Autoridades do distrito do Rio Pardo

Capítulo da História de Argirita publicado em 2003.

Antes da organização do distrito, o povoado tinha sua representação no padre que dava assistência aos moradores e no Juiz de Paz, eleito em assembléia da unidade administrativa a que pertencesse o território.

Dos padres trataremos em outro capítulo. Para identificar os primeiros Juizes de Paz seria necessário encontrar o livro do cartório notarial de Rio Pomba, sede administrativa da época. Infelizmente, segundo informações que nos foram passadas pela Prefeitura de Rio Pomba, um incêndio destruiu o acervo relativo ao período que nos interessa.

O primeiro livro cartorial do Distrito do Espírito Santo abrange os anos de 1839 a 1845. Encontra-se no Arquivo da Prefeitura Municipal de Mar de Espanha, muito danificado, com pouquíssimas páginas em condições de serem lidas. Outra fonte, o primeiro livro cartorial do Distrito do Rio Pardo, iniciado a 19.02.1841, pertencente ao acervo do Arquivo da Prefeitura de Leopoldina, em fase de restauração. Em nenhum dos dois livros foram registradas informações sobre os Juizes de Paz em exercício até 1851.

Entre abril de 1841 e julho de 1851, estando o Rio Pardo subordinado a São João Nepomuceno, no Arquivo da Prefeitura Municipal daquela cidade deveriam ser encontradas as Atas de Assembléias Eleitorais. Surpreendentemente porém, nada foi localizado até o momento que dissesse respeito a eleições deste distrito. Desta forma, a informação mais antiga que conseguimos apurar, através de documento encontrado no Arquivo Público Mineiro, é a que trata da Qualificação de Eleitores do Rio Pardo em fevereiro de 1851. Pela ata ficamos sabendo que o Juiz de Paz era Antônio Bernardes de Carvalho e que os eleitores escolheram para a formação da mesa os senhores João Evangelista Coimbra, Custódio Dias Moreira e Antônio Júlio da Paixão.

Morador do 3º quarteirão, Antônio Bernardes de Carvalho nasceu por volta de 1800, era lavrador, e em 1853 estava casado com Maria Bárbara Nunes, mãe de Felisberto Rodrigues Pereira Brandão. De um relacionamento anterior com Ana Maria da Assunção, Antônio Bernardes tivera os filhos Carlos José Jacinto de Carvalho, Antônio Alves de Oliveira Carvalho e Maria Antônia de Jesus, esposa de Felisberto Rodrigues Pereira Brandão.

João Evangelista Coimbra era solteiro em 1851, carpinteiro de profissão, nascido por volta de 1818, residente no 4º quarteirão de Rio Pardo. Segundo escritura de compra e venda de bens de raiz encontrada no Livro 3 do Cartório de Notas de Argirita 1862-1867, era filho de Joaquim Manoel de Coimbra e Teodora Messias Candida de Assis, provavelmente os primeiros moradores do território onde mais tarde foi criado o distrito de Tebas. Segundo algumas fontes documentais, o pai de João Evangelista seria o Manoel Joaquim de Tebas que deu origem ao nome do distrito. .

Custódio Dias Moreira nasceu em 1798, era lavrador, residente no 6º quarteirão, casado. Assim como a família Coimbra, os Dias Moreira foram numerosos na região.

Antônio Júlio da Paixão foi negociante, nasceu por volta de 1815 e em 1851 residia no 1º quarteirão, casado. É um dos nomes mais freqüentes entre os chamados “homens bons” que dominaram a política do Rio Pardo segundo nos mostram os documentos.

É sugestivo observar que os três mais votados para compor a mesa eram residentes em quarteirões diferentes. Considerando que João Evangelista Coimbra obteve 56 votos e o seu quarteirão contava com 28 eleitores, que Custódio Dias Moreira teve o mesmo número de votos e residia num quarteirão com 31 eleitores, e que Antônio Júlio da Paixão ficou com 40 votos sendo de um quarteirão com 14 eleitores, julgamos válido supor que os três tinham influência política também fora dos limites de sua própria jurisdição. Lembremo-nos que a expressão “curral eleitoral”, de sentido tão pejorativo hoje em dia, teve origem na liderança exercida por moradores sobre seus vizinhos de quarteirão.

Já em 1853, segundo nos informa Celso Falabella, Inácio Nunes de Moraes foi um dos eleitos para o cargo de Juiz de Paz do Rio Pardo. No período que vai de julho de 1851 a abril de 1854, o distrito esteve subordinado a Mar de Espanha e as Atas Eleitorais deveriam estar nos livros daquele município. A exemplo do ocorrido em São João Nepomuceno, também ali não logramos êxito nas buscas. Sabe-se que naquela época eram 2 os eleitos para o cargo. No mesmo período em que Celso Falabella cita Inácio Nunes de Moraes, sabemos que Antônio Júlio da Paixão exercia o mesmo cargo. Desconhecemos o número de votos de cada um e, conseqüentemente, qual deles era o 1º e o 2º.

