Primeiros óbitos em Piacatuba

A lista dos primeiros moradores falecidos e sepultados no cemitério de Piacatuba foi composta a partir de um trabalho realizado entre 1996 e 2001, quando fizemos a higienização, indexação e acondicionamento dos primeiros livros paroquiais de Piacatuba, preparando-os para consulta de forma menos danosa à conservação deste patrimônio do distrito.

Data

Falecido

Parente

20.01.1853 Ana Teodora de Jesus
19.10.1851 Antonio
29.09.1852 Antonio Baptista
28.09.1851 Antonio Nunes de Moraes
26.06.1903 Brasileiro
—.10.1864 Cesaria filha de Joaquina
01.08.1852 Custodio filho de Francisco Antonio da Silva e Mariana Custódia de Jesus
28.02.1852 Domingos filho de Antonio de Sá Rocha e Francisca Rosa de Jesus
02.06.1852 Domingos de Oliveira Curto
03.10.1851 Eugenio
10.03.1862 Eustachio escravo de Joaquim Honorio de Campos
09.11.1851 Francisca Rosa de Jesus mulher de Antonio de Sá Rocha
—.04.1862 Francisco
13.12.1851 Francisco filho de Francisco José de Miranda e Maria Luiza de Oliveira
18.04.1852 Francisco João Luciano de Rezende e Felicidade
2?.12.1851 Francisco filho do Manuel Rodrigues e Anna
17.10.1864 Gabriel filho de Carolina Maria de Jesus
02.01.1852 João filho de Manoel Dias de Meirelles e Florentina Maria de Jesus
03.08.1851 João
08.10.1853 João Francisco Pires
27.09.1851 João Purí
23.05.1852 Joaquim Antonio da Silva
22.12.1851 José filho de Antonio Costa Ferreira e Anna Joaquina
07.07.1852 José Carlos de Oliveira
25.03.1861 José Luis Pereira filho de Francisca de ….
07.10.1851 José Nunes de Moraes
29.04.1863 Josepha escrava de David Alves Ferreira
04.08.1851 Leopoldino
14.05.1862 Lina Emigdia de Assis mulher de Francisco Fernandes Ferraz
11.04.1862 Manoel Benedicto
31.12.1851 Manoel Joaquim Ferreira marido de Mariana
—.07.1851 Maria mulher de Marcelino
02.12.1851 Maria
09.04.1862 Maria mulher de João Pires
17.11.1851 Maria
27.05.1903 Maria mulher de Sebastião Rezende de Mendonça
22.04.1862 Maria de Nazareth filha de Ana Valverde
27.03.1852 Maria Gomes mulher de João Rodrigues
30.05.1852 Matheus filho de João José de Souza e Verdiana de Jesus
28.06.1852 Rita escrava de Ana Teodora do Nascimento
07.03.1854 Rita Maria de Jesus mulher de Manoel Antonio de Oliveira
19.08.1852 Thomaz escravo de Hipolito Pereira da Silva
19.02.1862 Zeferino
26.05.1852 Zeferino José Ribeiro

Itapiruçu é elevado a Distrito de Paz

Tendo feito parte do território de Leopoldina desde os primórdios de seu povoamento pelo homem livre até 1890, nos antigos arquivos do município é possível encontrar referências a este distrito. Por esta razão, ao longo de nossos estudos foram escritos alguns textos sobre Nossa Senhora das Dores do Monte Alegre do Rio Pomba. Mas como a Capela foi subordinada a Conceição da Boa Vista, nossos textos quase sempre se referem à história de Recreio.

Aqui apresentamos um recorte da Lei que o elevou a Distrito de Paz, em 1883.

Recorte da Lei n. 3171 de 18 de outubro de 1883

 

Registro de Estrangeiros

Os requerimentos para Registro de Estrangeiro, estabelecidos pelo Decreto 3010 de 1938, eram de dois tipos: para maiores ou menores de 60 anos. Quando o imigrante ainda não havia completado 60 anos, deveria prestar informações sobre cônjuge e filhos, além de data de chegada ao Brasil, porto de desembarque, nome da embarcação e viagens ao exterior após a primeira entrada. Já os maiores de 60 anos precisavam informar apenas os dados pessoais, data da chegada, porto e nome da embarcação.

As normas de preenchimento constavam do verso do formulário, conforme se observa na imagem a seguir.

 

Verso do formulário de Registro de Estrangeiros

 

O formulário era composto de 3 vias: uma para arquivamento na Delegacia da localidade, uma para encaminhamento ao Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras e uma via deveria permanecer em poder do imigrante. Entretanto, parece que a rotina não foi regular em todos os municípios brasileiros. Entrevistamos filhos de estrangeiros que relataram situações difíceis que seus pais passaram por terem entregue o passaporte ao Oficial de Justiça, por ocasião do preenchimento do requerimento, e não terem recebido nenhum documento.

 


 

As Informações Prestadas

Um aspecto interessante a ser observado é que o preenchimento dos requerimentos parece ter sido feito com pouco rigor e sem conferência. Pelo menos no que se refere aos requerimentos analisados em nossa pesquisa, há falhas inconcebíveis em relação a nomes, datas e idades de filhos, bem como local de moradia. Consultamos alguns de nossos entrevistados, contemporâneos da época em que os requerimentos foram feitos, e alguns justificaram as falhas de preenchimento por um problema já identificado em outras fontes documentais: o escrivão não falava a língua do imigrante, o imigrante não falava a língua portuguesa com desenvoltura e nenhum deles sabia escrever em português.

A seguir um modelo de requerimento, para maior de 60 anos, que apresenta diversas falhas embora o imigrante fosse alfabetizado e, até onde pudemos apurar, exercia uma certa liderança entre seus pares. Desta forma, parece estranho que não soubesse prestar as informações solicitadas.

 

Registro de Estrangeiro maior de 60 anos

 


 

Menores de 60 anos

O modelo abaixo é do requerimento para imigrantes menores de 60 anos que, conforme já mencionado, deveria conter declarações sobre filhos e cônjuges.

 

Registro de Estrangeiro menor de 60 anos.

O imigrante nos prontuários de registro de estrangeiros

Apresentamos a transcrição quase literal de dados extraídos dos Prontuários de Registros de Estrangeiros.

Muitas são as inconsistências detectadas no estudo comparativo entre as fontes. Entretanto, julgamos por bem publicá-las porque muitas vezes são estas as únicas informações que os descendentes conhecem.

Lembramos que a maioria das declarações foi prestada por estrangeiros que não dominavam a língua portuguesa e os encarregados do registro não conheciam a língua dos imigrantes. Em outros artigos, neste blog, encontram-se informações mais corretas sobre os imigrantes que conseguimos estudar de forma mais abrangente.

Abalem, Izabel

Filiação: Calil Abalem e Anna Bouhid

Nascimento: 15.08.1900 – Zahle, Siria

Chegada ao Brasil: 15.06.1921 Navio: Victoria Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, residiu na Vila da Providência, casada com Chadi Habib Azar

 

Aguirre, Gregoria Lasa (Madre)

Filiação: Angelo Lasa Sarazola e Francisca Aguirre Odriozola

Nascimento: 24.04.1904 – Guipuzcoa, Espanha

Chegada ao Brasil: Fev/1932 Navio: Formosa Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Almeida, Manoel de Souza

Filiação: Zeferino Souza Almeida e Maria de Souza

Nascimento: 28.11.1874 – Penafiel, Portugal

Chegada ao Brasil: 1898 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Jardineiro, analfabeto, apresentou passaporte de 25.11.1898

 

Alonso, José Maria

Filiação: Florencio Alonso e Izidora Postella

Nascimento: 25.11.1882 – La Guardia, Pontevedra, Espanha

Chegada ao Brasil: Abr/1894 Navio: Hespagne Porto: Santos

Outras informações: Comerciante, casado com Serafina Sobrino Rodriguez

 

Alvarez, Candido Gonzalez

Filiação: Jesus Gonzalez e Maria Alvarez

Nascimento: 24.02.1906 – Pontevedra, Espanha

Chegada ao Brasil: 07.11.1920 Navio: Highland Rover Porto: Rio

Outras informações: Auxiliar de maquinista, trabalhou na Serraria São José, casado com a brasileira Isaura Furtado, nascida em 1914

 

Alves, Jose Gil

Nascimento: 1868 – Espanha

Outras informações: morte em 28.04.1896

 

Amaral, Maria Gonçalves

Filiação: Antonio Amaral Medeiros e Conceição da Costa Pimentel

Nascimento: 25.06.1869 – Ilha de São Miguel, Portugal

Chegada ao Brasil: 1889 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu na Vila da Providência

 

Amorim, Manoel Pereira de

Filiação: Manoel Quintão de Amorim e Maria Pereira de Jesus

Nascimento: 22.04.1884 – Conselho de Vila da Feira, Portugal

Chegada ao Brasil: 16.11.1895 Navio: Oriça – Mala Real Inglesa Porto: Rio

Outras informações: Lavrados na Fazenda da Balança, teve filhos no Brasil

 

Antonio, Franco Carmelo

Nascimento: Laino Castello, Calabria, Italia

 

Antonio, Geraldo

Nascimento: 1851 – Italia

Outras informações: morte em 12.03.1903

 

Antonio, José

Filiação: Antonio Sahil e Nahucca Mansur

Nascimento: 1874 – Marmerito, Siria

Chegada ao Brasil: 1895 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, casado com Sarah Ibrahim

 

Antunes, Joaquim Francisco

Filiação: Joaquim Francisco Antunes e Maria Brittes Antunes

Nascimento: 20.03.1888 – Leiria, Portugal

Chegada ao Brasil: 1890 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, residiu na rua Tiradentes, casado com a brasileira Etelvina Rosa, nascida em 1908

 

Araujo, José Venancio de

Filiação: Manoel Antonio de Araujo e Maria Ignez de Araujo

Nascimento: 15.01.1867 – Traz os Montes, Portugal

Chegada ao Brasil: 1889 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, residiu na Vila da Providência, casado com a brasileira Elisa Rodrigues, nascida em 1885

 

Azar, Chadi Habib

Filiação: Habib Azar e Anna Azar

Nascimento: 15.11.1885 – Zahle, Siria

Chegada ao Brasil: 28.10.1895 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciante, residiu na Vila da Providência, casado com Izabel Abalem.

 

Balabran, Alberto

Nascimento: 1901 – Turquia

Outras informações: casado com Esther Cabelini

 

Barbosa, Delfina Anna

Filiação: Antonio Joaquim Pereira de Mattos e Anna Joaquina de Mattos

Nascimento: 21.09.1879 – Minho, Portugal

Chegada ao Brasil: 1900 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu em Campo Limpo

 

Barbosa, José Bernardino

Filiação: Francisco José Ribeiro Barbosa e Carolina Ribeiro Vieira

Nascimento: 04.07.1868 – Minho, Portugal

Chegada ao Brasil: Out/1886 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, residiu em Campo Limpo

 

Bastos, Guilhermina

Filiação: Giovanni Bastos

Nascimento: 1876 – Italia

Outras informações: morte em 04.11.1896

 

Beristein, Joana Mugabure (Madre)

Filiação: Pedro Mugabure Daguerre e Ramona Beristein Echezarieta

Nascimento: 05.04.1911 – Azpeitia, Pais Basco, Espanha

Chegada ao Brasil: 20.04.1932 Navio: Uruguay Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Bernardo, Suzana

Filiação: Sebastião Bernardo e Maria da Conceição

Nascimento: – São Martinho de Moros, Portugal

Chegada ao Brasil: 1888 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: esteve na Hospedaria da Ilha das Flores, analfabeta, casada com o brasileiro Virgilio Nogueira, nascido em 1875

 

Cabelini, Esther

Filiação: Clemente Cabelini e Rosa Cabelini

Nascimento: 12.09.1900 Ismirra, Turquia

Chegada ao Brasil: 08.04.1927 Navio: Darro Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, casada com Alberto Balabran, residiu na rua Cotegipe, cinco filhos brasileiros.

 

Cerejeira, Domingos José

Filiação: Antonio Joaquim Pires Cerejeira e Maria Francisca Domingues

Nascimento: 04.01.1911 – Viana do Castelo, Portugal

Chegada ao Brasil: 13.02.1939 Navio: Massilia Porto: Rio

Outras informações: Comerciário, trabalhou na Casa Rafael Domingues

 

Chaul, Geny

Filiação: Jorge Chaul e Rachid Sanan

Nascimento: 1894 – Siria

Chegada ao Brasil: 1895 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta

 

Correia, Fancisco

Filiação: Manoel Correia e Carolina Correia

Nascimento: 1887 – Ilha da Madeira, Portugal

Chegada ao Brasil: 1889 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, residiu na Vila da Providência, casado com a brasileira Guilhermina Correia, nascida em 1888

 

Cortez, Francisco Comitre

Filiação: Francisco Comitre Martins e Antonia Cortez Perez

Nascimento: 12.02.1882 – Malaga, Andalucia, Espanha

Chegada ao Brasil: 1890 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, residiu em Espera Feliz, teve um sítio em Cysneiros-Palma, casado com a brasileira Dulcinéa Fernandes Teixeira, nascida em 1898

 

Costa, Maria Gonçalves da

Filiação: Manoel Gonçalves e Maria da Costa

Nascimento: 1883 – Villa da Feira, Portugal

Chegada ao Brasil: 14.06.1906 Navio: Pacífico Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu na Vila da Providência, casada com José Pereira da Silva

 

Coury, Jamille Antonio

Filiação: Antonio Coury e Nasta Coury

Nascimento: 1899 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1912 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu na Vila da Providência, casada com Jorge João Reche

 

Dias, Antonio Ferreira

Nascimento: 1853 – Portugal

Outras informações: morte em 13.01.1899

 

Dias, Antonio Ribeiro

Nascimento: 1839 – Portugal

Outras informações: morte em 03.01.1899

 

Dias, José Correa

Nascimento: Portugal

Outras informações: Casado com Luiza Carvalho da Silva, morreu em 1935

 

Dib, Salim

Filiação: João José e Carmem Felix

Nascimento: 03.09.1897 – Thelel Calek, Siria

Chegada ao Brasil: 20.02.1905 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador

 

Duarte, José Pereira

Filiação: Joaquim Pereira Duarte e Anna Rabello

Nascimento: 1879 – Vizeu, Portugal

Chegada ao Brasil: 1898 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, residiu em Campo Limpo

 

Esteves, Joaquim Ernestino

Filiação: Manuel da Assumpção Esteves e Horminda das Dores Barbosa

Nascimento: 17.06.1897 – Vila Nova de Cerveira, Portugal

Chegada ao Brasil: 19.02.1921 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Viajante Comercial, casado com Laura Fernandes.

