Leopoldinenses nascidos em setembro de 1917

Dia 2

Abilio de Andrade Machado, filho de Américo José Machado e Altina de Andrade Neto

Wilsonina Vargas Neto, filha de Guilherme de Vargas Neto e Maria Constância da Conceição

Dia 3

Alvaro, filho de Alvaro Bastos de Faria Freire e Januária Nogueira

Dia 9

Antonio Marinato, filho de João Marinato e Josefa Farinazzo

Dia 10

Sebastião, filho de Teófilo Otoni Machado e Albertina Rodrigues Martins

Dia 13

Aristeu Vargas de Lacerda, filho de Antonio Augusto Ferreira Lacerda e Porcina Maria Vargas

Vicente Dietz de Almeida, filho de Carlos José de Almeida e Guilhermina Dietz

Dia 15

Mario, filho de Manoel Bibiano Pereira e Maria Viana de Sá

Dia 16

Adeodato, filho de Emilio Carlos de Oliveira e Querina Matilde de Oliveira Montes

Dia 22

Antonio, filho de Antonio José de Andrade e Cecilia Vieira Ramos

Dia 27

Carmosinda, filha de Luiz do Amaral Lisboa e Maria da Conceição Garcia

Climene de Aguiar, filha de José Alexandre de Aguiar e Umbelina Machado de Almeida

 

Ana Claudina: 150 anos de nascimento

No dia 28 de agosto de 1867, Ana Claudina de Lacerda nasceu em Leopoldina. Filha de Maria Antonia do Nascimento e de Ezaú de Lacerda Leal, era neta paterna de Lourenço José Leal.

Sua avó paterna foi Ana Catarina Ferreira de Lacerda, filha de José Ferreira  Brito e Mariana Paz de Lacerda. Seu bisavô José era filho de Manoel Ferreira Brito e Maria Teresa de Jesus. Já a bisavó Mariana era filha de Antonio Carlos Corrêa de Lacerda e Ana de Souza da Guarda que, por sua vez, eram pais de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda acima citado.

Ana Claudina casou-se com José Augusto de Almeida Gama, com quem teve os filhos Teofilo Augusto, Hipólito, José Augusto, Carlos e Virginia Eulalia da Gama.

82 – Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda: um pioneiro esquecido.

Ao pesquisar a história de Leopoldina, vez por outra se esbarra em nomes que ficaram esquecidos nas gavetas do passado. É o caso de Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda que será estudado a partir deste artigo.

Romão nasceu(1) a 28.02.1795, filho de Álvaro Pinheiro Corrêa de Lacerda e Ana de Lacerda. Casou-se com Ana Severina de Oliveira Castro com quem teve apenas um filho: Américo Antonio de Castro Lacerda. Em segundas núpcias, com Maria de Nazareth Pereira teve nove filhos que serão identificados mais tarde.

Em 1826, segundo Celso Falabella(2), ele morava e era procurador da Câmara de Valença (RJ). No Mapa de Habitantes(3) de São José do Paraíba, de 1831, aparece entre os moradores do Feijão Cru como solteiro e possuidor de 4 escravos. Esta informação se confirma no Mapa de 1835 do então Curato de São Sebastião do Feijão Cru(4).

Eleitor do 5º quarteirão do Feijão Cru(5), lavrador, era juiz de paz em janeiro de 1851. Tomou posse como vereador suplente(6) em Leopoldina, a 24.04.1855.

No Registro de Terras(7) de 1856, assinado na Fazenda da Memória por ele e pelo Vigário José Maria Solleiro, consta que era “Senhor e possuidor de uma sesmaria em terras de cultura na Fazenda denominada Memoria no Districto d’essa Villa que houve por compra do Major Manoel Gomes de Oliveira”. O registro informa, ainda, que estas terras faziam divisa com José Augusto Monteiro de Barros; Antonio Prudente d’Almeida; D. Maria Vidal e seus herdeiros; e, com Joaquim Antonio de Almeida e Gamma.

Em 1875 foi citado como um dos fazendeiros de café em Leopoldina(8). E sobre ele disse Ferreira de Rezende(9):

“eu ainda aqui alcancei como um dos fazendeiros mais ricos destes lugares e que embora por ser homem muito retraído, muito pouco figurasse na vida pública, veio entretanto a fundar pela sua descendência e pelos parentes que atraiu, uma das melhores famílias desta freguesia.”

