Antepassados de Pedro Baldoíno Lacerda

Em atenção ao pedido de Stanley da Silva Lacerda, que perguntou sobre os antepassados dos pioneiros de sua família em Leopoldina, apresento os ascendentes de seu avô Pedro Baldoíno de Lacerda.

Este trabalho vem sendo composto há muitos anos e em diversos momentos contei com indicações dos pesquisadores Alessandra Maia de Lacerda Santos Ribeiro, Antônio Carlos de Castro, Claus Rodarte, Joana Capella, João Paulo Ferreira de Assis, Luiz Antônio Vilas Boas, Mauricio Monteiro de Barros, Nelson Pamplona, e Pedro Wilson Carrano de Albuquerque, aos quais apresento meus agradecimentos.

A partir da sétima geração, a maioria das informações foi extraída de literatura e há controvérsias a respeito de vários personagens. Por isso serão indicados os nomes e só eventualmente alguma informação adicional.

Foi utilizado o sistema de numeração clássico em que o número código do pai de uma pessoa é igual ao número da própria pessoa multiplicado por 2 e o da mãe é igual ao número do pai mais 1. Assim, por exemplo, o pai da pessoa cujo código seja 27 é obtido na operação 27 x 2 = 54. Já a mãe da mesma pessoa recebe o código resultante da operação 54 + 1 = 55

Ascendência de Pedro Baldoíno Lacerda

Primeira geração. 1

Segunda geração (Pais) 1

Terceira geração (Avós) 2

Quarta geração (Bisavós) 2

Quinta geração (Trisavós) 3

Sexta geração (Tetravós) 4

Sétima geração (5ºs. avós) 6

Oitava geração (6ºs. avós) 7

Nona geração (7ºs. avós) 7

10ª geração (8ºs. avós) 8

11º  geração (9º  avós) 8

12º  geração (10º  avós) 9

13º  geração (11º  avós) 9

14º  geração (12º  avós) 10

15º  geração (13º  avós) 10

16º  geração (14º  avós) 11

17º  geração (15º  avós) 11

18º  geração (16º  avós) 11

19º  geração (17º  avós) 12

FONTES UTILIZADAS. 12

Primeira geração

1 Pedro Baldoíno Lacerda, filho de Júlio César Baldoíno da Silva e Maria Josefina da Gama Lacerda.

Pedro era irmão de Valfrido nascido a 5 Mai 1895, Marfisa nascida a 3 Set 1905, Afonso nascido em 1906, Serzedello, Americo, Julio César, Gutemberg, Maria Helena, Alcina e outros

Segunda geração (Pais)

2 Júlio César Baldoíno da Silva, filho de Pedro Baldoíno da Silva e Francisca de Paula Reis, nascimento 11 Jun 1859 em Leopoldina, MG. Casou com Maria Josefina da Gama Lacerda a 14 Ago 1891 em Leopoldina, MG.

Em 1891, Júlio era membro do Conselho Fiscal da Associação Comercial Vista Alegrense e morava em Palma, MG.

3 Maria Josefina da Gama Lacerda, filha de Américo Antonio de Castro Lacerda e Filomena Josefina Cândida da Gama, nasceu em Leopoldina, MG.

Terceira geração (Avós)

4 Pedro Baldoíno da Silva, era proprietário, em 1856, de quarenta alqueires de terras de cultura nas proximidades da margem direita do Rio Pomba, atualmente distrito de Ribeiro Junqueira. As terras foram herdadas de Maria Tereza de Jesus, viúva de Manoel Jesus da Silva, que não tivera filhos e deixou seus bens para Pedro e Manoel Alves da Silva. Em 1859, Manoel compareceu em juizo para dizer que não lhe convinha aceitar o encargo de testamenteiro de Maria Tereza e que desistia da herança em benefício do irmão Pedro Baldoíno da Silva. Casou com Francisca de Paula Reis.

5 Francisca de Paula Reis, filha de José Ignacio de Souza e Maria Felicia dos Reis, nasceu cerca de 1831.

Além de Júlio César Baldoíno da Silva, Pedro e Francisca foram pais de Virginia nascida a 27 Mai 1865, Afonso nascido a 12 Ago 1867 e Baldoina Candida nascida e falecida em 1822 no distrito de Ribeiro Junqueira.

6 Américo Antonio de Castro Lacerda, filho de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e Ana Severina de Oliveira Castro, nasceu em 1839 e faleceu a 9 Set 1893 em Leopoldina, MG.

Fazendeiro de Café, em 1868 foi eleito 2º Juiz de Paz e eleito 3º Juiz de Paz em 1872. Inventariante de seu pai, administrou a legítima paterna sua e de seus irmãos menores de quem foi tutor. Por ocasião das inundação de janeiro de 1877, participou da Comissão de Socorro às vítimas. Em 1888 foi autorizado a contratar imigrantes para sua fazenda Memória com passagens por conta do Governo Imperial. Em 1890 foi nomeado para a Comissão Municipal encarregada dos trabalhos relativos à Exposição Permanente do Estado de Minas Gerais. Em 1891, participou da Instalação do Banco de Leopoldina como acionista. Foi nomeado Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional em Leopoldina, a 3 Dez 1897.
No jornal A Actualidade (Ouro Preto, ), 1878 2 out ed 101 pag 1, em notícia sobre a eleição de vereadores consta que Américo Antonkio de Castro Lacerda não foi empossado como vereador "por ser genro do cidadão mais votado e haver incompatibilidade". O mais votado, segundo a mesma notícia, foi Joaquim Antonio de Almeida Gama, pai de Filomena Josefina.

Américo casou com Filomena Josefina Cândida da Gama.

7 Filomena Josefina Cândida da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus, nascimento 28 Dez 1847, e faleceu a 4 Jan 1916 em Leopoldina, MG. Filomena também usou o nome Prudenciana Josefina da Gama Lacerda.

Além de Maria Josefina da Gama Lacerda, Américo Antonio de Castro Lacerda e Filomena Josefina Cândida da Gama tiveram mais 11 filhos: Adelaide da Gama de Castro Lacerda nascimento 30 Jun 1867: Alberto Gama de Castro Lacerda nascimento 9 Jan 1869; Américo de Castro Lacerda nascimento 6 Nov 1870; Sofia Gama de Castro Lacerda nasceu cerca de 1874 em Leopoldina; Filomena Josefina de Lacerda nasceu cerca de 1876; Romão Gama de Castro Lacerda nasceu cerca de 1878; Alzira Gama de Castro Lacerda nascimento 30 Set 1879; América Gama de Castro Lacerda nascimento 3 Mai 1881; Lucas de Castro Lacerda nascimento 18 Out 1882; Eduardo da Gama de Castro Lacerda nascimento 22 Nov 1884 e Joaquim Gama de Castro Lacerda nascimento 26 Nov 1886.

Quarta geração (Bisavós)

10 José Ignacio de Souza, filho de José Mendes de Souza e Ursula Maria, nasceu em Bias Fortes, MG, e faleceu a 7 Jul 1844 em Conceição da Boa Vista, Recreio, MG. Foi proprietário de 150 alqueires de terras provavelmente da fazenda Bocaina. Casou com Maria Felicia dos Reis a 18 Jun 1809 em Bias Fortes, MG.

11 Maria Felicia dos Reis, filha de Miguel Esteves dos Reis e Clara Teodora de Castro foi batizada a 1 Nov 1792 em Santa Rita de Ibitipoca, MG.

Além de Francisca de Paula Reis, José Ignacio de Souza e Maria Felicia dos Reis tiveram os seguintes filhos: Maria Carolina de Jesus; José Simpliciano dos Reis; Gertrudes Balbina de São José batizada a 11 Ago 1816 em Bias Fortes; Cesario José dos Reis; Candida Ozoria de Rezende que também usou o nome Cândida Maria de Rezende e Julia Máxima dos Reis.

12 Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, filho de Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda e Angela Maria do Livramento foi batizado a 9 Mai 1793 em Campanha, MG, e faleceu a 14 Mar 1872 em Leopoldina, MG. É o mais antigo povoador de Leopoldina que teve os restos mortais trasladados para o atual Cemitério de Nossa Senhora do Carmo, aberto em 1888.

Há muitas informações inconsistentes sobre este pioneiro de Leopoldina. Uma delas é que na lápide do túmulo consta que nasceu dia 28 de fevereiro de 1795, o que o levaria a ter sido batizado dois anos antes de ter nascido.
Ao se estabelecer no Feijão Cru, residiu na Fazenda Memória em terras que comprara de Manoel Gomes de Oliveira, cujas terras faziam então divisa com José Augusto Monteiro de Barros, Antonio Prudente d'Almeida, Maria Vidal e Joaquim Antonio de Almeida e Gamma.
No decorrer dos anos, seja por compra de partes de outras fazendas, seja por divisão da Memória, Romão se tornou também proprietário de 70 alqueires na sesmaria que compuseram a Fazenda Saudade, além de casa e terrenos na sede municipal.
Antes de se transferir para o Feijão Cru, Romão foi procurador da Câmara de Valença, RJ em 1826. Sua atuação política, embora discreta, levou-o a ser eleito Juiz de Paz em 1851 e assinar o requerimento para emancipação de São José da Paraíba, atual Além Paraíva, em 1852. Em 1855 tomou posse como Vereador Suplente em Leopoldina.

Romão casou com Ana Severina de Oliveira Castro com quem teve o filho Américo Antonio de Castro Lacerda. Do consórcio com Maria Barbara teve o filho José Pinheiro Corrêa de batizado a 3 Fev 1848 em São João Nepomuceno, MG. E se casou com Maria de Nazareth Alcomim Pereira, filha de Luiz Antonio Pereira da Silva e Leodora Galdina Tavares, a 18 Out 1847, com quem teve os filhos: Lucas Tavares de Lacerda; José Romão Corrêa de Lacerda nascimento 3 Dez 1848; Maria da Gloria Lacerda nasceu em Abr 1850; Romão Augusto Corrêa de Lacerda nascimento 15 Out 1853; Heliodora Pinheiro Corrêa de Lacerda nascimento 7 Jan 1858; Sofia Cândida de Lacerda nascimento 9 Mai 1860; e, Luiz Antonio Corrêa de Lacerda nascido a 12 Abr 1863.

13 Ana Severina de Oliveira Castro, filha de Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro e Feliciana Candida Esméria da Fonseca, nasceu entre 1800 e 1801,114 e faleceu a 2 Jan 1846 em Leopoldina, MG.115 

Foi a primeira esposa de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com quem teve o filho Américo Antonio de Castro Lacerda. Sua filiação só pode ser deduzida pela análise comparativa de apadrinhamento de alguns de seus netos, indicando que fora irmã de Joaquina Candida de Oliveira e Castro e de Lucas Anonio de Souza Oliveira.