É a partir de 1854 que se torna mais fácil acompanhar a história do Rio Pardo porque, subordinado a Leopoldina, teve a maioria de seus registros preservados pelo Arquivo da Prefeitura daquela cidade. Ainda assim encontraremos um intervalo sem documentos, já que em 1868 a cidade de Mar de Espanha requisitou e conseguiu administrar Rio Pardo por algum tempo.

Resumindo o que pudemos apurar temos então os seguintes detentores do cargo de Juiz de Paz do Distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, de acordo com o ano em que foram empossados:

1851

  • Antônio Bernardes de Carvalho

1853

  • Antônio Júlio da Paixão
  • Inácio Nunes de Moraes

1857

  • 1º Gonçalo de Souza Lima
  • 2º Cândido José de Barros
  • 3º Inácio Nunes de Moraes
  • Antônio Júlio da Paixão toma posse em substituição a Gonçalo de Souza Lima

1859

  • José Vieira da Silva, eleito por Dores do Monte Alegre
  • Manoel Dornelas da Costa, eleito por Dores do Monte Alegre

1860

  • José Furtado de Mendonça, eleito por Dores do Monte Alegre

1861

  • Firmino Antônio de Lima

1862

  • 1º Antônio Júlio da Paixão
  • 2º Francisco Antônio da Cunha
  •  3º Cândido José de Barros
  • 4º Joaquim José Coimbra
  • José Joaquim Barbosa, especial de Dores do Monte Alegre.

1863

  • 1º Albino Silvino de Lima e Melo
  • 4º Joaquim Soares Ferreira, eleito por Dores do Monte Alegre

1865

  • 1º Emygdio José de Barros
  • 2º Francisco Antônio da Cunha
  • 3º Antônio Bernardes de Carvalho, eleito por Dores do Monte Alegre.
  • 4º João Antônio Martins
  • 1º Felisberto Rodrigues Pereira Brandão, especial de Dores do Monte Alegre.
  • 2º José Vieira da Silva, especial de Dores do Monte Alegre.

1866

  • 1º Jacob Dornelas da Costa
  • 3º Manoel Luiz Pereira
  • 4º José Antônio Nunes de Moraes, eleito por Dores do Monte Alegre.

1867

  • Francisco Antônio da Cunha

1877

  • Francisco Rosa Cândido

1881

  • 1º Joaquim Pereira de Sá
  • 4º Antônio Hermogêneo Dutra

1883

  • 1º Valério de Souza Meireles
  • 3º Joaquim Teixeira de Meireles
  • 4º Antonio Cardoso Brochado Júnior

1888

  • Antônio Hermogêneo Dutra

1891

  • José Maria Furtado de Souza

1892

  • José Teixeira Meireles

1894

  • 1º Manoel Marinho da Cunha
  • 2º Jerônimo Fernandes das Chagas

Muitos deles serão citados em outros capítulos por sua participação em outras atividades ou por fazerem parte de famílias melhor estudadas. Faz-se necessário acrescentar, ainda, as seguintes autoridades:

  • Antônio Bernardino Damasceno tomou posse como Fiscal do distrito a 16.02.1883;
  • Antônio Rodrigues de Barros, indicado para Fiscal do distrito a 30.07.1877;
  • Antonio Júlio da Paixão tomou posse como Vereador em Leopoldina a 09.04.1862 e como 3º substituto de Juiz Municipal, também em Leopoldina, em 05.03.1866;
  • João Antonio da Costa Coimbra, Vereador empossado em Leopoldina a 07.01.1881;
  • João Evangelista Coimbra, Vereador suplente empossado em Leopoldina a 09.10.1862;
  • Joaquim Pereira de Sá, Vereador com posse em Leopoldina a 07.01.1887

Tebas nos Recontos de um Recanto

Hoje o tema da coluna é o distrito de Tebas cujo nome, para nós, ainda não está devidamente explicado quanto a sua origem. Vamos falar sobre a terra de uma água especial que, no dizer da jornalista Silvia Fonseca,[i]“quem bebe da água tebana sempre volta à fonte.”

Tebas, distrito de Leopoldina, MG - +/- 1894
Tebas, distrito de Leopoldina, MG – +/- 1894

Começamos pelo Relatório da Presidência da Província de Minas Gerais de 1894 que nos informa ter a febre amarela atingido a nossa região de forma alarmante.[ii] Uma epidemia que causou, inclusive, um lapso nas anotações de óbitos da cidade entre agosto de 1894 e janeiro de 1898, embora exista um livro iniciado a 01.01.1896,[iii] onde foram anotados “a posteriori” sepultamentos ocorridos entre agosto/94 e dezembro/1895.

Foi esta epidemia de febre amarela que motivou a mudança temporária da administração municipal para o distrito de Tebas o que, no mínimo, é muito curioso quando se sabe que o distrito de (Piedade) Piacatuba é bem mais antigo.

Mas, como surgiu o nome e o lugar chamado Tebas?

