Há 141 anos…

Fernando Pinheiro de Souza Tavares foi nomeado Juiz Municipal e de Órfãos do Termo de Leopoldina.

Efemérides Leopoldinenses

Nascido por volta de 1843 em Valença, RJ, era filho de José Tavares Pinheiro e de Maria José de Souza Werneck, sendo neto materno de Ignacio de Souza Werneck e de Albina Joaquina de Lacerda, casal que formou a Fazenda Benevolência nas proximidades da estrada que na década de 1880 ligava Cataguases a Leopoldina.

Segundo anotação no livro de Atas da Câmara Municipal de Leopoldina, 1879-1880, fls 33, “o engenho da Fazenda Velha de D. Albina” estava localizado próximo do Ribeirão Feijão Cru, na estrada de Cataguases, onde estava sendo construída uma ponte. É possível que esta fazenda ficasse entre o trevo da estrada atual que dá acesso à estrada para Piacatuba e o ponto onde o rio Pardo deságua no rio Pomba.

É provável, também, que Ignacio de Souza Werneck tenha se instalado em terras adquiridas da família Ferrugento, que obteve sesmarias naquela região em fevereiro de 1813. Segundo Dona Albina declarou no Registro de Terras em 1856, seu marido comprara as terras de Caetana Maria Angélica em outubro de 1846.

Sedução e desafios da biografia na História

Artigo dos doutorandos Priscila Musquim Alcântara de Oliveira e Alexandre Luís de Oliveira publicado no primeiro número da nova revista científica Faces de Clio, da Universidade Federal de Juiz de Fora, traz uma abordagem interessante sobre o tema. Lembram que

“A opção por manter-se fiel a cronologia da vida do biografado na escrita de uma biografia histórica pode levar o pesquisador a uma concepção que trata o indivíduo como sendo dotado de uma personalidade coerente, responsável por ações pontuais e isentas de incertezas.”

Leiam a íntegra do trabalho neste endereço.

Resumo: Este trabalho se propõe a discutir alguns problemas que perpassam a escrita biográfica e a análise de trajetórias individuais no campo da história, buscando trazer à discussão o leque de alternativas metodológicas que são possíveis ao historiador ao investigar um problema a partir do estudo de uma vida, bem como os desafios a serem transpostos ao longo deste percurso.

17 – A Leopoldina

A Leopoldina é o nome do periódico de hoje no Trem de História. Um periódico de existência curta, mas que teve importância em razão dos seus sócios e redatores.

Sua primeira edição data de 16.02.1893, embora Xavier da Veiga, em Efemérides Mineiras, informe que este jornal teria sido lançado em 1892.

Dele, no Arquivo Público Mineiro não foram encontradas edições. Já no acervo da Biblioteca Nacional existem dois exemplares, sendo um deles o de número 1, onde se constata a data de lançamento.

Era propriedade de Galdino & Coura e seus redatores eram os sócios: Galdino Vieira de Freitas e Jorge Rodrigues Coura. Suas oficinas localizavam-se na Rua Cotegipe nº 13 e as edições eram lançadas nas quintas-feiras.

Diferentemente de outros jornais da época, este não trazia subtítulo e não indicava valor de número avulso. Só informava o preço da assinatura anual, do que se depreende ser o valor cobrado de moradores de Leopoldina. Não se sabe se havia assinantes de fora da cidade.

Sobre seus sócios e redatores, apurou-se que ocupavam cargo de Escrivão desde 1891 e os dois provinham de Rio Pomba-MG. Galdino Vieira de Freitas casou-se em Leopoldina, em 1886, com Elisa Delfim Gama, filha de Francisco Joaquim de Almeida Gama e Guilhermina Rosa Delfim. Viúvo, contraiu segundas núpcias aos 31 de março de 1894, com Luiza Fernandes que residia na casa onde o Imperador Pedro II almoçou quando esteve em Leopoldina em 1881. Era filha de Francisco de Paula P. Fernandes e Luiza Amélia Cerqueira. Luiza era irmã de Adelaide casada com Alberto Moretzshon Monteiro de Barros e de Maria Leonor casada com Paulino Delfim da Gama e Silva.

