84 –Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda – Netos e bisnetos pelo primeiro casamento

1 – Adelaide da Gama de Castro Lacerda, a filha mais velha de Américo e Filomena, nasceu a 30 jun 1867 em Leopoldina, onde foi batizada no dia 30 de dezembro do mesmo ano. Casou-se com Américo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro, filho de Américo de Oliveira Monteiro de Barros e Joaquina Candida Moretzshon, a 29 jul 1888 em Leopoldina, MG. O marido de Adelaide nasceu em Cantagalo, RJ e era neto paterno de Luiz Antonio de Souza Oliveira, irmão de Ana Severina de Oliveira Castro, avó paterna de Adelaide. Em 1894, Américo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro foi listado entre os maiores contribuintes de impostos do município de Leopoldina. Residia no então distrito de Recreio. Em 1896, era farmacêutico em Leopoldina e co-proprietário da Fazenda Memória que, conforme mencionado, foi formada pelo avô paterno de sua esposa. Foram localizados os seguintes filhos de Adelaide e Americo: Maria, nascida e batizada em Leopoldina em 1890; Américo, nascido e batizado em Recreio em 1893, casou-se em 1915 com Adelaide de Oliveira Rocha; Dinah nascida e batizada em Recreio em 1894, casou-se em 1927 em Muqui-ES com Olegario Ribeiro de Barros; Hugo, nascido e batizado em Leopoldina em 1895; Jurema, nascida em Muriaé em 1899; e, Alberto.

2 – Alberto Gama de Castro Lacerda, o segundo filho de Américo, nasceu a 09 jan 1869 em Leopoldina, onde foi batizado no dia 11 de março. Em 1885 foi matriculado no Colégio Caraça. Foi eleitor em Leopoldina onde era comerciante em 1892. Em 1897 foi nomeado Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, sediado em Leopoldina. Casou-se com Natalina Teixeira Cortes, filha de Francisco Teixeira de Figueiredo Cortes e Virginia Siqueira Domingues, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: Romão nascido e batizado em Leopoldina em 1901; Virginia, nascida em Leopoldina em 1903; Maria da Conceição, nascida e falecida em Leopoldina em 1904; Haydée, nascida em Leopoldina em 1906; Mirtes, nascida em Leopoldina em 1910. Em 1913 a família vivia no distrito de Providência.

3 – Américo de Castro Lacerda foi o terceiro filho de Américo e Filomena. Nasceu a 06 nov 1870 e faleceu a 15 jan 1936 em Leopoldina. Era conhecido por Major Mequinho. Foi matriculado no Colégio Caraça em 1885. Em 1897 era negociante em Leopoldina, atividade que em 1930 era exercida em Armazém na rua Tiradentes, esquina com a Praça Gama Cerqueira. Foi nomeado Alferes do 27° Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, sediado em Leopoldina, em 1893. Américo casou-se em Leopoldina com sua prima Nair da Gama a 30 jul 1909. Ela era filha dos primos João Evangelista de Castro Gama e Rosa Cândida da Gama, tendo nascido em Leopoldina em 1886. Faleceu e foi sepultada em Leopoldina em 1952. Em 1913 João Evangelista residia em Vista Alegre, distrito de Cataguases, mas faleceu e foi sepultado em Leopoldina em 1920. Américo e Nair foram pais de: a) Maria da Conceição Gama Lacerda, nascida e batizada em 1910 em Leopoldina, onde se casou em 1929 com seu parente Mário da Gama Cerqueira, filho de Álvaro da Gama Cerqueira e Carolina da Gama. Maria da Conceição e Mário tiveram uma filha homônima da mãe nascida em Leopoldina em 1930, a qual se casou em Belo Horizonte, em 1956, com Mauro Celso Siqueira Reis; b) Nair, nascida em Leopoldina em 1911; c) Americo nascido em 1912 em Leopoldina; d) Filomena nascida em Leopoldina em 1915; e, e) Dulce nascida em 1919 em Leopoldina.

4 – Alzira Gama de Castro Lacerda nasceu a 30 set 1879 em Leopoldina, onde faleceu a 23 jun 1970.

5 – América de Castro Lacerda nasceu a 3 mai 1881 em Leopoldina, onde se casou em 1912 com José Alfredo Carneiro de Fontoura Júnior, filho de José Alfredo Carneiro de Fontoura e Amelia Celestina Bastos. José Alfredo era natural de Natividade, RJ, onde o casal se estabeleceu.