Se consultarmos o dicionário veremos que Tebas pode referir-se à cidade grega, a uma pessoa forte e desembaraçada ou, ao nosso distrito.[iv] Autores existem que registram a origem do topônimo na língua tupi, com o sentido de desembaraçado, forte, graúdo[v]. Outros dizem que distrito herdou o nome de um ribeirão local, sem informar de onde surgiu o nome do tal ribeirão..

Hoje sabemos, no entanto, que existiu por ali um Manoel Joaquim Thebas que, entre outros, foi vizinho da fazenda Feijão Cru, que pertencia a Manoel Antonio de Almeida. E como esta informação sobre este Manoel J. Thebas é de 1856 e a paróquia data de 1881, acreditamos ser possível que o patrimônio tenha sido doado por este senhor e dele surgiu o nome do distrito.

Quanto ao povoado, tudo leva a crer ser ele bem antigo. Francisco de Paula Ferreira Rezende[vi] a ele se refere quando afirma que por ocasião de sua vinda para Leopoldina, pelos idos de 1860 ainda encontrou remanescentes dos Puris na estrada de Tebas para Rio Pardo.

É certo que a povoação foi elevada a distrito pela lei provincial nº 2675, de 30.11.1880. A confirmação eclesiástica veio com a lei nº 2848 de 25.10.1881 que elevou o distrito a Freguesia. E a lei nº 3113, de 1882, registra o nome do distrito como Santo Antônio de Tebas.

Vale lembrar que a lei que criou o distrito autorizou a câmara municipal de Leopoldina a estabelecer a divisas. Para este fim a câmara nomeou comissão de vereadores que estudaram o assunto e apresentaram parecer conclusivo. E, segundo consta, o parecer desta comissão foi aprovado em plenário com a ressalva apenas de que o nome do lugar passou a ser Santo Antonio dos Thebas, ao invés de Santo Antonio do Monte Alegre como anteriormente era conhecido.

O distrito de Tebas foi constituído por terras antes pertencentes a Leopoldina (sede), Piedade (Piacatuba) e Rio Pardo (atual Argirita). Assim, pela lei nº 2938, de 23.09.1882, algumas fazendas da Piedade foram transferidas para Thebas. Em 06.10.1883 foi a vez de Rio Pardo perder algumas propriedades que passaram para o novo distrito. E em 18 do mesmo mês, através da lei nº 3171, a fazenda de João Pereira Valverde foi transferida de Thebas para a freguesia de Piedade.[vii]

Mas vamos retroagir um pouco e começar nossa busca pela venda de seis alqueires da fazenda Monte Alegre, em julho de 1841.

As terras vendidas localizavam-se na “cabeceira” ou nascente do córrego hoje chamado Tebas e a sede da fazenda era residência de Elias da Silva Espíndola. Os compradores dessas terras foram Honório Alves Ferreira e João Vieira Machado de Freitas. Por esta fazenda passava uma estrada que, vindo de Bom Jesus do Rio Pardo (Argirita), atingiria as terras de Antônio José Monteiro de Barros (fazenda Paraíso).[viii]

Sete meses depois o mesmo Elias da Silva Espíndola vende outros oito alqueires da mesma fazenda para José Miguel Dias da Silva e registra que estas terras limitam-se com as vendidas anteriormente e estão localizadas na serra entre o Rio Pardo e o Rio Pirapetinga.[ix]

Sabe-se que um dos vizinhos da fazenda Monte Alegre era o capitão Felisberto da Silva Gonçalves, um dos primeiros sesmeiros do lugar que, juntamente com sua esposa, Ana Bernarda da Silveira, recebeu duas sesmarias entre os córregos Glória e Fortaleza (nomes que desapareceram da toponímia local). Podemos acrescentar, ainda, que estas duas sesmarias limitavam-se com as terras recebidas, também em novembro de 1813,[x] por seu irmão e cunhada, Domingos Gonçalves de Carvalho e Antonia Rodrigues Chaves. E, segundo consta, uma das fazendas de Felisberto ficava no Monte Redondo, no caminho de Tebas para Argirita.

Entre os vizinhos de Felisberto surge, ainda, o nome de Joaquim Manoel Coimbra, algumas vezes citado como Manoel Joaquim Coimbra, provavelmente ancestral do vereador Antonio da Costa Coimbra que fez parte da comissão que estudou os limites do distrito de Tebas. As terras deste Manoel Coimbra, por sua vez, limitavam-se com o já mencionado Felisberto da Silva Gonçalves, com os Valverdes e com Elias da Silva Espíndola. Em função dessas informações, passamos a suspeitar que a tal fazenda “Campo Alegre” seja a mencionada por Manoel Antônio de Almeida, em 1856, como propriedade dos “herdeiros de Manoel Joaquim Thebas”,[xi] possivelmente um homem destemido e que recebeu dos puris o nome de “teba”.

Vale registrar que pela análise do movimento de compra e venda de bens de raiz no então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual Argirita, observa-se que a fazenda Campo Alegre foi citada como local em que o Escrivão realizou diversos registros entre 1841 e 1853.

