Natureza e Território: O papel do mundo natural na formação e consolidação territorial do Brasil (1839 – 1845)

Artigo de Luis Fernando Tosta Barbato publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Nesse artigo, pretendemos analisar o papel da natureza brasileira na demarcação e na consolidação do território nacional do Brasil. Para isso, utilizamos os artigos contidos nas revistas do IHGB entre os anos de 1839 e 1845, nos quais podemos observar os temores e anseios de intelectuais envolvidos na árdua tarefa de criar símbolos para um jovem país em vias de fragmentação territorial, além de demarcar as fronteiras de um Brasil cercado de inimigos potenciais.”

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Artigo sobre a viagem de Spix e Martius ao Brasil

De Kalina Vanderlei Silva, publicado na Revista Eletrônica do Tempo Presente, trata-se de interessante texto sobre a obra destes viajantes alemães.

“Em 1831 era publicado, em Munique, o terceiro e último volume de Reise in Brasilien auf Befehl Sr. Majestät Maximilian Joseph I, Königs von Baiern in den Jahren 1817-1820, dos naturalistas bávaros Johann Baptiste von Spix e Karl Friedrich von Martius. Uma obra que ficaria conhecida no Brasil como Viagem pelo Brasil entre os Anos de 1817 e 1820, e que, desde que foi traduzida pela primeira vez para português em 1938, tem servido de fonte para incontáveis estudos e historiadores.”

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Zona da Mata Mineira: Identidades e Perspectivas

O Departamento de História da FIC convida para para mais uma rodada do Ciclo de Palestras.

Sociedade Musical Lira Leopoldinense

Fundada há 115 em Leopoldina, esta é mais uma instituição musical que existiu na cidade. Seu presidente e maestro era filho de Marciliano Vieira Nepomuceno e Laurinda Matilde da Conceição. Veja outras informações sobre ele aqui. 

Há 100 anos

Nascidos em Leopoldina no mês de setembro de 1913:

Dia 2

Eugênio Antonio Marinato filho de Riccardo Antonio Marinato e de Oliva Palmira Carraro

Dia 4

José filho de Francisco Estevam e de Mariana Lazzaroni

Dia 15

Dinah Botelho Capdeville filha de Nestor Capdeville e de Luiza Erminia Botelho

Dia 16

Cornelio Marassi filho de Lorenzo Marassi e de Maria Chiafromi

Dia 17

José filho de Francisco Elizio Bento da Rocha e de Laura Ferreira de Andrade

Dia 19

Corinto Almeida filho de Antonio Venâncio de Júnior Almeida e de Georgina Silveria de Almeida

Dia 20

Francisco Zachini filho de Antonio Zachini e de Annunziata Toccafondo

Dia 22

Gasparina filha de Virgilio José Ferraz e de Maria Tereza Montes

Dia 26

Luiz Maragna filho de Artur Maragna e de Idalina Perillo

Dia 30

Aristides filho de Antonio Izidoro Vargas Neto e de Rita de Cássia Machado

Escolas em Argirita

Há 132 anos o jornal O Leopoldinense publicava anúncio de um internato para meninas no então distrito de Rio Pardo:

Outras escolas funcionaram no antigo distrito de Leopoldina, incluindo-se as Aulas Públicas que estiveram a cargo do professor José Maria Tesson, nomeado interinamente para o cargo em abril de 1895:

Ao final daquele ano o professor Tesson continuava à frente da escola, conforme indica a Ata dos Exames publicada n’O Leopoldinense de 22 de dezembro:

Escola Pública Feminina

Há 118 anos era inaugurada outra escola pública feminina em Leopoldina. Segundo notícia d’O Leopoldinense, no dia 14 de agosto de 1895 a professora Maria Brígida de Medeiros abriu uma escola de instrução primária do sexo feminino.

Em dezembro do mesmo ano foram publicados os resultados dos exames realizados pelas alunas da professora Maria Brígida e de sua mãe, Maria Bárbara, que na nota aparece com o nome de Maria Barbosa de Medeiros.

A professora acima referida como Maria Brígida de Jesus era filha de Joaquim Furtado de Medeiros e de Maria Bárbara da Conceição, tendo nascido aos 18 de outubro de 1874 em Tabuleiro do Pomba, MG.

Aos 6 de janeiro de 1896[1] foi nomeada professora de Leopoldina após concluir os estudos na Escola Normal de Ouro Preto. Em 1914[2] substituiu Augusto dos Anjos na direção do Grupo Escolar e dois anos depois transferiu-se para Cataguases. Faleceu no Rio de Janeiro em 1946.

Seu pai era português e faleceu em Leopoldina aos 20 de janeiro de 1908[3]. Sua mãe, Maria Bárbara, auxiliou a filha nas atividades do Colégio Castanheira, mencionado por Luiz Rousseau Botelho[4].

O nome deste colégio vem de Bento Bernardes Castanheira, natural de Bom Sucesso, Minas Gerais, nascido por volta de 1865[5], filho de José Bernardes de Souza e Delfina Eusébia Castanheira. Residiu em Ubá[6], onde era redator do jornal O Progresso em novembro de 1890. Transferiu-se para Leopoldina e fundou a escola particular que levava seu nome. Casou-se com Maria Brígida aos 28 de novembro de 1896. Em 1906[7] era vice-presidente do Centro Espírita de Leopoldina. Faleceu aos 8 de maio de 1914[8], deixando quatro filhos: Bento, Franca Rosa, Mário e Aurelinda.

Em outro livro de Luiz Rousseau[9] consta que a Chácara dos Castanheira “era um lugar de vista panorâmica maravilhosa” e que o acesso era pela Rua das Tabocas. Esta informação baseou a Lei Municipal 1130, de 12 maio de 1976, que deu o nome da professora Maria Brígida a uma rua no bairro Maria Guimarães França.


[1] Relatórios de Conselheiros e Presidentes da Província de Minas Gerais, 1897.

[2] RODRIGUES, José Luiz Machado e CANTONI, Nilza. Nossas Ruas, Nossa Gente. Rio de Janeiro: particular, 2004. p.145.

[3] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 obitos 3º plano sep 613 fls 21 reg 14.

[4] BOTELHO, Luiz Rousseau. Alto Sereno. Belo Horizonte: Vega, 1975. p.75

[5] Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina, Alistamento Eleitoral de Leopoldina século XIX, 1895..

[6] O Leopoldinense. Leopoldina, MG:, 1879 – ?.  1890, ed. 55, 20 de novembro, pag. 1.

[7] Almanack do Arrebol. Leopoldina: s.n., 1984-1985. Ano 2 nr 6 fls 6.

[8] Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lv 2 óbitos sep 3º plano nr. 985 fls 59 reg 95.

[9] BOTELHO, Luiz Rosseau. Dos 8 aos 80. Belo Horizonte: Vega, 1979. p.113.

 

 

Reflexões sobre uma rota pouco conhecida

Comunicação de Marcos Paulo de Souza Miranda no IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo.

Análise iconológica das imagens do Santuário de Congonhas.

Apresentação de Andréia de Freitas Rodrigues no IV Encontro de Pesquisadores do Caminho Novo. Restauradora da UFJF, abordou as imagens do Santuário de Congonhas.