14 Joaquim Antonio de Almeida e Gama, filho de Antonio Francisco de Almeida e Gama e Inocencia Claudina da Costa, nasceu cerca de 1813 em Rio Preto, MG,118 foi batizado a 1 Mai 1813 em Rio Preto, MG, e faleceu a 20 Dez 1882 em Leopoldina, MG.119 

Chegado ao Feijão Cru na segunda leva de povoadores, adquiriu 200 alqueires de terras nos quais formou a fazenda Floresta. Tornou-se participante ativo da vida do município, tendo sido autor da informação histórica mais antiga publicada sobre Leopoldina, em 1864. Foi citado em diversos de nossos textos publicados em jornais de Leopoldina e aqui neste espaço.

Joaquim Antonio de Almeida e Gama foi pai de Teófilo Antonio de Almeida Gama com Ana Candida de Naareth. Posteriormente casou-se com Maria Josefina Cândida de Jesus, a 6 Abr 1845 em Leopoldina, com quem teve, além de Filomena Josefina Cândida da Gama, os filhos Antonio José de Almeida Gama nascimento 18 Abr 1850; João Caetano Almeida Gama nascimento 1 Out 1852; Rosa Cândida da Gama nascimento 11 Ago 1855; Maria José da Gama nascimento 12 Fev 1858; Luiza Augusta da Gama nascimento 11 Jul 1860; Carlota Matildes da Gama nascimento 14 Mar 1863; Virginia Angelica da Gama nascimento 16 Ago 1866; José Joaquim Cabral da Gama nascimento 17 Fev 1868; Ernestina Cabral da Gama nascimento 2 Mai 1871; Adelaide da Gama nascimento 29 Jan 1875; e, Joaquim nascimento 8 Out 1878.

15 Maria Josefina Cândida de Jesus, mulher de Joaquim Antonio de Almeida e Gama era filha de José Thomaz de Aquino Cabral e Rosa Cândida da Gama.

Quinta geração (Trisavós)

20 José Mendes de Souza .

21  Ursula Maria .

22 Miguel Esteves dos Reis, filho de João Esteves Esgueira e Maria Teixeira de Andrade, Faleceu a 24 Jul 1839 em Bias Fortes, MG.

23 Clara Teodora de Castro .

Além de Maria Felicia dos Reis, Miguel Esteves dos Reis e Clara Teodora de Castro foram pais de Feliciana Teodora de Castro batizada a 3 Ago 1794 em Santa Rita de Ibitipoca falecida a 19 Nov 1830 em Bias Fortes, com descendentes em Leopoldina.

24 Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda, filho de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda, nasceu cerca de 1755 em Bom Jardim de Minas onde faleceu a 8 Out 1801. Casou com Angela Maria do Livramento a 23 Fev 1797 em Bom Jardim de Minas, MG.

25 Angela Maria do Livramento, filha de Manoel Francisco Braga e Tereza Maria de Jesus, nasceu cerca de 1755 em Campanha, MG. Ela também usou o nome Angela Maria do Espírito Santo e morava em Leopoldina em 1831.

Além de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda, Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda  e Angela Maria do Livramento foram pais de Antonio nasceu em 1774 em Madre de Deus, São João del Rei; Fernando Afonso Corrêa de Lacerda nasceu cerca de 1777 em Livramento; Paula Joaquina Corrêa de Lacerda; Jeronimo; Luiz; Ana de Souza da Guarda falecida a 12 Jun 1846 em Leopoldina; José; Manoel; Francisco Pinheiro Corrêa de Lacerda falecido a 19 Fev 1842 em Itaocara, RJ; e Albina Joaquina de Lacerda falecida a 19 Jul 1865 em Leopoldina.

26 Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro, filho de Manoel de Souza Oliveira e Joana Perpétua Felícia de Castro, nasceu em Ouro Preto, onde trabalhava na Contadoria em 1804. Casou com Feliciana Candida Esméria da Fonseca.

27 Feliciana Candida Esméria da Fonseca, filha de José Veríssimo da Fonseca e Ana Joaquina Felizarda de Oliveira, nasceu em Ouro Preto onde residia até, pelo menos, 1838.

Além de Ana Severina de Oliveira Castro; Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro e Feliciana Candida Esméria da Fonseca foram pais de Lucas Antonio de Souza Oliveira; Maria; José nascido a 2 Mar 1799 em Ouro Preto; Joana Perpétua; Francisco; Jeronimo; Antonia Casemira e Joaquina Candida de Oliveira e Castro nasceu cerca de 1808.184 

28 Antonio Francisco de Almeida e Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Antonia Maria Custódia Dias, nasceu cerca de 1787 em São João del Rei, MG e residia em Leopoldina em 1843. Casou-se com Inocencia Claudina da Costa a 12 Jul 1812 em Rio Preto, MG.

29 Inocencia Claudina da Costa, filha de João Rodrigues da Costa e Vicencia Faria Corrêa de Lacerda, foi batizada Conceição da Ibitipoca a 2 Out 1797. Foi recenseada em território do Feijão Cru já em 1831.

30 José Thomaz de Aquino Cabral, filho de José Thomaz de Aquino Cabral e Ana Luiza de Jesus, nasceu cerca de 1797 e faleceu em Jun 1877 em Ribeiro Junqueira, Leopoldina. Casou com Rosa Cândida da Gama.

Em 1856 era proprietário da Fazenda Santa Cruz, em sociedade com o filho Carlos Augusto e o genro Sebastião Gomes Teixeira Jalles. Em 1843 residia em Valença, RJ. Transferiu-se logo depois para o Feijão Cru onde já ela eleitor em 1851 e assinou requerimento para emancipação de São José do Paraíva em 1852. Esta adoentado em 1859, quando passou uma temporada em tratamento no município de São Fidelis, RJ, onde residia sua filha Brandina, mulher de Sebastião Gomes Teixeira Jalles.

31 Rosa Cândida da Gama, filha de Francisco Antonio de Almeida e Gama e Maria Perpétua Jesus, Faleceu a 4 Mai 1836 em Valença, RJ.

José Thomaz de Aquino Cabral e Rosa Cândida da Gama foram pais de Maria Josefina Cândida de Jesus; Carlos Augusto de Aquino Cabral; Rosa Candida da Gloria; e, Blandina Rosa Candida.

Sexta geração (Tetravós)

44 João Esteves Esgueira, filho de Antonio Mateus e Maria Francisca, nasceu em Esgueira, Coimbra, Portugal. Casou com Maria Teixeira de Andrade.

45 Maria Teixeira de Andrade, filha de Domingos Lopes Chaves e Ana Corrêa de Moraes, nasceu em Tiradentes, MG.

Além de Miguel Esteves dos Reis, João Esteves Esgueira e Maria Teixeira de Andrade foram pais de

Ana Joaquina de Moraes e José Esteves dos Reis.

48 Antonio Carlos Corrêa de Lacerda, filho de Vicente de Faria Corrêa de Lacerda e Mariana da Silva Moreira, nasceu cerca de 1720 em Santa Cristina de Longos, Guimarães, Braga, Portugal,219 e faleceu a 11 Out 1794 em Bom Jardim de Minas. Reebeu sesmaria na Paragem do Morro Três Irmãos, Freguesia de Aiuruoca, onde hoje é o município de Bom Jardim de Minas. Foi casado com Isabel Barreto Pereira do Lago e Sacramento e com Ana de Souza da Guarda.

49 Ana de Souza da Guarda, filha de Amador de Souza da Guarda e Mariana Paes de Lacerda, nasceu em Congonhas, MG. Casou-se com Antonio Carlos Corrêa de Lacerda a 16 Dez 1748 em Lagoa Dourada, MG.

Os filhos do casal foram: Antonio Pereira de Lacerda nascimento 8 Out 1749; Fernando Afonso Corrêa de Lacerda; Bernarda; Alvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda; José Luis Corrêa de Lacerda; Vicencia Faria Corrêa de Lacerda; Rita; Leonarda Luisa de Lacerda; José; outro José;          Ignacia Caetana de Souza Lacerda nascida 5 Dez 1771 em Bom Jardim de Minas; João de Faria Corrêa de Lacerda batizado a 25 Jul 1772 em Bom Jardim de Minas; Ana Josefa de Souza da Guarda; Justino José Corrêa de Lacerda; Jerônimo Corrêa de Lacerda; e Mariana Paz de Lacerda.

50 Manoel Francisco Braga nasceu em Braga, Portugal e faleceu a 26 Set 1764. Casou com Tereza Maria de Jesus no Brasil.

51 Tereza Maria de Jesus, filha de André da Silveira e Maria do Livramento, nasceu a 11 Jan 1726 nos Açores. Ela também usou o nome Maria Tereza de Jesus. Com Manoel Francisco Braga teve os filhos Manoel Francisco Braga [filho]; José Francisco Braga; Antonio Francisco Braga; Ana Francisca de Jesus; Maria; Angela Maria do Livramento; Lourenço; Madalena Maria de Jesus; Jacinto Francisco Braga; Domingos Francisco Braga; Joaquim e Germano Francisco.

52 Manoel de Souza Oliveira, filho de Francisco Dias de Oliveira e Ignacia de Souza, nasceu em Ouro Preto. Casoou-se com Joana Perpétua Felícia de Castro em 1763.

53 Joana Perpétua Felícia de Castro, filha de Antonio Álvares de Castro e Joana Batista de Negreiros, nasceu a 26 Jun 1739 em Ouro Preto, MG.

Joana e Manoel de Souza Oliveira foram pais de Bruno José de Souza Castro; Ana Luiza de Souza e Castro; Maria Barbara de Souza e Castro e Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro.

54 José Veríssimo da Fonseca, filho de Felix da Fonseca Leandro e Feliciana Jacinta da Fonseca, nasceu cerca de 1741 em Vila Nova de Portimão, Algarve e faleceu a 5 Fev 1816 em Ouro Preto onde era Tabelião do 2º Ofício em 1804. Casou-se com Ana Joaquina Felizarda de Oliveira a 5 Ago 1767.

55 Ana Joaquina Felizarda de Oliveira, filha de José Alvares Freire e Paula Joaquina de Oliveira. Em algumas contes consta que a esposa de José Verissimo da Fonseca era Clara Maria Teixeira. No entando, Ana Joaquina é citada nas demais fontes como mãe dos seguintes filhos de José Veríssimo: Francisco Xavier da Fonseca; Feliciana Candida Esméria da Fonseca; Bernarda Candida Perpétua da FonsecaFrancisca Constança Leocádia da Fonseca nascida a 3 Set 1773 em Ouro Preto; Ana Felizarda da Fonseca; Ignacia da Fonseca; Fortunato Rafael Arcanjo de Fonseca; José Pedro Carlos da Fonseca; Antonia Fortunata; e Maria Rosa da Fonseca.