Para encerrarmos por hoje, registramos que entre 1862 e 1864, os eleitores do distrito de Tebas pertenciam às famílias Almeida, Braga, Carvalho, Coimbra, Cunha, Dias, Dornelas da Costa, Freitas, Gonçalves, Lemos, Moraes, Pereira, Policiano, Reis, Ribeiro, Santos e, Silva.[xii] E dentre os italianos que viveram em Leopoldina um bom número deles residiu temporária ou definitivamente em Tebas, dos quais destacamos os sobrenomes Albertoni, Angeli, Bedin, Ceoldo, Gruppi, Marsola, Meneghetti, Stefani e Zotti.

Até a próxima edição, com novos recontos.

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Fontes utilizadas:

[i] Jornal O Globo, 16.02.1989.

[ii] Mensagem do Presidente da Província de 1895, p. 10

[iii] Arquivo da Prefeitura Municipal de Leopoldina, livros do Cemitério Público.

[iv] Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

[v] Toponímia de Minas Gerais, Joaquim Ribeiro Costa.

[vi] Minhas Recordações, p. 386.

[vii] Artigo da Gazeta de Leopoldina, de 1922, assinado por J. Botelho Reis.

[viii] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 8 v.

[ix] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 11.

[x] Cartas de Sesmarias emitidas pelo Presidente da Província.

[xi] Registro de Terras de Leopoldina, TP 114, número 18.

[xii] Alistamento Eleitoral de Bom Jesus do Rio Pardo, 4º quarteirão.

Posse de autoridades de Bom Jesus do Rio Pardo

Autoridades empossadas pela Câmara Municipal de Leopoldina em Rio Pardo, atual Argirita.

Autoridades do distrito de Rio Pardo

  • Antonio Bernardino Damasceno, Fiscal, 16.02.1883
  • Antonio Cardoso Brochado Júnior, 4º Juiz de Paz, 26.09.1883
  • Antonio Hermogeneo Dutra, 1º Juiz de Paz, 06.02.1888; 4º Juiz de Paz, 25.10.1881
  • Antonio Júlio da Paixão, 1º Juiz de Paz, 16.09.1857; 1º Juiz de Paz, 11.04.1862
  • Cândido José de Barros, 2º Juiz de Paz, 08.01.1857; 3º Juiz de Paz, 16.06.1862
  • Emidio José de Barros, 1º Juiz de Paz, 01.02.1865
  • Firmino Antonio de Lima, 1º Juiz de Paz, 12.02.1861
  • Francisco Antonio da Cunha, 2º Juiz de Paz, 07.07.1862; 2º Juiz de Paz, 09.01.1865; 2º Juiz de Paz, 29.01.1867
  • Gonçalo de Souza Lima1º Juiz de Paz, 08.01.1857
  • Inácio Nunes de Moraes, 3º Juiz de Paz, 08.01.1857
  • Jacob Dornelas da Costa, 1º Juiz de Paz, 25.07.1866
  • Jerônimo Fernandes das Chagas, 1º suplente de Juiz de Paz, 14.06.1894
  • João Antonio Martins, 4º Juiz de Paz, 07.01.1865
  • Joaquim José Coimbra, 4º Juiz de Paz, 27.11.1862
  • Joaquim Pereira de Sá, 1º Juiz de Paz, 24.10.1881
  • Joaquim Teixeira de Meireles, 3º Juiz de Paz, 24.07.1883
  • José Maria Furtado de Souza, 3º suplente de Juiz de Paz, 05.02.1891
  • José Teixeira Meireles, 3º Juiz de Paz, 23.01.1892
  • Manoel Luiz Pereira, 3º Juiz de Paz, 25.07.1866
  • Manoel Marinho da Cunha, 1º suplente de Juiz de Paz, 25.04.1894
  • Valério de Souza Meireles, 1º Juiz de Paz, 07.01.1883

FONTE: Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, antigos códices 32 e 146

Autoridades do distrito do Meia Pataca

Autoridades distritais empossadas pela Câmara Municipal de Leopoldina conforme códices 32 e 146 do Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina.

MEIA PATACA, atual município de Cataguases
Antonio Bento Peixoto

Antonio Bento Peixoto

3º Juiz de Paz 07.01.1865
Francisco de Paula Moretz Tayt. Sonh 4º Juiz de Paz 09.04.1863
João Ferreira Monteiro da Silva 4º Juiz de Paz 18.07.1861
João José de Souza Lima 3º Juiz de Paz 09.01.1857
3º Juiz de Paz 12.02.1861
4º Juiz de Paz 06.07.1865
Joaquim Vieira da Silva Pinto 2º Juiz de Paz 18.07.1861
2º Juiz de Paz 31.03.1857
1º Juiz de Paz 07.01.1865
Luiz Lobo Leite Pereira 4º Juiz de Paz 09.01.1857
1º Juiz de Paz 19.07.1861
2º Juiz de Paz 06.04.1865
Manoel Jacinto Nogueira Velasco da Gama 1º Juiz de Paz 09.01.1857

Principais moradores da Piedade em 1875

No tempo do Império, de acordo com as Leis que regiam a administração municipal, cada freguesia encaminhava ao governo provincial as listagens de seus moradores, identificando-os de acordo com os padrões de avaliação próprios da época. De modo geral, as informações eram extraídas dos livros de arrecadação fiscal de cada distrito, e reunidas no conjunto da freguesia. No ano de 1875, o distrito da Piedade encaminhou a relação a seguir.

