Regras de edição de documentos no Brasil dos Oitocentos

Com o subtítulo O trabalho de Francisco Adolfo Varnhagen como editor, este artigo de Jussara Rodrigues da Silva foi publicado na Revista de Teoria da História Ano 3, Número 7, jun/2012.

RESUMO
Este trabalho tem como objetivo discutir a edição de documentos no Brasil no século XIX tomando como base de análise o trabalho de um dos principais historiadores do período: Francisco Adolfo de Varnhagen. A partir do estudo das edições críticas desse autor é possível conhecer um pouco o processo de edição documental nos oitocentos entrevendo não apenas as suas regras como também as mudanças operadas na erudição histórica no período. Assim, pretende-se percorrer o caminho traçado por Varnhagen na execução de seu trabalho como editor tentando estabelecer um sistema que definiria as regras de edição documental no Brasil oitocentista.

O Escrupuloso Iluminador da História do Brasil

Artigo de Renilson Rosa Ribeiro publicado na Revista Patrimônio e Memória, da Unesp, volume 7, número 2, dezembro de 2011, tem como subtítulo: Os enredos cronológicos e temáticos da 1ª edição da Historia Geral do Brazil, de Francisco Adolfo Varnhagen (1854-1857)

Acreditamos que a melhor apresentação seja mesmo o Resumo apresentado pelo autor.

“Este ensaio desenvolve um estudo sobre a construção da ideia de Brasil Colônia fabricada no Brasil Imperial, a partir da análise da primeira edição da Historia geral do Brazil (1854/1857), do historiador e diplomata Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) – no contexto de sua atuação junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), durante processo de produção de uma memória nacional no Segundo Reinado. Neste sentido, procura-se identificar os enredos cronológicos e temáticos forjados por Varnhagen para sua história geral, e atrelá-los à lógica da cultura e da identidade essencializadas e fixas, que buscam delimitar a nação como uma entidade unívoca e hegemônica e, mais ainda, como uma necessidade para o futuro da humanidade. Entender os mecanismos como os germens e alicerces da nação foram buscados no passado colonial brasileiro constitui o norte da bússola de navegação pelas seções da Historia geral do Brazil. Tentar decifrar este discurso, da fabricação da nação como verdade, passa pela procura das relações de poder e saber que a instituiu por meio da escrita do visconde de Porto Seguro.”

Texto disponível neste endereço.

Uma nobre, difícil e útil empresa: o ethos do historiador oitocentista

Rodrigo Turin

Resumo

O artigo analisa a formação do ethos que modelou o trabalho de escrita do historiador oitocentista a partir de três topoi que se tornaram recorrentes nos textos historiográficos do século XIX: a sinceridade, a cientificidade e a utilidade. Estes elementos fizeram parte da formalização da prática historiográfica, indo ao encontro do tipo de relação estabelecida entre o historiador, a história e o projeto de nação que se procurava instaurar. Após um breve retorno à tradição historiográfica imperial, tomando como exemplos von Martius e Varnhagen, procuro delimitar algumas continuidades e rupturas no modelo de enunciaçãohistórica de Sílvio Romero.

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