 

Farage, José Sallim

Filiação: Sallim José Farage e Mahiba Sallim Farage

Nascimento: 06.09.1923 – Libano

Chegada ao Brasil: 13.06.1933 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciário, residiu em Campo Limpo

 

Felix, Carmen

Filiação: Antonio Felix e Helena Nacib

Nascimento: 1876 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 21.02.1895 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, viúva de João José, falecido em 1929

 

Felix, Elias

Filiação: Antonio Felix e Helena Nacib

Nascimento: 1879 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: Dez/1896 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciário, residiu na Vila da Providência.

 

Felix, Miguel

Nascimento: Siria

Outras informações: Casado com Martha Feres, morreu em 1931

 

Feres, Martha

Filiação: Feliz Weuebá e Rosa Weuebá

Nascimento: 1873 – Zahle, Siria

Chegada ao Brasil: 28.10.1895 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu na Vila da Providência, viúva de Miguel Felix, falecido em 1931

 

Ferreira, Maria Alves

Filiação: Joaquim Alves Ferreira e Jesuina Alves Ferreira

Nascimento: 20.09.1869 – Porto, Portugal

Chegada ao Brasil: 21.09.1892 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu em Campo Limpo, casada com o português João Paes dos Santos

 

Ferreira, Norvet

Nascimento: 1865 – Turquia

Outras informações: morte em 25.06.1896

 

Garcia, Santiago de Souza

Filiação: José de Souza Santiago e Maria Candelaria Garcia

Nascimento: 25.07.1875 – Ilhas Canarias, Espanha

Chegada ao Brasil: 1881 Navio: São Martins Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, residiu no Sítio do Agrião em Thebas, casado com Silveria Gonzalez Garcia

 

Garcia, Silveria Gonzalez

Filiação: Julião Gonzalez Marreiro e Luiza Garcia Demessa

Nascimento: 09.06.1875 – Santa Cruz, Ilhas Canarias, Espanha

Chegada ao Brasil: 1882 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu no Sítio do Agrião em Tebas, casada com Santiago de Souza Garcia

 

Gaspar, Maria

Filiação: Antonio Gaspar Matheus

Nascimento: 1895 – Portugal

Outras informações: morte em 27.05.1898

 

Gomes, Candida Rodrigues

Nascimento: Portugal

Chegada ao Brasil: 1873 Navio: – Porto:

Outras informações: Residiu em Conceição da Boa Vista, casada com Jose Duarte dos Santos

 

Gomes, Francisco José

Filiação: Antônio José Gomes e Luiza Rosa

Nascimento: 21.03.1873 – Ponte da Barca, Portugal

Chegada ao Brasil: 1912 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciante, residiu na Pça Gal Osório, apresentou passaporte

 

Gomes, João Mello

Nascimento: Portugal

 

Gonçalves, Luiza Rodriguez

Filiação: Manoel Gonçalves e Joanna Gomes Rodriguez

Nascimento: 1867 – El Rosal, Pontevedra, Espanha

Chegada ao Brasil: – Navio: – Porto:

Outras informações: Residiu na Volta da Cobra, foi casada com João Caetano Bittencourt

 

Gonçalves, Rosa

Nascimento: 1864 – Espanha

Outras informações: Foi casada com Rafael Rodriguez y Rodrigues, morreu em 10.07.1900

 

Gonçalves, Silveria

Nascimento: 1876 – Espanha

 

Gonzalez, José Alvarez

Filiação: Jose Alvarez e Aurora Gonzalez

Nascimento: 14.09.1899 – El Rosal, Pontevedra, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 22.03.1929 Navio: Raul Soares Porto: Rio

Outras informações: Oleiro, enviuvou de uma Martinez por volta de 1936

 

Ibrahim, Sarah

Filiação: Ibraim Mansur e Negrinin Mansur

Nascimento: 1876 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1896 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, casada com José Antonio

 

Istueta, Theresa Iturrioz (Madre)

Filiação: Domingo Iturrioz e Michaella Istueta

Nascimento: 03.07.1907 – Legorreta, Pais Basco, Espanha

Chegada ao Brasil: 07.10.1937 Navio: Neptunia Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Jesus Filho, José de Souza de

Filiação: José de Souza de Jesus e Maria José de Jesus

Nascimento: 03.01.1881 – Ilha de São Miguel, Portugal

Chegada ao Brasil: – Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, residiu no distrito de Santa Cruz

 

João, Salim

Filiação: João Dibe e Joanna Dibe

Nascimento: 1879 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1901 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciante, residiu na Vila da Providência

 

Jorge, Abraham

Nascimento: 1865 – Turquia

Outras informações: morte em 05.05.1896

 

Jorge, Francisco

Nascimento: 1868 – Turquia

Outras informações: morte em 28.04.1896

 

José, Adelino

Filiação: José Joaquim e Constancia Rosa

Nascimento: 1890 – Villa Real, Portugal

Chegada ao Brasil: Mar/1912 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Motorista da Secretaria da Viação de Minas Gerais.

 

José, João

Nascimento: Siria

Outras informações: Casado com Carmen Felix, faleceu em 1929

 

José, Miguel

Nascimento: 1866 – Turquia

Outras informações: morte em 07.04.1896

 

Lambert, Feliciano

Filiação: João Lambert e Anne Lambert

Nascimento: 10.05.1892 – Exideuil, Charente, Poitou-Charentes, França

Chegada ao Brasil: 1894 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Barbeiro, residiu em Argirita, viúvo da brasileira Sebastiana, falecida em 1932, com quatro filhos brasileiros.

 

Legarra, Severiana Sorarrain (Madre)

Filiação: Francisco Sorarrain e Nicolaça Legarra

Nascimento: 09.09.1883 – Asteasu, Pais Basco, Espanha

Chegada ao Brasil: Jun/1917 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição. Embarcou no Rio, a 18.07.1937, no vapor General Osório com destino à Espanha. Regressou a 07.10.1937, desembarcando do vapor Neptunia no Rio.

 

Leite, Orlinda dos Santos

Filiação: Adelino dos Santos Leite

Nascimento: 1879 – Portugal

Chegada ao Brasil: – Navio: – Porto:

Outras informações: morte em 02.10.1902

 

Macedo, Maria de Jesus

Filiação: Francisco Carneiro de Macedo e Albina Rodrigues da Costa

Nascimento: 25.03.1881 – Traz os Montes, Portugal

Chegada ao Brasil: 1888 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu no Bairro da Onça, casada com o brasileiro Manoel Francisco Vieira, nascido em 1895

 

Maia, Antonio Simões

Filiação: Thomaz Simões Thomé e Maria José Clara Maia

Nascimento: 29.03.1877 – Douro, Portugal

Chegada ao Brasil: 30.06.1894 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, residiu em Tebas

 

Marques, Luiz

Nascimento: 1849 – Portugal

Outras informações: morte em 09.05.1899

 

Martinez, Anselmo Alvarez

Filiação: Jose Alvarez Gonzalez

Nascimento: 1924 – El Rosal, Pontevedra, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 22.03.1929 Navio: Raul Soares Porto: Rio

Outras informações:

 

Martinez, Hermelina Alvarez

Filiação: Jose Alvarez Gonzalez

Nascimento: 1927 – El Rosal, Pontevedra, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 22.03.1929 Navio: Raul Soares Porto: Rio

Outras informações:

 

Martinez, Luiza Alvarez

Filiação: Jose Alvarez Gonzalez

Nascimento: 1926 – El Rosal, Pontevedra, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 22.03.1929 Navio: Raul Soares Porto: Rio

 

Martinez, Odila Alvarez

Filiação: Jose Alvarez Gonzalez

Nascimento: 1928 – El Rosal, Pontevedra, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 22.03.1929 Navio: Raul Soares Porto: Rio

 

Matheus, Antonio Gaspar

Nascimento: Portugal

 

Medeiros, Antonio Soares de

Filiação: João Soares de Medeiros e Maria do Rosario

Nascimento: 1889 – Provincia de São Miguel, Portugal

Chegada ao Brasil: 1891 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, residiu na Fazenda da Floresta, casado com a brasileira Olga Ferreira de Medeiros, nascida em 1899

 

Miguel, Abrahão

Filiação: Miguel el Barkil e Laia Fadel el Barkil

Nascimento: 10.02.1880 – Maloula, Siria

Chegada ao Brasil: 1896 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, residiu em Campo Limpo, casado com Rosa Grace

 

Miguel, Jorge

Filiação: Miguel Fadul e Sarah Fadul

Nascimento: 1878 – Monte Libano, Libano

Chegada ao Brasil: 1891 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Comerciante, residiu em São Martinho

 

Montenegro, Joaquim Ferreira Silva

Nascimento: . 1826 – Portugal

Outras informações: morte em 04.08.1899

 

Neder, Calil

Nascimento: . Siria

Outras informações: Casado com Carmen Neder, morreu em 1939

 

Neder, Carmen

Filiação: Abrahão Silami e Nasta Aboud

Nascimento: . 1884 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1905 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu em Santa Isabel, viúva de Calil Neder, falecido em 1939

 

Pereira, Antonio Ribeiro

Nascimento: . 1836 – Portugal

Outras informações: morte em 11.07.1898

 

Pereira, Francisco

Nascimento: . Portugal

 

Poyares, Marco Telles

Nascimento: . 1838 – Portugal

Outras informações: morte em 16.11.1898

 

Raschid, Jamile Antonia

Nascimento: . 1900 – Siria

Outras informações: casada com Jorge João Raschid

 

Raschid, Jorge João

Filiação: João Raschid e Joanna Antonia Raschid

Nascimento: . 1895 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1912 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, residiu na Vila da Providência, casado com Jamile Antonia Raschid

 

Reche, João Jorge

Nascimento: . 1895 – Siria

Chegada ao Brasil: 1895

Outras informações: casado com Jamile Antonio Coury

 

Reche, Paulo João

Filiação: João José Reche e Joanna Reche

Nascimento: . 1893 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 1904

Outras informações: Comerciante, analfabeto, casado com Amelia Calil Tuma

 

Rhyner, Maria

Nascimento: . 01.05.1881 – Suiça

 

Rivas, Herminia Fernandez (Madre)

Filiação: Manoel Fernandez e Esperança Rivas

Nascimento: . 21.12.1905 – Codeseda, Galicia, Espanha

Chegada ao Brasil: 20.11.1929 Navio: Rainha Victória Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Rocha, Luiz Alves da

Nascimento: . 1862 – Portugal

Outras informações: morte em 10.02.1902

 

Rodriguez, Bernardo Rodrigues Y

Filiação: Seraphim Rodriguez e Maria Rodriguez Alvarez

Nascimento: . El Rosal, Pontevedra, Espanha

 

Rodriguez, Joanna Gomes

Nascimento: . El Rosal, Pontevedra, Espanha

 

Rodriguez, Rafael Rodriguez Y

Filiação: Seraphim Rodriguez e Maria Rodriguez Alvarez

Nascimento: . El Rosal, Pontevedra, Espanha

Outras informações: Veio da Espanha casado com Rosa Gonçalves. Viúvo, casou-se pela segunda vez com Maria Gothardo.

 

Rodriguez, Salvador Rodriguez Y

Filiação: Seraphim Rodriguez e Maria Rodriguez Alvarez

Nascimento: . El Rosal, Pontevedra, Espanha

 

Rodriguez, Serafina Sobrino

Filiação: Silverio Sobrino e Conceiçan Rodriguez

Nascimento: . 01.07.1892 – La Guardia, Espanha

Chegada ao Brasil: 29.05.1913 Navio: Arlanza Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, casada com José Maria Alonso, residiu na rua Tiradentes.