Segundo o registro de sepultamento(10), seu óbito ocorreu no dia 14.03.1872. Portanto, com o traslado de seus restos mortais ele é o mais antigo povoador da cidade sepultado no atual Cemitério de Nossa Senhora do Carmo.

A primeira esposa de Romão, Ana Severina de Oliveira Castro nasceu(11) por volta de 1801 e faleceu(12) em Leopoldina a 02 de janeiro de 1846. Era filha de Mateus Alberto de Souza Oliveira e Castro e Feliciana Candida Esméria da Fonseca.

Américo, o único filho de Romão e Ana Severina, nasceu(13) em Leopoldina no ano de 1839. Casou-se com Filomena Josefina Cândida da Gama, filha de Joaquim Antonio de Almeida e Gama e Maria Josefina Cândida de Jesus, de quem já se falou no Trem de História nº 51, publicado na edição nº 307, de 01.07.16, do Jornal O Leopoldinense.

Filomena nasceu a 28 de dezembro de 1847 e faleceu a 04 de janeiro de 1916 em Leopoldina(14). Ela também aparece como Prudenciana Josefina da Gama Lacerda no batismo da filha Alzira. Américo e Filomena tiveram dez filhos: I) Adelaide da Gama de Castro Lacerda; II) Alberto Gama de Castro Lacerda; III) Américo de Castro Lacerda; IV) Alzira Gama de Castro Lacerda; V) América de Castro Lacerda; VI) Lucas de Castro Lacerda; VII) Eduardo da Gama de Castro Lacerda; VIII) Joaquim Gama de Castro Lacerda; IX) Maria Josefina da Gama Lacerda; e, X) Sofia Gama de Castro Lacerda.

Em janeiro de 1877, Américo colaborou(15) com a Comissão de Socorro às vítimas das inundações ocorridas naquele ano. Segundo o Almanaque da Província(16) ele foi juiz de paz(17) eleito em 1875 e em 1887. Foi vereador conforme o livro de Juramento e Posse de autoridades diversas do período 1877-1894. Foi acionista(18) intalador do Banco de Leopoldina em 1891. Foi nomeado(19) Tenente da 1ª Cia do 70º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional em 1897.

Nas próximas edições do Jornal a história deste pioneiro esquecido, Tenente Romão Lacerda, continuará. Para corrigir o rumo do que dele se conhece, colocar em lugar de destaque este personagem leopoldinense, falar da numerosa e atuante descendência que deixou e, lembrar os 200 anos das primeiras sesmarias concedidas nas terras por onde corre o Feijão Cru. Aguardem!

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Fontes consultadas:

1) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, data na lápide no túmulo. Arquivo Público Mineiro CX 07 DOC 07, Mapa da População de Além Paraíba – 1831, fam 117 e CX 03 DOC 06, 1835-38 e CX 03 DOC 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru, 1835 fam 131 fls 21; 1843 fam 156.

2) CASTRO, Celso Falabella de Figueiredo. Os Sertões de Leste: Achegas para a história da Zona da Mata. Belo Horizonte:  Imprensa Oficial, 1987. fls 69.

3) Arquivo Público Mineiro CX 07 DOC 07, Mapa da População de Além Paraíba – 1831, fam 117.

4) Arquivo Público Mineiro CX 03 DOC 06, 1835-38 e CX 03 DOC 04, 1843, Mapa da População do Feijão Cru, 1835 fam 131 fls 21; 1843 fam 156.

5) Arquivo Público Mineiro PP1 Cx 44 Pacote 30, Qualificação de eleitores do Feijão Cru em janeiro de 1851 nr 263.

6) Livro de Juramento e Posse de Vereadores em Leopoldina – 1º livro, fls 3-verso.

7) Arquivo Público Mineiro TP 114 Registro de Terras de Leopoldina 1856, nr 9

8) MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875. 1875 – fls 452.

9) REZENDE, Francisco de Paula Ferreira. Minhas Recordações. Rio de Janeiro: José Olympio, 1944. p. 369.

