Sesquicentenário de nascimento: dezembro

Há 150 anos, nasceram em Leopoldina:

8 dez 1866

Etelvino filho de Antonio José da Silva e de Barbara Maria

12 dez 1866

Erminda filha de João Ferreira de Almeida e de Maria Cezária de Almeida

13 dez 1866

Luzia filha de Antonio Inocêncio da Paixão e de Maria

16 dez 1866

Jovita filha de Candido José Marques e de Maria Joaquina de Neres

História, Memória e Identidade

Nos últimos meses cresceu o número de pessoas que nos procuram em busca de informações sobre seus antepassados italianos. Muitos deles querem apenas os dados que lhes permitirão requerer o reconhecimento de cidadania. Outros se interessam pela história da família e se surpreendem quando percebem que a memória de seus parentes próximos não corresponde ao que se encontra em outras fontes.

Nem sempre é possível desenvolver o assunto numa troca de e-mails. Até porque, nossas convicções se baseiam em pressupostos teóricos que nem todos compreendem ou aceitam. É o caso, por exemplo, de uma pessoa que desejava saber data e local de nascimento de um antepassado e não concordou com nossa resposta porque em sua família sempre disseram que os parentes vieram para o Brasil para fugir da Segunda Guerra. Oras, como aceitar que o personagem em questão havia nascido no Brasil e que os pais dele aqui chegaram solteiros, na década de 1910?

Para nós, a divergência indica como o assunto Segunda Guerra foi assimilado pela família e descortina outros aspectos da memória familiar e da identidade construída a partir das representações do passado. Para melhor compreensão, sugerimos a leitura de “História, Memória e Identidade: aspectos metodológicos de pesquisa”, de Anne Emilie Souza de Almeida Cabral, apresentado no Encontro Internacional de Formação de Professores e Fórum Permanente de Inovação Educacional de 2015 e está disponível neste endereço.

Eis o resumo:

Este trabalho tem como escopo compreender a relação entre história, memória e identidade e busca compreender como se pode fazer estudos que envolvem a memória. Através de análises das obras de Le Goff (2003); Maurice Halbwachs (1990) e Jeanne Marie Gagnebin (2006), Ecléa Bosi (2003) e Balandier (1990) verificaremos a importância da memória para a compreensão da nossa identidade e também, a história como o meio da narração dessas memórias. E em seguida, faremos uma discussão sobre como se faz pesquisa que envolve a memória dos sujeitos que estão presentes e daqueles que não estão mais no meio de nós, para isso trabalharemos com as pesquisas feitas por Marizete Lucini (2007), a qual aborda sobre o processo de identificação e de Ibarê Dantas que faz um estudo focado na história de vida.

Missa de Natal da Comunidade Italiana

O Comites convida para Missa de Natal celebrada em italiano no próximo dia 5 de Dezembro de 2016, às 19 horas, na Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, na Rua da Bahia, 1596 – Belo Horizonte, Minas Gerais.

Convite para Missa Natalina em italiano, em Belo Horizonte, MG

Prosa de Garagem Natalina

Prosa de Garagem

Os Antigomobilistas de Leopoldina convidam para o encontro do mês de dezembro que, pela segunda vez, será realizado em Piacatuba distrito de Leopoldina.

A regulação do trabalho feminino em um sistema político masculino, Brasil: 1932-1943

Artigo de Teresa Cristina Novaes Marques publicado na Revista de Estudos Históricos da FGV, v. 29, n. 59 (2016).

Resumo

O artigo discute a ação de vários grupos políticos que se envolveram com a questão do trabalho feminino – os grupos feministas, os políticos católicos e os integrantes do governo Vargas. Toma por hipótese que a integração da mulher no mercado de trabalho deve ser examinada concomitantemente à ideia de família, uma vez que, historicamente, assim os dois assuntos foram tratados. A construção das diferenças de gênero, no Brasil, expressou-se na legislação do trabalho feminino, que tomou a ordem pública e a ordem privada como indissociáveis.

Disponível neste endereço.

20 Anos do Circolo Trentini de Belo Horizonte

O COMITES BH convida:

FESTA ITALIANA
Venha participar da comemoração dos 20 anos do Circolo Trentino di Belo Horizonte, a realizar-se no dia 27/11/16 (domingo) das 7 às 17 horas à Rua Conceição do Pará, 121 – Bairro Horto, próximo ao Instituto Agronômico.

Teremos música italiana, jogos trentinos e uma homenagem ao Ezzio Savoi (in memoriam).

O valor do convite é de R$ 50,00, e inclui café da manhã colonial, almoço e sobremesas italianos (bebidas à parte).

Será um dia muito agradável e de confraternização entre os ítalo-descendentes e italianos!!!!

Circolo Trentino di Belo Horizonte

Para mais detalhes e informações entrar em contato com: Viviane Araujo – (31) 99363-6162

Ou https://www.facebook.com/events/177081079394915/

20 anos do Circolo Trentino em BH

Semana da Gastronomia Italiana

O Comitato degli Italiani all’Estero convida

Semana da Gastronomia Italiana no mundo

Semana da Gastronomia Italiana no mundo

Há 100 anos, em Leopoldina

casamentos19 nov 1916

Leopoldino Antonio Neto filho de Alfredo Sebastião Neto e de Porcina Maria de Jesus casou-se com

Maria José Ávila filha de João Ávila Rosa e de Maria Constança do Amor Divino

63 – Luiz Botelho Falcão IV – parte 1

O Trem de História direciona agora o foco da pesquisa para iluminar os caminhos seguidos pelos dois filhos de Luiz Botelho Falcão III e Ana Cecília: Luiz Botelho Falcão IV e Eugênio Botelho Falcão.

