Leopoldinenses nascidos em maio de 1917

3 de maio

Maria Locci, filha de Giuseppino Locci e Maria José Gonçalves Nobre

5 de maio

Angelina, filha de Braz Bispo Batista da Cruz e Rosa Pedroni

6 de maio

João, filho de Antonio Pereira da Silva e Matilde Portina do Patrocínio

9 de maio

Climário Soares Godinho, filho de Climério Duarte Godinho e Maria Soares

11 de maio

Francisco Zenobi, filho de Enrico Zenobi e Luigia Lorenzetto

13 de maio

Maria Teresa Carraro, filha de Eugenio Carraro e Sebastiana de Oliveira

17 de maio

Maria de Lourdes, filha de Avelino José de Almeida e Nelsina de Medeiros Pinto

18 de maio

Luiza de Souza Martins, filha de Alfredo Martins de Souza e Maria Faria

19 de maio

Iva Lorenzetto, filha de Antonio Lorenzetto e Maria Amélia Alencar

25 de maio

Maria Aparecida, filha de José Honorio de Vargas e Jovenila Martins Machado

27 de maio

Sebastião Pimentel, filho de Aurelio Pimentel e Carolina Marangoni

28 de maio

José Geraldi, filho de Enrico Geraldi e Rosa de Matos

 

Família Ceoldo

Embora o sobrenome Ceoldo não apareça entre os proprietários de lotes da Colônia Agrícola da Constança, membros da família ali viveram em função de vínculos com os colonos. E são aqui rememorados porque o núcleo inicial também passou ao Brasil pelo vapor Washington, na viagem que os trouxe para o Rio, onde chegaram no dia 30 de outubro de 1888. Os passageiros foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa, onde foram registrados no dia seguinte.

O grupo de número 121 era composto por Camillo Ceoldo, sua esposa Maria e oito filhos. Deixaram a Hospedaria no dia 4 de novembro, com destino a Leopoldina. Ao estudarmos a trajetória deles, encontramos algumas inconsistências nas informações registradas na hospedaria, bem como nos registros encontrados em Leopoldina. Após consultas ao Archivio di Stato de Padova, pudemos confrontar as diversas informações e estabelecer, com mais segurança, a composição da família. Ainda assim, não consideramos como definitiva a atualização abaixo, que se publica em complemento ao primeiro estudo datado de janeiro de 2001.

Conforme se verifica no relatório acima, em Leopoldina os Ceoldo se vincularam a diversos outros sobrenomes de origem italiana como Estopazzale, Righetto, Farinazzo, Saggioro, Marcatto, Marinato, Meneghetti, Formenton, Sangalli, Sangirolami, Carraro, Stefani, Fofano, Gallito e Baldan.

Este último, além de ser o sobrenome da esposa de Camillo Ceoldo, era também de uma passageira do Washington listada como viajante individual, de nome Catterina Baldan que ali foi indicada como solteira, com 24 anos, e que saiu da Hospedaria no dia 4 de novembro para se estabelecer no próprio município de Juiz de Fora. Mas parece tratar-se da irmã de outra Maria Baldan que era casada com Pasquale Righetto, família que também viajou pelo Washington. Catterina casou-se em Leopoldina, aos 13 de julho de 1889, com Giuseppe Carrara (ou Carraro).

Os primeiros Carraro em Leopoldina

Entre os passageiros do vapor Washington que deram entrada na Hospedaria Horta Barbosa no dia 31 de outubro de 1888, constam três grupos do sobrenome Carraro.

O primeiro, que recebeu o número 82, era chefiado por Emílio Carraro, indicado como solteiro, com 16 anos, sua mãe Santa Bordin com 40 anos, e os irmão Vittorio com 15 anos e Massimiliano com 13 anos.  Saíram da Hospedaria no dia 4 de novembro com destino a São João Nepomuceno.

Descobrimos que o pai deles e marido de Santa Bordin foi Francesco Carraro, falecido em Pianiga no dia 4 de setembro de 1878. Massimiliano Angelo nasceu aos 9 de novembro de 1875 também em Pianiga. De Emilio e Vittorio não encontramos nascimento. Mas além destes filhos, localizamos uma filha de Santa e Francesco de nome Fortunata Marcolina, nascida por volta de 1877 e falecida no dia 11 de dezembro de 1878 em Pianiga.

Vittorio Carraro se casou com Elisabetta Carraro, de família que passou ao Brasil seis anos depois. Em 25 de novembro de 1911 o casal tomou posse do lote número 7 da Colônia Agrícola da Constança. Casados em Leopoldina no dia 30 de julho de 1898, tiveram os seguintes filhos : Elizia (1899-1899), Angelina (19800-1968), Maximiano (1903-906), Emilia (906), Maria (1908-967), Amelia (1912) e Rosa (1914-1973)

O segundo grupo, cujo número deveria ser 83 mas foi escrito 23, era chefiado por Eugenio Carraro, viúvo, 33 anos, com 4 filhas: Eleonora de 5 anos, Maria de 4 anos, Luigia de 2 anos e Angela com 1 ano. Saíram da Hospedaria no mesmo dia e para a mesma cidade.  Entretanto, assim como a família anterior, pouco tempo depois estavam vivendo em Leopoldina.

