Escola Pública em Tebas

Em 1881, junto com a nota sobre a visita que o delegado literário Antônio Carlos da Costa Carvalho havia feito às escolas do município, o jornal O Leopoldinense informou sobre o pedido de criação de uma escola em Tebas:

Somente em 1895 voltamos a encontrar notícias em jornal sobre o assunto. Na edição d’O Leopoldinense de 12 de maio daquele ano verifica-se que o distrito de Tebas contava com Aulas Públicas a cargo da professora Alda Ramos da Fonseca, esposa de Francisco Fortes de Bustamante Sá Filho, escrivão.

Mas segundo outra notícia do mesmo jornal, em 26 de dezembro daquele ano foi nomeada outra professora para a “cadeira estadual” de Tebas, a senhora Maria da Trindade, esposa do professor Antonino de Moura Freitas:

Tudo indica que estas duas professoras trabalharam nas salas de aulas femininas, sendo que a segunda pode ter dividido a escola com o marido que trabalharia com os meninos.

Além dos nomes acima mencionados, sabe-se que Tebas contou também com professor João Alves de Souza Machado, conforme consta no livro da Escola Distrital de Tebas de Julho de 1896, encontrado no Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina:

Contagem Populacional: recenseamentos realizados em Leopoldina

O recenseamento realizado no Brasil em 1872, por ordem de Dom Pedro II, encontrou 3.184.099 habitantes na província de Minas Gerais.

O levantamento foi realizado de acordo com o Lei nr 1829, de 9 de setembro de 1870, que estabeleceu, em seu Art. 1º:

“De dez em dez annos proceder-se-ha ao recenseamento da população do Imperio”.

Em Minas Gerais, conforme se observa no recorte abaixo, a contagem só foi iniciada em 1 de agosto de 1873.

 

Em Leopoldina, a organização dos serviços esteve a cargo do Vigário José Francisco dos Santos Durães e de Francisco José de Freitas Lima que, conforme se verifica na nota abaixo, substituíram os primeiros nomeados por não residirem na Paróquia.

 

No Relatório apresentado pelo vice-presidente da província à Assembleia Legislativa em 1874, foram informados os seguintes dados de Leopoldina:

 

Nos quadros acima estão incluídos todos os distritos que então pertenciam a Leopoldina, quais sejam: Madre de Deus do Angu (hoje pertencente a Além Paraíba); Meia Pataca (hoje o município de Cataguases); Laranjal (hoje município); Pirapetinga (hoje município); Conceição da Boa Vista (atualmente distrito de Recreio); e, Bom Jesus do Rio Pardo (atual município de Argirita).

 

Na Paróquia de São Sebastião da Leopoldina o resultado foi o seguinte:

 

LIVRES

BRANCOS

%

CABOCLOS

%

OUTROS

%

4.835

2.747

56,8

68

1,4

2.020

41,8

O quadro caboclos refere-se a índios, independente de serem filhos de índios com brancos ou só de índios.

LIVRES

BRASILEIROS

%

ESTRANGEIROS

%

4.835

4.636

95,8

199

4,2

Entre os estrangeiros, destacamos:

8 alemães, sendo 2 homens casados, 3 homens solteiros, 1 mulher casada, 1 mulher solteira e 1 mulher viúva;

6 espanhóis, sendo 1 homem casado, 4 homens solteiros e 1 homem viúvo;

26 italianos, sendo 14 homens casados, 10 homens solteiros, 1 homem viúvo, 1 mulher casada.

Os demais 159 estrangeiros são de outras nacionalidades, especialmente portugueses.

LIVRES

HOMENS

%

MULHERES

%

4.835

2.587

53,5

2.248

46,5

ANALFABETOS

HOMENS

%

MULHERES

%

3.386

1.724

50,9

1.662

49,1

ESTUDANTES

HOMENS

%

MULHERES

%

160

97

60,6

63

39,4

Entre a população livre, foram encontrados:

5 homens e 3 mulheres cegas, 2 homens e 1 mulher surdos-mudos, 15 homens e 9 mulheres aleijados, 2 homens e 1 mulher demente e 1 homem alienado, o que representa 0,8% do total de pessoas livres.

