| Aconteceu em Leopodina, em antigos meses de maio.
1 de maio 1853O Relatório da Presidência da Província informa que naquele ano o distrito do Feijão Cru estava dividido em 4 quarteirões, que ali residiam 237 votantes e que pertencia ao município de Mar de Espanha. Informa ainda que o distrito da Piedade contava com 199 votantes em 7 quarteirões, que o Rio Pardo dividia-se em 9 quarteirões com 154 votantes e que Conceição da Boa Vista contava com 358 votantes. No ano seguinte o Feijão Cru seria emancipado e, além dos distritos da Piedade, Rio Pardo e Conceição da Boa Vista, seria cabeça de uma grande área territorial. 9 de maio1890Criação do distrito de Providência. 12 de maio1895Uma notícia sobre pagamento a professores permitiu costurar alguns dados sobre antigas escolas no distrito de Campo Limpo, atual Ribeiro Junqueira. 15 de maio1855No segundo ano de emancipação, Leopoldina contava com os seguintes professores públicos: Antônio Felício de Miranda e Maria Carlota da Gama. 16 de maio1867O proprietário da Fazenda Suspiro teve negado seu pedido para interromper um caminho que ele mesmo mandara fazer. 20 de maio1865Nasce Lino Montes, um dos mais antigos restratistas pintores de Leopoldina. 21 de maio1881Decreto nº 8.117 organiza os distritos eleitorais da Província e Leopoldina é o nono distrito.
24 de maio1855Assembleia Legislativa Provincial autoriza a Câmara Municipal da Vila Leopoldina a construir uma barca para dar passagem no Rio Pomba, cobrando as taxas devidas dos passantes. 25 de maio1876Inauguração da Estação de Santa Isabel (Abaíba) da Estrada de Ferro Leopoldina[1] 31 de maio1856Assembléias Legislativa Provincial aprova as Posturas da Câmara Municipal da Vila Leopoldina: 220 artigos divididos entre 7 títulos.
1893Território mineiro é dividido em 5 distritos de imigração, sendo que o 2º tem sede em Leopoldina [2] ______________________________________ Notas [1] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, p. 516 [2] idem, p. 525 |
Autor: Nilza Cantoni
Antigos Professores de Leopoldina
Continuando com o assunto de hoje – a Educação em Leopoldina – queremos pedir a colaboração dos leitores que possam nos ajudar com informações sobre os professores que trabalharam em Leopoldina no século XIX.
Segundo Roberto Capri, no livro Minas Gerais e seus Municípios, publicado em 1916,
“Leopoldina se pode considerar a Athenas da Zona da Matta. A instrucção publica, principal propulsor da civilisação d’um povo é aqui largamente administrada, como attestam os seus estabelecimentos de ensino e a grande frequencia dos seus alumnos.”
Pois bem: a seguir apresentamos a relação dos antigos professores mencionados na documentação disponível, como livros de matrículas, relatórios provinciais, livros da Câmara Municipal e notícias em periódicos. Ao lado de cada nome indicamos o ano mais remoto em que é citado.
