Ibertioga, local onde viveram alguns povoadores de Leopoldina.
Ibertioga, local onde viveram alguns povoadores de Leopoldina.
A possibilidade de observar as ricas e contraditórias discussões sobre a institucionalização e disciplinarização dos estudos históricos é obscurecida quando partimos de um assentado caráter científico no século XIX. Nestes debates, fé, leis e razão buscavam subsidiar a História enquanto campo do conhecimento. O limiar da República, no Brasil, é um período profícuo para estes estudos pelo choque entre espaços de experiências e horizontes de expectativas de atores diversos, como a Igreja Católica, os governos republicanos, os burocratas monarquistas e os homens de letras. O objetivo deste artigo é o de analisar as propostas de escrita da História do Brasil dos sócios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), na cidade do Rio de Janeiro, diante da proclamação do novo regime político em 15 de novembro de 1889.
Palavras-chave:
Resumo
O artigo analisa a formação do ethos que modelou o trabalho de escrita do historiador oitocentista a partir de três topoi que se tornaram recorrentes nos textos historiográficos do século XIX: a sinceridade, a cientificidade e a utilidade. Estes elementos fizeram parte da formalização da prática historiográfica, indo ao encontro do tipo de relação estabelecida entre o historiador, a história e o projeto de nação que se procurava instaurar. Após um breve retorno à tradição historiográfica imperial, tomando como exemplos von Martius e Varnhagen, procuro delimitar algumas continuidades e rupturas no modelo de enunciaçãohistórica de Sílvio Romero.
O município de Leopoldina estendia-se por um território muito vasto e até hoje, apesar de muitos desmembramentos, sua área ainda é uma das maiores na região sul da zona da mata, num total de 942,31 km² conforme o site da Prefeitura Municipal.
Inúmeras foram as fazendas formadas no decorrer do século XIX. Muitas já não existem mais, quer por terem sido divididas em propriedades menores que por terem se tornado área urbana. Algumas delas foram analisadas e localizadas no texto “Antigas Cartas de Leopoldina” apresentado em Seminário realizado em 2004.




O objetivo deste artigo é retomar e refletir sobre o intenso debate entre Antropologia e História nas décadas de 1950/60 sobre o conhecimento histórico. A Antropologia Levi-Straussiana obrigou a história a se colocar algumas questões sobre as articulações entre evento e estrutura, novidade e repetição, consciência e inconsciente, singular e universal, sincronia e diacronia. A resposta dos historiadores dos Annales foi dadapor Fernand Braudel.
Palavras-chave: Estruturalismo; Escola dos Annales; Tempo histórico.
Artigo de Alexandre de Sá Avelar publicado na Revista ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 137-155, jan.-jun. 2011
Resumo
Poucos duvidariam da pertinência historiográfica da biografia nos dias de hoje. Seu estatuto de legítimo objeto de pesquisa histórica se consolidou após um longo período de ostracismo, no qual predominaram as análises calcadas na longa duração e na história serial, típicas dos Annales. Por outro lado, ela é cada vez mais alvo de críticas, tanto quanto ao seu caráter “ilusório” como à sua pretensão de oferecer um relato coerente e homogêneo da vida de um indivíduo.O objetivo deste texto é examinar as figurações da escrita biográfica, apontando, ao mesmo tempo, para sua necessidade intelectual e epistemológica e para suas incertezas. Defende-se a idéia de que o gênero biográfico se renova justamente pelas mutações que conheceu em suas modalidades de apresentação narrativa.
Leia o arquivo completo: 7987 (objeto application/pdf).
Artigo de Alexandre Sá Avelar, publicado na Revista ArtCultura, Uberlândia, v. 13, n. 22, p. 117-118, jan.-jun. 2011
“Este mini dossiê se insere nessa perspectiva de renovação da biografia histórica e traz contribuições significativas para o alargamento do debate sobre importantes questões que sempre acompanharam os historiadores biógrafos em suas aventuras por esse gênero eivado de incertezas e fragmentos.”
Por Rodrigo Machado da Silva
Esta transcrição diz respeito ao primeiro discurso proclamado pelo historiador Diogo de Vasconcellos como orador oficial do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), a 15 de agosto de 1907. Vasconcellos em sua fala expõe a sua noção de história e a função que ela exerce na construção do caráter identitário mineiro. Esse é um dos raros documentos disponíveis sobre a participação do historiador nessa instituição, igualmente pouco estudada pela historiografia.
“Somos um grupo que valoriza a cultura e todas as formas de arte e estamos interessados em levar nossos conhecimentos a todos de todas as maneiras possíveis.”
Grupo Assum Preto, de Leopoldina, há quase 30 anos fazendo arte.
Conheçam: Assum Preto.