10) Cemitério Público de Leopoldina (1880-1887) fls 13 sep 393.

11) MATHIAS, Herculano Gomes. Um Recenseamento na Capitania de Minas Gerais: Vila Rica – 1804. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1969. p. 108.

12) Arquivo do Fórum de Mar de Espanha, ano 1846, inventário de Ana Severina de Oliveira Castro, caixa 1

13) Arquivo Público Mineiro CX 03 DOC 04 Mapa da População do Feijão Cru, 1843 fam 156.

14) Cemitério Nossa Senhora do Carmo, Leopoldina, MG, lápide do túmulo.

15) O Globo – jornal do século XIX Rio de Janeiro, 1877 5 jan, ed 5, p. 3 e 1877 8 jan, ed 8 p. 4.

16) Almanaque da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875, 1875 – fls 451.

17) MARTINS, Antonio de Assis. Almanaque Administrativo, Civil e Industrial da Província de Minas Gerais. Ouro Preto: s.n., 1864-1875, 1875 – fls 451.

18) O Estado de Minas Geraes Ouro Preto, MG. 1891 11 abril ed 145 p 4.

19) Diário Oficial da União, 1897 10 dez seção 1 p. 4.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 336 no jornal Leopoldinense de 1 de agosto de 2017

 81 – Maria da Glória, filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro

Como ficou dito no artigo anterior, o Trem de História segue viagem pela família de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade. Hoje trazendo a sua filha Maria da Glória Carneiro, nascida na Freguesia de São José do Rio Preto.

Maria da Glória casou-se[1] com o viúvo Achilles Hercules de Miranda, em 14 de outubro 1886 em Leopoldina (MG) e desta união foram testemunhas o Dr. Francisco de Paula Ramos Horta Júnior e Valério Ribeiro de Rezende.

Ele nasceu em Nova Friburgo (RJ) e casou-se em primeiras núpcias com Adelaide Amélia Meira.

As fontes consultadas indicam que em 1877 foi convocado[2] para exame preparatório ao Imperial Colégio Pedro II. Dez anos depois ele aparece como professor do Atheneo Leopoldinense[3] fato que pode indicar ter vivido naquela cidade antes de chegar a Leopoldina.

Mas dúvidas ainda persistem relativamente a este período de sua vida. E uma delas é saber de onde ele teria vindo para Leopoldina.

Há informação de que lecionou no Instituto Lafaiete, no Rio de Janeiro e o Almanak Laemmert[4] registra ter sido ele proprietário do Colégio São Sebastião, em Leopoldina, na década de 1920. Entretanto, sobre esta instituição não se foram encontradas outras referências além do fato de ter existido uma de mesmo nome em um distrito de Palma.

Mas se os fatos não esclarecem as dúvidas, certamente podem indicar ter começado com Achilles a longa ligação de descendentes seus com as áreas da educação e cultura da região, como se verá adiante.

Maria da Gloria Carneiro e Achilles Hercules de Miranda tiveram, em Leopoldina (MG), os filhos:

– Nelson, nascido[5] em 1887, que teve como padrinhos de batismo os avós maternos Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade Carneiro;

– Maria, nascida[6] em 1888, cujos padrinhos foram José de Andrade Carneiro e Lucia Amanda Carneiro, sua tia materna;

– Ruy de Miranda, nascido[7] em 1889, tendo como padrinhos João Luiz Guilherme Gaëde e Francisca das Chagas Andrade. João Luiz era irmão de Eugênio do Rosário Gaëde que batizou Achilles, irmão de Ruy. Segundo informação de familiares, Ruy se casou em Cataguases por volta de 1912 com Maria Passeado de Miranda e com ela teve os filhos: Ruymar, Namur, Ruyter e Ruth. Ruymar, que adotou o sobrenome do marido, nasceu em 1913. Era professora e escritora com nome incluído no Dicionário crítico de escritoras brasileiras de Nelly Novaes, publicado pela Academia Mineira de Letras. Casou-se com Joaquim Branco Ribeiro e teve com ele os filhos: Joaquim, Pedro e Aquiles. Os filhos Joaquim e Pedro, também são escritores. Ruy foi escrivão do cartório do crime em Cataguases;

