Castorina Cristina Nobre

Há 100 anos, no dia 19 de março de 1915, Castorina Cristina Nobre faleceu em Leopoldina. Ela era casada com Antonio José Gonçalves, natural de Argirita.

Castorina nasceu em Leopoldina, por volta de 1872, filha de Delfino Nobre e Antônia Cândida de Jesus. Foram seus filhos:

  •  Francisco José Gonçalves c/c Marta Maria Guarda;
  •  José Gonçalves Nobre c/c Josefina Marinato;
  •  Maria José Gonçalves Nobre c/c Giuseppino Locci;
  •  Delfim José Gonçalves c/c Maria Cândida das Dores;
  •  Joaquim José Gonçalves c/c Angelina Genebra Marinato;
  •  Ana Cunegundes Gonçalves c/c Antônio Carraro.

Joaquim Cesário de Almeida

Há 160 anos, no dia 18 de março de 1855, faleceu um dos povoadores de Leopoldina: Joaquim Cesário de Almeida, filho de Inácio José do Bem e de Antônia Maria de Almeida, casado com sua prima Luciana Esméria de Almeida.

Joaquim Cesário era neto paterno de Manoel José de Bem e de Tereza Maria de Jesus e neto materno de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedroza. Sua esposa era filha de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus, sendo neta paterna de Antônio de Almeida Ramos e Maria de Oliveira Pedroza e neta materna de Bernardo da Costa Mendonça e Maria Tereza de Jesus.

Filhos de Joaquim e Luciana:

João Basílio de Almeida
Izahias de Almeida
Maria Cezária de Almeida
Mariana Ozoria de Almeida
Antonio Augusto de Almeida
Honorina Antonia de Almeida
Joaquina Eucheria de Almeida
Rita Virgínia de Almeida

O casal havia formado a Fazenda Tesouro do Feijão Cru cujos vizinhos, em 1856, eram Bernardo Jose Gonçalves Montes , José Ferreira Brito, Francisco José de Freitas Lima, Manoel José Monteiro de Castro e Antonio Augusto Monteiro de Barros Galvão de São Martinho.

História da cartografia brasileira e mapoteconomia segundo Jaime Cortesão

Artigo de Francisco Roque de Oliveira publicado na revista Terra Brasilis (Nova Série) [Online], 4, 2015, no qual chama a atenção para o fato de Cortesão estar “consciente do desafio que representava realizar um curso de história da cartografia do Brasil quando estava por fazer um inventário completo dos mapas existentes”.

Resumo:

“Entre 1944 e 1950, o polígrafo português Jaime Cortesão leccionou no Ministério das Relações Exteriores do Brasil uma série de cursos sobre história da cartografia, o processo de formação territorial brasileira e mapoteconomia cursos vocacionados, simultaneamente, para a preparação dos candidatos à carreira diplomática e a formação em cartografia e catalogação do pessoal da Mapoteca do Itamaraty. Estes cursos constituíram uma parcela central da actividade científica e cultural que Cortesão realizou no Brasil, tendo estado na génese de algumas das principais obras que escreveu durante os anos em que viveu exilado neste país (1940-1957). Este artigo centra-se na descrição dos conteúdos e do enquadramento científico, institucional e político do primeiro programa de estudos preparado por Cortesão para os seus alunos do Itamaraty, em 1944. Será dada particular atenção aos sucessivos projectos de programa preparados por Cortesão para o curso desse ano e que antecederam a versão final transmitida nas aulas.”

 Leia a íntegra:

História da cartografia brasileira e mapoteconomia segundo Jaime Cortesão.

Fotógrafos em Leopoldina

Entre as mais antigas notícias que apuramos sobre fotógrafos em Leopoldina estão os dois recortes abaixo, do mês de março de 1891. O primeiro é propaganda de F. S. Teixeira, estabelecido na então Rua Municipal, atual Rua Cotegipe. O segundo anúncio é de um fotógrafo itinerante que chegou à cidade no dia 15 de março daquele ano para uma permanência de quinze dias.

