16 de outubro de 1861: Cidade de Leopoldina

A Lei Mineira nº 1166 eleva à categoria de Cidade a Vila Leopoldina.

Há 119 anos morria o Padre Muniz

O sacerdote serviu durante muitos anos na Paróquia de Piacatuba e ali faleceu, no dia 12 de outubro de 1894.

A comunidade de Piacatuba homenageou o padre na lápide que ainda hoje pode ser vista no interior da Matriz de Nossa Senhora da Piedade.

Congresso de 1907

Amanhã completam-se 106 anos da realização do Congresso das Municipalidades da Zona da Mata na cidade de Leopoldina. Entretanto, a se basear na notícia abaixo, publicada na Revista da Semana do dia 20 de outubro daquele ano,  não teria passado de um encontro de partido político.

10 de outubro de 1851: novos distritos

Criação dos distritos de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista e Nossa Senhora da Piedade, em território então pertencente ao Município de Mar de Espanha, conforme Lei Mineira nº 533.

Menos de três anos depois a Lei nº 666, de 27 de abril de 1854, emancipou Leopoldina incorporando-lhe os dois distritos.

Conceição da Boa Vista perdeu partes de seu território ao longo do tempo para a formação dos distritos de São Joaquim (Angaturama), Itapirussu, Pirapetinga, Santa Izabel (Abaíba), Providência e Recreio. Já no século XX, a Lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938, emancipou Recreio e lhe incorporou Conceição da Boa Vista.

O distrito de Nossa Senhora da Piedade, atual Piacatuba, perdeu partes de seu território quando da emancipação de Cataguases mas permanece como distrito de Leopoldina.

Primeira Sede do Colégio Imaculada Conceição

Segundo a notícia abaixo, um filho do casal de pioneiros João Gonçalves Neto e Mariana Flauzina de Almeida iria construir casas no alto da rua Lucas Augusto.

Provavelmente um destes imóveis terá sido o abaixo, que mais tarde pertenceu ao Colégio Imaculada Conceição.

Nascimentos em Leopoldina no mês de outubro de 1913

Centenário de Nascimento:

Dia 6

Gloria filha de João de Melo Gouvêa e de Emilia Teixeira de Melo

Menoti Dorigo filho de Arturo Ilario Dorigo e de Virginita Anacleto de Alcântara

Dia 20

Julia filha de Antonio Zeferino da Silva e de Antonia Maria da Conceição

Dia 23

Lourenço filho de João Batista Monteiro de Rezende e de Josefina Monteiro

Dia 30

Maria da Glória Casadio filha de Giuseppe Casadio e de Carlota Maria da Conceição

Governo colonial, distância e espera nas minas e capitania de Goiás

Imagem ilustrativa

Artigo de Fernando Lobo Lemes publicado na Revista Topoi de jul-dez 2012

RESUMO
“A temporalidade da espera associada aos intervalos impostos pelas distâncias geográficas à burocracia do governo colonial instala a vida dos habitantes de Goiás num ambiente transitório, constituído de eventos provisórios, onde os protagonistas devem fazer face às incertezas, enquanto esperam pelas decisões do rei de Portugal. Com a morte súbita do capitão-general João Manoel de Melo, a formação de um governo provisório aparece como estratégia das elites locais para controlar o tempo de espera e preencher o vazio de poder deixado pela ausência do governador. Neste cenário, os acontecimentos são percebidos como interações de força, cujas tensões podem transformar, ainda que transitoriamente, as relações estabelecidas na hierarquia dos poderes do império.”

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Ainda bem que o feijão não cozinhou!

Por ter permanecido cru foi possível germinar, reproduzir e alimentar tantas pessoas que passaram e continuam passando pela nossa Leopoldina. E permitir que recebêssemos a atenção de um Alexandre Moreira, cujo olhar identificou outras sementes em nossa trajetória, passando pelo tamarindo do poeta paraibano e encontrando o girassol do leopoldinense poeta do rock.

