156 – Fazenda Santana do Rio Pomba e a família Miranda

 

O Trem de História começa, agora, uma longa viagem para transportar informações sobre as mais antigas fazendas de Leopoldina. E escolheu como primeira uma propriedade pouco comentada na história tradicional, a fazenda Santana do Rio Pomba, também conhecida como fazenda Santana dos Miranda.

A história desta fazenda está intimamente ligada à do atual distrito de Vista Alegre, como se verá adiante. Ela estava localizada nas duas margens do Rio Pomba, com a sede no local onde mais tarde foi construída a estação ferroviária de Vista Alegre, na freguesia da Leopoldina.

Teria sido formada por Genoveva Maria de Jesus e seu primeiro marido, Francisco Manoel de Assis. Isto, antes de 1835, uma vez que nesse ano Genoveva já residia[1] no Feijão Cru com o seu segundo marido, José Fermino da Fraga e os filhos do primeiro casamento.

Em “O município de Cataguases”, Arthur Vieira[2] declara que o primeiro nome do distrito de Vista Alegre “foi o de Barca do Miranda porque Manoel da Silva Miranda aí fazia o serviço de transporte numa barca, lugar em que mais tarde se construiu a ponte que ligou o arraial à estação”.

Esta informação foi republicada por outros autores, incluindo Waldemar Barbosa de quem é o registro de que “a estação de Vista Alegre foi inaugurada em julho de 1877 e, como é natural, a denominação dela se estendeu ao arraial”.

É do mesmo Arthur Vieira a referência de que o patrimônio do padroeiro de Vista Alegre foi doado por “Antonio Manoel e sua mulher D. Jeronyma Maria do Sacramento e, Manoel da Silva Miranda e sua mulher, por pedido especial de sua fallecida mãe e sogra D. Jeronyma Maria de Jesus, por escriptura de 13 de agosto de 1876, especialmente para erigir uma capella, sob a invocação de S. Francisco de Paula”.

Conclusão esta que, segundo o processo de divisão[3] da Fazenda Santana dos Miranda merece um esclarecimento porque a oficialização da doação de 24.200 m2 (meio alqueire) para constituição do Patrimônio de São Francisco de Paula foi de fato feita por Genoveva Maria de Jesus, embora o registro tenha sido efetivado por seus filhos Antonio Manoel e Manoel da Silva Miranda, após a morte da mãe.

Vale ressaltar que, após a doação, a família Miranda ainda permaneceu proprietária de 363.000 m2 (aproximados 7,5 alqueires) na margem esquerda do Pomba e de uma propriedade maior, na margem direita, em território do município de Leopoldina, contando com 713.900 m2 (aproximados 15 alqueires).

A família Miranda

Embora o estudo sobre esta família ainda mereça ser aprofundado, pela importância que teve na formação do distrito de Vista Alegre e no escoamento da produção de vasta região dos municípios de Cataguases e Leopoldina, registra-se aqui o que foi possível apurar até o momento.

Genoveva Maria de Jesus e seu primeiro marido, Francisco Manoel de Assis, foram pais de: Manoel da Silva Miranda c.c. Maria Antonia ou, Maria Angélica de Jesus; Antonio Manoel de Barros Alvim Filho c.c. Jeronyma Maria do Sacramento; Francisco Manoel de Assis c.c. Teodora ou Teodosia Maria de Jesus; Joaquina Francisca de Jesus c.c. Joaquim Firmino de Almeida; e, Cândida Maria de Jesus de quem não se tem outras informações.

Em 1843 Genoveva já estava viúva do segundo marido, cuidando da fazenda e provavelmente do meio de transporte para atravessar o Rio Pomba.

Este transporte parece ter ficado sob a responsabilidade de seu filho mais velho, Manoel da Silva Miranda, que exercia também a profissão de ferreiro, e do genro Joaquim Firmino de Almeida, que era carpinteiro, profissão complementar à do cunhado Manoel no trato da embarcação e das tropas.

Outro filho, Francisco Manoel, era lavrador e se transferiu para o sul do Espírito Santo na década de 1870, sendo substituído pelo irmão Antonio Manoel no trabalho com a terra da família. Manoel da Silva Miranda continuou morando na sede da Fazenda Santana dos Miranda.

Pelo que se depreende da partilha dos bens de Genoveva[4], inventariados em 1876, Joaquina e seu marido Joaquim Firmino de Almeida ficaram com a propriedade na margem esquerda do Pomba, município de Cataguases.

