Exame de Advogado

Este pequeno extrato de um jornal de Leopoldina de 1891 indica que, naquela época, o exame de proficiência dos advogados era realizado de forma bem diferente dos atuais, promovidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Após esta data, Baldoíno Teixeira Lopes Guimarães atuou como advogado em diversas ações na comarca de Leopoldina.Exame de Advogado em Leopoldina

Leopoldina em 1891

Conforme anúncios publicados na Gazeta de Leste, há 123 anos, no dia 1 de março de 1891 duas novas instituições passaram a funcionar em Leopoldina. Uma delas, o Banco de Leopoldina, foi instalado solenemente naquela data, após meses de negociação entre os proprietários de terras e negociantes do município, com a finalidade de constituir o capital da casa bancária.

Segundo notícia do jornal O Minas Gerais de 4 de agosto de 1892, seu primeiro presidente foi Francisco de Vargas Corrêa Filho, falecido em 1892, quando foi substituído por Francisco Ferreira Neto.

Em 1891 foi inaugurado o Banco de LeopoldinaNo mesmo dia as senhoras Isabel Maria Werneck de Lacerda e Eugenia de Lacerda Werneck inauguraram o Colégio Werneck, internato e externato para meninas.

Em 1891 foi inaugurado em Leopoldina o Colégio Werneck

Dia Nacional do Imigrante Italiano

A Lei federal nº 11.687, de 02.06.2008, instituiu o dia 21 de Fevereiro como Dia Nacional do Imigrante Italiano. Leopoldina é uma cidade com forte presença de descendentes daqueles imigrantes que, chegados ao município no último quartel do século XIX, aqui se estabeleceram e contribuíram para o nosso desenvolvimento econômico e social. Apesar disso, não temos notícia de qualquer movimento permanente no sentido de manter viva a memória destes nossos conterrâneos por adoção.

Onde está a proposta encaminhada por José Luiz Machado Rodrigues à Câmara Municipal de Leopoldina, há mais de quatro anos, propondo nomear como Caminho do Imigrante o trajeto que eles faziam quando de seus lotes na Colônia Constança demandavam a cidade?

Para reavivar a memória ou informar aqueles que porventura não tenham participado do movimento que fizemos em 2010, comemorando o Centenário da Colônia Agrícola da Constança e os 130 anos de Imigração Italiana em Leopoldina, republicamos nosso Resumo Histórico.

Antigos batismos em Leopoldina

Os primeiros livros de batismo da Matriz de São Sebastião da Leopoldina foram transcritos, não sendo possível identificar corretamente qual teria sido o primeiro assento paroquial. Num deles, por exemplo, na página 267 encontra-se o assento abaixo.

Embora datado de 20 de fevereiro de 1848, foi transcrito entre os batismos realizados nos dias 7 de setembro de 1873 e 3 de outubro de 1864. A falta de ordenamento destes registros deve ser analisada através de informações complementares que esclarecem como era a prática na época. Conforme temos declarado em diversos textos, as fontes não são imparciais, mas sempre eivadas da intencionalidade de seus produtores. Inclusive, no caso em tela, a intenção de transcrever e descartar os originais, não nos deixando possibibilidade de identificar os critérios de seleção dos assentos que foram reproduzidos.

O livro identificado com o número 1, onde se encontra este assentamento, é uma cópia iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão em 28 de dezembro de 1958. Muitos indícios levam a crer que o Padre José Maria Soleiro, responsável pela Matriz de São Sebastião da Leopoldina nas primeiras décadas, deixou de assentar muitas anotações de batismos. São os famosos “papeizinhos dos padres” de que demos notícia, entre outros, no trabalho ‘A Imigração em Leopoldina vista através dos Assentos Paroquiais de Matrimônio’. De tal sorte que muitos batismos, informados em outras fontes, não são encontrados nos livros próprios os quais, por sua vez, não obedecem à ordem cronológica.

Iluminação a gaz em Leopoldina

Há 114 nos inaugurava-se a iluminação a gaz acetileno no jardim do Largo Visconde do Rio Branco, atual Praça Professor Botelho Reis. Este local, que em meados do século XX passou a ser conhecido como “pracinha do Ginásio”, foi o jardim central da cidade antes da urbanização do Parque, hoje Praça Félix Martins.