Já na primeira metade do século XX tivemos outros fotógrafos residentes na cidade, entre eles Cesar Rolly, Hamilton Vasconcelos e Jarbas Pereira da Silva.

Efemerides28fevFotografo Efemérides 15 março

Tradições cartográficas e fixação de fronteiras na independência brasileira

Artigo de Enali De Biaggi publicado na revista Terra Brasilis (Nova Série), 4, 2015

Resumo:

“No momento da independência, os documentos cartográficos reunidos no Brasil são mobilizados para reforçar o argumento tradicional “uti possedetis” de posse, para lidar com os vários litígios de fronteiras típicos das novas nações sul americanas. A indefinição de limites do país permanece ao longo de todo o século XIX, mas a diplomacia brasileira consegue progressivamente justificar a ocupação real das terras, fazendo um uso hábil dos mapas disponíveis. Os mapas do Império buscam dar uma imagem positiva do país, mostrando o caráter “civilizado” da nova nação. Realizados por civis e militares formados nas novas escolas brasileiras, estrangeiros e brasileiros se sucedem nas novas instituições responsáveis pela cartografia nacional. Sem meios de realizar um levantamento sistemático total do país, os novos mapas são frutos de extensas compilações e não fornecem detalhes sobre a distribuição e a gestão interna do imenso território brasileiro.”

Leia a íntegra:

Tradições cartográficas e fixação de fronteiras na independência brasileira.

O estrangeiro na obra de Plínio Salgado

“Plínio foi muito influenciado pelos debates daquele momento [década de 1920], particularmente, pelo movimento modernista, questão nacionalista e proposta da eugenia paulista, era o solo fértil de que o autor necessitava para se aprimorar intelectualmente, apropriando-se destas matrizes que foram acrescidas às de sua formação, em São Bento do Sapucaí.”

Artigo de Maria Izilda Santos de Matos e Leandro Pereira Gonçalves publicado na Revista Patrimônio e Memória, São Paulo, Unesp, v. 10, n. 1, p. 157-182, janeiro-junho, 2014

Resumo

Plínio Salgado é conhecido como líder e mentor do movimento integralista, todavia, a sua atuação literária teve grande destaque no cenário cultural brasileiro e português. Na sua ampla produção, merece menção o romance O estrangeiro (1926), no qual destaca a figura do imigrante no desenvolvimento da nação e aprofunda a crítica à sociedade de então, refletindo sobre o modelo nacionalista a ser empregado no Brasil. Esta pesquisa buscará analisar esta obra em interface com as propostas dos eugenistas paulistas sobre a questão da imigração.

Leia o artigo neste endereço.

Entre definições e deflações

Artigo de André Reyes e David Palacios, publicado na Terra Brasilis, Revista da Rede Brasileira de História da Geografia e Geografia Histórica, 4, 2015, publicado online no dia 13 Fevereiro 2015.

Os autores destacam que

“Não é de hoje o reconhecimento da necessidade de uma aproximação entre história da cartografia e história das ciências (Harley, 1988) e muito tem se discutido sobre a quebra de dicotomias como realidade/representação, sujeito/objeto, corpo/espaço, território/mapa na prática de pesquisa da cartografia (Del Casino e Hanna, 2006). No entanto, buscamos aqui, apenas evidenciar como um autor de fora do campo da história da cartografia e da cartografia histórica pode oferecer caminhos e ferramentas para se pensar as trocas e a circulação de conhecimento cartográfico para além das dicotomias e relativismos generalizantes.”

Leia a íntegra: Entre definições e deflações.

20 – Opinião e Política

O Trem de História de hoje volta à sobra de carga amontoada na estação desde o artigo anterior e segue a falar de opinião e política da época da Maria Fumaça. E conta que em outubro de 1898, quando O Arame veio à luz, a imprensa em Leopoldina estava praticamente reduzida à Gazeta de Leopoldina, legítima representante do tipo em que não há espaço para críticas ao poder vigente.

Para se ter uma ideia de como as coisas funcionavam naquela época, basta analisar um fato envolvendo profissionais da imprensa periódica em Leopoldina.