 


Juizes de Paz:

1º  Francisco Esmério de Paiva Campos

2º  Francisco Soares Valente Vieira

3º  José da Costa Matos

4º  José Fajardo de Melo

Senhores de Engenho:

  • Álvaro José Antônio
  • Custódio Dias Moreira

Criador de gado:

  • Wenceslau Martins Pacheco Filho

Carpinteiros:

  • Francisco José Barbosa
  • José Alexandre da Costa

Sapateiro:

  • Manoel Ferreira Marques

Fazendeiros de Café:

  • Anselmo Alves Ferreira
  • Antônio de Souza Almada
  • Antônio de Souza Almada Filho
  • Antônio Lopes Ferreira
  • Antônio Maurício Barbosa
  • Antônio Pereira da Silva
  • Antônio Pereira de Medeiros
  • Antônio Pereira Valverde
  • Antônio Romualdo de Oliveira
  • Belisário Alves Ferreira
  • Camilo Alves Ferreira
  • Cassiano José do Carmo
  • Claudino Vieira da Silva
  • Cláudio José Barbosa de Miranda
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Henriques de São Nicácio
  • Francisco da Costa e Souza
  • Francisco Dias Ferraz
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Henriques Pereira
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • João Antônio da Costa Coimbra
  • João Antônio da Silva
  • Joao Antônio de Araújo Porto
  • João Batista da Silva
  • João Dutra Nicácio
  • João Francisco Coelho
  • João Pereira Valverde
  • João Vieira da Silva
  • Joaquim da Silva Tavares
  • Joaquim Honório de Campos
  • Joaquim Inácio de Oliveira
  • Joaquim Pinheiro de Faria
  • José Alves Ferreira
  • José Dias Moreira
  • José Evangelista do Carmo
  • José Fajardo de Melo
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Maria Gonçalves Coelho
  • José Martins Pacheco
  • Justino Marques de Oliveira
  • Manoel Benedito de Freitas
  • Manoel Dias Ferraz
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Francisco Coelho
  • Manoel Jacinto de Oliveira
  • Manoel José Ferraz
  • Manoel Rodrigues do Nascimento
  • Maria Luiza de Miranda
  • Mariana de Jesus
  • Máxima Ferreira Braga
  • Narciso Marques Braz
  • Nicolau Alves Ferreira
  • Pedro Antônio Furtado de Mendonça
  • Rafael Teixeira de Souza
  • Vital Inácio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau Martins Pacheco

Eleitores residentes na Piedade em 1882

Relação dos moradores da Piedade inscritos como eleitores conforme o livro de Alistamento Eleitoral de Leopoldina relativo ao ano de 1882.


  • Adolfo Gustavo Guilherme Hufnagel
  • Agostinho de Souza Campos
  • Antônio Alves Tavares
  • Antônio da Silva Tavares
  • Antônio David Alves Ferreira
  • Antônio de Souza Almada
  • Antônio Fajardo de Melo
  • Antônio Gonçalves de Castro
  • Antônio Gonçalves Filgueiras
  • Antônio Joaquim de Nazareth
  • Antônio Maurício Barbosa
  • Antônio Pereira Valverde
  • Antônio Pinto de Carvalho
  • Antônio Pires Veloso de Sá
  • Antônio Romualdo de Oliveira
  • Antônio Teixeira de Mendonça
  • Antônio Teixeira Reis
  • Antônio Vieira da Silva
  • Bernardo Tolentino Cisneiros da Costa Reis
  • Camilo Alves Ferreira
  • Cândido José Batista
  • Custódio Dias Moreira
  • David Alves Ferreira
  • Domingos Henriques Porto Maia
  • Domingos José Barbosa de Miranda
  • Domingos Vieira da Silva
  • Eleotério Gonçalves Pereira
  • Elias Gonçalves Filgueiras
  • Francisco Antônio Nogueira
  • Francisco Casemiro da Costa Filho
  • Francisco de Paula Ladeira
  • Francisco Esmério de Paiva Campos
  • Francisco Fajardo de Melo
  • Francisco Henriques Porto Maia
  • Francisco José Barbosa de Miranda
  • Francisco Luiz Pereira
  • Francisco Martins Pacheco
  • Francisco Soares Valente Vieira
  • Higino Dutra de Rezende
  • Jacob Antôno Furtado de Mendonça
  • João Antônio da Costa Coimbra
  • João Antônio de Araújo Porto
  • João Antônio Valverde
  • João de Souza Almad
  • João Desidério da Silva Durães
  • João Francisco Vieira da Silva
  • João Henrique da Costa Ramos
  • João José Alves Ferraz
  • João Paulino Barbosa
  • João Pereira Valverde
  • João Rodrigues Gomes
  • Joaquim Constâncio Loures
  • Joaquim de Souza Almada
  • Joaquim Fajardo de Melo
  • Joaquim Fidélis Marques
  • Joaquim Gomes de Araújo Porto
  • Joaquim José Medina
  • Joaquim Rodrigues Gomes Corujinha
  • Joaquim Vieira da Silva
  • Joaquim Wenceslau de Campos
  • José Carlos de Oliveira Pires
  • José de Rezende Montes
  • José Fajardo de Melo
  • José Fajardo de Melo Júnior
  • José Fernandes da Silva
  • José Francisco de Paiva Campos
  • José Francisco Vieira
  • José Furtado de Mendonça
  • José Henriques da Mata
  • José Joaquim Furtado de Mendonça
  • José Justino de Carvalho
  • José Martins Pacheco
  • José Maximiano de Moura e Silva
  • José Rodrigues Barbosa de Miranda
  • José Rodrigues Carneiro de Souza
  • José Rodrigues Gomes
  • José Teixeira de Oliveira Guimarães
  • José Vieira da Silva
  • Laurindo Gonçalves de Castro
  • Luiz Teixeira Machado
  • Manoel Antônio da Mota
  • Manoel Antônio Dutra
  • Manoel Ferreira Ribeiro
  • Manoel Ferreira Ribeiro Filho
  • Manoel Henriques Porto Maia
  • Manoel Henriques Porto Maia Filho
  • Manoel Luiz Pereira
  • Manoel Muniz de Azevedo Coutinho
  • Manoel Rodrigues de Oliveira
  • Mariano Henriques Pereira
  • Olímpio Rodrigues de Mendonça
  • Olímpio Sinfrônio de Souza
  • Pedro Antônio Furtado de Mendonça
  • Pedro Rodrigues Gomes
  • Roberto de Souza Almada
  • Silvério Gomes Filgueiras
  • Silvério José Barbosa de Miranda
  • Teotônio Joaquim de Araújo Porto
  • Urbano Otoni de Andrade Rezende
  • Vicente Alves Ferreira
  • Vital Inácio de Moraes
  • Vital Rodrigues de Oliveira
  • Wenceslau José de Campos
  • Wenceslau Martins Pacheco Filho