 

Roesler, Alfred

Filiação: Benjamim Roesler e Luise Papke

Nascimento: . 20.09.1905 – Dantzig, Polonia

Chegada ao Brasil: 30.01.1931 Navio: Sierra Morena Porto: Santos

Outras informações: Técnico de laticínios, trabalhou na Companhia Leiteria Leopoldinense, casado com a brasileira Relinda Weigert, nascida em 1910

 

Salomão, Massaud

Filiação: Salomão Antonio e Maria Musse

Nascimento: 15.02.1894 – Marmerita, Siria

Chegada ao Brasil: 30.04.1910 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, residiu em São Lourenço, casado com a brasileira Belmira Monteiro, nascida em 1915

 

Santos, João Paes

Nascimento: . 1846 – Portugal

Outras informações: Residiu em Campo Limpo, casado com Maria Alves Ferreira

 

Santos, José Duarte dos

Filiação: José Duarte e Angelica dos Santos

Nascimento: . 1872 – Vizeu, Portugal

Chegada ao Brasil: 1889 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Agricultor, analfabeto, residiu em Conceição da Boa Vista, casado com Cândida Rodrigues Gomes

 

Schultz, Heinrich

Filiação: Heinrich Schultz e Maria Iansen

Nascimento: . 15.05.1869 – Homberg, Hessen, Alemanha

Chegada ao Brasil: 27.09.1921 Navio: Poconé Porto: Rio

Outras informações: esteve na Hospedaria da Ilha das Flores, carpinteiro, trabalhou na Serraria São José, foi casado com Maria Rhyner

 

Silva, Bernardino Mouço E

Filiação: Gabriel José Garcia e Maria Rosa de Jesus

Nascimento: . 1880 – Villa do Conde, Portugal

Chegada ao Brasil: 21.12.1893

Outras informações: Cerjeiro, residiu na Vila da Providência

 

Silva, José Pereira da Silva

Filiação: Antonio Pereira e Joaquina de Jesus

Nascimento: . 1883 – Marco de Canavezes, Portugal

Chegada ao Brasil: 14.06.1906 Navio: Pacífico Porto: Rio

Outras informações: Comerciante, residiu na Vila da Providência, casado com Maria Gonçalves da Costa

 

Silva, Luiza Carvalho da

Filiação: José Carvalho da Silva e Maria Alves Pereira

Nascimento: . 1862 – Beira Baixa, Portugal

Chegada ao Brasil: 1892 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Doméstica, analfabeta, residiu no Sítio Boa Vista em Thebas, viúva de José Correa Dias, falecido em 1935

 

Simões, Joaquim

Nascimento: . 1854 – Portugal

Outras informações: morte em 29.08.1899

 

Sobral, Francisco Luiz

Filiação: Manoel Luiz Sobral e Maria Mendonça

Nascimento: . 06.09.1895 – Minho, Portugal

Chegada ao Brasil: 17.07.1912 Navio: Itatinga Porto: Rio

Outras informações: Carpinteiro, residiu no Alto dos Pirineus, casado com Maria Luiza Barbaglio

 

Thome, Francisco Ignacio

Nascimento: . 1849 – Portugal

Outras informações: morte em 10.08.1901

 

Tuma, Amelia Calil

Filiação: Calil Tuma e Catharina Tuma

Nascimento: 1897 – Tripoli, Siria

Chegada ao Brasil: 1910 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Analfabeta, casada com Paulo João Reche

 

Tuma, Malaque

Filiação: Calil Tuma e Catharina Tuma

Nascimento: 1905 – Tripoli, Siria

Chegada ao Brasil: 1921 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Analfabeta, residiu na Vila da Providência

 

Velasco, Constantina Rogelia (Madre)

Filiação: Manoel Velasco e Maria de la Soledad Fernandes

Nascimento: 28.07.1911 – Rojas, Buenos Aires, Argentina

Chegada ao Brasil: 1915 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Ventina, Manoel Monteiro

Filiação: José Monteiro Alves e Josefa Rita da Ventina

Nascimento: 19.01.1869 – Canal de Senhorim, Portugal

Chegada ao Brasil: Ago/1888 Navio: – Porto: Rio

Outras informações: Lavrador, analfabeto, residiu em Barreiros

 

Vicente, Maria Del Carmen Cornejo (Madre)

Filiação: Pedro Cornejo e Ines Vicente

Nascimento: 20.05.1886 – Salamanca, Castilla y León, Espanha

Chegada ao Brasil: 24.12.1918 Navio: Balmess Porto: Rio

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição

 

Zugarrondo, Natividade (Madre)

Filiação: Thomaz Zugarrondo e Nicacia Aguirre

Nascimento: 24.12.1888 – San Sebastian, Pais Basco, Espanha

Chegada ao Brasil: 24.12.1918 Navio: Balmess Porto: Santos

Outras informações: Colégio Imaculada Conceição, embarcou no Rio a 18.07.1937 com destino à Espanha, pelo vapor General Osório. Regressou a 07.10.1937, desembarcando no Rio do vapor Neptunia.

 

 

Eleitores do Feijão Cru em 1851

Segundo a Lista Geral de Votantes, disponível no Arquivo Público Mineiro, códice PP 11 caixa 44 pacote 30, foram alistados 355 cidadãos no distrito do Feijão Cru.