Adolfo Gustavo Guilherme Hufnagel – 1881
Alberto Jackson – 1895
Alda Ramos da Fonseca [ou de Bustamante] – 1895
Américo Lobo Leite Preira – 1881
Ângelo de Souza Nogueira – 1885
Ângelo Lopes dos Reis – 1869
Antônia Carolina Pereira Pinto – 1880
Antônio Alves Cordeiro – 1882
Antônio Carlos da Costa Carvalho – 1881
Antônio de Moura Freitas – 1896
Antônio Diogo Vieira – 1883
Antônio Felício de Miranda – 1855
Antônio Maximiano de Oliveira Leite – 1864
Bento Bernardes Castanheira – 1892
Carlos Ribeiro Franco – 1895
Castorina de Rezende Montes – 1898
Clara Sofia Adolphina Gaëde de Carvalho – 1882
Dilermando Martins da Costa Cruz – 1899
Eduardo Magalhães – 1881
Estevam José Cardoso de Oliveira – 1877
Fortunato Serafim Pereira Gomes – 1881
Francisco Raimundo – 1899
Francisco Xavier Vieira – 1900
Gustavo Augusto Pereira Pinto – 1895
Idalina Feu de Carvalho – 1883
Ismael Otaviano Cardoso – 1895
Izabel Augusta Guedes – 1895
João Afonso Viana – 1881
João Alves de Souza Machado – 1882
João Ferreira de Carvalho – 1895
João Xavier Lopes – 1895
José de Souza Duarte – 1880
José de Souza Soares Filho – 1881
José Maria Tesson – 1895
Lino Montes – 1899
Luiz Teixeira de Carvalho – 1896
Maria Augusta de Freitas Malta – 1869
Maria Brígida de Medeiros [ou Castanheira] – 1896
Maria Carlota da Gama – 1864
Maria da Trindade Freitas – 1896
Mathilde Marguerite de Barros – 1881
Miguel Teixeira Júnior [ou Taveira] – 1899
Olímpio Clementino de Paula Corrêa – 1880
Pedro Frutuoso da Silva Pires – 1895
Sebastião Fernandes de Andrade Silva – 1896
Sinfrônio Mauricio Cardoso – 1882
Teófilo Ribeiro – 1881
Zeneida Keb Kab – 1898
Zulmira Jackson – 1895
Colégio Castanheira e Grupo Escolar Ribeiro Junqueira
Ao longo do tempo temos recolhido informes variados sobre a Educação em Leopoldina. De modo geral, vimos formando um arquivo com notícias sobre inauguração ou funcionamento de escolas, bem como sobre professores. E sempre que publicamos uma postagem a respeito, recebemos mensagens de visitantes do blog pedindo informações adicionais ou relatando algum fato sobre pessoa citada.
Há alguns meses escreveu-nos um colateral do casal de professores Bento Castanheira e Maria Brígida de Medeiros. Durante a troca de mensagens, surgiram várias hipóteses que cuidamos de verificar no material que se encontra disponível para consulta. Uma delas ainda depende de encontrar fontes de pesquisa. Trata-se da informação oral dando conta de que, entre as salas de aulas públicas existentes em Leopoldina nos primeiros anos do século XX, e que se transformaram no Grupo Escolar Ribeiro Junqueira, estava o Colégio Castanheira.
Segundo nosso interlocutor, o colégio do casal Castanheira funcionou na Rua Sete de Setembro e não nas “taboquinhas”, onde residiam, nas proximidades da rua que recebeu o nome da professora Maria Brígida em 1976. Parece-nos que a dedução de que a escola funcionava no atual bairro Maria Guimarães França decorre de informações de Luiz Rosseau Botelho. No livro Alto Sereno, o autor informa que seu irmão Genico (Luiz Eugenio) estudou neste Colégio que era “uma espécie de Caraça, onde eram muito rigorosos”. O mesmo autor, no livro Dos 8 aos 80, informa que o acesso à Chácara do Castanheira era através do “caminho da rua das Tabocas […] lugar de uma vista panorâmica maravilhosa”.
Nosso correspondente ouviu de seus familiares que o primeiro endereço do Grupo Escolar Ribeiro Junqueira foi uma casa na esquina na rua Sete de Setembro com Tiradentes, informação coerente com a imagem publicada por Roberto Capri no livro Minas Gerais e seus Municípios, de 1916.

Restam algumas dúvidas. Se a família Botelho Falcão morava nas proximidades onde viria a ser instalado o Grupo, pode-se supor que Luiz Eugênio tenha sido matriculado em escola próxima de sua casa e que a Chácara dos Castanheira fosse apenas a residência do casal? Se o menino Genico estudou em escola particular, pode-se afirmar que o Colégio Castanheira era pago, apesar do casal ser professor público?
Outras questões permanecem em aberto. Será muito importante receber novas contribuições de leitores que nos ajudem a esclarecê-las e a conhecer um pouco mais da trajetória destes professores. Sabe-se que após a morte do professor Bento, dona Maria Brígida continuou trabalhando no GERJ, sendo diretora naquele ano de 1914, em substituição a Augusto dos Anjos. Também com origem na família é a informação de que ela se transferiu para Cataguases em 1916 e faleceu no Rio de Janeiro em 1946.
Se você, leitor, puder colaborar, por favor, envie seu comentário.
Efemérides Leopoldinenses: Julho
O mês de julho na história antiga de Leopoldina.