Importante lembrar que Alberto Moretzshon era advogado, cujos anúncios em jornal indicam como endereço a Rua Octavio Otoni mas provavelmente o endereço era rua Teófilo Otoni, atual Lucas Augusto. Este advogado foi redator e proprietário do jornal O Mediador e teria lançado o Correio de Leopoldina em 1895, segundo Luiz Eugênio Botelho em “Leopoldina de Outrora”, Entretanto, esta última informação não parece adequada porque o redator e proprietário do Correio de Leopoldina, lançado em 1894 e não 1895, foi Henrique Cancio.

O segundo redator de “A Leopoldina” era Jorge Rodrigues Coura, que foi editor e proprietário do jornal O Bocayú lançado em Rio Pomba no ano de 1882. Curiosamente, este jornal contava com um colaborador que escrevia para diversos jornais mineiros, entre eles o Liberal Mineiro, A Província de Minas e Correio de Leopoldina, chamado Jacobino Freire. Jacobino era poeta, jornalista e professor do Atheneu Leopoldinense. Um literato cuja trajetória confirma as palavras de Nélson Sodré a respeito da carreira jornalística de nomes da literatura nacional. Teria sido, também, um dos redatores de um jornal leopoldinense de nome A República, órgão do partido republicano, ao lado de Theophilo Domingos Alves Ribeiro, Américo Lobo Leite Pereira e Werneck de Lacerda.

No editorial da primeira edição de A Leopoldina, em 16 de fevereiro de 1893, está a informação de que “o marasmo que a epidemia produziu” teve como reação “as múltiplas iniciativas que por todos os lados despontam” e que entre estas iniciativas estava o desejo dos editores de lançar um jornal “moderno, variado, tanto quanto possível noticioso, estranho à politicagem, acima de grupos e de personalidades”.

Na verdade, quase o mesmo tom utilizado por Coura no lançamento do jornal de Rio Pomba, apenas com a referência à epidemia de febre amarela que causou muitas perdas humanas em Leopoldina no ano anterior, sendo determinante para a mudança temporária da administração municipal para Tebas.

A outra edição de A Leopoldina a que se teve acesso foi a de número 10, datada de 21 de abril do mesmo ano de 1893, toda ela em homenagem ao “mártir da Independência”, com textos de diversos autores, incluindo poema. Mas esta não teria sido a derradeira porque O Leopoldinense, edição 28 de 25.11.1894, página 2, publicou uma reclamação de Manoel Joaquim Taveira Júnior contra o jornal A Leopoldina que, na edição de 16 daquele mês, teria atribuído ao Pastor Becker intenções e atos indignos.

Conforme se verifica, a história de um periódico de Leopoldina sempre traz à tona outros órgãos da imprensa local, deixando claro que além das interligações havia um constante movimento em prol da disseminação das informações, fossem elas de qualquer corrente.

O Trem de História de hoje dedicou espaço a um jornal com nome da sede do município, Leopoldina. Como naquela época, provisoriamente, esta sede se transferiu para o distrito de Tebas, no próximo número se dará vez ao periódico chamado A Voz de Thebas. Até lá.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de fevereiro de 2015

Parte XIII de A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Instalação da Villa Leopoldina

Há 160 anos a então Vila Leopoldina foi solenemente instalada no dia 20 de janeiro de 1855, data religiosa que homenageia São Sebastião, padroeiro do município.

No primeiro Livro de Atas da Câmara Municipal temos o

~ Auto da installação da Villa Leopoldina ~

Aos vinte dias do mez de Janeiro do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e cincoenta e cinco, trigesimo quarto da Independencia e do Imperio, na sala destinada para as Sessões da Camara Municipal da Villa Leopoldina, creada pela Lei Provincial numero seiscentos e sessenta e seis, de vinte e sete de Abril do anno proximo passado, achando-se o Doutor Domiciano Matheus Monteiro de Castro, vereador, servindo de Presidente da Camara Municipal da Villa do Mar d’Hespanha, comigo Secretario da mesma Camara, e reunidos os vereadores eleitos, o Capitão Manoel José Monteiro de Castro, Doutor José Joaquim Ferreira Monteiro de Barros, Francisco José de Freitas Lima, Major João Vidal Leite Ribeiro, Capitão João Gualberto Ferreira Britto, e José Vieira de Resende e Silva, o mesmo Presidente, em cumprimento do Decreto de treze de Novembro de mil oitocentos e trinta e dous, e da Portaria do Excellentissimo Presidente da Provincia de vinte e cinco de Novembro de mil oitocentos e cincoenta e quatro, deferio-lhes juramento, e deo posse, não tendo comparecido o Vereador eleito Custodio Teixeira Leite, ficando assim installada a referida Villa Leopoldina. Para constar mandou o mesmo Presidente lavrar este Auto, em que se assigna com os mencionados Vereadores empossados. Eu José de Souza Lima, Secretario, o escrevi.