O estudo desta família trouxe um exemplo do que prega a História Cultural no sentido de não vitimizar os oprimidos, mas valorizar a resistência. Segundo consta nos Censos[5] populacionais de 1835 e 1843, esta era uma família de pretos, característica sempre vinculada aos oprimidos e espoliados. A trajetória destes Miranda demonstra que, debalde as condições sociais da época, eles alteraram a identidade herdada de um sistema cruel, construindo nova imagem de si mesmos e transitando para outro lugar na hierarquia social.

Uma pausa se faz necessária. Na próxima edição ainda virá um pouco mais sobre esta fazenda e o distrito de Vista Alegre. Aguardem!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 409 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2020


Fontes consultadas:

[1] Arquivo Público Mineiro 1835 CX 03 DOC 06, Mapa da População do Feijão Cru, família 95

[2] SILVA, Arthur Vieira de Resende O Município de Cataguazes. Revista do Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, v. 13, 641-1028, ano 1908. p. 905

[3] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Divisão da Fazenda Santana dos Miranda. Processo COARPE/TJMG 38402032.

[4] Primeira Secretaria do Fórum de Leopoldina. Partilha Amigável dos bens de Genoveva Maria de Jesus. Processo 38404723.

[5] Arquivo Público Mineiro. Mapa da População do Feijão Cru 1835 CX 03 DOC 06, Termo da Vila da Pomba e 1843 CX 03 DOC 04, Termo da Vila de São João Nepomuceno.

Junho de 1918

Nascimentos em Leopoldina:

1 Jun 1918,

Antonio

pais: Francisco José Botelho Falcão e Ana Maria de Oliveira Ramos


2 Jun 1918,

Iolanda Maragna

pais: Higino Maragna e Olga Coelho dos Santos


6 Jun 1918, Ribeiro Junqueira,

Maria Consuelo Pimentel

pais: Aurelio Pimentel e Carolina Marangoni

cônjuge: Sebastião Luiz Neto

Maria de Lourdes

pais: Olegario de Lacerda Moraes e Judith Ferreira Valverde

cônjuge: Vanor Luiz Pereira


10 Jun 1918,

Helena Dietz Rodrigues

pais: Antonio Germano Rodrigues e Maria Dietz Tavares

cônjuge: Geraldo Monteiro de Rezende


20 Jun 1918,

Jercira

pais: Sebastião Ezequiel Ferreira Neto e Genoveva Marques Viveiros


23 Jun 1918,

Deoclides Rayol

pais: Eduardo Faria Rayol e Laura Candida Jendiroba


24 Jun 1918,

João Batista Sestu

pais: Giuseppino Sestu e Giuseppina Murgia


25 Jun 1918,

Antonio Conti

pais: Marcelino Conti e Cecília Rodrigues da Silva

Ana Severina Conceição


30 Jun 1918,

João Lisboa Vargas

pais: João Ferreira Vargas e Maria das Dores Lisboa

cônjuge: Maria Aparecida Miranda

Antonio Montovani

pais: Felice Montovani e Amabile Eva Meneghetti

Olivia Togni

pais: Arturo Togni e Augusta Pradal

 81 – Maria da Glória, filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue viagem pela família de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade. Hoje trazendo a sua filha Maria da Glória Carneiro, nascida na Freguesia de São José do Rio Preto.

Maria da Glória casou-se[1] com o viúvo Achilles Hercules de Miranda, em 14 de outubro 1886 em Leopoldina (MG) e desta união foram testemunhas o Dr. Francisco de Paula Ramos Horta Júnior e Valério Ribeiro de Rezende.

Ele nasceu em Nova Friburgo (RJ) e casou-se em primeiras núpcias com Adelaide Amélia Meira.

As fontes consultadas indicam que em 1877 foi convocado[2] para exame preparatório ao Imperial Colégio Pedro II. Dez anos depois ele aparece como professor do Atheneo Leopoldinense[3] fato que pode indicar ter vivido naquela cidade antes de chegar a Leopoldina.

Mas dúvidas ainda persistem relativamente a este período de sua vida. E uma delas é saber de onde ele teria vindo para Leopoldina.

Há informação de que lecionou no Instituto Lafaiete, no Rio de Janeiro e o Almanak Laemmert[4] registra ter sido ele proprietário do Colégio São Sebastião, em Leopoldina, na década de 1920. Entretanto, sobre esta instituição não se foram encontradas outras referências além do fato de ter existido uma de mesmo nome em um distrito de Palma.