56 Caetano José de Almeida Gama, filho de Manoel Gomes Vilas Boas e Inácia Quitéria da Gama casou com Antonia Maria Custódia Dias e com Ana Francisca da Silva Lima.

Do primeiro casamentos foram os filhos                Luiz; Maria Custódia de Almeida Vilas Boas da Gama; Francisco Antonio de Almeida e Gama falecido a 2 Jul 1859 em Leopoldina, e Antonio Francisco de Almeida e Gama. Do casamento com Ana Francisca da Silva Lima, filha de Amaro da Silva Xavier e Ignez Francisca de Lima, foram os filhos Francisco de Paula Justiniano da Gama; Mariana Augusta da Gama; Carlota da Gama; Cesário Augusto da Gama; e Maria Carlota da Gama.

57 Antonia Maria Custódia Dias, a primeira esposa de Caetano José de Almeida Gama era filha de Manoel Martins Gomes e Maria de Siqueira Paes.

58 João Rodrigues da Costa, filho de outro do mesmo nome, casou-se com Vicencia Faria Corrêa de Lacerda.

59 Vicencia Faria Corrêa de Lacerda, filha de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda, acima citados. Ela foi batizada na Ermida de Santo Antonio a 5 Jul 1759 em Bom Jardim de Minas. De seu casamento com João Rodrigues da Costa [filho] nasceu Inocencia Claudina da Costa número 29 acima.

60 José Thomaz de Aquino Cabral casou com Ana Luiza de Jesus.

61 Ana Luiza de Jesus teve com José Thomaz de Aquino Cabral o filho número 30 acima, José Thomaz de Aquino Cabral

62 Francisco Antonio de Almeida e Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Antonia Maria Custódia Dias faleceu a 2 Jul 1859 em Leopoldina. Em 1856 registrou duas propriedades. Com seu filho Caetano Jose de Almeida e Gama [neto] registrou uma fazenda na margem do Rio Pardo, denominado Circuito. E somente em seu nome registrou uma propriedade de 70 alqueires, na margem do Rio Pomba, denominada Bom Retiro. Além de outros consórcios com filhos, Francisco se casou com Maria Perpétua Jesus.

63 Maria Perpétua Jesus, filha de José Rodrigues da Costa e Jacinta Teodora, nasceu em Bocaina de Minas, MG, e faleceu a 11 Jun 1843 em Leopoldina. Maria também usou o nome Maria Perpétua Candida. Casou com Francisco Antonio de Almeida e Gama a 13 Set 1812 em Bocaina de Minas, onde teria nascido o filho Caetano Jose de Almeida e Gama [neto], falecido em Leopoldina em 1893.

Sétima geração (5ºs. avós)

A partir desta geração a maioria das informações foi extraída de literatura e há controvérsias a respeito de vários personagens. Por isso serão indicados os nomes e só eventualmente alguma informação adicional.

88.  Antonio Mateus nasceu em Esgueira, Coimbra, Portugal.

89.  Maria Francisca nasceu em Esgueira, Coimbra, Portugal.

90.  Domingos Lopes Chaves nasceu em São Tiago, Braga, Portugal.

91.  Ana Corrêa de Moraes nasceu em Tiradentes, MG.

96.  Vicente de Faria Corrêa de Lacerda nasceu em Santa Cristina de Longos, Guimarães, Braga, Portugal, e faleceu antes de Nov 1791.

97.  Mariana da Silva Moreira nasceu em Poyares, Bacerlos, Braga, Portugal, e faleceu antes de Nov 1791.

98.  Amador de Souza da Guarda, filho de Antonio Rodrigues da Guarda e Domingas Corrêa da Costa, nasceu em Guaratinguetá, SP.

99.  Mariana Paes de Lacerda, filha de Bernardo de Chaves Cabral e Maria Garcia de Abreu, nasceu cerca de 15 Mai 1715 em Piranga, MG. Outros nomes de Mariana eram Mariana Garcia Paes Cabral e Mariana de Oliveira Paes.

102.  André da Silveira Faleceu em Andrelândia, MG.

103.  Maria do Livramento .

104.  Francisco Dias de Oliveira nasceu em Lisboa, Portugal.

105.  Ignacia de Souza nasceu em Candelária, Rio de Janeiro, RJ.

106.  Antonio Álvares de Castro, filho de Miguel Álvares de Castro e Antonia Lobo, nasceu na Ilha de São Miguel, Açores, Portugal.

107.  Joana Batista de Negreiros, filha de Antonio Carvalho Tavares e Margarida Tereza de Negreiros, nasceu em Bahia.

108.  Felix da Fonseca Leandro, filho de Florêncio Alexandre Henriques e Marcela Maria de Almeida.

109.  Feliciana Jacinta da Fonseca, filha de José Paes de Mesquita e Catarina da Piedade.

110.  José Alvares Freire

111.  Paula Joaquina de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro.

112.  Manoel Gomes Vilas Boas, filho de Antonio de Vilas Boas e Domingas Gomes, nasceu em Santa Maria Maior, Barcelos, Braga, Portugal, e faleceu em Cassiterita, MG.

113.  Inácia Quitéria da Gama, filha de Luiz de Almeida Ramos e Helena Josefa Corrêa da Gama, nasceu em 1719 em Sacramento, Uruguai, e faleceu a 17 Mai 1772 em São João del Rei, MG.

114.  Manoel Martins Gomes nasceu em Barcelos, Portugal, e faleceu cerca de 1769.

115.  Maria de Siqueira Paes, filha de José da Silva Dias e Maria de Siqueira Paes, nasceu em São Paulo, e faleceu a 28 Out 1776.

116.  João Rodrigues da Costa Faleceu depois de Out 1797.

118.  Antonio Carlos Corrêa de Lacerda (Duplicado. Veja o indivíduo 48)

119.  Ana de Souza da Guarda (Duplicado. Veja o indivíduo 49)

124.  Caetano José de Almeida Gama (Duplicado. Veja o indivíduo 56)

125.  Antonia Maria Custódia Dias (Duplicado. Veja o indivíduo 57)

126.  José Rodrigues da Costa .

127.  Jacinta Teodora .

Oitava geração (6ºs. avós)

196.  Antonio Rodrigues da Guarda .

197.  Domingas Corrêa da Costa .

198.  Bernardo de Chaves Cabral, filho de Bernardino de Chaves Cabral e Ana Ribeiro de Alvarenga, nasceu em São Paulo, e faleceu a 17 Dez 1741 em Guarapiranga, MG.

199.  Maria Garcia de Abreu, filha de Francisco Paes de Oliveira Horta e Mariana Paes Leme, nasceu em Santana do Parnaíba, SP. Outro nome para Maria é Maria Garcia de Queiroz.

212.  Miguel Álvares de Castro nasceu em Lisboa, Portugal.

213.  Antonia Lobo nasceu em São Vicente Cercal, Óbidos, Lisboa, Portugal.

214.  Antonio Carvalho Tavares, filho de Pedro de Matos do Quental e Barbara Garcez, nasceu em São Sebastião, Ilha São Miguel, Açores, Portugal.

215.  Margarida Tereza de Negreiros, filha de Lourenço Lobo de Barros e Maria Negreiros de Barros, nasceu em Socorro, BA.

216.  Florêncio Alexandre Henriques .

217.  Marcela Maria de Almeida .

218.  José Paes de Mesquita .

219.  Catarina da Piedade .

224.  Antonio de Vilas Boas .

225.  Domingas Gomes .

226.  Luiz de Almeida Ramos, filho de Manoel de Paiva Muniz e Maria Ramos da Costa, nasceu em Portugal, e faleceu antes de 1769.

227.  Helena Josefa Corrêa da Gama, filha de Leonel da Gama Bellens e Maria Josefa Corrêa, Faleceu antes de 1769.

230.  José da Silva Dias .

231.  Maria de Siqueira Paes .

Nona geração (7ºs. avós)

396.  Bernardino de Chaves Cabral, filho de Manoel da Costa Pino e Antonia de Chaves, nasceu em São Paulo, SP.

397.  Ana Ribeiro de Alvarenga, filha de Gaspar de Godoy Moreira e Ana de Alvarenga.

398.  Francisco Paes de Oliveira Horta, filho de Salvador de Oliveira d’ Horta e Antonia Paes de Queiroz, Faleceu em 1701 em Santana do Parnaíba, SP.

399.  Mariana Paes Leme, filha de Fernão Dias Paes Leme e Maria Garcia Betting, nasceu cerca de 1663, e faleceu em 1738 em Santana do Parnaíba, SP.

428.  Pedro de Matos do Quental, filho de Francisco de Andrade Cabral e Ana Quental de Souza, nasceu cerca de 1637 em São Sebastião, Ilha São Miguel, Açores, Portugal.

429.  Barbara Garcez .

430.  Lourenço Lobo de Barros .

431.  Maria Negreiros de Barros .

452.  Manoel de Paiva Muniz, filho de Manoel João Muniz e Maria de Paiva.

453.  Maria Ramos da Costa, filha de Bento da Costa e Ana de Almeida Ramos.

454.  Leonel da Gama Bellens nasceu cerca de 1637 em Alentejo, Coimbra, Portugal, e faleceu cerca de 1727.

455.  Maria Josefa Corrêa, filha de Antonio Francisco e Barbara Corrêa, Faleceu a 12 Ago 1737.

10ª geração (8ºs. avós)

792.  Manoel da Costa Pino .

793.  Antonia de Chaves, filha de Domingos Dias o moço e Clara Diniz.

794.  Gaspar de Godoy Moreira Faleceu cerca de 1658 em São Paulo.

795.  Ana de Alvarenga, filha de Pedro da Silva, Faleceu a 1 Abr 1648.

796.  Salvador de Oliveira d’ Horta, filho de Rafael de Oliveira o velho e Catarina de Figueiredo d’ Horta,

797.  Antonia Paes de Queiroz, filha de Gaspar Picam e Catarina de Oliveira Cotrim, nasceu em São Sebastião, SP.

798.  Fernão Dias Paes Leme, filho de Pedro Dias Paes Leme e Maria Leite da Silva, nasceu em 1609, e faleceu em 1681.

799.  Maria Garcia Betting, filha de Garcia Rodrigues Velho e Maria Betting.

856.  Francisco de Andrade Cabral .

857.  Ana Quental de Souza, filha de Francisco Quental de Souza e Catarina Ferreira Drumond.

904.  Manoel João Muniz .

905.  Maria de Paiva .

906.  Bento da Costa .

907.  Ana de Almeida Ramos .

910.  Antonio Francisco .

911.  Barbara Corrêa .

11º  geração (9º  avós)

