62 – Como e porquê os restos mortais do poeta permanecem em Leopoldina

O personagem de hoje é conhecido de todos e se faz presente para que não fique esquecida a sua data de morte há 102 anos e o Jubileu de Prata do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos.

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos era filho de Córdula de Carvalho e de Alexandre Rodrigues dos Anjos Filho, o pernambucano que perambulou pelo nordeste como promotor público em Granja (CE), Aracahú (Aracati?) (CE), em Atalaya (AL), Pedra de Fogo (PB) e, como Juiz Municipal em Ipú (CE).

Um menino que nasceu a 20 de abril de 1884 no Engenho do Pau D’Arco, no interior da Paraíba e foi batizado no dia 27 de fevereiro de 1885 na Igreja de Nossa Senhora dos Anjos em São Miguel de Taipu, PB, na zona canavieira do vale do Rio Una.

Um homem que se casou em João Pessoa (PB) e um dia abandonou o nordeste para fixar residência no Rio de Janeiro (RJ), onde trabalhou o quanto e no que pode para sustentar a si e aos seus.

Augusto dos Anjos, que estudou em Recife e tendo muitas outras cidades como referência, um dia foi indicado para dirigir uma escola no final de um ramal ferroviário no interior de Minas Gerais. Juntou a família e embarcou nesse Trem. Nesta nova terra continuou fazendo versos que ainda hoje encantam e granjeou admiradores que lhe teceram elogios mil.

Moacyr Carneiro[1] afirma em entrevista que Augusto, ao ser indagado sobre sua poesia ser triste, respondeu:

“Meu filho, o meu poema vem como o meu espírito o dita. É isto. O mundo, meu caro aluno, é o pior lugar do mundo. A desilusão ocorre em todos os níveis. Eu já nasci desiludido de tudo e de todos.”

Augusto dos Anjos criou discípulos, angariou amigos e construiu uma bela História de amor à terra que adotou. A doença lhe corroeu as entranhas e lhe tirou a vida ainda jovem, mas ele desejou permanecer na terra que o acolheu. Augusto dos Anjos faleceu em Leopoldina (MG) no dia 12 de novembro de 1914.

Na previsão emocionada de José Oiticica, segundo Fausto Cunha[2], a morte de Augusto dos Anjos só se comparava à morte prematura de Castro Alves: “Poucos o compreenderão hoje […] No futuro será, sem possível dúvida, o mais assinalado poeta brasileiro de seu tempo.”

Júlio Ferreira Caboclo foi um grande divulgador e incentivador do culto à obra do poeta em aulas e matérias publicadas. E de tal modo o fez, que se tornou uma figura indissociável da trajetória de Augusto dos Anjos entre a juventude leopoldinense. Os textos que produziu sobre o “rapaz de cérebro de ouro”[3] o confirmam.

Além disto, no dia 25 de junho de 1925, Júlio ajudou a fundar o Grêmio Lítero-Artístico Augusto dos Anjos[4], do qual foi o primeiro presidente. E foi com o apoio dele que, para comemorar o décimo segundo aniversário de morte de Augusto dos Anjos, em 1926, o Grêmio promoveu uma romaria ao túmulo e uma sessão solene que incluiu a denominada Missa de Arte, na qual falaram vários oradores.

Passado algum tempo começaram a surgir movimentos com o objetivo de levar os restos mortais de Augusto dos Anjos de volta à Paraíba. No final da década de 1940 estava sendo idealizada a construção, em João Pessoa, de um monumento a Augusto dos Anjos. Entre as diversas notícias a respeito, uma delas, de 1947, acrescentava[5] que os restos mortais do poeta seriam trasladados de Minas Gerais para a capital paraibana. No ano seguinte o mesmo periódico[6] informava que os jornalistas do estado natal de Augusto dos Anjos estavam “trabalhando junto ao governo para fazer a trasladação das cinzas do poeta” de Leopoldina para João Pessoa. Por outro lado, um jornalista recifense declarou que “os descendentes de Augusto dos Anjos nunca se mostraram desejosos das trasladações”.

Nesta época circularam rumores a respeito do túmulo do poeta em Leopoldina e em 1952 Henrique Gonzalez ressaltou[7] que os leopoldinenses ignoravam ter hospedado “um dos maiores poetas brasileiros” e ilustrou sua matéria com uma foto “do tosco túmulo cento e quarenta e nove”.

Gonzalez não estava totalmente enganado porque, a despeito de Julio Caboclo e Barroso Júnior terem publicado na imprensa do Rio de Janeiro vários artigos sobre Augusto dos Anjos, havia algum desconhecimento por parte dos moradores da cidade. Fato que se observou ao entrevistar pessoas que estudaram no Grupo Escolar Ribeiro Junqueira em meados da década de 1930, quais quais pouco sabiam sobre o poeta que foi diretor daquela instituição e acreditavam que o túmulo estaria vazio, que os ossos teriam sido levados embora.

Mas o poeta não estava esquecido! Esforços variados resultaram na construção do Mausoléu de Augusto dos Anjos, inaugurado no dia 11 de janeiro de 1964 quando a cidade recebeu[8] a então denominada Caravana da Cultura, patrocinada pela Rádio MEC, composta pela Diretora da Rádio, pelo Ministro da Educação Pascoal Carlos Magno e pelo escritor Francisco Assis Barbosa, biógrafo do poeta, e com a presença dos filhos de Augusto dos Anjos.

Entretanto, a intenção de trasladar os restos mortais voltou a ser divulgada mais tarde, resultando na atitude dos dois filhos do poeta, Glória e Guilherme, de registrarem no Cartório do 15º Ofício de Notas da rua da Assembleia, 36, Rio de Janeiro, RJ, no dia 15 de setembro de 1977, uma declaração tornando público o “propósito irrevogável de não consentirmos sejam trasladadas do cemitério dessa cidade [de Leopoldina] as cinzas de nosso glorioso pai, que ali jazem, sob o túmulo nº 149 desde o ano de 1914”.