Mas se os fatos não esclarecem as dúvidas, certamente podem indicar ter começado com Achilles a longa ligação de descendentes seus com as áreas da educação e cultura da região, como se verá adiante.

Maria da Gloria Carneiro e Achilles Hercules de Miranda tiveram, em Leopoldina (MG), os filhos:

– Nelson, nascido[5] em 1887, que teve como padrinhos de batismo os avós maternos Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade Carneiro;

– Maria, nascida[6] em 1888, cujos padrinhos foram José de Andrade Carneiro e Lucia Amanda Carneiro, sua tia materna;

– Ruy de Miranda, nascido[7] em 1889, tendo como padrinhos João Luiz Guilherme Gaëde e Francisca das Chagas Andrade. João Luiz era irmão de Eugênio do Rosário Gaëde que batizou Achilles, irmão de Ruy. Segundo informação de familiares, Ruy se casou em Cataguases por volta de 1912 com Maria Passeado de Miranda e com ela teve os filhos: Ruymar, Namur, Ruyter e Ruth. Ruymar, que adotou o sobrenome do marido, nasceu em 1913. Era professora e escritora com nome incluído no Dicionário crítico de escritoras brasileiras de Nelly Novaes, publicado pela Academia Mineira de Letras. Casou-se com Joaquim Branco Ribeiro e teve com ele os filhos: Joaquim, Pedro e Aquiles. Os filhos Joaquim e Pedro, também são escritores. Ruy foi escrivão do cartório do crime em Cataguases;

– Achilles, nascido[8] no dia 1901, teve como padrinhos de batismo Eugênio Gaëde e Sophia Georgina Gaëde. Tudo indica que o nome correto do padrinho seria Eugênio do Rosário Gaëde e o da madrinha, provavelmente, Clara Sophia Adolphina Gaëde de Carvalho, uma professora pública em Cataguases que foi transferida[9] para Leopoldina em 1882. O último sobrenome da madrinha seria o de sua própria família e o Gaëde adotado do marido Eugênio; e,

– Dinah, nascida[10] no dia 19.07.1906, teve como padrinhos Martinho Campos Guimarães e Catarina Augusta da Cruz.

Segundo seu neto Joaquim Branco Ribeiro Filho, Achilles Hercules teria deixado outros filhos do primeiro casamento que residiam possivelmente no estado do Rio de Janeiro.

Sabemos, ainda, que Achilles Hercules de Miranda foi alistado como eleitor em Juiz de Fora[11] em 1896 e que em fevereiro de 1900 foi nomeado[12] Diretor Comercial e de Disciplina do Colégio Santa Cruz, ex-Andrés, também em Juiz de Fora. No mesmo ano ele atuou[13] como examinador dos alunos da escola pública do professor Marçal Benigno, em Piau, cidade da qual se retirou em dezembro de 1900 para estabelecer[14] colégio em Leopoldina. Não conseguimos descobrir que colégio teria sido este. Em março de 1902 foi nomeado[15] pelo governo estadual para o cargo de Partidor-Distribuidor da Comarca de Leopoldina.

E o Trem de História faz nova parada. Agora, para reunir carga e trazer um novo personagem leopoldinense que aguarda a vez para sair da gaveta do esquecimento.

Aguardem.


Fontes Consultadas:

1 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 160 termo 120

2 – Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, 11.09.1877, edição 158 p. 2

3 – Cidade de Cataguazes (Cataguases), 31 março 1887,  ed 20 p. 3.

4 – LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert. Rio de Janeiro: 1916 p. 3147

5 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 bat fls 192 termo 1785.

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 42 termo s.nº.

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 135

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 9 bat fls 58 termo 9

9 – Relatório de Antônio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, p. 24

10 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 11 bat fls 40v termo 215

11 – Correio de Minas (Juiz de Fora ), 12 julho 1896, ed 49 p. 3.

12 – O Pharol (Juiz de Fora,), 27 fev 1900, ed 203 p. 2.

13 – idem, 30 nov 1900, ed 68 p. 2

14 – idem 30 dez 1900, ed 85 p. 2

15 – Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), 11 de março 1902, ed 70 p. 2.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 335 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2017

 

79 – Antonio Teodoro de Souza Carneiro

O Trem de História de hoje traz mais um personagem pouco lembrado na cidade: Antonio Teodoro de Souza Carneiro. Resgatar a sua história e de parte da sua família é o objetivo.