Italianos no noroeste fluminense

Indicação de Maria da Conceição Vargas, a tese de Rosane Aparecida Bartholazzi de Carvalho será de grande ajuda para os que estudam a imigração italiana.

Tese (Doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, 2009.

RESUMO

“A tese privilegia o estudo da imigração italiana no quadro da expansão cafeicultora, no noroeste fluminense, particularmente, no município de Itaperuna, onde inúmeras famílias italianas, originárias de diferentes regiões, fixaram-se como colonas em grandes propriedades rurais, sobretudo na fazenda Bela Vista, nos anos de 1897 e 1898. Através dos registros privados e cartorários, verificou-se que muitas destas famílias, eram oriundas da região do Lazio, Província de Roma, o que imprime ao presente trabalho expressiva particularidade no que diz respeito à origem dos imigrantes italianos que afluíram para a região sudeste do Brasil, no último quartel do século XIX. Neste sentido, optou-se por acompanhar a trajetória dos imigrantes, que deixaram aquela região da Itália, sobretudo os municípios de Proceno e Graffignano, buscando compreender, através da análise da documentação dos arquivos italianos, o contexto econômico, social e político vivido no país de origem e colocando em discussão a questão da miserabilidade do imigrante frente às remessas originadas dos municípios. Na região de acolhida, este estudo buscou analisar a mobilidade social dos imigrantes, que utilizaram diversas estratégias para conquistarem a posse da terra, transformando-se de colonos e parceiros em proprietários rurais e ou comerciantes. Para o estudo da inserção e ocupação do espaço pelas famílias imigradas, o universo de pesquisa ampliou-se. Além dos grupos oriundos do Lazio, foram incluídos, também, as famílias emigradas de outras partes da Itália, considerando que chegaram no mesmo período, trabalharam juntas na mesma fazenda e participaram da rede de solidariedade estabelecida entre eles para demarcarem seu espaço e ascenderem socialmente. Por último, estudou-se a herança da terra, bem como as formas adotadas na transmissão dos negócios, fundamentais para que a maior parte das propriedades continuasse, ainda hoje, nas mãos dos descendentes.”

Leia a íntegra neste endereço.

Marinato procura parentes

Recebemos a seguinte mensagem de descedente dos Marinato:

Sou filho de Antonio José Gonçalves

– Neto de: Angelina Ginebra Marinatte e Joaquim José Gonçalves

– Tendo como tios em segundo grau: Manoel Alexandre Marinato e Umbelina Marinato.

[…]

Gostaria de fazer contato!

Acrescentamos que Angelina Genebra Marinato nasceu em Leopoldina no dia 25 de julho de 1906, filha dos italianos de Pianiga Ricardo Antonio Marinato e Oliva Palmira Carraro. Este casal era também pai do citado Manoel Alexandre Marinato, nascido em Leopoldina no dia 28 de março de 1905 e Umbelina Marinato nascida em 21 de agosto de 1916 também em Leopoldina.

Angelina casou-se em Leopoldina, no dia 16 de setembro de 1922, com Joaquim José Gonçalves, filho de Antônio José Gonçalves e Castorina Cristina Nobre, casados em Piacatuba em 2 de fevereiro de 1889. A família do marido de Angelina procedia de Argirita e viveu nas imediações da Colônia Agrícola da Constança.

Além de Angelina, Manoel e Umbelina, o casal de italianos teve outros seis filhos que chegaram à idade adulta: José, Maria Luiza, Marcolina, Felisbina, Eugênio e Sebastião. A maioria deles teria migrado para o sul do Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro, perdendo contato com os parentes que ficaram em Leopoldina.

Se você puder colaborar, por favor, escreva-nos e transmitiremos as informações ao neto de Angelina.