6 – Lucas de Castro Lacerda nasceu a 18 out 1882 em Leopoldina onde faleceu a 14 nov 1965. Era conhecido como Parente. Casou-se com sua prima Rita de Cassia da Gama, filha de João Evangelista de Castro Gama e Rosa Cândida da Gama. Rita nasceu a 30 nov 1887 em Leopoldina. Lucas também foi negociante em Leopoldina e era referido como Major Lucas mas não foi encontrada a origem deste título militar. Em 1913, vivia em Vista Alegre, distrito de Cataguases. Provavelmente os filhos do casal nasceram e foram registrados naquela localidade.

7 – Eduardo da Gama de Castro Lacerda nasceu a 22 nov 1884 em Leopoldina, MG. Casou-se em Leopoldina, em 1910, com Aurelia Monteiro de Barros, filha de Aurélio de Souza Monteiro de Barros e Francisca Carolina Domingues. Eduardo e Aurélia tiveram, pelo menos, a filha Izar, nascida em Leopoldina em 1911. Em 1913 a família residia no distrito de Providência.

8 – Joaquim Gama de Castro Lacerda nasceu a 26 nov 1886 em Leopoldina, onde faleceu a 17 nov 1920, Casou-se também em Leopoldina, em 1911, com Maria da Conceição Monteiro de Barros, filha de Aurélio de Souza Monteiro de Barros e Francisca Carolina Domingues. Joaquim e Maria da Conceição tiveram, pelo menos, dois filhos nascidos em Leopoldina: Maria da Conceição nascida em 1912 e Joaquim nascido em 1914.

9 – Maria Josefina da Gama Lacerda casou-se em Leopoldina, em 1891, com Júlio César Baldoíno da Silva, filho de Pedro Baldoíno da Silva e Francisca de Paula Reis. Júlia era natural de Leopoldina, onde nasceu em 1859. Seu pai foi proprietário de um sítio nas proximidades da Fazenda Boa Sorte. Maria Josefina e Júlio tiveram, pelo menos, os seguintes filhos nascidos em Leopoldina: Valfrido (1895), Marfisa (1905) e Afonso (1906).

10 – Sofia Gama de Castro Lacerda casou-se em Leopoldina, em 1895, com Everaldo de Bastos Freire, filho de Secundino de Matos Freire e Ana Bastos. Ele era natural de Sergipe e em Leopoldina foi comerciante. Sofia e Everaldo tiveram os seguintes filhos em Leopoldina: Americo (1897), Maria (1898), Everaldo (1899), Edgard (1910) e Osvaldo José (1912).

Completo o rol dos netos e bisnetos do primeiro casamento resta, para encerrar o artigo de hoje, dizer que em 1847 Romão estava casado pela segunda vez, como se verá no próximo artigo. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 338 no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2017

83 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda – Américo, o filho mais velho

Único filho do primeiro casamento de Romão, Américo Antônio de Castro Lacerda ficou órfão de mãe aos sete anos de idade.

Seu avô materno, Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro, faleceu em Ouro Preto antes de 1831, onde trabalhava na Contadoria da Província. A avó materna, Feliciana Cândida Esméria da Fonseca, continuou residindo em Ouro Preto. Ao que se sabe, dois irmãos de Ana Severina de Oliveira e Castro, a mãe de Américo, casaram-se com pessoas ligadas a antigas famílias de Leopoldina (Monteiro de Barros e Moretzshon). Mas o menino só deve ter tido contato esporádico com parentes maternos.

Os avós paternos de Américo faleceram bem antes de seu nascimento. Um irmão de Romão, que morou por algum tempo no Feijão Cru, migrou para a província fluminense antes de Américo nascer. Portanto, da família de seu pai ele teria convivido apenas com a família de Albina Joaquina de Lacerda, meia irmã de Romão que chegou a Leopoldina por volta de 1846.

Assim, pelo que se apurou até aqui, é de se supor que Américo tenha tido um convívio familiar mais estreito com o próprio pai e os parentes do segundo casamento dele.

Por outro lado, as referências localizadas indicam que Américo teve atuação destacada em Leopoldina. Em 1865 foi citado no Almanaque Laemmert como Fazendeiro de Café. E entre outros fatos de sua vida pública, foi eleito Juiz de Paz em 1868 e 1872. Em 1877 colaborou com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações em Portugal, assim como outros proprietários rurais de Leopoldina, provavelmente estimulados por Comissários de Café com quem tinham negócios no Rio de Janeiro. Em 1887 foi eleito vereador. Participou da Instalação do Banco de Leopoldina, em 1891, com 50 ações. Em 1897 foi nomeado Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional e do qual era Oficial em 1898.