– Achilles, nascido[8] no dia 1901, teve como padrinhos de batismo Eugênio Gaëde e Sophia Georgina Gaëde. Tudo indica que o nome correto do padrinho seria Eugênio do Rosário Gaëde e o da madrinha, provavelmente, Clara Sophia Adolphina Gaëde de Carvalho, uma professora pública em Cataguases que foi transferida[9] para Leopoldina em 1882. O último sobrenome da madrinha seria o de sua própria família e o Gaëde adotado do marido Eugênio; e,

– Dinah, nascida[10] no dia 19.07.1906, teve como padrinhos Martinho Campos Guimarães e Catarina Augusta da Cruz.

Segundo seu neto Joaquim Branco Ribeiro Filho, Achilles Hercules teria deixado outros filhos do primeiro casamento que residiam possivelmente no estado do Rio de Janeiro.

Sabemos, ainda, que Achilles Hercules de Miranda foi alistado como eleitor em Juiz de Fora[11] em 1896 e que em fevereiro de 1900 foi nomeado[12] Diretor Comercial e de Disciplina do Colégio Santa Cruz, ex-Andrés, também em Juiz de Fora. No mesmo ano ele atuou[13] como examinador dos alunos da escola pública do professor Marçal Benigno, em Piau, cidade da qual se retirou em dezembro de 1900 para estabelecer[14] colégio em Leopoldina. Não conseguimos descobrir que colégio teria sido este. Em março de 1902 foi nomeado[15] pelo governo estadual para o cargo de Partidor-Distribuidor da Comarca de Leopoldina.

E o Trem de História faz nova parada. Agora, para reunir carga e trazer um novo personagem leopoldinense que aguarda a vez para sair da gaveta do esquecimento.

Aguardem.


Fontes Consultadas:

1 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 1 cas fls 160 termo 120

2 – Jornal da Tarde, Rio de Janeiro, 11.09.1877, edição 158 p. 2

3 – Cidade de Cataguazes (Cataguases), 31 março 1887,  ed 20 p. 3.

4 – LAEMMERT, Eduardo e Henrique. Almanak Laemmert. Rio de Janeiro: 1916 p. 3147

5 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 bat fls 192 termo 1785.

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 42 termo s.nº.

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 3 bat fls 135

8 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 9 bat fls 58 termo 9

9 – Relatório de Antônio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, p. 24

10 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 11 bat fls 40v termo 215

11 – Correio de Minas (Juiz de Fora ), 12 julho 1896, ed 49 p. 3.

12 – O Pharol (Juiz de Fora,), 27 fev 1900, ed 203 p. 2.

13 – idem, 30 nov 1900, ed 68 p. 2

14 – idem 30 dez 1900, ed 85 p. 2

15 – Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), 11 de março 1902, ed 70 p. 2.

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 335 no jornal Leopoldinense de 16 de julho de 2017

 

80 – Juvenal Carneiro, o filho mais conhecido de Antonio Teodoro.

O Trem de História está de volta. E como foi prometido no artigo anterior, trazendo Juvenal Lúcio de Andrade Carneiro ou, simplesmente Juvenal Carneiro, o nome mais conhecido e referenciado dentre os filhos de Antonio Teodoro de Souza Carneiro e Amanda Malvina de Andrade

Segundo Luiz Eugênio Botelho[1], Juvenal era mineiro nascido em São José do Rio Preto em 1871, mesma informação constante do livro Do Lombo de Burro ao Computador, publicado por seu filho Erymá.

Por volta de 1890, foi para o Rio de Janeiro onde fez o curso de guarda-livros no Liceu de Artes e Ofícios. Por esta época, final do século XIX, sua família já estava em Leopoldina para onde ele se transferiu ao terminar o curso.
Em 1896 casou-se[2] em Leopoldina com Honorina Antunes Vieira, filha de Honório Antunes Pereira (1854 – 1936), o criador da Sauvicida Agapeama e, Maria Balbina Vieira de Rezende (1860 – 1932)[3].

Em 1926, Honório Antunes Vieira demonstrou a ação do Sauvicida Agapeama na Quinta da Boa Vista, com a presença do Vice-Presidente da República. Nesta época, a empresa que produzia este defensivo agrícola tinha como sócios, além do inventor do produto, Augusto Ferreira Ramos, Juvenal Carneiro, Carlos Pacheco Filho, Zilda Pires Carneiro e Alvaro Alberto Margarido Pires. [4]

Juvenal é frequentemente lembrado por ter dado aos filhos nomes de forma a que as iniciais homenageassem a província de MINAS GERAES, na grafia da época. Mas a intenção não se concretizou, ficando faltando a última letra S.

São filhos do casal: Moacyr; Ierecê; Nahumá (duas do mesmo nome); Aracy; Suikire; Guaraci; Erymá; Rudá; Apalaís; e, Erundy (as duas últimas, gêmeas).

Sobre estes filhos, Oswaldo de Rezende, em Genealogia dos Resendes informa que Moacyr c.c. Zilda Margarida Pires; Ierecê Carneiro de Almeida c.c. Manoel José da Silva Almeida; Nahumá  c.c. Jeová Batista de Sousa (médico); Araci Antunes Carneiro c.c. Jaci Soares (advogado) natural de Rio Pomba; Suiquire Carneiro (médico) c.c. Neréa Costa; Guaraci c.c. Guaraci Medeiros; Erymá  (advogado) c.c. Diva Mascarenhas (cas.1) e Rose Espíndola (cas.2); Rudá c.c. Ernani Paturi Monteiro; Apalaís; e, Erundi c.c. Ademar Vaz de Carvalho.

Através de outras fontes, sabe-se que o filho Moacyr, nascido[6] em 1896, foi bancário e autor dos livros Octagenário e A Bondade do Meu Avô; Ierecê[7], nascida em 1898, segundo o livro do irmão Erymá foi a primeira moça da pequena burguesia local a trabalhar no comércio, como escriturária do Banco Ribeiro Junqueira; Erymá formou-se em advocacia e contabilidade e foi professor universitário, ex-diretor de Contabilidade do Estado de Minas Gerais, consultor do Sindicato de Contabilistas do Rio de Janeiro, fundador e ex-presidente do Instituto de Organização e Revisão de Contabilidade, conforme Joaquim Custódio Guimarães em seu trabalho sobre os Escritores Leopoldinenses; e, Suikire, médico que exerceu a chefia do ambulatório de crianças do Hospital São João Batista da Lagoa e chefe da enfermaria de crianças do Hospital da Cruz Vermelha. Publicou os livros Roteiro das Mães e, O Cristianismo do Cristo.

Luiz Eugênio Botelho, já citado, declarou que o professor Juvenal Carneiro se tornara figura de destaque nos meios sociais leopoldinenses pela sua honradez, capacidade de trabalho e pelo seu espírito de iniciativa. Foi professor de geografia e de contabilidade comercial no Ginásio Leopoldinense.

Ainda segundo Erymá, Juvenal foi proprietário de duas escolas: Curso Comercial Afonso Vizeu para os rapazes e Curso Comercial Rodolfo de Abreu, para as moças, ambos na Rua Cotegipe, em Leopoldina, quase em frente à residência da família.

Escreveu as seguintes obras: Geografia; Aritmética Comercial e Tratado Prático de Máquinas de Escrever e Calcular, publicado em 1920; O Guarda-Livros Prático; e, Tratado de Contabilidade, em 6 volumes, sendo 4 publicados em vida e 2 póstumos. E, em parceria com o filho Erymá Carneiro, escreveu Do Lombo de Burro ao Computador, e, Contabilidade Bancária.

Foi tenente do 4º Esquadrão do 5º Regimento da Guarda Nacional de Leopoldina[8]. Durante quinze anos trabalhou como contador da Casa Bancária Ribeiro Junqueira, Irmão & Botelho (depois Banco Ribeiro Junqueira)[9] e como guarda-livros da Casa de Caridade Leopoldinense.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, lecionou no Instituto Lafayete[9] e participou ativamente dos assuntos de interesse dos contabilistas cariocas.

Faleceu, no Rio de Janeiro (RJ) em 1931, sendo sepultado no Cemitério São João Batista.

Hoje, Juvenal Carneiro empresta seu nome a uma via pública de Leopoldina que, partindo da Rua Vinte e Sete de Abril, em frente ao prédio da antiga fábrica de tecidos, segue na direção do Córrego do Feijão Cru e Rua Manoel Lobato.

Por hora a carga está de bom tamanho. O Trem de História faz mais uma parada para reabastecimento, mas promete seguir viagem e trazer uma filha de Antonio Teodoro de Souza Carneiro, Maria da Glória, na próxima edição. Até lá!


Fontes Consultadas:

1 – BOTELHO, Luiz Eugênio. Leopoldina de Hoje… e de Ontem. 1 ed. Leopoldina: do autor, 1967.  p. 134

2 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 2 cas fls 135v termo 20.

3 – REZENDE, Oswaldo. Genealogia das Tradicionais Famílias de Minas. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1969. p. 80 nº 10.

4 – O Paiz (Rio de Janeiro), 10 set 1926, ed 15301 p. 4 e Jornal do Commercio (Rio de Janeiro) 12 dez 1926, ed 355, p. 14

5 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976 p.15

6 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 06 bat fls 181v termo 677

7 – Secretaria Paroquial da Matriz do Rosário, Leopoldina, MG, lv 08 bat fls 51v termo 90.

8 – Diário Oficial da União, 1897 10 dez seção 1 p. 4

9 – CARNEIRO, Erymá. Do Lombo de Burro ao Computador. Rio de Janeiro, 1976, p.18 e 56

Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA

Publicado na edição 334 no jornal Leopoldinense de 1 de julho de 2017

Leopoldinenses nascidos em agosto de 1917

4 de agosto

Antonio Fontanella, filho de Alfredo Fontanella e Olivia Eulália de Oliveira

5 de agosto

Orlando Codo, filho de Eugenio Codo e Alexandrina Maragna

9 de agosto

Waldemar Tavares Machado, filho de Severino José Machado e Afrânia Dietz Tavares

13 de agosto

Francisco Giuliani, filho de Luigi Giuliani e Teresa Ermini

15 de agosto

José, filho de Plautino Dias Soares e Carmelita Tavares Pinheiro

23 de agosto

Wilson Izidoro Carvalho Neto, filho de João Izidoro Gonçalves Neto e Ambrosina Rodrigues de Carvalho

29 de agosto

João Batista Moroni, filho de Giuseppe Raffaele Moroni e Santina Lupatini

30 de agosto

Altair, filho de Lindolfo Augusto Tavares Lacerda e Guiomar de Lacerda

150 anos de nascimento de João Caetano Bittencourt

No início do século XIX, na região de Mercês do Pomba, vivia um açoriano de nome João Caetano Bittencourt que viera da Ilha Terceira em 1772. Um de seus filhos teria sido o avô paterno do homônimo que nasceu em Leopoldina no dia 16 de julho de 1867: João Caetano Bittencourt era filho de outro do mesmo nome e de Rosalina Luiza do Carmo, referida em algumas fontes como  Rosaline Louise do Espírito Santo.

Por ocasião da Exposição Regional de 1897, em Leopoldina, foi aberto um livro de Inscrições dos Expositores onde encontramos o registro de João Bittencourt Filho que iria expor Chapéus de Cipó e Tinta Vegetal. Segundo informações orais, trata-se do marido de Rosalina que vivera em Leopoldina até 1871, passara pouco mais de dois anos em Mercês do Pomba e em 1873 voltara para Leopoldina. De fato, o filho mais novo do casal declarou, ao casar-se, que nascera em Mercês do Pomba. Os demais foram batizados em Leopoldina.

O João Caetano nascido em 1867 era carpinteiro e residia no terceiro quarteirão de Leopoldina quando foi feito seu alistamento militar em 1890. Segundo a divisão implantada pelo subdelegado de polícia naquele ano, o terceiro quarteirão iniciava-se na “casa de Olívio de Vargas Corrêa, seguia pela Rua Primeiro de Março e subia até o alto da matriz”.  Esta rua então denominada Primeiro de Março abrangia as atuais ruas Gabriel Magalhães e Lucas Augusto e Olívio parece ser o filho de Custódio de Vargas Corrêa que tinha residência nas proximidades do cemitério atual.