1 de julho1882Olímpio Clementino de Paula Corrêa é professor de Português, Francês e Latim em Leopoldina. 2 de julho1877Inauguração da Estação de Leopoldina da Estrada de Ferro Leopoldina. [1]
4 de julho1857Laranjal A Capela de Nossa Senhora da Conceição do Laranjal, município de Leopoldina, fica elevada a Distrito de Paz. [2] 10 de julho1876Presidente da Província é autorizado pela Assembleia Legislativa a auxiliar na construção de uma estrada (caminho) que da estação de ferro de Providência se dirija à cidade de Leopoldina. [3] 14 de julho1832São José do Paraíba: trajetória administrativa. 1895Lançamento do jornal O Mediador, tendo como redator Alberto Moretz-Sohn Monteiro de Barros e como gerente, Alexandre Chaves. O novo jornal foi saudado nas edições dos concorrentes A Voz de Thebas – edição de 14 julho e Gazeta de Leopoldina – edição de 18 de julho. 15 de julho1872Criação da Comarca de Leopoldina e seus primeiros juízes. 1896Em 1895 estava em funcionamento uma Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina, nas proximidades da Estação de Vista Alegre da Estrada de Ferro Leopoldina. [4] 16 de julho1897Leopoldina deixa de pertencer à diocese do Rio de Janeiro e é transferida para Mariana. [5] 17 de julho1883Antonio Diogo Vieira, professor público de Leopoldina. 19 de julho1872O Curato de Conceição da Boa Vista, pertencente do município de Leopoldina, é elevado à categoria de Paróquia. [6] Referências: [1] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag. 639 [2] Lei Mineira nr 818, de 04 de julho de 1857 [3] Lei Mineira nr 2287, de 10 de julho de 1876 [4] Mensagem do Presidente da Província Crispim Jaques Bias Fortes, 15 de julho de 1896, pag. 31 [5] Ata de Instalação da nova Comarca Eclesiástica, no livro de batismos 1897-1898, páginas 49 verso e 50 [6] Lei Mineira nº 1902, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro |
Resultados escolares publicados em jornal
No final do século XIX os resultados dos exames escolares eram publicados em jornais.
Neste anúncio do dia 17 de dezembro de 1882 fica-se sabendo que o Colégio de Nossa Senhora do Amparo realizou os exames anuais dois dias antes e publica-se o resultado obtido no dia 9 do mesmo mês pelos alunos do Externato Santo Antônio. Era realizada uma verdadeira festa, com medalhas e a presença das autoridades locais.
Efemérides Leopoldinenses: Setembro
Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de setembro.
4 de setembro1898Fundada a Lyra Leopoldinense. Seu primeiro presidente foi José Marciliano Vieira Nepomuceno, natural de Conceição da Boa Vista e Fiscal da Câmara Municipal de Leopoldina desde 1881.
6 de setembro1882O normalista Angelo de Souza Nogueira, professor provisório em Leopoldina, é nomeado professor efetivo de instrução primária, conforme noticia o jornal Liberal Mineiro, desta data, página 2. 7 de setembro1838A Contagem Populacional do Feijão Cru, realizada em 1835, é encaminhada para a Presidência da Província, conforme documento do Arquivo Público Mineiro, caixa 03 doc 06.
8 de setembro1895Aquisição de terreno para estabelecer a Hospedaria de Jacareacanga. 10 de setembro1851Transfere a sede da Vila de São João Nepomuceno para então criada Villa do Mar de Hespanha. Desta forma, todos os distritos que estavam subordinados a São João Nepomuceno, incluindo o Feijão Cru, passam para a dependência administrativa de Mar de Espanha. Carta de Lei nr 514 , Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro 12 de setembro1882Professora pública Clara Sophia Adolphina Gaëde de Carvalho é transferida de Cataguases para Leopoldina. Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag.24 13 de setembro1881O então distrito da Piedade, hoje Piacatuba, cede mais uma parte de seu território para Cataguases Lei 2764, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro 15 de setembro1879Nasce em Leopoldina, Dilermando Martins da Costa Cruz, patrono da cadeira nº 15 da ALLA Fonte: Gazeta de Leopoldina, 16 de setembro de 1899, edição 23, pag 2 16 de setembro1894É lançado o jornal A Voz de Tebas, cujo editor era F. S. Teixeira. Fonte: A Voz de Tebas, 16 de setembro de 1896, pag 2. 17 de setembro1876Bento Xavier doa terrenos de sua Fazenda Campo Limpo para a formação do povoado, hoje distrito de Ribeiro Junqueira. Fonte: Escritura de Doação, Arquivo Particular. |
Efemérides Leopoldinenses: Agosto
Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de agosto.
