Leopoldinenses nascidos em abril de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Zelia Monteiro de Barros
6 Abril
Marco Aurélio Monteiro de Barros
Laura Monteiro da Silva
Nilo de Almeida Brum
8 Abril
Venâncio Gottschalk de Almeida
Maria do Canto Brum
Sebastião
16 Abril
Paulino José do Rego
Maria Virginia de Oliveira
Geraldo
19 Abril
Avelino José de Almeida
Nelsina de Medeiros Pinto
Honorina
24 Abril
Vital Ignacio de Moraes
Julieta Vieira de Oliveira
Hituil
27 Abril
Luiz de Oliveira Brandão
Ondina Werneck

Cemitério Público

Sabemos que em tempos remotos os sepultamentos das pessoas de maior poder aquisitivo eram realizados dentro da Igreja. Quanto aos menos aquinhoados, seus túmulos se localizavam no exterior, geralmente em área contígua ao templo. Na segunda metade do século XIX, porém, a preocupação com a saúde pública fez com que fossem proibidos os enterramentos dentro das igrejas.

No período que estamos estudando, com vistas a recuperar informes sobre o nascimento do distrito e depois município de Recreio, a Paróquia de Conceição da Boa Vista encontrava-se às voltas com a construção de seu cemitério, de forma a cumprir a determinação que proibia sepultamentos em seu interior. A comissão encarregada das obras era composta pelo Padre Modesto Theophilo Alves Ribeiro e pelos paroquianos Francisco Ferreira (Brito) Neto e Antônio Cardoso de Almeida. A Diretoria de Fazenda da Província de Minas Gerais, em conformidade com a Lei nº 2892 de 6 de novembro de 1882, contribuiu com 1 conto de réis em benefício das obras do Cemitério Público. Para receber esta quantia, a comissão nomeou, no dia 27 de julho de 1883, um procurador: Antonio de Santa Cecília.

Resta-nos uma lacuna importante sobre este assunto: quando foi construído o cemitério do distrito de Recreio? Sabemos que alguns moradores do então Arraial Novo, falecidos na década de 1880, foram levados a sepultamento em Conceição da Boa Vista. Sabemos também que a secularização dos cemitérios só foi estabelecida através do Decreto nº 789 de 27 de setembro de 1890. Portanto, no momento em que se iniciava a urbanização de Recreio, o serviço estava a cargo da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.

Infelizmente ainda não encontramos documentos sobre a doação do terreno onde foi erguida a Capela do Menino Deus, filial erguida em terrenos dos Ferreira Brito nas proximidades da estação ferroviária. Pode ser que a história desta Capela esclareça também os fatos sobre a abertura do cemitério. Naquela época a freguesia estava subordinada ao Bispado do Rio de Janeiro, tendo sido transferida para Mariana apenas em 1897.Não sabemos onde se encontram os registros dos atos realizados até então.

Lauriano José de Carvalho

Através dos Mapas de População descobrimos que, morando na região desde os anos de 1830, e genro de Felicíssimo Vital de Moraes, Lauriano José de Carvalho foi pai de

– Domingos Rodrigues de Carvalho
– Maria Rufina de Carvalho casada com Francisco Mendes do Vale Júnior
– Felicíssimo Rodrigues Carvalho casado com Rita Firmina Machado de Almeida

Além destes, teve as filhas Ana, Rita e Joaquim, nascidos entre 1834 e 1841, dos quais não temos referências posteriores.

Segundo escritura de compra e venda de imóveis, soubemos que em 1887 transferiu-se para Itapiruçu com sua esposa, Ana Maria ou Marta de São Joaquim e os filhos. Deixou descendentes também em Angaturama.

João Batista de Paula Almeida

Com o objetivo de falar dos antigos moradores de Conceição da Boa Vista, trazemos mais um nome encontrado nos Mapas de População. Aproveitamos para responder à consulta de um visitante a respeito destas listagens nominais de habitantes. Esclarecemos que os chamados “maços de população” foram implantados por ordem do Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII, para fins de arrecadação de impostos e alistamento militar.