ESCRAVOS

BRASILEIROS

ESTRANGEIROS

HOMENS

MULHERES

3.100

2.864

236

1.649

1.451

Todos os escravos se declararam analfabetos. E entre eles foram encontrados:

2 homens e 1 mulher cega, e 1 mulher surda-muda, 7 homens e 3 mulheres aleijados, 2 homens dementes e 1 homem alienado, representando 0,5% do total de escravos.

À exceção dos estrangeiros de origem germânica, todos os demais se declararam católicos.

Foram encontradas 481 casas, sendo 477 habitadas e 4 desabitadas.


CENSO REALIZADO EM 31.12.1890

Distribuição Populacional:

HABITANTES

ESTRANGEIROS

Homens

Mulheres

BRASIL

14.333.915

231.731

119.581

MINAS GERAIS

3.184.099

31.135

15.652

LOCAL

HABITANTES

ESTRANGEIROS

ANALFABETOS

H

M T

São Sebastião de Leopoldina

13.942

285 146 431

11.356

Nossa Senhora da Piedade

4.344

4

3

7

3.385

Santo Antônio de Tebas

2.226

61

42

103

1.824

N.S.Conceição da Boa Vista

10.178

223

53

276

8.580

Bom Jesus do Rio Pardo

4.841

45

28

73

4.157

TOTAL DE LEOPOLDINA

35.531

618

272

890

29.302

ANALFABETISMO

SABEM LER E ESCREVER

BRASILEIROS

ESTRANGEIROS

HOMENS

MULHERES

TOTAL

HOMENS

MULHERES

TOTAL

BRASIL

1.237.494

684.482

1.921.976

148.360

50.223

198.583

MINAS

220.975

100.428

321.403

8.619

1.382

10.001

S.SEBASTIÃO

1.485

835

2.320

223

43

266

N.S.PIEDADE

610

336

946

* 12

* 1

* 13

S.A.TEBAS

244

153

397

5

0

5

BOA VISTA

1.070

417

1.487

103

8

111

RIO PARDO

430

200

630

50

4

54

Total Município

3.839

1.941

5.780

393

56

449

* Há um erro flagrante, pois a população estrangeira no distrito era de 4 homens e 3 mulheres, conforme quadro anterior.

NÃO SABEM LER E ESCREVER

BRASILEIROS E ESTRANGEIROS

POPULAÇÃO

HOMENS

MULHERES

TOTAL

TOTAL

% ANALFABETOS

BRASIL

5.852.078

6.361.278

12.213.356

14.333.915

85,2

MINAS

1.397.867

1.454.828

2.852.695

3.184.099

89,6

S.SEBASTIÃO

5.779

5.577

11.356

13.942

81,5

N.S.PIEDADE

1.718

1.667

3.385

4.344

77,9

S.A.TEBAS

912

912

1.824

2.226

81,9

BOA VISTA

4.408

4.172

8.580

10.178

84,3

RIO PARDO

2.135

2.022

4.157

4.841

85,8

Total Município

14.952

14.350

29.302

35.531

82,5

ANALFABETISMO ENTRE OS ESTRANGEIROS

LOCAL

POPULAÇÃO

ALFABETIZADOS

ANALFABETOS

H

M T H M T H M T %

S.Sebastião

285

146

431

223

43

266

62

103

165

38,2

N. S.Piedade *

4

3

7

12

1

13

8

2

10

142,8

S. A.Tebas

61

42

103

5

0

5

56

42

98

95,1

N.S.C.Boa Vista

223

53

276

103

8

111

120

45

165

59,8

B.J.Rio Pardo

45

28

73

50

4

54

5

24

29

39,7

LEOPOLDINA

618

272

890

225

216

441

49,5

* Conforme dito acima, há um erro flagrante no mapa do IBGE quanto ao número de estrangeiros alfabetizados.