1 de agosto1882O Relatório da Presidência da Província informa que, no ano de 1881, foram contratados 9 (nove) imigrantes europeus para trabalhar na fazenda do Socorro, município de Leopoldina. [1] 2 de agosto 1866Joaquim Martins Ferreira Júnior, irmão de Félix Martins Ferreira que dá nome à praça principal de Leopoldina, é nomeado Inspetor Paroquial da Freguesia de Madre de Deus do Angu, então subordinada à Vila Leopoldina. [2] 1882 No alistamento eleitoral de 1881, Leopoldina aparecia com 734 eleitores. O Decreto nr 3122, de 7 de outubro de 1882, alterou alguns dispositivos da Lei nr 3029 de 9 de janeiro de 1881, principalmente no que diz respeito a renda e idade dos candidatos a eleitores. A idade mínima passou de 25 para 21 anos. Foi uma revisão e o número de eleitores em Leopoldina passou a ser de 754. Libertação de Escravos No ano de 1882 foram libertados 24 escravos em Leopoldina, por conta da 3ª cota do Fundo de Emancipação distribuída por 70 municípios mineiros. O município foi também contemplado na 4ª cota, distribuída em 1882. [3] 8 de agosto 1882Professor Firmino Machado de Moraes é nomeado para a Escola de Conceição da Boa Vista. [4] 9 de agosto 1883Entre as decisões da Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa Provincial consta a alteração das divisas entre os distritos de Tebas e Rio Pardo (hoje Argirita), com transferência de diversas fazendas para Tebas. [5] 12 de agosto 1882Moradores de Angustura encaminham Petição à Assembleia Legislativa Provincial para que a Freguesia seja desmembrada de Leopoldina e anexada a São José do Paraíba. [6] 14 de agosto 1895Mais uma Escola Pública Feminina é inaugurada em Leopoldina. 16 de agosto 1889– Elevação do Curato da Piedade a Freguesia, no município de Leopoldina. Lei Mineira nº 3798, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro – Aprovação de artigos aditivos às Posturas da Câmara Municipal de Leopoldina e a Tabela de Impostos estabelecida pela mesma Câmara. Resolução 3809, 3813 e 3828 19 de agosto1866José Batista Duarte Castro é ferido em batalha da Guerra do Paraguai.
22 de agosto1882Professor Angelo de Souza Nogueira é nomeado para a 2ª cadeira de Leopoldina. [7] 28 de agosto 1881Escolas no distrito leopoldinense de Bom Jesus do Rio Pardo, hoje município de Argirita. 29 de agosto 1864O Curato de Santana do Pirapetinga, pertencente à Vila Leopoldina é desmembrado de Conceição da Boa Vista e elevado a Distrito. Lei Mineira nº 1240, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro Referências:[1] Fala de Theophilo Ottoni, 1 de agosto de 1882, pag. 66 [2] Portaria da vice-presidência da Província de Minas Gerais, 16 de agosto de 1866, publicada no Diário de Minas, 28 de agosto de 1866, edição 65, pag.1 [3] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, páginas 64 e 66. [4] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag. AD15. [5] Jornal Liberal Mineiro de 23 de agosto de 1883, edição 88, página 1 [6] Jornal Liberal Mineiro, 4 de setembro de 1882, edição 100, pag. 4 [7] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag. AD15 |
Efemérides Leopoldinenses: Outubro
O mês de outubro na história de Leopoldina.
1 de outubro
1874
Resultado do Recenseamento de 1872.
5 de outubro
1893
Publicados os Estatutos da Sociedade Anônima Arcádia Leopoldinense, destinada à instrução da mocidade.
8 de outubro
1873
A Assembleia Legislativa Provincial de Minas decreta que o Curato do Rio Pardo torna-se Freguesia. A Lei Mineira n. 2027, de 1 de dezembro do mesmo ano, em seu artigo 3º confirma a decisão.
Lei Mineira nº 2027, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.
