Descendentes de Giovanni Carminati

  1. Giovanni Carminati nasceu entre 1860 e 1861 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

Giovanni casou com Angela Pagani. Angela nasceu cerca de 1866 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

A família embarcou em Genova e aportou no Rio no dia 3 de abril de 1896, sendo em seguida transferida para a Hospedaria Provincial em Juiz de For a, onde foi registrada no dia 05 de abril. Da hospedaria partiram, no dia 20 de abril de 1896, contratados por Joaquim Pereira de Sá, para trabalharem em sua fazenda de Roça Grande, São João Nepomuceno, MG.

O vapor Colombo, nesta viagem, transportou 1002 passageiros na 3ª classe com destino ao Rio de Janeiro, sendo 904 contratados pelo Governo do Estado de Minas, com despesas pagas pelo Estado. Além dos 98 imigrantes espontâneos, consta do manifesto que outros 385 passageiros destinavam-se ao porto de Santos.

Segundo nota publicada na Gazeta de Leopoldina de abril de 1910, o mestre de cultura da Colônia Agrícola Constança comunicou que os lotes 58 e 59 requeridos por João Carminati só seriam concedidos sob a condição de que um fosse pago à vista e o outro a prazo.

Até 1910 consideramos a grafia do sobrenome como Carminatti, com duplo t. Posteriormente, ao localizarmos alguns registros desta família nos livros do Archivio di Stato de Bergamo, comune Ghisalba, verificamos ser com apenas uma letra t.

O casamento de Giovanni e o nascimento dos filhos mais velhos não foram encontrados em Ghisalba.

Filhos deste casamento:

+       2   F      i.       Maria Dalia Carminati nasceu a 8 Mai 1888 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu em 1970 em São João Nepomuceno, MG.

3   M    ii.       Guglielmo Carminati nasceu cerca de 1890 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

+       4   M    iii.       Arturo Carminati nasceu cerca de 1892 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

+       5   M   iv.       Luigi Gregorio Carminati nasceu a 2 Jun 1893 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu cerca de 1926.

+       6   M    v.       Pietro Silvio Carminati nasceu a 28 Jun 1895 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu a 29 Dez 1969 em Argirita, MG.

+       7   F    vi.       Maria da Conceição Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

8   F   vii.       Belmira Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

9   F   viii.       Assunta Carminati nasceu depois de 1896 em Brasil.

10   F    ix.       Ernestina Carminati

Segunda geração (Filhos)

 

  1. Maria Dalia Carminati (Giovanni 1) também usou o nome Dalva Maria Carminati.

Maria casou com Virgilio Gruppi, filho de Cesare Gruppi e Enrica Bertuzi, a 1 Dez 1908 em Leopoldina, MG. Virgilio nasceu a 24 Jul 1885 em San Petronio, Bologna, Emilia Romagna, Italia, e faleceu a 1 Ago 1961 em São João Nepomuceno, MG.

Filhos deste casamento:

11   M     i.       Genésio Gruppi

12   F     ii.       Hélia Gruppi

13   M    iii.       Hélio Gruppi

14   F    iv.       Ida Gruppi

+     15   M    v.       Onésimo Gruppi

16   M   vi.       Sebastião Gruppi

17   M   vii.       Ivo Gruppi nasceu a 24 Abr 1920 em Piacatuba, Leopoldina, MG, e faleceu a 28 Abr 1967 em São João Nepomuceno, MG.

 

  1. Arturo Carminati (Giovanni 1) casou com Izaura Barros.

Filhos deste casamento:

18   M     i.       Honorio

19   M    ii.       Geraldo

20   F    iii.       Juraci

21   M   iv.       Jurandir

+     22   F     v.       Maria das Dores Carminati

 

  1. Luigi Gregorio Carminati (Giovanni 1) casou com Esmeraldina Lopes, irmã de Maitana Lopes citada a seguir e de Sanclerio Lopes de Faria que se casou com Geralda Vieira com quem teve a filha Maria das Graças de Faria, também citada neste relatório.