Eleonora Carraro, também referida como Honorina, casou-se em Leopoldina com Fiorindo Bedin, também referido como Olimpio, no dia 7 de setembro de 1901.  Ele nasceu dia 15 de janeiro de 1880 em Castegnero, Vicenza, filho de Domenico Bedin e Anna Todaro.  Eleonora/Honorina faleceu no dia 22 de junho de 1907, deixando, pelo menos, dois filhos: José, nascido em 1904 e Natal, nascido em 1906. Fiorindo casou-se pela segunda vez com a cunhada Maria, no dia 23 de junho de 1908. Deste casamento teve os filhos Amélia (1908), Celeste (1911), Welsina (1903), João (1915) e Cynira (1920). Fiorindo/Olimpio casou-se pela terceira vez,  no dia 31 de outubro de 1927, com Filomena Fernandes, nascida em Leopoldina em 1895, filha de Domingos Antonio Fernandes e Margarida do Nascimento.

O terceiro grupo de Carraros era composto por Federico, de 28 anos e sua esposa Rosa Giovanna Calzavara, com quem havia se casado no dia 27 de setembro em Pianiga. Ou seja, o casamento foi realizado poucos dias antes do embarque para o Brasil.

A esposa de Federico era filha de Gregorio Calzavara e Antonia Benfatto mas seus pais não teriam deixado a Italia. Os pais de Federico foram Andrea Carraro e Antonia Masuolo, ambos já falecidos quando o filho se casou. Federico e Rosa saíram da Hospedaria com destino a Leopoldina, no mesmo dia 5 de novembro em que outro grupo de passageiros do Washington , com o mesmo sobrenome de sua esposa, também foi para Leopoldina. Sob o número 143 eram Giuseppe Angelo  Calzavara, de 32 anos, a esposa Anna Maria Scantamburlo e os filhos Regina (6 anos), Pietro (2 anos) e um bebê de 2 meses que pode ser Amalia Calzavara, que em Leopoldina se casou com Otavio de Angelis. Giuseppe Angelo e Ana Maria foram pais, também, de Pedro Angelo e Genoveffa, nascidos em Leopoldina, onde ela se casou com Ermenegildo Meneghetti, que também veio na mesma viagem do Washington.

Ainda não foi possível estabelecer o parentesco entre Andrea Carraro, pai de Federico, com Angelo Carraro, pai de Eugenio e Francesco Carraro.

Centenário de Nascimento

Nascimentos em Leopoldina

01 jan 1917

Antonio

Pai: Francisco Benedito do Nascimento

Mãe: Rosa Corradin


07 jan 1917

Ozieta

Pai: João Ventura Gonçalves Neto

Mãe: Alcina Paula Moraes


08 jan 1917

Ana

Pai: João Ferreira de Oliveira

Mãe: Maria Lazarina Duana

Dorotea Zamboni

Pai: Francesco Zamboni

Mãe: Orsola Pagano


11 jan 1917

Eunice Maciello

Pai: Angelo Maciello

Mãe: Sarah de Oliveira Rocha

Maria de Lourdes

Pai: José Augusto Monteiro da Silva Filho

Mãe: Maria da Glória de Aguiar


18 jan 1917

Rosa Maria Sangalli

Pai: Arturo Sangalli

Mãe: Maria Stella Borella

Sebastiana

Pai: Pedro Pacheco de Carvalho filho

Mãe: Manoela Rodrigues de Moraes


24 jan 1917

Francisco Gigli

Pai: Celso Gigli

Mãe: Ida Fontanella


26 jan 1917

Maria de Lourdes Pedroni

Pai: Angelo Pedroni

Mãe: Maria Pedroso de Oliveira


27 jan 1917

Eliza Bartoli

Pai: Alberto Bartoli

Mãe: Natalina Sardi


29 jan 1917

Lauro

Pai: Joaquim Martins de Almeida filho

Mãe: Maria Julia Silva

Rosa Bartoli

Pai: Alfredo Bartoli

Mãe: Virginia Rosa Carraro


30 jan 1917

Nizia Lacerda

Pai: Custódio Lacerda Filho

Mãe: Etelvina Rodrigues Ferreira

Agosto de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 ago 1916

Francisca

filha de Joaquim Vieira Ramos e de Olinta Schettino de Souza

10 ago 1916

Gizelda Dietz de Almeida

filha de Carlos José de Almeida e de Guilhermina Dietz

10 ago 1916

João

filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza

21 ago 1916

Umbelina Marinato

filha de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

22 ago 1916

Tarcilia

filha de Sebastião Damasceno Neto e de Maria José Ferreira

26 ago 1916

Waldemar

filho de Manoel Custódio Ferreira Neto e de Virgilina Vargas Neto

30 ago 1916

Orlando

filho de Otavio José Ferraz e de Angelina de Almeida Ramos

Outubro de 1915

Nascimentos em Leopoldina

1 out 1915

João Bedin, filho de Florindo Bedin e de Maria Carraro

15 out 1915

Gabriel Reis Junqueira, filho de Tomé de Andrade Junqueira e de Iria dos Reis Junqueira