Esta modernização havia sido anunciada no dia 24 de dezembro de 1899, como se verá no anúncio a seguir.

Conforme se vê nesta notícia, Leopoldina teria sido pioneira na instalação deste tipo de iluminação pública.

Parque Félix Martins

No momento em que se discute a reurbanização da Praça Félix Martins, republicamos, com acréscimos, um verbete de nosso livro Nossas Ruas, Nossa Gente: Logradouros Públicos de Leopoldina, publicado em 2004.

Esta praça central da cidade inicialmente chamou-se Parque Félix Martins. Foi, durante muito tempo, o ponto de encontro da maioria dos leopoldinenses. Na década de 1960, ali estava o cinema Brasil, a rodoviária, o final dos trilhos da estrada de ferro da Leopoldina, o fórum e as residências de algumas personalidades.

Abaixo algumas fotografias antigas. A primeira de nosso próprio acervo, a penúltima cedida por herdeiros do Foto Jarbas e as demais pertencentes ao acervo do antigo Espaço dos Anjos, que nos foram doadas pelo saudoso Luiz Raphael Domingues Rosa.

 Imagens antigas da atual Praça Félix Martis

O nome Félix Martins é uma referência ao doador do terreno para a construção da praça. Mas é necessário lembrar que, na época, não havia propriedade particular na área urbana como hoje a entendemos e que Félix Martins Ferreira detinha apenas o direito de uso do solo e não sua propriedade.

Voltemos um pouquinho no tempo.

Ao tempo do povoamento do Feijão Cru, para ser criado o distrito era necessário já existir um arraial e uma igreja funcionando em patrimônio próprio. Portanto, a doação realizada por Joaquim Ferreira Brito e sua mulher Joana Maria de Macedo, no dia 01.06.1831, parece ter sido feita para atender às normas para se requerer a criação do distrito. A segunda doação do mesmo casal, datada de 20.11.1831, indica que se tratava de terreno para a construção da Casa do Cura, o que vem corroborar a existência de um arraial.

Importante acrescentar que estas doações constituíam o “patrimônio do padroeiro” mas não se destinavam exclusivamente ao uso da Igreja. Serviam, também, ao uso público. É o que se constata nos mais antigos livros da Câmara Municipal de Leopoldina como se verá a seguir.

Além da mencionada doação por Joaquim Ferreira Brito, é possível que outro pioneiro, Bernardo José da Fonseca, tenha contribuído com terras de sua fazenda da Grama. Assim se depreende da regularização de posse, pela municipalidade, de um terreno na Grama, documento assinado em 1854 por Francisco Pereira Pontes Júnior e sua esposa Verônica Esméria de São Bento. Diga-se, à propósito, que em 1834 foi realizada uma contagem populacional, concluída em 1835 e encaminhada ao governo provincial apenas em 1838, tendo sido gerado um documento que esclarece alguns pontos além da nomeação dos moradores de então. Para este estudo interessa a informação de que o distrito estava dividido, administrativamente, em quatro quarteirões e que no primeiro deles foram listadas 27 famílias estabelecidas em território centralizado no atual bairro da Grama.

Em 1843 foi concluída outra contagem, através da qual pode-se inferir que o “patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru” já apresentava adensamento populacional típico de área urbana. Em 1851 a população atingia um número significativamente maior. Os 2.171 moradores de 1843, haviam se transformado em quase 4.000 habitantes, de um arraial agora elevado à condição de Freguesia. Veio a emancipação em 1854 e em 1856 foram aprovadas as Posturas Municipais, através da Resolução número 1788, de 31 de maio, assinada pelo Presidente da Província de Minas Gerais. Este documento é fundamental para se entender o processo de organização não só das áreas urbanas como também das práticas sociais de então.

Há, porém, grandes lacunas na história de Leopoldina que ainda não puderam ser pesquisadas por falta de organização do acervo arquivístico da Câmara Municipal que deveria constituir o Arquivo Histórico. Em nosso esforço de higienização e digitalização de parte deste acervo, no início da década de 1990, tivemos oportunidade de nos depararmos com o livro de Atas da Câmara de número 7, em cuja folha 22-verso encontra-se o resumo da reunião de 10 de fevereiro de 1880, na qual foi discutida a formação da Comissão de Vereadores que se incumbiria de nomear logradouros e numerar as casas da cidade. Tal comissão, formada pelos vereadores Major Botelho Falcão e Theodoro Carneiro, parece ter atuado, também, na aprovação de requerimentos de utilização do espaço público para a construção de moradia.