1586.  Domingos Dias o moço, filho de Domingos Dias e Mariana de Chaves.

1587.  Clara Diniz, filha de Critóvão Diniz e Maria Camacho.

1590.  Pedro da Silva .

1592.  Rafael de Oliveira o velho, filho de Maria Gonçalves.

1593.  Catarina de Figueiredo d’ Horta, filha de Nuno Alves d’ Horta e Ana de Carvalho.

1594.  Gaspar Picam, filho de Gaspar Fernandes Palha e Antonia Requeixo de Peralta, nasceu em Santos, SP.

1595.  Catarina de Oliveira Cotrim, filha de Francisco de Escobar Ortiz e Inês de Oliveira Cotrim.

1596.  Pedro Dias Paes Leme, filho de Fernão Dias Paes e Lucrécia Leme, nasceu em São Paulo, SP, e faleceu em 1633.

1597.  Maria Leite da Silva, filha de Pascoal Leite Furtado e Isabel do Prado. Outro nome para Maria é Maria Leite.

1598.  Garcia Rodrigues Velho, filho de Garcia Rodrigues Velho e Catarina Dias.

1599.  Maria Betting, filha de Geraldo Betting e Custódia Dias.

1714.  Francisco Quental de Souza .

1715.  Catarina Ferreira Drumond .

12º  geração (10º  avós)

3172.  Domingos Dias nasceu em São Miguel, Lourinha, Vimieiro, Portugal.

3173.  Mariana de Chaves .

3174.  Critóvão Diniz .

3175.  Maria Camacho, filha de Gonçalo Camacho.

3185.  Maria Gonçalves .

3186.  Nuno Alves d’ Horta, filho de Baltazar Nunes d’ Horta e Catarina de Faria Magro.

3187.  Ana de Carvalho, filha de Diogo Ferreira de Carvalho e Margarida Soares.

3188.  Gaspar Fernandes Palha nasceu em Funchal, Madeira, Portugal.

3189.  Antonia Requeixo de Peralta, filha de Antonio Raposo e Antolina Requeixo de Peralta.

3190.  Francisco de Escobar Ortiz Faleceu em 1652 em São Sebastião, SP.

3191.  Inês de Oliveira Cotrim Faleceu a 3 Ago 1675 em São Sebastião, SP.

3192.  Fernão Dias Paes, filho de Pedro Leme e Isabel Paes, nasceu em Abrantes, Santarém, Portugal, e faleceu a 5 Out 1605 em São Paulo, SP.

3193.  Lucrécia Leme, filha de Brás Teves e Leonor Leme, Faleceu a 1 Jul 1641 em São Paulo, SP.

3194.  Pascoal Leite Furtado, filho de Gonçalo Martins Leite e Maria da Silva, nasceu em Açores, Aveiro, Portugal.

3195.  Isabel do Prado, filha de João do Prado e Felipa Vicente.

3196.  Garcia Rodrigues Velho, filho de Domingos Gonçalves da Maia e Messia Rodrigues.

3197.  Catarina Dias, filha de Domingos Dias e Mariana de Chaves, nasceu em São Vicente, SP.

3198.  Geraldo Betting .

3199.  Custódia Dias, filha de Manoel Fernandes Ramos e Suzana Dias.

13º  geração (11º  avós)

6350.  Gonçalo Camacho .

6372.  Baltazar Nunes d’ Horta, filho de Nuno Alves d’ Horta e Teresa Salema.

6373.  Catarina de Faria Magro, filha de Jerônimo Ferreira de Carvalho e Isabel de Figueiredo Magro.

6374.  Diogo Ferreira de Carvalho .

6375.  Margarida Soares .

6378.  Antonio Raposo .

6379.  Antolina Requeixo de Peralta .

6384.  Pedro Leme, filho de Antonio Leme e Catarina de Barros, nasceu antes de 1530 em Ilha da Madeira, Portugal, e faleceu em 1600 em São Paulo, SP.

6385.  Isabel Paes .

6386.  Brás Teves nasceu antes de 1600 em Ilha da Madeira, Portugal, e faleceu antes de 1633 em São Paulo, SP.

6387.  Leonor Leme, filha de Pedro Leme e Luzia Fernandes, nasceu em 1542 em Óbidos, Portugal, e faleceu em 1633 em São Paulo, SP.

6388.  Gonçalo Martins Leite, filho de Jorge Furtado de Souza e Catarina Nunes Velho.

6389.  Maria da Silva .

6390.  João do Prado nasceu em Olivença, Alentejo, Portugal.

6391.  Felipa Vicente, filha de Pedro Vicente e Maria de Faria, nasceu em Portugal, e faleceu em 1627 em São Vicente, SP.

6392.  Domingos Gonçalves da Maia .

6393.  Messia Rodrigues, filha de Garcia Rodrigues e Isabel Velho.

6394.  Domingos Dias (Duplicado. Veja o indivíduo 3172)

6395.  Mariana de Chaves . (Duplicado. Veja o indivíduo 3173)

6398.  Manoel Fernandes Ramos nasceu em Moura, Portugal.

6399.  Suzana Dias, filha de Lopo Dias e Beatriz Dias, Faleceu em 1634.

14º  geração (12º  avós)

12744.  Nuno Alves d’ Horta, filho de Pedro d’ Horta e Constança Lourença.

12745.  Teresa Salema, filha de Mem Gonçalves Salema e Inês Corrêa de Andrade.

12746.  Jerônimo Ferreira de Carvalho .

12747.  Isabel de Figueiredo Magro .

12768.  Antonio Leme, filho de Martim Leme e Leonor Rodrigues, nasceu cerca de 1500 em Ilha da Madeira, Portugal. Antonio também usou o nome Antão Leme.

12769.  Catarina de Barros, filha de Pedro Gonçalves da Clara filho e Isabel de Barros.

12774.  Pedro Leme (Duplicado. Veja o indivíduo 6384)

12775.  Luzia Fernandes Faleceu cerca de 1560 em São Vicente, SP.

12776.  Jorge Furtado de Souza, filho de Rui Martins Furtado e Maria Martins.

12777.  Catarina Nunes Velho, filha de Fernão Vaz Pacheco.

12782.  Pedro Vicente .

12783.  Maria de Faria .

12786.  Garcia Rodrigues nasceu em Porto, Portugal.

12787.  Isabel Velho nasceu em Porto, Portugal.

12798.  Lopo Dias .

12799.  Beatriz Dias, filha de Martim Afonso Tibiriça.

15º  geração (13º  avós)

25488.  Pedro d’ Horta .

25489.  Constança Lourença nasceu em Algarve, Portugal.

25490.  Mem Gonçalves Salema .

25491.  Inês Corrêa de Andrade .

25536.  Martim Leme, filho de Martim Lems, Faleceu em São Francisco do Funchal, Ilha da Madeira, Portugal.

25537.  Leonor Rodrigues .

25538.  Pedro Gonçalves da Clara filho, filho de Pedro Gonçalves da Clara e Joana d’ Eça.

25539.  Isabel de Barros, filha de Lopo Vaz Delgado e Catarina de Barros.

25552.  Rui Martins Furtado, filho de Martim Anes Furtado de Souza e Solanda Lopes.

25553.  Maria Martins, filha de João Gonçalves Botelho e Isabel Dias da Costa.

25554.  Fernão Vaz Pacheco, filho de Pedro Vaz Pacheco e Isabel Nunes Velho.

25598.  Martim Afonso Tibiriça .

16º  geração (14º  avós)

51072.  Martim Lems .

51076.  Pedro Gonçalves da Clara, filho de João Gonçalves da Câmara e Maria ou Mécia de Noronha, nasceu cerca de 1460.

51077.  Joana d’ Eça, filha de João Fogaça e Maria de Eça.

51078.  Lopo Vaz Delgado, filho de Vasco Delgado.

51079.  Catarina de Barros, filha de Vasco Delgado de Barros e Francisca de Abreu.

51104.  Martim Anes Furtado de Souza .

51105.  Solanda Lopes .

51106.  João Gonçalves Botelho, filho de Gonçalo Vaz Botelho.

51107.  Isabel Dias da Costa .

51108.  Pedro Vaz Pacheco .

51109.  Isabel Nunes Velho, filha de Nuno Velho Cabral e Africa Anes.

17º  geração (15º  avós)

102152.  João Gonçalves da Câmara, filho de João Gonçalves Zarco e Constança Rodrigues de Sá, nasceu cerca de 1430.

102153.  Maria ou Mécia de Noronha nasceu em 1440.

102154.  João Fogaça .

102155.  Maria de Eça .

102156.  Vasco Delgado .

102158.  Vasco Delgado de Barros .

102159.  Francisca de Abreu .

102212.  Gonçalo Vaz Botelho, filho de Pedro Botelho e Isabel Nunes de Buarcos.

102218.  Nuno Velho Cabral, filho de Diogo Gonçalves Travassos e Violante Álvares Cabral.

102219.  Africa Anes, filha de Gonçalo Anes e Simoa de Sá.

18º  geração (16º  avós)

204304.  João Gonçalves Zarco nasceu em 1380, e faleceu em 1467 em Funchal, Madeira, Portugal.

204305.  Constança Rodrigues de Sá nasceu em 1390.

204424.  Pedro Botelho, filho de Diogo Botelho e Leonor Afonso Valente.

204425.  Isabel Nunes de Buarcos . Outro nome para Isabel é Isabel Anes Buarcos.

204436.  Diogo Gonçalves Travassos, filho de Martim Gonçalves Travassos e Catarina Dias de Melo.

204437.  Violante Álvares Cabral, filha de Fernão Velho e Maria Álvares Cabral.

204438.  Gonçalo Anes .

204439.  Simoa de Sá .

19º  geração (17º  avós)

408848.  Diogo Botelho .

408849.  Leonor Afonso Valente .

408872.  Martim Gonçalves Travassos .

408873.  Catarina Dias de Melo .

408874.  Fernão Velho .

408875.  Maria Álvares Cabral .

FONTES UTILIZADAS

Arquivo da Arquidiocese de São Paulo. Aplicação Sacerdotal (Genere et Moribus). 1662

Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina

  • Livro de Atas das Assembléias Eleitorais de Leopoldina – 1859-1872.
  • Livro de Atas de Eleição de Juizes de Paz e Vereadores em Leopoldina século XIX
  • Livro de Juramento e Posse de autoridades diversas – 1877-1894
  • Livro de Juramento e Posse de Vereadores em Leopoldina – 1º livro

Arquivo da Diocese de Leopoldina

  • Livros de batismo 01, 02, 06 e 11. Livro de casamentos 02

Arquivo Histórico Municipal Professor Altair José Savassi. Barbacena, MG. Inventário de Miguel Esteves dos Reis

Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE – TJMG

  • Ação Arbitral de Divisão de Terras entre José Thomaz de Aquino Cabral e Joaquim Firmino de Almeida processo 38405952
  • Contas Testamentárias de José Thomaz de Aquino Cabral processo 38403383
  • Derrota de Sesmaria por ordem de Jerônimo José de Mesquita processo 38410686
  • Divisão da Fazenda Desengano processos 38406023 e 38406067 vol. 1
  • Divisão da Fazenda Memória processos 38405157 e 38408737
  • Divisão da Fazenda Pedro Velho processo 38404535
  • Divisão da Fazenda Ribeirão de São Lourenço processo 38402813
  • Divisão da Fazenda Santa Cruz processo 38403537
  • Divisão das fazendas Recreio e Santa Cruz processo 38402027
  • Escritura de Perfiliação de Teofilo Antonio de Almeida e Gama no processo 38404449
  • Inventário de Albina Joaquina de Jesus processo 38405143
  • Inventário de Americo Antonio de Castro Lacerda processo 38405156.
  • Inventário de Ana de Souza da Guarda processo 39802873
  • Inventário de Ana Severina de Oliveira Castro processo 39802871
  • Inventário de Domingos Dias Tostes processo 38403679
  • Inventário de Emerenciana Maria Felisbina processo 38403000
  • inventário de Francisco Antônio de Almeida e Gama processos 38405119 e 38405303
  • Inventário de Francisco Antonio de Brito processo 38404537
  • Inventário de Francisco Joaquim de Almeida Gama processo 38405232
  • inventário de João Caetano de Almeida Gama processo 38405693
  • Inventário de João Ignacio de Souza processo 38403445
  • Inventário de Joaquim Antonio de Almeida Gama processo 38404449
  • Inventario de Joaquim Ferreira Brito e Joana Maria de Macedo processo 38404416
  • Inventário de José Ferreira Brito processo 39803736
  • Inventário de José Ignacio de Souza processo 38404154.
  • Inventário de José Lopes de Carvalho Rocha processo 38402864
  • Inventário de Lucas Tavares de Lacerda processo 72000239
  • Inventário de Luiz Antonio Pereira da Silva processo 38402872
  • Inventário de Maria Perpétua Candida de Jesus processo 38402718
  • inventário de Maria Thereza de Jesus processo 38403422
  • Inventário de Paula Joaquina de Lacerda processo 62000835
  • Inventário de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda processo 38405830
  • Inventário de Sophia Cândida Lacerda Guimarães processo 38404576
  • Testamento de Caetana Maria Angélica processo 38402583
  • Testamento de Joaquim Antonio de Almeida Gama processo 38402251
  • Testamento de José Thomaz de Aquino Cabral processo 38416678
  • Testamento de Maria Tereza de Jesus processo 38403427

Arquivo Público Mineiro

  • Mapa da População de Ouro Preto Cx 07 Doc 19, 1831
  • Mapa da População de São José del Rei, Tiradentes – 1831
  • Mapa da População do Curato de São José do Paraíba – 1831
  • Mapa da População do Feijão Cru, 1835 CX 03 DOC 06, Termo da Vila da Pomba e 1843 CX 03 DOC 04, Termo da Vila de São João Nepomuceno
  • Qualificação de eleitores de São João Nepomuceno 1850 PP 11 cx 36 pacote 29;São Sebastião do Feijão Cru, 1851 PP 11 cx 44 pacote 30), nr 110.
  • Registro de Terras de São Sebastião da Vila Leopoldina 1856 TP-1-114
  • Requerimento para emancipação de São José do Paraíba. 1852, códice AL6 Cx16 Pc02 Doc 01

Cartório de Notas de Rio Pomba. Livro 1

Cartório de Registro Civil do Rio de Janeiro-RJ

  • 8ª circunscrição, Engenho Velho, lv óbitos 1911-1912
  • 10ª Circunscrição, lv obitos 1919

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG

  • lápides de túmulos
  • livro 2 de sepultamento
  • livro de sepultamentos 1963-1975

Cemitério Público de Leopoldina, MG. Livro de sepultamentos 1880-1887

Centro de Estudos de História do Atlântico. Madeira. Notas sobre Martim Leme. Disponível em <http://www.ceha-madeira.net/livros/cap134.htm&gt; Acesso .12 nov 1998.

Centro de Memória do Seminário Santo Antonio em Juiz de Fora, MG

  • Livro de batismos 1750-72 e LC 1 – 1790-1867 fls soltas, Ibitipoca.
  • Igreja de Congonhas do Campo, lv bat 1731-1737 com São Brás do Suaçui
  • Igreja de Santa Catarina, Campanha, MG, lv bat 1791-1806
  • Igreja N. S. Assunção, atual Sé de São Paulo, Lv Batismos 1640-1662
  • Igreja N. S. Livramento, Conceição Ibitipoca Casamentos 1779-1808
  • Igreja N. S. Mãe de Deus, Indice de Batismos de São João del Rei sec XVIII

Igreja N. S. Piedade, Barbacena, MG

  • Livros de batismos bat 1771-1776; 1772-1778; 1788-1798; 1811-1830
  • Livros de casamentos 1808-1826,
  • Livros de óbitos D-12 1730-1872, 1831-1847 fls 2v

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

  • Microfilmes 1.252.363 e 1.252.364 Barbacena
  • Microfilme 1.284.964 Campanha
  • Microfilme 1.285.477, 1.285.478 e 1.285.479 São João del Rei

Museu Regional de São João del Rei. Inventários

  • Antonia do Espírito Santo
  • Inacia Quiteria da Gama
  • Manoel Francisco Braga
  • Manoel Gomes Vilas Boas
  • Tereza Maria de Jesus

Imprensa Periódica

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Este relatório foi composto em março 2023.

174 – Fazenda Recreio

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Entre os atuais córregos das Palmeiras e das Virgens, Antonio José Dutra e Mariana Teresa Pereira Duarte formaram a fazenda a que denominaram Recreio, que foi registrada[1] em 1856 pela então viúva, declarando terem sido comprados 417 alqueires sem declarar data ou vendedor.

Antonio José e Mariana se casaram[2] no dia 11 de novembro de 1822 em Barbacena. Ela foi batizada[3] em Ibertioga aos 03 de junho de 1807, sendo filha de Antonio Pereira da Cunha e Teresa Maria Duarte. Teve como madrinha de batismo a sua meia irmã Joaquina Beralda de Santana, mãe de seu futuro marido Antonio José Dutra. No inventário do pai[4] de Mariana, consta que em solteiro ele teve uma filha de nome Joaquina Beralda de Santana que se casou com Manoel José Dutra.

Em 1831 o casal Antonio José e Mariana residia em Santa Rita de Ibitipoca com as filhas Rita (nascida em 1825), Constança (1826) e Maria, além de uma pessoa de nome Joaquina, viúva, que poderia ser a mãe de Antonio José. Não se sabe, ainda, quando se transferiram para o Feijão Cru, pois não aparecem nas contagens populacionais de 1835 e 1843.

Sabe-se que o casal teve, pelo menos, mais três filhos nascidos no Feijão Cru: Ana Eugênia, José Tomaz e João José.

Também não se sabe quando Antonio José faleceu, podendo-se apenas informar que foi antes de novembro de 1854, data da medição[5] e estabelecimento das divisas entre as fazendas Recreio e Santa Cruz, aquela pertencente a Mariana Teresa Pereira Duarte e esta a José Thomaz de Aquino Cabral.

Quanto à localização dessa fazenda sabe-se que ao registrar sua propriedade, Mariana Duarte declarou divisas com a fazenda Santa Cruz, de José Tomaz de Aquino Cabral, com Francisco da Silva Barbosa (Boa Vista), Manoel José de Novaes (Saudades), Antonio Carlos da Silva Teles Faião (Barra das Laranjeiras) e Bento Rodrigues Gomes (Cachoeira do Bagre). No Retombo assinado pelo agrimensor Antonio Jacinto Muniz, aos 22 de novembro de 1874, a localização foi indicada como tendo[6] “vertentes para os córregos Recreio e João Ides”.

É possível que este João Ides tenha alguma relação com João Ides de Nazareth Filho, cuja segunda esposa era filha do pioneiro Joaquim Ferreira Brito. E pode ter sido ele o vendedor das terras adquiridas por Antônio José Dutra, já que sua primeira esposa era sobrinha dos dois beneficiários com as sesmarias doadas em 1818, os irmãos Fernando e Jerônimo Corrêa de Lacerda.

No dia 10 de março de 1877 foram convocadas 65 pessoas, algumas delas acompanhadas dos respectivos cônjuges, para o julgamento da sentença do Retombo[7] das fazendas Santa Cruz e Recreio. O memorial descritivo esclarece que o processo foi iniciado na divisa da Fazenda Recreio com a Fazenda dos Barbosa (Boa Vista), cujo marco era a “junção do córrego dos Barbosa com o ribeirão do Recreio” e seguiu pelo “caminho que vai ao Laranjal”. Cita confrontações com propriedades menores, oriundas de desmembramentos da fazenda Águas Vertentes do Córrego do Moinho e da fazenda Cachoeira Alta do Bagre, até retornar ao ponto de partida da medição.

Para a finalização do trabalho, os interessados entregaram seus títulos de posse e outros documentos probatórios, como escrituras particulares de venda que os herdeiros fizeram de parte de suas legítimas, e o agrimensor declarou que a divisão e demarcação das fazendas Santa Cruz e Recreio resultaram em dois quinhões de 187 alqueires e 3 quartas para Mariana Tereza Pereira Duarte e igual área para José Tomaz de Aquino Cabral.

Muito provavelmente Mariana faleceu pouco tempo depois de encerrado o processo. Embora não tenha sido encontrado seu inventário, a conclusão advém de novo processo para divisão da mesma propriedade, agora entre os herdeiros. Aos 7 de outubro de 1879 o mesmo agrimensor assinou[8] a Derrota da medição amigável da fazenda, tendo encontrado 92 alqueires, indicação de que os herdeiros já haviam vendido partes de suas legítimas.

Os herdeiros citados foram os irmãos João José, José Tomaz e Ana Eugênia e seus respectivos cônjuges. Entre os confrontantes havia herdeiros da Fazenda Boa Vista dos Barbosas, da Águas Vertentes e da Cachoeira do Bagre. Tais propriedades foram citadas desde a declaração de Mariana em 1856, o que demonstra que as partes vendidas da fazenda ficavam ao sul, especialmente nas divisas com a fazenda Santa Cruz.

Em 1883, o que restava da fazenda Recreio voltou a ser objeto de divisão amigável entre dois condôminos: João José Tomaz Dutra, filho dos formadores da propriedade, e Vicente Rodrigues Ferreira, filho do formador da fazenda Cachoeira do Bagre e casado com uma filha do formador da fazenda Águas Vertentes. Naquela altura a propriedade havia encolhido para 73 alqueires[9] e entre os confrontantes estavam os irmãos de João José, José Tomaz Dutra e Ana Eugênia Duarte, que haviam separado seus quinhões após o retombo de 1880.

