Antigas fazendas de Leopoldina

Notícia do dia 2 de janeiro de 1868, no jornal Diário de Minas, informa que os proprietários das fazendas Morro Alto e Bom Destino pediram que ambas passassem a subordinar-se à paróquia de Leopoldina. A primeira pertencia a José Maria Manso da Costa Reis e a segunda a Maria do Carmo Nogueira da Gama.

As duas propriedades ficavam em território até então subordinado à paróquia de Madre de Deus do Angu, distrito de Angustura, que em 1884 foi transferido de Leopoldina para Além Paraíba. O distrito de Providência, em cujo território se inserem atualmente as duas fazendas, só foi criado em 1890. Na imagem abaixo estão destacados os nomes das duas propriedades e da Estação Providência, conforme cartografia de 1939.

Localização de antigas fazendas de Leopoldina

Distrito de Madre de Deus do Angu

Há 173 anos, no dia 27 de março, o Curato de Nossa Senhora de Madre de Deus do Angu foi elevado à categoria de Distrito de Paz através da Lei Mineira número 198.

Em 1854 o distrito de Angustura passou a compor a Vila Leopoldina e 30 anos depois voltou a ser subordinado a São José do Paraíba

Curato de Madre de Deus do Angu é elevado a Distrito

Efemérides Leopoldinenses: Março

Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de março.

1 de março

1891

Começam a funcionar em Leopoldina o Colégio Werneck e o Banco de Leopoldina.


9 de março

1990

Morre em Leopoldina a professora Judith Lintz Guedes Machado[1], patrona da cadeira nº 4 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


12 de março

1891

Baldoíno Teixeira Lopes Guimarães presta exame de habilitação para atuar como advogado.


13 de março

1897

Nasce em Leopoldina, Ormeo Junqueira Botelho[2], patrono da cadeira nº 22 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


15 de março

1891

Antigos fotógrafos em Leopoldina: F. S. Teixeira, Manoel Machado de Azevedo Dias, Cesar Rolly, Hamilton Vascencelos e Jarbas Pereira da Silva.


18 de março

1941

Morre em Leopoldina o médico e político Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira[3], patrono da cadeira nº 16 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


23 de março

1843

O Feijão Cru aparece pela primeira vez num Relatório da Presidência da Província, relativo ao ano de 1842, como freguesia composta dos distritos do Feijão Cru e do Angu, pertencendo ao município de São João Nepomuceno, contando com 562 casas e 220 eleitores[4].


25 de março

1855

Leopoldina conta com 3 igrejas e 1 capela.

1894

Nasce em Pedralva, MG, Irineu Lisboa[5] patrono da cadeira nº 1 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

1899

Dilermando Cruz publica o poema Ser Noivo, dedicado ao amigo e colega de trabalho Ricardo José de Oliveira Martins.


27 de março

1841

O curato de Madre de Deus do Angu é elevado à categoria de Distrito de Paz.

A lei que criou o Distrito do Angu é a mais antiga referência ao Distrito do Feijão Cru em documentos oficiais, já que não foi encontrado o documento que o criou. Como se pode ver na imagem abaixo, em seu Artigo 5 determina que o Ribeirão do Rio Pardo marque a divisa entre os distritos do Feijão Cru e do Senhor Bom Jesus (atual Argirita).

Esta lei marca as divisas entre os distritos do Rio Pardo e do Feijão Cru.

1872

Decreto Imperial concede ao engenheiro Antonio Paulo de Mello Barreto autorização para organizar uma companhia que se incumba de construir uma estrada de ferro econômica, entre a Estação do Porto Novo do Cunha e Santa Rita da Meia Pataca[6]


28 de março

1818

Maria Umbelina de Santa Brígida e Antônio Francisco Teixeira Coelho recebem duas sesmarias no Sertão do Rio Paraíba do Sul[7]. No testamento de Antônio Francisco confirma-se que eles haviam tido a filha Maria Antônia de Jesus que se casou em Prados, os 18 de setembro de 1822[8], com Bernardo José Gonçalves Montes, que recebeu as duas sesmarias como dote. No mesmo testamento é informado que as terras foram repassadas para Antônio José Monteiro de Barros. As duas sesmarias estão na origem da Colônia Agrícola da Constança e da Fazenda Paraíso.