FILIAÇÃO

LEGÍTIMOS

ILEGÍTIMOS

LEGITIMADOS

EXPOSTOS

TOTAIS

BRASIL

11.656.431

2.603.489

61.730

12.265

14.333.915

MINAS

2.703.227

470.817

7.907

2.148

3.184.099

S.SEBASTIÃO

10.835

3.033

54

20

13.942

N.S.PIEDADE

3.696

646

2

0

4.344

S.A.TEBAS

1.761

463

2

0

2.226

BOA VISTA

7.722

2.437

17

2

10.178

RIO PARDO

3.490

1.333

11

7

4.841

Total Município

27.504

7.912

86

29

35.531

CULTO

BRASIL

MINAS

LEOPOLDINA

CATÓLICOS

ROMANOS

14.179.615

3.180.526

35.471

ORTODOXOS

1.673

88

0

PROTESTANTES

EVANGÉLICOS

19.957

368

0

PRESBITERIANOS

1.317

92

0

OUTROS

122.469

2.705

49

ISLAMITAS

300

5

0

POSITIVISTAS

1.327

105

10

SEM CULTO

7.257

210

1

TOTAIS

14.333.915

3.184.099

35.531

Efemérides Leopoldinenses: Junho

Memorial Diário da História de Leopoldina, com acontecimentos do mês de junho.

1 de junho

1831

01.06 e 20.11.1831 – Joaquim Ferreira de Brito doa terras para constituição do patrimônio de São Sebastião.[1]


2 de junho

1876

Vila de Cataguases permanece subordinada à Comarca de Leopoldina até que seja criada a Comarca de Ubá.[2]


6 de junho

1881

Posturas Municipais: normas para as calçadas e atividades proibidas na área urbana. Veja.


8 de junho

1858

Criação do distrito de Taruaçu em território pertencente à Vila Leopoldina. Veja.


9 de junho

1858

Lei Mineira número 921, de 9 de junho de 1858, criou em Leopoldina as cadeiras de Latim e Francês.

1881

Pedida a criação de Escola Pública em Tebas. Veja.


19 de junho

1866

Um dos mais antigos ocupantes do cargo de Juiz Municipal e de Órfãos da Vila Leopoldina, Martiniano de Souza Lintz foi nomeado por Decreto Imperial de 18 de maio de 1866.

Nomeado Juiz Municipal e de Órfãos para Leopoldina


20 de junho

1873

Concurso para professores públicos inclui seis vagas no Município de Leopoldina.

Concurso para Professores em 1873


21 de junho

1881

Professor Fortunato Serafim Pereira Gomes inaugurou uma escola particular na Fazenda dos Vitaes, em Piacatuba. Leia mais.


24 de junho

1881

Criada uma escola noturna da Sociedade Musical Philarmonica Leopoldinense. Veja.


26 de junho

1879

Comprada, de José Romeiro da Rocha e sua mulher, uma casa em Santana do Pirapetinga para funcionar como Recebedoria. Nesta época, parte da “exportação” de produtos agrícolas do município de Leopoldina para o Rio de Janeiro era escoada através de porto fluvial no Rio Pomba. [3]


27 de junho

1890

Criação do Distrito de Recreio

DECRETO 123, DE 27/06/1890
Cria um Distrito de Paz na povoação do Recreio, município da Leopoldina.
O dr. Governador do Estado de Minas Gerais, usando da atribuição conferida pelo § 1º, art. 2º, do dec. nº 7 de 20 de novembro de 1889, e tomando em consideração a representação que em data de 22 do corrente lhe dirigiram os habitantes da povoação do Recreio, estação da estrada de ferro Leopoldina, por intermédio do conselho de intendência do município de Leopoldina,
DECRETA:
Art. 1º – Fica criado um Distrito de Paz na povoação do Recreio, pertencente ao município da Leopoldina e comarca do mesmo nome.
Parágrafo único – O seu território fica desmembrado do da freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, da qual fazia parte, depois de discriminadas as respectivas divisas pelo conselho de intendência do município e de aprovadas estas pelo Governo.
Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado de Minas Gerais, em Ouro Preto, 27 de junho de 1890.
João Pinheiro da Silva – Governador do Estado.

Notas:

[1] BARROSO JÚNIOR, Leopoldina e seus primórdios. Rio Branco: Gráfica Império, 1943. Notas da página 61

[2] Lei Mineira nr. 2208 de 2 de junho de 1876

[3] Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembléia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, pag. 156

Tebas nos Recontos de um Recanto

Hoje o tema da coluna é o distrito de Tebas cujo nome, para nós, ainda não está devidamente explicado quanto a sua origem. Vamos falar sobre a terra de uma água especial que, no dizer da jornalista Silvia Fonseca,[i]“quem bebe da água tebana sempre volta à fonte.”