Entretanto, o uso de terrenos do “patrimônio” vinha sendo concedido provavelmente desde a instalação da Câmara Municipal, em 20 de janeiro de 1855. É o que se conclui pela análise de matéria publicada na Gazeta de Leste, jornal publicado em Leopoldina no final do século XIX, que parece pertencer a uma série de artigos sobre os trabalhos de uma “comissão de urbanização”. Na edição de 11 de outubro de 1890 temos, então, a informação de que o sétimo quarteirão compreendia a parte do povoado que se estendia do largo capitão Félix Martins até a subida da serra, passando pela chácara do João Lourenço Ferreira de Lacerda, rua Dr. Vasconcelos até a casa de Francisco Vargas Correia.

Acrescente-se que, por ocasião da construção da Estação Ferroviária em Leopoldina, inaugurada em julho de 1877, além da municipalidade ter doado terrenos para instalação dos equipamentos necessários, ocorreram outras modificações na paisagem urbana do entorno. Possivelmente esteja aí a origem do Parque Félix Martins, em cuja lateral paralela à atual rua José Silva corriam os trilhos da parte final da área de manobras das composições.

Infelizmente, porém, não encontramos a cessão de direito do uso do solo para Félix Martins Ferreira. É possível que tenha ocorrido na década de 1870, pouco antes da chegada dos trilhos ao centro de Leopoldina.

Morador da Fazenda Araribá em Angustura, que foi distrito de Leopoldina, este personagem nasceu na Fazenda Trimonte, como informa o registro de seu batismo, aos 24 de maio de 1852, na Matriz de Madre de Deus do Angu. Era filho de Joaquim Martins Ferreira e Maria Esméria de Carvalho, ele nascido em São João del Rei e ela na Fazenda das Pedras, em Quatis, Barra Mansa, RJ. A família Martins Ferreira teve papel de destaque não só em Angustura como em Leopoldina. Os filhos do casal Joaquim e Maria Esméria atuaram de forma decisiva no processo de substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalhador livre, através do Club da Lavoura, fundado em 1884.

Félix Martins foi eleito vereador em Leopoldina por duas vezes: em 1876 e em 1881. Foi casado com Heliodora Pinheiro Corrêa de Lacerda filha de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e Maria de Nazareth Pereira, nascida em 07.01.1858 e batizada no dia 20 de março do mesmo ano. Ressalte-se que Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda foi um dos pioneiros de Leopoldina, tenho formado a Fazenda da Memória, em Providência.

Segundo Barroso Júnior, o Parque Félix Martins foi delineado e executado pelo superintendente dos serviços urbanos, Dr. Osório Resende Meireles. Na administração do Dr. Carlos Luz, a praça foi remodelada.

Em 1962, no governo de Zequinha Reis, construiu-se a concha acústica e na administração do prefeito Dr. Joaquim Furtado Pinto, patrocinado pelo Lions Clube da cidade, recebeu o mural de Funchal Garcia e outros melhoramentos. Na reforma ocorrida na década de 1960, suprimiu-se um antigo coreto, de tão belas lembranças, onde apresentavam-se bandas e as crianças brincavam sob as vistas de seus pais.

Mas falar da Praça Félix Martins remete a outro patrimônio cultural de Leopoldina cujo destino está para ser decidido. O jornal leopoldinense Novo Movimento, de 09.10.1910, noticiou o lançamento da pedra fundamental do edifício do fórum e cadeia, no Parque Félix Martins. A Gazeta de 01.01.1911 informou que estavam sendo feitas as fundações do fórum e cadeia. Um século depois, o edifício deixou de abrigar o Fórum, transferido para instalações mais adequadas à necessidade atual.

Qual será a utilização do prédio? Parece-nos que seria o local ideal para a instalação de equipamentos cultuais de que carece Leopoldina, quais sejam a Biblioteca Municipal e o Arquivo Histórico.

Fórum e Cadeia de Leopoldina

 

O Leopoldinense: o mais antigo periódico de Leopoldina

No dia 1 de janeiro de 1879 saiu a primeira edição do mais antigo jornal de Leopoldina. Infelizmente não foram preservadas as primeiras edições deste periódico, cuja data de lançamento só foi descoberta através do editorial de aniversário que se vê abaixo.

O Leopoldinense, o mais antigo jornal de Leopoldina.
O Leopoldinense, o mais antigo jornal de Leopoldina.
Editorial de aniversário  do jornal O Leopoldinense
Editorial de aniversário do jornal O Leopoldinense

 Através de pesquisa nas hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro, foi possível reconstituir parte da história de O Leopoldinense, pioneiro da imprensa periódica em Leopoldina. Embora outros tenham surgido a partir de 1881, cabe a O Leopoldinense o destaque de ter sido o único a se manter em circulação por 20 anos daquela primeira fase.

Efemérides Leopoldinenses: Janeiro

Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de janeiro.

1 de janeiro

1879

Sai a primeira edição do mais antigo jornal de Leopoldina: O Leopoldinense [1]

1899

Um soneto do poeta leopoldinense Dilermando Cruz é publicado na Gazeta de Leopoldina desta data.


2 de janeiro

1868

As fazendas Morro Alto e Bom Destino passam a ser subordinadas à paróquia de Leopoldina.

1875

Assembleia Legislativa Provincial autoriza o governo da província a reconstruir ponte na estrada geral de Leopoldina para Meia Pataca. (Lei Mineira 2095).


5 de janeiro

1883

Morre a senhora Maria do Carmo Monteiro de Barros que, com seu marido, formou a Fazenda Desengano em terras que fizeram parte de sesmaria doada aos irmãos Fernando Afonso e Jerônimo Pinheiro Corrêa de Lacerda.

1883

A população servil da Província atinge a 311.666 indivíduos. A cidade com maior número de escravos é Juiz de Fora, com 21.808, em seguida Leopoldina, com 16.001, em terceiro Mar de Espanha, com 15.183, em quarto Muriaé com 7.775 e os demais municípios em ordem decrescente. [7]


8 de janeiro

1882

Nesta data Alberto Jackson era professor no então distrito de Campo Limpo[2].

1899

Circula a primeira edição de O Recreio, periódico do então distrito de Leopoldina, editado por A. Napoleão & Co.


9 de janeiro

1881

Leopoldina é sede do 9º Distrito Eleitoral da Província. [3]


11 de janeiro

1882

Onças atacam fazendas em Leopoldina.


19 de janeiro

1883

Inaugurava-se um local de espetáculos em Leopoldina, denominado Theatro Alencar. Localizado na atual Rua Cotegipe, segundo noticiou o jornal O Leopoldinense dois dias depois, a cerimônia aconteceu às 20:30, “sem o menor aparato” e a comissão encarregada da construção foi composta por Chagas Lobato, Marciano Guimarães e Santa Cecília.


20 de janeiro

1855

Instalação solene do município de Leopoldina[4].

1883

Anúncio do início das atividades do Colégio Leopoldina, filial do Colégio Venerando estabelecido na Corte.[5]


21 de janeiro

1861

Assento paroquial de casamento dos escravos Agostinho e Tereza, pertencentes a Vicente Ferreira Monteiro de Barros é o mais antigo registro deste tipo, encontrado na página 10 do Livro número 1. Entretanto, a data de abertura deste livro é 21.1.1857, o que pode indicar que houve registros anteriores e que o livro de casamentos de pessoas livres foi aberto na mesma data. Conforme declarou o padre Aristides de Araújo Porto já na década de 1910, quando iniciou a transcrição dos antigos livros paroquiais de Leopoldina, o livro de casamentos de pessoas livres não foi encontrado.


22 de janeiro

1899

O poeta leopoldinense Dilermando Cruz inaugura um externato em Leopoldina, conforme anúncio publicado na Gazeta de Leopoldina.


23 de janeiro

1874

Maria Augusta de Freitas Malta foi uma das primeiras professoras públicas em Leopoldina.


31 de janeiro

1874

Fernando Pinheiro de Souza Tavares é nomeado Juiz Municipal e de Órfãos.


[1] Editorial na página 1 da edição de 1 janeiro 1883.

[2] Anúncio publicado ‘O Leopoldinense, 8 de janeiro de 1882, página 3.

[3] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes, pag 139.

[4] Primeiro Livro de Atas da Câmara Municipal de Leopoldina, página 1.

[5] Anúncio n’O Leopoldinense, 1 de janeiro de 1883, página 4.

[7] Fala do Presidente da Província em 2 de agosto de 1883, página 66 e 67.

Efemérides Leopoldinenses: Fevereiro

O mês de fevereiro na história de Leopoldina.

3 de fevereiro

1889

Nasce em Leopoldina, Manoel Funchal Garcia, patrono da cadeira nº 12 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes. [Arquivo da Diocese de Leopoldina, Livro 3 de batismos, fls 80]


11 de fevereiro

1900

Inaugurada a iluminação a gás em Leopoldina.


12 de fevereiro

1868

Criado Comando da Guarda Nacional em Leopoldina.

1874

Gama Cerqueira e Joaquim Barbosa de Castro são nomeados inspetores de instrução pública em Leopoldina. [Diário de Minas, edição 206, 12 fev 1874, página 2]


13 de fevereiro

1857

Notícias do Correio Oficial de Minas, 23 fev 1874, página 4:

– Ângelo Lopes dos Reis é nomeado como professor substituto de primeiras letras em Leopoldina;

– José Augusto Monteiro de Barros e Francisco José de Freitas Lima são nomeados juízes municipais substitutos.

1891

O Distrito de Nossa Senhora das Dores do Monte Alegre do Pomba, atual Itapiruçu, é transferido de Leopoldina para Palma, conforme Decreto Provincial 374 desta data.


18 de fevereiro

1855

Aberto o Primeiro Livro de Batismos, com o assento relativo a Cristina, filha de Francisco de Vargas Corrêa e Venância Esméria de Jesus, neta paterna de Francisco de Vargas e Teresa Maria de Jesus e neta materna de Antonio Rodrigues Gomes e Rita Esméria de Almeida. Há, porém, uma questão ainda não solucionada sobre este assento. Segundo a lápide do túmulo de Cristina, ela nasceu aos 21 de janeiro de 1853. Teria sido um engano da época do óbito, em 1907?

Quando se procura pelos primeiros livros de batismos em Leopoldina, verifica-se que o volume tido oficialmente como número 1 é uma transcrição iniciada pelo Padre José Francisco dos Santos Durães no dia 10 de abril de 1885 e concluída pelo Cônego José Ribeiro Leitão aos 28 de dezembro de 1958. O original não foi preservado e as datas demonstram que o trabalho não parece ter sido realizado com os devidos cuidados. Neste volume não há referência ao Termo de Abertura do original e o primeiro batismo é de 1852, de uma criança da família Monteiro de Barros. Os seis assentos seguintes, na mesma página, são de batismos dos anos de 1861, 62 e 63. No verso, o primeiro é de 1863 e a seguir vem a transcrição do batismo de Cristina, acima citado, acrescentando que ela teria nascido em dezembro de 1854.
A propósito, esclareça-se que os batismos realizados ao tempo do ainda Curato de São Sebastião do Feijão Cru devem ter sido lançados nos livros da Freguesia, que ainda não foram localizados. Estariam no arquivo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, a cujo bispado o Feijão Cru estava subordinado.

1856

Iniciado o Registro de Terras em Leopoldina.

1883

Notícias sobre Libertação de Escravos em Leopoldina.

1915

Matéria paga publicada no jornal Correio da Manhã desta data, página 5, traz um conjunto de informações do município de Leopoldina naquele momento.


20 de fevereiro

1848

O mais antigo batismo registrado em livro da Paróquia de São Sebastião do Feijão Cru.

21 de fevereiro

1851

Aberto o Alistamento dos Votantes do Curato de São Sebastião do Feijão Cru, então distrito de São João Nepomuceno, constando de 8 quarteirões nos quais foram computados 357 votantes. [Arquivo Público Mineiro, PP 11 cx 36 pacote 29].


22 de fevereiro

1895

Autorizada a compra de um prédio para a Câmara Municipal de Leopoldina.


24 de fevereiro

1882

Juízes de paz multados por não terem presidido as respectivas juntas de alistamento eleitoral.