NOME

IDADE

Alberto Rodrigues da Silva

40

Alvaro Casemiro da Fonseca

37

Alvaro de Souza Werneck

30

Alvaro José Antonio

30

Ambrosio José de Souza

38

Angelo Lopes da Silva

47

Antonio Alves

28

Antonio Alves dos Santos

38

Antonio Alvim de Souza

27

Antonio Augusto Monteiro de Barros

32

Antonio Bento Peixoto

35

Antonio Bernardes da Rocha

54

Antonio Bernardino Machado

30

Antonio Carlos da Silva Teles Faião

50

Antonio da Silva Dias

50

Antonio da Silva Monteiro

34

Antonio de Almeida Ramos

40

Antonio de Sá Rocha

40

Antonio de Souza Chagas

28

Antonio Dias da Silva

40

Antonio Dias Pereira

29

Antonio dos Reis

40

Antonio Felisberto

25

Antonio Ferreira Pinheiro

34

Antonio Francisco Neto

28

Antonio Garcia de Novaes

28

Antonio Gomes Moreira

44

Antonio Joaquim

40

Antonio Joaquim Cordeiro

29

Antonio José de Almeida e Gama

27

Antonio José de Menezes

32

Antonio José de Miranda

47

Antonio José de Souza

35

Antonio José Monteiro de Barros

49

Antonio Luiz da Silva

50

Antonio Luiz de Moraes

50

Antonio Martins dos Santos

50

Antonio Nicolao

38

Antonio Nunes de Oliveira

70

Antonio Pedro do Nascimento

50

Antonio Pereira Duarte

29

Antonio Pontes

40

Antonio Prudente de Almeida

52

Antonio Rabelo Ferreira

35

Antonio Rodrigues de Faria Filho

39

Antonio Rodrigues de Faria Senior

59

Antonio Rodrigues de Oliveira

42

Antonio Rodrigues Gomes

54

Antonio Rodrigues Montes

31

Antonio Severino Ferreira

58

Antonio Xavier Monteiro

27

Bento Rodrigues Gomes

60

Bernardino Rodrigues da Silva

30

Bernardo José da Fonseca

70

Bernardo José Gonçalves Montes

64

Bernardo Rodrigues Montes

27

Caetano José de Almeida Gama

33

Camilo José de Carvalho

34

Camilo José Gomes

40

Candido José de Carvalho

34

Candido Portes

29

Carlos José Luiz

36

Carlos Mendes do Vale

37

Casemiro de Souza Werneck

25

Cesário José dos Reis

31

Claudino Vieira da Silva

38

Cláudio José de Miranda

27

Custódio de Vargas Corrêa

26

Domiciano Ferreira Monteiro

26

Domiciano José de Souza

29

Domiciano José Ferreira

31

Domiciano Lemos da Silva

50

Domingos da Silva Gomes

28

Domingos Esteves de Moraes

34

Domingos Ferreira Brito

26

Domingos Ferreira Neto

30

Domingos Henrique de São Nicácio

26

Domingos José da Neiva

34

Domingos José de Miranda

34

Domingos Lauriano Dias

40

Domingos Lemos da Silva

39

Domingos Rodrigues Carneiro

50

Elias José da Fonseca

37

Emerenciano José de Almeida

56

Eufrazio Ferreira de Melo

30

Ezaú Antonio Corrêa de Lacerda

40

Ezaú Ferreira Brito

32

Ezequiel Antonio de Almeida

37

Ezequiel Henriques Pereira Brandão

25

Faustino José

48

Feliciano Rodrigues Moreira

70

Felicissimo Vital de Moraes

60

Fidelis da Costa Coutinho

42

Fidelis Rodrigues Ferreira

29

Fidelis Vieira Cordeiro

34

Flavio Rodrigues da Silva

29

Fortunato Ferreira de Melo

28

Fortunato Lopes da Rocha

34

Francisco Antonio da Silva

50

Francisco Antonio da Silva

39

Francisco Antonio de Almeida

37

Francisco Antonio de Almeida Gama

60

Francisco Antonio Dias

40

Francisco Barbosa da Silva

70

Francisco da Costa Motta

40

Francisco da Silva Dias

34

Francisco da Silva Pereira

44

Francisco das Chagas Ferreira

32

Francisco de Sales Marques

29

Francisco de Vargas Corrêa

28

Francisco Dias da Rosa

34

Francisco Fernandes Pena

40

Francisco Ferreira

40

Francisco Ferreira Brito

25

Francisco Gomes da Silva Veado

29

Francisco Gonçalves Ferreira

34

Francisco Isidoro Ferreira

32

Francisco João Rodrigues

29

Francisco Joaquim de Almeida Gama

38

Francisco Joaquim dos Reis

35

Francisco José

31

Francisco José Caetano

31

Francisco José da Silva

34

Francisco José de Almeida Ramos

54

Francisco José de Faria Coutinho

35

Francisco José de Freitas Lima

48

Francisco José de Miranda

54

Francisco José dos Reis

27

Francisco Luiz Pereira

60

Francisco Manoel de Assis

29

Francisco Manoel de Souza

34

Francisco Martins de Andrade

40

Francisco Mendes do Vale

29

Francisco Muniz

25

Francisco Neres da Silva

60

Francisco Nunes de Moraes

30

Francisco Pereira Pontes

37

Francisco Procópio da Paixão

29

Francisco Rodrigues das Chagas

36

Francisco Rodrigues de Almeida

28

Francisco Xavier de Souza

26

Gelazio Bernardes da Rocha

30

Germano José

37

Gervasio José de Santana

29

Henrique Delfim Silva

28

Hermenegildo Rodrigues da Silva

38

Hipólito Pereira da Silva

38

Honorio Gonçalves Cortes

58

Inacio Barbosa de Souza

40

Inocêncio Gomes da Silva

50

Jacinto Manoel Monteiro

47

João Alves de Melo

27

João Antonio de Oliveira

68

João Antonio Ribeiro

44

João Batista de Almeida

39

João Batista Ribeiro

28

João da Costa Brito

50

João Damasceno Ferreira

40

João de Souza dos Santos

50

João Ferreira Neto

28

João Francisco de Almeida Gama

28

João Francisco de Azevedo

34

João Francisco de Oliveira

47

João Francisco de Oliveira

34

João Francisco Pereira

25

João Gomes de Oliveira

28

João Gomes dos Santos

31

João Gonçalves

54

João Gonçalves Neto

46

João Gualberto Ferreira

51

João Ides de Nazareth

54

João Inacio de Melo

28

João José Pereira de Andrade

49

João Mendes do Vale

26

João Mendes Ribeiro

30

João Patrício de Moura

34

João Paulo da Costa

60

João Paulo da Silva Coutinho

28

João Pedro de Souza Filho

30

João Pedro de Souza Senior

60

João Porceno Ferreira

25

João Processo Ferreira da Silva

25

João Ramos Martins

37

João Rodrigues Ferreira

31

João Roiz Ferreira Gomes

29

João Vidal Leite Ribeiro

26

Joaquim Albino

42

Joaquim Antonio da Rocha

42

Joaquim Antonio de Almeida

29

Joaquim Antonio de Almeida Gama

36

Joaquim Antonio de Gouvêa

26

Joaquim Antonio Machado

30

Joaquim Cesario de Almeida

47

Joaquim da Costa Motta

39

Joaquim Dias Neto

28

Joaquim Dias Neto

31

Joaquim Ferreira de Lacerda

46

Joaquim Firmino de Almeida

34

Joaquim Garcia de Oliveira

34

Joaquim Gomes de Oliveira

54

Joaquim Inacio de Moraes

40

Joaquim José Chica

29

Joaquim José Cordeiro

37

Joaquim José Monteiro

29

Joaquim Lopes da Rocha

32

Joaquim Lourenço da Silva

37

Joaquim Machado Neto

50

Joaquim Marques da Costa

60

Joaquim Martins

31

Joaquim Martins de Andrade

38

Joaquim Mendes do Vale

40

Joaquim Nunes de Moraes

44

Joaquim Pereira de Souza Lima

25

Joaquim Pereira dos Santos

50

Joaquim Tomaz da Silva

54

Joaquim Xavier Soares

34

José Alexandre da Rosa

38

José Alves da Silva

31

José Antonio da Silva

36

José Antonio de Almeida

26

José Antonio de Oliveira

41

José Antonio Marrier

50

José Augusto Monteiro de Barros

26

José Bernardes da Rocha

30

José Bernardes de Andrade

37

José Bernardino Machado

42

José Cardoso

42

José Casemiro de Souza

40

José Cesario de Miranda Gouvêa

27

José Coutinho da Silva

28

José da Costa Brito

25

José Dias da Silva

44

José Dias Pereira

54

José do Egito de Souza

42

José Feliciano dos Reis

34

José Felicissimo de Moraes

26

José Ferreira Brito

50

José Ferreira de Macedo

42

José Ferreira de Melo

27

José Francisco Gonçalves Neto

30

José Francisco Neto

34

José Gomes dos Santos

57

José Gonçalves Barroso

39

José Gonçalves Neto

54

José Gonçalves Valim

32

José Gregorio de Souza

36

José Inacio de Bem

39

José Joaquim Cordeiro Júnior

35

José Joaquim Cordeiro Senior

80

José Joaquim Coutinho

31

José Joaquim dos Reis

27

José Joaquim Ferreira Monteiro

31

José Joaquim Pereira

35

José Joaquim Pereira Garcia

32

José Lopes da Rocha

37

José Lopes da Rocha Júnior

26

José Machado Manso da Costa

40

José Martins de Andrade

35

José Martins dos Santos

29

José Moreira de Assunção

34

José Nunes de Moraes

78

José Patrício

29

José Pedro Borges

48

José Pereira da Silva

27

José Ribeiro de Almeida

50

José Rodrigues de Miranda

25

José Rodrigues de Sá

24

José Roiz Carneiro

32

José Soares

30

José Tavares Pinheiro

35

José Teixeira Cardoso

30

José Tomaz de Aquino Cabral

54

José Zeferino de Almeida

47

Julião Luiz de Moraes

28

Justino de Azevedo Ramos

38

Justino José Corrêa

29

Justino José da Silveira

50

Ladislao Egidio Ferreira de Toledo

37

Lauriano José de Carvalho

39

Lazaro Antonio da Cruz

30

Lino José Corrêa da Silva

28

Lourenço José Leal

58

Lucindo Antunes Moreira

31

Luiz Antonio da Silva

29

Luiz Cordeiro

50

Luiz Inacio de Moraes

37

Luiz Pereira da Silva

41

Luiz Pinto de Carvalho

34

Luiz Tavares de Oliveira

60

Manoel Antonio da Silva

28

Manoel Antonio de Almeida

66

Manoel Antonio de Oliveira

27

Manoel Barbosa de Souza

70

Manoel Bernardes da Silva

29

Manoel da Silva Miranda

36

Manoel Felicissimo dos Reis

35

Manoel Ferreira Brito

58

Manoel Gabriel do Espírito Santo

29

Manoel Gonçalves Ribeiro

34

Manoel Henrique Porto Maia

27

Manoel Jacinto de Oliveira

39

Manoel Jacinto Nogueira

31

Manoel Joaquim da Silva

27

Manoel Joaquim Pereira

32

Manoel Joaquim Tiburcio

34

Manoel José

39

Manoel José de Novaes

60

Manoel José Monteiro de Barros S.Martinho

32

Manoel José Monteiro da Silva

26

Manoel José Monteiro de Barros

65

Manoel José Monteiro de Castro

47

Manoel José Pereira da Silva

27

Manoel José Pereira da Silva

35

Manoel Lopes da Rocha

40

Manoel Nunes de Moraes

41

Manoel Pereira da Silva

49

Manoel Pereira Valverde

32

Manoel Rodrigues Coelho

47

Manoel Rodrigues da Silva

44

Manoel Rodrigues da Silva

40

Manoel Roiz do Nascimento

32

Manoel Teixeira Cardoso

60

Manoel Zeferino Cardoso

33

Marcelino José

28

Marcolino Dias Neto

26

Mateus Herculano Monteiro

47

Maximiano Francisco da Silveira

31

Miguel Moreira de Sampaio

50

Nicolao Gomes de Oliveira

32

Pedro Moreira de Souza

54

Ponciano Rodrigues de Araujo

39

Processo José Corrêa

39

Querino Ribeiro de Avelar Rezende

34

Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda

30

Sabino Gomes da Silva

48

Salvador Dias

27

Severino José Machado

27

Severo Galdino da Fonseca

31

Silverio Luiz Pereira

59

Simplicio Antonio da Paixão

38

Teodoro Antonio de Souza

38

Tristão Policarpo de Oliveira

40

Vasco Ferreira de Melo

68

Venancio José de Almeida Costa

32

Venancio José de Oliveira

37

Venceslau Gonçalves Campos

29

Vicente Alves Ferreira

30

Vicente Antunes Ferreira

31

Vicente Dias da Rosa

37

Vicente Ferreira Monteiro

27

Vicente Gaspar Coutinho

59

Vicente Rodrigues Ferreira

30

Vital Antonio de Mendonça

40

Vital Antonio de Oliveira

74

Vital Inacio de Moraes

28

Zacarias Francisco dos Reis

31

Zeferino Inacio de Souza

34

Alguns Fatos da História de Leopoldina

1813 – 1910 Da concessão das primeiras sesmarias à criação da Colônia Constança: alguns fatos extraídos dos primeiros 97 anos da história de Leopoldina.

  • 24.11.1813 – Concedidas duas sesmarias a Antonia Rodrigues Chaves e seu marido Domingos Gonçalves de Carvalho, irmão de Felisberto da Silva Gonçalves a seguir mencionado. Localização: Mata geral do Sertão do Pomba, no Córrego da Fortaleza, Termo de Barbacena, onde se acha abrindo a estrada para o Porto de São Fidélis[1].
  • 26.11.1813 – Concedida a Anna Bernarda da Silveira, uma sesmaria com limite no Córrego da Fortaleza, Mata Geral do Sertão do Pomba, Termo de Barbacena[2].
  • 29.11.1813 – Concedida a Felisberto da Silva Gonçalves, marido de Anna Bernarda da Silveira, uma sesmaria também com limite no Córrego da Fortaleza, Sertão do Pomba, Termo de Barbacena[3].
  • 13.10.1817 – Concedida a Fernando Affonso Correia de Lacerda, uma sesmaria com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto do Ubá, Termo de Barbacena[4].
  • 14.10.1817 – Concedida a Jeronimo Pinheiro de Lacerda, uma sesmaria também com limite no Córrego do Feijão Cru, Distrito de Santo Antônio do Porto de Ubá, Termo de Barbacena[5].
  • 12.03.1818 – Concedida a José Joaquim Monteiro de Barros, uma sesmaria entre as Serras Bonita, Feia, Limoeiro e Conceição, Termo de Barbacena[6].
  • 28.03.1818 – Concedida a Maria Umbelina de Santa Brígida, uma sesmaria no Serão do Paraíba e Mar de Espanha, Termo de Barbacena. No mesmo local, concedida sesmaria a Antonio Francisco Teixeira Coelho[7].
  • 22.04.1818 – Concedida a Antônio José Monteiro de Castro, uma sesmaria nas Margens do Rio Paraíba, no caminho do Cantagalo, além das Serras Bonita ou pelos lados do mesmo caminho, ou no Ribeirão do Limoeiro ou Conceição, Termo de Barbacena[8].
  • 1828 – Manoel Carlos de Almeida assina a doação do patrimônio de Santa Rita da Meia Pataca[9].
  • 30.09.1829 – Manoel Antônio de Almeida, seu genro João Gualberto Ferreira Brito, o pai deste, Joaquim Ferreira de Brito,  acompanhados de esposas, filhos e escravos, chegam à Fazenda do Feijão Cru[10].
  • 01.06 e 20.11.1831 – Joaquim Ferreira de Brito doa terras para constituírem o patrimônio de São Sebastião[11].
  • 07.10.1838 – O primeiro Mapa de Moradores do então Distrito de São Sebastião do Feijão Cru, é encaminhado ao Governo Provincial, listando os 1274 moradores distribuídos em 135 moradas[12].
  • 1843 – A Freguesia do Feijão Cru aparece pela primeira vez num Relatório da Presidência da Província, relativo ao ano de 1842, composta dos distritos do Feijão Cru e do Angu, pertencendo ao município de São João Nepomuceno, contando com 161 casas e 970 eleitores[13].
  • 15.12.1843 – É encaminhada ao Governo Provincial, a segunda Lista Nominal dos Habitantes do Distrito de São Sebastião do Feijão Cru, constando de 2.171 habitantes, distribuídos em 213 casas[14].
  • 25.04.1851 – Data do mais antigo assento paroquial hoje existente, o batismo de Jacinta, filha de escravos de Francisco José de Miranda, ocorrido na matriz de Nossa Senhora da Piedade, hoje distrito de Piacatuba[15].
  • 1854 – O Relatório da Presidência da Província informa que no ano de 1853 o distrito do Feijão Cru estava dividido em 4 quarteirões, que ali residiam 237 votantes e que pertencia ao município de Mar de Espanha. Informa ainda que o distrito da Piedade contava com 199 votantes em 7 quarteirões, que o Rio Pardo dividia-se em 9 quarteirões com 154 votantes e que Conceição da Boa Vista contava com 358 votantes[16].
  • 27.04.1854 – Criação do município, pela Lei Provincial número 666, em território desmembrado de Mar de Espanha, ao qual pertencia desde a criação deste município em 1851.
  • 1855 – O Relatório da Presidência da Província informa que no ano de 1854 existiam 3 Igrejas e 1 capela em Leopoldina, sendo que uma das Igrejas precisando de urgentes reparos por estar “quase a desmonorar-se”[17].
  • 20.01.1855 – Instalação solene do município de Leopoldina.
  • 15.05.1855 – Provimento do professor Antônio Felício de Miranda para a Vila Leopoldina. A 16.05.1885, toma posse do cargo, para exercício interino, a professora de instrução primária Maria Carlota da Gama[18].
  • 18.02.1856 – É aberto o livro que servirá para o assento das propriedades existentes na Vila Leopoldina. São listadas 95 propriedades, a última no dia 20 de abril de 1856[19].
  • 1861 – Francisco de Paula Ferreira de Rezende chega a Leopoldina, onde mais tarde funda a Fazenda Filadélfia[20].
  • 16.10.1861 – Elevação a cidade, pela Lei Provincial número 1166.
  • 10.10.1871 – Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, obtém concessão para a construção de uma linha de bitola de um metro, ligando Porto Novo do Cunha a Leopoldina[21].
  • 27.03.1872 – Decreto Imperial – Concede ao engenheiro Antonio Paulo de Mello Barreto autorização para organizar uma companhia que se incumba de construir uma estrada de ferro econômica, entre a Estação do Porto Novo do Cunha e Santa Rita da Meia Pataca[22].
  • 15.07.1872 – Criação da comarca pela Lei Provincial número 1867.
  • 19.07.1872 – Matriz de Conceição da Boa Vista é elevada a Paróquia, pertencente do município de Leopoldina[23].
  • 01.12.1873 – Criação da Paróquia da Piedade, município de Leopoldina[24].
  • 10.12.1874 – Inauguração da Estação de Providência da Estrada de Ferro Leopoldina[25].
  • 25.05.1876 – Inauguração da Estação de Santa Isabel (Abaíba) da Estrada de Ferro Leopoldina[26].
  • 17.09.1876 – Bento Xavier doa terrenos da Fazenda Campo Limpo para a formação do povoado, que posteriormente veio a se chamar Ribeiro Junqueira[27].
  • 02.07.1877 – Inauguração da Estação de Leopoldina da Estrada de Ferro Leopoldina[28].
  • 1879 – Fundação do primeiro jornal do município, denominado Leopoldinense, por F. Costa Sobrinho[29].
  • 1880 – Escola Pública sob direção da professora Clara Sofia Gaëde de Carvalho. Escola particular na Piedade, com os diretores Souza Machado e Symphronio Cardoso[30].
  • 09.01.1881 – Leopoldina é sede do 9º Distrito Eleitoral da Província[31].
  • 30.04.1881 – Visita do Imperador Pedro II[32].
  • 21.05.1881 – Decreto nº 8.117 organiza os distritos eleitorais da Província e Leopoldina é o nono distrito[33].
  • 25.10.1881 – Criação da Paróquia de Tebas, município de Leopoldina[34].
  • 1882 – O Relatório da Presidência da Província informa que, no ano de 1881, foram contratados 9 (nove) imigrantes europeus para trabalhar na fazenda do Socorro, município de Leopoldina[35].
  • Setembro de 1882 – A revisão do alistamento eleitoral realizado em 1881 contabiliza 734 eleitores no município de Leopoldina[36].
  • 05.01.1883 – A população servil da Província atinge a 311.666 indivíduos. A cidade com maior número de escravos é Juiz de Fora, com 21.808, em seguida Leopoldina, com 16.001, em terceiro Mar de Espanha, com 15.183, em quarto Muriaé com 7.775 e os demais municípios em ordem decrescente[37].
  • 29.07.1887 – Fundação do jornal Estrela de Minas e logo depois, A Idéia Nova[38].
  • 1888 – Fazendeiros de Leopoldina recebem autorização para introduzir colonos europeus em suas propriedades, com subsídio do governo provincial[39].
  • 1888 – É autorizada a instalação de uma Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina[40].
  • Entre 1888 e 1889 – Honório Antunes Pereira organiza uma empresa para explorar o serviço de telefones entre Cataguases e Leopoldina[41].
  • 16.08.1889 – Elevação do Curato da Piedade a Freguesia, no município de Leopoldina[42].
  • 01.12.1889 – É fundada, em Leopoldina, a Sociedade Portuguesa de Beneficência. Veja.
  • 31.05.1893 – Território mineiro é dividido em 5 distritos de imigração, sendo que o 2º tem sede em Leopoldina[43].
  • 1894 – Funciona uma hospedaria de imigrantes, no sítio Jacareacanga. Neste mesmo ano, em alguns distritos de Leopoldina irrompe a febre amarela[44].
  • 1895 – Está em funcionamento uma Hospedaria de Imigrantes em Leopoldina, nas proximidades da Estação de Vista Alegre da Estrada de Ferro Leopoldina[45].
  • 16.07.1897 – Leopoldina deixa de pertencer à diocese do Rio de Janeiro e é transferida para Mariana[46].
  • 1898 – É extinta a Hospedaria de Jacareacanga[47].
  • 1908 – Chegam a Leopoldina 10 famílias de imigrantes, com 47 pessoas[48].
  • 1909 – Núcleo de pessoas em assentamento da Leopoldina Railway Company Limited: 08 famílias alemãs com 38 pessoas; 01 família austríaca com 07 pessoas; 01 família portuguesa com 2 pessoas; 01 família brasileira com 9 pessoas[49].
  • 12.04.1910 – É criada a Colônia Agrícola da Constança para assentamento de imigrantes[50].

