Efemérides Leopoldinenses: Outubro

O mês de outubro na história de Leopoldina.

1 de outubro

1874

Resultado do Recenseamento de 1872.


5 de outubro

1893

Publicados os Estatutos da Sociedade Anônima Arcádia Leopoldinense, destinada à instrução da mocidade.


8 de outubro

1873

A Assembleia Legislativa Provincial de Minas decreta que o Curato do Rio Pardo torna-se Freguesia. A Lei Mineira n. 2027, de 1 de dezembro do mesmo ano, em seu artigo 3º confirma a decisão.

Lei Mineira nº 2027, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.

Na mesma data a Assembleia autoriza a presidência da província a contribuir com a construção de uma estrada de rodagem entre a estação ferroviária de Santa Izabel (hoje Abaíba) e Dores do Pomba (hoje Itapiruçu).

Estrada entre Abaíba e Itapiruçu

1874

Inauguração das primeiras estações da Estrada de Ferro Leopoldina: Porto Novo (Além Paraíba), Pântano (depois Antônio Carlos, atual Fernando Lobo) e Volta Grande. A estação de São José, localizada entre a Porto Novo e a Pântano, só foi construída mais tarde, com o objetivo de desafogar a estação Porto Novo que era o ponto de ligação da Estrada de Ferro Pedro II com a Leopoldina.

Fonte: Jornal do Commercio, 10 de outubro de 1874, edição 281, pag. 3


9 de outubro

1831

Encaminhada para o governo provincial a primeira contagem populacional com moradores do Feijão Cru.

1895

José Feijó Monteiro de Rezende vende prédio do Bairro da Grama para a Casa de Caridade.


10 de outubro

1851

Criação de novos distritos que em 1854 viriam a compor o território da Vila Leopoldina.

1871

Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, obtém concessão para a construção de uma linha de bitola de um metro, ligando Porto Novo do Cunha a Leopoldina. Posteriormente houve mudança na concessão e a Estrada de Ferro Leopoldina passou a ligar Porto Novo ao Meia Pataca, com o ramal Vista Alegre dando acesso à sede do município de Leopoldina.

Lei Mineira nº 1826, Coleção de Leis Mineiras, Arquivo Público Mineiro

1895

Primeira Sede do Colégio Imaculada Conceição.


12 de outubro

1894

Morre o Padre Muniz, sacerdote que dedicou seus últimos anos de vida aos paroquianos da Piedade, hoje Piacatuba.


13 de outubro

1817

Concedida a Fernando Affonso Correia de Lacerda, uma sesmaria com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto do Ubá, Termo de Barbacena.


14 de outubro

1817

Concedida a Jeronimo Pinheiro de Lacerda, uma sesmaria também com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto de Ubá, Termo de Barbacena.


16 de outubro

1861

Leopoldina é elevada a Categoria de Cidade pela Lei Mineira nº 1166.


17 de outubro

1895

Acervo da Câmara Municipal de Leopoldina: patrimônio cultural desaparecido.


18 de outubro

1883

Criação do distrito do Tapirussu que havia sido criado como distrito policial um ano antes.

1883

Criadas duas cadeiras de instrução primária em Thebas, sendo uma para o sexo feminino e outra para o masculino

Lei Mineira nº 3127, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


19 de outubro

1866

A Secretaria da Presidência de Minas Gerais oficiou ao Ministério da Guerra, pedindo informações sobre a morte, na Guerra do Paraguai, do voluntário Candido Silva Brandão que ocupava o ofício de 2º tabelião em Leopoldina.

Diário de Minas, 9 de janeiro de 1867, edição 160, pag 1


20 de outubro

1882

Criada outra escola de instrução primária para o sexo masculino

Lei Mineira nº 2902, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


23 de outubro

1882

Cedido território do então distrito da Piedade, hoje Piacatuba, para ampliar o território de Cataguases.

Lei Mineira nº 3049, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


25 de outubro

1881

O então “districto dos Thebas, município de Leopoldina”, é elevado à categoria de Freguesia.