Filhos deste casamento:

+     23   M     i.       Gregorio Carminati nasceu a 5 Jul 1925 em Argirita, MG.

24   F     ii.       Maria Augusta Carminati nasceu em 1926.

 

  1. Pietro Silvio Carminati (Giovanni 1) casou com Maitana Lopes, irma de Esmeraldina Lopes acima citada.

Filhos deste casamento:

+     25   M     i.       Giacomo Carminati

26   M    ii.       Guilherme Carminati

+     27   M    iii.       Pedro Carminati

 

  1. Maria da Conceição Carminati (Giovanni 1) casou com José Baqueiro Rodrigues.

Filhos deste casamento:

+     28   M     i.       José Baqueiro Carminati nasceu cerca de 1929 em Argirita, MG, e faleceu a 5 Ago 2012 em Leopoldina, MG.

+     29   M    ii.       João Baqueiro Rodrigues nasceu a 11 Dez 1930 em Leopoldina, MG, e faleceu a 27 Fev 2019 em Leopoldina, MG.

+     30   F    iii.       Maria Baqueiro Evangelista

 

Terceira geração (Netos)

 

  1. Onésimo Gruppi (Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) foi pai de:

+     31   M     i.       Wandier Gruppi

 

  1. Maria das Dores Carminati (Arturo 2, Giovanni 1) foi mãe de:

32   M     i.       José Fernando Carminatti Zambrotti

 

  1. Gregorio Carminati (Luigi Gregorio 2, Giovanni 1) casou com Maria das Graças de Faria, filha de Sanclerio Lopes de Faria e Geralda Vieira. Sanclerio era irmão de Esmeraldina e Maitana Lopes acima citadas.

Filho/a deste casamento:

33   M     i.       Giovanni Faria Carminati

 

  1. Giacomo Carminati (Pietro Silvio 2, Giovanni 1) teve a seguinte filha:

34   F      i.       Gioconda Carminati

 

  1. Pedro Carminati (Pietro Silvio 2, Giovanni 1) teve a seguinte filha:

35   F      i.       Elisabeth Carminati

 

  1. José Baqueiro Carminati (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Amelia Gallito, filha de José Gallito e Regina Colle.

Filhos deste casamento:

+     36   F      i.       Regina Maria Baqueiro

37   F     ii.       Cristiane Baqueiro

38   M    iii.       José Mauro Gallito Baqueiro

 

  1. João Baqueiro Rodrigues (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Marina Colle, filha de Angelo Colle e Ana Sangirolami, a 16 Jul 1955 em Leopoldina, MG. Marina nasceu em 1932, e faleceu a 23 Ago 2015 em Leopoldina, MG.

Filhos deste casamento:

39   M     i.       Brenio Colle

+     40   F     ii.       Beatriz Colle Rodrigues

+     41   M    iii.       Belini Colle Rodrigues

+     42   M   iv.       Bazani Aparecido Colle Rodrigues

+     43   M    v.       Bruno Colle Rodrigues

 

  1. Maria Baqueiro Evangelista (Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve a filha:

44   F      i.       Maria da Conceição Rodrigues

 

Quarta geração (Bisnetos)

 

  1. Wandier Gruppi (Onésimo Gruppi 3, Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

+     45   M     i.       Wagner Gruppi

 

  1. Regina Maria Baqueiro (José Baqueiro Carminati 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o filho:

46   M     i.       Rodrigo Baqueiro Barroso

 

  1. Beatriz Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os seguintes filhos:

+     47   M     i.       Saulo

48   F     ii.       Laura

49   F    iii.       Livia

50   F    iv.       Elisa

 

  1. Belini Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os filhos:

51   F      i.       Sarah Rodrigues

52   M    ii.       Fernando Rodrigues

 

  1. Bazani Aparecido Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) casou com Claudia Aparecida Vieira Fofano.

Filhos deste casamento:

+     53   F      i.       Karen Fofano Rodrigues

54   M    ii.       Kairon Fofano Rodrigues

 

  1. Bruno Colle Rodrigues (João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve os seguintes filhos:

+     55   F      i.       Bruna Rodrigues

 

56   M    ii.       João Victor Rodrigues

 

Quinta geração (Trinetos)

 

  1. Wagner Gruppi (Wandier Gruppi 4, Onésimo Gruppi 3, Maria Dalia Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

57   F      i.       Lorena Gruppi

 

  1. Saulo (Beatriz Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o seguinte filho:

58   M     i.       José Inácio

 

  1. Karen Fofano Rodrigues (Bazani Aparecido Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1) teve o filho:

59   M     i.       Miguel

 

  1. Bruna Rodrigues (Bruno Colle Rodrigues 4, João Baqueiro Rodrigues 3, Maria da Conceição Carminati 2, Giovanni 1)teve os seguintes filhos:

60   M     i.       Pedro Augusto

61   F     ii.       Maria Clara

Estudo atualizado em 22 de outubro de 2019.

1ª Festa Italiana de Ouro Preto

1ª  FESTA ITALIANA DE OURO PRETO

“Este evento tem por objetivo resgatar a história das famílias italianas que chegaram a Ouro Preto no fim do Século XIX e início do Século XX, e de sua trajetória até o presente. Os seus vínculos com a cidade são férteis e profundos, tendo o reconhecimento em várias áreas de atividades destacando o comércio, as artes e a universidade.

Comemorar com a cidade e seus moradores, visitantes e turistas, de modo festivo é uma maneira de prestar uma justa homenagem as gerações passadas e seus descendentes, inserindo um novo capítulo na vida cultural de Ouro Preto. A Festa que acontecerá na Rua São José, que desde o primeiro momento recebeu a adesão e participação do comércio situado nesta via. De forma inusitada os restaurantes decidiram colocar suas mesas na calçada da rua que será fechada, dando um tom mais italiano, somado ao belo cenário colonial.”

 

Colônia Agrícola da Constança e Igrejinha da Onça

No artigo anterior o Trem de História falou de opinião e política e terminou prometendo mudar o rumo da viagem no vagão de hoje. A razão para a mudança foi o cansaço. Para quem não é do ramo, política é um tema pesado e cansativo.

Cumprindo o prometido, o Trem de hoje segue por outros trilhos e recolhe cargas da Colônia Agrícola da Constança que completa neste mês de abril seus 105 anos de criação. Já a Capela da Onça comemora o Centenário de inauguração em 2015.

De início é bom lembrar que a Colônia surgiu da combinação de diversos fatores como os econômicos e políticos. Não nos parece possível eleger um deles como proeminente, embora a proibição do tráfico de escravos, que estimulou a busca de alternativas para o aumento da produção agrícola, possa ser tida como importante para o surgimento do núcleo. Principalmente se considerado que a economia da região dependia de um número cada vez maior de trabalhadores e estes não existiam no território nacional.

Começaram a chegar os imigrantes, antes mesmo do fim do regime escravocrata. Algumas fazendas, segundo consta, passaram a contar com escravos e trabalhadores livres em suas terras, até que os primeiros migraram para a periferia da cidade.

Aos poucos surgiram e se propagaram os sistemas de parceria e colonato como reguladores da nova relação de trabalho. E a experiência do Senador Vergueiro, em São Paulo, deve ser considerada como elemento difusor do sistema.

Agregando experiências diversas surgiram, então, as primeiras colônias destinadas a imigrantes estrangeiros, que foram sendo aperfeiçoadas. É evidente que uma instituição, como uma Colônia, não provém de causa isolada. Ela surge, na maioria das vezes, como resultado de diversos fatores que perpassam a vida do grupo social na qual é criada. E as razões que levaram à criação da Colônia Agrícola da Constança não são muito diferentes das demais coirmãs. O estudo sobre ela ainda carece de mais pesquisas, uma vez que os trabalhos realizados até aqui sempre estiveram focados na vida dos colonos que nela se instalaram, motivados pela vontade de conhecer homens e mulheres comuns que viveram na Colônia e nos seus arredores. Gente que tinha muita história para contar e, como sugeriu o filósofo alemão Walter Benjamin, relatadas na medida certa possibilitou “escovar o passado” recoberto com a poeira do tempo e trazer para a luz do sol, a importância da Colônia Agrícola da Constança e dos italianos que constituíram o seu núcleo mais ativo e permanente. De importância tal que fez a cidade contar, em 1911, com um Agente Consular Italiano, o Sr. Angelo Maciello, representante de Sua Majestade Vittorio Emanuelle III, Rei da Itália na época.

Uma Colônia que não era pequena. Pois contava, segundo os relatórios anuais encaminhados pelo Administrador à Secretaria Estadual de Agricultura, inicialmente com 60 lotes demarcados. No ano seguinte, eram 65 e, em 1911, este número aumentou para 68. Lotes devidamente cercados e com uma casa de morada coberta de telhas, vendidos principalmente aos imigrantes que ali passaram a cultivar toda sorte de produtos, a maioria deles para serem comercializados na cidade ou na “venda de secos e molhados”, Casa Timbiras, que ficava na entrada do Bairro Boa Sorte e que se transformou num verdadeiro entreposto comercial para uma vasta região.

E quando se recorda a Colônia e a Venda do Timbiras é forçoso tomar o “Caminho do Imigrante” e chegar à Igrejinha da Onça. “Caminho do Imigrante”, um sonho que ainda persiste de dar este nome à via secundária que liga a Igrejinha à entrada do Bairro Boa Sorte.

Capela de Santo Antônio de Pádua

Igreja de Santo Antonio de Pádua que comemora 100 anos e foi escolhida como símbolo dos estudos sobre o Centenário da Colônia por ser a imagem a que sempre se referiam os entrevistados no curso daquelas pesquisas, quando abordados sobre a vida dos mais antigos. Símbolo a que todos se referiam com um misto de saudade e orgulho.

A capela foi construída com a participação e o trabalho dos habitantes da Colônia e das propriedades das imediações. A escritura pública de compra e venda de uma quarta de terra (12.100 m2), lavrada pelo 2º Ofício de Notas de Leopoldina em 21.08.1912, é testemunha inconteste da influência italiana, pelos sobrenomes dos vendedores e compradores: Jesus Salvador Lomba e sua mulher Maria Magdalena Lomba (Proprietários do lote nº 04 da Colônia). Luciano Borella, Otavio de Angelis, Luigi Giuseppe Farinazzo, Ferdinando Zaninello, Agostino Meneghetti e Fausto Lorenzetto. A compra teve a destinação registrada no livro do Cartório: – “imóvel para nele ser edificada uma Capela consagrada a Santo Antonio de Pádua”.

Terminado este breve passeio pelas lembranças desta parte da zona rural do município, o Trem de História volta ao perímetro urbano para, no próximo número do Jornal, falar de outra data importante para a nossa história, a da emancipação do Feijão Cru como Vila Leopoldina.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de abril de 2015

Castorina Cristina Nobre

Há 100 anos, no dia 19 de março de 1915, Castorina Cristina Nobre faleceu em Leopoldina. Ela era casada com Antonio José Gonçalves, natural de Argirita.

Castorina nasceu em Leopoldina, por volta de 1872, filha de Delfino Nobre e Antônia Cândida de Jesus. Foram seus filhos:

  •  Francisco José Gonçalves c/c Marta Maria Guarda;
  •  José Gonçalves Nobre c/c Josefina Marinato;
  •  Maria José Gonçalves Nobre c/c Giuseppino Locci;
  •  Delfim José Gonçalves c/c Maria Cândida das Dores;
  •  Joaquim José Gonçalves c/c Angelina Genebra Marinato;
  •  Ana Cunegundes Gonçalves c/c Antônio Carraro.

Dia Nacional do Imigrante Italiano

Projeto de Lei do Senado (PLS) 340/99, de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), instituiu o Dia Nacional do Imigrante Italiano, a ser celebrado em 21 de fevereiro. Nessa data, em 1874, chegaram ao Porto de Vitória (ES), a bordo do navio Sofia, as primeiras 380 famílias italianas para se estabelecerem no estado.Italianos em Leopoldina, MG

Em homenagem às famílias de imigrantes italianos que se estabeleceram em Leopoldina, MG,  lembramos aqui os seus sobrenomes.

Abolis, Agus, Albertoni, Amadio, Ambri, Ambrosi, Andreata, Andreoni, Andreschi, Anselmo, Antinarelli, Antonelli, Antonin, Anzolin, Apolinari, Apova, Apprata, Arleo, Aroche, Artuzo

Bagetti, Balbi, Balbini, Baldan, Baldasi, Baldini, Baldiseroto, Baldo, Baqueca, Barbaglio, Barboni, Barra, Bartoli, Basto, Battisaco, Beatrici, Beccari, Bedin, Bellan, Benetti, Bergamasso, Berlandi, Bernardi, Bertini, Bertoldi, Bertulli, Bertuzi, Bestton, Betti, Bighelli, Bigleiro, Bisciaio, Bogonhe, Boller, Bolzoni, Bonini, Bordin, Borella, Bovolin, Brandi, Brando, Breschiliaro, Bresolino, Bronzato, Bruni, Bugghaletti, Bullado, Buschetti

Cadeddu, Cagliari, Caiana, Calloni, Caloi, Calza, Calzavara, Campagna, Campana, Cancelliero, Canova, Capetto, Cappai, Cappi, Capusce, Carboni, Carmelim, Carminasi, Carminatti, Carrara, Carraro, Casadio, Casalboni, Casella, Cassagni, Castagna, Castillago, Cataldi, Catrini, Cavallieri, Cazzarini, Cearia, Ceoldo, Cereja, Cesarini, Chiafromi, Chiappetta, Chiata, Chinelatta, Chintina, Ciovonelli, Cobucci, Codo, Colle, Columbarini, Contena, Conti, Corali, Corradi, Corradin, Cosenza, Cosini, Costa, Costantini, Crema, Cucco

Dal Canton, Dalassim, Dalecci, Dalla Benelta, Danuchi, Darglia, De Angelis, De Vitto, Deios, Donato, Dorigo, Duana

Eboli, Ermini, Estopazzale, Fabiani, Faccin, Faccina, Fachini, Falabella, Falavigna, Fannci, Fanni, Farinazzo, Fazolato, Fazzolo, Federici, Fermadi, Ferrari, Ferreti, Ferri, Fichetta, Filipoli, Filoti, Finamori, Finense, Finotti, Fioghetti, Fiorato, Fofano, Fois, Fontanella, Formacciari, Formenton, Fovorini, Franchi, Franzone, Fucci, Fuim

Galasso, Gallito, Gallo, Gambarini, Gambato, Gasparini, Gattis, Gazoni, Gazziero, Gentilini, Geraldi, Geraldini, Gessa, Gesualdi, Ghidini, Giacomelle, Giamacci, Gigli, Gismondi, Giudici, Giuliani, Gobbi, Gorbi, Gottardo, Grace, Graci, Grandi, Griffoni, Grilloni, Gripp, Gronda, Gruppi, Guarda, Guardi, Guelfi, Guerra, Guersoni, Guidotti

Iborazzati, Iennaco

La Rosa, Lai, Lamarca, La mi, Lammoglia, Lazzarin, Lazzaroni, Leoli, Lingordo, Locatelli, Locci, Loffi, Longo, Lorenzetto, Lorenzi, Lucchi, Lupatini

Macchina, Maciello, Magnanini, Maiello, Maimeri, Malacchini, Mamedi, ancastroppa, Mantuani, Manza, Maragna, Marangoni, Marassi, Marcatto, Marchesini,Marchetti, Marda, Marinato, Mariotti, Marsola, Martinelli, Marzilio, Marzocchi, Matola, Matuzzi,  Mauro, Mazzini, Meccariello, Melido, Meloni, Melugno, Menegazzi, Meneghelli, Meneghetti, Mercadante, Mescoli, Meurra, Miani, Minelli, Minicucci, Misalulli, Mona, Monducci, Montagna, Montovani, Montracci, Morciri, Morelli, Moroni, Morotti

Nacav, Naia, Nani, Netorella, Nicolini, Nocori

Pacara, Pachiega, Padovan, Paganini, Pagano, Paggi, Panza, Pasianot, Passi, Pavanelli, Pazzaglia, Pedrini, Pedroni, Pegassa, Pelludi, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Petrolla, Pezza, Piatonzi, Picci, Piccoli, Pierotti, Pighi, Pinzoni, Piovesan, Pittano, Pivoto, Piza, Porcenti, Porcu, Pradal, Prete, Previata, Principole, Properdi

Rafaelli, Raimondi, Ramalli, Ramanzi, Ramiro, Rancan, Ranieri, Rapponi, Ravellini, Reggiane, Richardelli, Righetto, Righi, Rinaldi, Rizochi, Rizzo, Rossi

Sabino, Saggioro, Sallai, Saloto, Samori, Sampieri, Sangalli, Sangiorgio, Santi, Sardi, Scantabulo, Scarelli, Schettini, Sedas, Sellani, Simionato, Sparanno, Spigapollo, Spoladore, Steapucio, Stefani, Stefanini, Stora

Taidei, Tambasco, Tartaglia, Tazzari, Tedes, Testa, Tichili, Toccafondo, Todaro, Togni, Tonelli, Tosa, Traidona, Trimichetta, Tripoli, Trombini

Valente, Vargiolo, Varoti, Vavassovi, Vechi, Venturi, Verona, Veronese, Vigarò, Vigeti, Viola, Vitoi

Zaccaroni, Zachini, Zaffani, Zamagna, Zamboni, Zamime, Zanetti, Zaninello, Zannon, Zecchini, Zenobi, Ziller, Zini, Zotti

Dia do Imigrante Italiano

logomarca da coluna Trem de História

Desta vez o Trem de História deixará os trilhos para lembrar o Dia Nacional do Imigrante Italiano, criado pela Lei Federal nº 11.687, de 02.05.2008 e comemorado no próximo dia 21 de fevereiro.

E o faz para prestar uma justa homenagem aos imigrantes italianos que se instalaram no município de Leopoldina a partir de 1880, aos que viveram na Colônia Agrícola da Constança e a todo oriundi que ajudou a transformar a economia da cidade, abalada pelo fim da escravidão e do ciclo do café.

Uma necessária interrupção da história que se conta para avivar um pouco mais a desses imigrantes. Dessa gente simples e constantemente esquecida pelos livros de história tradicional/oficial da cidade.

Alguns aqui chegaram depois de um breve tempo residindo em diferentes núcleos de colonização do país. Outros, em número bem maior, vindos diretamente de uma hospedaria, do Rio de Janeiro ou, de Juiz de Fora, onde foram contratados por fazendeiros daqui. Houve, ainda, aqueles que escolheram Leopoldina por alguma razão especial, como cartas de parentes ou amigos que já se encontravam no município. Todos, com vontade e disposição férrea de vencer. De realizar, com o suor do rosto, o sonho de adquirir liberdade trabalhando em terra própria. Porque para o italiano, ser dono da terra onde trabalhava era sinônimo de liberdade, de ser dono do próprio nariz. E para isto não poupava esforços. Ainda mais quando o possuir terra lhe possibilitava trazer para perto de si o parente ou agregado menos afortunado.

E é bom que se diga que o interesse inicial pela pesquisa sobre a imigração em Leopoldina, especialmente a italiana, não teve outro objetivo senão o de tirar o pó que recobre a história desta gente trabalhadora e importante para a cidade. Um interesse que surgiu com o estudo sobre as antigas famílias que viveram por aqui, quando se observou nos livros das paróquias, entre os anos de 1872 e 1930, uma frequência assídua de sobrenomes não portugueses entre os noivos, os pais e os padrinhos das crianças.

Nesta pesquisa e no texto que dela resultou – A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio – constatou-se que 10% dos noivos do período de 1890 a 1930 eram imigrantes. E destes, 9% eram italianos e o 1% restante era formado por portugueses, espanhóis, sírios, açorianos, franceses, egípcios e nativos das Ilhas Canárias. Um contingente significativo, carente de um estudo melhor sobre suas vidas e importância para o município, estatisticamente com forte presença de descendentes daqueles imigrantes que, chegados no último quartel do século XIX, aqui se estabeleceram e muito contribuíram para o desenvolvimento econômico e social. Entretanto, não se tem notícia de qualquer movimento permanente no sentido de manter viva a memória destes conterrâneos por adoção.

Foi, inclusive, neste sentido que há alguns anos foi encaminhada à Câmara Municipal de Leopoldina uma sugestão para nomear como “Caminho do Imigrante” parte do trajeto que eles faziam quando, de seus lotes na Colônia Agrícola da Constança, demandavam a cidade. Uma forma simples e barata de perpetuar a nossa gratidão a estes bravos. Mas nossos vereadores da época talvez não tenham entendido o significado da proposta. Da mesma forma, por ocasião das comemorações do Centenário da Colônia Agrícola da Constança e dos 130 anos de Imigração Italiana em Leopoldina, falou-se na inclusão do dia 21 de fevereiro como data comemorativa no calendário da cidade, mas ao que parece a ideia morreu recém-nascida.

Perderam-se, assim, duas oportunidades de homenagear este pessoal que, com muito trabalho e dedicação, conseguiu galgar os degraus mais elevados da escala social e colocar seus descendentes em posições de destaque como médicos, advogados, professores, empresários, comerciantes, etc.

Registre-se mais uma vez, para encerrar, que o Trem de História não é conduzido por historiadores, mas apenas por dois apaixonados por Leopoldina e sua história, dotados de ousadia para vez por outra escrever sobre estes “silêncios”, estes fatos que ficaram “abandonados” ou, esquecidos pelos historiadores.

Em verdade o assunto merece outros vagões. Mas o Trem de História precisa voltar aos trilhos e seguir a viagem sobre A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1979 e 1899 no próximo Jornal. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de fevereiro de 2015

Marinato procura parentes

Recebemos a seguinte mensagem de descedente dos Marinato:

Sou filho de Antonio José Gonçalves

– Neto de: Angelina Ginebra Marinatte e Joaquim José Gonçalves

– Tendo como tios em segundo grau: Manoel Alexandre Marinato e Umbelina Marinato.

[…]

Gostaria de fazer contato!

Acrescentamos que Angelina Genebra Marinato nasceu em Leopoldina no dia 25 de julho de 1906, filha dos italianos de Pianiga Ricardo Antonio Marinato e Oliva Palmira Carraro. Este casal era também pai do citado Manoel Alexandre Marinato, nascido em Leopoldina no dia 28 de março de 1905 e Umbelina Marinato nascida em 21 de agosto de 1916 também em Leopoldina.

Angelina casou-se em Leopoldina, no dia 16 de setembro de 1922, com Joaquim José Gonçalves, filho de Antônio José Gonçalves e Castorina Cristina Nobre, casados em Piacatuba em 2 de fevereiro de 1889. A família do marido de Angelina procedia de Argirita e viveu nas imediações da Colônia Agrícola da Constança.

Além de Angelina, Manoel e Umbelina, o casal de italianos teve outros seis filhos que chegaram à idade adulta: José, Maria Luiza, Marcolina, Felisbina, Eugênio e Sebastião. A maioria deles teria migrado para o sul do Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro, perdendo contato com os parentes que ficaram em Leopoldina.

Se você puder colaborar, por favor, escreva-nos e transmitiremos as informações ao neto de Angelina.