O documento foi encaminhado para registro pelo Oficial do Registro de Títulos e Documentos da Comarca de Leopoldina, Mauro de Almeida Pereira, que o transcreveu no Livro de Registro Integral de Títulos e Documentos nº B-4, fls 598 a 599, número de ordem 2438. Na mensagem, os filhos do poeta declaram

“plena convicção de estarmos cumprindo fielmente recomendação deixada, a tal respeito, por nossa inesquecível genitora, Esther Fialho Rodrigues dos Anjos” e que transmitiriam a orientação “aos netos e bisnetos de Augusto dos Anjos, ao abrigo do que dispõe o Código Civil Brasileiro em matéria de Direito de Família […] no sentido de que permaneçam, no Campo Santo de Leopoldina, MG, os restos mortais do referido vate. [e reiteram] ao povo leopoldinense o profundo sentimento de gratidão pela veneração, pura e sincera, sempre devotada à memória de Augusto dos Anjos a quem nos derradeiros meses de sua vida, jamais deixou de dar inequívocas provas de solidariedade, que se estenderam, após a sua morte, à viúva e aos seus dois filhos, ao longo de muitos anos [tendo recebido] expressões de estima e decisivo apoio moral em momentos difíceis”.

Segundo Orlandino Rocha[9] em matéria publicada em 1980, o mausoléu de Augusto dos Anjos, no cemitério de Leopoldina, “já se converteu, inclusive, em atração turística. Ir a Leopoldina e não visitar o túmulo de Augusto é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa”.

De resto, conferindo a bagagem do viajante deste Trem de História se constata que Augusto dos Anjos teria deixado João Pessoa aborrecido com fato ocorrido em sua vida profissional naquela cidade. Rumou para o Rio de Janeiro em busca de melhores dias, mas não obteve o sucesso esperado. Recebeu um convite para vir para Leopoldina e aqui encontrou emprego, carinho, vida social e cultural. Fez amigos e deixou saudades, material suficiente para a sua permanência entre nós. Até hoje seu nome e obra merecem o respeito de todos os leopoldinenses. A cidade o homenageia com o Museu Espaço dos Anjos, na casa onde viveu seus últimos dias, e com a Escola Estadual Augusto dos Anjos. A Academia Leopoldinense de Letras e Artes – ALLA o escolheu como patrono. E este ano, realiza-se o 25º Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, criado em 1992 pela equipe da Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho capitaneada pela professora Maria Helena Vieira.

Ele se disse “aquele que ficou sozinho, cantando sobre os ossos do caminho, a poesia de tudo quanto é morto[10]”. Mas está, em Leopoldina, rodeado de admiradores.


Fontes Utilizadas:

MACHADO, Luja e CANTONI, Nilza. Augusto dos Anjos visto por alguns biógrafos e pensadores. Ensaio. Leopoldina, 2014, 37f, Centenário de Morte de Augusto dos Anjos.

[1] Gazeta de Leopoldina, 30 nov 1979, p. 6

[2] Jornal do Brasil, 20 abr 1974, Caderno Livro, p.2

[3] Revista Fon-Fon, Rio de Janeiro, 30 out 1926, seção Caixilhos

[4] Revista Brasil Progresso, Rio de Janeiro, setembro 1925

[5] Illustração Brasileira, Rio de Janeiro, agosto 1947, ed 148 p. 37

[6] Idem, abril 1948, ed 156, p. 37

[7] O Malhor, Rio de Janeiro, julho 1952, ed 150 p. 18

[8] A Noite, Rio de Janeiro, 10 jan 1964, ed 17513 p. 8

[9] O Cruzeiro, Rio de Janeiro, 15 jan 1980, ed 10 p. 71

[10] ANJOS, Augusto dos. O Poeta do Hediondo. In: Eu e Outras Poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. p 65

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de novembro de 2016

 

Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos11 nov 1916

Jerônimo Rodrigues da Gama filho de Manoel Rodrigues da Silva e de Francisca Rita da Gama casou-se com

Jesuina Maria de Santana filha de João Francisco Vieira e de Maria Rosa de Santana

Sesquicentenário de nascimento: novembro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

4 nov 1866

Carlos Machado filho de Francisco de Paula Machado e de Carlota Eucheria de Almeida

6 nov 1866

Américo filho de Antonio Joaquim Teixeira Filho e de Mariana Rodrigues Gomes

8 nov 1866

Eugenia Nogueira de Faria filha de Aureliano Lopes de Faria e de Feliciana Eugênia Nogueira

11 nov 1866

Felisbina Maria da Conceição filha de José Bernardino Machado Júnior e de Ambrosina Rita da Gama

11 nov 1866

Joaquim Martins de Almeida filho de João Basílio de Almeida e de Augusta Leopoldina Rezende Martins

15 nov 1866

Antonio filho de Francisco Antonio de Brito Júnior e de Carolina Rosa Delfim Gama

23 nov 1866

Maria Amélia de Medeiros Cimbron filha de Francisco de Medeiros Cimbron e de Maria do Carmo de Souza

61 – As dificuldades de muitos na chegada ao Brasil

O Trem de História anterior terminou falando dos confusos cruzamentos das linhas férreas em um pátio de manobras. E comparou estes cruzamentos com os das linhas genealógicas. Hoje, ele vai percorrer uma outra confusão, muito comum entre brasileiros descendentes de portugueses, qual seja a de imaginar que seus antepassados chegaram ao Brasil com capital para iniciar um negócio.

E para melhor compreensão das condições da passagem dos açorianos, começamos por citar alguns aspectos que evidenciam as dificuldades pelas quais passaram os portugueses que vieram para o Brasil depois da nossa Independência. Um assunto que tem sido objeto de muitos estudos aqui e em Portugal.

Em artigo para o Museu das Migrações e das Comunidades de Fafe, Portugal, por exemplo, Miguel Monteiro(1) declarou que iniciou o estudo sobre o assunto “com a ideia de confirmar a hipótese de que a Migração interna correspondia às classes sociais desfavorecidas e Emigração para o Brasil a indivíduos provenientes da classe média e alta, particularmente até aos finais do século XIX.”

Entretanto, no decorrer do trabalho, Monteiro constatou que a maioria dos que atravessaram o atlântico entre 1834 e 1926 fugia deste estereótipo. O autor demonstrou que veio um grande número de crianças do sexo masculino entre 13 e 15 anos de idade, que chegavam ao Rio de Janeiro com uma carta de recomendação para algum patrício com quem geralmente se empregavam.