Fontes

[1] Códice SC 352 fls 76v e fls 73v respectivamente (Arquivo Público Mineiro)

[2] idem fls 81

[3] idem fls 79

[4] Códice SC 363 fls 190v (Arquivo Público Mineiro)

[5] idem fls 192v

[6] Trata-se de terras onde mais tarde foi formada a Fazenda Paraíso, pelo irmão do beneficiário. Códice SC 377 fls 61 (Arquivo Público Mineiro)

[7] Trata-se dos sogros do pioneiro Bernardo José Gonçalves Montes. Códice SC 377 fls 68 a 70 (Arquivo Público Mineiro)

[8] Há outras sesmarias, concedidas nos dias subsequentes, para familiares deste beneficiário. Códice SC 377 fls 93 (Arquivo Público Mineiro)

[9] Trata-se de familiar de Manoel Antonio de Almeida, pioneiro de Leopoldina. Fonte: Escritura de doação do patrimônio de Santa Rita do Meia Pataca (Prefeitura Municipal de Cataguases)

[10] REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de, Minhas Recordações (Belo Horizonte: Itatiaia, 1988), pag. 390-391 e jornais antigos de Leopoldina.

[11] BARROSO JÚNIOR, Leopoldina  e seus primórdios (Rio Branco: Gráfica Império, 1943), notas da página 61

[12] Mapa da População do Feijão Cru, 1838, Caixa 03 Doc 06 (Arquivo Público Mineiro)

[13] Exposição do Conselheiro Bernardo Jacinto da Veiga, 23.03.1843, pag 23

[14] Mapa de População do Feijão Cru, 1843, Cx 03 Doc 04 (Arquivo Público Mineiro)

[15] Primeiro Livro de Batismos da Matriz de Nossa Senhora da Piedade.

[16] Relatório do Desembargador José Lopes da Silva Vianna, 01.05.1854, fl 108.

[17] Relatório do Presidente da Província Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos, 25/03/1855, pag 18

[18] Fala do Conselheiro Herculano Ferreira Penna à Assembléia Legislativa Provincial, Mapa Anexo.

[19] TP 114 (Arquivo Público Mineiro)

[20] REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de, Minhas Recordações (Belo Horizonte: Itatiaia, 1988)

[21] Lei Mineira nº 1826 (Coleção de Leis Mineiras, Arquivo Público Mineiro)

[22] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag. 338

[23] Lei Mineira nº 1903, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.

[24] Lei Mineira nº 2027, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro.

[25] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag 1042

[26] idem, pag. 516

[27] Escritura de Doação, Arquivo Particular.

[28] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag. 639

[29] LAEMMERT, Eduardo e Henrique, Almanak Laemmert (Rio de Janeiro: 18–), 1885, pag. 278 e VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag 717.

[30] LAEMMERT, Eduardo e Henrique, Almanak Laemmert (Rio de Janeiro: 18–), 1885, pag. 285

[31] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag 139

[32] Caderneta do Imperador, Museu Imperial de Petrópolis.

[33] Almanaque de Leopoldina (Leopoldina: s.n., 1886).

[34] Lei Mineira nº 2848, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro

[35] Fala de Theophilo Ottoni dirigida à Assembléia Provincial de Minas, 01/08/1882, pag. 66

[36] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembléia Provincial de Minas, 02/08/1883, pag. 8

[37] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembléia Provincial de Minas, 02/08/1883, páginas 66 e 67

[38] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag. 717

[39] Relatório de Luiz Eugenio Horta Barbosa, 01/06/1888, pag. 65-66

[40] Relatório do Barão de Camargos de 07.12.1888, pag 75

[41] REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de, Minhas Recordações (Belo Horizonte: Itatiaia, 1988)

[42] Lei Mineira nr. 3798, 16/08/1889, Coleção de Leis Mineiras do Arquivo Público Mineiro

[43] VEIGA, José Pedro Xavier da, Efemérides Mineiras: 1664-1897 (Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes), pag 525

[44] idem

[45] Mensagem do Presidente Crispim Jaques Bias Fortes, 15/07/1896, pag. 31

[46] Transcrição de Ata no Livro de Batismos da Matriz de São Sebastião.

[47] Mensagem do Presidente Francisco Silviano de Almeida Brandão, 15/06/1899, pag. 39

[48] Relatório da Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, disponível no Centro de Documentação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, rua General Canabarro nr. 706, Rio de Janeiro, RJ.

[49] idem.

[50] Decreto nº 280, disponível no Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, coleção Secretaria de Agricultura.

Curato de Nossa Senhora da Piedade

Através de notícia publicada na Gazeta de Leopoldina, a 09.10.1923, verificamos que o nome Piacatuba foi uma sugestão do Senador Basílio de Magalhães, que em carta a Custódio Lustosa, explicava a origem do nome. Usando termos indígenas, para homenagear os Índios Puris que ali habitavam quando da chegada do homem branco, o nome tem o seguinte significado: pia = coração + catu = bom + ba = lugar.

Piacatuba é pois, Lugar de Bom Coração ou Lugar de Gente de Bom Coração. O distrito de Piacatuba, cuja extensão territorial é maior que a de alguns municípios vizinhos a Leopoldina, recebeu o homem branco no início do século dezenove.

Era então o

Curato de Nossa Senhora da Piedade

Por escritura de 23 de agosto de 1844, Domingos de Oliveira Alves fez doação de terras para a formação do patrimônio de Nossa Senhora da Piedade. O primeiro cura designado para a capela, cuja construção ocorreu entre 1844 e 1850, foi o Padre Francisco Ferreira Monteiro. A partir de 27 de abril de 1854, com a elevação à Freguesia da antiga vila do Feijão Cru, fica o Curato da Piedade sendo filial da então denominada Freguesia de São Sebastião da Leopoldina. Pertencia ao Bispado do Rio de Janeiro. O Curato de Nossa Senhora da Piedade, que em alguns registros aparece como Curato de Nossa Senhora da Piedade do Rio Pardo, teve seu primeiro assento realizado em 20.04.1851. Por Lei Mineira de 01.12.1873, foi criada a Paróquia da Piedade. E a Lei Mineira nº 3.798, de 17.09.1889, elevou à Freguesia. Segundo Efemérides Mineiras, foi a última criação paroquial feita na Província pelo poder civil, cuja competência cessou com o estabelecimento da República. Pelo Decreto Pontifício de 16.07.1897, foi transferido para a Diocese de Mariana.

* Este texto é uma revisão do que foi inicialmente publicado em 1999.

Italianos em Leopoldina

Para a composição da história da imigração em Leopoldina foram consultadas diversas fontes documentais encontradas na própria cidade, bem como os requerimentos para registros de estrangeiros preenchidos em cumprimento ao Decreto 3010 de 1938, disponíveis no Arquivo Nacional.

Também foi realizado um levantamento nos livros da Agência Nacional de Imigração, da Hospedaria da Ilha das Flores, da Hospedaria do Pinheiro e da Hospedaria Horta Barbosa. Entre os diversos resultados deste trabalho, aqui apresentamos a listagem de sobrenomes italianos localizados na região de Leopoldina entre 1872 e 1924.

SOBRENOME
COMUNE
PROVINCIA
REGIONE
Albertoni
 
Venezia
Veneto
Ambrosi
Anghiari
Arezzo
Toscana
Andrea
Roccagloriosa
Salerno
Campania
Anzolin
Portogruaro
Venezia
Veneto
Arleo
Maratea
Potenza
Basilicata
Artuzo
 
Treviso
Veneto
Baldo
San Mauro di Saline
Verona
Veneto
Barbaglio
 
 
Toscana
Bartoli
 
Ancona
Marche
Battisaco
 
Venezia
Veneto
Bedin
 
Vicenza
Veneto
Bellan
Porto Tolle
Rovigo
Veneto
Bernardi
 
Brescia
Lombardia
Bertulli
 
Ravenna
Emilia Romagna
Bertuzi
 
Bologna
Emilia Romagna
Bisciaio
Gualdo Tadino
Perugia
Umbria
Bolzoni
Sesto ed Uniti, Pizzighettone
Cremona
Lombardia
Bosetti
Castrezzato
Brescia
Lombardia
Brambati
Pizzighettone
Cremona
Lombardia
Bronzato
Anghiari
Arezzo
Toscana
Bronzato
Legnago
Verona
Veneto
Cadeddu
Villanova Monteleone, Alghero
Sassari
Sardegna
Calzavara
Pianiga
Venezia
Veneto
Campana
Castrezzato, Coccaglio
Brescia
Lombardia
Cancelliero
Murelle di Villanova Di Camposampiero
Padova
Veneto
Canova
Codevigo
Padova
Veneto
Cappai
Villasalto
Cagliari
Sardegna
Carboni
Fano
Pesaro
Marche
Carminatti
Ghisalba
Bergamo
Lombardia
Carnevali
San Francesco
Cosenza
Calabria
Carraro
Pianiga
Venezia
Veneto
Casadio
Massa Lombarda
Ravenna
Emilia Romagna
Cavallieri
Mirándola
Treviso
Veneto
Ceccon
Begosso de Terrazzo
Verona
Veneto
Ceoldo
Vigonza
Padova
Veneto
Cobucci
Roccagloriosa
Salerno
Campania
Colle
Cesarolo, San Michelle al Tagliamento
Venezia
Veneto
Consoli
Mirándola
Treviso
Veneto
Conti
 
Bologna
Emilia Romagna
Corradini
Mizzole
Verona
Veneto
Corradini
Ferrazza
Vicenza
Veneto
Cosenza
 
Cosenza
Calabria
Cosini
 
Mantova
Lombardia
Dal Canton
Parrochia Malavne
Venezia
Veneto
Damiani
Maratea
Potenza
Basilicata
De Angelis
 
Terni
Umbria
De Marchi
 
Treviso
Veneto
Doppin
Villanova Monteleone
Sassari
Sardegna
Dorigo
Porto Tolle
Rovigo
Veneto
Duana
 
Cagliari
Sardegna
Fanni
San Vito
Cagliari
Sardegna
Farinazzo
Casale di Scodosia, Montagnana
Padova
Veneto
Fazolato
Campolongo Maggiore
Venezia
Veneto
Fermadi
 
Napoli
Campania
Filoti
Candia
Torino
Piemonte
Finamori
Roccagloriosa
Salerno
Campania
Finotti
Porto Tolle
Rovigo
Veneto
Fiorato
 
Verona
Veneto
Fofano
Mogliano Veneto
Treviso
Veneto
Fois
Villanova Monteleone, Alghero
Sassari
Sardegna
Fontanella
Strona
Biella,
Piemonte
Formenton
 
Venezia
Veneto
Franzone
Candia
Torino
Piemonte
Galasso
Latisana
Udine
Friuli-Venezia Giulia
Gallito
Montagnana
Padova
Veneto
Gallo
 
Vicenza
Veneto
Gambato
Campodarsego
Padova
Veneto
Gattis
 
Brescia
Lombardia
Geraldi
 
 
Piemonte
Geraldini
 
Padova
Veneto
Gigio
 
Bologna
Emilia Romagna
Gismondi
 
Ancona
Marche
Golinelli
Mirándola
Treviso
Veneto
Gottardo
Vigonza
Padova
Veneto
Graziosa
Mizzole
Verona
Veneto
Griffoni
 
Ancona
Marche
Gruppi
 
Bologna
Emilia Romagna
Guerra
Vigonza
Padova
Veneto
Guersoni
 
Bologna
Emilia Romagna
Helio
 
 
Piemonte
Iennaco
Maratea
Potenza
Basilicata
Lamarca
Maratea
Potenza
Basilicata
Lami
Lugo
Ravenna
Emilia Romagna
Lammoglia
Maratea
Potenza
Basilicata
Lazzaroni
Felizzano
Alessandria
Piemonte
Longo
 
Cosenza
Calabria
Lorenzetto
 
Padova
Veneto
Lucchi
Cesena
Forli
Emilia Romagna
Luiza
 
Mantova
Lombardia
Lupatini
Castrezzato
Brescia
Lombardia
Macchina
Travagliato
Brescia
Lombardia
Maciello
Muro Lucano
Potenza
Basilicata
Maimeri
Tregnago
Verona
Veneto
Malacchini
Nogarole Rocca
Verona
Veneto
Mancastroppa
Grumello Cremonese
Cremona
Lombardia
Manza
 