Luiz Botelho Falcão IV, de quem não se conseguiu documentar a data de nascimento, casou-se com Emília Antunes, nascida em 1860, filha de José Antunes Pereira e Custódia Maria de Jesus.

Segundo seu filho Luiz Eugênio, teria cursado humanidades no Colégio Pinheiro, no Rio de Janeiro, o que não se confirmou nas listas de alunos do citado Colégio nos anos de 1863, 1865 e 1867.

Também não foi encontrado o registro do casamento de Luiz Botelho Falcão IV que pode ter ocorrido em 1876, logo depois dele ter obtido a nomeação para suplente de Juiz Municipal no 2º distrito de Leopoldina.

Tudo indica que esta nomeação teria ocorrido a pedido do então futuro sogro que residia no distrito de Bom Jesus do Rio Pardo, atual município de Argirita.

Certo é que um ano depois de obter este emprego, Luiz IV iniciou a construção de uma casa na área urbana de Leopoldina. No mesmo ano, adquiriu escravo e no início do ano seguinte sua situação já era estável o suficiente para permitir-lhe colaborar com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações em Portugal.

Em 1878 foi eleito vereador, tendo feito parte da comissão que aprovou a instalação de iluminação pública a gás em 1879. Sua carreira de homem público se ampliou um pouco mais em 1879, quando foi nomeado para o cargo de Inspetor de Instrução Pública no qual permanecia em junho de 1880, quando a reforma no sistema de ensino determinou que Leopoldina seria a sede do 8º Círculo Literário de Minas. Pediu exoneração em 1882.

Quatro anos depois ele foi citado como negociante em Leopoldina e em 1888 chegou ao posto de Major Ajudante de Ordens da Guarda Nacional ao passar para a reserva, agregado ao 23º batalhão.

Em abril de 1889 seu nome foi mencionado como redator proprietário do jornal O Leopoldinense. Mas vale recordar que no artigo nº 09 desta série ficou esclarecido que Luiz Botelho Falcão IV não foi o fundador do jornal O Leopoldinense, lançado em 01.01.1879 pelo Alferes Francisco Gonçalves da Costa Sobrinho.

Registre-se que, segundo as edições preservadas nas hemerotecas da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro, o Alferes, criador, primeiro proprietário e redator do jornal pioneiro de Leopoldina, havia atuado como guarda-livros e se incumbia de cobranças judiciais e extrajudiciais em Macaé, Campos dos Goitacazes, São João da Barra, São Fidelis, Cantagalo e Muriaé antes de vir para Leopoldina. Era, também, sócio fundador do Club Literário Campista onde atuou como Bibliotecário. Registre-se, também, que não foram encontradas edições de O Leopoldinense a partir do final do ano de 1886. Em 1889, o Alferes Francisco Gonçalves da Costa Sobrinho requereu nomeação como Escrivão de Órfãos de Rezende, RJ. Na edição 180 da Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro, de 29 de junho de 1889, bem como no Diário do Commercio (Rio) de 27 de junho e no Fluminense (Niterói) de 28 de junho, ele foi mencionado como fundador dos periódicos O Leopoldinense e Folha de Minas (Juiz de Fora).

Tudo indica que Luiz Botelho Falcão IV se interessou em comprar o Leopoldinense, mas não conseguiu manter a publicação com regularidade. E provavelmente a venda só se efetivou em 1889, tendo o jornal voltado a circular em novembro do ano seguinte, de forma irregular.

Por hoje paramos por aqui. Ainda existe carga sobre este personagem. Mas ficará para a próxima viagem do Trem de História. Aguardem.


Fontes Consultadas:

Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 01 bat fls 61 termo 325.

Livro Caixa da Câmara Municipal de Leopoldina, códice 654 fls 3 item 6.

Cartório de Notas de Leopoldina, lv 699 fls 18-verso.

A Actualidade (Ouro Preto), 1878 2 out ed 101 p.1; 1879 26 abr ed 44 p.2 e 1880 26 jun ed 67 p.2.

A Província de Minas (Ouro Preto), 1882 21 dez ed 131 p.1.

A União (Ouro Preto, MG), 1888 9 junho ed 178 p.3.

Almanaque de Leopoldina (Leopoldina: s.n., 1886), fls 89.

Diário de Minas, (Outro Preto, MG), 1875 10 junho ed 467 p.1 e 1875 12 junho ed 468 p.1.

Echo do Povo (Juiz de Fora), 1882 21 dez ed 46 p.1.

Irradiação (Leopoldina, MG), 1889 11 abril ed 60 p.3.

Monitor Campista (Campos dos Goitacazes, RJ), 1879 17 fev ed 38 p 3 e 1879 1 maio ed 101 p. 2

O Baependyano (Caxambu, MG), 1880 11 julho ed 150 p.3.

O Globo – jornal do século XIX (Rio de Janeiro), 1877 5 jan, ed 5, pag 3 e 1877 8 jan, ed 8 pag 4

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado no jornal Leopoldinense de 01 de novembro de 2016

Genealogia Hoje

O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais convida para uma palestra com de Michele Cartusciello, fundador e diretor do Museo del Cognome, em Padula, na Província de Salerno.

Convite do IHGMG