Embora o livro do neto Erymá[1] não contenha menção à sua passagem pela cidade, pois cita apenas que a viúva Amanda foi proprietária de uma pequena loja de armarinho  em Leopoldina, é certo que Antonio Teodoro era negociante[2] em Leopoldina em 1885. A confirmar tem-se a informação de que por volta de 1880 era proprietário[3] do Hotel Carneiro, situado na Rua Primeiro de Março, em Leopoldina. Conforme dissemos em nosso livro Nossas Ruas, Nossa Gente, a rua Primeiro de Março chamou-se anteriormente rua Direita e compreendia as atuais Gabriel Magalhães e Lucas Augusto.

É sabido, também, que em agosto de 1878 foi eleito[4] vereador e em 08.03.1881 era 1º suplente[5] em Leopoldina. Entre 1885 e 1887 tinha negócios em Itapiruçu, atualmente município de Palma (MG), na época ainda distrito de Leopoldina. Informação que se confirma com o instrumento público de 24 de setembro de 1887, onde ele nomeia procurador[6] para solucionar pendência no Rio de Janeiro.

O que ainda não se tem documentado é de onde teria vindo. Embora tudo leve a crer na possibilidade de ter aqui chegado procedente do interior do estado do Rio de Janeiro ou mesmo da “Corte”, como era conhecida a atual capital daquele estado.

Sabe-se que Antonio Teodoro casou-se a primeira vez com Maria Madalena Coimbra e dessa união teve dois filhos que teriam nascido em Santo Antônio de Pádua. Em segundas núpcias uniu-se a Amanda Malvina de Andrade, com quem teve filhos nascidos em Leopoldina a partir de 1877, sendo que os três mais velhos haviam nascido na Freguesia de São José do Rio Preto. Ainda não foi esclarecida qual seria esta Freguesia de São José, já que as informações são conflitantes, ora remetendo para São José das Três Ilhas que também se chamou São José do Rio Preto, ora para o atual município de Rio Preto (MG) ou cidades vizinhas, na bacia do Rio do Peixe. O neto Erymá informa que o pai dele, Juvenal Carneiro, teria nascido no Turvo que é a atual cidade de Andrelândia (MG), próxima a Rio Preto (MG).

Dentre os nascidos em São José do Rio Preto estaria Maria da Glória Carneiro, segunda esposa de Achilles Hercules de Miranda, casal que se abordará adiante. E Juvenal Carneiro, que se casou com Honorina Antunes Vieira e durante muitos anos viveu e trabalhou em Leopoldina, de quem também se ocupará oportunamente.

Antonio Teodoro e Maria Madalena Coimbra tiveram os filhos: José de Andrade Carneiro nascido por volta de 1866; e, Clara Clarinda Carneiro nascida em Santo Antonio de Pádua (RJ) e falecida antes de 1894 c.c. Luiz Henrique Delfim e Silva[8] em 1879. Luiz Henrique nasceu em 1858 em Leopoldina e faleceu[9] em 1930 no distrito de Ribeiro Junqueira. Era filho de Henrique Delfim Silva e Floriana Inocência de Souza Werneck, sendo neto materno de Ignacio de Souza Werneck e Albina Joaquina de Lacerda, formadores da fazenda Benevolência, nas proximidades da antiga estrada para Cataguases.

Do segundo casamento com Amanda Malvina, Antonio Teodoro teve os filhos: Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro, nascido[1] em 1871; Maria da Glória Carneiro; Alice Carneiro; Antonio nascido por volta de 1877 e falecido[10] em 1882, em Leopoldina como os seus irmãos mais novos; Teolinda nascida[11] em 1880; Flausina nascida em 1881 e falecida[12] em.1882; Gabriel nascido em 1882 e falecido[13] em 1883; Ubaldina nascida[14] em 1884; Maria das Mercês nascida[15] em 1886; e, Lúcia Amanda nascida[16] em 1887.

Antonio Teodoro faleceu[17] em Angaturama, município de Recreio (MG).

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo Jornal ele continuará com a família do Antonio Teodoro. Trará a história e a família de Juvenal Carneiro.

Aguardem!


