Constança Maria de Almeida: ascendentes e descendentes

Há alguns anos, com a colaboração de Ib Teixeira e sua esposa Vera, organizamos e publicamos a descendência de uma das filhas de Constança Maria de Almeida. Recentemente, ao realizarmos buscas em arquivos do Espírito Santo, veio o pedido de publicação da ascendência.

CONSTANÇA MARIA DE ALMEIDA, filha de Antonio Prudente de Almeida, nasceu por volta de 1841. Casou-se com JOSÉ DOMINGUES DE ANDRADE PINTO em Leopoldina, MG.

Constança e José Domingues foram pais de:

1 – MANOEL, nascido a 6 Junho 1870, Leopoldina, MG

2 – MARIA OLIMPIA, nascida no dia 23 Setembro de 1876 ou 1877, em Leopoldina, MG.

3 – HONÓRIO, nascido a 20 Fevereiro 1879, Leopoldina, MG.

A cópia do assento de batismo de Honório deixa dúvidas quanto à data de nascimento. Aparentemente seria 20 de novembro de 1879, mas há ressalva para 20 de fevereiro, data mais compatível com a do nascimento de seu irmão Oscar.

4-OSCAR DE ANDRADE, nascido a 28 Dezembro 1879, Leopoldina, MG e falecido na mesma cidade a 5 Julho 1884.

5 – INÁCIA, nascida a 11 Junho 1881, Leopoldina, MG e falecida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

6 – ANA, nascida a 12 Agosto 1883, Leopoldina, MG e falelcida na mesma cidade a 25 Agosto 1884.

MARIA OLIMPIA casou-se com  JOSÉ OLIMPIO DE ABREU FILHO, nascido em São José do Calçado, ES, filho de JOSÉ Olimpio de ABREU e RITA Maria de NAZARÉ.

Segundo o registro de óbito, Maria Olimpia faleceu na chácara do do Cel Joaquim Machado de Almeida, no dia 22 de setembro de 1940. Foi atendida pelo Dr. Antonio de Oliveira Guimarães. Foi sepultada em Mimoso do Sul, ES.

Maria Olimpia estava em visita aos parentes que não via há muitos anos. A chácara citada ficava na atual rua Joaquim Ferreira Brito, bairro Rosário, Leopoldina.

Filhos de Maria Olimpia e José Olimpio:

1 – ZOILA OLYMPIA DE ABREU, nascida a 10 Julho 1897, São Pedro do Itabapoana, ES.

2-CREUZA, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES. Mãe de SEBASTIÃO, MARIA DA PENHA, GLÁUCIA, JERÔNIMO, LÉCIA, MARIA APARECIDA, INACIO, JARBAS e SÉRGIO

3 – Corina, também nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.

4 – Marieta, nascida a 21 Dezembro 1901 em São Pedro do Itabapoana, ES e falecida no Rio de Janeiro a 17.09.1988

5 – MARIA DE LOURDES, nascida em São Pedro do Itabapoana, ES.      Mãe de TEREZINHA, LUIZ CARLOS, MARIA DA GLÓRIA, CUSTÓDIO, MARIA CREMILDA e MARIA HELENA.

6 – ZULEIKA OLIMPIA DE ABREU, nascida a 26 Julho 1907, Ponte do Itabapoana, ES.

7 – CONSTANÇA MARIA DE ABREU, nascida a 27 Maio 1909, Ponte do Itabapoana, ES.

8 – MARIA DA PENHA, nascida a 21 Dezembro 1911, Ponte do Itabapoana, ES.

9 – OLIMPIO, nascido a 15 Julho 1914, Ponte do Itabapoana, ES.

10-MARIA MADALENA, nascida a 11 Fevereiro 1916, Ponte do Itabapoana, ES.

11-LAERCE, nascida a 3 Maio 1918, Ponte do Itabapoana, ES e falecida em Fevereiro 1987, Macaé, RJ.