Antonio José Machado

Esta é mais uma das atualizações de nossos antigos Cadernos de Família, divulgados entre 1970 e 1990.  Reputamos como bastante difícil estudar os Machados por causa da homonímia. Dos livros paroquiais de Leopoldina relativos ao século XIX, recolhemos 8 personagens com o nome de Antonio Machado, 13 chamados Antonio José Machado e 6 cujo nome anotado foi José Antonio Machado. Ainda assim foi preciso listar todos os batismos e ordená-los pelo nome das mães, estudar individualmente cada uma delas para reduzir ao número aqui mencionado. Porque um mesmo personagem aparece como Antonio no batismo de um filho, como Antonio José no de outro e como José Antonio num terceiro batismo. Considerando que algumas mães são também homônimas, o estudo das famílias dos cônjuges foi indispensável. Estão entre os  personagens mais complexos destes estudos.

Feita a comparação dos assentos de batismo com os de casamentos dos Antonios e dos filhos, surgiu um complicador: alguns usuários do sobrenome aparecem com o acréscimo do “Dias” nos registros posteriores a 1880. Acreditamos que a homonímia tenha sido, mais uma vez, a causa da adoção de outro sobrenome. Não encontramos justificativa para a escolha do “Dias” como diferencial.

Mesmo após tantas adições com acréscimos obtidos em novas buscas, sabemos que ainda não é a versão definitiva. Novos documentos poderão surgir para esclarecer uma série de dúvidas que ainda restam.

Adotamos a composição de nome mais incidente para cada personagem. No caso em questão, a primeira vez que encontramos o sobrenome Dias foi em janeiro de 1887, no batismo do filho Pedro. Em registros posteriores tal sobrenome volta a desaparecer.

Antonio José Machado é como o nome aparece nos batismos de Maria, João, Umbelina, Horácio, Antonia e Laura, filhos de seu casamento com Luiza Maria de Jesus, bem como em seu casamento com Júlia Rosa de Jesus. É também como o nome foi anotado no batismo de Maria, filha de seu primeiro casamento com Custódia Maria de Jesus.

É possível que a adoção do novo sobrenome tenha influência de autoridades civis. Nos alistamentos eleitorais pesquisados, relativos ao final do século XIX, o sobrenome aparece em quase todos os registros, apenas com variação dos dois nomes. Ou seja, algumas vezes temos Antonio José Machado Dias e em outras encontramos José Antonio Machado Dias. Em pesquisas realizadas na 1ª Secretaria do Fórum de Leopoldina encontramos a mesma variação.

 Lembramos, ainda, que alguns descendentes acrescentaram Neto ao sobrenome e, uma ou duas gerações depois, a supressão do Machado vem confundi-los com outra família tradicional de Leopoldina: os Neto.

ANTEPASSADOS DE ANTONIO JOSÉ MACHADO

Filho de José Bernardino Machado e Maria Antonia do Nascimento nasceu em terras do Rio Pardo, hoje município de Argirita. Seu pai faleceu a 27 de Setembro de 1886 em Leopoldina e sua mãe faleceu entre 1886 e novembro de 1893.