[1] Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, Livro de Óbitos 88-91 fls 206 termo 4407.

[2] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo.

[3] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo.

[4] Exposição feita pelo Exmo. Conselheiro Bernardo Jacintho da Veiga, na qualidade de presidente da província de Minas Gerais, a seu sucessor, o Exmo. Tenente-general Francisco José de Souza Soares de Andréa, no ato da sua posse. Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e C.a, 1843, Mapa 9, p. 2

[5] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo.

[6] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. v. 1, p. 338

[7] Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, vol. 37, nr. 1, 1988, SC. 377 fls 68 e 70.

[8] SETTE, Bartyra e JUNQUEIRA, Regina Moraes. Projeto Compartilhar(http://www.projetocompartilhar.org/), ensaio Os Rodrigues Dantas. Acesso set.2007.

Efemérides Leopoldinenses: Agosto

Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de agosto.

1 de agosto

1882

O Relatório da Presidência da Província informa que, no ano de 1881, foram contratados 9 (nove) imigrantes europeus para trabalhar na fazenda do Socorro, município de Leopoldina. [1]


2 de agosto

1866

Joaquim Martins Ferreira Júnior, irmão de Félix Martins Ferreira que dá nome à praça principal de Leopoldina, é nomeado Inspetor Paroquial da Freguesia de Madre de Deus do Angu, então subordinada à Vila Leopoldina. [2]

1882

No alistamento eleitoral de 1881, Leopoldina aparecia com 734 eleitores. O Decreto nr 3122, de 7 de outubro de 1882, alterou alguns dispositivos da Lei nr 3029 de 9 de janeiro de 1881, principalmente no que diz respeito a renda e idade dos candidatos a eleitores. A idade mínima passou de 25 para 21 anos. Foi uma revisão e o número de eleitores em Leopoldina passou a ser de 754.

Libertação de Escravos

No ano de 1882 foram libertados 24 escravos em Leopoldina, por conta da 3ª cota do Fundo de Emancipação distribuída por 70 municípios mineiros.  O município foi também contemplado na 4ª cota, distribuída em 1882. [3]


8 de agosto

1882

Professor Firmino Machado de Moraes é nomeado para a Escola de Conceição da Boa Vista. [4]


9 de agosto

1883

Entre as decisões da Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa Provincial consta a alteração das divisas entre os distritos de Tebas e Rio Pardo (hoje Argirita), com transferência de diversas fazendas para Tebas. [5]


12 de agosto

1882

Moradores de Angustura encaminham Petição à Assembleia Legislativa Provincial para que a Freguesia seja desmembrada de Leopoldina e anexada a São José do Paraíba. [6]


14 de agosto

1895

Mais uma Escola Pública Feminina é inaugurada em Leopoldina.


16 de agosto

1889

– Elevação do Curato da Piedade a Freguesia, no município de Leopoldina.

Lei Mineira nº 3798, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro

– Aprovação de artigos aditivos às Posturas da Câmara Municipal de Leopoldina e a Tabela de Impostos estabelecida pela mesma Câmara.

Resolução 3809, 3813 e 3828


19 de agosto

1866

José Batista Duarte Castro é ferido em batalha da Guerra do Paraguai.

Notícia da Guerra do Paraguai


22 de agosto

1882

Professor Angelo de Souza Nogueira é nomeado para a 2ª cadeira de Leopoldina. [7]


28 de agosto

1881

Escolas no distrito leopoldinense de Bom Jesus do Rio Pardo, hoje município de Argirita.


29 de agosto

1864

O Curato de Santana do Pirapetinga, pertencente à Vila Leopoldina é desmembrado de Conceição da Boa Vista e elevado a Distrito.