Fontes consultadas:

1 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.10

2 – Almanaque de Leopoldina, (Leopoldina: s.n., 1886), fls 88

3- RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. fls 130

4 – A Actualidade (Ouro Preto) 02.10.1878, Ed. 101, p. 1

5 – Livro de Juramento e Posse de autoridades diversas – 1877-1894, fls 10verso

6 – Cartório de Notas de Itapiruçu – 01 a 10/1887, fls 42

7 – Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX.

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 23 termo 56

9 – Cemitério de Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG, datas de nascimento e óbito na lápide do túmulo.

10 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), folhas 10 sepultura 241

11 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 20 termo 177

12 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 7 sep 185. E O Leopoldinense (Leopoldina, MG, 1879 – ?), 1882, ed 3, 8 de janeiro, p. 3

13 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 12 sep 379

14 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 112 termo 1057

15 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 148v termo 1422

16 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 03 bat fls 12v termo ordem 102

17 – Gazeta de Leopoldina, 13 fev 1893, ed 43, , p. 3, proclama de casamento do filho indica o local

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 333 no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2017

Família Cosini

No dia 30 de outubro de 1888, o vapor Washington atracou no Porto do Rio, trazendo imigrantes italianos que foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora. No registro daquela instituição, a família de número 34 era composta por Agostino Battista Cosini, sua esposa Amalia Luigia Gobbi e os filhos Maria Augusta, Carlo e Francesco. No dia 3 de novembro eles saíram da hospedaria com destino a São José do Paraíba. Alguns anos depois, parte da família vivia em Leopoldina, nas proximidades da Colônia Agrícola da Constança.

Como se pode observar, esta família provinha de lugar diferente de outros passageiros que foram para a região de Leopoldina. No caso, eram da Lombardia, mais especificamente de Acquanegra sul Chiese, em Mantova.

Sesquicentenário de nascimento: julho

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

3 jul 1866

Ignacia Jacinta Ferreira de Almeida filha de Antonio Venâncio de Almeida Brito e de Inácia Maria de Santo Inácio

7 jul 1866

Maria filha de Antonio Rodrigues da Silva e de Rita Ignacia de Moraes

18 jul 1866

Filomena Josefina de Castro Gama filha de Caetano José de Almeida e Gama e de Carolina Teodora de Castro

19 jul 1866

João filho de Vitorino Luiz Corrêa e de Amelia Lima Werneck

Leopoldina, MG

20 jul 1866

Jocelino filho de Antonio José de Almeida e Gama e de Carolina Rosa Delfim

22 jul 1866

Belmira filha de Domingos Augusto da Silva Miranda e de Maria Jacinta de Jesus

Sesquicentenário de nascimento: março

Há 150 anos nasceram em Leopoldina:

5 mar 1866

Teófilo Rodrigues de Almeida filho de Francisco Martins de Almeida e de Rita Garcia da Natividade

6 mar 1866

Rita filha de Manoel Antonio de Oliveira e de Rita Garcia de Jesus

7 mar 1866

Virginia Pereira de Almeida filha de Antonio Amâncio Pereira e de Maria José de Almeida

11 mar 1866

Ambrosina filha de Cláudio José Barbosa de Miranda e de Francelina Francisca de Jesus

12 mar 1866

Maria filha de Carlos Machado Neto de Aguiar e de Maria Inácia do Nascimento

20 mar 1866

Joana Teodora filha de Francisco de Oliveira Ramos e de Francisca das Chagas de Nazareth

Educação Pública em Leopoldina

Atendendo solicitação de um visitante do blog, informamos que desde 1855 a Vila Leopoldina contava com Educação Pública. Na fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, em 11 de março de 1856, encontramos a informação de que em 15 de maio de 1855 tomou posse o professor Antônio Felício de Miranda e, no dia seguinte, foi a vez da professora Maria Carlota da Gama.

 

 

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, 11 março 1856

Antigos Professores de Leopoldina

Continuando com o assunto de hoje – a Educação em Leopoldina – queremos pedir a colaboração dos leitores que possam nos ajudar com informações sobre os professores que trabalharam em Leopoldina no século XIX.

Segundo Roberto Capri, no livro Minas Gerais e seus Municípios, publicado em 1916,

“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d’um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos.”

Pois bem: a seguir apresentamos a relação dos antigos professores mencionados na documentação disponível, como livros de matrículas, relatórios provinciais, livros da Câmara Municipal e notícias em periódicos. Ao lado de cada nome indicamos o ano mais remoto em que é citado.