 

Iphan abre inscrições para curso à distância sobre Patrimônio Imaterial

Matéria publicada no blog de Mary del Priore:

Até o próximo dia 30 de janeiro estão abertas as inscrições para o curso EAD Formação para a Gestão do Patrimônio Cultural Imaterial no âmbito da COOP SUL, uma realização do Centro Lucio Costa (CLC), em parceria com o Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (Crespial), com apoio da UNESCO e coordenação técnica da Inspire | Gestão Cultural. São 50 vagas para o curso que acontecerá entre os dias 19 de fevereiro e 04 de maio, com aulas ministradas pela internet. O curso tem a coordenação de conteúdo de Lucas dos Santos Roque e o corpo docente é formado por especialistas do Brasil e da América Latina. As inscrições…

Continue lendo:

Iphan abre inscrições para curso à distância sobre Patrimônio Imaterial | História Hoje.

Descendentes de José de Rezende Montes

Atualização da pesquisa genealógica deste tronco, encabeçado pelo décimo segundo filho do povoador Bernardo José Gonçalves Montes.

1 José de Rezende Montes b: 1843

… + Tereza Joaquina de Jesus

……2 José Carlos de Rezende Montes b: Abt. 30 out 1865 in Piacatuba, Leopoldina, MG

……  + Petronilha de Oliveira Pires m: 09 fev 1891 in Providência, Leopoldina, MG

………3 José b: 22 ago 1892 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Ricardina b: 01 out 1894 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Regina b: 22 fev 1895 in Leopoldina, MG

………3 Alberto b: jan 1897 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Maria b: 15 out 1898 in Leopoldina, MG

………3 Eugenio b: 15 abr 1907 in Leopoldina, MG

………3 Sebastião b: 08 fev 1910 in Leopoldina, MG

……2 Moysés de Rezende Montes b: 12 dez 1867 in Piacatuba, Leopoldina, MG, d: 14 jan 1935 in Leopoldina, MG

……  + Baldoina Brasilina de Oliveira d: Aft. 1935

………3 Maria b: 25 dez 1893 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Ercilia de Rezende Montes b: 29 ago 1895 in Providência, Leopoldina, MG

……… + Biaggio Conti b: Abt. 1893 in Maratea, Potenza, Basilicata, Italia, m: 22 jun 1925 in Leopoldina, MG

………3 Aristóbolo b: 01 mai 1898 in Leopoldina, MG; São Lourenço

………3 Julieta b: 16 jun 1900 in Leopoldina, MG

………3 Francisca b: 23 abr 1902 in Leopoldina, MG

………3 Luiza Montes b: 19 ago 1911 in Leopoldina, MG, d: 10 set 2002 in Leopoldina, MG

……… + Murilo Rodrigues Pinto b: 28 set 1907 in Leopoldina, MG, m: 07 fev 1929 in Leopoldina, MG, d: 13 abr 1987 in Leopoldina, MG

…………4 Maria Luiza Pinto b: 26 jan 1955 in Leopoldina, MG

………… + José Antonio da Silva Oliveira b: in Recreio, MG, m: in Leopoldina, MG

……………5 Leonardo Pinto Oliveira b: 26 jun 1975 in Leopoldina, MG

  • Marcilene da Silva Almeida b: in Leopoldina, MG, m: in Leopoldina, MG
  • Fernanda Pinto Oliveira b: in Leopoldina, MG
    • Leonardo Rodrigues b: in Leopoldina, MG, m: in Leopoldina, MG

………………6 Thaíssa Oliveira Rodrigues b: in Leopoldina, MG

……………5 Leandro Pinto Oliveira b: in Leopoldina, MG

………3 Mogarino Rezende Montes b: Abt. 1916, d: 04 jul 1919 in Leopoldina, MG

………3 Dinalda b: 03 jun 1919 in Leopoldina, MG

………3 Geraldina b: 06 jan 1914 in Leopoldina, MG

……2 Querina Matilde de Oliveira Montes b: 04 jun 1869 in Leopoldina, MG

……  + Emilio Carlos de Oliveira b: 15 jan 1864 in Leopoldina, MG, m: 12 out 1888 in Leopoldina, MG