As histórias de muitos deles são bons exemplos de como viviam. Um destes jovens declarou que, ao despedir-se do primeiro emprego em dezembro de 1830, recebeu(2) “do resto dos meus salários 6$419 reis. Era esta toda a minha fortuna no fim de 3 anos e 4 meses de sofrimento e provações no Rio de Janeiro!”

Para aqueles que acreditam na imensa capacidade de enriquecimento dos portugueses em terras brasileiras, o autor transcreve um trecho do diário de um deles(3):

“Tempo de Caixeiro: dizendo que foram 14 anos de pobreza e provação tendo ele seguido o sistema de gastar só metade do que ganhava e apesar de todas as suas economias, da grande sujeição em que vivia e das apoquentações por que passou, só tinha podido juntar uma pequena quantia.”

Parece ter sido esta a sina de Antonio V e Luiz II, os dois jovens da família Botelho Falcão que deixaram a ilha açoriana de São Miguel em torno de 1850.

Conforme já ressaltamos, não é possível fazer muitas afirmações sobre a trajetória deles por falta de fontes confiáveis. Um dos primeiros obstáculos que encontramos foi a afirmação de Luiz Eugênio Botelho de que seu pai, aqui denominado Luiz Botelho Falcão IV, teria nascido no dia 10.08.1851, em Leopoldina. Este nascimento não foi encontrado, nem tampouco o casamento dos pais de Luiz Eugênio.

Apesar da possibilidade de Luiz Eugênio ter calculado a idade do pai com base em informações orais, aqui o nome do açoriano fica mantido como Luiz Botelho Falcão II e o nome do avô de Luiz Eugênio como Luiz Botelho Falcão III,

Quanto ao vínculo do avô de Luiz Eugênio com a família de Manoel Botelho Falcão IV, cuja genealogia foi descrita no início deste ensaio, um indicativo foi a repetição do apadrinhamento nos casamentos dos filhos de Manoel IV, hábito comum nas ilhas atlânticas portuguesas naquela época.

Ainda que não tenha sido possível levantar muitas informações sobre a situação econômico-social da família Botelho Falcão em Leopoldina, os casamentos com pessoas de famílias há muito estabelecidas no município parecem indicar um percurso de ascensão social. Embora em 1856 não tenha sido encontrada propriedade em nome de Luiz Botelho Falcão III, em 1859 ele sofreu uma ação contestatória por ter informado um tamanho maior para a chácara que vendera a Lauriano João Celestino Ferreira e em 1896 a família era proprietária de uma edificação urbana recebida por herança de Luiz Botelho Falcão III.

O foco da pesquisa segue, a partir de agora, os caminhos dos filhos de Luiz Botelho Falcão III e Ana Cecília: Luiz Botelho Falcão IV e Eugênio Botelho Falcão.

Mas por hoje o Trem de história fica por aqui. No próximo mês voltaremos a falar da família Botelho Falcão.


Fontes Consultadas:

1 – MONTEIRO, Miguel. Emigração para o Brasil (1834-1926): os números e a autobiografia – sair, viver e regressar na primeira pessoa. Disponível em <http://zip.net/bbtpVB&gt; Acesso 23 jan. 2012 p.1

2 – Idem, p. 11

3 – Idem, p. 9

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 16  de outubro de 2016

Novembro de 1916

Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:

4 nov 1916

Francisco Richardelli  filho de Luigi Richardelli e de Maria Perdonelli

14 nov 1916

Luiza Stievano  filha de Armando Stievano e de Maria Maddalena Meneghetti

17 nov 1916

Nair  filha de José Ignacio de Souza e de Pasqualina Meccariello

20 nov 1916

Rosa  filha de Manoel Rodrigues de Oliveira e de Rosa Rodrigues Vale

23 nov 1916

Nair  filha de Secundino Antonio de Oliveira e de Josefina Martins dos Santos, e

Tereza Lammoglia  filha de Antonio Lammoglia e de Margaretha Lorenzetto

26 nov 1916

Maria Luiza Lorenzetto  filha de Ulisses Lorenzetto e de Olinda Leite Ferreira Santos

Descendentes de Pietro Troccafondo

Neste estudo provisório sobre a descendência de Pietro Toccafondo, mantivemos as regras adotadas em nossos estudos genealógicos no que tange ao uso da grafia de nomes e sobrenomes como encontrados na mais antiga fonte documental. Não são considerados nomes adotados pelas mulheres ao se casarem.

Pietro Toccafondo nasc. cerca de 1847 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Mariana Marinozzi nasc. cerca de 1857 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia

……1 Annunziata Toccafondo nasc. 25 mar 1880 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia, falec. 24 jan 1957 em Leopoldina, MG c/c Antonio Zachini nasc. Italia. Pais de:

………1.1 Delijna Zachini nasc. cerca de 1906 em Matias Barbosa, MG  c/c Saul Antonio Maimeri nasc. 28 fev 1900 em Leopoldina, MG; São Lourenço, casou-se em 18 dez 1928 em Leopoldina, MG

………1.2 Francisco Zachini nasc. 20 set 1913 em Leopoldina, MG, falec. 05 fev 1992 em Leopoldina, MG c/c Maria de Lourdes Rodriguez nasc. 08 out 1916 em Leopoldina, MG, casou-se em Leopoldina, MG, falec. 15 ago 1976 em Leopoldina, MG. Pais de:

…………1.2.1 Anunciata Zachini

………….1.2.2 Cléia Zachini

…………1.2.3 Lourdes Zachini

…………1.2.4 Marlene Zachini

…………1.2.5 Marli Zachini

…………1.2.6 Marluce Zachini

…………1.2.7 Maura Zachini

…………1.2.8 Maurício Zachini

…………1.2.9 Mauro Zachini

…………1.2.10 Vera Zachini

…………1.2.11 Francisco Zachini nasc. 30 nov 1955 em Leopoldina, MG, falec. 28 abr 1990 em Leopoldina, MG

………1.3 Ernestina Zachini nasc. cerca de 1924 em Matias Barbosa, MG, falec. 27 jul 2012 em Leopoldina, MG c/c Orlando Rodrigues. Pais de:

…………1.3.1 Luiz Antonio Zachini Rodrigues nasc. cerca de 1945, falec. 10 jul 1963 em Leopoldina, MG