25 de fevereiro

1875

Nasce em Abaíba, Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira, patrono da cadeira nº 16 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.  [Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo]


27 de fevereiro

1945

Nasce em Leopoldina Luiz Raphael Domingues Rosa, patrono da cadeira nº 14 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

Efemérides Leopoldinenses: Março

Memorial diário da história de Leopoldina, com acontecimentos do mês de março.

1 de março

1891

Começam a funcionar em Leopoldina o Colégio Werneck e o Banco de Leopoldina.


9 de março

1990

Morre em Leopoldina a professora Judith Lintz Guedes Machado[1], patrona da cadeira nº 4 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


12 de março

1891

Baldoíno Teixeira Lopes Guimarães presta exame de habilitação para atuar como advogado.


13 de março

1897

Nasce em Leopoldina, Ormeo Junqueira Botelho[2], patrono da cadeira nº 22 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


15 de março

1891

Antigos fotógrafos em Leopoldina: F. S. Teixeira, Manoel Machado de Azevedo Dias, Cesar Rolly, Hamilton Vascencelos e Jarbas Pereira da Silva.


18 de março

1941

Morre em Leopoldina o médico e político Custódio Monteiro Ribeiro Junqueira[3], patrono da cadeira nº 16 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.


23 de março

1843

O Feijão Cru aparece pela primeira vez num Relatório da Presidência da Província, relativo ao ano de 1842, como freguesia composta dos distritos do Feijão Cru e do Angu, pertencendo ao município de São João Nepomuceno, contando com 562 casas e 220 eleitores[4].


25 de março

1855

Leopoldina conta com 3 igrejas e 1 capela.

1894

Nasce em Pedralva, MG, Irineu Lisboa[5] patrono da cadeira nº 1 da Academia Leopoldinense de Letras e Artes.

1899

Dilermando Cruz publica o poema Ser Noivo, dedicado ao amigo e colega de trabalho Ricardo José de Oliveira Martins.


27 de março

1841

O curato de Madre de Deus do Angu é elevado à categoria de Distrito de Paz.

A lei que criou o Distrito do Angu é a mais antiga referência ao Distrito do Feijão Cru em documentos oficiais, já que não foi encontrado o documento que o criou. Como se pode ver na imagem abaixo, em seu Artigo 5 determina que o Ribeirão do Rio Pardo marque a divisa entre os distritos do Feijão Cru e do Senhor Bom Jesus (atual Argirita).

Esta lei marca as divisas entre os distritos do Rio Pardo e do Feijão Cru.

1872

Decreto Imperial concede ao engenheiro Antonio Paulo de Mello Barreto autorização para organizar uma companhia que se incumba de construir uma estrada de ferro econômica, entre a Estação do Porto Novo do Cunha e Santa Rita da Meia Pataca[6]


28 de março

1818

Maria Umbelina de Santa Brígida e Antônio Francisco Teixeira Coelho recebem duas sesmarias no Sertão do Rio Paraíba do Sul[7]. No testamento de Antônio Francisco confirma-se que eles haviam tido a filha Maria Antônia de Jesus que se casou em Prados, os 18 de setembro de 1822[8], com Bernardo José Gonçalves Montes, que recebeu as duas sesmarias como dote. No mesmo testamento é informado que as terras foram repassadas para Antônio José Monteiro de Barros. As duas sesmarias estão na origem da Colônia Agrícola da Constança e da Fazenda Paraíso.


[1] Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG, Livro de Óbitos 88-91 fls 206 termo 4407.

[2] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo.

[3] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide no túmulo.

[4] Exposição feita pelo Exmo. Conselheiro Bernardo Jacintho da Veiga, na qualidade de presidente da província de Minas Gerais, a seu sucessor, o Exmo. Tenente-general Francisco José de Souza Soares de Andréa, no ato da sua posse. Rio de Janeiro: Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e C.a, 1843, Mapa 9, p. 2

[5] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo.

[6] VEIGA, José Pedro Xavier da. Efemérides Mineiras: 1664-1897. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. v. 1, p. 338

[7] Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, vol. 37, nr. 1, 1988, SC. 377 fls 68 e 70.

[8] SETTE, Bartyra e JUNQUEIRA, Regina Moraes. Projeto Compartilhar(http://www.projetocompartilhar.org/), ensaio Os Rodrigues Dantas. Acesso set.2007.