A América do Sul no mapa mural de Willem Blaeu de 1608: contribuições para a construção do continente

Artigo de Andréa Doré, publicado no Revista Domínios da Imagem, volume 9, número 17, 2015

Resumo

A idade de ouro da cartográfica holandesa que se desenvolveu no final do século XVI e ao longo do século XVII foi a mais rica e criativa na produção de mapas murais, feitos para decorar as paredes de palácios, salas de famílias nobres, bibliotecas de homens de estado ou de ricos comerciantes. Este artigo apresenta alguns aspectos relativos à América do Sul contidos no mapa mural de Willem Jansz Blaeu, de 1608, intitulado America quarta pars orbis, considerado um dos mais influentes mapas da América. Interessa especialmente destacar as fontes e as escolhas feitas pelos autores – cartógrafo e gravador – concernentes às representações de homens e mulheres, habitantes naturais da terra, e as cidades já existentes ou inauguradas pelos europeus.

A autora observa que as representações da América demonstram “um desejo de ‘domesticar’ o Novo Mundo” para que se tornasse adequado à visão europeia. Como consequência, ocorreu uma espécie de apagamento da heterogeneidade aqui existente e a ideia de que o continente foi “uma invenção ou construção” dos europeus.

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