12-JOSÉ DOMINGOS DE ABREU, nascido e falecido em Vitória, ES.

ZOILA OLYMPIA DE ABREU  teve os seguintes filhos:

1 – MARIA CÂNDIDA ABREU TEIXEIRA, nascida a 22 Fevereiro 1920, Vitória, ES.   Mãe de LUIZ CARLOS e VÂNIA.

2-ALTAIR ABREU TEIXEIRA, falecido em Mimoso do Sul, ES.

3 – LENA ABREU TEIXEIRA, nascida em Mimoso do Sul, ES. Mãe de ÁLVARO e ANDRÉ TEIXEIRA

4-NÁDIA ABREU TEIXEIRA, nascida a 20 Fevereiro 1929, Rio de Janeiro, RJ e falecida na mesma cidade a 10 Maio 2001.

5 – MÁRIO TEIXEIRA, nascido a 7 Setembro 1933, Rio de Janeiro, RJ e falecido a 1 Abril 1980. Pai de MARIA CÂNDIDA e MÁRIO SÉRGIO TEIXEIRA.

6 – IB TEIXEIRA, nosso colaborador junto com a esposa Vera. São pais de Maria.

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FONTES UTILIZADAS:

  1. Mapa da População do Feijão Cru, 1843.
  2. Primeira secretaria do Forum da Comarca de Leopoldina, Inventário do pai de Antonio Prudente de Almeida.
  3. Almanaque de Leopoldina, (1886).
  4. Livros de batismos de Leopoldina, números 1 e 3.
  5. Cemitério Público de Leopoldina, MG, (Livro 1880-1887).
  6. Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, livros de Casamento e Óbitos.
  7. CANTONI, Nilza. Genealogia dos povoadores de Leopoldina. Ensaio.

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110 – Os irmãos de Paulino Augusto Rodrigues

 

Nas viagens anteriores, o Trem de História falou um pouco sobre o ambiente onde nasceu Paulino Rodrigues e trouxe para os dias atuais os seus antepassados que estavam esquecidos pela história da cidade. A viagem de hoje traz seus irmãos como passageiros.

Folha da caderneta de Paulino Rodrigues

Mas antes de falar deles é bom lembrar que, em parte pela situação econômica mais cômoda e muito por ser uma característica marcante em diversos parentes, Paulino foi sempre apoio e elo catalisador da família. Traço bem nítido quando se tem conhecimento da existência, entre seus guardados, de caderneta onde anotava nomes de afilhados e datas de nascimento, batismos e casamentos dos parentes que não eram poucos.

A irmã mais velha de Paulino recebeu o nome de Maria, nasceu aos 16 de abril de 1859 e foi batizada dez dias depois, tendo por padrinhos Luiz Ignacio de Moraes e a avó paterna, Ana Bernardina de Almeida. Talvez esta filha tenha falecido na infância, já que não foram encontradas referências sobre ela na idade adulta.

A segunda filha de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes foi Ana Venância da Silva, a “Mãe Sinhana”, que ajudou a criar os irmãos. Nascida a 02 de março e batizada a 29 de abril de 1861, sendo seus padrinhos o casal Francisco de Vargas Corrêa Filho e Venância Esméria de Jesus, Ana Venância se casou aos 25 de agosto de 1880 com seu primo João José Machado, filho de Maria Antonia de Jesus e Severino José Machado que era irmão de Ana Bernardina de Almeida, avó paterna da noiva.

João Ignacio da Silva foi o terceiro filho. Ele nasceu a 25 de novembro de 1862 e foi batizado no mês seguinte, sendo padrinhos o avô paterno, Manoel Rodrigues da Silva, e Maria Augusta de Jesus. João Ignacio se casou dia 25 de abril de 1883, em Conceição da Boa Vista, com Maria Clara de Jesus, filha de José Maria Machado Neto e Ana Martinha de Jesus. Faleceu em Leopoldina aos 07 de março de 1907.