Menos de dez anos depois, morreu João José Dutra. Sua viúva, Maria Antonina de Castro, casou-se pela segunda vez com um herdeiro da Fazenda Fortaleza. Mas isto é assunto para uma das futuras viagens do Trem de História porque a próxima terá como destino uma das propriedades vizinhas à Fazenda Recreio. Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 426 no jornal Leopoldinense, novembro de 2021

Fontes consultadas: 
[1] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 66. 
[2] Igreja N. S. da Piedade, Barbacena, MG, lv cas 1808-1826 fls 173v 
[3] idem, lv bat 1740-1816 fls 127
[4] Museu Regional de São João del Rei, caixa 43, ordem 20
[5] Divisão amigável das fazendas Recreio e Santa Cruz. Processo 38402027 COARPE - TJMG, img 36.
[6] idem, img 37
[7] Idem, imgs 46-53.
[8] Divisão amigável da fazenda Recreio. Processo 38402779 COARPE – TJMG, img 9
[9] Divisão amigável da fazenda Recreio. Processo 38403387 COARPE - TJMG, img 73

173 – Fazendas Santa Cruz e Natividade

Logomarca Trem de História

A viagem de hoje do Trem de História tem como destino uma fazenda formada em 265 alqueires registrados[1] por José Tomaz de Aquino Cabral, seu filho Carlos Augusto de Aquino Cabral e seu genro Sebastião Gomes Teixeira Jalles. E cujos confrontantes eram João Gualberto Ferreira Brito (fazenda Fortaleza), Antonio Rodrigues Gomes (Águas Vertentes), José Ferreira Brito (Dois Irmãos), Francisco da Silva Barbosa (Boa Vista dos Barbosas) e Mariana Teresa Pereira Duarte (Recreio).

Segundo declaração[2] de Antonio Carlos da Silva Teles Faião, uma de suas propriedades foi comprada de José Tomaz de Aquino Cabral, num total de 140 alqueires, área esta não incluída nos 265 alqueires do registro acima mencionado.

Comparando-se os registros de 1856 com as divisões de propriedades nas décadas seguintes, observa-se que os Aquino Cabral teriam adquirido, inicialmente, terras que se estendiam da margem direita do rio Pomba até o córrego Santa Cruz e que a venda para Teles Faião teria sido da parte norte da propriedade.

Conforme mencionado no texto anterior, a propriedade adquirida dos Aquino Cabral por Teles Faião teve como primeiro nome Barra das Laranjeiras. Mas em 1876, quando Carlos Augusto de Aquino Cabral, marido de Vicencia Antonia filha de Teles Faião, requereu a divisão amigável[3] da Barra das Laranjeiras ela já era denominada Fazenda Natividade.

Registre-se que este processo de divisão esclareceu mais alguns pontos sobre os domínios dos Aquino Cabral e Teles Faião uma vez que a planta[4] da fazenda, desenhada pelo agrimensor Manoel Maximiano de Souza Muniz estabeleceu a localização da propriedade, suas confrontações e a área encontrada que foi de 80 alqueires e meia quarta.

Considerando que naquele momento não havia divisas entre as fazendas Santa Cruz e Natividade, entende-se que a diferença de 60 alqueires corresponde à área entre elas que teria sido vendida a diversos compradores, cujos títulos não foram citados no processo.

Vale lembrar que foram convocados para o julgamento desse processo: João José Dutra, seu irmão José Tomaz e seu cunhado José Joaquim Pires filho (sucessores da fazenda Recreio); Antonio José de Oliveira (sogro de herdeira da Águas Vertentes); Antonio Garcia de Novaes (sucessor da fazenda Saudades); Antonio Manoel de Barros Alvim (sucessor da Santana dos Miranda); e, José Pereira de Melo que parece ter sido o comprador de parte das terras da Barra das Laranjeiras.

O distrito de Campo Limpo, hoje Ribeiro Junqueira, foi criado dois anos depois da abertura do processo. E em 1882 o que restava da fazenda Natividade foi incorporado à área do novo distrito.

Em março de 1891, quando foi criado o distrito de paz[5] denominado Vista Alegre, no município de Leopoldina, a propriedade de Carlos Augusto de Aquino Cabral constou do Decreto como vizinha da unidade administrativa que, ao que se sabe, não teria sido instalada. De todo modo, a informação corrobora a citação do proprietário como um dos proprietários de quinhão da fazenda Santana dos Miranda que foi submetida a um processo de Retombo[6] em 1890.

Ainda quanto à fazenda Santa Cruz, registre-se que após o falecimento do condômino José Tomaz de Aquino Cabral, antes de fevereiro de 1878, seu filho Carlos Augusto vendeu 27 alqueires de sua legítima para Sérgio José Pinheiro. Este comprador pediu a demarcação da propriedade, em março de 1880 e o processo[7] envolveu, além do requerente, cinco condôminos que haviam adquirido partes da fazenda.

Importante observar que, à exceção do comprador Sérgio Pinheiro, de quem não se tinha notícia em Leopoldina até então, os demais envolvidos confirmam a opinião de um sociólogo que se manifestou sobre as práticas sociais no Brasil de meados dos oitocentos, contestando impressão de viajante estrangeiro do início daquele século.

Em viagens pela província mineira, o francês Auguste de Saint-Hilaire havia descrito seus habitantes de forma não muito generosa. Gilberto Freyre a ele se referiu para afirmar que, em meados do século XIX, as Minas não eram mais terra de gente aventureira, mas de uma estável sociedade agrária. E declarou[8] que “A província quase toda passara […] a pacatamente agrícola. Suas condições morais que, ao tempo da febre do ouro haviam sido péssimas, melhoraram com essa nova situação ao mesmo tempo econômica e social.”

Assim o demonstra a composição do condomínio da Fazenda Santa Cruz quarenta anos depois da propriedade ter sido fundada. Um dos quinhões havia sido adquirido por Antonio Ferreira Neto e seu pai João Gonçalves Neto, da fazenda Residência não muito longe dali; outro pertencia a João José Dutra nascido na vizinha fazenda Recreio. Sebastião Gomes Teixeira Jalles, além de sócio da propriedade era também casado com uma filha do sócio falecido. E Josué de Vargas Corrêa já ali vivia há muitos anos, pois sua primeira esposa era sucessora da vizinha fazenda Águas Vertentes. Além deles, os confrontantes da propriedade também reafirmam as palavras de Gilberto Freyre no sentido de que as cidades mineiras não eram mais pouso de aventureiros, mas residência de famílias de agricultores em estabilidade social.

Em 1885 a fazenda Santa Cruz voltou a ser demarcada[9], a requerimento do condômino Sebastião Gomes Teixeira Jalles. Agora com uma área de 189 alqueires, entre seus proprietários já não estava João Gonçalves Neto, mas seu filho Joaquim Eleotério. João José Dutra também não era mais proprietário.

Sebastião Jalles era um português estabelecido com casa comercial no Rio de Janeiro, tinha negócios em São Fidélis (RJ) na época em que se casou com a filha de José Thomaz de Aquino Cabral. Mais tarde levou a família para a então capital do país, onde faleceu em 1895. Sua esposa também faleceu no Rio de Janeiro em 1911. E o que restava da antiga fazenda Santa Cruz foi dividido em diversas pequenas propriedades que continuaram dedicadas à agricultura por muito tempo.

Aqui o Trem de História faz mais uma parada. Retornará na próxima edição, com algumas informações sobre a fazenda Recreio, cujo nome não tem vínculo direto com o município vizinho.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 425 no jornal Leopoldinense, outubro de 2021


Fontes consultadas: 
[1] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 3. 
[2] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 8. 
[3] Divisão da fazenda Natividade. Processo 38404852 – COARPE – TJMG. 
[4] Idem, img 10 
[5] Leis Mineiras, Decreto nº 406. 
[6] Divisão e demarcação de terras da fazenda Santana dos Miranda. Processo 38402032 COARPE/TJMG. img 269 
[7] Divisão da fazenda Santa Cruz. Processo 38403537 COARPE – TJMG. 
[8] FREYRE, Gilberto. Vida social no Brasil nos meados do século XIX. 4.ed. São Paulo: Global, 2008. p.57 
[9] Divisão judicial da fazenda Santa Cruz. Processo 38405655 COARPE – TJMG. img 2-3

172 – O vizinho Antonio Carlos da Silva Teles Faião e a divisão das grandes propriedades

O Trem de História traz hoje um dos vizinhos do pioneiro Antonio Rodrigues Gomes. E dá início a sua história informando que, embora só tenha chegado por aqui quando o Sertão do Feijão Cru já contava com um arraial e a matriz de São Sebastião, Antonio Carlos da Silva Teles Faião situa-se entre os pioneiros por ter participado do movimento de expansão que resultou na emancipação quase quinze anos depois.

Nascido em Simão Pereira por volta de 1801, Antonio Carlos era filho de José Ferreira da Silva Teles Faião e Felicia Josefa de Souza, sendo neto paterno de Antonio Ferreira da Silva e Ana Maria Ribeiro Teles Faião e neto materno de Francisco José Ferreira de Souza e Antonia Rita de Jesus Xavier, irmã do Alferes Tiradentes. Casou-se[1] em Santo Amaro de Camapuã, Conselheiro Lafaiete, com Francisca Candida de Jesus ali nascida, filha de Joaquim José de Andrade, neta paterna de João Cristóstomo de Magalhães e Bárbara Maria Dias e neta materna dos mesmos avós maternos de Antonio Carlos.

Registre-se que o estudo da ascendência do casal teve a colaboração do correspondente Carlos Henrique Resende cuja cópia de seu trabalho[2] veio confirmar a hipótese dos autores desta série em contraposição a Arthur Rezende na Genealogia Mineira. Diferentemente do que publicou o respeitado genealogista mineiro, a família Teles Faião não migrou para Leopoldina, mas para a Serra da Canastra. Apenas o filho Antonio Carlos veio para o Feijão Cru por volta de 1840, tendo adquirido[3], além das terras vizinhas a Antonio Rodrigues Gomes, outros 32 alqueires da Fazenda São Luiz, de Antonio Prudente de Almeida, onde fundou o Sítio Conceição e aí se instalou com a esposa e a filha Vicencia Antonia que se casou com um dos proprietários da fazenda Santa Cruz, da qual se falará na próxima edição do jornal.

No registro de terras realizado em 1856, Antonio Carlos da Silva Teles Faião[4] não indicou o nome de sua propriedade. Entretanto, na divisão[5] promovida por seu genro consta que o nome original de tal propriedade era Fazenda Barra das Laranjeiras. O adquirente havia descrito suas terrras informando localizar-se na margem direita do Rio Pomba, nas vertentes até a barra do Ribeirão denominado Recreio (atual Ribeirão das Virgens), com 140 alqueires que comprou de José Thomas d’Aquino Cabral, Carlos Augusto de Aquino Cabral e Sebastião Gomes Teixeira Jalles. Mais tarde a Barra das Laranjeiras teve seu nome mudado para Fazenda Natividade.