Em 1899 João Caetano casou-se com Luiza Rodriguez Gonzalez, nascida em 1867 em El Rozal, Pontevedra, Espanha, filha de Manoel Rodriguez e Joana Gomes Gonzalez. O casal teve, pelo menos, os filhos Zulmira (1900), Belmira (1904), Helena (1905), Maria José (1907), João (1908) e Marciano Caetano Bittencourt.

Leopoldinenses nascidos em julho de 1917

9 de julho

Eduviges, filha de Manoel Ignacio Rodrigues e Vitalina Rodrigues de Gouvêa

10 de julho

Lair dos Reis Junqueira, filho de Tomé de Andrade Junqueira e Iria dos Reis Junqueira

12 de julho

Maria Aparecida, filha de Guilherme Pereira Castro e Maria de Vargas Ferreira Brito

17 de julho

Luzia, filha de Benedito Heitor Jendiroba e Zulmira de Oliveira Rodrigues

22 de julho

Maria, filha de Cristino Machado Dias e Maria da Conceição Cabral

31 de julho

Maria, filha de Pacífico de Souza Werneck e Agueda Barbosa de Melo

 

 

Sesquicentenário de Nascimento

No dia 30 de junho de 1867 nasceu, em Leopoldina, Adelaide da Gama de Castro Lacerda. Ela era neta de dois importantes personagens da história de Leopoldina.

Por um lado, Romão Pinheiro Corrêa de Lacerda e Ana Severina de Oliveira Castro tiveram o único filho Américo Antonio de Castro Lacerda, pai de Adelaide. Romão foi um dos primeiros moradores do Feijão Cru, formou a Fazenda Memória, foi vereador e atuou pelo desenvolvimento de Leopoldina até sua morte em 1872. Romão teve seus restos mortais trasladados para o novo Cemitério criado em 1888.

Pelo lado materno, Adelaide era neta de Joaquim Antonio de Almeida Gama, o primeiro historiador de Leopoldina. Sua mãe foi Filomena Josefina Candida da Gama, a segunda filha de Joaquim Antonio.

Adelaide casou-se em Leopoldina, no dia 29 de julho de 1888, com Americo Moretzshon Monteiro de Oliveira Castro, neto paterno de um irmão da avó paterna de Adelaide.

Localizamos seis filhos do casal Adelaide-Américo: Maria (1890), Américo (1893), Dinah (1894), Hugo (1895), Jurema (1899) e Alberto Moretzshon de Lacerda.

150 anos de nascimento de Teresa de Oliveira Vargas

Segundo o batismo de Teresa de Oliveira Vargas, ela nasceu no dia 23 de junho de 1867 e não de 1866 como a família fez publicar no cartão de comunicado de falecimento. Era filha de João Antonio de Oliveira Vargas e de Antonina Virgilina do Patrocínio, sendo neta materna de Joaquim Antonio do Patrocínio e de Senhorinha Candida Alves.

Teresa deixou grande descendência de seus dois matrimônios. Casou-se a primeira vez, em janeiro de 1882, com o português Francisco Pereira Garcia, filho de Bernardino José Pereira Garcia e Joaquina da Luz. O casal teve cinco filhos: Carmelita (1882), João (1884), Maria da Conceição (1886), Alice (1887) e Antonina (1889). Maria da Conceição Garcia casou-se com Luiz do Amaral Lisboa, com quem teve, pelo menos, seis filhos, sendo que um deles foi Paulo Lisboa que se casou com Maria Andrade Martins com quem teve o filho Paulo Roberto Lisboa, artista plástico conhecido internacionalmente.

Teresa casou-se a segunda vez com Tomaz Pereira do Amaral Lisboa Filho, pai de seu genro Luiz do Amaral Lisboa. Tomaz era natural de Santa Madalena, Ilha do Pico, Açores e vivia em Leopoldina onde se casara com a leopoldinense Albina de Souza Werneck na década de 1870.

Do casamento realizado em abril de 1892. Teresa e Tomaz tiveram, pelo menos, os filhos Aurora (1893), Olga (1895), Tomaz (1897), Alzira (1898), Maria das Dores (1900) e Ana (1903).

Teresa viveu parte de sua vida no distrito de Tebas.