Firmino Augusto Rodrigues, o quarto filho, nasceu aos 23 de março de 1867 e foi batizado em maio. Seus padrinhos foram José Maria de Menezes e Ana Paula de Almeida. Casou-se dia 05 de março de 1889 com Francisca de Assis Pires, filha de Joaquim Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus.

A seguir, Maria Custódia de Moraes nascida aos 03 e batizada aos 28 de março de 1869, tendo por padrinhos seu tio paterno Ignacio Rodrigues da Silva e sua irmã Ana Venância da Conceição. Casou-se com seu tio materno Germano Rodrigues da Silva.

O sexto filho foi Paulino e, o sétimo, Manoel Ignacio Rodrigues, “Neca”, que se casou com Vitalina Rodrigues de Gouvêa, nascida aos 11 de dezembro de 1875 em Piacatuba, filha de Luiz José Gonzaga de Gouvêa e de Maria Carolina de Moraes. Vitalina era irmã da primeira esposa de Paulino.

Ignacia Virginia da Conceição veio a seguir. Ela se casou dia 29 de fevereiro de 1892 com Manoel de Andrade Neto, filho de Manoel Andrade Oliveira e Rita Tereza de Jesus.

O nono filho foi Antonio Augusto Rodrigues, “Totônio”, nascido a 30 de agosto e batizado a 25 de setembro de 1881, tendo por padrinhos José Ignacio Carvalho de Rezende e Maria Custódia da Silva. Antônio se casou dia 26 de julho de 1905 com Maria Antonia de Oliveira, “Mariquinha”, filha de Antonio Justino de Oliveira e Ignacia Carolina de Almeida. Faleceu aos 08 de julho de 1941.

O penúltimo filho de João e Mariana foi Martiniano Rodrigues Moraes que se casou com Maria Zeferina Rodrigues.

E a última, Emilia Maria da Conceição, nasceu dia 02 de março e foi batizada dia 12 de abril de 1884, tendo por padrinhos Emigdio Sales Pereira e Balbina Justina de Jesus. Emilia se casou aos 09 de julho de 1901 com Antônio Rodrigues Ferreira, filho de Antônio Vicente Ferreira e Ana José Rodrigues. Ela faleceu em Angaturama no dia 17 de maio de 1922.

A história de Paulino não terminou. Na próxima viagem o Trem de História trará as esposas e os seus filhos. Aguarde.


Fontes de Referência:

Arquivo da Diocese de Leopoldina: lv 01 bat fls 45 termo 237, fls 73 termo 384,  fls 92 termo 499, fls 223 termos 1068 e 1069; lv 1 cas fls 40 termo 110, fls 337 termo ordem 1301 e  lv 2 cas fls 54 termo 276.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 fls 15 plano 3 sep 398.

Igreja N. S. Conceição da Boa Vista, Recreio, MG, lv 1 cas fls 199 termo 599.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 362 no jornal Leopoldinense de 1 de setembro de 2018

Leopoldinenses nascidos em setembro de 1917

Dia 2

Abilio de Andrade Machado, filho de Américo José Machado e Altina de Andrade Neto

Wilsonina Vargas Neto, filha de Guilherme de Vargas Neto e Maria Constância da Conceição

Dia 3

Alvaro, filho de Alvaro Bastos de Faria Freire e Januária Nogueira

Dia 9

Antonio Marinato, filho de João Marinato e Josefa Farinazzo

Dia 10

Sebastião, filho de Teófilo Otoni Machado e Albertina Rodrigues Martins

Dia 13

Aristeu Vargas de Lacerda, filho de Antonio Augusto Ferreira Lacerda e Porcina Maria Vargas

Vicente Dietz de Almeida, filho de Carlos José de Almeida e Guilhermina Dietz

Dia 15

Mario, filho de Manoel Bibiano Pereira e Maria Viana de Sá

Dia 16

Adeodato, filho de Emilio Carlos de Oliveira e Querina Matilde de Oliveira Montes