Lei Mineira nº 2848, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


28 de outubro

1878

O empresário Custódio José Martins da Costa Cruz obtém concessão de privilégio para construção, uso e gozo de uma estrada de ferro entre Recreio e São Francisco do Glória.

Lei Mineira nº 2452, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro


29 de outubro

1874

Fuga de criminosos na Cadeia de Leopoldina, envolvendo o assassino de João José de Souza Lima, crime ocorrido em maio de 1874 na Freguesia do Espírito Santo do Empoçado, atual Cataguarino, distrito de Cataguases.

Fuga de presos da Cadeia de Leopoldina

Efemérides Leopoldinenses: Novembro

Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de novembro.

1 de novembro

1860

O ocaso da carreira política de Antonio José Monteiro de Barros.

Campanha política.

1899

A música em Leopoldina: Lyceu Musical Santa Cecília. Veja.


5 de novembro

1866

Assembleia Legislativa Provincial aprova a reforma das Posturas Municipais de Leopoldina que foram adotadas por Cataguases quando de sua emancipação.

Lei que aprova as posturas da Câmara Municipal de Leopoldina

Cataguases pede para adotar as Posturas de Leopoldina

Autorização para Cataguases adotar as Posturas de Leopoldina


6 de novembro

1869

A povoação do “Empossado” (mais tarde Empoçado), na época pertencente ao termo da Leopoldina, torna-se Distrito de Paz. Trata-se do atual distrito de Cataguarino, pertencente a Cataguases.


7 de novembro

1855

Criação do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos em Leopoldina.


12 de novembro

1878

Criado o distrito de Campo Limpo, atual Ribeiro Junqueira.

Criação do distrito de Campo Limpo


18 de novembro

1857

Segundo o Decreto nº 2031 de 18 de novembro de 1857, o carcereiro de Leopoldina receberia sessenta mil réis anuais. Dentro da estrutura administrativa da época, a remuneração era um atrativo do cargo.


19 de novembro

1875

A Lei nº 2161 autoriza a Companhia Estrada de Ferro Leopoldina a estender-se até Santa Rita do Meia Pataca. Até então a concessão era para o trajeto Porto Novo a Leopoldina.


21 de novembro

1890

A Lei nº 241 cria os distritos de Santa Izabel, atual Abaíba e São Joaquim, atual Angaturama.

24 de novembro

1813

Concedidas duas sesmarias a Antônia Rodrigues Chaves e seu marido Domingos Gonçalves de Carvalho, irmão de Felisberto da Silva Gonçalves mencionado abaixo, dia 29 de novembro. Localização indicada na época da concessão: Mata geral do Sertão do Pomba, no Córrego da Fortaleza, Termo de Barbacena, onde se acha abrindo a estrada para o Porto de São Fidélis. Segundo estudos realizados nos livros paroquiais, as sesmarias de Antônia e Domingos ficavam localizadas em território que viria a constituir São João Nepomuceno, provavelmente no atual distrito de Taruaçu.

Fonte: Códice SC 352 fls 76v e fls 73v respectivamente, Arquivo Público Mineiro.


25 de novembro

1875

O distrito do Meia Pataca emancipa-se de Leopoldina com o nome de Cataguases. Em consequência, Leopoldina perde também os distritos do Empoçado e Conceição do Laranjal, além de parte do território do distrito da Piedade.

Fonte: Lei 2180, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.


26 de novembro

1813

Concedida a Anna Bernarda da Silveira, uma sesmaria com limite no Córrego da Fortaleza, Mata Geral do Sertão do Pomba, Termo de Barbacena. Este córrego corresponde ao que mais tarde era conhecido como São Bento. Segundo registros do primeiro livro do Cartório de Notas de Bom Jesus do Rio Pardo, esta sesmaria ficava a sudoeste da sede do município de Leopoldina, na divisa com o atual município de Argirita. Esta informação é confirmada no Registro de Terras de 1856.

Fonte: Códice SC 352 fls 81, Arquivo Público Mineiro.

1835

O Juiz de Paz Manoel Ferreira Brito conclui o levantamento populacional do Curato de São Sebastião do Tesouro do Feijão Cru. Foram computados 135 fogos com 1.274 habitantes.


