Família Ceoldo

Embora o sobrenome Ceoldo não apareça entre os proprietários de lotes da Colônia Agrícola da Constança, membros da família ali viveram em função de vínculos com os colonos. E são aqui rememorados porque o núcleo inicial também passou ao Brasil pelo vapor Washington, na viagem que os trouxe para o Rio, onde chegaram no dia 30 de outubro de 1888. Os passageiros foram encaminhados para a Hospedaria Horta Barbosa, onde foram registrados no dia seguinte.

O grupo de número 121 era composto por Camillo Ceoldo, sua esposa Maria e oito filhos. Deixaram a Hospedaria no dia 4 de novembro, com destino a Leopoldina. Ao estudarmos a trajetória deles, encontramos algumas inconsistências nas informações registradas na hospedaria, bem como nos registros encontrados em Leopoldina. Após consultas ao Archivio di Stato de Padova, pudemos confrontar as diversas informações e estabelecer, com mais segurança, a composição da família. Ainda assim, não consideramos como definitiva a atualização abaixo, que se publica em complemento ao primeiro estudo datado de janeiro de 2001.

Conforme se verifica no relatório acima, em Leopoldina os Ceoldo se vincularam a diversos outros sobrenomes de origem italiana como Estopazzale, Righetto, Farinazzo, Saggioro, Marcatto, Marinato, Meneghetti, Formenton, Sangalli, Sangirolami, Carraro, Stefani, Fofano, Gallito e Baldan.

Este último, além de ser o sobrenome da esposa de Camillo Ceoldo, era também de uma passageira do Washington listada como viajante individual, de nome Catterina Baldan que ali foi indicada como solteira, com 24 anos, e que saiu da Hospedaria no dia 4 de novembro para se estabelecer no próprio município de Juiz de Fora. Mas parece tratar-se da irmã de outra Maria Baldan que era casada com Pasquale Righetto, família que também viajou pelo Washington. Catterina casou-se em Leopoldina, aos 13 de julho de 1889, com Giuseppe Carrara (ou Carraro).

Os primeiros Carraro em Leopoldina

Entre os passageiros do vapor Washington que deram entrada na Hospedaria Horta Barbosa no dia 31 de outubro de 1888, constam três grupos do sobrenome Carraro.

O primeiro, que recebeu o número 82, era chefiado por Emílio Carraro, indicado como solteiro, com 16 anos, sua mãe Santa Bordin com 40 anos, e os irmão Vittorio com 15 anos e Massimiliano com 13 anos.  Saíram da Hospedaria no dia 4 de novembro com destino a São João Nepomuceno.

Descobrimos que o pai deles e marido de Santa Bordin foi Francesco Carraro, falecido em Pianiga no dia 4 de setembro de 1878. Massimiliano Angelo nasceu aos 9 de novembro de 1875 também em Pianiga. De Emilio e Vittorio não encontramos nascimento. Mas além destes filhos, localizamos uma filha de Santa e Francesco de nome Fortunata Marcolina, nascida por volta de 1877 e falecida no dia 11 de dezembro de 1878 em Pianiga.

Vittorio Carraro se casou com Elisabetta Carraro, de família que passou ao Brasil seis anos depois. Em 25 de novembro de 1911 o casal tomou posse do lote número 7 da Colônia Agrícola da Constança. Casados em Leopoldina no dia 30 de julho de 1898, tiveram os seguintes filhos : Elizia (1899-1899), Angelina (19800-1968), Maximiano (1903-906), Emilia (906), Maria (1908-967), Amelia (1912) e Rosa (1914-1973)

O segundo grupo, cujo número deveria ser 83 mas foi escrito 23, era chefiado por Eugenio Carraro, viúvo, 33 anos, com 4 filhas: Eleonora de 5 anos, Maria de 4 anos, Luigia de 2 anos e Angela com 1 ano. Saíram da Hospedaria no mesmo dia e para a mesma cidade.  Entretanto, assim como a família anterior, pouco tempo depois estavam vivendo em Leopoldina.