Dia 22

Antonio, filho de Antonio José de Andrade e Cecilia Vieira Ramos

Dia 27

Carmosinda, filha de Luiz do Amaral Lisboa e Maria da Conceição Garcia

Climene de Aguiar, filha de José Alexandre de Aguiar e Umbelina Machado de Almeida

 

 81 – Maria da Glória, filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue viagem pela família de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade. Hoje trazendo a sua filha Maria da Glória Carneiro, nascida na Freguesia de São José do Rio Preto.

Maria da Glória casou-se[1] com o viúvo Achilles Hercules de Miranda, em 14 de outubro 1886 em Leopoldina (MG) e desta união foram testemunhas o Dr. Francisco de Paula Ramos Horta Júnior e Valério Ribeiro de Rezende.

Ele nasceu em Nova Friburgo (RJ) e casou-se em primeiras núpcias com Adelaide Amélia Meira.

As fontes consultadas indicam que em 1877 foi convocado[2] para exame preparatório ao Imperial Colégio Pedro II. Dez anos depois ele aparece como professor do Atheneo Leopoldinense[3] fato que pode indicar ter vivido naquela cidade antes de chegar a Leopoldina.

Mas dúvidas ainda persistem relativamente a este período de sua vida. E uma delas é saber de onde ele teria vindo para Leopoldina.

Há informação de que lecionou no Instituto Lafaiete, no Rio de Janeiro e o Almanak Laemmert[4] registra ter sido ele proprietário do Colégio São Sebastião, em Leopoldina, na década de 1920. Entretanto, sobre esta instituição não se foram encontradas outras referências além do fato de ter existido uma de mesmo nome em um distrito de Palma.

Mas se os fatos não esclarecem as dúvidas, certamente podem indicar ter começado com Achilles a longa ligação de descendentes seus com as áreas da educação e cultura da região, como se verá adiante.

Maria da Gloria Carneiro e Achilles Hercules de Miranda tiveram, em Leopoldina (MG), os filhos:

– Nelson, nascido[5] em 1887, que teve como padrinhos de batismo os avós maternos Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade Carneiro;

– Maria, nascida[6] em 1888, cujos padrinhos foram José de Andrade Carneiro e Lucia Amanda Carneiro, sua tia materna;

– Ruy de Miranda, nascido[7] em 1889, tendo como padrinhos João Luiz Guilherme Gaëde e Francisca das Chagas Andrade. João Luiz era irmão de Eugênio do Rosário Gaëde que batizou Achilles, irmão de Ruy. Segundo informação de familiares, Ruy se casou em Cataguases por volta de 1912 com Maria Passeado de Miranda e com ela teve os filhos: Ruymar, Namur, Ruyter e Ruth. Ruymar, que adotou o sobrenome do marido, nasceu em 1913. Era professora e escritora com nome incluído no Dicionário crítico de escritoras brasileiras de Nelly Novaes, publicado pela Academia Mineira de Letras. Casou-se com Joaquim Branco Ribeiro e teve com ele os filhos: Joaquim, Pedro e Aquiles. Os filhos Joaquim e Pedro, também são escritores. Ruy foi escrivão do cartório do crime em Cataguases;

– Achilles, nascido[8] no dia 1901, teve como padrinhos de batismo Eugênio Gaëde e Sophia Georgina Gaëde. Tudo indica que o nome correto do padrinho seria Eugênio do Rosário Gaëde e o da madrinha, provavelmente, Clara Sophia Adolphina Gaëde de Carvalho, uma professora pública em Cataguases que foi transferida[9] para Leopoldina em 1882. O último sobrenome da madrinha seria o de sua própria família e o Gaëde adotado do marido Eugênio; e,

– Dinah, nascida[10] no dia 19.07.1906, teve como padrinhos Martinho Campos Guimarães e Catarina Augusta da Cruz.