Por tais indicações, suspeita-se que o terço final do atual Córrego dos Barbosa tivesse o nome de Córrego das Laranjeiras.

Teles Faião declarou que sua propriedade fazia divisa ao norte com o Rio Pomba e seguia pelas divisas com Manoel José de Novais (fazenda Saudades), Francisco da Silva Barbosa (Boa Vista), Mariana Teresa Pereira Duarte (fazenda Recreio), Antonio Rodrigues Gomes (Águas Vertentes), Bento Rodrigues Gomes (Cachoeira do Bagre), Joaquim Firmino e seus cunhados (Santana do Pomba). Este último era genro de Genoveva Maria de Jesus, da fazenda Santana do Pomba, comentada pelo Trem de História nos textos 156 e 157, cuja sede ficava no local onde mais tarde foi construida a Estação Vista Alegre da Estrada de Ferro Leopoldina. Quanto aos demais vizinhos declarados, não foi possível comprovar todos eles, já que a área adquirida por Teles Faião era menor do que a compreendida pelas divisas entre os confrontantes mencionados e alguns deles não declaram ter divisas com Teles Faião.

Ressalte-se que as informações prestadas por Teles Faião no registro de 1856 foram importantes para localizar as propriedades indicadas no parágrafo anterior, pois ao citar o Ribeirão Recreio permitiu fazer a medição da área compreendida entre o Rio Pomba, na altura da Estação Vista Alegre, as vertentes do Ribeirão que então se denominava Recreio por conta da fazenda homônima, e o Córrego do Moinho onde estava a propriedade de Antonio Rodrigues Gomes.

Como tem sido afirmado em diversas oportunidades, é necessário utilizar-se de conhecimentos desenvolvidos por pesquisadores de várias ciências, assim como dos instrumentos a elas pertinentes para que se possa compreender a ocupação do território do Feijão Cru. Entre estes instrumentos estão os documentos cartográficos que, embora espaçados no tempo, conservam marcações importantes para o estudo. No caso da localização das antigas propriedades, a fonte mais antiga foi produzida[6] pelo cartógrafo João José da Silva Teodoro em 1847 e nela se encontram os nomes de 242 proprietários ou de suas propriedades então localizadas na área que veio a formar a Villa Leopoldina pouco mais de seis anos depois. A próxima informação cartográfica[7] é de 1926 e nela se conservam muitos nomes das primeiras fazendas. O exercício se completa na transposição das informações de Teodoro e da Carta de 1926 para a Carta[8] de Leopoldina de 1977, permitindo, então, uma visão panorâmica das unidades agrícolas no início do povoamento.

Pelo que se conhece da história escrita de Leopoldina, não parece ter havido consulta a fontes que descortinam como e quando se deram as divisões das antigas propriedades. E é de se supor que o desinteresse pelo assunto talvez encontre respaldo numa visão romântica tardia.

Segundo Saliba[9], o sonho de uma sociedade harmoniosa embalou o fazer de filósofos, artistas, escritores e pensadores até o período das revoluções de 1848 em que a denominada “primavera dos pobres”, na Europa, buscava o fim da política da “tradição” e perpetuação de uma mesma classe no poder.

Ainda que o movimento tenha demorado a atravessar o Atlântico, não se justifica que no século XX os escritores da nossa história continuassem presos à esta visão romântica que incluía latifúndios, escravaria incalculável e muitas benesses, quando é sabido que a Leopoldina da segunda metade do século XIX era outra, com novos atores sociais assumindo o controle de sua força de trabalho.

Há mais de vinte anos os autores do Trem de História estudam o movimento imigrante no município, tendo observado que muitos deles se tornaram proprietários e não só na Colônia Agrícola da Constança. E foi o estudar o processo de divisão das antigas fazendas que resultou em compreender a região mostrada no esquema do texto anterior, onde estava a Fazenda Barra das Laranjeiras. Região que em 1920 estava pontilhada de pequenas propriedades, conforme registrou o Censo[10] daquele ano e por onde o Trem de História seguirá viagem no próximo Jornal trazendo as fazendas Santa Cruz e Natividade. Até lá!

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 424 no jornal Leopoldinense, setembro de 2021


Fontes consultadas: 
[1] ASSIS, João Paulo Ferreira de. Polis 30 Um resgate da história dos municípios. Ressaquinha-MG: s.n., 1998-2003. nº 48 fls 19. 
[2] RESENDE, Carlos Henrique. Resendes e Rezendes. Juiz de Fora-MG: monografia, 2019. p 6 
[3] Registro de Terras de Leopoldina (Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114), nº 29. 
[4] idem), nº 8. 
[5] Divisão da Fazenda Natividade.  Processo 38404852 – COARPE - TJMG, img 8 
[6] TEODORO, João José da Silva. Carta Topográfica dos Termos do Presídio, Pomba e São João Nepumuceno (Acervo da Biblioteca Nacional: 1847). 
[7] Commissão Geographica e Geologica de Minas Geraes. Carta Geográfica de Cataguases Folha nº 20 S2 E3. São Paulo, Cayeiras e Rio: Secção Cartographica da Companhia Melhoramentos (Weisflog Irmãos incorporada), 1926. 
[8] Diretoria de Geodésia e Cartografia do IBGE – Superintendência de Cartografia. Carta de Leopoldina extraída da Carta do Brasil 1:50.000 Folha SF-23-X-D-V-2. 1977 
[9] SALIBA, Elias Thomé. As utopias românticas. 2.ed. São Paulo: Estação Liberdade, 2003. p. 90 
[10] Ministerio da Agricultura, Industria e Commercio. Directoria Geral de Estatística. Recenseamento do Brazil realizado em 1 de setembro de 1920. Rio de Janeiro: Typ. Da Estatistica, 1924. v.2 328-344

171 – O registro de terras e os vizinhos de Antonio e Bento Rodrigues Gomes

Logomarca Trem de História

Quando o Trem de História iniciou a série sobre os Pioneiros de Leopoldina surgiram indagações sobre como foram feitas as primeiras concessões de terras a particulares em Leopoldina. Assim, a viagem de hoje começa contando como isto se deu.

O ponto de partida é ter em mente que não houve concessão de sesmarias após a Independência, em 1822. E que dali em diante, até 1850, esteve em discussão o ordenamento jurídico sobre a propriedade da terra no país. Finalmente, em 1850 foi aprovada a chamada Lei de Terras[1] e a 30 de janeiro de 1854 o governo baixou o Decreto nº 1318 que regulamentou a mencionada Lei e criou os mecanismos para sua execução.

Entre estes mecanismos estava a obrigatoriedade dos proprietários de terras particulares levá-las a registro. Este registro se fazia através de declarações de área, localização e confrontações da propriedade, informadas ao Padre que fazia, então, o Registro de Terras em livro próprio. Uma declaração baseada unicamente em medidas muitas vezes acrescidas da expressão “pouco mais ou menos” e poucas referências além da indicação de um curso d’água, cachoeira ou montanha; e confrontações tão imprecisas que às vezes o declarante “A” omitia “B” que em registro mais adiante declarava “A” como vizinho. 

No caso de Leopoldina, este procedimento de registro foi realizado entre 21 de fevereiro e 20 de abril de 1856 e o documento gerado se encontra no Arquivo Público Mineiro[2]. Trata-se de um caderno com 23 folhas utilizadas em frente e verso, nas quais foram feitos 95 lançamentos, sendo que em alguns deles há mais de uma propriedade descrita e há caso de propriedade com vários sócios, onde todos são mencionados num só registro.

Ressalte-se, ainda, que o registro era feito por Freguesia. Assim, lembrando que a Vila Leopoldina era um imenso território que abrangia outras freguesias, como Santa Rita do Meia Pataca e Bom Jesus do Rio Pardo, por exemplo, é fácil imaginar que é necessário consultar mais de um daqueles livros para abranger todos os proprietários que aqui viviam. Sem contar que diversos proprietários fizeram o registro em freguesias então vizinhas, como Santo Antônio de Pádua, o que foi o caso de residentes no então extenso distrito de Conceição da Boa Vista.

Outro fato a destacar é que após o registro da propriedade era necessário demarcá-la, atitude que nem sempre foi tomada de imediato, por razões as mais diversas.

Segundo Lígia Osório Silva[3], para iniciar o processo de medição era preciso fazer um requerimento ao Juiz Comissário, figura que não pertencia aos quadros da Magistratura. Entretanto, parece que no interior o papel era exercido pelo Juiz de Direito e Juiz Municipal, conforme se observa nos processos de Leopoldina analisados pelos autores desta série. O Juiz nomeava, com aprovação dos interessados, os profissionais que realizariam o trabalho, como o agrimensor e os “louvados” que eram as duas testemunhas de todo o processo.

Conforme ficou dito anteriormente, na época da chegada dos pioneiros os cursos d´água eram os principais marcadores para localização das propriedades. Mas é bom lembrar que nem todos cursos conservam hoje a denominação usual do início da história do lugar. No esquema adiante, por exemplo, é o caso do Córrego das Palmeiras que já se chamou João Ides e, do Córrego das Virgens, cujo primeiro nome foi Recreio, conforme consta em registros e processos de divisão das propriedades. Há, também, a hipótese de que o atual Ribeirão Jacareacanga tenha sido inicialmente denominado Córrego do Bagre, em referência à propriedade que Bento Rodrigues Gomes formou na barra do córrego deste nome.

Com base nas fontes citadas, os autores desta série montaram o esquema[4] abaixo para facilitar a localização das antigas fazendas na área que se estende a nordeste do centro urbano de Leopoldina em direção ao distrito de Ribeiro Junqueira. Nele as iniciais indicam: AV = Águas Vertentes; B = Boa Vista dos Barbosas; BL= Barra das Laranjeiras; CB = Cachoeira do Bagre; F = Fortaleza; Rc = Recreio; Rs = Residência; S = Santana dos Miranda; SC = Santa Cruz.

A fazenda Águas Vertentes, de Antonio Rodrigues Gomes, fazia divisa com as propriedades de seu irmão Bento Rodrigues Gomes e também com Antonio Carlos Teles Faião, Antonio Joaquim Teixeira, João Gualberto Ferreira Brito, José Thomaz de Aquino Cabral e Mariana Pereira Duarte.