Tebas, Leopoldina, MG

Começamos pelo Relatório da Presidência da Província de Minas Gerais de 1894 que nos informa ter a febre amarela atingido a nossa região de forma alarmante.[ii] Uma epidemia que causou, inclusive, um lapso nas anotações de óbitos da cidade entre agosto de 1894 e janeiro de 1898, embora exista um livro iniciado a 01.01.1896,[iii] onde foram anotados “a posteriori” sepultamentos ocorridos entre agosto/94 e dezembro/1895.

Foi esta epidemia de febre amarela que motivou a mudança temporária da administração municipal para o distrito de Tebas o que, no mínimo, é muito curioso quando se sabe que o distrito de (Piedade) Piacatuba é bem mais antigo.

Mas, como surgiu o nome e o lugar chamado Tebas?

Se consultarmos o dicionário veremos que Tebas pode referir-se à cidade grega, a uma pessoa forte e desembaraçada ou, ao nosso distrito.[iv] Autores existem que registram a origem do topônimo na língua tupi, com o sentido de desembaraçado, forte, graúdo[v]. Outros dizem que distrito herdou o nome de um ribeirão local, sem informar de onde surgiu o nome do tal ribeirão..

Hoje sabemos, no entanto, que existiu por ali um Manoel Joaquim Thebas que, entre outros, foi vizinho da fazenda Feijão Cru, que pertencia a Manoel Antonio de Almeida. E como esta informação sobre este Manoel J. Thebas é de 1856 e a paróquia data de 1881, acreditamos ser possível que o patrimônio tenha sido doado por este senhor e dele surgiu o nome do distrito.

Quanto ao povoado, tudo leva a crer ser ele bem antigo. Francisco de Paula Ferreira Rezende[vi] a ele se refere quando afirma que por ocasião de sua vinda para Leopoldina, pelos idos de 1860 ainda encontrou remanescentes dos Puris na estrada de Tebas para Rio Pardo.

É certo que a povoação foi elevada a distrito pela lei provincial nº 2675, de 30.11.1880. A confirmação eclesiástica veio com a lei nº 2848 de 25.10.1881 que elevou o distrito a Freguesia. E a lei nº 3113, de 1882, registra o nome do distrito como Santo Antônio de Tebas.

Vale lembrar que a lei que criou o distrito autorizou a câmara municipal de Leopoldina a estabelecer a divisas. Para este fim a câmara nomeou comissão de vereadores que estudaram o assunto e apresentaram parecer conclusivo. E, segundo consta, o parecer desta comissão foi aprovado em plenário com a ressalva apenas de que o nome do lugar passou a ser Santo Antonio dos Thebas, ao invés de Santo Antonio do Monte Alegre como anteriormente era conhecido.

O distrito de Tebas foi constituído por terras antes pertencentes a Leopoldina (sede), Piedade (Piacatuba) e Rio Pardo (atual Argirita). Assim, pela lei nº 2938, de 23.09.1882, algumas fazendas da Piedade foram transferidas para Thebas. Em 06.10.1883 foi a vez de Rio Pardo perder algumas propriedades que passaram para o novo distrito. E em 18 do mesmo mês, através da lei nº 3171, a fazenda de João Pereira Valverde foi transferida de Thebas para a freguesia de Piedade.[vii]

Mas vamos retroagir um pouco e começar nossa busca pela venda de seis alqueires da fazenda Monte Alegre, em julho de 1841.

As terras vendidas localizavam-se na “cabeceira” ou nascente do córrego hoje chamado Tebas e a sede da fazenda era residência de Elias da Silva Espíndola. Os compradores dessas terras foram Honório Alves Ferreira e João Vieira Machado de Freitas. Por esta fazenda passava uma estrada que, vindo de Bom Jesus do Rio Pardo (Argirita), atingiria as terras de Antônio José Monteiro de Barros (fazenda Paraíso).[viii]

Sete meses depois o mesmo Elias da Silva Espíndola vende outros oito alqueires da mesma fazenda para José Miguel Dias da Silva e registra que estas terras limitam-se com as vendidas anteriormente e estão localizadas na serra entre o Rio Pardo e o Rio Pirapetinga.[ix]