Obrigada, Alexandre. Assim como eu me emocionei com a sua dedicação e carinho para com a história da Leopoldina, certamente muitos outros, moradores e forasteiros, ficarão gratos pela belíssima exposição que você organizou.

Que todas as escolas levem seus alunos à Casa de Leitura Lya Botelho, oferecendo aos jovens a oportunidade de conhecer aspectos da nossa história que não estão frequentando as salas de aula! Que muitos moradores da cidade destinem alguns momentos para se reencontrarem com o passado nas dependências do casarão da Rua José Peres número 4! Que os patriarcas e matriarcas de nossa sociedade possam aí se emocionar e revolver seus baús de memórias para recontá-las a quantos quiserem ouvi-los! E que, como você declarou, outras instituições deem continuidade a esta iniciativa, favorecendo “a construção de autoestima e preservação dos nossos bens materiais e imateriais”.

Desejo, principalmente, que você receba os meus agradecimentos como a mais genuína manifestação de quanto bem você nos faz!

Fragmentos da Memória Leopoldinense

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A exposição “DO FEIJÃO CRU AO GIRASSOL MARAVILHOSO: FRAGMENTOS DA MEMÓRIA LEOPOLDINENSE” acontece entre os dias 16 de setembro e 21 de dezembro de 2013, na Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 – centro – Leopoldina-MG

Horário de Funcionamento:

  • de segunda a sexta, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h
  • aos sábados, das 8:00 às 11:30h

 Agendamento para Escolas e grupos:
Através de e-mail (casadeleitura@gmail.com) solicitando a visita, reportando o nome da Escola ou grupo, série, número de alunos e professores, dia e hora que gostariam de realizar a visitação.

O Uso Indígena do Tabaco

‘Esta que “é uma das delícias, e mimos desta terra…”: o uso indígena do tabaco (N. rustica e N. tabacum) nos relatos de cronistas, viajantes e filósofos naturais dos séculos XVI e XVII Christian Fausto Moraes dos Santos’ é o título completo do artigo de Fabiano Bracht e Gisele Cristina da Conceição publicada na Revista Topoi, janeiro a junho 2013.

RESUMO
“O tabaco (Nicotiana sp.) foi um dos elementos botânicos do Novo Mundo que mais aguçaram a curiosidade de diversos viajantes, eruditos, médicos e filósofos naturais em ambos os lados do Atlântico. As plantas do gênero Nicotiana rapidamente ganharam notoriedade entre homens de letras. O hiato entre as primeiras descrições sobre os diversos predicados do tabaco e sua introdução na Europa foi consideravelmente curto. É provável que os rumores a respeito das propriedades das plantas de Nicotiana tenham chegado à Europa concomitantemente às primeiras folhas ou sementes. Muitos destes relatos incluíam informações a respeito de seu uso pelos povos indígenas. Sua relevância, em meio aos ameríndios, suscitou nos europeus, mesmo com todas as barreiras culturais, um considerável interesse por suas possíveis aplicações e uma irresistível disposição em justificar seu uso.”

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O poder da palavra escrita: os jornais católicos e a difusão dos ideais ultramontanos na diocese de Mariana (1844-1876)

Artigo de Daniela Gonçalves Gomes publicado na Revista de História da UEG

Resumo

“Neste artigo tencionamos trabalhar com as estratégias de propagação dos ideais ultramontanos por meio dos jornais confessionais na diocese de Mariana, no prelado de D. Antônio Ferreira Viçoso, entre os anos de 1844 a 1875. Temos como objetivo, demonstrar que as publicações de caráter confessional se estabeleceram como meio eficaz de divulgação dos ideais ultramontanos no prelado viçosiano. Em nossa abordagem, utilizaremos os três periódicos que circularam na diocese de Mariana no período: o Selecta Chatólica, o O Romano e o O Bom Ladrão. Sugerimos, em nossa análise, que estes jornais auxiliaram a diocese a repensar o prelado em moldes ultramontanos e contribuíram para uma integração moral e lógica da ordem social.”

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