………1.4 Iracema Zachini

………1.5 Antonio Zachini

………1.6 João Zachini

………1.7 Pedro Zachini c/c Nizia Lacerda nasc. 30 jan 1917 em Leopoldina, MG, falec. 24 ago 1993 em Leopoldina, MG. Pais de:

…………1.7.1 Antonio Custódio Zachini c/c Maria José Sangalli. Pais de:

……………1.7.1.1 Alessandra Sangalli Zachini nasc. em Leopoldina, MG c/c Tarcisio Gereleti da Silva. Pais de:

………………6 Ana Luiza Zachini da Silva

……………1.7.1.2 Alex Sander Sangalli Zachini c/c Mariana Conti. Pais de:

………………1.7.1.2.1 João Antonio Conti Zachini

………………1.7.1.2.2 Tomás Conti Zachini

………………1.7.1.2.3 Vitoria Conti Zachini

……………1.7.1.3 Patricia Sangalli Zachini c/c Denio Castro. Pais de:

……………… 1.7.1.3.1 Helena Zachini Castro

……………… 1.7.1.3.2 Davi Zachini Castro

…………1.7.2 Carlos Roberto Zachini falec. 19 ago 1999 c/c Aparecida Coutinho. Pais de:

…………… 1.7.2.1 Lilian Coutinho Zachini

…………… 1.7.2.2 Pedro Henrique Coutinho Zachini

…………… 1.7.2.3 Liliana Coutinho Zachini

…………1.7.3 Leda Zachini c/c Paulo Rodrigues Monteiro. Pais de:

…………… 1.7.3.1 Paulea Zachini Monteiro c/c Julio Cesar Rodrigues Lima. Pais de:

………………1.7.3.1.2 João Paulo Monteiro Rodrigues Lima

……………… 1.7.3.1.3 Bernardo Monteiro Rodrigues Lima

…………… 1.7.3.2 Pedro Paulo Zachini Monteiro c/c Gisele Getino. Pais de:

……………… 1.7.3.2.1 Julia Getino Zachini

…………… 1.7.3.3 Lucio Zachini Monteiro c/c Lilian Lopes Horta. Pais de:

……………… 1.7.3.3.1 Lucas Horta Monteiro

……………… 1.7.3.3.2 Leonardo Horta Monteiro

……………… 1.7.3.3.3 Luiz Felipe Lopes Horta Monteiro

…………1.7.4 Luiza Helena Zachini c/c Paulo Rogério

…………1.7.5 Odalea Zachini falec. nov 2007

…………1.7.6 Odete Zachini. Mãe de:

……………1.7.6.1 Vilmar Zachini c/c Vilma. Pais de:

………………1.7.6.1.1 Rogerio

………………1.7.6.1.2 Alice

……………1.7.6.2 Carlos Henrique Zachini

…………1.7.7 Olizete Zachini c/c Olivier de Souza. Pais de:

…………… 1.7.7.1 Neuza Maria Zachini de Souza

…………… 1.7.7.2 Gilberto Zachini de Souza

…………… 1.7.7.3 Gilmar Zachini de Souza

…………… 1.7.7.4 Jaine Zachini de Souza c/c Magno

…………1.7.8 Orlinda Zachini c/c Roberto Heleno de Oliveira. Pais de:

…………… 1.7.8.1 Pedro Luiz Zachini de Oliveira c/c Karine. Pais de:

……………… 1.7.8.1.1 João Pedro

…………… 1.7.8.2 Roberto Heleno de Oliveira Júnior c/c Alessandra

…………1.7.9 Paulo Heleno Zachini c/c Terezinha

………1.8 Helena Zachini

………1.9 Maria Zachini

……2 Nazareno Angelo Toccafondo nasc. 03 abr 1881 em Serralta, San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia, falec. 28 dez 1953 em Belo Horizonte, MG c/c Annunziata Fava nasc. cerca de 1886 em Tarzo, Treviso, Veneto, Italia, casou-se em 22 set 1913 em Belo Horizonte, MG, falec. 10 jun 1963 em Belo Horizonte, MG. Pais de:

………2.1 Vitorio Toccafondo nasc. 12 jan 1910 em Belo Horizonte, MG, falec. 11 jan 1967 em Belo Horizonte, MG c/c Asoreia Passos nasc. 23 jun 1917 em Cataguases, MG, casou-se em 27 mai 1936 em Ponte Nova, MG. Pais de:

………… 2.1.1 Elder Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Maria das Graças Pereira nasc. em Campo Belo, MG, casou-se em Campo Belo, MG. Pais de:

…………… 2.1.1.1 Graciele Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c André Rodrigues Padilha nasc. em Lucélia, SP. Pais de:

……………… 2.1.1.1.1 André Luiz Rodrigues Padilha Júnior nasc. em Belo Horizonte, MG

……………… 2.1.1.1.2 Thais Toccafondo Padilha nasc. em Belo Horizonte, MG

……………… 2.1.1.1.3 Lucas Toccagondo Padilha nasc. em Belo Horizonte, MG

…………… 2.1.1.2 Anderson Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Danielle Pereira Vaz. Pais de:

………………6 Giovanna Vaz Toccafondo

……………2.1.1.3 Graciane Pereira Toccafondo nasc. em Belo Horizonte, MG c/c Fabio Breno Maciel de Oliveira. Pais de:

………………6 Breno Pereira Toccafondo Maciel de Oliveira nasc. em Belo Horizonte, MG

…………… 2.1.1.4 Gleyson Pereira Toccafondo nasc. 31 jan 1978 em Belo Horizonte, MG, falec. 02 jan 2006

………… 2.1.1.2 Edmar Toccafondo

………… 2.1.1.3 Vitorio Toccafondo Filho

………… 2.1.4 Eleonor Toccafondo

………… 2.1.5 Elmo Toccafondo

………… 2.1.6 Elmar Passos Toccafondo c/c Daisy Mary Cezar Pais de:

……………2.1.6.1 Daisymar Cezar Toccafondo. Mãe de:

………………2.1.6.1.1 Alessandra Livia Toccafondo Schroll. Mãe de:

………………… 2.1.6.1.1.1 Frederico Elmar Toccafondo

………………… 2.1.6.1.1.2 Amanda Alessandra Toccafondo Schroll

………… 2.1.7 Ernesto Toccafondo

………… 2.1.8 Ises Toccafondo

………2.2 Pietro Toccafondo [neto] nasc. 06 jun 1912 em Belo Horizonte, MG c/c Santa Matalloni nasc. Italia

………2.3 Etore Toccafondo

………2.4 Adalberto Toccafondo

………2.5 Ilidio Toccafondo

………2.6 Alcides Toccafondo c/c Anita Nicolai

………2.7 Celia Toccafondo

………2.8 Delia Toccafondo

………2.9 Angela Maria Toccafondo

………2.10 Esmeralda Toccafondo

……3 Enrico Toccafondo nasc. cerca de 1884 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Leonide Murari

……4 Enrica Toccafondo nasc. cerca de 1886 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Atilio Murari. Pais de:

………4.1 Elza Murari c/c Rugero Marcatto. Pais de:

…………4.1.1 Rugero Marcatto. Pai de:

……………4.1.1.1 Ana Luiza Marcatto

……5 Domenico Toccafondo nasc. cerca de 1889 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia c/c Angela Baffaro

……6 Ernesto Toccafondo nasc. 12 set 1891 em Italia c/c Adelaide Restelli

……7 Alessandro Toccafondo nasc. cerca de 1895 em San Severino Marche, Macerata, Marche, Italia

……8 Antonio Toccafondo nasc. Aft. 1896 em Matias Barbosa, MG

……9 Maria Toccafondo nasc. Aft. 1896 em Matias Barbosa, MG c/c Fioravante Silvestrini

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Fontes Consultadas:

Archivio di Stato di San Severino Marche

Arquivo da Diocese de Leopoldina, livros de batismo e casamento

Cartão de Imigração do Departamento de Polícia Marítima, Aérea e de Fronteiras

Carteira de Identidade

Carteira de Trabalho

Cartório de Registro Civil de Belo Horizonte, MG, 1º, 2º e 3º subdistritos, pesquisa realizada por Ernesto Toccafondo.

Cartório de Registro Civil de Leopoldina, MG

Cartório de Registro Civil de Ponte Nova, MG, pesquisa realizada por Ernesco Toccafondo.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, livros de sepultamentos e lápides em túmulos.

Jornal O Leopoldinense – Leopoldina, MG

Livros da Hospedaria Horta Barbosa (Arquivo Público Mineiro)

Registro de Estrangeiros de 1942 (Arquivo Nacional)

Recebemos informações dos seguintes colaboradores: Alessandra Zangale Zaquini, Ana Luiza Marcatto, Daisymar Cesar Tocafundo, Graciele Tocafundo, Lucimary Vargas de Oliveira, Marcus Maggi e Rugero Marcatto.

60 – Dos Açores para Leopoldina – II

O Trem de História segue viagem e encontra Luiz Botelho Falcão II, nascido(1) em 10.05.1816, filho de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, que pode ser o pai do Luiz Botelho Falcão III que viveu em Leopoldina e foi casado com Ana Cecília.

Antes, porém, convém que se faça o registro de que há grande dificuldade para se abordar a família de Luiz Botelho Falcão III, dentre outros motivos, por não se ter indicadores seguros sobre a data provável em que ele teria passado ao Brasil.

Sabe-se, apenas, que já vivia em Leopoldina no ano de 1855, porque seu nome aparece ao lado de Ana Cecília, no batismo de uma filha de Sabino Gomes da Silva; que no Registro de Terras de 1856, embora não conste da lista de proprietários, ele é mencionado como vizinho do Patrimônio de São Sebastião do Feijão Cru e que, em 1859, foi citado(2) por ação contestatória que lhe moveu Lauriano João Celestino Ferreira em virtude de problemas na venda de uma chácara.

Quanto à família também existem lacunas. Não foi encontrado seu casamento e a origem de sua esposa não está clara, como se verá adiante. Sobre os filhos do casal, pode-se supor a paternidade de um deles através do alistamento eleitoral e admitir a hipótese de que tenha sido pai de Luiz Botelho Falcão IV, apesar da fragilidade das fontes literárias onde este último é citado.

Diante de tão poucas fontes confiáveis, para contornar os riscos de se publicar inverdades, neste trabalho foram descartadas as informações orais sem respaldo de outra fonte e feita uma criteriosa análise dos textos impressos a que se teve acesso. A partir daí se chegou a Luiz II, que pode ser o mesmo Luiz III, que faleceu(3) em Leopoldina, em 1878.

Parte dessa dificuldade parece poder ser explicada pelos fatos seguintes. O desaparecimento de notícias sobre Eugênio Botelho Falcão a partir de 1901, bem como o falecimento de Luiz Botelho Falcão IV em 1893, criaram o ambiente propício para se tornarem perenes as referências à família encontradas no obituário deste último. Como ele faleceu com pouco mais de 40 anos, com diversos filhos pequenos e o mais velho com cerca de 15 anos de idade, é lícito supor que não havia quem prestasse informações mais consistentes ao médico Ernesto de La Cerda, autor do obituário.

O fato é que as origens de Luiz Botelho Falcão III e de sua esposa foram inúmeras vezes informadas sem base conhecida. Ele foi tido como nascido em Portugal e ela como pertencente à família Ferreira Brito. E em pelo menos uma publicação, que copiou o texto de La Cerda, houve inversão de origem e o marido ficou sendo membro da família Ferreira Brito. Informações estas que não se sustentam quando comparadas com documentos.

Segundo o registro de sepultamento, Ana Cecília Botelho era filha de João Ides de Nazareth que seria natural de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores e morava na região de Bom Jardim de Minas antes de se transferir para o Feijão Cru. Em Bom Jardim, João Ides se casara com Maria Justina Ferreira, em 1810, filha de Justino José Corrêa de Lacerda e de Ana Justina Ferreira. Esta Maria Justina era neta paterna de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda, e neta materna de Manoel Ferreira Brito e Maria Tereza de Jesus. Vale dizer que a primeira esposa de João Ides de Nazareth era sobrinha-neta de Joaquim Ferreira Brito, genearca de uma das famílias povoadoras de Leopoldina. Portanto, da família Ferreira Brito. Ocorre que João Ides ficou viúvo e se casou pela segunda vez com Maria Emerenciana de Santana, com quem teve, entre outros, a filha Ana Cecília que parece não ter parentesco algum com os Ferreira Brito da primeira esposa do seu pai.

Através do estudo de Carlos Machado(4), especialista nas famílias miquelenses, sabe-se que o filho de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, de nome Luiz, passou ao Brasil por volta de 1850. Provavelmente junto com um Antonio Botelho Falcão, provavelmente o jovem nascido no dia 20.07.1834(5). Este Antonio era filho de Antonio Botelho Falcão III e de Ana Thomazia de Arruda, neto paterno de Francisco Botelho Falcão II e de Antonia de Jesus Maria.

E para fechar a carga do vagão de hoje resta esclarecer que Luiz II e Antonio nasceram na mesma Freguesia de Santa Cruz, Concelho Lagoa, Ilha de São Miguel, Açores, Portugal. E que Hierônimo, pai de Luiz II, era filho de Manoel Botelho Falcão III e irmão de Francisco Botelho Falcão II, avô paterno do Antonio acima citado.

Confuso?  Fique tranquilo. São os normais “cruzamentos” das linhas genealógicas. Confusos como um pátio de manobras de ferrovia, onde as linhas se cruzam, mas o Trem, inclusive o de História, sempre encontra o caminho a seguir. Na próxima viagem, tem mais.


Fontes consultadas:

1 – Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores, N.9 L.11 batismos Santa Cruz 1815-1820 fls 14v img 15.

2 – Correio Oficial de Minas (Ouro Preto) 17.11.1859 ed 299 p.4.

3 – A Actualidade (Ouro Preto) 26.12.1878 ed 147 p.3.

4 – CANTO, Ernesto do e MACHADO, Carlos, Livro de Genealogias, ficha 231.

5 – Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores, lv 14 bat 1832-1838 Santa Cruz, Lagoa, fls 116v img 117.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 07 de outubro de 2016

59 – Dos Açores para Leopoldina – I

Na coluna anterior, depois de citados três filhos de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, ficou prometido continuar o assunto e é o que fazemos hoje.

O quarto filho do casal, o também açoriano Francisco Botelho Falcão Sobrinho casou-se a primeira vez em 1846 com Ana Emília do Amor Divino, filha de Francisco Manoel Vellós e de Francisca Victorina. Ficando viúvo, casou-se a segunda vez com Rosa Emilia, filha de José da Ponte e Umbelina de Jesus. Do casamento com Ana Emília são os filhos: Antonio (1847); Francisco (1849); Manoel Botelho Falcão IV, gêmeo do anterior; Vitorino Botelho Falcão que se casou em Leopoldina em 1878, com Maria de Nazareth Oliveira Ramos, filha de Francisco de Oliveira Ramos e Francisca das Chagas de Nazareth; Manoel Botelho Falcão V que se casou em Leopoldina com Filomena Francisca de Oliveira Ramos, irmã de sua cunhada Maria de Nazareth;  Jerônimo Botelho Falcão que se casou em Leopoldina com Clotilde Eucheria de Jesus, filha de Honório Fidelles Ferreira e Joaquina Eucheria de Jesus em 1889 em Leopoldina; José Botelho Falcão Sobrinho que se casou em Recreio com Maria da Conceição Ferreira, filha de Pacifico José de Souza e Mariana Cecilia Ferreira em 1885; e, Emília Amália Botelho Falcão que se casou em Leopoldina com João Canuto de Rezende, filho de Simão José de Rezende e Maria Feliz do Bonsucesso.

Seguindo um pouco mais com os descendentes de Francisco Botelho Falcão Sobrinho, o Trem de História chega aos seus netos, como se verá a seguir.

Do casal Vitorino Botelho Falcão e Maria de Nazareth são, pelo menos, os filhos: Vitorino Botelho Falcão Filho, nascido em 1881 e casado em 1906 com Amelia de Oliveira Ramos, filha de Antonio Francisco de Oliveira Ramos e Albina Luiza de Oliveira; Francisca de Oliveira Ramos (1883) e falecida em 1916; Pedro (1884); Antonio (1891); e, Maria, (setembro de 1907) e falecida no dia 23.12.1907.

 De Manoel Botelho Falcão V casado com Filomena Francisca são os filhos: Manoel (1891); Manoel Botelho Falcão VI (1892) e que se casou com sua prima Rosa da Conceição Botelho em 1919. Ela era filha de seu tio paterno José Botelho Falcão Sobrinho; Maria (1894); Antonio (1896); José (1901) e falecido em 1903; Américo (1902); Rita (1904); João (1907); e, Filomena (1909).

Do casal Jerônimo Botelho Falcão e Clotilde Eucheria de Jesus são os filhos: Carmen (1892); Narcisa (1893); Sebastião (1894); Colombo (1896); Homero (1896); Felisberto nascido em outubro e falecido dezembro de 1901; Cecília (1902) e falecida em 1903; Marieta (1904); Clotilde Botelho Falcão (1905) e casada em 1926 com Joaquim Cardoso de Moura, filho de Jeronimo Cardoso de Moura e Rosa Felicia; Emília (1911); e, Aristotelina (1914).

De José Botelho Falcão Sobrinho e Maria da Conceição Ferreira são os filhos:

– Francisco José Botelho, que se casou em 1914 com Ana Maria de Oliveira Ramos, filha de Antonio Francisco de Oliveira Ramos e Albina Luiza de Oliveira, com quem teve os filhos José (1915); Albina (1917); Antonio (1918); Maria (1920); e, Milsse (1925);

– Rosa da Conceição nascida em 1899 em Recreio, casou-se com seu primo Manoel Botelho Falcão V citado anteriormente;

– Cecília da Conceição nasceu por volta de 1907 e se casou em 1925 com Joaquim da Silva Coutinho, filho de Antonio Mauricio da Silva e Emilia dos Reis Coutinho; e,

– Isabel nascida em 1909, em Recreio.

De Emília Amália Botelho Falcão e João Canuto de Rezende são os filhos: Maria (1883); Filomena (1885) e falecida em 1886; e, Simão (1886).

Na próxima edição o Trem de História vai tratar do outro filho de Hierônimo Botelho Falcão e Ana de Jesus, conforme já anunciado. Até lá!


 Fontes Utilizadas:

Biblioteca Pública e Arquivo Regional dos Açores Santa Cruz, Lagoa lv 5 cas 1838-1848 fls 90 / lv 6/2 cas 1848-1858 fls 42v / lv bat 18, 1848-1851 fls 90v e fls 231v.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 1 cas fls 6 termo 17, fls 68 termo 191e fls 394 termo ordem 1476 /  lv 2 cas fls 26 termo 120 / lv 3 cas fls 392 termo 2 /  lv 5 cas fls 326 termo 68 / lv 6 cas termo 23 fls 30 e termo 18a fls 15.

Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 02 bat fls 46 termo 430, fls 83v termo 760, fls 126 termo 1195 e fls 172v termo 1622; lv 04 bat fls 32v termo 530, fls 58v termo 732, fls 60v termo 753, fls 89v termo 1040, fls 120v termo ordem 1169, fls 123 termo 9 e fls 172 termo 108; lv 05 bat fls 3 termo 424;  lv 06 bat fls 99 termo 30 e fls 50v termo 130; lv 08 bat fls 7 termo 61; lv 09 bat fls 51v termo 432,  fls 66v termo 95e fls 92v termo 349; lv 10 bat fls 44 termo 128 e fls 58 termo 268; lv 11 bat fls 15 termo 405 e fls 69v termo 162; lv 13 bat fls 41v termo 213; lv 12 bat fls 55v termo 292; lv 15 bat fls 58v termo 39 e fls 90 termo 351; lv 16 bat fls 70 termo 69; lv 17 bat fls 73v termo 95; lv 18 bat fls 71v termo 503 e lv 21 bat fls 95 termo 512.

Cemitério Público de Leopoldina, MG (1880-1887) (Livro 1880-1887), folhas 26 sepultura 809.

Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 1 fls 40 nr 11695; fls 34 nr 11431 e fls 42 nr 11770; lv 2 fls 20 nr 231e fls 72 nr 98.

Igreja Menino Deus, Recreio, MG, lv 02 bat fls 93v termo 870 e fls 134v termo 1284; lv 10 bat fls 2 e lv 15 bat fls 30v.

Igreja N. S. Conceição da Boa Vista, Recreio, MG, lv 1 cas fls 229 termo 675.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 29 de setembro de 2016

Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos28 out 1916

João Marinato filho de Otaviano Marinato e de Giudetta Scantamburlo casou-se com

Josefa Farinazzo filha de Giovanni Farinazzo e de Maria Teresa Pedroni

Diálogos sobre migrações e deslocamento

O Comites, Comitato degli Italiani all’Estero, em parceria com o Istituto Biaggi – Istituto, Psicoterapia, Psicanalisi, Cultura e Arte Brasil – Itália, convidam para o bate-papo que acontece nesta quinta

– 27 de Outubro – 19:30

– Cultura, identidade e integração:

Viver o contemporâneo e resgatar as próprias origens genealógicas;

Local: Cafeteria “Intelligenza”, na Rua Paraíba 966 – Savassi – BH – Tel: (31) 2225-1311.

Convidados:

– Mario Geraldo Fonseca (Pós-Doutor em Literatura Comparada, Coordenador do Projeto Criatividade e Saberes, Membro do coletivo Partilha de Artistas, que trabalham na promoção de saraus e performances) .

 – Stanley Savoretti (Bacharel em Direito pela Universidade FUMEC. Sócio efetivo do Colégio Brasileiro de Genealogia; da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia – ASBRAP e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais).

Quem migra deve enfrentar paradoxos: é preciso ser contemporâneo para manter sua identidade em trânsito. Segundo o filósofo italiano, Giorgio Agamben, para ser contemporâneo devemos manter fixo o olhar no nosso tempo, para nele perceber não as luzes, mas o escuro. Não é o tempo presente, é uma categoria vazia de tempo e espaço. É uma atitude de coragem, um partilhar sem objeto; e o “COM” é a base do relacionamento. Entrar no espaço do con-senso, do con-sentir, do con-partilhar.

Mas para manter a integridade da própria identidade é fundamental conhecer seu passado e sua origens; entender seu papel e o devido espaço ocupado, dando assim o devido sentido ao existir, como peça fundamental para a reconstrução da própria história familiar, o levantamento sistemático dos antepassados ou descendentes, suas histórias e seus relacionamentos interfamiliares. 

PROJETO

Na busca de um contato cada vez maior com o público interessado sobre o tema das migrações, o COMITES – Comitê dos Italianos no Exterior de Minas Gerais, em parceria com o Istituto Biaggi – Psicoterapia, Psicanalisi, Cultura e Arte Brasil-Itália,propõe a realização de um evento mensal em um espaço aberto ao público. Trata-se da ampliação de um projeto chamado Socrates Migrante, que já é realizado há anos, primeiro apenas em Belo Horizonte e atualmente também em São Paulo, para debater temáticas sobre as Migrações, com o intuito de deixar sempre os presentes interagirem e participarem com colocações, curiosidades, dúvidas e perguntas.

A ideia remete aos diálogos de Sócrates, que costumava iniciar uma discussão sobre algo com uma pergunta. Ele aguardava e aceitava as opiniões de seu interlocutor. Em seguida, por meio de perguntas e respostas, mostrava o contraditório ou o absurdo das opiniões originais, levando o interlocutor a reconhecer seu desconhecimento sobre o assunto. Com ironia levava o indivíduo à convicção do erro. Depois, continuando o diálogo, e partindo da opinião primitiva do interlocutor, construía em conjunto com o interlocutor o conhecimento daquilo que estava sendo discutido. Eis o que ele chamou de maiêutica – a arte de fazer nascer as ideias. O conhecimento do tema, a “verdade” como ele dizia, nasce da discussão, e não de uma “verdade” anterior afirmada.

Em cada encontro será discutido um Tema ligado às migrações. Após uma primeira breve apresentação do tema, o objetivo será envolver o público em busca de opiniões e sensações pessoais, despertando a consciência da prevenção e do cuidado com a saúde mental, que geralmente envolve o processo de migração. A proposta utiliza temas ligados à arte e à cultura, como ferramentas históricas para a compreensão do pensar reflexivo. Assim, os temas da psicologia e da psicanálise aplicados ao fenômeno contemporâneo das migrações e dos deslocamentos, ficam mais acessíveis, tratados na expressão do seu cotidiano, através de uma forma mais leve e prazerosa de interação com o público.