Lei Mineira nº 1240, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


Referências:

[1] Fala de Theophilo Ottoni, 1 de agosto de 1882, pag. 66

[2] Portaria da vice-presidência da Província de Minas Gerais, 16 de agosto de 1866, publicada no Diário de Minas, 28 de agosto de 1866, edição 65, pag.1

[3] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, páginas 64 e 66.

[4] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag. AD15.

[5] Jornal Liberal Mineiro de 23 de agosto de 1883, edição 88, página 1

[6] Jornal Liberal Mineiro, 4 de setembro de 1882, edição 100, pag. 4

[7] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag. AD15

São José do Paraíba

No início, o Feijão Cru era subordinado ao distrito de São José do Paraíba. Em 1854, quando foi emancipado com o nome de Vila Leopoldina, foi a vez do São José do Paraíba lhe ser subordinado. Mais tarde o território do atual município de Além Paraíba foi transferido para Mar de Espanha até emancipar-se.

Leopoldina, Angustura e São José do Paraíba

Eleitores leopoldinenses na Assembléia de janeiro de 1861

Códice 93 – Eleitores presentes à Assembléia de 29.01.1861, do colégio eleitoral de Leopoldina, pertencente ao 3º Distrito Eleitoral da Província de Minas Gerais, sediado em Barbacena.

Compunham o colégio eleitoral os cidadãos com renda superior a 200$000 anuais, moradores das seguintes localidades:

Vilas Leopoldina e Mar de Espanha; Freguesias da Meia Pataca, Conceição da Boa Vista, São José do Paraíba, Santo Antonio do Aventureiro, Rio Novo e São Paulo do Muriaé; Distritos: Espírito Santo, Bom Jesus do Rio Pardo, Madre de Deus do Angu, Nossa Senhora da Piedade, Capivara e Laranjal.

Folha 38 verso

Eleitores de 1861

  • Manoel José Monteiro de Castro
  • José Vieira de Resende e Silva
  • Domiciano Mateus Monteiro de Castro
  • Manoel Jacinto Nogueira da Gama
  • Manoel de Freitas Pacheco
  • José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros
  • Antonio Augusto Monteiro de Barros Galvão de São Martinho
  • Antonio Teixeira Marinho
  • Lucas Augusto Monteiro de Barros
  • José Luiz Monteiro de Barros
  • Antonio Maurício Barbosa
  • José Coutinho da Silva Moraes
  • Joaquim Luiz de Souza Breves
  • Antonio Carlos Teixeira Leite
  • Mateus Herculano Monteiro de Castro
  • Manoel Matias do Nascimento
  • Francisco José de Miranda
  • Joaquim José da Costa Cruz
  • Sebastião Pereira
  • José Augusto do Couto Sobrinho
  • Joaquim Marques da Costa
  • João Gualberto Ferreira Brito
  • João Vieira da Silva
  • Antonio Pereira Alves do Couto
  • Severino José Medina
  • Antonio Vieira de Resende e Silva
  • Manoel Pereira de Rezende Alvim
  • José Rodrigues Carneiro de Souza
  • João Ferreira Monteiro da Silva
  • José Moreira de Faria e Silva

Folha 39

Eleitores de 1861

  • Joaquim Nogueira Penido
  • Luiz Lobo Leite Pereira
  • João José de Souza Lima
  • José Carvalho da Costa
  • Francisco Antunes Pereira
  • Custódio de Vargas Corrêa
  • Firmino Antonio de Lima
  • Joaquim Martins Ferreira
  • João Antonio da Costa Coimbra
  • Vital Inácio de Moraes
  • João Patrício de Moura e Silva
  • Francisco Joaquim de Resende
  • José Joaquim de Resende
  • Joaquim Moreira de Faria Pinto
  • Francisco Barbosa Valente
  • Francisco Garcia de Mattos
  • José Antunes Pereira
  • Joaquim Antonio de Almeida Gama
  • Joaquim Vieira da Silva Pinto
  • Reginaldo de Souza Werneck
  • Domingos Custódio Neto
  • José Gonçalves de Moraes
  • Carlos José da Silva Espíndola
  • Lauriano José de  Carvalho