Comarca de Leopoldina: novos informes

Conforme divulgamos em julho de 2013, a Comarca de Leopoldina foi criada em 15 de junho de 1872. Hoje acrescentaremos algumas informações sobre os primeiros juízes que atuaram em Leopoldina, incluindo o período anterior à criação da Comarca.

Caetano Augusto da Gama Cerqueira foi o primeiro Juiz de Direito nomeado para Leopoldina. Segundo Mauro de Almeida Pereira, até então as audiências judiciais eram presididas pelo Juiz Municipal, cargo eletivo, geralmente exercido por leigos, conforme se verifica em suas assinaturas que estão sempre seguidas da qualidade “3º, 4º substituto”. Periodicamente, esclareceu o Mauro, era realizada a “correição” por um juiz de fora.

O primeiro Juiz Municipal de Leopoldina foi Joaquim Antônio de Almeida Gama, primo de Caetano Augusto da Gama Cerqueira. Joaquim era filho de Antônio Francisco de Almeida e Gama que era irmão de Cesário Augusto da Gama, pai de Caetano Augusto. Esclareça-se que Antônio Francisco era filho do primeiro casamento de Caetano José de Almeida Gama com Antônia Maria Custódia Dias e que Cesário Augusto era filho do segundo casamento do mesmo Caetano José com Ana Francisca da Silva Lima.

Segundo se depreende da leitura da obra de Barroso Júnior, Joaquim Antônio de Almeida Gama teria sido o primeiro historiador-memorialista de Leopoldina, sendo provavelmente o autor de uma história do município publicada no Almanaque de Leopoldina em 1886.

Em artigo publicado por Mauro de Almeida Pereira no jornal Ilustração, edição número 312 de 15 de outubro de 1961, consta a seguinte a lista de Juízes de Direito que até então haviam exercido o cargo na Comarca de Leopoldina.

  1.  Caetano Augusto Gama Cerqueira (1873)
  2.  Manoel Silva Mafra (1874)
  3.  Joaquim Canuto de Figueiredo (1877 a 1879)
  4.  Francisco Ferreira Dias Duarte (1888 a 1889)
  5.  Afonso Henrique Vieira de Resende (1890 a 1891)
  6.  Manoel Simões de Souza Pinto (1892 a 1895)
  7.  João Gonçalves Gomes de Souza (1895 a 1897)
  8.  Antonio Felemon Gonçalves Torres (24/04/1898 a 03/01/1901)
  9.  Tito Fulgêncio Alves Pereira (03/01/1901 a 03/07/1902)
  10.  Custódio de Almeida Lustosa (28/01/1904 a 1926)
  11.  Leão Vieira Starling (13/01/1927 a 10/01/1933)
  12.  Sebastião de Souza (24/01/1934 a 1943)
  13.  Francisco de Paula Rebello Horta (1944 a 1945)
  14.  Pedro Ernesto de Resende (1946 a 1948)
  15.  Ovídio César Nascentes Coelho (1949 a 1953)
  16.  José de Assis Santiago (11/05/1953 a 28/08/1955)
  17.  Régulo da Cunha Peixoto (27/08/1955 a 08/03/1959)
  18. Onofre Esteves Ottoni (31/07/59 a…)

 

Há 100 anos em Leopoldina

Nascimentos no mês de julho

4 jul 1915

Augusta filha de João de Melo Gouvêa e de Emilia Teixeira de Melo

11 jul 1915

José filho de José Ignacio de Souza e de Pasqualina Meccariello

13 jul 1915

Gilda Lorenzetto filha de Ulisses Lorenzetto e de Olinda Leite Ferreira Santos

16 jul 1915

Antonio filho de Domingos Ferreira Neto e de Querina Ignacia de Jesus

17 jul 1915

Joaquim filho de Artur Teixeira de Mendonça e de Ana de Araújo Porto

18 jul 1915

Maria Bolzoni filha de Pietro Bolzoni e de Tereza Stefani

26 jul 1915

José Luiz Anzolin filho de Basilio Anzolin e de Antonia Ramanzi

27 jul 1915

Floripes Fanni filha de Giuseppino Fanni e de Maria Antonia de Jesus

Nascidos em julho de 1855

Há 160 anos nasceram em Leopoldina

Dia 1º

  • Antônio, filho de José Antônio de Moraes e Sebastiana Apolinária do Nascimento;
  • João, filho de Domingos José Rodrigues Carneiro e Ana Lourença de Souza.

Dia 5

  • João Carlos de Almeida, filho de Joaquim Antônio de Almeida Ramos e Maria Tereza de Jesus.

Dia 13

  • Maria Carolina Almeida, filha de Antônio Romualdo de Oliveira e Francisca Carolina.

Cecília Januária de Alcântana

Há 100 anos, no dia 30 de junho de 1915, morreu Cecília Januária no distrito de Ribeiro Junqueira. Nascida em Leopoldina no primeiro dia de agosto de 1884, era filha de Domingos Inocêncio Alcântara e de Maria Balbina de Jesus.

Casou-se no dia 30 de maio de 1911, em Ribeiro Junqueira, com José Manoel de Souza, filho de Manoel José de Souza e de Ana Maria de Jesus. O casal foi pai de Maria (1912) e de Sebastiana (1914).

Maria Messias de Almeida

Há 100 anos, no dia 24 de junho de 1915, faleceu em Leopoldina mais uma das pioneiras do Feijão Cru: Maria Messias, também conhecida como Maria Moraes de Almeida.

Era filha de João Rodrigues Ferreira Brito e de Messias Esméria de Almeida, sendo neta paterna de Bento Rodrigues Gomes e Ângela Joaquina de Jesus e neta materna de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Casou-se com José Inácio de Oliveira, também conhecido por José Inácio de Moraes, filho de João Inácio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.

