História da cartografia brasileira e mapoteconomia segundo Jaime Cortesão

Artigo de Francisco Roque de Oliveira publicado na revista Terra Brasilis (Nova Série) [Online], 4, 2015, no qual chama a atenção para o fato de Cortesão estar “consciente do desafio que representava realizar um curso de história da cartografia do Brasil quando estava por fazer um inventário completo dos mapas existentes”.

Resumo:

“Entre 1944 e 1950, o polígrafo português Jaime Cortesão leccionou no Ministério das Relações Exteriores do Brasil uma série de cursos sobre história da cartografia, o processo de formação territorial brasileira e mapoteconomia cursos vocacionados, simultaneamente, para a preparação dos candidatos à carreira diplomática e a formação em cartografia e catalogação do pessoal da Mapoteca do Itamaraty. Estes cursos constituíram uma parcela central da actividade científica e cultural que Cortesão realizou no Brasil, tendo estado na génese de algumas das principais obras que escreveu durante os anos em que viveu exilado neste país (1940-1957). Este artigo centra-se na descrição dos conteúdos e do enquadramento científico, institucional e político do primeiro programa de estudos preparado por Cortesão para os seus alunos do Itamaraty, em 1944. Será dada particular atenção aos sucessivos projectos de programa preparados por Cortesão para o curso desse ano e que antecederam a versão final transmitida nas aulas.”

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História da cartografia brasileira e mapoteconomia segundo Jaime Cortesão.

Tradições cartográficas e fixação de fronteiras na independência brasileira

Artigo de Enali De Biaggi publicado na revista Terra Brasilis (Nova Série), 4, 2015

Resumo:

“No momento da independência, os documentos cartográficos reunidos no Brasil são mobilizados para reforçar o argumento tradicional “uti possedetis” de posse, para lidar com os vários litígios de fronteiras típicos das novas nações sul americanas. A indefinição de limites do país permanece ao longo de todo o século XIX, mas a diplomacia brasileira consegue progressivamente justificar a ocupação real das terras, fazendo um uso hábil dos mapas disponíveis. Os mapas do Império buscam dar uma imagem positiva do país, mostrando o caráter “civilizado” da nova nação. Realizados por civis e militares formados nas novas escolas brasileiras, estrangeiros e brasileiros se sucedem nas novas instituições responsáveis pela cartografia nacional. Sem meios de realizar um levantamento sistemático total do país, os novos mapas são frutos de extensas compilações e não fornecem detalhes sobre a distribuição e a gestão interna do imenso território brasileiro.”

Leia a íntegra:

Tradições cartográficas e fixação de fronteiras na independência brasileira.

Natureza e Território: O papel do mundo natural na formação e consolidação territorial do Brasil (1839 – 1845)

Artigo de Luis Fernando Tosta Barbato publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Nesse artigo, pretendemos analisar o papel da natureza brasileira na demarcação e na consolidação do território nacional do Brasil. Para isso, utilizamos os artigos contidos nas revistas do IHGB entre os anos de 1839 e 1845, nos quais podemos observar os temores e anseios de intelectuais envolvidos na árdua tarefa de criar símbolos para um jovem país em vias de fragmentação territorial, além de demarcar as fronteiras de um Brasil cercado de inimigos potenciais.”

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