inspetor escolar municipal mandou publicar no jornal O Leopoldinense a lista dos subscritores que contribuíram para a compra de mobília para a escola pública feminina de Leopoldina.

Pela descrição do material, entende-se que parte dele foi adquirido de Maria Augusta de Freitas Malta que era, nesta época, professora e proprietária do internato feminino Colégio de Nossa Senhora do Amparo, como se vê no anúncio abaixo:

Segundo Wander José Neder, no livro Primeiro Centenário da Visita do Imperador a Leopoldina, edição particular de 1981, página 5, o Colégio Nossa Senhora do Amparo foi visitado pelo Imperador Pedro II, sendo escola primária e secundária. Nos Diários do Imperador não há pistas sobre a escola ou a professora. Apenas o comentário: “Segundo o Diário do Imperador, “Colégio de meninas que não me pareceu mau, tendo a mestra fisionomia inteligente.”

No mesmo ano de 1881 foi publicado o resultado do exame de alunos do Colégio Nossa Senhora do Amparo, da professora Maria Augusta,  incluindo alguns do sexo masculino como se vê a seguir:

Em fevereiro de 1882, outro anúncio informando o início das aulas de português, francês e geografia do Colégio de Nossa Senhora do Amparo a cargo do professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa.

Ao final do ano, o resultado dos exames também com alguns meninos: