Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de janeiro.
1 de janeiro1879 Sai a primeira edição do mais antigo jornal de Leopoldina: O Leopoldinense [1] 1899 Um soneto do poeta leopoldinense Dilermando Cruz é publicado na Gazeta de Leopoldina desta data. 2 de janeiro1868 As fazendas Morro Alto e Bom Destino passam a ser subordinadas à paróquia de Leopoldina. 1875 Assembleia Legislativa Provincial autoriza o governo da província a reconstruir ponte na estrada geral de Leopoldina para Meia Pataca. (Lei Mineira 2095). 5 de janeiro1883 Morre a senhora Maria do Carmo Monteiro de Barros que, com seu marido, formou a Fazenda Desengano em terras que fizeram parte de sesmaria doada aos irmãos Fernando Afonso e Jerônimo Pinheiro Corrêa de Lacerda. 1883 A população servil da Província atinge a 311.666 indivíduos. A cidade com maior número de escravos é Juiz de Fora, com 21.808, em seguida Leopoldina, com 16.001, em terceiro Mar de Espanha, com 15.183, em quarto Muriaé com 7.775 e os demais municípios em ordem decrescente. [7] 8 de janeiro1882 Nesta data Alberto Jackson era professor no então distrito de Campo Limpo[2]. 1899 Circula a primeira edição de O Recreio, periódico do então distrito de Leopoldina, editado por A. Napoleão & Co. 9 de janeiro1881 Leopoldina é sede do 9º Distrito Eleitoral da Província. [3] 11 de janeiro1882 Onças atacam fazendas em Leopoldina. 19 de janeiro1883 Inaugurava-se um local de espetáculos em Leopoldina, denominado Theatro Alencar. Localizado na atual Rua Cotegipe, segundo noticiou o jornal O Leopoldinense dois dias depois, a cerimônia aconteceu às 20:30, “sem o menor aparato” e a comissão encarregada da construção foi composta por Chagas Lobato, Marciano Guimarães e Santa Cecília. 20 de janeiro1855 Instalação solene do município de Leopoldina[4]. 1883 Anúncio do início das atividades do Colégio Leopoldina, filial do Colégio Venerando estabelecido na Corte.[5] 21 de janeiro1861 Assento paroquial de casamento dos escravos Agostinho e Tereza, pertencentes a Vicente Ferreira Monteiro de Barros é o mais antigo registro deste tipo, encontrado na página 10 do Livro número 1. Entretanto, a data de abertura deste livro é 21.1.1857, o que pode indicar que houve registros anteriores e que o livro de casamentos de pessoas livres foi aberto na mesma data. Conforme declarou o padre Aristides de Araújo Porto já na década de 1910, quando iniciou a transcrição dos antigos livros paroquiais de Leopoldina, o livro de casamentos de pessoas livres não foi encontrado. 22 de janeiro1899 O poeta leopoldinense Dilermando Cruz inaugura um externato em Leopoldina, conforme anúncio publicado na Gazeta de Leopoldina. 23 de janeiro1874 Maria Augusta de Freitas Malta foi uma das primeiras professoras públicas em Leopoldina. 31 de janeiro1874 Fernando Pinheiro de Souza Tavares é nomeado Juiz Municipal e de Órfãos. [1] Editorial na página 1 da edição de 1 janeiro 1883. [2] Anúncio publicado ‘O Leopoldinense, 8 de janeiro de 1882, página 3. [3] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag 139. [4] Primeiro Livro de Atas da Câmara Municipal de Leopoldina, página 1. [5] Anúncio n’O Leopoldinense, 1 de janeiro de 1883, página 4. [7] Fala do Presidente da Província em 2 de agosto de 1883, página 66 e 67. |
Efemérides Leopoldinenses: Fevereiro
O mês de fevereiro na história de Leopoldina.
3 de fevereiro1889 Nasce em Leopoldina, Manoel Funchal Garcia, patrono da cadeira nº 12 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Livro 3 de batismos, fls 80] 11 de fevereiro 1900 Inaugurada a iluminação a gás em Leopoldina. 12 de fevereiro1868 Criado Comando da Guarda Nacional em Leopoldina. 1874 Gama Cerqueira e Joaquim Barbosa de Castro são nomeados inspetores de instrução pública em Leopoldina. [Diário de Minas, edição 206, 12 fev 1874, página 2] 13 de fevereiro 1857 Notícias do Correio Oficial de Minas, 23 fev 1874, página 4: – Ângelo Lopes dos Reis é nomeado como professor substituto de primeiras letras em Leopoldina; – José Augusto Monteiro de Barros e Francisco José de Freitas Lima são nomeados juízes municipais substitutos. 1891 O Distrito de Nossa Senhora das Dores do Monte Alegre do Pomba, atual Itapiruçu, é transferido de Leopoldina para Palma, conforme Decreto Provincial 374 desta data. 18 de fevereiro1855Aberto o Primeiro Livro de Batismos, com o assento relativo a Cristina, filha de Francisco de Vargas Corrêa e Venância Esméria de Jesus, neta paterna de Francisco de Vargas e Teresa Maria de Jesus e neta materna de Antonio Rodrigues Gomes e Rita Esméria de Almeida. Há, porém, uma questão ainda não solucionada sobre este assento. Segundo a lápide do túmulo de Cristina, ela nasceu aos 21 de janeiro de 1853. Teria sido um engano da época do óbito, em 1907? Quando se procura pelos primeiros livros de batismos em Leopoldina, verifica-se que o volume tido oficialmente como número 1 é uma transcrição iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão aos 28 de dezembro de 1958. O original não foi preservado e as datas demonstram que o trabalho não parece ter sido realizado com os devidos cuidados. Neste volume não há referência ao Termo de Abertura do original e o primeiro batismo é de 1852, de uma criança da família Monteiro de Barros. Os seis assentos seguintes, na mesma página, são de batismos dos anos de 1861, 62 e 63. No verso, o primeiro é de 1863 e a seguir vem a transcrição do batismo de Cristina, acima citado, acrescentando que ela teria nascido em dezembro de 1854. 1856Iniciado o Registro de Terras em Leopoldina. 1883Notícias sobre Libertação de Escravos em Leopoldina. 1915Matéria paga publicada no jornal Correio da Manhã desta data, página 5, traz um conjunto de informações do município de Leopoldina naquele momento. 20 de fevereiro1848O mais antigo batismo registrado em livro da Paróquia de São Sebastião do Feijão Cru.
21 de fevereiro1851Aberto o Alistamento dos Votantes do Curato de São Sebastião do Feijão Cru, então distrito de São João Nepomuceno, constando de 8 quarteirões nos quais foram computados 357 votantes. [Arquivo Público Mineiro, PP 11 cx 36 pacote 29]. 22 de fevereiro1895 Autorizada a compra de um prédio para a Câmara Municipal de Leopoldina. 24 de fevereiro1882 Juízes de paz multados por não terem presidido as respectivas juntas de alistamento eleitoral. 25 de fevereiro1875 Nasce em Abaíba, Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira, patrono da cadeira nº 16 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. [Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo] 27 de fevereiro1945 Nasce em Leopoldina Luiz Raphael Domingues Rosa, patrono da cadeira nº 14 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. |
Fotografia, Bens Culturais e Inventário
Ensaio de Luiz Flávio de Carvalho Costa publicado na Revista Patrimônio e Memória jul-dez 2013
Resumo: Este pequeno ensaio trata da fotografia em uma perspectiva metodológica de duplo sentido. Primeiramente, tais documentos são considerados como bens culturais consolidados, integrantes dos acervos privados familiares das fazendas, que podem ser mobilizados quando se lida com o passado em busca de informações e significações. Em um segundo momento, a fotografia será vista como um recurso de pesquisa voltado para o registro, a identificação e o inventário do conjunto de bens de valor cultural das unidades rurais.
Leia o texto na íntegra.
Efemérides Leopoldinenses: Março
Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de março.
1 de março1891Começam a funcionar em Leopoldina o Colégio Werneck e o Banco de Leopoldina. 9 de março1990Morre em Leopoldina a professora Judith Lintz Guedes Machado[1], patrona da cadeira nº 4 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. 12 de março 1891Baldoíno Teixeira Lopes Guimarães presta exame de habilitação para atuar como advogado. 13 de março 1897Nasce em Leopoldina, Ormeo Junqueira Botelho[2], patrono da cadeira nº 22 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. 15 de março 1891Antigos fotógrafos em Leopoldina: F. S. Teixeira, Manoel Machado de Azevedo Dias, Cesar Rolly, Hamilton Vascencelos e Jarbas Pereira da Silva. 18 de março 1941Morre em Leopoldina o médico e político Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira[3], patrono da cadeira nº 16 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. 23 de março 1843O Feijão Cru aparece pela primeira vez num Relatório da Presidência da Província, relativo ao ano de 1842, como freguesia composta dos distritos do Feijão Cru e do Angu, pertencendo ao município de São João Nepomuceno, contando com 562 casas e 220 eleitores[4]. 25 de março1855Leopoldina conta com 3 igrejas e 1 capela. 1894Nasce em Pedralva, MG, Irineu Lisboa[5] patrono da cadeira nº 1 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. 1899Dilermando Cruz publica o poema Ser Noivo, dedicado ao amigo e colega de trabalho Ricardo José de Oliveira Martins. 27 de março 1841O curato de Madre de Deus do Angu é elevado à categoria de Distrito de Paz. A lei que criou o Distrito do Angu é a mais antiga referência ao Distrito do Feijão Cru em documentos oficiais, já que não foi encontrado o documento que o criou. Como se pode ver na imagem abaixo, em seu Artigo 5 determina que o Ribeirão do Rio Pardo marque a divisa entre os distritos do Feijão Cru e do Senhor Bom Jesus (atual Argirita).
1872Decreto Imperial concede ao engenheiro Antonio Paulo de Mello Barreto autorização para organizar uma companhia que se incumba de construir uma estrada de ferro econômica, entre a Estação do Porto Novo do Cunha e Santa Rita da Meia Pataca[6] 28 de março 1818Maria Umbelina de Santa Brígida e Antônio Francisco Teixeira Coelho recebem duas sesmarias no Sertão do Rio Paraíba do Sul[7]. No testamento de Antônio Francisco confirma-se que eles haviam tido a filha Maria Antônia de Jesus que se casou em Prados, os 18 de setembro de 1822[8], com Bernardo José Gonçalves Montes, que recebeu as duas sesmarias como dote. No mesmo testamento é informado que as terras foram repassadas para Antônio José Monteiro de Barros. As duas sesmarias estão na origem da Colônia Agrícola da Constança e da Fazenda Paraíso. [1] Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, Livro de Óbitos 88-91 fls 206 termo 4407. [2] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo. [3] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo. [4] Exposição feita pelo Exmo. Conselheiro Bernardo Jacintho da Veiga, na qualidade de presidente da província de Minas Gerais, a seu sucessor, o Exmo. Tenente-general Francisco José de Souza Soares de Andréa, no ato da sua posse. Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e C.a, 1843, Mapa 9, p. 2 [5] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo. [6] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. v. 1, p. 338 [7] Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, vol. 37, nr. 1, 1988, SC. 377 fls 68 e 70. [8] SETTE, Bartyra e JUNQUEIRA, Regina Moraes. Projeto Compartilhar(http://www.projetocompartilhar.org/), ensaio Os Rodrigues Dantas. Acesso set.2007. |
Um solar de Memórias
Com o subtítulo “guardadores de papéis e iconografias da intimidade, no artigo publicado na Revista Patrimônio e Memória jul-dez 2013 a autora Silvana Moreli Vicente Dias propõe “guardadores” como termo “para designar a atividade assistemática e informal” dos amadores que formam coleções de objetos como “bilhetes, telegramas, cartões-postais, cartões de Natal, cartoes de visita e fotografias”.
Resumo: No diálogo epistolar entre Gilberto Freyre e Manuel Bandeira, suportes paralelosàs suas cartas, tais como cartões-postais, imagense mesmo um livro de autógrafos,apresentam particular interesse. Ao lado da leiturade uma parte desse material, sãoanalisadas práticas informais de preservação de objetos relacionados a círculos restritos deamigos e familiares, focando, também, aspectos ligados à formação de arquivos pessoais,que podem eventualmente ser disponibilizados ao público. Por fim, será possível discutir adinâmica da sociabilidade do período e sua relaçãocom o processo modernizador em cursono Brasil da primeira metade do século XX,quando, a despeito do aceleradodesenvolvimento econômico e das mudanças políticas, as fronteiras das esferas pública eprivada ainda eram evidentemente misturadas.
Leia o artigo completo neste endereço.
Efemérides Leopoldinenses: Abril
O mês de abril na história de Leopoldina.
1 de abril
1841
A povoação de São João Nepomuceno é elevada à categoria de Vila através da Lei Mineira nr. 202.
6 de abril
1839
Criação do distrito de Rio Pardo, atual município de Argirita, através da Lei Mineira nr. 147.
1882
Professora Idalina Feu Lobo é nomeada para a cadeira do sexo feminino da Freguesia do Rio Pardo, termo de Leopoldina.[3]
9 de abril
1899
Nesta data foi lançado o segundo livro de Dilermando Cruz: Diáfanas.
12 de abril
1910
Criação da Colônia Agrícola da Constança.
16 de abril
1900
Criado um Curso Noturno em Leopoldina, sob a direção de Dilermando Cruz.
18 de abril
1895
Primeira edição do jornal Gazeta de Leopoldina.

19 de abril
1883
Escola para o sexo feminino tem mobília comprada através de contribuição de moradores de Leopoldina.
1897
Nasce em Aiuruoca, MG, Judith Lintz Guedes Machado[1], patrona da cadeira nº 4 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes
20 de abril
1851
Primeiro Batismo em Piacatuba.
21 de abril
1893
É publicado o poema de Américo Lobo Leite Pereira denominado Partilha Mystica.
22 de abril
1934
Morre em Belo Horizonte o jurista e poeta Antônio Augusto de Lima, patrono da cadeira nº 18 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.
24 de abril
1889
Irmandade do Santíssimo Sacramento faz campanha para arrecadar recursos e levar água potável até a Igreja Matriz de São Sebastião.
27 de abril
1854
Lei nr. 666 eleva o Distrito do Feijão Cru à categoria de Vila com o nome de Leopoldina.
30 de abril
1881
Visita do Imperador Pedro II a Leopoldina.
1899
Nasce em Leopoldina, José Ribeiro dos Reis[2], patrono da cadeira nº 24 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.
[1] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo.
[2] Academia Leopoldinense de Letras e Artes, Discurso de Posse da Acadêmica Glaucia Nascimento Costa de Oliveira, 31 mar 2013.
[3] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembléia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag AD24
Efemérides Leopoldinenses: Maio
| Aconteceu em Leopodina, em antigos meses de maio.
1 de maio 1853O Relatório da Presidência da Província informa que naquele ano o distrito do Feijão Cru estava dividido em 4 quarteirões, que ali residiam 237 votantes e que pertencia ao município de Mar de Espanha. Informa ainda que o distrito da Piedade contava com 199 votantes em 7 quarteirões, que o Rio Pardo dividia-se em 9 quarteirões com 154 votantes e que Conceição da Boa Vista contava com 358 votantes. No ano seguinte o Feijão Cru seria emancipado e, além dos distritos da Piedade, Rio Pardo e Conceição da Boa Vista, seria cabeça de uma grande área territorial. 9 de maio1890Criação do distrito de Providência. 12 de maio1895Uma notícia sobre pagamento a professores permitiu costurar alguns dados sobre antigas escolas no distrito de Campo Limpo, atual Ribeiro Junqueira. 15 de maio1855No segundo ano de emancipação, Leopoldina contava com os seguintes professores públicos: Antônio Felício de Miranda e Maria Carlota da Gama. 16 de maio1867O proprietário da Fazenda Suspiro teve negado seu pedido para interromper um caminho que ele mesmo mandara fazer. 20 de maio1865Nasce Lino Montes, um dos mais antigos restratistas pintores de Leopoldina. 21 de maio1881Decreto nº 8.117 organiza os distritos eleitorais da Província e Leopoldina é o nono distrito.
24 de maio1855Assembleia Legislativa Provincial autoriza a Câmara Municipal da Vila Leopoldina a construir uma barca para dar passagem no Rio Pomba, cobrando as taxas devidas dos passantes. 25 de maio1876Inauguração da Estação de Santa Isabel (Abaíba) da Estrada de Ferro Leopoldina[1] 31 de maio1856Assembléias Legislativa Provincial aprova as Posturas da Câmara Municipal da Vila Leopoldina: 220 artigos divididos entre 7 títulos.
1893Território mineiro é dividido em 5 distritos de imigração, sendo que o 2º tem sede em Leopoldina [2] ______________________________________ Notas [1] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, p. 516 [2] idem, p. 525 |
Antigos Professores de Leopoldina
Continuando com o assunto de hoje – a Educação em Leopoldina – queremos pedir a colaboração dos leitores que possam nos ajudar com informações sobre os professores que trabalharam em Leopoldina no século XIX.
Segundo Roberto Capri, no livro Minas Gerais e seus Municípios, publicado em 1916,
“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d’um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos.”
Pois bem: a seguir apresentamos a relação dos antigos professores mencionados na documentação disponível, como livros de matrículas, relatórios provinciais, livros da Câmara Municipal e notícias em periódicos. Ao lado de cada nome indicamos o ano mais remoto em que é citado.
Adolfo Gustavo Guilherme Hufnagel – 1881
Alberto Jackson – 1895
Alda Ramos da Fonseca [ou de Bustamante] – 1895
Américo Lobo Leite Preira – 1881
Ângelo de Souza Nogueira – 1885
Ângelo Lopes dos Reis – 1869
Antônia Carolina Pereira Pinto – 1880
Antônio Alves Cordeiro – 1882
Antônio Carlos da Costa Carvalho – 1881
Antônio de Moura Freitas – 1896
Antônio Diogo Vieira – 1883
Antônio Felício de Miranda – 1855
Antônio Maximiano de Oliveira Leite – 1864
Bento Bernardes Castanheira – 1892
Carlos Ribeiro Franco – 1895
Castorina de Rezende Montes – 1898
Clara Sofia Adolphina Gaëde de Carvalho – 1882
Dilermando Martins da Costa Cruz – 1899
Eduardo Magalhães – 1881
Estevam José Cardoso de Oliveira – 1877
Fortunato Serafim Pereira Gomes – 1881
Francisco Raimundo – 1899
Francisco Xavier Vieira – 1900
Gustavo Augusto Pereira Pinto – 1895
Idalina Feu de Carvalho – 1883
Ismael Otaviano Cardoso – 1895
Izabel Augusta Guedes – 1895
João Afonso Viana – 1881
João Alves de Souza Machado – 1882
João Ferreira de Carvalho – 1895
João Xavier Lopes – 1895
José de Souza Duarte – 1880
José de Souza Soares Filho – 1881
José Maria Tesson – 1895
Lino Montes – 1899
Luiz Teixeira de Carvalho – 1896
Maria Augusta de Freitas Malta – 1869
Maria Brígida de Medeiros [ou Castanheira] – 1896
Maria Carlota da Gama – 1864
Maria da Trindade Freitas – 1896
Mathilde Marguerite de Barros – 1881
Miguel Teixeira Júnior [ou Taveira] – 1899
Olímpio Clementino de Paula Corrêa – 1880
Pedro Frutuoso da Silva Pires – 1895
Sebastião Fernandes de Andrade Silva – 1896
Sinfrônio Mauricio Cardoso – 1882
Teófilo Ribeiro – 1881
Zeneida Keb Kab – 1898
Zulmira Jackson – 1895
Colégio Castanheira e Grupo Escolar Ribeiro Junqueira
Ao longo do tempo temos recolhido informes variados sobre a Educação em Leopoldina. De modo geral, vimos formando um arquivo com notícias sobre inauguração ou funcionamento de escolas, bem como sobre professores. E sempre que publicamos uma postagem a respeito, recebemos mensagens de visitantes do blog pedindo informações adicionais ou relatando algum fato sobre pessoa citada.
Há alguns meses escreveu-nos um colateral do casal de professores Bento Castanheira e Maria Brígida de Medeiros. Durante a troca de mensagens, surgiram várias hipóteses que cuidamos de verificar no material que se encontra disponível para consulta. Uma delas ainda depende de encontrar fontes de pesquisa. Trata-se da informação oral dando conta de que, entre as salas de aulas públicas existentes em Leopoldina nos primeiros anos do século XX, e que se transformaram no Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, estava o Colégio Castanheira.
Segundo nosso interlocutor, o colégio do casal Castanheira funcionou na Rua Sete de Setembro e não nas “taboquinhas”, onde residiam, nas proximidades da rua que recebeu o nome da professora Maria Brígida em 1976. Parece-nos que a dedução de que a escola funcionava no atual bairro Maria Guimarães França decorre de informações de Luiz Rosseau Botelho. No livro Alto Sereno, o autor informa que seu irmão Genico (Luiz Eugenio) estudou neste Colégio que era “uma espécie de Caraça, onde eram muito rigorosos”. O mesmo autor, no livro Dos 8 aos 80, informa que o acesso à Chácara do Castanheira era através do “caminho da rua das Tabocas […] lugar de uma vista panorâmica maravilhosa”.
Nosso correspondente ouviu de seus familiares que o primeiro endereço do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira foi uma casa na esquina na rua Sete de Setembro com Tiradentes, informação coerente com a imagem publicada por Roberto Capri no livro Minas Gerais e seus Municípios, de 1916.

Restam algumas dúvidas. Se a família Botelho Falcão morava nas proximidades onde viria a ser instalado o Grupo, pode-se supor que Luiz Eugênio tenha sido matriculado em escola próxima de sua casa e que a Chácara dos Castanheira fosse apenas a residência do casal? Se o menino Genico estudou em escola particular, pode-se afirmar que o Colégio Castanheira era pago, apesar do casal ser professor público?
Outras questões permanecem em aberto. Será muito importante receber novas contribuições de leitores que nos ajudem a esclarecê-las e a conhecer um pouco mais da trajetória destes professores. Sabe-se que após a morte do professor Bento, dona Maria Brígida continuou trabalhando no GERJ, sendo diretora naquele ano de 1914, em substituição a Augusto dos Anjos. Também com origem na família é a informação de que ela se transferiu para Cataguases em 1916 e faleceu no Rio de Janeiro em 1946.
Se você, leitor, puder colaborar, por favor, envie seu comentário.
Efemérides Leopoldinenses: Julho
O mês de julho na história antiga de Leopoldina.
1 de julho1882Olímpio Clementino de Paula Corrêa é professor de Português, Francês e Latim em Leopoldina. 2 de julho1877Inauguração da Estação de Leopoldina da Estrada de Ferro Leopoldina. [1]
4 de julho1857Laranjal A Capela de Nossa Senhora da Conceição do Laranjal, município de Leopoldina, fica elevada a Distrito de Paz. [2] 10 de julho1876Presidente da Província é autorizado pela Assembleia Legislativa a auxiliar na construção de uma estrada (caminho) que da estação de ferro de Providência se dirija à cidade de Leopoldina. [3] 14 de julho1832São José do Paraíba: trajetória administrativa. 1895Lançamento do jornal O Mediador, tendo como redator Alberto Moretz-Sohn Monteiro de Barros e como gerente, Alexandre Chaves. O novo jornal foi saudado nas edições dos concorrentes A Voz de Thebas – edição de 14 julho e Gazeta de Leopoldina – edição de 18 de julho. 15 de julho1872Criação da Comarca de Leopoldina e seus primeiros juízes. 1896Em 1895 estava em funcionamento uma Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina, nas proximidades da Estação de Vista Alegre da Estrada de Ferro Leopoldina. [4] 16 de julho1897Leopoldina deixa de pertencer à diocese do Rio de Janeiro e é transferida para Mariana. [5] 17 de julho1883Antonio Diogo Vieira, professor público de Leopoldina. 19 de julho1872O Curato de Conceição da Boa Vista, pertencente do município de Leopoldina, é elevado à categoria de Paróquia. [6] Referências: [1] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag. 639 [2] Lei Mineira nr 818, de 04 de julho de 1857 [3] Lei Mineira nr 2287, de 10 de julho de 1876 [4] Mensagem do Presidente da Província Crispim Jaques Bias Fortes, 15 de julho de 1896, pag. 31 [5] Ata de Instalação da nova Comarca Eclesiástica, no livro de batismos 1897-1898, páginas 49 verso e 50 [6] Lei Mineira nº 1902, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro |




