Descendentes de Giovanni Carminati

  1. Giovanni Carminati nasceu entre 1860 e 1861 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

Giovanni casou com Angela Pagani. Angela nasceu cerca de 1866 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia.

A família embarcou em Genova e aportou no Rio no dia 3 de abril de 1896, sendo em seguida transferida para a Hospedaria Provincial em Juiz de For a, onde foi registrada no dia 05 de abril. Da hospedaria partiram, no dia 20 de abril de 1896, contratados por Joaquim Pereira de Sá, para trabalharem em sua fazenda de Roça Grande, São João Nepomuceno, MG.

O vapor Colombo, nesta viagem, transportou 1002 passageiros na 3ª classe com destino ao Rio de Janeiro, sendo 904 contratados pelo Governo do Estado de Minas, com despesas pagas pelo Estado. Além dos 98 imigrantes espontâneos, consta do manifesto que outros 385 passageiros destinavam-se ao porto de Santos.

Segundo nota publicada na Gazeta de Leopoldina de abril de 1910, o mestre de cultura da Colônia Agrícola Constança comunicou que os lotes 58 e 59 requeridos por João Carminati só seriam concedidos sob a condição de que um fosse pago à vista e o outro a prazo.

Até 1910 consideramos a grafia do sobrenome como Carminatti, com duplo t. Posteriormente, ao localizarmos registros desta família nos livros do Archivio di Stato de Bergamo,  verificamos ser com apenas uma letra t.

Filhos deste casamento:

+         2   F        i.          Dalia Maria Carminati nasceu a 4 Mai 1887 em Cavernago, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu em 1970 em São João Nepomuceno, MG.

3   M     ii.          Guglielmo Giuseppe Carminati nasceu a 30 Mar 1889 em Cavernago, Bergamo, Lombardia, Italia. Casou com Virgilia Lopes de Faria, filha de Ignacio Lopes de Faria e Emilia Augusta de São José, a 15 Set 1910 em Argirita, MG. Virgilia nasceu em Argirita, MG.

+         4   M    iii.          Giovanni Arturo Carminati nasceu a 7 Mai 1891 em Cavernago, Bergamo, Lombardia, Italia.

+         5   M    iv.          Luigi Gregorio Carminati nasceu a 2 Jun 1893 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu cerca de 1926.

+         6   M     v.          Pietro Silvio Carminati nasceu a 28 Jun 1895 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu a 29 Dez 1969 em Argirita, MG.

+         7   F      vi.          Maria da Conceição Carminati nasceu depois de 1896 no Brasil.

+         8   F    vii.          Belmira Carminati nasceu cerca de 1899 em Argirita, MG.

9   F   viii.          Assunta Carminati nasceu depois de 1896 no Brasil.

10   F      ix.          Ernestina Carminati.

Segunda geração (Filhos)

  1. Dalia Maria Carminati nasceu a 4 Mai 1887 em Cavernago, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu em 1970 em São João Nepomuceno, MG. Dalia também usou o nome Dalva Maria Carminati. Casou com Virgilio Gruppi, filho de Cesare Gruppi e Enrica Bertuzi, a 1 Dez 1908 em Leopoldina, MG. Virgilio nasceu a 24 Jul 1885 em San Petronio, Bologna, Emilia Romagna, Italia, e faleceu a 1 Ago 1961 em São João Nepomuceno, MG. Tiveram os seguintes filhos:

11   M      i.          Genésio Gruppi.

12   F       ii.          Hélia Gruppi.

13   M    iii.          Hélio Gruppi.

+       14   M    iv.          Onésimo Gruppi.

15   M     v.          Sebastião Gruppi.

16   M    vi.          Ivo Gruppi nasceu a 24 Abr 1920 em Piacatuba, Leopoldina, MG, e faleceu a 28 Abr 1967 em São João Nepomuceno, MG.

17   F    vii.          Itha Gruppi nasceu a 31 Jan 1922 em Piacatuba, Leopoldina, MG.

  1. Giovanni Arturo Carminati nasceu a 7 Mai 1891 em Cavernago, Bergamo, Lombardia, Italia. Casou com Izaura Augusta de Barros, filha de Honorio Henrique de Barros e Josefina Augusta, a 23 Jul 1919 em Argirita, MG. Izaura nasceu cerca de 1900 em Argirita, MG. Tiveram os seguintes filhos:

18   M      i.          Honorio.

19   M     ii.          Geraldo.

20   F     iii.          Juraci.

21   M    iv.          Jurandir.

+       22   F       v.          Maria das Dores Carminati.

  1. Luigi Gregorio Carminati nasceu a 2 Jun 1893 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu cerca de 1926. Casou com Esmeraldina Lopes, filha de Ignacio Lopes de Faria e Emilia Augusta de São José. Tiveram os filhos:

+       23   M      i.          Gregorio Carminati nasceu a 5 Jul 1925 em Argirita, MG.

24   F       ii.          Maria Augusta Carminati nasceu a 5 Jul 1926.

  1. Pietro Silvio Carminati nasceu a 28 Jun 1895 em Ghisalba, Bergamo, Lombardia, Italia, e faleceu a 29 Dez 1969 em Argirita, MG. Casou com Maitana Lopes de Faria, filha de Ignacio Lopes de Faria e Emilia Augusta de São José, a 20 Jun 1917 em Argirita, MG. Maitana nasceu cerca de 1896 em Argirita, MG. Tiveram os filhos:

+       25   M      i.          Giacomo Carminati.

26   M     ii.          Guilherme Carminati.

+       27   M    iii.          Pedro Carminati nasceu a 28 Abr 1826 em Argirita, MG.

  1. Maria da Conceição Carminati nasceu depois de 1896 no Brasil. Casou com José Baqueiro Rodrigues. Tiveram os filhos:

+       28   F        i.          Maria Baqueiro Evangelista.

+       29   M     ii.          José Baqueiro Carminati nasceu cerca de 1929 em Argirita, MG, e faleceu a 5 Ago 2012 em Leopoldina, MG.

+       30   M    iii.          João Baqueiro Rodrigues nasceu a 11 Dez 1930 em Leopoldina, MG, e faleceu a 27 Fev 2019 em Leopoldina, MG.

  1. Belmira Carminati nasceu cerca de 1899 em Argirita, MG. Casou com Sanclerio Lopes de Faria, filho de Ignacio Lopes de Faria e Emilia Augusta de São José, a 30 Jul 1919 em Argirita, MG. Sanclerio nasceu cerca de 1892 em Argirita, MG. Tiveram os filhos:

31   F        i.          Luiza Lopes de Faria.

32   M     ii.          José Sancler Lopes de Faria.

33   M    iii.          Ligerio Lopes de Faria.

+       34   M    iv.          João Lopes de Faria Faleceu cerca de 1988.

35   M     v.          Sebastião Lopes de Faria.

Terceira geração (Netos)

  1. Onésimo Gruppi pai de:

+       36   M      i.          Wandier Gruppi.

  1. Maria das Dores Carminati mãe de:

37   M      i.          José Fernando Carminatti Zambrotti.

  1. Gregorio Carminati nasceu a 5 Jul 1925 em Argirita, MG. Casou com Maria das Graças de Faria, filha de Sanclerio Lopes de Faria e Geralda Vieira. Pais de:

38   M      i.          Giovanni Faria Carminati.

  1. Giacomo Carminati pai de:

39   F        i.          Gioconda Carminati.

27. Pedro Carminati nasceu a 28 Abr 1826 em Argirita, MG. Pai de:

40   F        i.          Elisabeth Carminati.

  1. Maria Baqueiro Evangelista mãe de:

41   F        i.          Maria da Conceição Rodrigues.

  1. José Baqueiro Carminati nasceu cerca de 1929 em Argirita, MG, e faleceu a 5 Ago 2012 em Leopoldina, MG. Casou com Amelia Gallito, filha de José Gallito e Regina Colle. Pais de:

+       42   F        i.          Regina Maria Baqueiro.

43   F       ii.          Cristiane Baqueiro.

44   M    iii.          José Mauro Gallito Baqueiro.

  1. João Baqueiro Rodrigues nasceu a 11 Dez 1930 em Leopoldina, MG, e faleceu a 27 Fev 2019 em Leopoldina, MG. Casou com Marina Colle, filha de Angelo Colle e Ana Sangirolami, a 16 Jul 1955 em Leopoldina, MG. Marina nasceu em 1932, e faleceu a 23 Ago 2015 em Leopoldina, MG. Tiveram os filhos:

45   M      i.          Brenio Colle.

+       46   F       ii.          Beatriz Colle Rodrigues nasceu cerca de 1955 em Leopoldina, MG.

+       47   M    iii.          Belini Colle Rodrigues nasceu cerca de 1963 em Leopoldina, MG.

+       48   M    iv.          Bazani Aparecido Colle Rodrigues nasceu cerca de 1965 em Leopoldina, MG.

+       49   M     v.          Bruno Colle Rodrigues nasceu cerca de 1973 em Leopoldina, MG.

  1. João Lopes de Faria Faleceu cerca de 1988. Casou com Terezinha Ribeiro. Tiveram os filhos:

+       50   M      i.          João Nunes Ribeiro de Faria.

51   F       ii.          Ana Belmira Faria.

52   F     iii.          Dolores Lopes de Faria.

53   F      iv.          Terezinha Lopes de Faria.

54   M     v.          Ademir Lopes de Faria.

55   M    vi.          Walter Lopes de Faria.

56   F    vii.          Maria de Fátima Lopes de Faria.

57   F   viii.          Tania Lopes de Faria.

58   M    ix.          José Sancler Lopes de Faria.

59   M     x.          Daniel Lopes de Faria.

60   M    xi.          Danilo Lopes de Faria.

61   M   xii.          Gilson Lopes de Faria.

Quarta geração (Bisnetos)

  1. Wandier Gruppi pai de:

+       62   M      i.          Wagner Gruppi.

  1. Regina Maria Baqueiro mãe de:

63   M      i.          Rodrigo Baqueiro Barroso.

  1. Beatriz Colle Rodrigues nasceu cerca de 1955 em Leopoldina, MG. Mãe de:

+       64   M      i.          Saulo.

65   F       ii.          Laura.

66   F     iii.          Livia.

67   F      iv.          Elisa.

  1. Belini Colle Rodrigues nasceu cerca de 1963 em Leopoldina, MG. Seus filhos:

68   F        i.          Sarah Rodrigues.

69   M     ii.          Fernando Rodrigues.

  1. Bazani Aparecido Colle Rodrigues nasceu cerca de 1965 em Leopoldina, MG. Casou com Claudia Aparecida Vieira Fofano, filha de Osvaldo Fofano da Rosa e Maria Auxiliadora Vieira, a 23 Set 1989 em Leopoldina, MG. Tiveram os filhos:

+       70   F        i.          Karen Fofano Rodrigues.

71   M     ii.          Kairon Fofano Rodrigues nasceu em Leopoldina, MG.

  1. Bruno Colle Rodrigues nasceu cerca de 1973 em Leopoldina, MG. Seus filhos:

+       72   F        i.          Bruna Rodrigues.

73   M     ii.          João Victor Rodrigues.

  1. João Nunes Ribeiro de Faria. Casou com Rosângela de Fátima Coelho a 9 Out 1982 em Argirita, MG. Tiveram os filhos:

74   M      i.          Leandro Coelho de Faria.

75   F       ii.          Walkiria Coelho Faria.

Quinta geração (Trinetos)

  1. Wagner Gruppi pai de:

76   F        i.          Lorena Gruppi.

  1. Saulo pai de:

77   M      i.          José Inácio.

  1. Karen Fofano Rodrigues mãe de:

78   M      i.          Miguel.

  1. Bruna Rodrigues mãe de:

79   M      i.          Pedro Augusto.

80   F       ii.          Maria Clara.

Estudo atualizado em 16 de setembro de 2023.

132 – Encontro de Descendentes dos Imigrantes de Leopoldina

O Trem de História de hoje, considerando o objetivo dos autores de tirar do esquecimento o fato de que Leopoldina recebeu um grande número de imigrantes e, dentre estes, o enorme contingente que veio para a lavoura, vem recordar alguns pontos e trazer para a discussão uma ideia que vem evoluindo a cada dia.

Bem antes de 1998, Nilza Cantoni pesquisava sobre a história de Leopoldina e, vasculhando livros de registros das igrejas, observara que 10% dos nomes que apareciam em batizados e casamentos eram de imigrantes e, destes, 9% eram de imigrantes italianos. Em 1998 surgiu a ideia de se escrever para um dos jornais da cidade sobre os que viveram na Boa Sorte e Constança.

Dali a ideia foi se desenvolvendo e até o ano de 2000, quando a Colônia Agrícola da Constança completou 90 anos, se escreveu um bom número de artigos sobre o tema.

Intensificaram-se as conversas com descentes, algumas palestras e mais gente começou a se interessar pela história de seus antepassados imigrantes.

Surgiu, então, a proposta de comemorar o Centenário da Colônia e os, até então, 130 anos da imigração italiana em Leopoldina. Foi uma grande festa, com mais de quinhentas pessoas tendo assinado o livro de presença naquele abril de 2010. Observou-se a emoção de gente que só então veio a conhecer uma parte da história dos seus antepassados e tomou consciência da importância daqueles imigrantes que mudaram as feições e a economia de Leopoldina. As trocas de informações se acentuaram ainda mais. A cada dia uma novidade. Reproduções de artigos para a distribuição entre familiares e a vontade de repetir o evento a cada ano para lembrar Santo Antonio e os imigrantes que ergueram sua Capela do Bairro da Onça.

Anos depois a sugestão dos autores de transformar em lei o projeto do Caminho do Imigrante, uma via pública que partindo da Capela segue para a Boa Sorte, foi finalmente acatado pelo poder público e assim passou-se a contar com um marco para lembrar quanta riqueza material, econômica e moral transitou por ali, carregada por pessoas simples mas que fizeram toda a diferença.

Em 2019, os festejos dos dias 21 a 24 de fevereiro foi um sucesso. Inclusive o trajeto pelo Caminho do Imigrante, da Capela de Santo Antonio até o distrito de Tebas, onde o povo do lugar recepcionou os caminhantes com alegria e uma macarronada, bem à moda das antigas festas de seus antepassados. Mais uma bela comemoração!

Assim surgiu a ideia de uma data para o calendário de eventos da cidade que não atropele outras comemorações já instituídas. Uma data para realizar o ENCONTRO DE DESCENDENTES DOS IMIGRANTES DE LEOPOLDINA. Momento para lembrar os antepassados de mais de quarenta por cento da população de Leopoldina.

E pensando nela, o Trem de História propõe o dia 17 (dezessete) de MAIO.

MAIO, por ser um período de temperatura mais amena e agradável, oferecendo mais conforto para: reuniões e atos religiosos ou, ecumênicos, desfiles e apresentações dos alunos das escolas – da cidade e dos distritos, caminhadas, cavalgadas, apresentações dos colecionadores de veículos antigos e dos bonitos carros de bois, partidas de futebol ou malha, comidas típicas e o bom vinho do cardápio italiano.

O dia DEZESSETE, porque foi a 17 de maio de 1882 que o presidente da província recebeu o comunicado de que 203 colonos estrangeiros haviam sido introduzidos em Minas Gerais, 9 (nove) deles, em Leopoldina, na Fazenda do Socorro, de propriedade de Vicente Ferreira Monteiro de Barros, segundo a fala de Teófilo Otoni na instalação da 24ª legislatura em 01 de agosto de 1882.

Dezessete de maio, então, porque é a data da chegada dos primeiros imigrantes trazidos para as lavouras das fazendas de Leopoldina.

***Assim, no dia 17 de maio de 2020, um domingo, será realizado o Encontro de Descendentes dos Imigrantes de Leopoldina, que poderá agregar os atos comemorativos dos 105 Anos da Igrejinha de Santo Antonio, dos 110 Anos da Colônia Agrícola da Constança e dos recentemente descobertos 160 anos da Imigração Italiana para Leopoldina. ***

Pensando nisto o Trem de História já começou a republicar, com acréscimos, o material publicado nos últimos vinte anos sobre o assunto. E fica por aqui, sonhando em contar com a adesão de todos para abrilhantar o evento proposto.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 385 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2019

***

17/03/2020: em virtude da pandemia de coronavírus, foram suspensos os preparativos para o ENCONTRO DE DESCENDENTES DOS IMIGRANTES DE LEOPOLDINA que seria realizado no próximo dia 17 de maio de 2020. Nova data será oportunamente informada.

 

Guidotti, Mattiuzzi e Ferreti

Republicamos postagem com estes sobrenomes italianos, de famílias que viviam em Leopoldina na última década dos oitocentos. Segundo informações orais, teriam se transferido para o norte da zona da mata mineira na década de 1910. Agradecemos a quem puder nos fornecer informações a respeito.

1-Pietro Guidotti, filho de Vincenzo Guidotti e Rosina, nasceu por volta de 1864 na Italia.

Chegou ao Brasil pelo Vapor Attività a 27 Ago 1897, acompanhado pela mulher e os filhos Alfredo, Silvio e Emilio. Saiu da hospedaria a 31 Ago 1897 sob contrato com José Werneck de Araújo Junqueira, para a estação Campestre, atual São Martinho, distrito de Providência, Leopoldina, MG.

Pietro era casado com Ida Mattiuzzi, filha de Inocente Mattiuzzi e Rosina. Ida nasceu por volta de 1870 na Italia.  Em alguns registros o sobrenome de Ida aparece como Mateucci ou Montecci. Talvez fosse parente de Luigi Mateazzi que chegou a Leopoldina em 1888, tendo vindo da Italia pelo Valor Cachar. Não encontramos indicação da província de origem de Ida e Luigi.

Filhos de Pietro e Ida:

1.1-Alfredo Guidotti nasceu por volta de 1893 na Italia.

1.2-Silvio Guidotti nasceu por volta de 1895 na Italia e faleceu em 1897 em Providência, Leopoldina, MG.

1.3-Emilio Guidotti nasceu por volta de 1897 na Italia.

1.4-Vicente Guidotti nasceu a 18 Jun 1899 em Providência, Leopoldina, MG.

1.5-Silvio Guidotti nasceu a 24 Abr 1902 em Leopoldina, MG. Foi batizado a 25 Jun 1902 tendo por padrinhos Giuseppe Ferreti e sua filha Maria Ferreti.

Segundo os dados da imigração de Giuseppe Ferreti, ele procedia de Marzabotto, Bologna, Emilia Romagna e viajou para o Brasil pelo mesmo vapor em que veio a família de Pietro, sendo contratado para trabalhar na mesma propriedade que recebeu os Guidotti. Não se sabe o destino que tomaram as duas famílias. Informações orais indicam que teriam saído de Leopoldina por volta de 1910.

 

Museu Nacional

Há um ano, no final do dia 2 de setembro de 2018, fomos surpreendidos com a notícia de que o Museu Nacional estava sendo consumido por um incêndio. Para marcar um ano do infausto acontecimento, recordemos como era o maior museu de história natural do Brasil.

O Conhecendo Museus visitou o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, que reúne acervos científicos, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. Estamos falando do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, criado por D. João VI, em 06 de junho de 1818. Originalmente foi denominado de Museu Real e só foi incorporado à Universidade, em 1946. Nesse episódio o telespectador poderá conferir o acervo que é exposto em setores. As peças que compõem as exposições abertas ao público, cerca de três mil atualmente, são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Etnologia, Entomologia, Geologia, Paleontologia e Zoologia. No da Antropologia, o destaque é para o esqueleto mais antigo descoberto nas Américas, popularmente conhecido como Luzia. Datações deste crânio e do sítio em que foi encontrado sugerem uma antiguidade entre 11 mil e 11.500 anos. O setor da Arqueologia reúne coleções importantes. A egípcia é a maior da América Latina e provavelmente a mais antiga das Américas. As peças foram doadas por D. Pedro I e D. Pedro II ao, então, Museu Real. A coleção é composta, hoje, por mais de 700 peças. Fazem parte da exposição, mostras da Arqueologia Pré-Colombiana e da Arqueologia Brasileira. Essa última, que abrange tanto um vasto período de tempo quanto um imenso espaço territorial, apresenta registros das culturas humanas que habitaram o território brasileiro. Uma das curiosidades do museu é o maior meteorito brasileiro e um dos maiores do mundo, chamado Bendegó, que está alojado no setor de Geologia. Constituído por uma massa compacta de ferro e níquel, o meteorito foi encontrado em 1784 por um menino, Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda, no sertão da Bahia. As interessantes histórias sobre as tentativas de transportar o pesadíssimo bloco para a capital e porque o meteorito tem esse nome, você saberá assistindo ao programa que está imperdível.

Mesa redonda Revoltas Liberais de 1842

O Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais convida para a abertura da exposição “Registro Cartográfico da Revolução Liberal de 1842” e mesa redonda “Revoltas Liberais de 1842 em São Paulo e Minas Gerais”, no próximo dia 31 de agosto, às 12 horas.

Descendentes de Manoel José Pinto da Costa

Com a chegada de novas fontes relativas à família do correspondente Alberto Siqueira, atualizamos a genealogia deste que foi o maior colaborador para a composição deste relatório. A família de Manoel José tinha bastante proximidade com o Alferes Francisco José de Almeida Ramos, do 4º Regimento de Milícias da Corte conforme Ordens Régias 1817-1818 SC 375 P 59. Francisco havia se transferido para o Feijão Cru no início do povoamento, tendo formado a fazenda Santa Maria em território que mais tarde compôs o distrito de Nossa Senhora da Piedade.

1-Manoel José Pinto da Costa, falecido em 1891, casou-se com Ana Francisca de Jesus, falecida em 1895. Segundo o inventário do casal, processo 38404171 da Comarca de Leopoldina autuado em 1896, tiveram os filhos: Leopoldina, Maria, Felisbina, Teresa, Francisca, Candido, Carlota, João Batista, Joaquim, José e Ana.

1-1 – Leopoldina cc Elias Alves Ferreira

1-2 – Felisbina cc João Batista Filgueiras

1-3 – Maria nasceu cerca de 1852 em Piacatuba, Leopoldina, MG [1] e foi batizada a 27 Dez 1852 em Piacatuba, Leopoldina, MG. Padrinhos de batismo: Custódio Dias Moreira e Francisca Maria de São José. Casou-se com Apolinário José de Carvalho, falecido antes dos sogros.

1-4- Teresa nasceu a 12 Fev 1855 em Piacatuba, Leopoldina, MG [2] e foi batizada a 17 Fev 1855 em Piacatuba, Leopoldina, MG. Padrinhos de batismo: Alferes Francisco José de Almeida Ramos e Thereza, mulher de Hypolito Pereira da Silva. Faleceu solteira, antes de seus pais.

1-5 – Francisca cc Antonio Pinto da Silva

1-6 – Candido nasceu cerca de 1862 em Piacatuba, Leopoldina, MG [3] e foi batizado a 13 Out 1862 em Piacatuba, Leopoldina, MG. Padrinhos de batismo: Candido José Baptista e Constança Maria de Jesus. Faleceu solteiro, antes dos pais.

1-7- Carlota nasceu cerca de 1864 em Piacatuba, Leopoldina, MG [4] foi batizada a 12 Dez 1864 em Piacatuba, Leopoldina, MG, e faleceu em Nov 1929 em Leopoldina, MG [5] Padrinhos de batismo: Francisco Soares Valente Vieira e Francisca Rosa do Sacramento. Carlota casou com João Alves de Souza Machado. Eles tiveram oito filhos: Antenor, Manoel, José, Judith Alves de Souza, Isabel, Olga, Cacilda e Maria. Em sociedade com Sinfrônio Maurício Cardoso, João Alves de Souza Machado inaugurou o Colégio Piedade, a 1 Out 1882, em Piacatuba, Leopoldina, MG [6] Foi professor de Escola Estadual, em 1911, em Abaíba, Leopoldina, MG [7]

1-8 – João Batista nasceu a 14 Jul 1867 em Piacatuba, Leopoldina, MG [13] e foi batizado a 29 Jul 1867 em Piacatuba, Leopoldina, MG. Padrinhos de batismo: José Henrique da Matta e Francelina Maria do Sacramento

1-9 – Joaquim nasceu por volta de 1872 e teria vivido no então distrito de Itamarati, hoje município de Itamarati de Minas.

1-10 – José Serapião faleceu antes dos pais, deixando dois filhos: Maria e José.

1-11 – Ana também faleceu antes dos pais e deixou um filho menor.


Citações de fontes
     1.  Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 bat fls 19.

     2.  Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 bat fls 29.

     3.  Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 bat fls 47.

     4.  Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 bat fls 60v.

     5.  Correio da Manhã (Rio de Janeiro, RJ), 13 nov 1929 ed 10698 pag 11 coluna 4.

     6.  O Leopoldinense (Leopoldina, MG; 1879 - ?), 12 nov 1882 pag 1.

     7.  LAEMMERT, Eduardo e Henrique, Almanak Laemmert (Rio de Janeiro: 18--;), 1911 pag 3127.

     8.  Conclusão por análise de outras fontes, obituário da mãe.

     9.  Conclusão por análise de outras fontes, casamento.

     10.  Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 6 cas termo 27 fls 6v.

     11.  Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 04 bat fls 140 termo ordem 1366.

     12.  Arquivo da Diocese de Leopoldina, lv 21 bat fls 99v termo 15.

     13.  Igreja N. S. da Piedade, Piacatuba, Leopoldina, MG, lv 1 bat fls 86.

A Missão Francesa

“A Missão Francesa permitiu a profissionalização em grande escala de artistas brasileiros. E contribuiu para estreitar os laços entre França e Brasil”.

Há 203 anos, 32 artistas franceses desembarcaram na Baía de Guanabara com um objetivo: trazer a arte europeia para o Brasil. A parceria entre a Coroa Portuguesa e os franceses promoveu uma intervenção cultural na nova sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e permitiu a criação da Escola Imperial de Belas Artes.

131 – Imigrantes de outras origens

 Hoje o Trem de História recorda um pouco do que se escreveu sobre outros imigrantes que viviam em Leopoldina antes do período denominado Grande Imigração.

Nas pesquisas até aqui realizadas nas poucas fontes a que se teve acesso, foram encontrados os sobrenomes Brandt, Delvaux, Dietz, Jacob, Kaiser, Schneider e Siess de origem germânica, cuja referência mais antiga no Brasil remonta à primeira metade do século XIX.

Entre os anos de 1881 e 1886 surgem sobrenomes como Abelha, Amarante, Botelho Falcão, Cimbron, Funchal, Gandara, Garcia, Gomez, Gonzalez, Marreiro e Rodriguez, além de muitas referências a pessoas com apenas dois nomes próprios, sem sobrenome, com indicação de que vieram de Portugal continental ou das ilhas atlânticas. Alguns, objeto de estudos aqui publicados nos últimos anos. Da maioria, pouco foi possível apurar. Apenas os listados a seguir tiveram a imigração documentada até o momento.

Os portugueses:

1) Santiago de Souza Garcia, nascido 25 julho 1875 nas Ilhas Canárias, cujo desembarque ocorreu em 1881;

2) Joaquim Alves Ferreira, sua esposa Jesufina e a filha Maria Alves Ferreira nascida 20 set 1869 no Porto, Portugal, que chegaram ao Brasil em 1883;

3) José de Medeiros Cimbron, a esposa Teresa de Jesus Ferrão e os filhos Antonio, Maria da Encarnação, Jacinta, Maria de Jesus, Antonia e José, todos nascidos na Ilha de São Miguel, Açores, desembarcados em terras brasileiras em 1885;

4) Manoel Caetano de Oliveira, a esposa Maria Umbelina e a filha Rosa Joaquina, todos naturais de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores;

5) José Bernardino Barbosa, nascido 04 julho 1868 no Minho, Portugal, e a esposa Delfina Ana de Matos, nascida 21 setembro 1879, também no Minho, aqui chegados em 1886;

E o espanhol,

6) Julião Gonzalez Marreiro, sua esposa Luiza Garcia Demessa e a filha Silveria Gonzalez, nascida no dia 09 junho 1875, em Santa Cruz, Espanha, aqui desembarcados no ano de 1882.

Interessante observar que ao se lembrar desses colonos recorda-se, também, o fato pouco conhecido de que em 1909 ainda existia um assentamento da Leopoldina Railway Company Limited[1], localizado na cidade, onde residiam 08 famílias alemãs com 38 pessoas; 01 família austríaca com 07 pessoas; 01 família portuguesa com duas pessoas e 01 família brasileira com 9 pessoas. Provavelmente seria o mesmo assentamento no qual, na década de 1870[2], viviam 8 germânicos, 6 espanhóis e 26 italianos.

Importante registrar, também, que em 1881 já existia[3], em Leopoldina, um Club Agrícola que cuidava dos interesses dos lavradores e que em 1884 foi criado em Angustura, na época ainda pertencente ao município de Leopoldina, uma associação denominada Club da Lavoura[4], que reunia cerca de 70 proprietários de terras e tinha como um de seus principais objetivos a organização da contratação de mão de obra livre para substituir o trabalho escravo. Em 1884 existiam, também associações de lavradores nos distritos de Conceição da Boa Vista, Piacatuba e Tebas[5]. Alguns imigrantes contratados pelos membros dessas instituições já estavam no município e outros foram sendo contratados ao chegarem ao Porto do Rio de Janeiro.

Fato curioso é registrado por Norma de Góes Monteiro[6]. Diz a autora que os imigrantes de origem espanhola não eram muito bem aceitos por se acreditar que eram agressivos e muito exigentes.

Ainda a propósito do assunto imigração, recorde-se declaração de Francisco de Paula Ferreira de Rezende[7] quando se referiu à contratação de imigrantes para a sua Fazenda Filadélfia. Diz ele:

“Em abril de 1889 fui a Juiz de Fora buscar alguns colonos italianos; creio que não fui infeliz na escolha. Foi isto uma simples experiência; e por ora ainda absolutamente não sei o que terei de fazer. Sejam, porém, quais forem as vantagens do serviço livre; um fato para mim está desde já verificado; e vem a ser — que, bem ou mal, o escravo trabalha muito mais do que o homem livre; uma vez que o seu trabalho seja feitorizado”.

Aos olhos de hoje, a declaração é surpreendente. Em qualquer biblioteca podem ser encontradas inúmeras obras que declaram justamente o contrário, ou seja, que o trabalhador livre era mais produtivo. Aliás, não foi por acaso que o Senador Vergueiro iniciou a substituição da mão de obra escravizada partir de 1840. A experiência desenvolvida em Ibiacaba, estado de São Paulo, foi iniciada sem nenhum tipo de subvenção do erário público e serviu de modelo para diversas iniciativas do gênero em outras partes do país. Inclusive aqui em Leopoldina, onde os fazendeiros criaram o Club da Lavoura bem antes da decisão oficial de libertar os escravizados. Com os erros e acertos naturais a qualquer empreendimento pioneiro, Ibiacaba disseminou a cultura da melhoria de produtividade pela contratação do trabalhador livre.

A viagem de hoje se completa com uma reverência a Luiz Raphael, artista que manteve às próprias custas a casa onde o poeta Augusto dos Anjos passou os últimos dias de vida. Com sua dedicação a Leopoldina, Raphael foi guardião de muito material que pessoas insensíveis descartavam. Inclusive um grande número de cópias dos Requerimentos para o Registro de Estrangeiros determinado pelo Decreto 3010 de 20 de agosto de 1938, preenchidos pelos imigrantes que viviam em Leopoldina. Foi a única referência para alguns estrangeiros não identificados nas demais fontes disponíveis.


Fontes de referência:

1 – Relatório da companhia, disponível no Centro de Documentação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, rua General Canabarro nr. 706, Rio de Janeiro, RJ.

2 – Recenseamento do Brasil em 1872. Segunda Parte: Província de Minas Geraes. Publicação do Serviço Nacional de Estatística.

3 – Gazeta da Tarde (Rio de Janeiro) 11 maio 1881, ed 111, p.1, col.3.

4 – Ata de fundação do Club da Lavoura, 1884, Arquivo da Câmara Municipal de Leopoldina.

5 – Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) 10 julho 1884, ed 145, p.3, col.7.

6 – MONTEIRO, Norma de Góes. Imigração e Colonização em Minas 1889-1930. Belo Horizonte: Itatiaia, 1994. p. 63 e 110.

7 – REZENDE, Francisco de Paula Ferreira de. Minhas Recordações. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988. p. 420

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 384 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2019

 

Brasil no Olhar dos Viajantes – Episódio 4

Republicação, a pedido, do último episódio divulgado pela TV Senado, completando a série.

O quarto e último episódio da série Brasil no Olhar dos Viajantes apresenta as viagens e expedições científicas do século XIX e mostra como os relatos e imagens produzidas por estrangeiros tornaram-se referências para a elite intelectual brasileira no processo de construção de uma identidade nacional.

Próximo passo: a visão de especialistas sobre a Missão Francesa que chegou ao Brasil em 1816.

Há 100 anos

Em 1919, nasceram em Leopoldina

15 ago:

Dalila Ferreira Brito

20 ago:

Odete Dutra do Vale

25 ago:

Jorcelino Meneghetti