3º Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica

Convite para o III Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica

De 26 a 28 de outubro de 2016, no Centro de Referência em Cartografia História da Universidade Federal de Minas Gerais, com sessões temáticas nas linhas de Cartografia dos Viajantes, dos Limites, Histórica, Urbana, Geotecnologias, Costeira e dos Caminhos Fluviais e Terrestres.

A América do Sul no mapa mural de Willem Blaeu de 1608: contribuições para a construção do continente

Artigo de Andréa Doré, publicado no Revista Domínios da Imagem, volume 9, número 17, 2015

Resumo

A idade de ouro da cartográfica holandesa que se desenvolveu no final do século XVI e ao longo do século XVII foi a mais rica e criativa na produção de mapas murais, feitos para decorar as paredes de palácios, salas de famílias nobres, bibliotecas de homens de estado ou de ricos comerciantes. Este artigo apresenta alguns aspectos relativos à América do Sul contidos no mapa mural de Willem Jansz Blaeu, de 1608, intitulado America quarta pars orbis, considerado um dos mais influentes mapas da América. Interessa especialmente destacar as fontes e as escolhas feitas pelos autores – cartógrafo e gravador – concernentes às representações de homens e mulheres, habitantes naturais da terra, e as cidades já existentes ou inauguradas pelos europeus.

A autora observa que as representações da América demonstram “um desejo de ‘domesticar’ o Novo Mundo” para que se tornasse adequado à visão europeia. Como consequência, ocorreu uma espécie de apagamento da heterogeneidade aqui existente e a ideia de que o continente foi “uma invenção ou construção” dos europeus.

Entre definições e deflações

Artigo de André Reyes e David Palacios, publicado na Terra Brasilis, Revista da Rede Brasileira de História da Geografia e Geografia Histórica, 4, 2015, publicado online no dia 13 Fevereiro 2015.

Os autores destacam que

“Não é de hoje o reconhecimento da necessidade de uma aproximação entre história da cartografia e história das ciências (Harley, 1988) e muito tem se discutido sobre a quebra de dicotomias como realidade/representação, sujeito/objeto, corpo/espaço, território/mapa na prática de pesquisa da cartografia (Del Casino e Hanna, 2006). No entanto, buscamos aqui, apenas evidenciar como um autor de fora do campo da história da cartografia e da cartografia histórica pode oferecer caminhos e ferramentas para se pensar as trocas e a circulação de conhecimento cartográfico para além das dicotomias e relativismos generalizantes.”

Leia a íntegra: Entre definições e deflações.

Zona da Mata Sul em 1842

A Coleção David Rumsey de Cartografia contém uma carta muito interessante: Brazil, de John Arrowsmith, de 1838, publicado em Londres em 1842.

A coleção está disponível neste endereço.

Nos recortes abaixo podemos observar melhor a nossa região.

Da mesma coleção foi extraído o seguinte recorte da Carta produzida por Adrien Hubert Brue em 1826 e publicada em Paris em 1930. Destacamos que o autor marcou, além do Porto do Cunha, a localidade de Padova, atualmente sede do município de Santo Antônio de Pádua.

Evidentemente que a seleção dos pontos marcados numa cartografia é escolha do autor que recorre ao conhecimento produzido até então e depende do espaço disponível. Parece-nos, portanto, que além do Porto do Cunha, conhecido desde o final do século anterior por conta da expedição comandada por Galvão de São Martinho, no percurso final do Rio Pomba não havia outro povoado de destaque. E se observarmos atentamente a linha pontilhada no recorte acima, que marca a divisa entre as províncias, veremos que Santo Antônio de Pádua ficou dentro dos limites de Minas. Sabemos, porém, que o povoado surgiu no ponto em que o Rio Paraíba do Sul recebe o Rio Pomba e que ficava na província fluminense conforme já mencionado no artigo a seguir.

II Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica

Convite para o II Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica

O Centro de Referência em Cartografia Histórica da Universidade Federal de Minas Gerais convida para o II Simpósio Brasileiro, em Tiradentes, entre 28 e 30 de maio de 2014

 

O Caminho Novo e suas articulações com a rede viária.

Márcia Duarte abordou o Caminho Novo em mapas: a Capitania de Minas Gerais no IV Encontro de Pesquisadores.