Na mesma data a Assembleia autoriza a presidência da província a contribuir com a construção de uma estrada de rodagem entre a estação ferroviária de Santa Izabel (hoje Abaíba) e Dores do Pomba (hoje Itapiruçu).

1874
Inauguração das primeiras estações da Estrada de Ferro Leopoldina: Porto Novo (Além Paraíba), Pântano (depois Antônio Carlos, atual Fernando Lobo) e Volta Grande. A estação de São José, localizada entre a Porto Novo e a Pântano, só foi construída mais tarde, com o objetivo de desafogar a estação Porto Novo que era o ponto de ligação da Estrada de Ferro Pedro II com a Leopoldina.
Fonte: Jornal do Commercio, 10 de outubro de 1874, edição 281, pag. 3
9 de outubro
1831
Encaminhada para o governo provincial a primeira contagem populacional com moradores do Feijão Cru.
1895
José Feijó Monteiro de Rezende vende prédio do Bairro da Grama para a Casa de Caridade.
10 de outubro
1851
Criação de novos distritos que em 1854 viriam a compor o território da Vila Leopoldina.
1871
Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, obtém concessão para a construção de uma linha de bitola de um metro, ligando Porto Novo do Cunha a Leopoldina. Posteriormente houve mudança na concessão e a Estrada de Ferro Leopoldina passou a ligar Porto Novo ao Meia Pataca, com o ramal Vista Alegre dando acesso à sede do município de Leopoldina.
Lei Mineira nº 1826, Coleção de Leis Mineiras, Arquivo Público Mineiro
1895
Primeira Sede do Colégio Imaculada Conceição.
12 de outubro
1894
Morre o Padre Muniz, sacerdote que dedicou seus últimos anos de vida aos paroquianos da Piedade, hoje Piacatuba.
13 de outubro
1817
Concedida a Fernando Affonso Correia de Lacerda, uma sesmaria com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto do Ubá, Termo de Barbacena.
14 de outubro
1817
Concedida a Jeronimo Pinheiro de Lacerda, uma sesmaria também com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto de Ubá, Termo de Barbacena.
16 de outubro
1861
Leopoldina é elevada a Categoria de Cidade pela Lei Mineira nº 1166.
17 de outubro
1895
Acervo da Câmara Municipal de Leopoldina: patrimônio cultural desaparecido.
18 de outubro
1883
Criação do distrito do Tapirussu que havia sido criado como distrito policial um ano antes.
1883
Criadas duas cadeiras de instrução primária em Thebas, sendo uma para o sexo feminino e outra para o masculino
Lei Mineira nº 3127, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro
19 de outubro
1866
A Secretaria da Presidência de Minas Gerais oficiou ao Ministério da Guerra, pedindo informações sobre a morte, na Guerra do Paraguai, do voluntário Candido Silva Brandão que ocupava o ofício de 2º tabelião em Leopoldina.
Diário de Minas, 9 de janeiro de 1867, edição 160, pag 1
20 de outubro
1882
Criada outra escola de instrução primária para o sexo masculino
Lei Mineira nº 2902, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro
23 de outubro
1882
Cedido território do então distrito da Piedade, hoje Piacatuba, para ampliar o território de Cataguases.
Lei Mineira nº 3049, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro
25 de outubro
1881
O então “districto dos Thebas, município de Leopoldina”, é elevado à categoria de Freguesia.
Lei Mineira nº 2848, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro
28 de outubro
1878
O empresário Custódio José Martins da Costa Cruz obtém concessão de privilégio para construção, uso e gozo de uma estrada de ferro entre Recreio e São Francisco do Glória.
Lei Mineira nº 2452, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro
29 de outubro
1874
Fuga de criminosos na Cadeia de Leopoldina, envolvendo o assassino de João José de Souza Lima, crime ocorrido em maio de 1874 na Freguesia do Espírito Santo do Empoçado, atual Cataguarino, distrito de Cataguases.

Thebas: igreja em construção
No dia 14 de dezembro de 1882 o procurador da Matriz de Santo Antônio de Thebas distribuiu o comunicado abaixo, publicado no jornal O Leopoldinense do dia 22 seguinte.