29 de novembro

1813

Concedida a Felisberto da Silva Gonçalves, marido de Anna Bernarda da Silveira citada no dia 26 de novembro acima, uma sesmaria também com limite no Córrego da Fortaleza, Sertão do Pomba, Termo de Barbacena.

Carta de Sesmaria de Felisberto da Silva Gonçalves


30 de novembro

1880

A povoação de Thebas é elevada à categoria de Distrito de Paz e continua fazendo parte da Freguesia da Piedade.

Efemérides Leopoldinenses: Dezembro

Alguns acontecimentos de meses de Dezembro em Leopoldina.

1 de dezembro

1873

  • Lei Mineira nº 2027 eleva o distrito de Nossa Senhora da Piedade (atual Piacatuba) à categoria de Paróquia.
  • Lei Mineira nº 2029 cria escola de instrução primária para o sexo masculino no distrito da Piedade
  • Lei Mineira nº2031 eleva à categoria de Paróquia o distrito então pertencente a Leopoldina com o nome de Espírito Santo do Empossado. Atualmente é o distrito de Cataguarino, município de Cataguases.

1889

Num marco de granito exposto na entrada principal da Casa de Caridade encontra-se a inscrição “SPB – 01.12.1889”. Trata-se de data da fundação da Sociedade Portuguesa de Beneficência, em Leopoldina, instituição da qual a Casa de Caridade Leopoldinense passou a ser sucessora, a partir de 25.03.1917, quando a S. P. B. foi liquidada. Veja.

1894

Funciona uma hospedaria de imigrantes, no sítio Jacareacanga.

Fonte: VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag 525


5 de dezembro

1882

Professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa é designado para a 3ª cadeira de instrução primária de 2º grau na cidade de Leopoldina, como professor de Português, Francês e Geografia.

Fonte: Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, AD 46 e 47


7 de dezembro

1888

Autorizada a criação de uma Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina.

Autorização para criar Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina.

Fonte: Relatório do 1º vice-presidência da Província, o Sr. Barão de Camargos, em 7 de dezembro de 1888.


10 de dezembro

1874

Inauguração da Estação de Providência da Estrada de Ferro Leopoldina

Fonte: VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag 1042

1882

Anunciada a próxima abertura das atividades de filial do Colégio Venerando.


11 de dezembro

1898

Circula a primeira edição do jornal O Arame, propriedade de Ovídio Rocha.


15 de dezembro

1843

É encaminhada ao Governo Provincial a segunda Lista Nominal dos Habitantes do Distrito de São Sebastião do Feijão Cru em 1843.


17 de dezembro

1882

Numa prática da época, o resultado dos exames do Colégio Nossa Senhora do Amparo e no Externato Santo Antônio foi publicado em jornal.


18 de dezembro

1880

Autoriza a professora de instrução primária do sexo feminino Joana Carolina Pinto Coelho, a afastar-se em licença de saúde.

Lei Mineira nº 2740, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.


19 de dezembro

1865

O distrito de Santo Antônio do Muriaé (atual Miraí) é transferido de Leopoldina para Muriaé.

Trecho da lei que transferiu Miraí de Leopoldina para Muriaé.


20 de dezembro

1882

Morre Joaquim Antônio Almeida Gama, proprietário da Fazenda Floresta.


22 de dezembro

1863

O Arraial de Conceição do Paraíba, no município de Leopoldina, é elevando a Distrito. Atualmente é distrito do município de Pirapetinga.

Lei Mineira nº 1172, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.

Lei 1172 de 22 de dezembro de 1863


23 de dezembro

1892

Surge a ideia de construir um fórum.

Não se sabe como o assunto progrediu. O que se apurou, através de notícia  do jornal Novo Movimento, de 9 de outubro de 1910, é que naqueles dias havia sido lançada a pedra fundamental para a construção dos prédios da Cadeia e do Fórum, na Praça Félix Martins. Já a edição da Gazeta de Leopoldina de 1 de janeiro de 1911 informa que estavam sendo feitas as fundações dos dois edifícios. A imagem abaixo, do acervo do Arquivo Público Mineiro, provavelmente é do ano de 1914 e seria este o ano de inauguração dos dois prédios.

