Ironia e genealogia em A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar

Artigo de Glauber Pereira Quintão
 
Resumo: A ironia tem, no romance, a capacidade de promover a desconstrução das hierarquias, impedindo a linearidade e a concepção histórica de progresso. Este artigo analisa como a ironia, a partir da idéia de “acontecimento” e “cena”, de Linda Hutcheon, seria inerente ao conceito moderno de genealogia, que questiona a crença em uma origem absoluta, no romance A estranha nação de Rafael Mendes, de Moacyr Scliar.

Palavras-chave: Moacyr Scliar; Ironia; Genealogia

Artigo Glauber Quintão 1 – Humor

Alistamento Militar em Pirapetinga

No Arquivo do Câmara Municipal de Leopoldina encontramos um Livro de Alistamento Militar relativo a moradores de Pirapetinga em 1875.

Fizemos a coleta de nomes e demais dados ali disponíveis, para auxiliar os pesquisadores que, mesmo indo até a cidade, teriam dificuldades para localizar este documento, uma vez que até então não foi organizado o citado Arquivo.

Esperamos que brevemente as autoridades municipais de Leopoldina decidam, finalmente, criar o Arquivo. Enquanto isso, convidamos os interessados a conhecer o conteúdo do documento.

A Preservação do Patrimônio Cultural e sua Trajetória no Brasil

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo discorrer sobre a preservação do patrimônio cultural, bem como refletir sobre sua trajetória de preservação em âmbito nacional. O estudo do patrimônio cultural promove a valorização e a consagração daquilo que é comum a determinado grupo social no tempo e no espaço, visto o mesmo possuir significações relevantes por ser parte de sua construção histórica. Busca-se nesse sentido compreender como a idéia de preservação obteve seu desenvolvimento na esfera pública do governo brasileiro.

Ibertioga, MG

Ibertioga, local onde viveram alguns povoadores de Leopoldina.

 

O templo das sagradas escrituras: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a escrita da história do Brasil (1889-1912)

Hugo Hruby

 

Resumo

A possibilidade de observar as ricas e contraditórias discussões sobre a institucionalização e disciplinarização dos estudos históricos é obscurecida quando partimos de um assentado caráter científico no século XIX. Nestes debates, fé, leis e razão buscavam subsidiar a História enquanto campo do conhecimento. O limiar da República, no Brasil, é um período profícuo para estes estudos pelo choque entre espaços de experiências e horizontes de expectativas de atores diversos, como a Igreja Católica, os governos republicanos, os burocratas monarquistas e os homens de letras. O objetivo deste artigo é o de analisar as propostas de escrita da História do Brasil dos sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), na cidade do Rio de Janeiro, diante da proclamação do novo regime político em 15 de novembro de 1889.

Palavras-chave:

O templo das sagradas escrituras: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e a escrita da história do Brasil (1889-1912) | Hruby | História da Historiografia

Escola em Conceição da Boa Vista

Com o título Professores, a postagem do dia 8 de abril de 2007 informava que Antonio Maximiano Oliveira Leite era professor no distrito de Conceição da Boa Vista em 1875 e que em janeiro de 1885 foi nomeado um outro professor para o distrito: João Batista Nunes Júnior.
A análise sobre a educação tinha sido iniciada no dia anterior, quando informamos que a contagem populacional de 1872 indicava que 47% dos moradores livres eram alfabetizados. Mencionamos, também, que a partir de 1906 as então salas de Aulas Públicas foram reunidas em Grupo Escolar.
Ainda não se sabe a localização das Aulas Públicas que funcionaram em Conceição da Boa Vista. Tampouco temos o endereço completo do primeiro Grupo Escolar, cuja fotografia ao acima foi obtida junto ao Arquivo Público Mineiro.

Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista

Rodrigo Turin

Resumo

O artigo analisa a formação do ethos que modelou o trabalho de escrita do historiador oitocentista a partir de três topoi que se tornaram recorrentes nos textos historiográficos do século XIX: a sinceridade, a cientificidade e a utilidade. Estes elementos fizeram parte da formalização da prática historiográfica, indo ao encontro do tipo de relação estabelecida entre o historiador, a história e o projeto de nação que se procurava instaurar. Após um breve retorno à tradição historiográfica imperial, tomando como exemplos von Martius e Varnhagen, procuro delimitar algumas continuidades e rupturas no modelo de enunciaçãohistórica de Sílvio Romero.

Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista | Turin | História da Historiografia

Fazendas de Leopoldina

O município de Leopoldina estendia-se por um território muito vasto e até hoje, apesar de muitos desmembramentos, sua área ainda é uma das maiores na região sul da zona da mata, num total de 942,31 km² conforme o site da Prefeitura Municipal.

Inúmeras foram as fazendas formadas no decorrer do século XIX. Muitas já não existem mais, quer por terem sido divididas em propriedades menores que por terem se tornado área urbana. Algumas delas foram analisadas e localizadas no texto “Antigas Cartas de Leopoldina” apresentado em Seminário realizado em 2004.

História da História (1950/60). História e Estruturalismo: Braudel versus Lévi-Strauss

José Carlos Reis

 

Resumo

 

O objetivo deste artigo é retomar e refletir sobre o intenso debate entre Antropologia e História nas décadas de 1950/60 sobre o conhecimento histórico. A Antropologia Levi-Straussiana obrigou a história a se colocar algumas questões sobre as articulações entre evento e estrutura, novidade e repetição, consciência e inconsciente, singular e universal, sincronia e diacronia. A resposta dos historiadores dos Annales foi dadapor Fernand Braudel.

Palavras-chave: Estruturalismo; Escola dos Annales; Tempo histórico.

História da História (1950/60). História e Estruturalismo: Braudel versus Lévi-Strauss | Reis | História da Historiografia

Figurações da escrita biográfica

Artigo de Alexandre de Sá Avelar publicado na Revista ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 137-155, jan.-jun. 2011

Resumo

Poucos duvidariam da pertinência historiográfica da biografia nos dias de hoje. Seu estatuto de legítimo objeto de pesquisa histórica se consolidou após um longo período de ostracismo, no qual predominaram as análises calcadas na longa duração e na história serial, típicas dos Annales. Por outro lado, ela é cada vez mais alvo de críticas, tanto quanto ao seu caráter “ilusório” como à sua pretensão de oferecer um relato coerente e homogêneo da vida de um indivíduo.O objetivo deste texto é examinar as figurações da escrita biográfica, apontando, ao mesmo tempo, para sua necessidade intelectual e epistemológica e para suas incertezas. Defende-se a idéia de que o gênero biográfico se renova justamente pelas mutações que conheceu em suas modalidades de apresentação narrativa.

Leia o arquivo completo: 7987 (objeto application/pdf).