Eleonora Carraro, também referida como Honorina, casou-se em Leopoldina com Fiorindo Bedin, também referido como Olimpio, no dia 7 de setembro de 1901.  Ele nasceu dia 15 de janeiro de 1880 em Castegnero, Vicenza, filho de Domenico Bedin e Anna Todaro.  Eleonora/Honorina faleceu no dia 22 de junho de 1907, deixando, pelo menos, dois filhos: José, nascido em 1904 e Natal, nascido em 1906. Fiorindo casou-se pela segunda vez com a cunhada Maria, no dia 23 de junho de 1908. Deste casamento teve os filhos Amélia (1908), Celeste (1911), Welsina (1903), João (1915) e Cynira (1920). Fiorindo/Olimpio casou-se pela terceira vez,  no dia 31 de outubro de 1927, com Filomena Fernandes, nascida em Leopoldina em 1895, filha de Domingos Antonio Fernandes e Margarida do Nascimento.

O terceiro grupo de Carraros era composto por Federico, de 28 anos e sua esposa Rosa Giovanna Calzavara, com quem havia se casado no dia 27 de setembro em Pianiga. Ou seja, o casamento foi realizado poucos dias antes do embarque para o Brasil.

A esposa de Federico era filha de Gregorio Calzavara e Antonia Benfatto mas seus pais não teriam deixado a Italia. Os pais de Federico foram Andrea Carraro e Antonia Masuolo, ambos já falecidos quando o filho se casou. Federico e Rosa saíram da Hospedaria com destino a Leopoldina, no mesmo dia 5 de novembro em que outro grupo de passageiros do Washington , com o mesmo sobrenome de sua esposa, também foi para Leopoldina. Sob o número 143 eram Giuseppe Angelo  Calzavara, de 32 anos, a esposa Anna Maria Scantamburlo e os filhos Regina (6 anos), Pietro (2 anos) e um bebê de 2 meses que pode ser Amalia Calzavara, que em Leopoldina se casou com Otavio de Angelis. Giuseppe Angelo e Ana Maria foram pais, também, de Pedro Angelo e Genoveffa, nascidos em Leopoldina, onde ela se casou com Ermenegildo Meneghetti, que também veio na mesma viagem do Washington.

Ainda não foi possível estabelecer o parentesco entre Andrea Carraro, pai de Federico, com Angelo Carraro, pai de Eugenio e Francesco Carraro.

72 – Martins de Almeida: seus antepassados – II

A viagem segue recordando que Martins de Almeida era neto, pelo lado materno, de Félix Martins Ferreira e de Heliodora Pinheiro Correa de Lacerda. E pela linha paterna, neto de Francisco José de Almeida e Maria Cândida, moradores do Lamim, então distrito de Conselheiro Lafaiete (MG), que por volta de 1924 tiveram seus bens partilhados, possivelmente por falecimento de ambos.

Sobre Félix Martins Ferreira[1], consta que foi o doador do terreno onde está a praça Félix Martins, no centro da Cidade, conforme  escritura de doação arquivada no Cartório do 2º ofício Judicial de Leopoldina, fato que merece um comentário.

Surgiram algumas dúvidas, quando iniciamos as pesquisas sobre os primeiros moradores do Feijão Cru, tornando-se imperioso buscar informações adicionais para entender o que ocorrera no início da ocupação. Uma destas dúvidas se refere exatamente à doação feita por Félix Martins porque a Lei de Uso do Solo da época previa cessão de terreno para construção de moradia pela municipalidade, sem contudo haver cessão do direito de propriedade. Sendo assim, conclui-se que não se deveria dizer que Félix Martins Ferreira doou o terreno para o parque (Praça Félix Martins), mas que ele devolveu à municipalidade uma parte do terreno que lhe fora cedido, o que não lhe tira o mérito de ter contribuído para que a cidade tivesse um belo espaço para convívio social.

Mas este é um assunto ainda inconcluso porque depende de mais consultas aos documentos que constituem o arquivo permanente da cidade e que estão em poder do Registro de Imóveis, o que não foi possível até o momento.

Mas é fato que Félix Martins Ferreira era fazendeiro em Angustura, vivendo na fazenda Araribá, onde nascera[2] em 1852, filho de Joaquim Martins Ferreira, nascido a 15.12.1806, em São João del Rei e falecido no Rio de Janeiro aos 29 de setembro de 1880[3] e, de Maria Esméria de Carvalho Leite. O nosso Félix Martins Ferreira era neto paterno de outro do mesmo nome, natural de Cassiterita (MG), onde nasceu aos 2 de setembro de 1762 e faleceu aos 13 de outubro de 1808, sendo filho do português André Martins Ferreira que deixou larga descendência na Comarca do Rio das Mortes, antiga divisão administrativa de Minas Gerais que tinha São João del Rei como sede.

Segundo cópias de documentos gentilmente fornecidas pelo bisneto Humberto Luiz Martins Ferreira, Joaquim fez partilha de seus bens provavelmente antes de se transferir para o Rio de Janeiro. Para o filho homônimo deixou a fazenda do Macuco, para Félix, a fazenda do Araribá, para Lindolfo, Gabriel e Francisco deixou a fazenda do Degredo. Francisca, Ernestina e Carlos receberam suas partes em dinheiro. As fazendas Macuco e Araribá, juntas, constituíam uma sesmaria de 333 alqueires de terra. A fazenda do Degredo equivalia a outra sesmaria.

Ressalte-se, a propósito, que as propriedades acima citadas já estavam sob administração dos filhos indicados desde, pelo menos, a década de 1880.

Ainda segundo informes de Humberto, Joaquim Martins Ferreira era analfabeto. Transferiu-se para a zona da mata para “abrir valas” ou divisas, por uma pataca (400 réis) a braça. Desenvolveu, no entanto, diversas atividades que lhe permitiram ampliar os negócios e deixar um bom patrimônio para os filhos. Foi acionista da Leopoldina Railway, de cuja diretoria fazia parte seu filho Carlos, advogado e Comendador da Ordem da Rosa.

A mãe de Félix Martins Ferreira (neto), Maria Esméria, nasceu na fazenda das Pedras, em Quatis, Barra Mansa, RJ, segundo nos informou Humberto Martins Ferreira. A família formada por Joaquim e Maria Esméria teve papel de destaque não só em Angustura como em Leopoldina. Os filhos do casal atuaram de forma decisiva no processo de substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalhador livre, através do Club da Lavoura, fundado em 1884.

A carga sobre os antepassados de Martins de Almeida não se esgotou. Mas o Trem de História faz uma pausa. Voltará na próxima edição para continuar a viagem. Até lá.


Fontes Consultadas:

[1] RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p. 77.

[2] Igreja Madre de Deus do Angu, Angustura, Além Paraíba, MG. Livro 1 de batismos, fls 66.

[3] Informações colhidas no inventário do pai, fornecidas por Humberto Martins Ferreira.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 327 no jornal Leopoldinense de 16 de março  de 2017

Família Calzavara

Giuseppe Angelo Calzavara nasceu em Pianiga, Venezia. Passou ao Brasil em outubro de 1888, dezembarcando do vapor Washington no Porto do Rio e seguindo para a Hospedaria Horta Barbosa, de onde saiu no dia 5 de novembro, com destino a Leopoldina.

Pelo mesmo vapor Washington chegou Giovanni Scantamburlo acompanhado da esposa Adelaide e dos filhos: Giacomo, 11 anos; Stella, 9 anos; Domenico, 7 anos; Maria, 5 anos; Mosè , 4 anos e Antonia, 1 ano. Deixaram a hospedaria também no dia 04.11.1888 com destino a Mar de Espanha.

Outros dois passageiros da mesma viagem, com o sobrenome da esposa de Giuseppe Calzavara, foram Regina e Giovanni Scantamburlo que teriam saído da Hospedaria para o próprio município de Juiz de Fora. Mas assim como este sobrenome foi grafado de forma alterada no registro da Hospedaria, parece que Regina seria Giudetta Scantamburlo que em 1890 se casou, em Leopoldina, com outro passageiro do Washington: Otaviano Marinato. A família Marinato será objeto de postagem posterior.

Conforme se verifica no quadro de descendentes acima, filhas de Giuseppe formaram família com imigrantes italianos de sobrenomes Albertoni, de Angelis e Meneghetti. Todos residiram na região onde mais tarde foi formada a Colônia Agrícola da Constança.

É possível que existam outros vínculos, mas alterações ortográficas não permitiram a completa identificação dos personagens.

Os Albertoni

As mais antigas referências obtidas com familiares davam conta de que Virginia Albertoni tinha vindo para o Brasil sem os pais, acompanhando uma família com a qual trabalhava como babá. Entretanto, descobrimos que os pais dela haviam falecido no início da década de 1880. O irmão dele assumiu o cuidado dos sobrinhos e, quando decidiu deixar a Itália, trouxe-os para o Brasil.

Nos registros da Hospedaria Horta Barbosa encontramos a entrada, no dia 31 de outubro de 1888, de Angelo Albertoni e a esposa Celeste, acompanhados do filho Pasquale e dos sobrinhos Maria, Egisto e Anna. Na verdade, a menina identificada como Maria era Virgínia, que provavelmente cuidava dos irmãos desde que os pais faleceram.

Esta é mais uma família proveniente da divisa entre as províncias de Padova e Venezia que passou ao Brasil em 1888, indo para Leopoldina.

Virginia conheceu o futuro marido na viagem para o Brasil. Mas os quatro irmãos Sampieri/Zampieri se separaram na Hospedaria: Antonio foi contratado para trabalhar em Rio Novo e os outros três foram para Muriaé. Pouco tempo depois, Maria, Domenico e Giuseppe vieram para Leopoldina, onde este último se casou com Virginia Albertoni.

Os estudos sobre a família Sampieri/Zampieri estão sendo revisados. Em virtude de alterações de grafia, os registros da Colônia Agrícola da Constança não permitem identificar corretamente qual dos irmãos teria adquirido o lote nr 14,  em 1910.

Passageiros do Vapor Washington

No dia 30 de outubro de 1888, aportou no Rio de Janeiro o vapor italiano Washington. Esta viagem chamou nossa atenção por ter sido, naquela década, a primeira que reuniu grande número de imigrantes que se dirigiram para Leopoldina. Aliás, naquele mês de outubro de 1888, segundo o periódico A Immigração, publicado na Corte, entraram no porto do Rio 6.088 imigrantes, sendo 4.090 italianos.  Do total de imigrantes entrados, as seguintes localidades receberam o maior número:

3.076 - Minas Gerais

1.250 – Corte

  868 – São Paulo

  545 – Rio de Janeiro

  203 – Rio Grande do Sul

  128 – Paraná

Fonte: A Immigração, Rio de Janeiro, nov. 1888, p.3

Mas estes dados se referem apenas ao porto do Rio de Janeiro sobre o qual a mesma publicação informa que no mês de outubro foi computado o maior número de desembarcados de 1888, e que o total atingido naquele ano já era maior do que o de todos os anos anteriores.

 

A lista de passageiros foi encaminhada para a Hospedaria Horta Barbosa, em Juiz de Fora, cujo registro está disponível no site do Arquivo Público Mineiro, livro SG-801, páginas 74 a 118. Todos os 1335 imigrantes encontram-se listados, sendo que muitos saíram da Hospedaria com destino a Leopoldina. Ao pesquisar sobre estas famílias, observamos que muitos sobrenomes estavam grafados de maneira diferente do original italiano, além de enganos em nomes, idades e sexo de alguns passageiros. Não conseguimos informações sobre todos eles e, portanto, alguns dos sobrenomes a seguir podem conter incorreções:

Albertin, Albertoni, Baldan, Beatrisini, Bernardi, Bestton, Bortolozo, Broccato, Calzavara, Carraro, Ceoldo, Ceoldo, Cosini, Dommini, Faccina, Fazolato, Formenton, Garbin, Giacomin, Gobbi, Gottardo, Lazzarin, Lorenzi, Marchiori, Marinato, Meneghetti, Montovani, Nalon, Perigolo, Pertile, Pivoto, Polasse, Righetto, Roschi, Rossato, Saloto, Sampieri, Scantamburlo, Schiavolin, Spoladore, Trevisan, Verona, Zapaterra e Zotti.

O vapor Washington permaneceu no Rio até o dia 4 de novembro, quando seguiu para o Chile levando 67 passageiros em trânsito, o que nos leva a supor que 10 passageiros tenham decidido ficar no Rio.

Ao estudarmos as famílias que vieram pelo Washington e que foram para Leopoldina, observamos que uma boa parte era proveniente da divisa entre as províncias de Padova e Venezia.

O comune de Vigonza na província de Padova, os comuni de Pianiga e Dolo na província de Venezia, e as localizades de Arino di Dolo e Cazzago di Pianiga, foram os mais incidentes entre os imigrantes aqui referidos.

Parte dos viajantes não permaneceu em Leopoldina. Entre os que lá se estabeleceram, mais de 20 anos depois alguns se tornaram proprietários de lotes da Colônia Agrícola da Constança.

Nas próximas postagens vamos atualizar informações sobre algumas famílias que vieram pelo vapor Washington.

O colono Leopoldo Abolis

No mês em que comemoramos um importante evento a respeito da imigração em Leopoldina, que foi a criação da Colônia Agrícola da Constança em 1910, vamos atualizar algumas informações sobre famílias abordadas em nosso trabalho publicado naquela época.

Leopoldo Battista Abolis era natural do Trentino Alto-Adige que, na época, era território da Áustria. Chegou ao Brasil solteiro, em 1895, desembarcando em Santos. Estabeleceu-se em Araraquara, SP, onde se casou com a também italiana Camila Locattelli, com a qual teve dois filhos. Voltou para a Áustria onde nasceram mais cinco filhos. E no dia 1 de dezembro de 1910 desembarcou novamente no Brasil, sendo registrado dois dias depois da Hospedaria da Ilha das Flores, de onde saiu com destino a Minas. Aos 11 de janeiro de 1911, tomou posse do lote nr 28 da Colônia Agrícola da Constança.

No relatório da Colônia Agrícola da Constança para o ano de 1918, informa-se que naquele ano o colono Leopoldo Abolis abandonou o núcleo, deixando uma dívida com o Estado de 233$620.

Como era proprietário do maior lote no início da implantação da Colônia, é necessário analisar a possibilidade de sua propriedade ter sido redividida e, por esta razão, Antonio Montagna também aparecer como proprietário do lote 28.

Com a colaboração de netos e bisnetos de Camila e Leopoldo, obtivemos os nomes dos demais filhos do casal, nascidos depois que deixaram Leopoldina com destino ao Espírito Santo.

Centenário de Nascimento

Nascidos no município de Leopoldina

04 abr 1917

Perpetua

Pai:                          João de Melo Gouvêa

Mãe:                        Emilia Teixeira de Melo


06 abr 1917

Bolivar Pereira Machado

Pai:                          Teofilo José Machado

Mãe:                        Maria Pereira de Oliveira


11 abr 1917

Rita

Pai:                          Manoel Gonçalves Ferreira

Mãe:                        Eliza de Andrade Neto


15 abr 1917

José Muniz

Noemia Guerzoni

Pai:                          Andrea Guerzoni

Mãe:                        Mariana Umbelina de Lacerda


16 abr 1917

José Meneghetti

Pai:                          Felice Augusto Meneghetti

Mãe:                        Ida de Angelis

Tereza

Pai:                          Artur Sebastião Pereira

Mãe:                        Rosa Maria de Jesus


25 abr 1917

Helena Antinarelli

Pai:                          Alfredo Antinarelli

Mãe:                        Carmen Franzone


26 abr 1917

Mario Vossoli

Pai:                          Vicente Vossoli

Mãe:                        Maria Mainante


28 abr 1917

Matilde Barroso Guimarães

Pai:                          Arsênio Tambasco Guimarães

Mãe:                        Dinorah Barroso

Geraldo Luiz Neto

Pai:                          Antonio Luiz Neto

Mãe:     Maria Sebastiana de Oliveira

Viagem de Imigrantes Italianos em 1910

Neste filme mudo, de 1910, é possível observar alguns detalhes da viagem dos imigrantes que vieram para o Brasil naquela época.

https://www.liveleak.com/ll_embed?f=afa6f1deb661

 

 

Sesquicentenário de Nascimento

No dia 23 de março de 1867 nasceu, em Leopoldina, Firmino Augusto Rodrigues. Era filho de João Rodrigues da Silva e Mariana Custódia de Moraes, neto paterno de Manoel Rodrigues da Silva e Ana Bernardina de Almeida e neto materno de José Vital de Moraes [também citado como Vital  Ignacio de Moraes] e Umbelina Cassiano do Carmo.

Firmino casou-se, no dia 5 de março de 1889, com Francisca de Assis Pires, também natural de Leopoldina onde nasceu no dia 4 de outubro de 1869, filha de Joaquim Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus, sendo neta materna de Simpliciano Garcia de Matos e Emerenciana Maria de Jesus.

Firmino e Francisca eram, pois, descendentes de famílias provenientes da Serra da Ibitipoca que vieram para o Feijão Cru na primeira metade do século XIX.

Firmino e Francisca tiveram, pelo menos, os filhos gêmeos Manoel e Sebastião em 1889 e Zulmira de Oliveira Rodrigues, nascida em 1891.