19 out 1915

Palmira Garcia, filha de Silvandino Funchal Garcia e de Esmenia Ferreira

24 out 1915

Marilia, filha de Artur Guimarães Leão e de Iramira Furtado

25 out 1915

Agostinho Rodriguez, filho de Salvador Rodrigues Y Rodriguez e de Maria Tereza de Jesus

25 out 1915

José Giuliani, filho de Luigi Giuliani e de Teresa Ermini

31 out 1915

José, filho de Julio Figueiredo Sabino Damasceno e de Francisca Antunes Barbosa

Agosto de 1915 em Leopoldina

Nascimentos

2 ago 1915

João, filho de Antonio Venâncio de Almeida Júnior e de Georgina Silveria de Almeida

3 ago 1915

Marcos, filho de Flavio dos Santos Lisboa e de Antonia Laudelina de Paula

9 ago 1915

Wilton, filho de Abdon Saraiva Carvalho e de Filomena Gonçalves

10 ago 1915

Maria Madalena Lorenzetto, filha de Emilio Lorenzetto e de Angela Saggioro

16 ago 1915

Francisco, filho de Moisés dos Reis Coutinho e de Adelaide Ferreira Brito

17 ago 1915

Rosa dos Santos Carraro, filha de Sante Carraro e de Erondina Angélica da Conceição

24 ago 1915

Maria Zenobi, filha de Enrico Zenobi e de Luigia Lorenzetto

Nascidos em junho de 1915

8 jun 1915

  • José filho de Francisco José Botelho Falcão e de Ana Maria de Oliveira Ramos
  • Ubirajara filho de Frederico Cintra Rodrigues da Costa e de Maria Eliza Gomes
  • América Machado de Andrade filha de Américo José Machado e de Altina de Andrade Neto

10 jun 1915

  • José filho de Antonio Pereira da Silva e de Matilde Porcina do Patrocínio

13 jun 1915

  • Filomena filha de Américo de Castro Lacerda e de Nair da Gama

15 jun 1915

  • Anibal filho de Olímpio Augusto de Lacerda e de Rita Ferreira Brito

16 jun 1915

  • Preciliana filha de José Augusto Tavares Pinheiro e de Rita Batista Monteiro

24 jun 1915

  • Antonio Bartoli filho de Alfredo Bartoli e de Virginia Rosa Carraro

25 jun 1915

  • Francisco filho de Izolino de Macedo Freire e de Maria Cipriana de Carvalho
  • Amelia Maria Saggioro filha de Antonio Saggioro e de Octavia Lorenzetto

 

Castorina Cristina Nobre

Há 100 anos, no dia 19 de março de 1915, Castorina Cristina Nobre faleceu em Leopoldina. Ela era casada com Antonio José Gonçalves, natural de Argirita.

Castorina nasceu em Leopoldina, por volta de 1872, filha de Delfino Nobre e Antônia Cândida de Jesus. Foram seus filhos:

  •  Francisco José Gonçalves c/c Marta Maria Guarda;
  •  José Gonçalves Nobre c/c Josefina Marinato;
  •  Maria José Gonçalves Nobre c/c Giuseppino Locci;
  •  Delfim José Gonçalves c/c Maria Cândida das Dores;
  •  Joaquim José Gonçalves c/c Angelina Genebra Marinato;
  •  Ana Cunegundes Gonçalves c/c Antônio Carraro.

Marinato procura parentes

Recebemos a seguinte mensagem de descedente dos Marinato:

Sou filho de Antonio José Gonçalves

– Neto de: Angelina Ginebra Marinatte e Joaquim José Gonçalves

– Tendo como tios em segundo grau: Manoel Alexandre Marinato e Umbelina Marinato.

[…]

Gostaria de fazer contato!

Acrescentamos que Angelina Genebra Marinato nasceu em Leopoldina no dia 25 de julho de 1906, filha dos italianos de Pianiga Ricardo Antonio Marinato e Oliva Palmira Carraro. Este casal era também pai do citado Manoel Alexandre Marinato, nascido em Leopoldina no dia 28 de março de 1905 e Umbelina Marinato nascida em 21 de agosto de 1916 também em Leopoldina.

Angelina casou-se em Leopoldina, no dia 16 de setembro de 1922, com Joaquim José Gonçalves, filho de Antônio José Gonçalves e Castorina Cristina Nobre, casados em Piacatuba em 2 de fevereiro de 1889. A família do marido de Angelina procedia de Argirita e viveu nas imediações da Colônia Agrícola da Constança.

Além de Angelina, Manoel e Umbelina, o casal de italianos teve outros seis filhos que chegaram à idade adulta: José, Maria Luiza, Marcolina, Felisbina, Eugênio e Sebastião. A maioria deles teria migrado para o sul do Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro, perdendo contato com os parentes que ficaram em Leopoldina.

Se você puder colaborar, por favor, escreva-nos e transmitiremos as informações ao neto de Angelina.