Sabe-se que um dos vizinhos da fazenda Monte Alegre era o capitão Felisberto da Silva Gonçalves, um dos primeiros sesmeiros do lugar que, juntamente com sua esposa, Ana Bernarda da Silveira, recebeu duas sesmarias entre os córregos Glória e Fortaleza (nomes que desapareceram da toponímia local). Podemos acrescentar, ainda, que estas duas sesmarias limitavam-se com as terras recebidas, também em novembro de 1813,[x] por seu irmão e cunhada, Domingos Gonçalves de Carvalho e Antonia Rodrigues Chaves. E, segundo consta, uma das fazendas de Felisberto ficava no Monte Redondo, no caminho de Tebas para Argirita.

Entre os vizinhos de Felisberto surge, ainda, o nome de Joaquim Manoel Coimbra, algumas vezes citado como Manoel Joaquim Coimbra, provavelmente ancestral do vereador Antonio da Costa Coimbra que fez parte da comissão que estudou os limites do distrito de Tebas. As terras deste Manoel Coimbra, por sua vez, limitavam-se com o já mencionado Felisberto da Silva Gonçalves, com os Valverdes e com Elias da Silva Espíndola. Em função dessas informações, passamos a suspeitar que a tal fazenda “Campo Alegre” seja a mencionada por Manoel Antônio de Almeida, em 1856, como propriedade dos “herdeiros de Manoel Joaquim Thebas”,[xi] possivelmente um homem destemido e que recebeu dos puris o nome de “teba”.

Vale registrar que pela análise do movimento de compra e venda de bens de raiz no então distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual Argirita, observa-se que a fazenda Campo Alegre foi citada como local em que o Escrivão realizou diversos registros entre 1841 e 1853.

Para encerrarmos por hoje, registramos que entre 1862 e 1864, os eleitores do distrito de Tebas pertenciam às famílias Almeida, Braga, Carvalho, Coimbra, Cunha, Dias, Dornelas da Costa, Freitas, Gonçalves, Lemos, Moraes, Pereira, Policiano, Reis, Ribeiro, Santos e, Silva.[xii] E dentre os italianos que viveram em Leopoldina um bom número deles residiu temporária ou definitivamente em Tebas, dos quais destacamos os sobrenomes Albertoni, Angeli, Bedin, Ceoldo, Gruppi, Marsola, Meneghetti, Stefani e Zotti.

Até a próxima edição, com novos recontos.

__________

Fontes utilizadas:

[i] Jornal O Globo, 16.02.1989.

[ii] Mensagem do Presidente da Província de 1895, p. 10

[iii] Arquivo da Prefeitura Municipal de Leopoldina, livros do Cemitério Público.

[iv] Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

[v] Toponímia de Minas Gerais, Joaquim Ribeiro Costa.

[vi] Minhas Recordações, p. 386.

[vii] Artigo da Gazeta de Leopoldina, de 1922, assinado por J. Botelho Reis.

[viii] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 8 v.

[ix] Livro 1 de Compra e Venda de Bens de Raiz de Bom Jesus do Rio Pardo, fls. 11.

[x] Cartas de Sesmarias emitidas pelo Presidente da Província.

[xi] Registro de Terras de Leopoldina, TP 114, número 18.

[xii] Alistamento Eleitoral de Bom Jesus do Rio Pardo, 4º quarteirão.

Autoridades em Tebas

Autoridades distritais de Tebas, município de Leopoldina, empossadas entre 1883 e 1892.

TEBAS, atual distrito de mesmo nome, município de Leopoldina

Assinatura de Autoridades

Cândido José de Almeida 2º Juiz de Paz 08.01.1883
Francisco José Barbosa 3º Juiz de Paz 07.01.1883
Francisco Xavier Augusto 2º Juiz de Paz 26.02.1887
Joaquim Dias de Medeiros 3º Juiz de Paz 23.01.1892
José Antunes Vieira 1º Juiz de Paz 07.01.1883
José Ferreira de Carvalho Fiscal Interino 02.11.1881
Teófilo Herculano Barbosa de Miranda 4º Juiz de Paz 07.01.1883

FONTE: Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, antigos códices 32 e 146