Minas Geraes 23 de dezembro 1892 ed 239 pag 4

Prédios da Cadeia e Fórum de Leopoldina, cerca de 1914.


27 de dezembro

1898

Suspenso o funcionamento de escola em Campo Limpo.


31 de dezembro

1849

Curato do Feijão Cru pertence ao Bispado do Rio de Janeiro. No civil, pertence à província de Minas Gerais, ao Termo de São João Nepomuceno.

Curato do Feijão Cru pertence ao Bispado do Rio de Janeiro.

O Feijão Cru no Termo de São João Nepomuceno

A transferência para Mariana ocorreu em julho de 1897, conforme Ata de Instalação da nova Comarca Eclesiástica, no livro de batismos 1897-1898, páginas 49 verso e 50.

Cataguases: uma cidade na Fazenda Cachoeira

135 anos depois, alguns aspectos significativos*

* Joana Capella, pesquisadora
Colaboração: Dilson Martins de Freitas
Artigo publicado no Jornal Cataguases, setembro de 2012.

Criado pela Lei n. 2.180, de 25 de novembro de 1875, desmembrado de Leopoldina, o município de Cataguases comemora, neste ano, os 135 anos de sua instalação oficial, ocorrida em 07 de setembro de 1877.

A área onde se acha situado o centro antigo de Cataguases era parte da fazenda do Sargento de Ordenanças Henrique José de Azevedo, doada por Termo de Doação lavrado em 26 de maio de 1828.  Este documento contém a primeira referência, até agora conhecida, às terras de Azevedo no arraial de Santa Rita do Porto dos Diamantes. A origem da propriedade destas terras é ainda desconhecida. Podem ter sido adquiridas por apossamento, concessão de sesmaria ou mesmo através de compra, como foi o caso das terras que ele possuiu na fazenda Monte Redondo, nas proximidades do atual município de Santana de Cataguases, adquiridas de Joaquim Dias Moreira, antes de 1855.

Segundo Silva Pontes, um viajante que por aqui passou em 1833, a fazenda de Azevedo ficava no Caminho do Passa Cinco para o arraial de Meia Pataca. Já Francisco Teixeira de Siqueira, casado com Clara Lina da Encarnação, declarou, em 1855, possuir terras herdadas do sogro Henrique de Azevedo, às margens do ribeirão Meia Pataca, que divisavam com os terrenos de Santa Rita. A identificação da fazenda Cachoeira como propriedade do Sargento Azevedo se confirmou, em definitivo, com as seguintes vendas de terras: em 1865, seu filho, Joaquim José Azevedo, vendeu a Antonio Xavier de Barros terras herdadas de sua mãe, Ana Maria da Encarnação, e, em 1873, outras terras herdadas pelos netos de Azevedo foram vendidas a Francisco Antonio Fernandes, Antonio Jacinto Carreiro e a José Antonio Bastos Guerreiro, além de parte anteriormente vendida ao então finado João Pedro de Souza, o que nos leva a concluir que esta era a Fazenda Cachoeira do Passa Cinco, cujas terras se situavam da barra do ribeirão Passa Cinco até o Meia Pataca, numa área equivalente a pouco mais de meia sesmaria, ou 300 alqueires, aproximadamente.

Praça Santa Rita, Cataguases, MG

Em 1822, já havia sido criado um aldeamento e, seis anos após, a povoação contava com uma capela já construída, visando, inclusive, a catequização dos índios. Com 30 casas localizadas às margens da estrada Presídio-Campos dos Goitacazes, o arraial foi, dentre  muitos, um dos que se desenvolveu à beira das estradas e caminhos.

Em obediência ao Diretório de 7 de dezembro de 1767, ato do então Governador Luiz Diogo Lobo da Silva, que regulamentava a criação de povoados em terras indígenas, Guido Thomaz Marlière traçou as ruas da nova povoação, tendo ao centro a referida capela.

