Joaquim Cesário de Almeida e Luciana

O sogro de Ignacio Ferreira Brito deixou enorme descendência em Recreio e Leopoldina. Nascido em Santana do Garambeo, em 1804, descendia de açorianos por parte de pai e sua mãe era irmã do “comendador” Manoel Antonio de Almeida, um dos povoadores de Leopoldina. Casou-se com sua prima Luciana, filha deste seu tio Manoel Antonio de Almeida. Encontra-se o nome da esposa de Joaquim Cesário como Luciana Esméria de Almeida, Luciana Francelina de Jesus ou Luciana Felisbina.O casal formou a Fazenda do Tesouro, na qual viveram até a morte de Joaquim Cesário, ocorrida no dia 18 de março de 1855. A partir daí, seja pelo desmembramento da propriedade por ocasião do inventário, seja por compra que seus filhos fizeram ou receberam por dote da esposa, encontram-se referências às fazendas Alto da Cachoeira, Passa Tempo e Tesouro, como propriedades da família.

Filhos de Joaquim Cezário de Almeida e Luciana:

– João Basílio de Almeida casado com Augusta Leopoldina Rezende Martins
– Izahias de Almeida
– Maria Cezária de Almeida casada com João Ferreira de Almeida
– Mariana Ozória de Almeida casada com Ignacio Ferreira Brito
– Antonio Augusto de Almeida casado com Virgínia Pereira Werneck
– Honorina Antonia de Almeida casada com Antonio José de Freitas Lima
– Joaquina Eucheria de Almeida casada com Francisco Gonçalves Neto
– Rita Virgínia de Almeida casada com Antônio Venâncio de Almeida

Família Barbosa

Assim como diversas outras antigas famílias da região, também os Barbosa representam uma dificuldade para nossas pesquisas, já que ainda não pudemos definir, com segurança, se todos os usuários do sobrenome pertenciam à mesma família. Nossos estudos têm confirmado a observação de Sheila de Castro Faria que, no artigo História da Família e Demografia Histórica, publicado em Domínios da História (Cardoso e Vainfas, 1997), ressalta esta característica da sociedade brasileira: diversidade de sobrenomes de pessoas da mesma família consangüínea.

            Considerando, porém, que os Barbosa se inscrevem entre os antigos moradores de Recreio, trazemos uma segunda informação sobre eles.

            Em 1883 a Sra. Maria Madalena Barbosa compareceu ao Cartório de Conceição da Boa Vista para requerer seu reconhecimento como tutora de seus filhos menores: José, Geraldo e Antônio (ou Teotônio). Na mesma oportunidade, outros de seus filhos ali estavam para tratar da partilha de bens de seu pai, Vicente Gomes Leal, no processo de inventário do pai deste, Francisco Gomes Leal. Estes filhos foram Vicente Gomes Barbosa, Severino Gomes Barbosa e Ana Gomes Barbosa que se apresentou acompanhada do marido, José de Oliveira Sarandi.

            Sendo assim, temos mais um grupo de pessoas que vivia no então distrito de Conceição da Boa Vista na época em que se organizava o Arraial Novo que mais tarde tornou-se o distrito de Recreio.

Francisco da Silva Barbosa e Ana Josefa

Voltamos a falar dos mais antigos moradores do território que veio a constituir o município de Recreio. Em 1831, Francisco da Silva Barbosa comprou 250 alqueires nos quais formou a Fazenda Boa Vista, onde viveu com a esposa Ana Josefa e os filhos Ana, Joaquina, Antonio e Matilde. Ao fazer o requerimento para registro das terras, informou que sua propriedade limitava-se com José Thomaz de Aquino Cabral, Dona Mariana, Processo José Correia de Lacerda, Manoel José de Novaes e Manoel Ferreira Brito

Conceição da Boa Vista, Recreio, MG

Atendendo ao pedido de um visitante do blog, interrompemos os comentários sobre os antigos moradores do território onde foi fundada a cidade de Recreio para ajudá-lo a localizar a região que estamos mencionando. Começamos pela imagem atual da área urbana de Conceição da Boa Vista, obtida com o Google Earth.