Segundo seu neto Joaquim Branco Ribeiro Filho, Achilles Hercules teria deixado outros filhos do primeiro casamento que residiam possivelmente no estado do Rio de Janeiro.

Sabemos, ainda, que Achilles Hercules de Miranda foi alistado como eleitor em Juiz de Fora[11] em 1896 e que em fevereiro de 1900 foi nomeado[12] Diretor Comercial e de Disciplina do Colégio Santa Cruz, ex-Andrés, também em Juiz de Fora. No mesmo ano ele atuou[13] como examinador dos alunos da escola pública do professor Marçal Benigno, em Piau, cidade da qual se retirou em dezembro de 1900 para estabelecer[14] colégio em Leopoldina. Não conseguimos descobrir que colégio teria sido este. Em março de 1902 foi nomeado[15] pelo governo estadual para o cargo de Partidor-Distribuidor da Comarca de Leopoldina.

E o Trem de História faz nova parada. Agora, para reunir carga e trazer um novo personagem leopoldinense que aguarda a vez para sair da gaveta do esquecimento.

Aguardem.


Fontes Consultadas:

1 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 160 termo 120

2 – Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, 11.09.1877, edição 158 p. 2

3 – Cidade de Cataguazes (Cataguases), 31 março 1887,  ed 20 p. 3.

4 – LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert. Rio de Janeiro: 1916 p. 3147

5 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 bat fls 192 termo 1785.

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 42 termo s.nº.

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 135

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 9 bat fls 58 termo 9

9 – Relatório de Antônio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, p. 24

10 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 11 bat fls 40v termo 215

11 – Correio de Minas (Juiz de Fora ), 12 julho 1896, ed 49 p. 3.

12 – O Pharol (Juiz de Fora,), 27 fev 1900, ed 203 p. 2.

13 – idem, 30 nov 1900, ed 68 p. 2

14 – idem 30 dez 1900, ed 85 p. 2

15 – Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), 11 de março 1902, ed 70 p. 2.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 335 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2017

 

80 – Juvenal Carneiro, o filho mais conhecido de Antonio Teodoro.

O Trem de História está de volta. E como foi prometido no artigo anterior, trazendo Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro ou, simplesmente Juvenal Carneiro, o nome mais conhecido e referenciado dentre os filhos de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade

Segundo Luiz Eugênio Botelho[1], Juvenal era mineiro nascido em São José do Rio Preto em 1871, mesma informação constante do livro Do Lombo de Burro ao Computador, publicado por seu filho Erymá.

Por volta de 1890, foi para o Rio de Janeiro onde fez o curso de guarda-livros no Liceu de Artes e Ofícios. Por esta época, final do século XIX, sua família já estava em Leopoldina para onde ele se transferiu ao terminar o curso.
Em 1896 casou-se[2] em Leopoldina com Honorina Antunes Vieira, filha de Honório Antunes Pereira (1854 – 1936), o criador da Sauvicida Agapeama e, Maria Balbina Vieira de Rezende (1860 – 1932)[3].

Em 1926, Honório Antunes Vieira demonstrou a ação do Sauvicida Agapeama na Quinta da Boa Vista, com a presença do Vice-Presidente da República. Nesta época, a empresa que produzia este defensivo agrícola tinha como sócios, além do inventor do produto, Augusto Ferreira Ramos, Juvenal Carneiro, Carlos Pacheco Filho, Zilda Pires Carneiro e Alvaro Alberto Margarido Pires. [4]

Juvenal é frequentemente lembrado por ter dado aos filhos nomes de forma a que as iniciais homenageassem a província de MINAS GERAES, na grafia da época. Mas a intenção não se concretizou, ficando faltando a última letra S.

São filhos do casal: Moacyr; Ierecê; Nahumá (duas do mesmo nome); Aracy; Suikire; Guaraci; Erymá; Rudá; Apalaís; e, Erundy (as duas últimas, gêmeas).

Sobre estes filhos, Oswaldo de Rezende, em Genealogia dos Resendes informa que Moacyr c.c. Zilda Margarida Pires; Ierecê Carneiro de Almeida c.c. Manoel José da Silva Almeida; Nahumá  c.c. Jeová Batista de Sousa (médico); Araci Antunes Carneiro c.c. Jaci Soares (advogado) natural de Rio Pomba; Suiquire Carneiro (médico) c.c. Neréa Costa; Guaraci c.c. Guaraci Medeiros; Erymá  (advogado) c.c. Diva Mascarenhas (cas.1) e Rose Espíndola (cas.2); Rudá c.c. Ernani Paturi Monteiro; Apalaís; e, Erundi c.c. Ademar Vaz de Carvalho.

Através de outras fontes, sabe-se que o filho Moacyr, nascido[6] em 1896, foi bancário e autor dos livros Octagenário e A Bondade do Meu Avô; Ierecê[7], nascida em 1898, segundo o livro do irmão Erymá foi a primeira moça da pequena burguesia local a trabalhar no comércio, como escriturária do Banco Ribeiro Junqueira; Erymá formou-se em advocacia e contabilidade e foi professor universitário, ex-diretor de Contabilidade do Estado de Minas Gerais, consultor do Sindicato de Contabilistas do Rio de Janeiro, fundador e ex-presidente do Instituto de Organização e Revisão de Contabilidade, conforme Joaquim Custódio Guimarães em seu trabalho sobre os Escritores Leopoldinenses; e, Suikire, médico que exerceu a chefia do ambulatório de crianças do Hospital São João Batista da Lagoa e chefe da enfermaria de crianças do Hospital da Cruz Vermelha. Publicou os livros Roteiro das Mães e, O Cristianismo do Cristo.

Luiz Eugênio Botelho, já citado, declarou que o professor Juvenal Carneiro se tornara figura de destaque nos meios sociais leopoldinenses pela sua honradez, capacidade de trabalho e pelo seu espírito de iniciativa. Foi professor de geografia e de contabilidade comercial no Ginásio Leopoldinense.

Ainda segundo Erymá, Juvenal foi proprietário de duas escolas: Curso Comercial Afonso Vizeu para os rapazes e Curso Comercial Rodolfo de Abreu, para as moças, ambos na Rua Cotegipe, em Leopoldina, quase em frente à residência da família.

Escreveu as seguintes obras: Geografia; Aritmética Comercial e Tratado Prático de Máquinas de Escrever e Calcular, publicado em 1920; O Guarda-Livros Prático; e, Tratado de Contabilidade, em 6 volumes, sendo 4 publicados em vida e 2 póstumos. E, em parceria com o filho Erymá Carneiro, escreveu Do Lombo de Burro ao Computador, e, Contabilidade Bancária.

Foi tenente do 4º Esquadrão do 5º Regimento da Guarda Nacional de Leopoldina[8]. Durante quinze anos trabalhou como contador da Casa Bancária Ribeiro Junqueira, Irmão & Botelho (depois Banco Ribeiro Junqueira)[9] e como guarda-livros da Casa de Caridade Leopoldinense.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, lecionou no Instituto Lafayete[9] e participou ativamente dos assuntos de interesse dos contabilistas cariocas.

Faleceu, no Rio de Janeiro (RJ) em 1931, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.

Hoje, Juvenal Carneiro empresta seu nome a uma via pública de Leopoldina que, partindo da Rua Vinte e Sete de Abril, em frente ao prédio da antiga fábrica de tecidos, segue na direção do Córrego do Feijão Cru e Rua Manoel Lobato.

Por hora a carga está de bom tamanho. O Trem de História faz mais uma parada para reabastecimento, mas promete seguir viagem e trazer uma filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro, Maria da Glória, na próxima edição. Até lá!


Fontes Consultadas:

1 – BOTELHO, Luiz Eugênio. Leopoldina de Hoje… e de Ontem. 1 ed. Leopoldina: do autor, 1967.  p. 134

2 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 135v termo 20.

3 – REZENDE, Oswaldo. Genealogia das Tradicionais Famílias de Minas. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1969. p. 80 nº 10.

4 – O Paiz (Rio de Janeiro), 10 set 1926, ed 15301 p. 4 e Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) 12 dez 1926, ed 355, p. 14

5 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.15

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 06 bat fls 181v termo 677

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 08 bat fls 51v termo 90.

8 – Diário Oficial da União, 1897 10 dez seção 1 p. 4

9 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976, p.18 e 56

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 334 no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2017

79 – Antonio Teodoro de Souza Carneiro

O Trem de História de hoje traz mais um personagem pouco lembrado na cidade: Antonio Teodoro de Souza Carneiro. Resgatar a sua história e de parte da sua família é o objetivo.

Embora o livro do neto Erymá[1] não contenha menção à sua passagem pela cidade, pois cita apenas que a viúva Amanda foi proprietária de uma pequena loja de armarinho  em Leopoldina, é certo que Antonio Teodoro era negociante[2] em Leopoldina em 1885. A confirmar tem-se a informação de que por volta de 1880 era proprietário[3] do Hotel Carneiro, situado na Rua Primeiro de Março, em Leopoldina. Conforme dissemos em nosso livro Nossas Ruas, Nossa Gente, a rua Primeiro de Março chamou-se anteriormente rua Direita e compreendia as atuais Gabriel Magalhães e Lucas Augusto.

É sabido, também, que em agosto de 1878 foi eleito[4] vereador e em 08.03.1881 era 1º suplente[5] em Leopoldina. Entre 1885 e 1887 tinha negócios em Itapiruçu, atualmente município de Palma (MG), na época ainda distrito de Leopoldina. Informação que se confirma com o instrumento público de 24 de setembro de 1887, onde ele nomeia procurador[6] para solucionar pendência no Rio de Janeiro.

O que ainda não se tem documentado é de onde teria vindo. Embora tudo leve a crer na possibilidade de ter aqui chegado procedente do interior do estado do Rio de Janeiro ou mesmo da “Corte”, como era conhecida a atual capital daquele estado.

Sabe-se que Antonio Teodoro casou-se a primeira vez com Maria Madalena Coimbra e dessa união teve dois filhos que teriam nascido em Santo Antônio de Pádua. Em segundas núpcias uniu-se a Amanda Malvina de Andrade, com quem teve filhos nascidos em Leopoldina a partir de 1877, sendo que os três mais velhos haviam nascido na Freguesia de São José do Rio Preto. Ainda não foi esclarecida qual seria esta Freguesia de São José, já que as informações são conflitantes, ora remetendo para São José das Três Ilhas que também se chamou São José do Rio Preto, ora para o atual município de Rio Preto (MG) ou cidades vizinhas, na bacia do Rio do Peixe. O neto Erymá informa que o pai dele, Juvenal Carneiro, teria nascido no Turvo que é a atual cidade de Andrelândia (MG), próxima a Rio Preto (MG).

Dentre os nascidos em São José do Rio Preto estaria Maria da Glória Carneiro, segunda esposa de Achilles Hercules de Miranda, casal que se abordará adiante. E Juvenal Carneiro, que se casou com Honorina Antunes Vieira e durante muitos anos viveu e trabalhou em Leopoldina, de quem também se ocupará oportunamente.

Antonio Teodoro e Maria Madalena Coimbra tiveram os filhos: José de Andrade Carneiro nascido por volta de 1866; e, Clara Clarinda Carneiro nascida em Santo Antonio de Pádua (RJ) e falecida antes de 1894 c.c. Luiz Henrique Delfim e Silva[8] em 1879. Luiz Henrique nasceu em 1858 em Leopoldina e faleceu[9] em 1930 no distrito de Ribeiro Junqueira. Era filho de Henrique Delfim Silva e Floriana Inocência de Souza Werneck, sendo neto materno de Ignacio de Souza Werneck e Albina Joaquina de Lacerda, formadores da fazenda Benevolência, nas proximidades da antiga estrada para Cataguases.

Do segundo casamento com Amanda Malvina, Antonio Teodoro teve os filhos: Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro, nascido[1] em 1871; Maria da Glória Carneiro; Alice Carneiro; Antonio nascido por volta de 1877 e falecido[10] em 1882, em Leopoldina como os seus irmãos mais novos; Teolinda nascida[11] em 1880; Flausina nascida em 1881 e falecida[12] em.1882; Gabriel nascido em 1882 e falecido[13] em 1883; Ubaldina nascida[14] em 1884; Maria das Mercês nascida[15] em 1886; e, Lúcia Amanda nascida[16] em 1887.

Antonio Teodoro faleceu[17] em Angaturama, município de Recreio (MG).

Por hoje o Trem de História fica por aqui. No próximo Jornal ele continuará com a família do Antonio Teodoro. Trará a história e a família de Juvenal Carneiro.

Aguardem!


Fontes consultadas:

1 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.10

2 – Almanaque de Leopoldina, (Leopoldina: s.n., 1886), fls 88

3- RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. fls 130

4 – A Actualidade (Ouro Preto) 02.10.1878, Ed. 101, p. 1

5 – Livro de Juramento e Posse de autoridades diversas – 1877-1894, fls 10verso

6 – Cartório de Notas de Itapiruçu – 01 a 10/1887, fls 42

7 – Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX.

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 23 termo 56

9 – Cemitério de Ribeiro Junqueira, Leopoldina, MG, datas de nascimento e óbito na lápide do túmulo.

10 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), folhas 10 sepultura 241

11 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 20 termo 177

12 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 7 sep 185. E O Leopoldinense (Leopoldina, MG, 1879 – ?), 1882, ed 3, 8 de janeiro, p. 3

13 – Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), fls 12 sep 379

14 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 112 termo 1057

15 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 02 bat fls 148v termo 1422

16 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 03 bat fls 12v termo ordem 102

17 – Gazeta de Leopoldina, 13 fev 1893, ed 43, , p. 3, proclama de casamento do filho indica o local

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 333 no jornal Leopoldinense de 16 de junho de 2017

Centenário de Nascimento

Nascidos no município de Leopoldina

04 abr 1917

Perpetua

Pai:                          João de Melo Gouvêa

Mãe:                        Emilia Teixeira de Melo


06 abr 1917

Bolivar Pereira Machado

Pai:                          Teofilo José Machado

Mãe:                        Maria Pereira de Oliveira


11 abr 1917

Rita

Pai:                          Manoel Gonçalves Ferreira

Mãe:                        Eliza de Andrade Neto


15 abr 1917

José Muniz

Noemia Guerzoni

Pai:                          Andrea Guerzoni

Mãe:                        Mariana Umbelina de Lacerda


16 abr 1917

José Meneghetti

Pai:                          Felice Augusto Meneghetti

Mãe:                        Ida de Angelis

Tereza

Pai:                          Artur Sebastião Pereira

Mãe:                        Rosa Maria de Jesus


25 abr 1917

Helena Antinarelli

Pai:                          Alfredo Antinarelli

Mãe:                        Carmen Franzone


26 abr 1917

Mario Vossoli

Pai:                          Vicente Vossoli

Mãe:                        Maria Mainante


28 abr 1917

Matilde Barroso Guimarães

Pai:                          Arsênio Tambasco Guimarães

Mãe:                        Dinorah Barroso

Geraldo Luiz Neto

Pai:                          Antonio Luiz Neto

Mãe:     Maria Sebastiana de Oliveira