Napoli
Campania
Maragna
 
Verona
Veneto
Marangoni
Porto Tolle
Rovigo
Veneto
Marcatto
Campodarsego
Padova
Veneto
Marcatto
Pianiga
Venezia
Veneto
Marchi
 
Verona
Veneto
Marinato
Pianiga
Venezia
Veneto
Maroni
 
Venezia
Veneto
Marsola
 
 
Sicilia
Martinelli
 
Ferrara
Emilia Romagna
Mattiazi
Pressana
Verona
Veneto
Mauro
Marina di Camerota
Salerno
Campania
Mazzei
Marina di Camerota
Salerno
Campania
Meloni
Monserrato
Cagliari
Sardegna
Meneghelli
Gazzo Veronese
Verona
Veneto
Meneghetti
 
Padova
Veneto
Meneghetti
Campolongo Maggiore
Venezia
Veneto
Mescoli
 
Modena
Emilia Romagna
Miani
 
Trieste
Friuli Venezia Giulia
Minelli
 
Bologna
Emilia Romagna
Minicucci
 
Lucca
Toscana
Misalulli
Felizzano
Alessandria
Piemonte
Montagna
 
Rovigo
Veneto
Morelli
Malvito
Cosenza
Calabria
Moroni
Ghisalba
Bergamo
Lombardia
Nuvoli
Villanova Monteleone
Sassari
Sardegna
Pagano
 
Salerno
Campania
Pagano
Ghisalba
Bergamo
Lombardia
Panza
Maratea
Potenza
Basilicata
Pasianot
Pravisdomini
Pordenone
Friuli-VeneziaGiulia
Pazzaglia
Mazzoloto (?)
Bologna
Emilia Romagna
Pellucci
 
Ancona
Marche
Perdonelli
 
Vicenza
Veneto
Perotti
 
Firenze
Toscana
Pessata
Spinea
Venezia
Veneto
Picci
San Vito
Cagliari
Sardegna
Pinzoni,
 
Verona
Veneto
Porcu
Villanova Monteleone, Alghero
Sassari
Sardegna
Pradal
 
Treviso
Veneto
Prete
Sarno
Salerno
Campania
Prosperi
Careggine
Lucca
Toscana
Ramiro
 
Vicenza
Veneto
Rancan
Mizzole
Verona
Veneto
Ranieri
Parrochia Altissimo
Vicenza
Veneto
Righetto
Camponogara
Venezia
Veneto
Rinaldi
Maratea
Potenza
Basilicata
Riu
Villanova Monteleone
Sassari
Sardegna
Rosa
San Massimo
Verona
Veneto
Saggioro
 
Verona
Veneto
Samori
Brisighella
Ravenna
Emilia Romagna
Sangalli
 
Milano
Lombardia
Sangirolami
Montagnana
Padova
Veneto
Santi
 
Bologna
Emilia Romagna
Scaramucci
Torraca
Salerno
Campania
Scatambulo
 
Venezia
Veneto
Sellani
Lanciano
Chieti
Abruzzo
Sellani
Nocera Umbra
Perugia
Umbria
Simionato
Pianiga
Venezia
Veneto
Sparanno
 
Napoli
Campania
Stefani
Burgio, Sardes
Siracusa
Sicilia
Stefani
 
Rovigo
Veneto
Stocco
Spinea
Venezia
Veneto
Tassari
Lugo
Ravenna
Emilia Romagna
Tiloca
Alghero
Sassari
Sardegna
Toccafondo
San Severino Marche
Macerata
Marche
Togni
 
Rovigo
Veneto
Tosa
 
Venezia
Veneto
Trombini
Porto Tolle
Rovigo
Veneto
Vaula
 
Torino
Piemonte
Vechi
 
Cremona
Lombardia
Venturi
 
Verona
Veneto
Vitoi
Barga
Lucca
Toscana
Zaffani
Casaleone
Verona
Veneto
Zamagna
Cesena
Forli
Emilia Romagna
Zamboni
Mizzole
Verona
Veneto
Zampieri
Monselice
Padova
Veneto
Zanetti
Castrezzato
Brescia
Lombardia

História da Cruz Queimada

Este texto, publicado inicialmente a 18 de abril de 1999, recebeu diversas atualizações ao longo dos anos e deu origem ao roteiro utilizado numa conversa com alunos da Escola Estadual Dr. Pompílio Guimarães, em 24 de abril de 2024.

A primeira versão da lenda[1] que eu conheci citava 1823 como início da história e dizia que o território onde viria a surgir Piacatuba pertencia à “Comarca de Mar de Espanha”. A informação chamou minha atenção porque, além de Mar de Espanha só ter se tornado Comarca em 1876, o Curato é posterior ao ano mencionado na lenda.

O distrito de Nossa Senhora das Mercês do Cágado foi criado em 1831 e fazia parte de São João Nepomuceno. Somente em 1851, logo depois da emancipação com o nome de Mar de Espanha, é que o Curato de Nossa Senhora da Piedade foi elevado a distrito e passou para a jurisdição da nova Vila.

A questão foi definitivamente resolvida quando a Maria Aparecida Rocha Pereira, então oficial do Cartório de Piacatuba, mostrou-me a escritura de doação[2] do terreno para constituição do Patrimônio de Nossa Senhora da Piedade. Foi a 23 de agosto de 1844 e não em 1824, como se acreditava. O território pertencia à Vila de São João Nepomuceno, Comarca de Paraibuna. Houve, portanto, engano na lenda publicada em livreto na década de 1980 e republicada outras vezes.

Trechos da Lenda da Crua Queimada, segundo Waldemar Fajardo

Monumento à fé popular em Piacatuba, Leopoldina, MG

Foto da Cruz Queimada, Piacatuba, MG, em 2000.

“…os desbravadores, enfrentando animais ferozes e todas as dificuldades, rasgando florestas virgens, chegaram a este recanto de Minas. E com estes primeiros homens mais ou menos civilizados, também chegaram as primeiras lutas e guerrilhas pelas posses de terrenos ainda um tanto virgens. Entre duas famílias tiveram início as dúvidas que foram causadoras do terrível e horrendo sacrilégio que adiante iremos tentar descrever. A luta desenvolveu-se em torno da posse dos terrenos situados nas vertentes da bacia do Rio Pardo, calculada em 33 alqueires, e na qual se acha situada a localidade hoje denominada Piacatuba, antigamente Piedade de Leopoldina.”

As divergências não teriam ficado restritas aos que pretendiam a posse das terras, tendo se espalhado entre escravos e feitores dos confrontantes.

“Mas as lutas continuaram. Certa ocasião travou-se terrível batalha nas trevas e nas matas e não sabemos, e ninguém poderá calcular, se nessas lutas fôra sacrificada até quem sabe? alguma vida humana.

Resolvida que foi a doação, como demarcação foi feita uma tosca cruz ali colocada como marco. O nome *Cruz Queimada* é um símbolo do poder divino, e raro é o habitante da Zona da Mata, em Minas, que não ouviu falar, com muito respeito, da *Santa Cruz Queimada* de Piacatuba de Leopoldina. De longe vêm pessoas aqui trazer as suas dádivas, em cumprimento de promessas atendidas.

Mas, passemos a falar sobre a Cruz Queimada e seus milagres. Era uma manhã de sol brilhante, o feitor e outras pessoas levantaram de seus leitos improvisados em cabanas cobertas de folhas de sapé, e foram iniciar a sua tarefa, que era fincar o marco dos terrenos de Nossa Senhora da Piedade. Um velho escravo escolheu uma madeira de lei que se chamava “tapinoã” e em pouco tempo se ouvia o eco do machado que lavrava o pau para fazer um cruzeiro. O sol já descambava para o horizonte, quando o velho escravo, auxiliado por outros, juntou os dois pedaços de madeira mal lavrada e formou uma cruz. Outros escravos cavaram a terra e furaram dois metros mais ou menos em um alto arenoso, que fica nas proximidades do açude, para o lado da povoação atual. Todos se juntaram e levantaram o madeiro em cruz, regulando 5 a 6 metros de altura.

Era tarde e o trabalho estava terminado, e lá no altinho ficava a cruz de braços abertos, lembrando-nos a cruz em que morreu o Salvador da Humanidade, há quase 2.000 anos…

A noite cobriu com seu manto negro a solidão das matas, mas o homem construía em seu cérebro uma desforra e esta não tardou. Os homens não se conformavam de forma alguma em ficar sem aquelas terras que tanto ambicionavam, e que no seu modo de entender lhes pertenciam. Acompanhados de seus escravos e servidores, rumaram para o local em que foram informados se erguia uma cruz, marco da sesmaria doada a Nossa Senhora da Piedade.

O fazendeiro cheio de ódio e irritado, mandou que os seus escravos escavassem ao pé da cruz. Mas embora em terreno arenoso, depois de longo trabalho não conseguiram. Fizeram força e a cruz não se desprendia da terra, e mal conseguiram tombá-la. O homem encolerizou-se e mandou que a cortassem e fizessem em pedaços. Mas os machados, embora manejados pelas mãos fortes dos escravos, nada conseguiram. Ao tocar a madeira, não cortavam, simplesmente amassavam a madeira onde a lâmina afiada do machado tocava. O homem começou a desconfiar de que qualquer coisa de anormal estava acontecendo.

Mas não desanimou… e … espumando de raiva, mandou os escravos juntarem grande quantidade de lenha em uma pequena derrubada que fizeram para uma plantação de milho, e colocassem em redor da cruz até que ela desaparecesse. No meio da lenharia seca, colocou então algumas taquaras secas e lançou fogo àquela montanha de madeira. Satisfeito, regressou à sua fazenda. Durante toda a noite o fogo crepitou terrível e altas labaredas iluminavam sinistramente a floresta.

Até que a madrugada aparecesse novamente e um novo dia raiou. Com ele a faina diária na fazenda. Um dos escravos que tinha ajudado nos trabalhos da véspera para tentarem arrancar a cruz, deu por falta de sua foice e lembrou-se que a havia esquecido junto ao lugar em que fizeram a fogueira na véspera. Logo veio procurá-la e, ao se aproximar do local que fizeram a fogueira, lá estava um braseiro ardente, e a cruz imponente e majestosa continuava de pé sem que o fogo conseguisse destrui-la. Simplesmente chamuscada, tomou uma cor escura como se se vestisse de luto pela impiedade dos homens. E o símbolo da redenção triunfando das chamas ardentes, proporcionou aos nossos antepassados um grandioso milagre… E todos que fizeram parte deste sacrilégio foram castigados.

Esta versão parece ter sido uma adaptação dos primeiros escritos a respeito do assunto. No decorrer das buscas, foram localizadas referências na imprensa periódica, sendo uma delas de 1967, extraída por Paulo de Souza Moreira, da publicação Ecos Marianos da Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida e republicada por Mário de Moraes, no Jornal dos Sports, de 22 de maio de 1979, edição 15172, página 13.

Entre as versões, encontram-se divergências não só em relação à época dos acontecimentos, mas também a alguns dos personagens envolvidos.

Na versão de 1981 a que tive acesso, constava que Domingos de Oliveira Alves deu procuração a Domingos Henriques de Gusmão para doar os seus direitos para N. S. da Piedade.  Informava que foram doados 33 alqueires de terras para formação do Patrimônio da Padroeira e que houve uma disputa entre as famílias Oliveira Alves e Pereiras pela demarcação das divisas.

Em visita ao Arquivo do Judiciário de Mar de Espanha, localizei dois processos abertos por Domingos de Oliveira Alves, sendo que o primeiro[3], protocolado no dia 13 de outubro de 1843, era um libelo cível contra Antônio Rodrigues de Oliveira. Este tipo de documento é o início de uma demanda em que uma pessoa expõe um problema e pede que a justiça reconheça o seu direito.

O outro processo[4], com data de 13 de dezembro de 1843, era também um libelo cível do mesmo Domingos de Oliveira Alves contra Hipólito Pereira da Silva e Tereza Umbelina de Jesus. A leitura dos dois processos me fez concluir que Domingos de Oliveira Alves requeria seu direito sobre terras que julgava lhe pertencer.

Importante lembrar que, antes da Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850[5], não havia propriedade particular de terras. Todas pertenciam a Deus e eram administradas por seu representante na terra – o Rei, que, através de seus prepostos, distribuía-as entre seus súditos, os quais passavam a deter apenas o direito de uso, mas não se tornavam proprietários. Sendo assim, eventualmente os beneficiários de sesmarias negociavam com o poder eclesiástico uma autorização para vender a terra. A autorização costumava ser atrelada a uma condição: que o sesmeiro doasse uma parte das terras para a Igreja, seja na forma de constituição do patrimônio de padroeiro para o lugar, seja para ampliar um patrimônio já existente e gerar renda. É por isso que muitos imóveis da área urbana de Piacatuba não tinham escritura definitiva, já que o solo pertencia a Nossa Senhora da Piedade e não poderia ser vendido, conforme expresso na escritura de doação:

as quais terras doa para o Patrimônio de Nossa Senhora da Piedade a fim de que os povos daqueles arredores edifiquem, nas ditas terras uma capela, sendo a padroeira mesma Senhora da Piedade, com declaração que daquelas terras doadas, reserva para o dito seu constituinte ou seus herdeiros cento e vinte palmos para neles edificar uma casa cujo lugar será escolhido depois que se levantar o plano do futuro arraial; e desde já cede todo o direito, domínio, posse, jus e ação; que nas ditas terras tinha que desde já ficam sendo Patrimônio ou para as obras da futura Capela de Nossa Senhora da Piedade; com a condição porém que jamais não poderão aquelas terras serem chamadas, ou havidas como bens da Nação porque os rendimentos que elas produzirem hão de ser aplicados em benefício da mesma capela.