Sendo filho único, foi herdeiro majoritário dos bens de seu pai. Segundo descendente de um de seus meio irmãos, teria permanecido na administração da Fazenda Memória, onde sempre viveu.

Américo se casou com Filomena Josefina Cândida da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus , de quem já se falou no Trem de História nº 51, publicado na edição nº 307, de 01.07.16, do Jornal O Leopoldinense. Destaque-se que Joaquim Antonio formou a Fazenda Floresta que fazia divisa com a Fazenda Memória, formada pelo pai de Américo.

Filomena nasceu a 28 Dez 1847 e faleceu a 4 Jan 1916 em Leopoldina, MG. No batismo de uma de suas filhas, Filomena aparece com o nome de Prudenciana Josefina da Gama Lacerda.

Américo e Filomena tiveram os dez filhos, dos quais pelo menos dois estudaram no Colégio Caraça, antiga instituição situada no atual Parque Natural do Caraça, em Santa Bárbara, MG. O colégio foi construído por volta de 1820 e funcionou por mais de um século, recebendo alunos de várias regiões, muitos deles nomes de destaque na história de Minas Gerais. Na primeira década dos anos novecentos foi transformado em Seminário. Após um incêndio em 1968, que destruiu grande parte de sua memorável biblioteca, foi parcialmente restaurado e desde 1991 funciona como hotel turístico.

O Trem de História precisa dar uma parada, não sem antes mencionar as fontes  consultadas para o estudo dos descendentes de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda que continua nas próximas edições.


Fontes:

Almanack do Arrebol. Leopoldina: 1984-1985. ano 2, nº 6, p. 6.

Almanak Laemmert. Rio de Janeiro. 1911 p. 3127 e 1915. v. 2, p. 3150

Almanaque de Leopoldina. Leopoldina: s/nº, 1886. p. 18.

Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina- Livros do século XIX de Alistamento Eleitoral, Atas de Eleição de Juizes de Paz e Vereadores, Juramento e Posse de autoridades diversas

Arquivo da Diocese de Leopoldina livros 1 a 18 de batismos e 1 a 6 de casamentos.

Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, cx 1.

Arquivo Público Mineiro cx 03 doc 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru fam 156

BROTERO, Frederico de Barros. A Família Monteiro de Barros. São Paulo: s/nº, 1951. cap 24 p. 466 e 467.

Cartório da 4ª circunscrição do Rio de Janeiro, lv 126, termo 29768 fls 245-v

Cartório de Registro Civil de Belo Horizonte, MG, 3º subdistrito, 1963, lv 4 óbitos fls 45.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, lv 2 nasc fls 139v termo 175

Cartório de Registro Civil de Providência, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 117.

Cartório de Registro Civil de Recreio, MG, lv 1 nasc fls 106/112 e 162.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina , lv 1880-1887, lv 1904-1920,  lv 1963-1975, lv 1975-1977, lápides em túmulos

Colégio do Caraça. Livro de matrículas 1885.

Diário Oficial da União, 11 nov 1893 seção1 p. 6; 10 dez 1897 seção 1 p. 2 e 4; 08 jul 1935 seção p. 36.

FREITAS, Mário de. Leopoldina do Meu Tempo. Belo Horizonte: Página, 1985. p. 62.

Gazeta de Leopoldina, 21 abril 1917 e 26 maio 1979.

Igreja Madre de Deus do Angu, Angustura, Além Paraíba, MG, lv 1 bt fls 66.

Legislação Federal. Decretos nº 10442 de 18 setembro de 1913 e nº 10.947, de 24 de junho de 1914, com respectivas Atas de Assembleias.

MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s/nº, 1875. p. 438 e 451.

O Estado de Minas Geraes (Ouro Preto, MG;), 11 abr 1891 ed 145 p. 4.

O Globo – jornal do século XIX (Rio de Janeiro), 5 jan 1877, ed 5, p. 3 e 8 jan 1877, ed 8 p. 4.

O Leopoldinense, edições nº 322, de 01.01.17 à nº 328, de 01.04.17, Coluna Trem de História, p.2.

O Mediador (Leopoldina, MG), 24 mai 1896, ed 32, p. 2.

O Paiz (Rio de Janeiro) 18 novembro 1912, ed 10270, p. 7; 22 set 1913, ed 10577 p. 6; 9 fev 1901, p.5.

