Família Calzavara

Giuseppe Angelo Calzavara nasceu em Pianiga, Venezia. Passou ao Brasil em outubro de 1888, dezembarcando do vapor Washington no Porto do Rio e seguindo para a Hospedaria Horta Barbosa, de onde saiu no dia 5 de novembro, com destino a Leopoldina.

Pelo mesmo vapor Washington chegou Giovanni Scantamburlo acompanhado da esposa Adelaide e dos filhos: Giacomo, 11 anos; Stella, 9 anos; Domenico, 7 anos; Maria, 5 anos; Mosè , 4 anos e Antonia, 1 ano. Deixaram a hospedaria também no dia 04.11.1888 com destino a Mar de Espanha.

Outros dois passageiros da mesma viagem, com o sobrenome da esposa de Giuseppe Calzavara, foram Regina e Giovanni Scantamburlo que teriam saído da Hospedaria para o próprio município de Juiz de Fora. Mas assim como este sobrenome foi grafado de forma alterada no registro da Hospedaria, parece que Regina seria Giudetta Scantamburlo que em 1890 se casou, em Leopoldina, com outro passageiro do Washington: Otaviano Marinato. A família Marinato será objeto de postagem posterior.

Conforme se verifica no quadro de descendentes acima, filhas de Giuseppe formaram família com imigrantes italianos de sobrenomes Albertoni, de Angelis e Meneghetti. Todos residiram na região onde mais tarde foi formada a Colônia Agrícola da Constança.

É possível que existam outros vínculos, mas alterações ortográficas não permitiram a completa identificação dos personagens.

Os Albertoni

As mais antigas referências obtidas com familiares davam conta de que Virginia Albertoni tinha vindo para o Brasil sem os pais, acompanhando uma família com a qual trabalhava como babá. Entretanto, descobrimos que os pais dela haviam falecido no início da década de 1880. O irmão dele assumiu o cuidado dos sobrinhos e, quando decidiu deixar a Itália, trouxe-os para o Brasil.

Nos registros da Hospedaria Horta Barbosa encontramos a entrada, no dia 31 de outubro de 1888, de Angelo Albertoni e a esposa Celeste, acompanhados do filho Pasquale e dos sobrinhos Maria, Egisto e Anna. Na verdade, a menina identificada como Maria era Virgínia, que provavelmente cuidava dos irmãos desde que os pais faleceram.

Esta é mais uma família proveniente da divisa entre as províncias de Padova e Venezia que passou ao Brasil em 1888, indo para Leopoldina.

Virginia conheceu o futuro marido na viagem para o Brasil. Mas os quatro irmãos Sampieri/Zampieri se separaram na Hospedaria: Antonio foi contratado para trabalhar em Rio Novo e os outros três foram para Muriaé. Pouco tempo depois, Maria, Domenico e Giuseppe vieram para Leopoldina, onde este último se casou com Virginia Albertoni.

Os estudos sobre a família Sampieri/Zampieri estão sendo revisados. Em virtude de alterações de grafia, os registros da Colônia Agrícola da Constança não permitem identificar corretamente qual dos irmãos teria adquirido o lote nr 14,  em 1910.

Consulta sobre Albertoni

Alice #Albertoni escreveu perguntando por um personagem não localizado em nosso banco de dados. Trata-se de Mathias Albertoni que teria nascido em Leopoldina em 1880. O mais próximo que encontramos foi o seguinte.

O italiano Matherino Albertoni foi pai de Giacinto Albertoni, nascido por volta de 1876 na Itália.

Ainda não descobrimos quando Giacinto chegou ao Brasil. Na zona da mata são encontrados diversos grupos de mesmo sobrenome, com destaque para os descendentes de Angela Albertoni que chegou em 1889, Giuseppe Albertoni imigrado em 1894 e outra Angela Albertoni que em 1897 chegou em Guarará, MG.

Em 1904 Giacinto já vivia em território de Leopoldina, tendo sido alistado como eleitor no distrito de Tebas.

Era casado com a italiana Regina Calzavara, filha de Giuseppe Calzavara e Ana Scantabulo. A família de Regina passou ao Brasil em 1888, tendo viajado pelo vapor Washington, junto com outras famílias também radicadas em Leopoldina.

Giacinto e Regina foram pais de, pelo menos:
1 – Mario Albertoni nascido no dia 2 de outubro de 1903 em Piacatuba, Leopoldina, MG.
2 – Milton José Albertoni nascido aos 12 de abril de 1905 em Leopoldina, MG.

Os Albertoni, assim como os Calzavara, vincularam-se a diversas outras famílias de imigrantes através do casamento entre descendentes.

Imigrantes do Veneto

No início de nossas pesquisas, quase todos os descendentes referiam-se a duas “cidades” como origem de seus antepassados: Padova e Venezia.
Como já era esperado, na medida em consultávamos os registros de nascimento descobríamos que alguns nasceram no interior daquelas províncias e não em suas capitais. E uma parte significativa era de outras províncias do Veneto. Só conseguimos localizá-los após longas buscas, geralmente partindo dos sobrenomes encontrados nas Liste di Leva.

Albertoni, Ambrosi, Anzolin, Artuzo, Baldo, Battisaco, Beatrice, Bedin, Bellan, Borella, Bronzato, Bullado, Calzavara, Cancelliero, Canova, Canton, Carraro, Cavallieri, Ceoldo, Chiata, Chinelatta, Coin, Colle, Dorigo, Farinazzo, Favero, Fazolato, Finotti, Fiorato, Fofano, Formenton, Gallito, Gallo, Gambato, Geraldini, Golinelli, Gottardo, Guarda, Guerra, Lamassara, Lazzarin, Lorenzetto, Magiollo, Maimeri, Malacchini, Manfrim, Maragna, Marangoni, Marcatto, Marchi, Marinato, Mattiazi, Meneghelli, Meneghetti, Modenese, Montagna, Montracci, Moroni, Netorella, Perdonelli, Perigolo, Pesarini, Pessata, Pighi, Pinzoni, Pradal, Principole, Rancan, Ranieri, Righetto, Rinaldi, Saggioro, Sampieri, Scantabulo, Simionato, Stefani, Toda, Togni, Tosa, Trevisan, Trombini, Venturi, Zaffani, Zamboni

Hoje sabemos que a informação de muitos descendentes estava equivocada, já que seus antepassados procediam de outras regiões da Itália. E ainda temos um grande número de famílias não localizadas. Até o momento podemos informar apenas os sobrenomes acima como procedentes de Venezia, Padova, Rovigo, Verona, Vicenza e Belluno.