Em especial a etno-psicanálise é um dispositivo de cuidados que integra a dimensão psíquica e cultural, propondo levar em conta as experiências ligadas aos processos e / imigratórios num cenário híbrido. Bernardette Biaggi como etno-psicanalista e membro cooptado do COMITES, propõe disponibilizar instrumentos de leitura a integração dessas dimensões, favorecendo a narratividade dos percursos migratórios, através de encontros temáticos.

PROGRAMA:

Em cada encontro (Toda a última quinta-feira do mês) estarão presentes alguns convidados especiais (do mundo cultural ou das artes, formadores de opinião ou que tem vivência no tema) que irão dar seu testemunho para estimular o público a interagir de maneira ainda mais pessoal.

As datas são as noites da última quinta-feira do mês, ou sábado a tarde.

– 29 de Setembro;

– 27 de Outubro;

– 24 de Novembro;

Duração: 2:00 horas – (de 19:30 as 21:30 hrs)

LOCAL:

Cafeteria Intelligenza: Rua Paraíba 966 – Savassi – BH – Tel: (31) 2225-1311

Com Cafés especiais, conforto e experiências diversas, o espaço conta com um ambiente moderno e aconchegante, sendo ótimo para um bate papo ou para ler um livro. Ideal para um Happy Hour com os amigos, o Intelligenza também oferece cervejas e drinks variados. – Cartela individual – Cardápio com Sugestão do Dia

Próximo evento:

Dia 24 de Novembro

Convidados:

– Nella Cerino (Gastrônoma formada na UNISG – Universidade dos Estudos de Ciências Gastronômicas, fundada pelo movimento Slow Food. Consultora da Allegro Vivace Vinhos e professora de Vinhos Italianos pela ABS – Associacão Brasileira de Sommelier Minas Gerais. Idealizadora do Projeto Vinhas Gerais e responsável pela sua divulgação internacional, ministra palestras e workshop relacionados com o Movimento Slow food e o desenvolvimento da produção enológica e gastronomica  locais. É guardiã do 16º Objetivo de Sustentabilidade Paz e Justiça da Agenda 2030 ONU pela Frente da Gastronomia Mineira,).

 – Memo Biadi (Propritário e Chef do Restaurante Dona Derna, o mais antigo restaurante Italiano de Belo Horizonte fundado em 1960).

Quando a interação entre saber, sabores e práticas alimentares se concretiza por efeito do processo migratório, surgem novas dinâmicas culturais e transformações de modelos alimentares.

É preciso adequar as receitas e o paladar aos novos ingredientes, fazer adaptações, para encontrar uma nova harmonia, enquanto vão se realizando as necessárias transformações identitárias em consequência das vivencias psíquicas induzidas pela imigração.

O comer, ato rotineiro, permite abrir espaços para novas experiências e provar algo diferente. Ao mesmo tempo a reprodução de alguns pratos representa a tentativa de dar continuidade ao imaginário da terra natal.

Surgem assim fios que se comunicam entre o “eu” e o novo mundo, com vários significados e interpretações, despertando também novos sentidos para o comer e a relação com o local. A comida de imigrantes é relacional, e a identidade demarca pertencimentos; é um instrumento de adaptação, uma forma de lidar com a experiência do deslocamento.

Muitas vezes este processo de aculturação ocorre de maneira tão intensa que pode gerar uma identificação coletiva com os novos sabores e a assimilação de modelos e hábitos dos imigrantes na gastronomia local.

 DESCRIÇÃO DOS PROPONENTES:

 COMITES MG – Comitê dos Italianos no Exterior

O COMITES um órgão de representação dos italianos no exterior, nas relações com as representações diplomático-consulares e junto as autoridades e instituições locais. No interesse da coletividade italiana, contribui para a identificação das exigências de desenvolvimento social, cultural e civil da sua comunidade e promove todas aquelas iniciativas consideradas oportunas em matéria de vida social e cultural, formação profissional, setor recreativo e tempo livre. Tem como objetivo favorecer a integração dos cidadãos italianos na sociedade local e manter as ligações com a realidade política e cultural italiana, assim como promover a difusão da historia, da tradição e da língua italiana.

Em especial na circunscrição de MG o COMITES atua de maneira ampla, através de seus 12 membros e 4 cooptados, espalhados em várias localidades do território mineiro. Realiza eventos para valorização da cultura e das próprias raízes e apoia iniciativas da comunidade neste sentido.

ISTITUTO BIAGGI – Psicoterapia – Psicoanalisi – Cultura e Arte Brasil – Italia

O ISTITUTO BIAGGI é uma instituição especializada no desenvolvimento humano, desde a CLÍNICA PSICOLÓGICA e a CLÍNICA INTERCULTURAL BILINGUE, até o compromisso da educação em saúde mental dentro dos princípios psicoprofiláticos. Surge com a experiência de mais de duas décadas de prestações de serviços no âmbito clínico psicológico e de estudos nas áreas de Psicologia e Psicanálise. Em especial vem trabalhando a etno-psicanalisi, em parceria com a universidade de Pavia com o objetivo de aliviar o desconforto e as patologias psicológicas enfrentadas durante o processo migratório.  O imigrante leva na bagagem símbolos que o remetem a sua origem, embora ocorra uma perda deste universo conhecido, desde as respostas mais automáticas, até os valores sutilmente aprendidos. O contato com as particularidades culturais, o sentimento de não pertencimento, a falta de referência da rua, a perda do contato com os sabores, os aromas, as cores habituais, que se modificam com o clima, a geografia etc., somados à obrigatoriedade de corresponder a status e papéis identificados, constituem um desafio merecedor de especial atenção, na medida em que esta constituição se dará sem os gestos, códigos e expressões familiares. Põe-se em jogo a capacidade do imigrante de desenvolver o sentimento de pertencimento, encontrando outras realidades, além daquela acessível à que tem estruturada. Este desenraizamento da cultura de origem não pode significar o reencontro do prazer somente em comunidades fechadas ou no sonho com o retorno onde se possa desfrutar do investimento realizado. Isto acarretaria um dano no senso de viver, levando o imigrante a afastar-se do presente, algemando-se ao passado ou postergando o prazer do projeto futuro. Para contemplar esses aspectos, é que o Istituto Biaggi disponibiliza, além da prestação de serviços psicológicos e de orientação, cursos, palestras e eventos facilitadores do convívio sociocultural entre o Brasil e a Itália.