Não foi possível identificar uma das partes do primeiro processo localizado no Arquivo do Judiciário de Mar de Espanha, porque havia alguns homônimos de Antônio Rodrigues de Oliveira. Já o casal do segundo processo chegou na década de 1830 ao território que mais tarde viria a ser o Curato de N. S. da Piedade. Ali formou fazenda conforme se comprova também na escritura de doação, no trecho em que o doador Domingos de Oliveira Alves informa ser

senhor e possuidor de uma porção de terras sita no Rio Pardo, nas cabeceiras de um córrego que no rumo da Sesmaria de D. Angélica atravessa a estrada que segue do Rio Novo para o Rio Pardo, fazendo divisa com terras de José Ignácio pelo espigão e tudo quanto verter para o dito córrego; e com terras de Hipólito Pereira da Silva pelo alto do morro chamado Grande, e dividindo com terras de Tristão Policarpo de Oliveira, cujas terras houve por compra feita, a […], Antônio Joaquim da Costa Callado.

Talvez a citada D. Angélica fosse Angélica Maria de Oliveira, filha do doador e casada com João Fernandes Lamas, que foi uma das testemunhas do processo.  O confrontante José Ignacio pode ser o filho de Ignacio Nunes de Moraes, formador da fazenda São Francisco e doador do patrimônio para o Senhor Bom Jesus do Rio Pardo, atual Argirita. Tristão Policarpo de Oliveira era confrontante da fazenda Rio Pardo, que fora formada em terras de Vital Antônio de Oliveira. E Hipólito Pereira da Silva foi proprietário das fazendas Boa Esperança e Fortaleza, vendidas na década de 1860, quando ele migrou para o Espírito Santo, tendo falecido em Muniz Freire, em 1882. Detalhe importante: Hipólito vendeu as terras para Domingos Henriques de Gusmão que, na lenda, é informado como procurador do doador, o que não corresponde à realidade, pois ele foi apenas testemunha no processo, provavelmente indicado por Hipólito, já que a outra testemunha teria sido indicada pelo doador.

Embora algumas versões da lenda indiquem que o doador residia na Piedade, na escritura de doação consta que ele era morador no Calambau, atual Presidente Bernardes. A propósito, Domingos de Oliveira Alves recebeu sesmaria na Paragem do Mato Dentro, depois Calambau, atual Presidente Bernardes, em 1797. Lá se casou, em 1799, com Ana Maria da Silva Barroso, com quem teve seis filhos. Em 1818, foi a vez de Ana Maria receber sesmaria no Sertão do Bom Sucesso, confrontando com Aleixo da Cruz Ferreira, Joaquim Ferreira Marques, Manoel de Oliveira Barroso e os ribeirões do Pires e do Indaiá.

Os ribeirões mencionados na Carta de Sesmaria da mulher de Domingos de Oliveira Alves fazem parte hoje do município de Itamarati de Minas. O confrontante Aleixo da Cruz Ferreira foi recenseado no Porto de Santo Antônio (Astolfo Dutra), em 1814. E, segundo pesquisadores do Calambau, Domingos e Ana Maria viveram e faleceram na fazenda do Mato Dentro, no Calambau. Só o inventário de Ana Maria foi encontrado até agora e confirma o local do óbito.

Adicionalmente, é bom destacar que a procuração para a doação era mais ampla, pois nela consta que, ao procurador de Domingos de Oliveira Alves, foram concedidos

poderes expressos para poder vender as terras que ele outorgante possui nos distritos de Feijão Cru, Rio Pardo, Porto de Santo Antônio e Meia Pataca.”

Este trecho parece sustentar a hipótese de que Domingos tenha doado terras compradas de terceiros na margem direita do rio Novo e que pretendia vender as terras da margem esquerda que atualmente fazem parte de Itamarati de Minas.

Em 1821, outra filha de Domingos de Oliveira Alves, Maria de Oliveira Barroso, era confrontante[6] da fazenda Bom Sucesso. Alguns acreditam tratar-se de fazenda formada por João Pedro de Souza, na área que foi transferida de Piacatuba para Cataguases, em 1881, entre a atual BR-120 e a margem direita do rio Pomba. No entanto, a análise do processo de divisão indica que seria a original fazenda Bom Sucesso, formada em terras da sesmaria recebida pela mãe de Maria de Oliveira Barroso, hoje território de Itamarati de Minas.

Maria de Oliveira Barroso era então casada com Francisco Antônio Lopes de Oliveira.  Viúva, casou-se pela segunda vez com Francisco Jacinto Tavares, com quem foi recenseada, em 1839, no terceiro quarteirão do Porto de Santo Antônio. Este quarteirão englobava terras dos atuais municípios de Itamarati de Minas e Dona Euzébia.

Qual a conclusão possível diante das fontes até aqui encontradas?

Domingos de Oliveira Alves, Antônio Rodrigues de Oliveira e Hipólito Pereira da Silva disputaram terras no início da década de 1840. A questão foi solucionada com a constituição do patrimônio de Nossa Senhora da Piedade, em 1844. Oitenta anos depois, a fé popular fez construir o monumento que guarda uma relíquia dos primeiros tempos. Uma Torre, com a grandiosidade da Torre da Cruz Queimada, não se constrói apenas com tijolos ou trabalho voluntário; uma Torre como essa se constrói a partir da fé popular.

À esquerda, a Torre da Cruz Queimada por volta de 1926, imagem cedida por Humberto Luiz Martins Ferreira. À direita, o monumento concluído, imagem de 1928 cedida por Geraldo Calais Salgado. As fotos são de autoria de Hamilton Vasconcelos.

O Padre Raymundo Nonato F. de Araújo foi o arquiteto do monumento da Torre da Cruz Queimada, cuja construção iniciou-se aos 18 de julho de 1924, concluindo-se os trabalhos aos 20 de abril de 1928. Guilhermina Balbina Amelia Henriques Soares teria sido uma das benfeitoras da construção.

Famílias envolvidas na Lenda da Cruz Queimada

As informações deste subtítulo fazem parte do estudo sobre as famílias pioneiras do município de Leopoldina, com extratos incluídos em diversas publicações. Eis o que conhecemos, até o momento, sobre as famílias citadas, como Oliveira Alves e Pereira.

Família Oliveira Alves

1-Domingos de Oliveira Alves era filho de Antônio de Oliveira e Ana Alves.

Em 24 de novembro de 1797, recebeu Carta de Sesmaria[7]:

Domingos de Oliveira Alves morador no Arraial do Calambau, freguesia da Guarapiranga, Temo da Cidade de Mariana, que na fazenda chamada Mato Dentro do dito termo se acham terras devolutas as quais confrontam pela parte do Nascente com as sesmarias de José Antônio Lopes e de Manoel Mendes Peixoto […] parte com o sítio de José L… e com terras de Dona Ana Florencia […] pela parte do norte com dois sítios de João da Silva M… e de Luiz Leite Ribeiro, pelo sul com Luiz Homem S…

As terras ficavam na região do atual município de Presidente Bernardes, que já se chamou Calambau. O confrontante Manoel Mendes Peixoto era português e foi casado com Luiza Pires Farinho, filha de Braz Pires Farinho, que deu nome ao atual município de Braz Pires. Luiza e Manoel Mendes Peixoto foram pais de Prudenciana Clara Mendes e avós de Ana Clara Mendes, esposa do já citado Domingos Henriques de Gusmão. Talvez esta proximidade no Calambau tenha levado o autor da lenda a colocar este último personagem em destaque. No entanto, até 1851, ele ainda não[8] vivia no território que naquele ano se tornou o Distrito da Piedade.

Na Divisão Judicial das Fazendas Cachoeira e Bomsucesso[9], o nome Domingos de Oliveira Alves é citado como divisa de terras vendidas por Francisco Luiz Pereira para João Pedro de Souza, em 1829. Pelo estudo deste processo, parece tratar-se de outra fazenda com o mesmo nome da original, que ficava na margem esquerda do Rio Novo.  A informação da venda esclarece um trecho do documento de nomeação do procurador que assinou a doação de terras para Nossa Senhora da Piedade:

[nomeia] Antônio Pereira da Silveira a quem concede poderes expressos para poder vender as terras que ele outorgante possui nos distritos de Feijão Cru, Rio Pardo, Porto de Santo Antônio e Meia Pataca […]

Domingos se casou com Ana Maria da Silva Barroso, filha de José Gomes Barroso, a 31 Jan 1799, em Calambau, Presidente Bernardes, MG. Há divergência no nome da mãe de Ana Maria entre as fontes consultadas, razão pela qual não vai aqui informado. Segundo Boscaro[10], o pai de Ana Maria atuava no comércio negreiro entre os anos de 1826 e 1830:

[…] como “cabeça de uma grande empresa traficante” estava João Gomes Barroso […]. Filho de Manoel Gomes Barroso e Domingas da Fonseca, João Gomes era natural da Freguesia de Santa Maria de Paradela, Arcebispado de Braga. Nascido a 27 de abril de 1749, veio para o Brasil ainda muito jovem […].

Conforme foi dito, Ana Maria da Silva Barroso recebeu[11] Carta de Sesmaria no Sertão do Bom Sucesso, a 18 Mai 1818. No entanto, ela permaneceu no Calambau, onde faleceu e foi inventariada.

Domingos de Oliveira Alves e Ana Maria da Silva Barroso foram pais de:

1.1-Maria de Oliveira Barroso, casada com Francisco Antônio Lopes de Oliveira, filho de Manoel Caetano Lopes de Oliveira e Ana Jacinta, era irmão de Francisca Caetana de Oliveira Duarte, citada em estudo[12] de Mateus Andrade. Foram pais de:

1.1.1- Ana, batizada[13] a 16 Jan 1822, no Calambau, Presidente Bernardes, MG.

112- Francisca, batizada[14] a 29 Jul 1830, também no Calambau, Presidente Bernardes, MG. Pelo inventário de Ana Maria da Silva Barroso, Francisco já havia falecido em 1835. Maria se casou pela segunda vez com Francisco Jacinto Tavares.

1.2-Antônio de Oliveira Barroso foi batizado[15], em 1807, no Calambau, Presidente Bernardes. Segundo um pesquisador da família, Antônio teria se casado com Eleutéria do Espírito Santo e tido os filhos José e Francisco de Oliveira Barroso. Pela segunda vez, teria se casado com Candida Rocha. Teria vivido na região de São João Nepomuceno. Não foram localizados os casamentos nem o batismo dos filhos citados.

1.3-Francisca de Oliveira Barroso casou-se com João Luiz Pinto, com quem teve o filho Domingos de Oliveira Pinto, que se casou com Maria do Carmo Fernandes Guimarães. Também citados como residentes na região de São João Nepomuceno, até o momento não foram encontradas referências nas fontes conhecidas.

1.4-Angelica Maria de Oliveira casou-se com João Fernando Lamas e teve os filhos Francisco e João Fernandes de Oliveira.

1.5- João foi batizado[16] a 24 Jul 1817, no Calambau, Presidente Bernardes, MG.

16- Clara foi batizada[17] a 11 Out 1823, em Piranga, MG.

Por referências cruzadas, verifica-se que Angélica e João Fernando teriam vivido em Piacatuba ou no Meia Pataca. No entanto, há outra versão a considerar. O marido de Angelica pode ter sido filho de João Gonçalves Lamas e irmão de Antônio e Ignacio, citados por pesquisadores das famílias pioneiras de Descoberto. Todos seriam naturais do território hoje pertencente ao município de Alto Rio Doce, e um deles teria recebido sesmaria na face oeste da Serra dos Caramonos. 

Ainda segundo informações de terceiros e ainda não documentadas, Ignacio Gonçalves Lamas foi casado com Querubina Maria de Jesus, com quem teve dez filhos, nascidos em Descoberto. Viúvo, migrou para o Espírito Santo e faleceu em Afonso Cláudio, em 1900. Já o irmão Antônio Gonçalves Lamas foi recenseado no quarteirão Pouso Alegre da Santíssima Trindade do Descoberto, em 1839. Com a esposa Maria teve, pelo menos, sete filhos.

Pelo que foi possível apurar sobre a família de Domingos de Oliveira Alves, é possível que ele tenha vendido ou trocado as terras da sesmaria doada para sua mulher em 1818, para acomodar filhos e genros. Para realizar a transação, teria constituído o patrimônio de N. S. da Piedade. O que não significa que ele próprio tenha vivido no território de Piacatuba, pois o processo de confirmação da Sesmaria de Ana Maria não deixa dúvidas de que eles permaneceram no Calambau.

Família Pereira

É lícito supor que o autor da versão de 1981 da Lenda da Cruz Queimada não tivesse muitas informações sobre Hipólito Pereira da Silva, porque se baseou em fontes orais, e a família de Hipólito migrou para o Espírito Santo no final da década de 1860. Entretanto, o desconhecimento surpreende porque ele era descendente de outro personagem citado na lenda e que não teve a participação pretendida, mas que teve relações próximas com os Pereira da Silva. É, pois, pouco provável que o autor não soubesse quem foram os Silva Pinto, de grande influência na região.