………3 Horacio b: 05 fev 1890 in Leopoldina, MG

………3 Clotildes b: 25 jul 1891 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Maria Tereza Montes b: 26 mai 1893 in Providência, Leopoldina, MG

………  + Virgilio José Ferraz b: Abt. 1884, m: 26 dez 1912 in Leopoldina, MG

…………4 Gasparina b: 22 set 1913 in Leopoldina, MG

…………4 Querina b: 22 set 1918 in Leopoldina, MG

…………4 Geralda b: 13 nov 1920 in Leopoldina, MG

………3 Perciliano Carlos de Oliveira b: 11 mai 1895 in Providência, Leopoldina, MG

………  + Eliza Rodrigues dos Santos m: 03 nov 1917 in Leopoldina, MG

………3 Graziela b: 23 fev 1897 in Providência, Leopoldina, MG

………3 Olivia Eulália de Oliveira b: 09 dez 1898 in Providência, Leopoldina, MG

……… + Alfredo Fontanella b: Abt. 1895 in Strona, Biella, Torino, Piemonte, Italia, m: 09 dez 1916 in Leopoldina, MG

…………4 Antonio Fontanella b: 04 ago 1917 in Leopoldina, MG

…………4 Augusto Fontanella b: 30 mai 1919 in Leopoldina, MG

………3 João b: 1900 in Leopoldina, MG

………3 Sebastião Carlos de Oliveira b: Abt. 1900, d: 09 ago 1917 in Leopoldina, MG

………3 Honorina b: 08 out 1904 in Leopoldina, MG

………3 Enelice b: 24 nov 1905 in Leopoldina, MG; São Lourenço

………3 Francisco b: 05 fev 1907 in Leopoldina, MG

………3 Maria Ana b: Abt. 1908 in Leopoldina, MG

………3 Antonio b: 10 jan 1909 in Leopoldina, MG

………3 Virgilio b: 05 mar 1911 in Leopoldina, MG

………3 Lourença b: 16 mai 1912 in Leopoldina, MG

………3 Adeodato b: 16 set 1917 in Leopoldina, MG

……2 Belarmino G. de Rezende b: Abt. jun 1871 in Piacatuba, Leopoldina, MG, d: 12 ago 1912 in Leopoldina, MG

……2 Auriel de Rezende Montes b: 02 nov 1874 in Piacatuba, Leopoldina, MG

……  + Ambrosina Francisca Coelho dos Santos b: Oliveira, MG, m: 24 abr 1895 in Leopoldina, MG

………3 Tereza b: 18 jul 1901 in Leopoldina, MG; São Lourenço

………3 Sebastião b: 01 mai 1903 in Leopoldina, MG

………3 Arina b: 08 dez 1906 in Leopoldina, MG

………3 Graziela b: 25 abr 1908 in Leopoldina, MG

……2 Honorina de Rezende Montes b: 08 jun 1876 in Piacatuba, Leopoldina, MG

……2 Leonidia de Rezende Montes b: Abt. 1879

…… + Albino Batista Fernandes b: Abt. 1878 in Coimbra, Portugal, m: 05 fev 1902 in Tebas, Leopoldina, MG

………3 Helena Montes Batista b: 05 ago 1907 in Leopoldina, MG, d: 28 jan 1949 in Rio de Janeiro, RJ

……… + José Augusto Cotta de Menezes Corte Real b: 20 abr 1867 in Ilha Terceira, Açores, Portugal, d: 12 jul 1946 in Cataguases, MG

…………4 Helena Corte Real b: in Cataguases, MG

…………  + José Raimundo Reis da Silva b: 22 jul 1938 in Parnaíba, PI, d: 28 mai 2011 in Brasília, DF

……2 Dulcimira Tereza de Rezende Montes b: 31 jul 1880 in Leopoldina, MG, d: 09 ago 1898 in Providência, Leopoldina, MG

…… + Abílio José Barbosa b: 25 mar 1874 in Piacatuba, Leopoldina, MG, m: 14 ago 1897 in Providência, Leopoldina, MG, d: 28 nov 1915 in Leopoldina, MG

………3 Abílio José Barbosa filho b: 19 jul 1898 in Leopoldina, MG; São Lourenço, d: 07 ago 1899 in Leopoldina, MG