Maria Messias e José Inácio tiveram, pelo menos, os seguintes filhos:

  •  João Amâncio de Oliveira;
  •  Josefina Vindilina do Amor Divino;
  •  Virginia de Oliveira;
  •  Ubaldina de Oliveira;
  •  Geraldino Inácio de Oliveira;
  •  Lindolfo Inácio de Oliveira;
  •  Joaquim Inácio de Oliveira;
  •  Georgina de Oliveira;
  •  Altiva de Oliveira;
  •  Honorina de Oliveira; e,
  •  Martiniano Inácio de Oliveira.

Nascidos em junho de 1915

8 jun 1915

  • José filho de Francisco José Botelho Falcão e de Ana Maria de Oliveira Ramos
  • Ubirajara filho de Frederico Cintra Rodrigues da Costa e de Maria Eliza Gomes
  • América Machado de Andrade filha de Américo José Machado e de Altina de Andrade Neto

10 jun 1915

  • José filho de Antonio Pereira da Silva e de Matilde Porcina do Patrocínio

13 jun 1915

  • Filomena filha de Américo de Castro Lacerda e de Nair da Gama

15 jun 1915

  • Anibal filho de Olímpio Augusto de Lacerda e de Rita Ferreira Brito

16 jun 1915

  • Preciliana filha de José Augusto Tavares Pinheiro e de Rita Batista Monteiro

24 jun 1915

  • Antonio Bartoli filho de Alfredo Bartoli e de Virginia Rosa Carraro

25 jun 1915

  • Francisco filho de Izolino de Macedo Freire e de Maria Cipriana de Carvalho
  • Amelia Maria Saggioro filha de Antonio Saggioro e de Octavia Lorenzetto

 

Tereza Flauzina Ferreira Brito

Há 160 anos, no dia 1 de junho de 1855, nascia esta filha de Inácio Ferreira Brito e Mariana Ozória de Almeida, neta paterna de Manoel Ferreira Brito e Maria Josefa da Silva, neta materna de Joaquim Cesário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida.

Tereza Flauzina Ferreira Brito casou-se no dia 30 de junho de 1877, na matriz de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, com Antônio Eleotério Ferreira Neto, filho de Domingos Ferreira Neto e de Rita Firmina de Sena. Ele era neto paterno de Joaquim Ferreira  Brito e Joana Maria de Macedo, sendo neto materno de João Gualberto Ferreira Brito e de Maria Venância de Almeida.

Observe-se que João Gualberto, avô materno do marido de Tereza, era filho de Joaquim Ferreira Brito, avô paterno do mesmo Antônio Eleotério. Tereza e seu marido eram bisnetos de Manoel Antônio de Almeida que foi o pai da avó materna de Antônio Eleotério.

O casal Tereza e Antônio teve, pelo menos, oito filhos: Antônio, Enéas, Amélia, Alzira, Ana, Mariana, Altiva e Álvaro.

Luigi Maragna

Há 100 anos, no dia 8 de maio de 1915, faleceu em Leopoldina o italiano Luigi Maragna. Nascido por volta de 1845, pode ser o passageiro registrado como Luigi Maragni que desembarcou no Rio em outubro de 1888, com a esposa Erminia, tendo sido contratado para trabalhar em Rio Novo. Entretanto, nos registros encontrado em Leopoldina o nome da esposa é Tereza Falavigna.

Em Leopoldina encontramos referências aos seguintes filhos de Luigi Maragna: Cirilo, Silvio, Clemente, Higino, Alexandrina, Rosa e Artur. Os mais velhos nasceram em Verona, na Itália.

Leopoldinenses nascidos em maio de 1915

1 maio

  • Maria, filha de David de Oliveira e Silva e de Regina Odilia Barbosa

5 maio

  • Maria, filha de Olimpio Machado de Almeida e de Maria da Conceição Almeida

6 maio

  • Zelia, filha de Álvaro Bastos de Faria Freire e de Januária Nogueira

14 maio

  • Maria Meneghetti, filha de Agostino Meneghetti e de Camila Stefani

17 maio

  • Francisco, filho de Peregrino Lopes da Rocha e de Cecilia Francisca de Oliveira Ramos

18 maio

  • Elvira Noronha, filha de Prudenciano da Costa Noronha e de Rita Eduarda do Espírito Santo

22 maio

  • Helena Zamagna, filha de Giuseppe Zamagna e de Giudetta Battisaco

23 maio

  • Mario, filho de Manoel Francisco da Silva e de Francisca Rodrigues de Souza

6 de abril de 1839: criação do distrito de Rio Pardo

A Lei Mineira número 147, em seu artigo 1º, determinou a elevação a Distrito de Paz de vários curatos, entre eles o de Senhor Bom Jesus do Rio Pardo.

Art. 1º Ficão elevados a Districto de Paz os seguintes Curatos:

[…]

§ 2. O do Senhor Bom Jezus do Rio Pardo, no Municipio da Pomba, comprehendendo a Aplicação das Dores, e as vertentes do Rio Pardo, e do Ribeirão de S. João, dividido do Districto do Espirito Santo pela serra dourada grande até a do Angu.

Em 27 de abril de 1854, o distrito foi incorporado à Vila Leopoldina, conforme Lei número 666.  Já em 27 de julho de 1863, a Lei número 1600 transferiu-o para Mar de Espanha, de onde foi excluído aos 7 de novembro de 1869, pela Lei número 1630 que o reincorporou a Leopoldina. Finalmente, aos 30 de dezembro de 1962, já com o nome de Argirita foi o distrito emancipado pela Lei número 2764.