O editor de O Arame, Ovídio Rocha, casou-se quatro anos depois do lançamento deste jornal com uma sobrinha de Luiz Falcão, que fora proprietário e editor d’O Leopoldinense da terceira fase. Segundo Luiz Eugênio Botelho, em “Leopoldina de Outrora”, O Arame “era de oposição aos Ribeiro Junqueira que então começavam a dominar a política em Leopoldina”. E para que se tenha uma pálida ideia do nível da contenda, em 05.11.1899 a Gazeta de Leopoldina publicou uma nota acusando Ovídio Rocha de ter tentado deflorar uma jovem. Seria uma acusação real ou apenas uma tentativa de desacreditar o redator concorrente?

É interessante observar a leitura d’O Arame, um jornal que se apresenta como sendo “de caráter puramente crítico e noticioso”. O tom jocoso perpassa quase a totalidade das suas matérias. Na edição nº 3, por exemplo, o editorial da primeira página é um agradecimento aos “colegas da Gazeta de Leopoldina pelos efeitos da propaganda que fizeram em prol do nosso jornalzinho” e continua nos seguintes termos, com adaptação da ortografia feita pelos autores desta coluna, preservando a pontuação original:

Já não temos mãos a medir com tantos pedidos de assinaturas e números avulsos da parte dos verdadeiros apreciadores da prosa amena e espírito fino e delicado. Todos quantos sabem ler querem possuir um número do Arame cuja leitura é um corretivo dos efeitos da prosa massuda, soporífera de Júlio Caledônio. E, dr. Zezé e de quanto bicho implume infesta a pobre imprensa mineira.

Vendo que a Gazeta de nós se ocupava com a asinina delicadeza que lhe é proverbial, o público que se orienta pela leitura da Gazeta fazendo justamente o contrário do que ela aconselha, compreendeu logo que havia uma pontazinha de inveja nas palavras do dr. Zezé, que é o “toma larguras” daqui da terra.

Como não ser grato aos distintos amigos pelos relevantes serviços que nos prestaram?

E que melhor modo de patentear essa nossa gratidão do que registrando o espantoso sucesso do Arame e atribuindo a quem de direito esse resultado?

A não ser por este modo só pelo voto, mas este pertence já ao dr. Zezé para todo e qualquer cargo que ele pretenda de futuro; porque é preciso dizer-lhes, e não costumamos errar em nossos vaticínios: o nosso muito amado dr. Zezé, na marcha em que vai há de ir longe. Dentro em pouco não haverá em Leopoldina lugar nenhum que não seja por ele ocupado.

Não nos admirará se o virmos a disputar ao Jerônimo a vaga deixada pelo Chico Tibúrcio.

Aqueles $3 ou $4 da carceragem sempre dão para o charuto do Mingote. Deixá-los ir para as mãos de outrem é que não é de boa política jagunça.

Pois é. Trem de História encheu mais um vagão e não acomodou toda a opinião e política que restava na plataforma. Terá que voltar ao assunto no próximo artigo. E o fará, com certeza.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de março de 2015

Parte XV de A Imprensa em Leopoldina (MG) entre 1879 e 1899

Leopoldinenses nascidos em março de 1915

1 março

Maria, filha de Leonel Marcelino Barbosa e de Cristina Margarida Ferreira

2 março

Antonio de Angelis, filho de Otavio de Angelis e de Amalia Calzavara

8 março

Luiza, filha de Cristino Machado Dias e de Maria da Conceição Cabral

15 março

João, filho de João Ferreira de Oliveira e de Maria Lazarina Duana

16 março

Maria, filha de Otavio Geraldo e de Ana Maria da Silva

17 março

Gabriela, filha de Francisco de Almeida Ferreira e de Virgulina Soares de Souza

28 março

João Meneghetti, filho de Giuseppe Meneghetti e de Amalia Fofano

Juízes de Paz de Leopoldina são multados

Segundo notícia do jornal Liberal Mineiro, os juízes presidentes do alistamento de Leopoldina, Rio Pardo, Pirapetinga e Conceição da Boa Vista foram multados por terem deixado de presidir as respectivas juntas.

Efemérides Leopoldinenses