……2 Otávio de Rezende Montes b: 30 mar 1882 in Leopoldina, MG

……  + Albina Clara Fernandes

………3 José Rezende Montes b: 04 set 1919 in Leopoldina, MG

………3 Albino Montes b: in Vista Alegre, Cataguases, MG

………  + Maria Denis Leite

…………4 Herminia Montes

………  + Jovercino Felix de Oliveira

…………4 Nice Helena

…………4 Carlos Augusto

…………4 Antonio Otavio

…………4 Helenice

…………4 Maria Lucia

…………4 Denise

…………4 Deise

…………4 Delizete

………3 Helena Montes

………3 Francisco Wilson Montes

………  + Maria Rodrigues

…………4 Wilmara Montes

…………4 Wilmar Montes

…………4 Wilma Montes

………3 Palimércio Montes

………  + Mariana Barcelos

…………4 Luiz Otavio Montes

…………4 Maria Luiza Montes

…………4 Fernando Montes

…………4 Marcio Montes

………3 Maria Tereza Montes

………3 Leonides Montes

………3 Sebastião Rezende Montes

………3 Belarmino Montes

………  + Maria do Carmo Melo

…………4 Carlos Henrique Montes

…………4 Maria Aparecida Montes

…………4 Manoel Messias Montes

…………4 Luiza Helena Montes

…………4 Agostinho Tadeu Montes

………3 Dolcemira Montes

……2 Erminio b: 01 mar 1885 in Leopoldina, MG

……2 Grasiella b: 14 fev 1887 in Leopoldina, MG

Agradecemos a colaboração de Albino Montes, Elizabeth Dorigo de Oliveira, Helena Corte Real, José Gabriel Couto Viveiros Barbosa e Rosa Oliveira,  que contribuíram com informações sobre as gerações mais recentes.

16 – Gazeta de Leste

Hoje o trem de história traz o primeiro periódico da cidade que utilizou o título GAZETA e que foi a Gazeta de Leste, lançada em 05.10.1890. Um periódico que trazia no subtítulo a informação de que era Órgão Popular.

De início é bom que se diga que a diferença entre o papel da gazeta e o do jornal não é claramente perceptível na imprensa de Leopoldina porque aqui os periódicos surgiram, como já foi dito em artigos anteriores, no último quartel do século XIX quando os conceitos já não eram tão estáticos. Mas de qualquer forma a Gazeta de Leste é um exemplo de periódico que se enquadraria no significado antigo de Gazeta, até porque especificava o recorte espacial ao qual se dedicaria.

Diga-se a este respeito que os estudiosos ensinam ser próprio das gazetas a inclusão, no nome do periódico, do lugar que seria objeto da publicação, enquanto jornais nem sempre o faziam.

Outro aspecto importante é a relação do proprietário com a localidade, assim como com a sociedade local, porque isto pode ser determinante para a linha editorial. No caso da Gazeta de Leste o redator e proprietário, José de Moura Neves Filho, embora natural de Valença, era engenheiro municipal em Leopoldina, nomeado no final de 1890, conforme o próprio jornal noticiou na sua edição de 20.12.1890, onde ele aparece também como primeiro imediato de Juiz de Paz.

Ressalte-se que ele era casado com Ambrosina Cândida, filha de José Antônio de Oliveira Martins que foi Agente do Correio e gerente desta Gazeta. Ambrosina, por sua vez, era irmã de Ricardo José de Oliveira Martins que trabalhou em outra Gazeta da cidade, foi Agente do Correio e esteve envolvido num imbróglio com redatores de outros jornais de Leopoldina. O problema era relativo ao atraso na entrega de telegramas que os jornais recebiam habitualmente e nos quais baseavam suas colunas de notícias nacionais e internacionais.

O editorial de lançamento, na edição de 05.10.1890, esclarece que a Gazeta de Leste estava “particularizada à parte oriental do Estado de Minas, [e tomaria] a defesa dessa rica e futurosa Zona”. Neste número foram publicadas notícias locais e nacionais (como uma que informa ter havido um duelo, no Rio de Janeiro entre dois jornalistas) destacando-se como novidade em relação aos outros jornais de Leopoldina o fato de publicar um Obituário. Além disto, este exemplar trazia ainda a transcrição do Decreto Federal sobre a secularização dos cemitérios, notas sociais, notícias internacionais, editais da justiça e uma lista de destinatários de cartas registradas de Leopoldina, provavelmente em razão do seu gerente ser Agente do Correio.

Na segunda edição da Gazeta de Leste chama a atenção um editorial sobre o suicídio de Arão Garcia de Mattos, no qual o redator manifesta-se contrário à posição da Igreja e de parte da imprensa, aquela por negar sepultamento ao suicida e esta por não colaborar quando se nega a noticiá-lo.

O terceiro número mantém o editorial na primeira página. Entre as notícias nacionais selecionadas para comporem o espaço, duas deixam perceber que o fator idade chamou a atenção do redator, já que uma delas é relativa à passagem para a reforma de um general de apenas 47 anos e a outra destaca a longevidade de uma portuguesa falecida na capital federal aos 114 anos.

O padrão da Gazeta de Leste se manteve na quarta edição, datada de 25.10.1890 e, portanto, mantendo a periodicidade semanal anunciada desde o primeiro número. E seguiu até a oitava, que foi uma edição especial em homenagem ao primeiro aniversário da Proclamação da República, mas trouxe notícias locais, nacionais, internacionais e anúncios classificados, como os outros jornais. As demais edições encontradas, a partir da nona, não são subsequentes e estendem-se apenas até maio de 1891, não se sabendo ao certo quando a Gazeta de Leste parou de circular.

Sabe-se que a sua linha editorial foi sempre a mesma, contrariando o conceito de que ao redator de uma gazeta não cabia exibir seus conhecimentos ou opiniões, mas apenas divulgar notícias que selecionasse em periódicos de outros centros ou trazidos pelo telégrafo, como ensina Maria Beatriz Nizza da Silva, no artigo A Imprensa Periódica na Época Joanina, inserido na obra Livros Impressos: Retratos dos Setecentos e dos Oitocentos, organizada por Lúcia Maria Bastos P. das Neves.

Como registro final vale lembrar que a mesma autora ensina que assuntos relativos à literatura, comércio e artes eram próprios de jornais e não de gazetas. Mas que ao longo do tempo os redatores foram modificando a linha editorial até que, no final do século XIX, eram comuns as publicações que ostentavam o título de gazetas, mas se assemelhavam mais ao formato de jornais. Como é o caso da Gazeta de Leste que, entretanto, não perde o seu valor de fonte de consulta.

E assim se completa o vagão de hoje e o Trem de História coloca mais lenha na caldeira para seguir viagem. Na próxima estação ele recolherá o vagão do periódico “A Leopoldina”.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de janeiro de 2015

Parte XII de A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

O uso político da Conjuração Mineira

“Um dos ideais apresentados n’O Arauto de Minas era que os inconfidentes tinham lutado com afinco pela independência do Brasil, e mesmo tendo falhado, o germe de suas aspirações à liberdade tinha permanecido latente entre seus contemporâneos.”

Declaração de Augusto Henrique Assis Resende no artigo publicado na Revista Expedições: Teoria da História & Historiografia V. 4, N.2, Agosto-Dezembro de 2013.

Resumo: Esta pesquisa propõe analisar a maneira como políticos conservadores e republicanos do último quartel do século XIX utilizaram a imagem dos conjurados mineiros para legitimar seus ideais. Monarquistas e republicanos buscariam em um passado pouco conhecido de fato, a Conjuração Mineira, um alento e uma inspiração, respectivamente a seus projetos. Do lado monarquista, um jornal de São João del-Rei – O Arauto de Minas – ligado ao partido Conservador assume a tarefa de difundir entre seus leitores e correligionários a ideia da conectividade entre o elemento simbólico da Inconfidência Mineira e o Império Brasileiro. Tal associação era baseada nos difundidos pressupostos dos conjurados: independência e liberdade; e que foram concretizados em 1822. Relativo à República, A Patria Mineira, jornal da mesma cidade defende a suposta orientação republicana dos inconfidentes. Daí surge a vindoura associação entre os inconfidentes e o novo regime, que surgiria em 1889 e que faria destes um de seus mais importantes sustentáculos. Há ainda a utilização de um terceiro jornal desta cidade mineira, O Tribunal, que é utilizado para um contraponto das ideias apresentadas nos dois primeiros.

Leia aqui a íntegra do artigo.