Na lenda, Hipólito e seus escravos seriam os opositores de Domingos Oliveira Alves, o que não encontra respaldo nas fontes documentais consultadas. A hipótese mais provável é que os três proprietários citados na Escritura de Doação do Patrimônio de Nossa Senhora da Piedade tenham se desentendido quanto ao estabelecimento das divisas e Domingos de Oliveira Alves tenha buscado a decisão judicial que o levou a doar uma parte das terras pretendidas.

E quem era Hipólito?

Talvez a melhor resposta seja citar seus familiares. Filho de Lourenço Pereira da Silva e Joana Maria da Assunção, Hipólito foi batizado[18] a 20 Ago 1809, em Capela Nova, MG, e faleceu[19] em 1882, em Muniz Freire, ES.

Seus pais nasceram e viveram em Capela Nova, onde também nasceram os filhos. Junto com alguns de seus irmãos, Hipólito se estabeleceu no Sertão do Rio Novo. Estes irmãos foram:

                Joaquim Pereira de Souza, batizado a 16 Abr 1792 e casado em 1816 com Silveria Maria do Carmo, filha de João Antônio Henriques e irmã de José Henriques de São Francisco (Neto), que era casado com Francisca, irmã de seu marido Joaquim Pereira de Souza.

                Manoel Pereira da Silva, batizado a 25 Abr 1791 e casado, em 1814, com Ana Custódia, filha de Antônio José Ferraz que também teve parentes no Sertão do Rio Novo.

                Ana Maria da Assunção, batizada[20] a 26 Out 1792, em Capela Nova, MG, onde se casou, em 1815, com Francisco Antunes Vieira, falecido[21], em Argirita, aos 5 fev 1842. Ana Maria vendeu sua fazenda do Retiro, em 1869, e migrou para o sul do Espírito Santo.

                Maria Joana da Assunção, batizada a 3 Jul 1793 em Capela Nova, MG, onde se casou, em 1814, com José Joaquim de Souza. Há homônimos de ambos na zona da mata sul.

                Antônio Pereira da Silva, batizado a 2 Jul 1794. Casou-se com Tereza Maria Angélica, filha de José Moreira da Silva e Maria Vieira de Jesus Souza e irmã de Josefa Maria de Jesus, abaixo mencionada.

                Josefa Maria da Assunção, batizada a 3 Abr 1796, em Capela Nova, MG, onde se casou, em 1814, com Lino Antônio da Silva, filho de Manoel Antônio da Silva. Pai e filho tinham homônimos em Piacatuba e Argirita, não tendo sido possível distingui-los.

                Francisco Pereira da Silva, batizado a 5 Ago 1800, em Capela Nova, MG. Não é citado nas outras fontes consultadas, podendo ter falecido na infância.

                Leonor Maria da Assunção, batizada a 19 Abr 1802, em Capela Nova, MG, faleceu[22] a 17 Ago 1864 em Santo Antônio do Aventureiro, MG. Foi casada com Francisco Gonçalves Filgueiras, que teve irmãos e outros parentes radicados no Sertão do Rio Novo.

                Lourenço Pereira da Silva [Filho], batizado[23] a 7 Dez 1803, em Capela Nova. Casou-se com Josefa Maria de Jesus, irmã de Tereza Maria Angélica, acima citada.

                Luiz Pereira da Silva, batizado[24] a 29 Jul 1805, em Capela Nova, MG. Casou-se com Rita Umbelina do Carmo, filha de Vital Antônio de Mendonça e Rita Maria do Carmo, família que migrou da Serra da Ibitipoca para o Sertão do Rio Novo.

                João Pereira da Silva, batizado[25] a 14 Fev 1807, em Capela Nova. Casou-se, em 1828, com Maria Joaquina Vieira, filha de Antônio Vieira de Souza (filho) e Maria Luiza do Céu. Maria Joaquina era irmã de Custódia e Ana Umbelina, citadas adiante.

                Jacob Pereira da Silva, batizado a 12 Jun 1808, em Capela Nova. Teria falecido na infância.

                Custodio Pereira da Silva, batizado[26] a 7 Out 1810, em Capela Nova, MG. Casou-se com Ana Umbelina de Souza, irmã de Maria Joaquina, casada com João, e de Custódia, casada com José Pereira da Silva.

                Francisca Maria da Assunção, batizada[27] a 6 Abr 1812, em Capela Nova. Casou-se com José Henrique de São Francisco (neto), irmão de sua cunhada Silveria Maria do Carmo. Francisca foi casada também com José Lopes Vieira, com descendentes radicados no Sertão do Rio Novo.

                José Pereira da Silva, batizado[28] a 17 Jul 1814, em Capela Nova. Casou-se com Custória Maria de Souza, irmã de Maria Joaquina e Ana Umbelina, acima citadas.

Além de irmãos e cunhados, outros parentes de Hipólito migraram na década de 1820 para o Sertão do Rio Novo. A mãe de Hipólito era filha de José Lopes de Faria e Josefa Maria da Assunção, casal que teve doze filhos e deixou descendentes radicados em Piacatuba e Argirita. Já os avós paternos de Hipólito são mais conhecidos: Luiz da Silva Pinto e Leonor Pereira da Silva, cujos descendentes são referidos por estudiosos de Conselheiro Lafaiete, Cataguases e região.

Hipolito Pereira da Silva se casou com Tereza Umbelina de Jesus a 30 Set 1828, no Lamin, MG. Foram pais de:

1.1 Hipólito Cassiano Pereira, batizado[29] a 28 Jul 1829, em Catas Altas da Noruega, MG. Faleceu a 18 Nov 1893, em Muniz Freire, ES. Foi casado com Felicidade Perpétua de Jesus, filha de Francisco Antunes Vieira e Ana Maria da Assunção.

1.2 Maria, batizada[30] a 27 Jun 1831, em Catas Altas da Noruega.

1.3 Manoel Felisberto Pereira da Silva, batizado[31] a 17 Jun 1832, em Itaverava.

1.4 José Vicente Ferreira da Silva nasceu por volta de 1837, segundo o inventário da mãe. Provavelmente nasceu no território que viria a ser Piacatuba, mas não se sabe onde estão os livros anteriores ao número 1 de Argirita, que conteriam os assentos relativos aos primeiros moradores de Piacatuba. 

1.5 Teresa Leopoldina de Jesus nasceu por volta de 1839 e faleceu a 2 Fev 1882, em Muniz Freire, ES. Casou-se[32] , em Piacatuba, a 5 jul 1852, com Elias Antunes Vieira, filho de Francisco Antunes Vieira e Ana Maria de Assunção, irmã de Hipólito Pereira da Silva. Tereza e Elias tiveram 13 filhos, todos migrados para Muniz Freire, onde Elias faleceu.

1.6 Ana Teodora do Nascimento nasceu por volta de 1840. Era solteira quando a mãe faleceu.

1.7 Maria Umbelina de Jesus nasceu por volta de 1845. Era solteira em 1858.

1.8 Maria Joana do Nascimento nasceu por volta de 1847 e casou-se em Muniz Freire com Joaquim Marques de Araújo, natural de Afonso Cláudio, ES, filho de João Alves de Araújo e Inácia Cândida de Jesus, casados em Bias Fortes, em 1837. Depois de viverem em Argirita por quase trinta anos, os avós de Joaquim migraram com filhos, genros, noras e netos para o Espírito Santo, entre 1869 e 1872.

1.9 Custodia Amelia de Jesus nasceu por volta de 1849. Era solteira em 1858.

1.10 Francisca Umbelina de Jesus foi batizada[33] a 1 jun 1851, em Piacatuba.

1.11 Antonia foi batizada[34] a 8 jul 1853, em Piacatuba, Leopoldina.

      Depois da morte de Tereza, a 11 Jan 1858, em Piacatuba, Hipólito casou-se com Mariana Guilhermina do Carmo, filha de Vital Antônio de Mendonça e Rita Maria do Carmo. No dia 26 de janeiro de 1862, Amélia, filha de Hipólito e Mariana, foi batizada[35] em Piacatuba.

      No dia 12 de setembro de 1862, Hipolito Pereira da Silva e seu irmão Luiz venderam[36] uma parte da fazenda Boa Esperança, em Piacatuba, para Domingos Henriques de Gusmão. Por volta de 1868, Hipólito vendeu[37], para o mesmo comprador, sua fazenda Fortaleza, também em Piacatuba.


      Fontes Consultadas:
      
      [1] FAJARDO, Waldemar Barbosa. História da Cruz Queimada. Piacatuba-Leopoldina-MG: do autor, 1981.
      [2] Certidão de Doação de terras para o Patrimônio de Nossa Senhora da Piedade. Original arquivada no 2º Ofício de Notas, Registro de Títulos e Documentos e Outros Papeis, da Comarca de Leopoldina, Minas Gerais.
      [3] Processo 39805850 Libelo Cível de Domingos de Oliveira Alves contra Antônio Rodrigues de Oliveira. Atualmente arquivado na Coordenação de Arquivos Permanentes-COARPE do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
      [4] Processo 39806571 Libelo Cível de Domingos de Oliveira Alves contra Hipólito Pereira da Silva e Thereza Umbelina de Jesus. Atualmente na COARPE/TJMG
      [5] SILVA, Lígia Osorio. Terras Devolutas e Latifúndio: Efeitos da lei de 1850. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 1996
      [6] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE – TJMG. Processo 38405867 Divisão da fazenda Bom Sucesso. Itamarati de Minas, img 31.
      [7] Arquivo Público Mineiro. Cartas de Sesmarias. SC 275 p. 49
      [8] Arquivo Público Mineiro. Qualificação de eleitores de São João Nepomuceno. 1850 PP 11 cx 36 pacote 29 nr 124.
      [9] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE – TJMG. Processo 38405867 Divisão da fazenda Bom Sucesso. Itamarati de Minas, img. 239
      [10] BOSCARO, Ana Paula. Sociedade Traficante: o comercio interno de escravos no centro-sul brasileiro e suas conexões na primeira metade do século XIX. Juiz de Fora, MG: UFJF, Tese de Doutorado, 2021. p.97 Disponível em https://www2.ufjf.br/ppghistoria/wp-content/uploads/sites/157/2022/03/Tese-Vers%C3%A3o-Final-Reposit%C3%B3rio-UFJF-Ana-Paula-B%C3%B4scaro.pdf Revisada em 13 abril 24.
      [11] Arquivo Público Mineiro. Cartas de Sesmarias. SC 377 p. 132
      [12] ANDRADE, Mateus Rezende. Compadrio, casamento e espaço em zona de fronteira agrícola: redes sociais da elite rural de Piranga (Minas Gerais, C1760-C1850). In: Tempos Históricos, v. 19, 2º sem 2015, p.235-267, 1983-1463 (versão eletrônica) p.248
      [13] Igreja N. S. Conceição de Piranga, livro de batismos 1825-1838 fls 9
      [14] Igreja N. S. Conceição de Piranga, livro de batismos 1825-1838 fls 87v
      [15] Igreja N. S. Conceição de Piranga, livro5 de batismos1801-1810 fls 164
      [16] Igreja N. S. Conceição de Piranga, livro de batismos 1818-1822 fls 6v
      [17] Igreja N. S. Conceição de Piranga, livro de batismos 1813-1822 fls 273v
      [18] Igreja N. S. Conceição de Conselheiro Lafaiete, MG, livro de batismos 1806-1829 fls 32
      [19] Cartório de Notas de Argirita - 1881-1882, fls 70
      [20] Igreja N. S. Piedade, Barbacena, MG, livro de batismos 1829-1882 fls 23
      [21] Cartório de Notas de Argirita - 1841-1854, fls 24v
      [22] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Processo 39803163 Inventário de Leonor Maria de Assunção
      [23] Igreja N. S. Conceição de Conselheiro Lafaiete, MG, livro de batismos 1806-1829 fls 26
      [24] Informação do pesquisador Joberto Miranda Rodrigues.
      [25] idem.
      [26] Igreja N. S. Conceição de Conselheiro Lafaiete, MG, livro de batismos 1798-1807 fls 222 ou 196
      [27] SETTE, Bartyra e JUNQUEIRA, Regina Moraes, Projeto Compartilhar. Familia Silva Pinto de Queluz
      [28] Informação do pesquisador Joberto Miranda Rodrigues.
      [29] Igreja de Santo Antônio de Itaverava,livo de batismos 1828-1837  fls 108 img 38
      [30] Igreja de Santo Antônio de Itaverava, livro de batismos 1828-1837 img 60
      [31] Igreja de Santo Antônio de Itaverava, livro de batismos 1828-1837 img [73?]
      [32] Igreja N. S. Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, livro1 cas fls 8 nr 16.
      [33] Igreja N. S. Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, livro01 de batismos fls 2.
      [34] Igreja N. S. Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, livro01 de batismos fls 18-verso.
      [35] Igreja N. S. Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, livro01 de batismos fls 44v cj. 4.
      [36] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE - TJMG, Processo 38404731 Divisão da fazenda Rio Pardo, Piacatuba img 468.
      [37] Arquivo Permanente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – COARPE - TJMG, Processo 38404107 Inventário de Domingos Henriques de Gusmão. img 181

      Lenda da Cruz Queimada

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