O Pharol (Juiz de Fora), 4 jan 1916 ed 3 p. 2

PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro: particular, 2010.

PEREIRA, Mauro de Almeida. Anotações Históricas de Leopoldina. Leopoldina, MG: s.d.t

RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004.

 

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 337 no jornal Leopoldinense de 16 de agosto de 2017

Sesquicentenário de Nascimento de Sergio Dutra

Sergio Teixeira Dutra, filho de José Tomaz Dutra e Maria do Carmo Teixeira Marinho, nasceu em Leopoldina no dia 9 de setembro de 1867. Neto paterno de Antonio José Dutra e Mariana Teresa Duarte, por esta era bisneto de Antonio Pereira da Cunha e Teresa Maria Duarte.

Mariana Teresa, também citada como Mariana Luiza Pereira Duarte, sobreviveu ao marido Antonio e foi responsável pela direção da então denominada Fazenda Recreio, que muitos julgam ser a origem do atual município. Entretanto, pelo que pudemos apurar nos Registros de Terras de 1856, a fazenda formada por Mariana e Antonio localizava-se em território que hoje pertence ao distrito de Ribeiro Junqueira. Era uma das grandes propriedades da época, com mais de quatrocentos alqueires mineiros.

A avó materna de Sérgio foi Maria Teresa Duarte, provavelmente irmã de Mariana Teresa Duarte acima citada. O avô materno foi João Teixeira Marinho que residia em território que mais tarde veio a formar o distrito de Providência.

Sergio é citado em fontes orais como tendo sido administrador das terras herdadas de seus pais. Foi casado duas vezes. A primeira com Georgina Teixeira Cortes com quem teve nove filhos nascidos entre 1896 e 1920, alguns batizados em Leopoldina e outros em Angustura. Casou-se pela segunda vez com Dulce de Castro Montes, filha de Maria das Dores de Castro e Lino Rodrigues Montes, professor e “desenhista de retratos” como se identificava, na época, o artista que pintava rostos e paisagens. Lino era neto paterno de Bernardo José Gonçalves Montes, provavelmente o mais antigo ocupante de terras do Feijão Cru, já que recebeu do sogro as duas sesmarias que ele, Antonio Francisco Teixeira Coelho, tinha ganho em 1818.

Dulce, nascida em 1898, casara-se aos 17 anos com Manoel Mendes de Oliveira, filho de Francisco Mendes de Oliveira e Ana Antonia Celestina de Jesus com quem teve, pelo menos, a filha Maria José de Oliveira Vale. Do casamento de Sérgio com Dulce foram gerados seis filhos. Portanto, além de administrar grande extensão de terras, Sérgio Teixeira Dutra formou também uma grande família com 15 filhos.

Leopoldinenses nascidos em julho de 1917

9 de julho

Eduviges, filha de Manoel Ignacio Rodrigues e Vitalina Rodrigues de Gouvêa

10 de julho

Lair dos Reis Junqueira, filho de Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira

12 de julho

Maria Aparecida, filha de Guilherme Pereira Castro e Maria de Vargas Ferreira Brito

17 de julho

Luzia, filha de Benedito Heitor Jendiroba e Zulmira de Oliveira Rodrigues

22 de julho

Maria, filha de Cristino Machado Dias e Maria da Conceição Cabral

31 de julho

Maria, filha de Pacífico de Souza Werneck e Agueda Barbosa de Melo

 

 

Sesquicentenário de Nascimento

No dia 30 de junho de 1867 nasceu, em Leopoldina, Adelaide da Gama de Castro Lacerda. Ela era neta de dois importantes personagens da história de Leopoldina.

Por um lado, Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e Ana Severina de Oliveira Castro tiveram o único filho Américo Antonio de Castro Lacerda, pai de Adelaide. Romão foi um dos primeiros moradores do Feijão Cru, formou a Fazenda Memória, foi vereador e atuou pelo desenvolvimento de Leopoldina até sua morte em 1872. Romão teve seus restos mortais trasladados para o novo Cemitério criado em 1888.

Pelo lado materno, Adelaide era neta de Joaquim Antonio de Almeida Gama, o primeiro historiador de Leopoldina. Sua mãe foi Filomena Josefina Candida da Gama, a segunda filha de Joaquim Antonio.

Adelaide casou-se em Leopoldina, no dia 29 de julho de 1888, com Americo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro, neto paterno de um irmão da avó paterna de Adelaide.

Localizamos seis filhos do casal Adelaide-Américo: Maria (1890), Américo (1893), Dinah (1894), Hugo (1895), Jurema (1899) e Alberto Moretzshon de Lacerda.

54 – Barroso Júnior: a família e as atividades

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Pouco tempo depois de chegar a Leopoldina, Barroso Júnior casou-se, no dia 26 de setembro de 1927, em Aparecida do Norte (SP), com Maria Aparecida de Azevedo Barroso, filha de Manuel Gonçalves de Azevedo e Ana Eugênia Pires.

Maria Aparecida era neta materna de Maria da Glória de Castro, filha de Maria Antonina e de João José Dutra, que em 1875 era subdelegado em Leopoldina. E neta paterna de Ana Eugenia Duarte e José Joaquim Pires, filho de outro do mesmo nome que se estabelecera no Feijão Cru na primeira metade do século XIX, sendo citado como exportador(1) de aves para a província do Rio de Janeiro já em 1841.

Do casamento de Barroso Júnior com Maria Aparecida nasceram três filhas: Eleonora Beatriz, Glória Maria (Acadêmica da ALLA) e, Stela Natalina.

Barroso Júnior e Maria Aparecida

Como funcionário público, sabe-se que em 1955 Barroso Júnior pertencia ao quadro de técnico de Educação, interino, do Ministério da Educação e Cultura, conforme o Diário Oficial da União(2). Em maio do ano seguinte, pela Portaria nº 197, de 21.05.56, do MEC, estava lotado no Instituto Nacional de Surdos-Mudos(3) e foi designado para, durante seis meses, prestar apoio à Fundação Catarinense de Educação Especial(4) e ao Instituto de Surdos Mudos de Florianópolis (SC).

A título de cooperação do Ministério(5) com a administração do Município de Leopoldina, o Ministro Clóvis Salgado o designou para proceder a estudo para organização do Departamento de Cultura na cidade, conforme Portaria nº 97, de 05.03.59. E como procurador da Prefeitura, em 23 de outubro de 1959 ele assinou acordo com o MEC e a Campanha Nacional de Educação para construção de quadra de basquete e voleibol no centro da cidade(6). Ainda como funcionário do MEC, foi nomeado pelo Ministro Clóvis Salgado como primeiro Diretor da Biblioteca Municipal de Leopoldina que foi então instalada em parte do segundo andar do Colégio Estadual Professor Botelho Reis. Biblioteca que, sob sua orientação, buscava ir além das estantes de livros, oferecendo cultura geral aos usuários através de revistas, jornais obras de arte e peças antigas.

João Barroso Pereira Junior faleceu no Rio de Janeiro(7) em 04.01.1963 e foi sepultado em Leopoldina.

O Trem de História faz uma pequena pausa. Mas promete seguir a viagem na próxima edição do Jornal contando um pouco sobre a vida do escritor. Aguardem.


Fontes consultadas:

(1) Registro do Porto Novo do Cunha, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, Lv 1841-1842, fls 5, indice 133, conhecimento nr 428.

(2) Diário Oficial da União (DOU) • 26/07/1955 • Seção 1 • p. 29. Processo nr. 0 65.685-55 Disponível em <http://zip.net/bws7fG&gt;. Acesso em 18 nov. 14

(3) idem • 25/05/1956 • Seção 1 • p. 23. Processo nr. 8.025-55 Disponível em < http://zip.net/bjs7z9&gt; Acesso em 18 nov. 14.

(4) DESTRI, Débora Silva (Org.) Caderno Técnico do Centro de Avaliação e Encaminhamento – 2008. p.13. Disponível em < http://zip.net/bns7MZ&gt;. Acesso em 01.12.14.

(5) Diário Oficial da União (DOU) • 13/03/1959• Seção 1 • p. 25. Portaria 97 de 05/03/1959. Disponível em <http://zip.net/bbs7xl&gt;. Acesso em 30 nov. 14.

(6) Diário Oficial da União (DOU) • 24/10/1959• Seção 1 • p. 33. Termo de Acordo. Disponível em <http://zip.net/bks7DX&gt;. Acesso em 30 nov. 14.

(7) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv sepultamentos 1963-1975 fls 1 nr 10 plano 1 sep 16.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de agosto de 2016

52 – Rosa Cândida e Virgínia Angélica: filhas de Joaquim Antonio de Almeida Gama

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O Trem de História encerra, com este vagão, a série sobre Joaquim Antonio de Almeida Gama, autor da mais antiga matéria, publicada em 1864, com notícias sobre Leopoldina. Fato que motivou os autores da coluna a dedicarem a este primeiro historiador de Leopoldina os seis últimos textos.

Hoje será abordado um pouco da genealogia das duas últimas filhas: Rosa Cândida e Virgínia Angélica, para cujo estudo foram consultados os livros de batismos 1 a 14 e o 4 de casamentos de Leopoldina, os livros 1 a 3 do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, além das edições de 23 de abril de 1899 e 3 de junho de 2009 da Gazeta de Leopoldina.

Rosa Cândida da Gama nasceu dia 11.08.1855 e faleceu dia 01.05.1925. Casou-se com seu primo, João Evangelista de Castro Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Carlota Teodora Castro, sendo neto paterno de Francisco Antonio de Almeida Gama e Maria Perpétua de Jesus e neto materno de Pedro Moreira de Souza e Feliciana Teodora de Castro.  João Evangelista nasceu por volta de 1851 e faleceu em Leopoldina no dia 11.02.1920. Como já mencionado, Francisco Antonio era irmão de Antonio Francisco, pai de Joaquim Antonio de Almeida Gama.

Rosa Cândida e João Evangelista tiveram, pelo menos, sete filhos:

1) Caetano, nascido dia 31.10.1878 e falecido dia 30.10.1880;

2) Carolina, nascida dia 28.10.1880 e casada em maio de 1899 com Álvaro da Gama Cerqueira, filho de Eduardo Ernesto da Gama Cerqueira e Matilde da Silva Reis, sendo neto paterno de Cesário Augusto da Gama e Emília da Gama Cerqueira. Foram pais de Matilde, nascida dia 25.12.1911, e de Mário da Gama Cerqueira que se casou com Maria da Conceição Gama Lacerda acima citada;

3) Joaquim, nascido em janeiro de 1884 e falecido dia 15.05.1885;

4) Nair da Gama, esposa de Américo de Castro Lacerda acima citado;

5) Rita de Cassia da Gama, nascida aos 30.11.1887 e casada com Lucas de Castro Lacerda, filho de Filomena Josefina Cândida da Gama acima citada;

6) Alcina de Castro Gama, nascida por volta de 1891, casada aos 14.12.1922 com o português Joaquim Teixeira de Carvalho, filho de João Teixeira de Carvalho e de Olinda de Jesus; e,

7) Antonio, nascido aos 07.04.1894.

A outra filha é Virginia Angélica da Gama nasceu dia 16.08.1866 e faleceu dia 23.12.1950. Casou-se no dia 29.07.1888 com Luiz Salgado Lima, nascido aos 24.05.1859 em Pindamonhagaba, SP e falecido dia 25.05.1941. Ele era filho de Francisco Joaquim de Lima e de Francisca de Paula Salgado. Foram encontrados os nascimentos de seis filhos em Leopoldina:

1) Luiz Salgado Gama, nascido no dia 19.04.1889;

2) Clovis, nascido a 14.02.1898 e provavelmente falecido antes de 1906, quando nasceu o irmão que recebeu o mesmo nome;

3) Gilberto Salgado Gama nascido a 19.07.1898 e falecido no dia 19.02.1988;

4) Clóvis Salgado Gama nascido dia 20.01.1906 e falecido em Belo Horizonte no dia 25.06.1978. Casou-se com Lia Portocarrero de Albuquerque, que dá nome ao Conservatório de Música. Clóvis era médico e deixou alguns livros publicados. Sua história de vida é bem conhecida pela atuação política. Segundo o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro Pós 1930, foi eleito vice-governador do estado de Minas Gerais em 1950, junto com Juscelino Kubitschek, a quem substituiu em março de 1955, quando este se lançou candidato à Presidente do país. Em 1956 assumiu o Ministério da Educação e Cultura. Em 1967 assumiu a Secretaria de Saúde de Minas Gerais e em 1973 a direção da Faculdade de Medicina da UFMG. Empresta seu nome a uma avenida e uma praça em Leopoldina;

5) Jairo Salgado Gama nascido dia 26.07.1907 e falecido dia 24.07.1970. Era médico respeitado. Foi prefeito de Leopoldina no final da década de 1950. Empresta seu nome ao Parque do CEFET e ao Terminal Rodoviário da cidade. Casou-se com Rita Miranda, com quem teve quatro filhos;

6) Jório Salgado Gama nascido dia 27.08.1909.

Por hoje o Trem de História fica por aqui. A promessa, agora, é que no próximo número ele traga uma outra personalidade leopoldinense. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2016