José Bernardino não declarou, em 1856, de quem comprou as terras que divisavam com Albina Joaquina de Lacerda, Antonio José Monteiro de Barros, Joaquim Ferreira Brito, Manoel Antonio de Almeida, João Antonio Ribeiro e José Rodrigues Carneiro e Souza. Sabemos apenas que totalizavam 70 alqueires por ocasião do Registro.

Outro filho de José Bernardino ligado à história de Leopoldina foi José Bernardino Machado Filho, falecido a 25 de Maio de 1884 em Leopoldina, deixando viúva Ana Rosa de Jesus.

Na geração seguinte vamos encontrar os avós paternos de Antonio José como moradores de Santa Rita de Ibitipoca. Foram eles:  Bernardino José Machado, batizado em 1786 em  Santa Rita do Ibitipoca, casado com Maria [Rolsa ou] Ribeiro de Almeida, também batizada em Santa Rita de Ibitipoca em 1787.

A avó paterna ainda está a merecer maiores estudos, uma vez que no livro Genealogia dos Machados e Fonsecas, de Raimundo da Fonseca, encontramos informações bastante divergentes de nossas pesquisas em relação aos nascimentos de filhos e netos.

Bernardino José era filho de Antonio José Machado e Izabel Correia de Moraes, casal mencionado em diversos de nossos estudos em virtude de se ligarem aos Almeida Ramos, povoadores de Leopoldina.

DESCENDENTES DE ANTONIO JOSÉ MACHADO [Dias]

Casou-se provavelmente em Bom Jesus do Rio Pardo com CUSTÓDIA MARIA DE JESUS, com quem teve um filho homônimo por volta de 1858. Em terras do antigo distrito da Piedade nasceu sua segunda filha, batizada a 25 de Março de 1860 com o nome Maria.

A 24 de Dezembro de 1862 nasceu a primeira filha do segundo casamento com LUIZA MARIA DE JESUS. Deste casamento foram filhos também: João Machado Dias (1865), Umbelina (1867), Firmino Machado Dias (1873), Horácio Machado Dias (1879), Antonia Maria de Jesus (1872), Cristiano Machado Dias (1883, Laura Maria de Jesus (1884) e Pedro Machado Dias (1886)

Casou-se pela terceira vez a 18 de Novembro de 1893, em Piacatuba, com JÚLIA ROSA DE JESUS, filha de JOAQUIM ALVES PEREIRA e RITA MARIA DE JESUS E SOUZA. Oficialmente consta que Júlia Rosa era natural de Cataguases. No entanto a análise de documentos de suas irmãs nos levou a concluir que seus pais residiam em terras no distrito de Piacatuba desde a época do seu nascimento. Na Igreja de Nossa Senhora da Piedade foi batizada sua irmã Belmira a 27 de Abril de 1872. Amélia, a outra irmã, casou-se também em Piacatuba a 26 de Julho de 1894, tendo declarado nascimento naquele distrito.

Do terceiro casamento encontramos apenas um filho, Júlio, nascido em 1896.

Dos 12 filhos de Antonio José Machado Dias encontramos descendência apenas para os abaixo discriminados.

1 – JOSÉ ANTONIO MACHADO nasceu em Piacatuba por volta de 1858 e casou-se com VIRGINIA PEREIRA DE ALMEIDA a 23 de Junho de 1880. Ela nasceu a 7 de Março de 1866 em Leopoldina, filha de ANTONIO AMANCIO PEREIRA e  MARIA JOSÉ DE ALMEIDA.

Foram pais de:

– ANTONIO, nascido a 8 de Abril de 1882, batizado a 4 de Junho do mesmo ano;

– CUSTÓDIA, nascida a 4 de Setembro de 1883, batizada a 22 Janeiro de 1884;

– MARIA, nascida a 29 de Dezembro de 1885, batizada a 25 de Janeiro de 1886;

– ERNESTINA, nascida a 15 de Agosto de 1887, batizada a 27 de Dezembro do mesmo ano;

– ERNESTO, nascido a 19 de Novembro de 1893, batizado a 2 Junho de 1894.

4 – JOÃO MACHADO DIAS, nascido a 17 de Maio de 1865, batizado a 11 de Junho do mesmo ano, casou-se com AMÉLIA VALENTINA. Uma de suas filhas, de nome Maria da Conceição, casou-se com descendente dos Gomes da Fonseca de Conceição da Ibitipoca.

6 – FIRMINO MACHADO DIAS, nascido por volta de 1873, teve o filho Otavio, em 1905, com Francisca Brito.

7 – HORÁCIO MACHADO DIAS nasceu a 21 de Novembro de 1879, foi batizado a 8 de Fevereiro de 1880, casou-se com EDWIGES CRISTINA DE CASTRO a  26 de Maio de 1900 em Piacatuba. Ela era filha de ANTONIO PINTO DE CARVALHO e MARIA CRISTINA DE CASTRO, família com origem em Formiga, onde em 1886 corria o inventário de Maria Guilhermina de Carvalho, mãe de Antonio.

