Expedicionários Leopoldinenses – De Pedro Andrade a Wenceslau

Este texto traz a identificação dos três últimos Expedicionários Leopoldinenses da relação que levantamos nas fontes a que tivemos acesso.

33 – PEDRO REZENDE DE ANDRADE, segundo os arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era 1º tenente médico R/2, 4G 67.715. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com o 6º RI em 17.09.45. Foi reformado como capitão médico. Gentil Palhares(1) informa que ele era o chefe da Seção II do Batalhão do Destacamento de Saúde do 11º RI.Ainda segundo os arquivos da Associação citada, Pedro nasceu em 11.06.1909, em Leopoldina, filho de Antonio Caetano de Andrade e Maria Ilydia Rezende de Andrade. Casou-se com Magda Monteiro de Andrade e deixou os filhos: Pedro Luiz, Marcos, Mônica, Fábio e Rômulo. Após a Guerra residiu em Juiz de Fora onde faleceu no dia 02.10.99.

34 – PEDRO SILVA SANTOS pelos arquivos da ANVFEB, em Juiz de Fora (MG) era soldado 4G 108.666. Embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44 e retornou com a mesma unidade, no dia 17.09.1945. Gentil Palhares(2) o relaciona dentre os soldados da 5ª Cia do 11º RI. Pedro nasceu em Leopoldina no dia 28.06.1921 e faleceu em Juiz de Fora em 01.08.2002. Era filho de Pedro Belarmino dos Santos e Antonia Maria da Silva.

35 – WENCESLAU WERNECK está entre os citados no monumento existente na Avenida dos Expedicionários e na relação dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima(3). O Diário de Notícias(4) registra que foi soldado da 7ª Cia, CC-III, do 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria e desembarcou de volta da Itália no dia 17.09.45. Segundo os arquivos da ANVFEB o cabo 1G 295.187 embarcou para a Itália com o 11º RI em 22.09.44.

Wenceslau(5) nasceu no dia 28.09.1920, em Argirita. Era filho de Romão Pereira Werneck e Marieta Antunes Werneck, proprietários das terras onde está o encontro das rodovias BR 116 e BR 267. Casou-se em Cataguases com Rosa Barroca com quem teve os filhos: Maria do Carmo, José Luiz e Antonio Márcio Barroca Werneck. Em Leopoldina começou trabalhando no armazém do Sr. Chico Gomes. Depois, prestou serviço na Casa Felipe. Mais tarde passou a ser proprietário de loja no ramo de material de construção e tintas. Faleceu em Leopoldina no dia 02.09.90.

Com Wenceslau Werneck completa-se o resultado da pesquisa sobre os Expedicionários Leopoldinenses, proposta no primeiro artigo da série.

Vale observar que a relação final, apresentada a seguir, está acrescida de mais um nome, Luiz Leonel Ignácio da Silva, que surgiu após a placa comemorativa ter sido afixada na Avenida dos Expedicionários, 625, Bairro Bela Vista, no dia 8 de maio de 2015.

Com esta descoberta, elevou-se para 35 o número dos Expedicionários Leopoldinenses aos quais se deve respeito e gratidão pelos serviços prestados à Pátria durante a Segunda Guerra Mundial, que são:

01 – Adilon Machado

02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho

06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas

09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz

12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira

15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali

19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto

22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira

25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 – Mário Castório Fontes Britto; 27 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues

28 – Nelson Pinto de Almeida; 29 – Orlando Pereira Tavares; 30 – Oscar Nunes Cirino; 31 – Paulo Monteiro de Castro; 32 – Pedro Medeiros

33 – Pedro Rezende de Andrade

34 – Pedro Silva Santos

35 – Wenceslau Werneck

A viagem do Trem de História de hoje fica por aqui. A seguir falará sobre o final e o pós Guerra. Até lá.


Notas:

(1) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p. 450.

(2) idem, p. 481

(3) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB&gt;. Acesso em 08 mar. 15.

(4) Expedicionários que viajam no “General Meigs”. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, primeira seção, p. 6, 14 set. 1945. Disponível em <http://memoria.bn.br/pdf2/093718/per093718_1945_07023.pdf&gt;.  Acesso em 11 jan. 15.

(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p. 210.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 30  de outubro de 2015

Centenário de Falecimento

No dia 29 de agosto de 1915 faleceu, em Leopoldina, a senhora Maria Nazaré Ribeiro Junqueira, filha de José Ribeiro Junqueira e de Antônia Augusto Monteiro Lobato Galvão de São Martinho. Era casada com Francisco de Andrade Botelho, com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: José, Adauto, Ormeu, Emerenciana, Antonio e Nanto Junqueira Botelho.

Nascidos em junho de 1915

8 jun 1915

  • José filho de Francisco José Botelho Falcão e de Ana Maria de Oliveira Ramos
  • Ubirajara filho de Frederico Cintra Rodrigues da Costa e de Maria Eliza Gomes
  • América Machado de Andrade filha de Américo José Machado e de Altina de Andrade Neto

10 jun 1915

  • José filho de Antonio Pereira da Silva e de Matilde Porcina do Patrocínio

13 jun 1915

  • Filomena filha de Américo de Castro Lacerda e de Nair da Gama

15 jun 1915

  • Anibal filho de Olímpio Augusto de Lacerda e de Rita Ferreira Brito

16 jun 1915

  • Preciliana filha de José Augusto Tavares Pinheiro e de Rita Batista Monteiro

24 jun 1915

  • Antonio Bartoli filho de Alfredo Bartoli e de Virginia Rosa Carraro

25 jun 1915

  • Francisco filho de Izolino de Macedo Freire e de Maria Cipriana de Carvalho
  • Amelia Maria Saggioro filha de Antonio Saggioro e de Octavia Lorenzetto

 

Há 100 anos

Leopoldinenses nascidos em agosto de 1914

Luiza Maria Lai 2-ago filha de Vito Lai e de Felismina Lopes
Dalzira 12-ago filha de Antonio Luiz de Medeiros e de Tereza Maria de Nazareth
José de Almeida 12-ago filho de José Vitorino de Almeida e de Leonor Pereira de Oliveira
Maria da Conceição 15-ago filha de Manoel da Cruz Cartacho Filho e de Maria Nascimento
Antonio Fofano 15-ago filho de Giuseppe Fofano e de Maria Rosa Marcatto
Rosa Bartoli 16-ago filha de Alberto Bartoli e de Natalina Sardi
Avelina Maria Sangalli 17-ago filha de Angelo Giulio Sangalli e de Carolina Sangirolami
Bernardo 20-ago filho de Bernardo Rodrigues Y Rodriguez e de Regina Rosa da Silva
Costantino João Anzolin 20-ago filho de Giovanni Ottavio Anzolin e de Rosa Pasianot
José Ladeira 20-ago filho de Jovencio José de Oliveira e de Alice Garcia de Matos
Cirilo 20-ago filho de Antonio Luiz Neto e de Maria Sebastiana de Oliveira
Thier 23-ago filho de Luiz Eugênio Botelho e de Cynira Capdeville
Rosa Carraro 26-ago filha de Vittorio Carraro e de Elisabetta Carraro
Jandira Almeida 29-ago filha de Francisco Antonio de Almeida e de Francisca Pereira de Oliveira
Agostinho Giuliani 29-ago filho de Luigi Giuliani e de Teresa Ermini
Maria Sebastiana 30-ago filha de Manoel Gonçalves Ferreira e de Eliza de Andrade Neto

Há 100 anos

Nascidos em Leopoldina no mês de setembro de 1913:

Dia 2

Eugênio Antonio Marinato filho de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

Dia 4

José filho de Francisco Estevam e de Mariana Lazzaroni

Dia 15

Dinah Botelho Capdeville filha de Nestor Capdeville e de Luiza Erminia Botelho

Dia 16

Cornelio Marassi filho de Lorenzo Marassi e de Maria Chiafromi

Dia 17

José filho de Francisco Elizio Bento da Rocha e de Laura Ferreira de Andrade

Dia 19

Corinto Almeida filho de Antonio Venâncio de Júnior Almeida e de Georgina Silveria de Almeida

Dia 20

Francisco Zachini filho de Antonio Zachini e de Annunziata Toccafondo

Dia 22

Gasparina filha de Virgilio José Ferraz e de Maria Tereza Montes

Dia 26

Luiz Maragna filho de Artur Maragna e de Idalina Perillo

Dia 30

Aristides filho de Antonio Izidoro Vargas Neto e de Rita de Cássia Machado

Leopoldinenses nascidos em abril de 1913

Dia 5

Antonio de Andrade Machado filho de Américo José Machado e de Altina de Andrade Neto

Dia 12

Diná  filha de Julio Figueiredo Sabino Damasceno e de Francisca Antunes Barbosa

Dia 22

José filho de Osório Costa Melo e de Ana Amelia Finamori

Dia 25

Maria Julieta Giuliani filha de Domenico Giuliani e de Ercilia Zenobi

Dia 28

Lourenço filho de Virgulino Montes Pereira e de Ana de França Teixeira

Em outros setembros, aconteceu em Recreio

1 set 1888 – casamento de José Celestino Ferreira Neto, filho de Francisco Ferreira Brito e Messias Rodrigues Gomes, com Virgínia Ferreira Neto, filha de Antonio Ferreira Neto e Maria Teodora Neto

2 set 1878 – nasce Francisco Rodrigues Gomes, filho de João Rodrigues Gomes e Messias Ferreira Damasceno

4 set 1897 – casamento de Frankelino Baptista de Almeida, filho de João Batista de Almeida e Augusta Maria da Conceição, com Alcina Ferreira de Almeida, filha de Antonio Bernardo de Almeida e Maria Venância de Almeida

5 set 1892 – casamento de Emílio Augusto Pereira Pinto, filho de Francisco de Paula Pereira Pinto e Carolina Rosa de São José, com Hermínia Cândida Ramos, filha de Antonio José Alves Ramos e Amélia Carolina Pereira Pinto

5 set 1908 – casamento de Francisco D’ Almeida, filho de Lino José de Almeida e Antonia Carolina Pereira Pinto, com Francina Figueiredo Damasceno, filha de Antonio Sabino Damasceno Ferreira e Purcina Padilha Figueiredo

6 set 1853 – nasce Rita Firmina Machado de Almeida, filha de Joaquim Antonio Machado e Rita Balbina de Almeida

11 set 1880 – casamento de Sebastião Batista de Paula, filho de Francisco Batista de Paula e Messias Maria de Jesus, com Maria Amélia Simplício da Cunha, filha de Simplicio Rodrigues da Cunha e Floriana Carolina de São José

11 set 1903 – nasce Antonio de Almeida Ramos, filho de Honório Augusto Almeida Ramos e Ana Galvão

13 set 1927 – nasce Jorge Andrade Neto, filho de Manoel Andrade Neto e Laudelina Pereira

14 set 1861 – nasce Balbina Martinha de Jesus, filha de José Maria Neto e Ana Martinha de Jesus

17 set 1881 – casamento de Moisés Antonio de Menezes, filho de Antonio José de Menezes e Joaquina Margarida, com Rita Firmina de Gouvêa, filha de Antonio Justiniano de Gouvêa e Rita Inácia de Moraes

20 set 1902 – casamento de Francisco D’ Almeida, filho de Lino José de Almeida e Antonia Carolina Pereira Pinto, com Luiza Eugênia Botelho, filha de Eugênio Botelho Falcão e Maria Amélia Botelho

20 set 1904 – nasce Paulino de Andrade Neto, filho de Paulino de Andrade Neto e Júlia Tereza Ferreira Neto

21 set 1857 – nasce Mariana Antonia de Almeida, filha de Severino José Machado e Maria Antonia de Jesus

26 set 1879 – nasce João Clemente de Sá (neto), filho de João Clemente de Sá Filho e Mariana Vasquez de Miranda

27 set 1880 – nasce João, filho de José Joaquim de Bittencourt e Castro e Tereza Carolina Duarte e Castro

Leopoldinenses nascidos em julho de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
José
1 Julho
Abilio Moroni
Ema Metilde Lupatini
José
7 Julho
Manoel Machado Mendes
Rosa Maragna
Julia
21 Julho
José Alves de Lacerda Filho
Luciana Rodrigues
Maria Amelia
25 Julho
Aurelio Pimentel
Carolina Marangoni
Santina Giuliani
26 Julho
Luigi Giuliani
Teresa Ermini
José
27 Julho
Manoel Custódio Ferreira Neto
Virgilina Vargas Neto
Amélia Carraro
28 Julho
Vittorio Carraro
Elisabetta Carraro
Sebastião
29 Julho
Henrique Luiz Delfim de Andrade
Sebastiana de Andrade Lacerda

Eleotério e Manoel: centenário de nascimento

No dia 20 de fevereiro de 1911 nasceram em Leopoldina:

Eleotério, filho de Antonio Ramos e Amalia Lorenzetto 



Manoel, filho de Antonio Lucas de Andrade e Cassiana Francisca de Lacerda
 

Igreja do Divino Espírito Santo

Sob a invocação do Divino Espírito Santo, em meados dos anos 1800, foi construída a primeira capela de pau-a-pique e, certamente em torno dela, surgiu o arraial do Empoçado, hoje Cataguarino.

Em 6 de novembro de 1869, quando ainda pertencia ao município de Leopoldina, o povoado foi elevado a Distrito de Paz pela Lei 1.623, com a denominação de Espírito Santo do Empoçado, passando a Paróquia em 1º de dezembro de 1873.

Matriz antiga de Cataguarino

Uma bela Igreja, em estilo colonial, foi construída no mesmo local da primeira capela, sendo capelão do distrito, em 1874, o Reverendo Padre Mariano.Nesta época, aqui já residiam as famílias Pereira de Souza, Teixeira de Siqueira, Souza Lima, Afonso Rodrigues, Cardoso Abranches, Silva Spíndola, Gomes de Santana, Andrade, Silva Pinto,  Fialho Garcia, Lopes Nascimento, Henriques, Assis, Gomes de Barros, Moreira da Silva, Azevedo, Pinto, Cardoso, Medeiros, Marlière, Oliveira Brasil, Alves Ferreira, Ferreira dos Santos, Miranda, Ribeiro da Silva, Fernandes Vieira, Barros, Soares, Ribeiro do Vale, Lopes de Faria, Barroso, Serrotinho, Vieira, Souza Reis, Barroso, Esteves dos Santos, Fonseca Viana, Rodrigues Nascimento, Pereira, Rodrigues, Silva, Marques de Oliveira, Ferreira, Vieira de Souza, os italianos Aliano e Spina, dentre outras.

A Comissão Eclesiástica, encarregada das obras, era composta pelos Srs. José Joaquim de Oliveira, comerciante, Antonio Carlos de Mello e Antonio José Pinto, ambos fazendeiros, todos residentes no distrito.

A Assembléia da Província de Minas Gerais, sediada em Ouro Preto, fez a doação de 2.500$000 (dois contos e quinhentos mil réis) para a conclusão das obras, valor equivalente, na época, a 52 alqueires de terras na região.

Com esta verba, o oficial Antonio Fernandes Ramos, residente no distrito de Meia Pataca, hoje Cataguases, foi contratado para construir o altar, conforme a escritura pública de contrato, assinada em 23 de outubro de 1874, que previa:

“fazer um altar mor lizo porem com alguma talha no Sacrario, Tarja e capulus, colunnas xatas e degraus do trono lizo e guarnecido, e levantar o lugar do biobiterio e formar escada de entrada, e forrar o tecto da capella mór, e uma semalha por dentro abacho do fôrro ”

Das matas virgens então existentes no distrito do Empoçado, sairam, por certo, as madeiras para a construção, madeiras estas que já se achavamtiradas e lavradas, e parte serradas”, conforme cita o referido contrato.

Sob este altar foram enterrados os corpos de João José de Souza Lima, fazendeiro, falecido em 27 de abril de 1874; de Carlota Rachel de Souza Lima, viúva de João José, fazendeira, falecida aos 54 anos, em 06 de dezembro de 1894, e o de José Fabiano de Souza, o comerciante e vereador Zeca Fabiano, falecido em 19 de outubro de 1904.

As primeiras cerimônias realizadas na nova Igreja, até agora conhecidas, são:

  • o batismo de João, filho de João Lourenço da Silva e Rita Maria de Jesus, realizado em 09 de julho de 1876 pelo padre Antonio Augusto da Silva Lagoa, cujos padrinhos foram os avós maternos Candido José Coelho e Germana Pereira de Souza;

  • o casamento do português Manoel José dos Santos com Carlota de Souza, em 02 de fevereiro de 1880, celebrado pelo padre Luiz Pereira Gonçalves Araújo, sendo a noiva filha de João Antonio Henriques e de Carolina Maria Joaquina, esta da família Pereira de Souza. O noivo era filho de Agostinho José dos Santos e Maria Isabel de Jesus.

A celebração de batizados e casamentos em oratórios particulares, prática comum na época, justifica estes registros tardios.

A bela igreja colonial serviu à comunidade de Cataguarino até 1965, quando foi demolida para a construção de uma outra, no mesmo local.

O majestoso altar foi guardado, por quarenta anos, no porão da casa do então Coordenador da igreja, Sr. Sebastião Rodrigues Pinto, e sua esposa,  Maria Nascimento Rodrigues, até que, em outubro de 2005, a partir das informações de Marcelino Abritta Pinto, que primeiramente identificou as peças, e da professora Célia Abritta, esta por muitos anos dedicada catequista, o altar foi localizado por Maria Joana Neto Capella e a comunidade, então, conhecedora do fato, se mobilizou para que o mesmo fosse recuperado, de forma que retornasse à Igreja.

Antigo altar da Igreja de Cataguarino

 

De destacar a orientação e o apoio recebidos do Padre Antonio Luiz da Silva, na época Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, à qual está subordinada a Igreja do Divino Espírito Santo, possibilitando a volta do antigo e belo altar ao seu lugar de origem para orgulho da comunidade de Cataguarino.

Para tanto, foi formada  a Comissão de Restauração, encarregada de coordenar os trabalhos e buscar os recursos necessários à obra, composta por Diorcélio da Silva, João do Carmo Rodrigues, Marlene Aparecida de Paula Pinto, Maria Aparecida Abritta, Marcos Antonio Henriques Teixeira, Maria Joana Neto Capella e Seleste Gonçalves de Barros Rodrigues.

Além do altar, foram restauradas a centenária Pia Batismal, em pedra sabão, e a imagem, em madeira, do Padroeiro, o Divino Espírito Santo. Com a colaboração e apoio do Conselho da Igreja, presidido por Marcos Antonio Henriques Teixeira, dos moradores de Cataguarino e, sobretudo, de pessoas, famílias, empresas, institutos e fundações de Cataguases, sua restauração foi realizada sob a orientação da renomada restauradora Laiz de Assis Teixeira, do Rio de Janeiro.

O trabalho de marcenaria, que utilizou madeiras de lei (cedro e vinhático) para recompor as peças danificadas, coube às seguintes empresas:

– Fábrica de Móveis Duarte, dirigida pelos irmãos Manoel Pereira Boia e Welington Pereira Boia, sendo os serviços executados pelos competentes artesãos Milton Gomes de Oliveira e João Batista de Oliveira;

– Nagimerito Móveis e Esquadrias, de propriedade de Márcio José Duarte, cuja execução ficou a cargo de sua equipe, composta dos habilidosos profissionais Aloísio Cláudio Rios Rodrigues, Luis Alvino Fontoura e Leandro de Souza Andrade.

A instalação foi um trabalho de arte dos marceneiros Alexandre da Costa Martins e Célio de Souza Landes, gentilmente cedidos pela Prefeitura Municipal de Cataguases.

O trabalho de base da pintura foi de José Luiz Eugênio Monteiro e Gérson Bento Rodrigues.

A pintura de arte e sua delicada douração, na forma original, foram realizadas por Laiz de Assis Teixeira e o acabamento na douração da mesa e dos vasos foi um trabalho gracioso de Maria Antonia Rodrigues Correia.

O projeto de ambientação, de forma que a Igreja ficasse mais condizente com o altar restaurado, foi graciosamente realizado pela conceituada decoradora cataguasense, Maria Heliana Lourenço Machado, atualmente radicada em Belo Horizonte.

As obras do piso ficaram a cargo de João Batista Justino e seu ajudante, Joel Gonçalves Marques.

O projeto de reforma do telhado para a instalação do altar, cuja altura excedia à do antigo telhado, foi elaborado pela equipe do Programa de Arquitetura Pública, sob a coordenação do arquiteto Paulo Henrique Alonso, através do convênio entre a Universidade Federal de Minas Gerais, Prefeitura Municipal de Cataguases e o Instituto Cidade de Cataguases.

A execução da obra coube à empresa Empreendimentos CATAUÁ Ltda, sob a direção de César Ferreira da Cruz.

Hoje, 136 anos após o início de sua construção, sob as bençãos do Bispo Dom Dario Campos, do atual pároco Monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz, do Padre Antonio Luiz da Silva e do Padre José Carlos Ferreira Leite, o imponente altar, novamente instalado, constitui o  patrimônio cultural  maior da  comunidade de Cataguarino.

Nosso profundo agradecimento a todos que trabalharam neste projeto, bem como àqueles que, de alguma forma, contribuíram para a sua realização.

a) Comissão de Restauração.

Cataguarino, 30 de outubro de 2010.

Altar atual da Matriz de Cataguarino

Pesquisa de Maria Joana Neto Capella

Revisão: Dilson Martins de Freitas

Fontes Textuais:

Livros de Notas 1870 a 1910, distrito de Espírito Santo do Empoçado.

Livros Paroquiais 1875  a 1895,  Matriz de Santa Rita de Cataguases.

MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de  Minas Gerais – 1875. Ouro Preto: Imprensa Oficial, 1864-1875.

Fontes Iconográficas:

Acervo de Teócrito Abritta

Acervo de Célia Abritta.

Laiz de Assis Teixeira

Maria Joana Neto Capela