Hermann Burmeister, um dos viajantes estrangeiros a visitar a região no século XIX, aqui pernoitou em 28 de abril de 1853, tendo registrado que uma igreja em grande estilo já estava em construção e que as casas eram “todas de aspecto agradável e emolduradas por faixa de cal”.

Em 06 de novembro de 1877, a primeira planta da cidade, recém-elaborada, foi apresentada à Câmara Municipal por seu autor, Alberto Belmonte de Aguiar, engenheiro gaúcho que trabalhava na construção da linha férrea Juiz de Fora-Ponte Nova. Alberto e o então vereador Camilo Delfim Silva residiram na fazenda Canadá, em Cataguarino, sendo ambos genros de João José de Souza Lima e Carlota Raquel de Souza Lima, fazendeiros no mesmo distrito. Da referida planta constavam seis ruas e duas praças, quais sejam: Largo da Matriz, Largo do Rosário, Caminho do Passa  Cinco, Caminho da Estação, Rua do Sobe-Desce, Rua do Pomba, Rua do Meio e Rua do Cemitério.

Alterações nos nomes de ruas foram propostas pelos vereadores Camilo Delfim Silva, em 09 de janeiro de 1878, e Agnelo Carlos Quintela, em 20 de outubro de 1885, ambas aprovadas pela Câmara.

Vejamos as denominações originais de alguns logradouros e suas respectivas alterações até os nomes atuais, além de algumas curiosidades:

1- Largo da Matriz, Praça 25 de Junho e Praça Santa Rita

Aqui se localizava a estátua de Guido Thomaz Marlière, obra do escultor Luiz Ferrer, inaugurada em 26 de maio de 1958. Sua construção, por subscrição popular, foi uma iniciativa do político Pedro Dutra Nicácio Neto;

2- Largo do Rosário, Largo do Comércio, Praça do Comércio e Praça Rui Barbosa

Ajardinado em 1893, sediava o imponente prédio da Sociedade Theatro Recreio, cedido ao Cel. João Duarte Ferreira em 1910, em pagamento de hipoteca, e por ele deixado, em testamento, ao Hospital de Cataguases. O Theatro foi demolido, sendo construído, no mesmo local, o Cine Teatro Edgar;

3- Largo da Estação, Praça Governador Valadares

Ali se localizava o Engenho Central de Cataguases, beneficiador de café, arroz e madeira, pertencente ao Cel. João Duarte Ferreira. O prédio, de 1890, ainda existente, sofreu pelo menos duas alterações: uma reforma executada no período de 1908 a 1916 e a construção de um pavimento superior, em 1925. O Largo sediava, também, os armazéns da Federação Cooperativa Agrícola de Cataguases, fundada em 1907, que encampava, dentre outras, as cooperativas de café de Cataguases, Itamarati e São Manoel do Guaiaçu;

4- Caminho do Passa Cinco, Rua José de Alencar e Rua Alferes Henrique José de Azevedo

Era um trecho da estrada que ligava Presídio (hoje Visconde do Rio Branco) a Campos dos Goitacazes. Seguia pela rua Cel. Vieira e descia em direção ao ribeirão Kágado;

5- Caminho da Estação, Rua da Estação e Rua Cel. João Duarte Ferreira

Esta rua, hoje conhecida como Calçadão, homenageia  uma das mais destacadas figuras da nossa história política e econômica. Em 1887, sediava o Hotel Progresso, onde o dentista Roque Cathete atendia em seu“gabinete de arte dentária”;

6- Rua do Sobe-Desce, atual Rua Coronel Vieira

Na esquina com o Largo da Matriz, onde hoje se situa o prédio da Câmara Municipal, foi concedido alvará de posse a Joaquim Tomás de Aquino Cabral, em 19 de maio de 1879, para ali construir o primeiro engenho de café, inaugurado como “Engenho Central Cabral”, em  30 de junho de 1886. Esta rua, que se estendia até o ribeirão Meia Pataca, teve seu calçamento concluído em 1880. Um trecho foi denominado “Ladeira Capitão Carlos”, tendo a sua parte final recebido, posteriormente, a denominação de “Rua Professor Alcântara”, ainda hoje mantida;

7- Rua do Meio, Rua Direita e Rua Rebello Horta

8- Travessa do Rosário, Rua do Rosário e Rua Tenente Fortunato

Em 1881, esta era a nova via que, da Rua da Estação, seguia para o rio Pomba. Na esquina, em frente ao prédio da Maçonaria, Venâncio Vieira Coelho de Araújo fez a doação de um terreno para construção da Igreja do Rosário, cuja obra não foi executada.

9- Travessa Conselheiro Saraiva

Ligava a Rua Rebello Horta à Rua Cel. Vieira e era o endereço do ateliê de Gallotti Serra, fotógrafo italiano que era, também, representante da firma Ornestein S.A, de Importação e Exportação de Mantimentos e Molhados.

10- Avenida Cataguases e Avenida Astolfo Dutra

Autorizado pela Lei n.198, de 16 de março de 1906, o Agente Executivo Cel. Joaquim Gomes de Araújo Porto adquiriu terrenos às margens do córrego Lava Pés para ali construir uma rua ou avenida. Neste mesmo ano, foi concluída uma ponte de pedra sobre o córrego, construída por Francisco Drumond. A Lei n.221, de 18 de abril de 1908, com um capítulo dedicado às edificações urbanas, determinava que os pretendentes às posses na nova avenida deviam apresentar o requerimento e a planta da edificação a ser feita, exigência mantida no edital de venda dos lotes, publicado em 05 de setembro de 1912, conforme a Lei n.239, de 09 de julho do mesmo ano. A Avenida Cataguases teve sua denominação alterada para Avenida Astolfo Dutra pela Lei Municipal n.267, de 28 de julho de 1920, numa homenagem a este vulto político, falecido naquele ano.

Nas duas primeiras décadas dos anos 1900, sob a administração da Câmara Municipal, presidida pelo Cel. Joaquim Gomes de Araújo Porto no período de 1901 a 1910, e pelo Cel. João Duarte Ferreira de 1911 a 1923, Cataguases viveu um período de prosperidade. Como exemplo, citamos:

. criação, pelo Cel. João Duarte e outros sócios, da Fábrica de Tecidos, da Cia. Força e Luz, do Ginásio de Cataguases e da Usina de Açúcar;

. construção, por concessão municipal, de 4km de trilhos da Cia. Carrís Urbanos (bondes);

. criação da Biblioteca Municipal, da Imprensa Oficial e do Jornal “CATAGUASES” e a regulamentação do Arquivo Municipal;

. fundação da Federação das Cooperativas de Cataguases, visando apoiar a cafeicultura, que era principal atividade econômica do município na época;

. criação do Ginásio de Cataguases e da Escola Normal;  das Colônias Agrícolas “Santa Maria” e “Major Vieira”;

. construção do Grupo Cel. Vieira e da Ponte Metálica;

. implantação do serviço de telefonia e melhoria nos serviços de água e esgotos;

. instalação de fábricas de ladrilhos, cigarros, fósforos e meias.

A Lei n.221, de 18 de abril de 1908, que “Codifica todas as Leis Municipais”, contendo mais de 70 Capítulos e 650 Artigos, promulgada pela Câmara e publicada pelo seu Presidente em exercício, Coronel Luiz Januário Ribeiro, constitui um verdadeiro retrato do município, rica fonte de estudos para o conhecimento de sua história por abordar aspectos da administração pública, tais como rendas e impostos, obras, delimitação e desenvolvimento do perímetro urbano, prestação de serviços como água, esgotos, limpeza pública, ensino, funcionalismo, estradas e edificações urbanas, dentre outros.

Ponte em Cataguases, MG

Em 1906, o engenheiro George Bourgeois enviou proposta à Câmara para a realização do “Serviço de planta e nivelamento geral da cidade, projeto de arruamento, planta das redes de água e esgotos, projetos de tipos de fachada e modificação do leito do córrego Lava Pés”. A Lei n.198, aprovada em 16 de março de 1906, previa o levantamento de uma planta da cidade, mas não conseguimos informações sobre a sua execução, nem referências à realização do trabalho por parte de Bourgeois. A “Planta da cidade de Cataguazes, 1913 – Projeto de reforma e ampliação da rede de distribuição”, é uma imagem desfocada, o que impediu a identificação de seu autor e a leitura de outras informações nela contidas. Quanto ao mapa do município, o mais antigo que conhecemos é o da Comissão Geográfica e Geológica de Minas Gerais, de 1926/1927.

Quanto aos povoadores de Cataguases, que consideramos os moradores da região no período de 1798 até 1831,  hoje objeto de nossa pesquisa, podemos citar as famílias Afonso, Almeida, Arantes, Azevedo, Barros, Borges de Andrade, Cardoso, Barbosa Coura, Dias Lopes, Ferreira Maciel, Fialho Garcia, Ferreira Armond, Freitas Ferreira, Gomes, Medeiros, Marlière, Marques da Costa, Moreira de Souza, Novaes, Pereira de Souza, Pereira Pontes, Pita de Castro, Rodrigues de Aguiar, Rodrigues de Mello, Rodrigues Pires, Santos, Silva Maia, Silva Viana, Souza, Souza Lima e Teixeira de Siqueira, dentre outras.

De algumas destas famílias encontramos descendentes que, ainda hoje, residem em Cataguases e municípios vizinhos.

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Fontes consultadas:

1- Relatório de viagem de Manoel J. P. Silva Pontes, 1833, Revista, Vol. IX , APM,; Registro de Terras de Santa Rita de Meia Pataca; Relatório do Governo da Província de Minas Gerais, 1874; Jornal “O Cataguasense”, Ed. 27, 30.01.1887; Ephemérides Mineiras, 1864-1897, José Pedro Xavier da Veiga; “O Município de Cataguazes”, Arthur Vieira; Fotografia da Ponte– Disponíveis no Arquivo Público Mineiro;

2 – Viagem ao Brasil, Hermann Burmeister, 1853; Folheto “Referências Históricas ao Município de Cataguases”, Museu Municipal Alípio Vaz, Adm. Ângelo Rocha, 71/72; Minas Gerais e seus municípios, Roberto Capri, 1916; Coleção digital do Jornal CATAGUAZES, cedida pelos prof. Angela Faria e Inácio Frade; Jornal “Guido Marlière”, Edição Única, de Pedro Dutra Nicácio, 26.05.1958  – Acervo pessoal

3 – Livros de Notas do período 1865 a 1880 – Arquivos da Câmara de Leopoldina e Cartórios de Notas de Cataguases;

4- Anuário de Minas Gerais, 1907, Disponível na Biblioteca Nacional.

Dona Euzébia e Cataguarino

Dona Euzébia em 1939 conforme Mapa executado em obediência ao Decreto-Lei nº 311 de 2 de março de 1938

 

O atual município de Dona Euzébia foi formado com uma parte do território de Cataguarino, distrito criado em Leopoldina pela Lei 1623 de 6 de novembro de 1869 e incorporado a Cataguases quando de sua emancipação administrativa em 1875.

Espírito Santo do Empoçado

Compor a carteira de identidade do distrito de Cataguarino foi um trabalho extremamente delicado. Delimitar a área que ocupavam os antigos distritos, no momento de sua criação, é quase tão difícil quanto encontrar fontes documentais sobre os primeiros habitantes. No caso do Espírito do Santo do Empoçado, faz alguns anos que as informações estão sendo reunidas pela pesquisadora Joana Capella, co-autora deste texto.

As divisas do Empoçado foram traçadas no mapa de 1927 com base nos seguintes normativos legais:

1) Lei 533 – 10.10.1851 – Artigo 17, sobre as divisas de Santa Rita do Meia Pataca;

2) Lei 1623 – 06.11.1869 – Artigo 1, elevação do povoado do Empoçado a distrito de paz;

3) Lei 1847 – 12.10.1871  – Artigo 7, divisa da Freguesia do Sapé (Ubá), com o distrito do Empoçado da Leopoldina.

 

Lei Mineira nr. 1623