Foram pais de:

– Antonio Machado de Carvalho nascido 1901 e falecido em 1954 em Cataguases. Casou-se em 1923 com Camelia Gomes Machado, nascida em Leopoldina em 1906 e falecida em Cataguases em 1982, com 8 filhos;

– Rebeldino Machado de Carvalho nascido em Piacatuba em 1903 e falecido em Leopoldina em 1976. Casou-se a primeira vez com Gasparina Barbosa de Oliveira, nascida no povoado de São Lourenço, em Leopoldina, no ano de 1905, filha de Adriano Furtado de Oliveira e Floripes Barbosa, com quem teve a filha Maria Aparecida em 1928. Casou-se a segunda vez em Leopoldina, em 1929, com sua cunhada Maria Eulalia Barbosa, nascida em Piacatuba em 1908, com quem teve o filho Otavio Machado de Carvalho Sobrinho, nascido em Leopoldina em 1937;

– Otavio Machado de Carvalho, nascido em 1905 e falecido em Leopoldina em 1981, casou-se em 1930 com Petrina Gomes, com descendência estudada pela filha Consuelo Machado de Carvalho;

– Homero Machado de Carvalho, nascido em Leopoldina em 1906, casou-se em 1962 com Carmen Mürer de Castro, segundo Consuelo Machado de Carvalho.

8 – ANTONIA MARIA DE JESUS nasceu a 23 de Junho de 1882 em Piacatuba, onde foi batizada a 19 de Agosto do mesmo ano. Casou-se também em Piacatuba com FIRMINO CARLOS DE OLIVEIRA, a 12 de Março de 1898. Ele era filho de JOSÉ VITAL DE MORAES e UMBELINA CASSIANO DO CARMO, nascido a 14 de Agosto de 1864 em Piacatuba. Firmino faz parte de outro de nossos estudos, além de ter tido a família estudada por José Luiz Machado Rodrigues.

9 – CRISTINO MACHADO DIAS casou-se a primeira vez com DALVINA PIRES DE OLIVEIRA a 17 de Maio de 1903 em Piacatuba. Ela era filha de JOÃO CAMILO PIRES DE OLIVEIRA e HONORATA HIGINA. Casou-se a segunda vez com MARIA DA CONCEIÇÃO CABRAL, nascida em Leopoldina em 1887, filha de Antonio Augusto d’Aquino Cabral e Maria Antunes Pereira.

Do primeiro casamento localizamos os filhos Ester, nascida por volta de 1904 em Piacatuba; João, nascido a 16 de Dezembro de 1908, e batizado em Piacatuba a 8 de Agosto de 1909; e MARIA, nascida a 10 de Abril de 1911 e batizada a 17 de Julho do mesmo ano em Piacatuba.

Do segundo casamento foram os filhos: Luiza (1915), José (1916), Maria (1917), Ruy (1919), Lourdes (1920) e Joaquim Machado Cabral que se casou com Magnolia do Prado e foram avós maternos de Priscila que em 2018 colaborou com informações sobre seu grupo familiar.

10 – LAURA MARIA DE JESUS nasceu a 24 de Junho de 1884 em Leopoldina. Casou-se com FRANKLIN FURTADO DE OLIVEIRA com quem teve, pelo menos, os seguintes filhos: Cornelia; Arthurina (1900); Ozieta (1919) c/c Francisco Pereira Machado; Franklin Filho c/c Aurora Pereira Barbosa; Maria Luiza c/c Manoel Caetano Filho; Jayme Machado de Oliveira c/c Nair Alves; e Margarida c/c Sebastião de Oliveira.

11 – PEDRO MACHADO DIAS nasceu a 14 de Novembro de 1886 em Leopoldina e casou-se com MARIA MATOS, filha de SIMPLICIANO GARCIA DE MATOS e TEREZA CAROLINA DE ALMEIDA.  Faz parte dos estudos sobre as famílias Almeida Ramos e Garcia de Matos.

Fontes utilizadas neste trabalho:
- Mapa da População do Feijão Cru, 1838 e 1843
- Igreja de Bom Jesus do Rio Pardo, Argirita - livros de batismos e casamentos de 1839 a 1901
- Igreja Matriz de Nossas Senhora da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, livros de batismos, casamentos e óbitos de 1851 a 1920.
- Paróquia de São Sebastião de Leopoldina, livros de batismos e casamentos de 1852 a 1920
- Igreja de Santo Antonio de Tebas - livro 1 de batismos
- Registro de Terras de Leopoldina, 1856
- 1ª Secretaria do Forum de Leopoldina, processos relativos ao século XIX
- Cartório de Registro Civil de Piacatuba, livros 1 e 2 de nascimentos, 1 e 2 de casamentos
- Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, livros 1 e 2 de nascimento e 1 de casamentos
- Arquivo da Prefeitura Municipal de Leopoldina - Livros 1 e 2 do Cemitério e livros da Câmara Municipal do Império
- Alistamento Eleitoral de Leopoldina, 1892 a 1895