Segundo familiares de Joaquim Dias de Medeiros, presidente da comissão de obras da Matriz, na década de 1880 estava sendo construída a igreja que substituiu uma antiga capela do povoado. A época da construção é confirmada pelo jornal Liberal Mineiro de 6 de setembro de 1882, quando foi publicada autorização da Assembleia Legislativa Provincial para concessão de verba para as obras.
Não foi possível descobrir a localização ou a data da capela original onde teriam sido batizados todos os filhos de Joaquim Dias de Medeiros e Sophia Marques, bem como os filhos de Juscelino José Tavares e Guilhermina Dietz. Os livros de assentamentos desta antiga capela também não foram encontrados nos arquivos paroquiais de Leopoldina e de Argirita.
Efemérides Leopoldinenses: Novembro
Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de novembro.
1 de novembro1860O ocaso da carreira política de Antonio José Monteiro de Barros.
1899A música em Leopoldina: Lyceu Musical Santa Cecília. Veja. 5 de novembro1866Assembleia Legislativa Provincial aprova a reforma das Posturas Municipais de Leopoldina que foram adotadas por Cataguases quando de sua emancipação.
6 de novembro1869A povoação do “Empossado” (mais tarde Empoçado), na época pertencente ao termo da Leopoldina, torna-se Distrito de Paz. Trata-se do atual distrito de Cataguarino, pertencente a Cataguases.
7 de novembro1855Criação do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos em Leopoldina. 12 de novembro1878Criado o distrito de Campo Limpo, atual Ribeiro Junqueira.
18 de novembro1857Segundo o Decreto nº 2031 de 18 de novembro de 1857, o carcereiro de Leopoldina receberia sessenta mil réis anuais. Dentro da estrutura administrativa da época, a remuneração era um atrativo do cargo. 19 de novembro1875A Lei nº 2161 autoriza a Companhia Estrada de Ferro Leopoldina a estender-se até Santa Rita do Meia Pataca. Até então a concessão era para o trajeto Porto Novo a Leopoldina. 21 de novembro1890A Lei nº 241 cria os distritos de Santa Izabel, atual Abaíba e São Joaquim, atual Angaturama. 24 de novembro1813Concedidas duas sesmarias a Antônia Rodrigues Chaves e seu marido Domingos Gonçalves de Carvalho, irmão de Felisberto da Silva Gonçalves mencionado abaixo, dia 29 de novembro. Localização indicada na época da concessão: Mata geral do Sertão do Pomba, no Córrego da Fortaleza, Termo de Barbacena, onde se acha abrindo a estrada para o Porto de São Fidélis. Segundo estudos realizados nos livros paroquiais, as sesmarias de Antônia e Domingos ficavam localizadas em território que viria a constituir São João Nepomuceno, provavelmente no atual distrito de Taruaçu. Fonte: Códice SC 352 fls 76v e fls 73v respectivamente, Arquivo Público Mineiro. 25 de novembro1875O distrito do Meia Pataca emancipa-se de Leopoldina com o nome de Cataguases. Em consequência, Leopoldina perde também os distritos do Empoçado e Conceição do Laranjal, além de parte do território do distrito da Piedade. Fonte: Lei 2180, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro. 26 de novembro1813Concedida a Anna Bernarda da Silveira, uma sesmaria com limite no Córrego da Fortaleza, Mata Geral do Sertão do Pomba, Termo de Barbacena. Este córrego corresponde ao que mais tarde era conhecido como São Bento. Segundo registros do primeiro livro do Cartório de Notas de Bom Jesus do Rio Pardo, esta sesmaria ficava a sudoeste da sede do município de Leopoldina, na divisa com o atual município de Argirita. Esta informação é confirmada no Registro de Terras de 1856. Fonte: Códice SC 352 fls 81, Arquivo Público Mineiro. 1835O Juiz de Paz Manoel Ferreira Brito conclui o levantamento populacional do Curato de São Sebastião do Tesouro do Feijão Cru. Foram computados 135 fogos com 1.274 habitantes. 29 de novembro1813Concedida a Felisberto da Silva Gonçalves, marido de Anna Bernarda da Silveira citada no dia 26 de novembro acima, uma sesmaria também com limite no Córrego da Fortaleza, Sertão do Pomba, Termo de Barbacena.
30 de novembro1880A povoação de Thebas é elevada à categoria de Distrito de Paz e continua fazendo parte da Freguesia da Piedade. |