Em 1832 João Baptista de Paula Almeida comprou, de Pedro Teixeira de Carvalho, 200 alqueires de terras no lugar denominado Monte Alegre. Unidas à propriedade que herdou de seus pais, formou a Fazenda do Monte Alegre que fazia divisa com Francisco José de Freitas Lima, com a Fazenda do Recreio, com Francisco da Silva Barboza, com Manoel Ferreira Britto e com as terras dos Mendes.

Joaquim Cesário de Almeida e Luciana

O sogro de Ignacio Ferreira Brito deixou enorme descendência em Recreio e Leopoldina. Nascido em Santana do Garambeo, em 1804, descendia de açorianos por parte de pai e sua mãe era irmã do “comendador” Manoel Antonio de Almeida, um dos povoadores de Leopoldina. Casou-se com sua prima Luciana, filha deste seu tio Manoel Antonio de Almeida. Encontra-se o nome da esposa de Joaquim Cesário como Luciana Esméria de Almeida, Luciana Francelina de Jesus ou Luciana Felisbina.O casal formou a Fazenda do Tesouro, na qual viveram até a morte de Joaquim Cesário, ocorrida no dia 18 de março de 1855. A partir daí, seja pelo desmembramento da propriedade por ocasião do inventário, seja por compra que seus filhos fizeram ou receberam por dote da esposa, encontram-se referências às fazendas Alto da Cachoeira, Passa Tempo e Tesouro, como propriedades da família.

Filhos de Joaquim Cezário de Almeida e Luciana:

– João Basílio de Almeida casado com Augusta Leopoldina Rezende Martins
– Izahias de Almeida
– Maria Cezária de Almeida casada com João Ferreira de Almeida
– Mariana Ozória de Almeida casada com Ignacio Ferreira Brito
– Antonio Augusto de Almeida casado com Virgínia Pereira Werneck
– Honorina Antonia de Almeida casada com Antonio José de Freitas Lima
– Joaquina Eucheria de Almeida casada com Francisco Gonçalves Neto
– Rita Virgínia de Almeida casada com Antônio Venâncio de Almeida

Leopoldinenses nascidos em fevereiro de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Celio
5 Fevereiro
José Carlos de Melo Varejão
Francisca Jardim Junqueira
Maria da Conceição
6 Fevereiro
José Venâncio de Almeida
Maria do Nascimento Cimbron de Medeiros
Corinto
8 Fevereiro
Silvestre João Gonçalves
Tecla Maria do Carmo
Cristina Vargas Neto
11 Fevereiro
Joaquim Izidoro Vargas Neto
Helcida Werneck
Geraldo
17 Fevereiro
Francisco Ribeiro de Almeida
Odete Ermelinda Montes
Margarida
18 Fevereiro
Antonio Carlos de Oliveira
Ana Cecília da Conceição
Maria
24 Fevereiro
José Manoel de Souza
Cecilia Januária de Alcântara
Paulo
25 Fevereiro
João Pacheco de Carvalho
Emilia Vasconcelos Pereira
Maria da G Rodrigues
28 Fevereiro
Paulino Augusto Rodrigues
Umbelina Cândida Gouvêa

Leopoldinenses nascidos em janeiro de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Liberalina
12 Janeiro
Francisco Marques Dideco
Amelia Rezende Viveiros
Nicoleta
15 Janeiro
José Antonio Ferreira
Olivia Ormezinda Vieira
Eugenia Maimeri
28 Janeiro
Luigi Maimeri
Carolina Rancan
Milton
31 Janeiro
Antonio Carlos de Almeida Ramos
Etelvina de Freitas

Por que os primeiros prefeitos de Recreio foram indicados?

Recreio teve sua emancipação político-administrativo assinada aos 17 de dezembro de 1938. A partir de 1° de janeiro de 1939 o território deixou de ser subordinado politicamente ao Município de Leopoldina, mantendo-se dependente apenas na esfera judiciária.
Nesta época o Brasil era regido pela Constituição do Estado Novo, promulgada durante a presidência de Getúlio Vargas, que chegou ao poder pela Revolução de 1930, tendo sido deposto em 1945. Para entender o motivo pelo qual os quatro primeiros prefeitos de Recreio foram indicados e não eleitos, interessa-nos analisar apenas o período 1938/1945. Naquele momento éramos a República dos Estados Unidos do Brasil, a capital (distrito federal) era o Rio de Janeiro, a moeda passou do Réis (Rs$) para o Cruzeiro (Cr$) em 1942 e o estado de Minas Gerais era governado por Benedito Valadares, que permaneceu no poder entre 1933 a 1945.
Segundo a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1945, no Artigo 27:
“O Prefeito será de livre nomeação do Governador do Estado”.
Benedito Valadares fora nomeado por Getúlio Vargas e cabia-lhe a indicação dos prefeitos municipais, ou seja, tudo na base da coligação política. Sendo assim, em Recreio chegaram ao poder, por indicação de Benedito Valadares, os seguintes chefes do executivo municipal: Modesto Faria; José Simão de Almeida; Rossini de Minas; e, por último, Rafael da Costa Cruz Figueira.
Com o fim do Estado Novo as eleições diretas voltaram e, aos 26 de outubro de 1947, Recreio elegeu seu primeiro prefeito por voto direto: Darcy Nunes Miranda.
Leonardo Ribeiro da Silva
Graduado em História pela Faculdades Integradas de Cataguases
Pós-graduado em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Juiz de Fora
Fotografias feitas pelo autor, na galeria da Prefeitura Municipal de Recreio.
Modesto Faria
José Simão de Almeida
Rafael da Costa Cruz Figueira
Não foi encontrada imagem do terceiro prefeito, Rossini de Minas.

Anselmo Lacerda: centenário de nascimento

Nasceu em Leopoldina no dia 22 de novembro de 1911, filho de Antônio Augusto Ferreira de Lacerda e Porcina Maria Vargas.

Descendente dos povoadores de Leopoldina, pelo lado paterno Anselmo era bisneto de Ezaú Antônio Corrêa de Lacerda e terceiro neto de Antônio Rodrigues Gomes e Bento Rodrigues Gomes, sendo ainda quarto neto de Manoel Antônio de Almeida. Por sua mãe era bisneto de Francisco de Vargas e do mesmo Antônio Rodrigues Gomes, sendo terceiro neto do já citado Manoel Antônio de Almeida.

Celia Lima e João Locci: centenário de nascimento

No dia 14 de outubro de 1910, nasceram em Leopoldina:
Célia, filha de Custódio de Freitas Lima e Teresa Martins Vargas
João Locci, filho dos italianos Luigi Locci e Vicencia Deios
A identificação das duas crianças foi dificultada pela mesma causa comum a tantos outros casos: o livro original de batismos foi transcrito pelo Padre Aristides na década de 1920, sem que tenha sido realizada uma conferência. O original foi descartado.
No caso de Celia, a identificação foi um pouco mais fácil porque sua mãe descendia de vários povoadores e o trabalho de Mauro de Almeida Pereira ofereceu pistas que permitiram ampliar o conhecimento da família. Teresa Martins Vargas era bisneta de Antonio Rodrigues Gomes, Bento Rodrigues Gomes e Francisco de Vargas, sendo terceira neta, por parte de pai e mãe, de Manoel Antônio de Almeida.
Já a identificação de João Locci foi bem mais complicada, em virtude do sobrenome ter sofrido alterações e no município de Leopoldina terem vivido as famílias Sotti ou Zotti e Locci, cujos registros foram muitas vezes realizados com a mesma ortografia, levando-nos a acreditar que se tratava da mesma família. Entretanto, ao analisar a imigração da família Locci, procedente de San Vito, Cagliari, foi possível observar que não havia relação direta de parentesco com os Sotti. Todavia, é possível que em tempos remotos os Sotti e os Locci fizessem parte do mesmo tronco.