O Trem de História pretende trazer algumas informações sobre estes confrontantes e esclarecer casos como o de Antonio Carlos da Silva Teles Faião[5] que não indicou o nome de sua propriedade. Mas isto vai ficar para a próxima viagem, porque a carga de hoje está completa. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 423 no jornal Leopoldinense, agosto de 2021


Fontes consultadas: 
[1] Lei nº 601 de 18 de setembro de 1850 
[2] Registro de Terras de Leopoldina, Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, nº 11 
[3] SILVA, Lígia Osorio. Terras devolutas e latifúndio: efeitos da Lei de 1850. Campinas, SP: Editora da Unicampo, 1996. p.168 
[4] Decalque de recorte da Carta do Brasil 1:50 000 - 1977 - Folhas SF-23-X-D-II-4 Cataguases e SF-23-X-D-V-2 Leopoldina - Instituto de Geociências Aplicadas de Minas Gerais - Diretoria de Geodésia e Cartografia 
[5] Registro de Terras de Leopoldina, Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, nº 8.

50 – Joaquim Antonio e Maria Josefina Cândida de Jesus

Como ficou dito na edição anterior, hoje o Trem de História traz um pouco sobre os descendentes de Joaquim Antonio de Almeida Gama e Maria Josefina. Para a realização deste estudo, foram utilizados os livros de registro de batismos números 1 a 6 e de casamentos 1 e 2. Os livros de Atas de Alistamento Eleitoral de Leopoldina de 1897, 1898 e 1900 também foram utilizados para confirmar a filiação de alguns personagens aqui citados. Outra fonte importante foram os livros do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, especialmente o mais antigo, de 1880 a 1887, e o seguinte, de 1887 a 1904 e, na ausência de outras fontes, dados foram coletados nas lápides nos túmulos. Alguns personagens desta família foram mencionados em periódicos de Leopoldina, em situações diversas, sendo por isto utilizadas edições do jornal Irradiação (24 julho 1889), O Leopoldinense (31 janeiro 1891) e O Mediador (28 junho 1896).

Joaquim Antonio e Maria Josefina tiveram, pelo menos, os seguintes 13 filhos:

1) Teófilo Antonio de Almeida Gama nascido por volta de 1845 que se casou com Rosa Maria Vitória com quem teve a filha Maria, nascida (1) aos 26.12.1878 em São José das Três Ilhas, Belmiro Braga, MG. Em 1897 foi alistado como eleitor em Leopoldina, declarando ser comerciante;

2) Filomena Josefina Cândida da Gama que nasceu aos 28.12.1847 e faleceu no dia 04.01.1916. Casou-se com Américo Antonio de Castro Lacerda, único filho do casamento de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com a primeira esposa (2), Ana Severina de Oliveira Castro.  Filomena e Américo Antonio tiveram dez filhos nascidos em Leopoldina e sua descendência será objeto do próximo Trem de História;

3) João Caetano de Almeida Gama que nasceu por volta de 1852 e em julho de 1889 era 1º suplente de delegado. Casou-se com Sofia Cândida de Lacerda, filha do segundo casamento de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda com Maria de Nazareth Pereira. O casal teve, pelo menos, oito filhos nascidos em Leopoldina: Américo nascido por volta de 1877, Otávio nascido em julho de 1878, Adalgisa nascida em julho de 1880, Raul nascido em abril de 1883 e falecido em novembro de 1903, Vasco nascido em maio de 1884 e falecido em janeiro de 1885, Maria nascida em fevereiro de 1886 e falecida em julho de 1887, outro Vasco nascido em janeiro de 1888 e, João nascido em outubro de 1889 e falecido em janeiro de 1891;

4) Rosa Cândida da Gama que nasceu dia 11.08.1855 e faleceu dia 01.05.1925. Casou-se com seu primo, João Evangelista de Castro Gama, filho de Caetano José de Almeida Gama e Carlota Teodora Castro, sendo neto paterno de Francisco Antonio de Almeida Gama e Maria Perpétua de Jesus e neto materno de Pedro Moreira de Souza e Feliciana Teodora de Castro. Ele nasceu por volta de 1851 e faleceu em Leopoldina no dia 11.02.1920. Como já mencionado Francisco Antonio era irmão de Antonio Francisco, pai de Joaquim Antonio de Almeida Gama. Rosa Cândida e João Evangelista tiveram, pelo menos, os sete filhos, que serão trazidos em vagão à parte, no próximo Jornal;

5) Antonio Francisco nascidono dia 03.04.1857;

6) Maria nascida dia 12.02.1858;

7) Luiza Augusta da Gama que nasceu dia 11.07.1860 e se casou dia 19.02.1881 com Joaquim Thomaz de Aquino Cabral, filho de José Thomaz de Aquino Cabral e Maria Benedita de Almeida. Foram pais de Maira da Conceição nascida dia 08.12.1882 e de Castellar, nascido dia 09.08.1886;

8) Carlota nascida no dia 14 de março de 1863;

9) Virginia Angélica da Gama que nasceu dia 16.08.1866 e faleceu dia 23.12.1950. Casou-se no dia 29.07.1888 com Luiz Salgado Lima, nascido aos 24.05.1859 em Pindamonhagaba, SP e falecido dia 25.05.1941. Ele era filho de Francisco Joaquim de Lima e de Francisca de Paula Salgado. Foram encontrados os nascimentos de seis filhos em Leopoldina. Deste casal se ocupará artigo futuro;

10) José Joaquim Cabral da Gama que nasceu em março de 1868. Foi matriculado sob nº 1631 no Colégio do Caraça (3) no dia 13 de março de 1885. Em 1900 foi alistado como eleitor em Leopoldina;

11) Elisa nascida no dia 16 de outubro de 1868;

12) Joaquim nascido no dia 8 de outubro de 1878; e,

13 Ernestina da Gama, cujo batismo não foi encontrado, casou-se aos 24.06.1892 com Francisco Salgado de Lima irmão de seu cunhado Luiz Salgado Lima acima citado. O casal teve, pelo menos, três filhos: Aníbal (1893), Edmundo (1895) e Cyro (1896). Francisco era comerciante e em 1896 anunciou que estava saindo de Leopoldina e vendendo todo o estoque de sua casa comercial.

Como ficou dito, nos próximos números o Trem de História ainda tratará de três filhas do casal Joaquim Antonio e Maria Josefina. Até lá.

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Notas:

(1) Igreja de São José das Três Ilhas, Belmiro Braga, MG, lv 02 bat fls 82verso.

(2) Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, caixa 1.

(3) Colégio do Caraça <http://www.santuariodocaraca.com.br&gt; Matrícula nr. 1631, Acesso 11 jun. 2006.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2016

49 – Joaquim Antonio de Almeida Gama: o casamento

A viagem continua e o Trem de História fala hoje sobre o casamento de Joaquim Antonio. Antes, porém, quer dar notícia do Registro de Terras(1) de 1856, cujo item 6 se transcreve com a ortografia original.

Conforme se verá a seguir, é relativo ao fazendeiro em estudo e a uma fazenda cujas terras chegavam a uma parte do que é hoje o centro da cidade. Diz o registro:

“Joaquim Antonio de Almeida e Gama he senhor e possuidor da fazenda denominada Floresta, sita nesta Freguesia adequeridas por titulo de compra, levará dusentos e vinte alqueires de planta de milho e divide por um lado com Romão Pinheiro Correia de Lacerda, José Zeferino de Almeida, José Joaquim Cordeiro, D. Maria do Carmo, com os herdeiros do finado Bernardino, com o Dr Antonio José Monteiro de Barros. Villa Leopoldina em trez de Março de mil oitocentos e cincoenta e seis. Joaquim Antonio de Almeida e Gama. O Vigº José Mª Solleiro”

Quanto às núpcias de Joaquim Antonio é de se registrar que não se sabe quando exatamente elas ocorreram porque ainda não foram encontrados os livros paroquiais com os eventos realizados no então Curato do Feijão Cru antes de 1850. Pode-se, entretanto, supor que ele e Maria Josefina Cândida de Jesus tenham se casado logo depois da Contagem Populacional de 1843, já que o filho mais velho do casal nasceu por volta de 1845.

Maria Josefina era filha de José Thomaz de Aquino Cabral e de Rosa Cândida da Gama, cujo sobrenome faz acreditar ser parenta de Joaquim Antonio.

Vale registrar que o casamento de Joaquim Antonio com Maria Josefina aproxima o Trem de História de outro antigo morador de Leopoldina, o senhor José Thomaz de Aquino Cabral que, em 1856, era proprietário da Fazenda Santa Cruz(2) cujas terras, cerca de 265 alqueires, divisavam com João Gualberto Ferreira Brito (Fazenda Fortaleza), Antonio Rodrigues Gomes (Fazenda Águas Vertentes do Córrego do Moinho), José Ferreira Brito (Fazenda Dois Irmãos), Francisco da Silva Barbosa (Fazenda Boa Vista) e Mariana Luiza ou Tereza Pereira Duarte (Fazenda Recreio).

Registre-se, ainda, que o casal José Thomaz e Rosa Cândida teve pelo menos mais um filho, Carlos Augusto de Aquino Cabral, cujas terras recebidas por herança dos seus pais foram transformadas na Fazenda Natividade, localizada na divisa(3) do Distrito de Paz de Vista Alegre(4).

Aqui vale a explicação de que este antigo Distrito de Paz pertencia a Leopoldina, em 1891, e ficava nas proximidades do córrego Jacareacanga, na margem direita do Rio Pomba. O atual distrito de Vista Alegre, pertencente ao município de Cataguases, fica na margem esquerda.

Outra informação que pode ser interessante é a de que, possivelmente, a esposa de Joaquim Antonio era meia-irmã de Antonio e Joaquim Thomaz de Aquino Cabral, cuja mãe é indicada nas fontes como sendo Maria Benedita de Almeida e o pai, José Thomaz de Aquino Cabral. Antonio Thomaz foi alistado(5) no mesmo distrito eleitoral de Carlos Augusto e foi casado com Rosa Vitalina, provavelmente de sobrenome Gama. Teve nove filhos em Leopoldina, entre 1878 e 1893 e uma filha que teria nascido no estado do Espírito Santo. O irmão Joaquim Thomaz de Aquino Cabral casou-se(6) em Leopoldina, no dia 19.02.1881, com Luiza Augusta da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus.

Joaquim Antonio e Maria Josefina tiveram, pelo menos, 13 filhos nascidos em Leopoldina São eles: Teófilo Antonio, Filomena Josefina, João Caetano, Rosa Cândida, Antonio Francisco, Maria, Luiza Augusta, Carlota, Virginia Angélica, José Joaquim, Elisa, Joaquim e Ernestina, que lotarão o próximo vagão do Trem de História. Aguardem!


Notas:

1 – Arquivo Público Mineiro, Seção Colonial, TP 114, Registro de Terras de Leopoldina, nr  6

2 – idem, nr 3

3 – Leis Mineiras, Arquivo Público Mineiro, Decreto 406 de 6 de março de 1891

4 – idem, Lei 3171 de 18 de outubro de 1883

5 – Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, lv 37 fls 14v nr 21

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 52 termo 143

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de junho de 2016