Adolfo Gustavo Guilherme Hufnagel – 1881

Alberto Jackson – 1895

Alda Ramos da Fonseca [ou de Bustamante] – 1895

Américo Lobo Leite Preira – 1881

Ângelo de Souza Nogueira – 1885

Ângelo Lopes dos Reis – 1869

Antônia Carolina Pereira Pinto – 1880

Antônio Alves Cordeiro – 1882

Antônio Carlos da Costa Carvalho – 1881

Antônio de Moura Freitas – 1896

Antônio Diogo Vieira – 1883

Antônio Felício de Miranda – 1855

Antônio Maximiano de Oliveira Leite – 1864

Bento Bernardes Castanheira – 1892

Carlos Ribeiro Franco – 1895

Castorina de Rezende Montes – 1898

Clara Sofia Adolphina Gaëde de Carvalho – 1882

Dilermando Martins da Costa Cruz – 1899

Eduardo Magalhães – 1881

Estevam José Cardoso de Oliveira – 1877

Fortunato Serafim Pereira Gomes – 1881

Francisco Raimundo – 1899

Francisco Xavier Vieira – 1900

Gustavo Augusto Pereira Pinto – 1895

Idalina Feu de Carvalho – 1883

Ismael Otaviano Cardoso – 1895

Izabel Augusta Guedes – 1895

João Afonso Viana – 1881

João Alves de Souza Machado – 1882

João Ferreira de Carvalho – 1895

João Xavier Lopes – 1895

José de Souza Duarte – 1880

José de Souza Soares Filho – 1881                         

José Maria Tesson – 1895

Lino Montes – 1899

Luiz Teixeira de Carvalho – 1896

Maria Augusta de Freitas Malta – 1869

Maria Brígida de Medeiros [ou Castanheira] – 1896

Maria Carlota da Gama – 1864

Maria da Trindade Freitas – 1896

Mathilde Marguerite de Barros – 1881

Miguel Teixeira Júnior [ou Taveira] – 1899

Olímpio Clementino de Paula Corrêa – 1880

Pedro Frutuoso da Silva Pires – 1895

Sebastião Fernandes de Andrade Silva – 1896

Sinfrônio Mauricio Cardoso – 1882

Teófilo Ribeiro – 1881

Zeneida Keb Kab – 1898

Zulmira Jackson – 1895

 

Eleitores da Piedade em 1851

Entre junho de 1850 e fevereiro de 1851 foi feita uma convocação de eleitores de São João Nepomuceno, sede de um vasto território que incluía o então Distrito do Feijão Cru. Analisando os nomes dos eleitores convocados, observamos que o então Curato de Nossa Senhora da Piedade era o 4º quarteirão do Feijão Cru e contava, naquele momento, com os seguintes eleitores:

  • Antonio Nunes de Oliveira
  • Alvaro José Antonio
  • Antonio Pereira Duarte
  • Antonio Rodrigues de Oliveira
  • Antonio de Sá Rocha
  • Cláudio José de Miranda
  • Claudino Vieira da Silva
  • Domingos Henrique de São Nicácio
  • Domingos José de Miranda
  • Ezequiel Henriques Pereira Brandão
  • Eufrazio Ferreira de Melo
  • Fortunato Ferreira de Melo
  • Francisco Xavier de Souza
  • Francisco Luiz Pereira
  • Francisco da Silva Pereira
  • Francisco Gonçalves Ferreira
  • Francisco José de Miranda
  • Francisco Neres da Silva
  • Hipólito Pereira da Silva
  • José Ferreira de Melo
  • José Rodrigues de Miranda
  • José Rodrigues de Sá
  • João Patrício de Moura
  • José Soares
  • José Nunes de Moraes
  • João Pedro de Souza Filho
  • Joaquim Nunes de Moraes
  • Luiz Tavares de Oliveira
  • Luiz Pereira da Silva
  • Manoel Henrique Porto Maia
  • Manoel Bernardes da Silva
  • Manoel Nunes de Moraes
  • Manoel Jacinto de Oliveira
  • Manoel Pereira Valverde
  • Manoel Roiz do Nascimento
  • Nicolao Gomes de Oliveira
  • Silverio Luiz Pereira
  • Tristão Policarpo de Oliveira
  • Venceslau Gonçlves Campos
  • Vicente Alves Ferreira
  • Vital Antonio de Oliveira
  • Vital Antonio de Mendonça
  • Vital Inacio de Moraes
  • Vasco Ferreira de Melo
  • Zeferino Inacio de Souza