Por volta de 1830 a região foi ocupada por famílias provenientes, em sua maioria, da Serra da Ibitipoca. A Lei nº 533, de 10 de Outubro de 1851, em seu artigo primeiro determinou:
Art. 1º Ficão elevados da Districtos de Paz: […] Art. 6º O novo Districto de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista do Município do Mar de Hespanha divide com o do Feijão Crú defronte da barra do Ribeirão de S. João no Rio Pomba, seguindo pelo espigão acima entre as fazendas de Manoel de Novaes, e da Bocaina, a ganhar a serra, seguindo por esta até a diviza do Alferes João Baptista com Manoel Ferreira no Cemiterio, e d’ahi a encontrar o rumo da sesmaria dos Mendes, que dividem com o mesmo Manoel Ferreira; e seguindo pelo mesmo atravessando a serra, a encontrar com o rumo da sesmaria de Joaquim Cezario, que divide com os Valins; e no fim do referido rumo em direcção às fazendas da Soledade, e Santa Ursula, ficando estas pertencendo ao Districto do Feijão Crú; e com o Districto da Madre de Deos, fica dividido pela serra da Pedra Branca até embocar no Parahyba, e por este abaixo até a Barra da Parapetinga Grande, ficando as mais divizas taes quaes actualmente se achão estabelecidas.
Já a Lei nº 1902, de 19 de Julho de 1872, declarou
Que eleva à cathegoria de Parochia o curato de N. S. da Conceição da Bôa Vista do municipio da Leopoldina. […] Art. unico. Fica elevado à cathegoria de parochia o curato de N. S. da Conceição da Bôa Vista do municipio da Leopoldina, e conservará as mesmas divisas; revogadas as disposições em contrario.
Posteriormente, com a dificuldade de levar a Estrada de Ferro Leopoldina até o distrito, por conta de problemas com proprietários de terras localizadas entre a estação de Abaíba e o distrito de Conceição da Boa Vista, o traçado foi revisto e criou-se a Estação do Recreio, conforme já explicado neste blog.
O decreto nº 123, de 27 de junho de 1890, criou o distrito de Recreio, que foi elevado a município e cidade pelo Decreto-Lei nº 148 de 17 de dezembro de 1938. A partir desta data, Conceição da Boa Vista deixou de ser subordinada administrativamente a Leopoldina, passando a fazer parte do novo município.
A seguir pode-se observar cartografia publicada na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, nos anos de 1950, contendo o traçado da ferrovia.

 

Felicíssimo Vital de Moraes e Delfina Inácia de Jesus

Encontramos referências a este casal entre 1838 e 1880. Ambos nascidos na última década do século XVIII, procediam da Serra da Ibitipoca e deixaram grande descendência em Recreio, Leopoldina e Muqui, no Espírito Santo. Foram seus filhos:

João Estêvão de Moraes casado com Severina Inacia;

Marcelino Gonçalves de Moraes;

Joaquim Inacio de Moraes casado com Maria Ângela de Jesus

Manoel José de Moraes

Ana Maria de São Joaquim casada com Lauriano José de Carvalho

Domingos Esteves de Moraes casado com Maria Zeferina de Almeida

Mariana

José Feliciano Gonçalves de Moraes

Joaquim Felicissimo de Moraes casado com Ana Bernardina de São José

Rita Francisca de Moraes casada com José Bernardes da Rocha

Felicissimo Vital de Moraes Júnior

Luiz Gonçalves de Moraes

Romualdo

Honório Gonçalves de Moraes casado com Ana Ludovina de Matos

Felicíssimo, Delfina e filhos formaram a Fazenda do Barreiro, desmembrada entre 1869 e 1871. Foram também proprietários da Fazenda Bom Retiro, em Itapiruçu. Os sucessores, além dos herdeiros naturais, foram os seguintes compradores: Manoel José de Oliveira Serandi; José Antonio dos Prazeres; Camilo José Sulpreito; Antonio Augusto Monteiro de Barros Galvão de São Martinho; José Lemos da Silva; Manoel de Cristo da Silva; Luiz Antonio de Souza Melo; João Federico Maia; Francisco Augusto de Freitas e João Antonio Pereira.

Segundo as escrituras de compra e venda, também pertenceram à família umas terras no lugar denominado Água Comprida, perto da nascente do córrego de mesmo nome e também no Córrego da Gordura. Além destas, consta que formaram um sítio no ribeirão da Água Limpa, vendido em 1881.

Inventários na reconstrução das Minas Gerais colonial

Com o título Inventários post-mortem na (re)construção das Minas Gerais na época Colonial, Josimar Faria Duarte publicou artigo na última edição da Revista Histórica.

“…lançar luz sobre os bens descritos nos processos de inventários post-mortem nos possibilita analisar as relações de poder, os aspectos econômicos e sociais de uma sociedade do passado. São importantes materiais de pesquisa, passíveis de seriação e quantificação, nos possibilitando evidenciar as ações dos sujeitos individuais e em grupos, assim como perceber estas ações se desenrolando no tempo e no espaço.”

Leia matéria completa.

 

Mostra de Obras Raras na Biblioteca Nacional

“Até meados de abril, está a mostra na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, obras raras dos séculos 16 a 19. Confira os detalhes neste link do RBM.”

Repórter Brasil On line:

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/site_media/swf/flowplayer-3.1.5.swf

I Fórum Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial

Leopoldina sedia fórum de Arte SequencialLeopoldina receberá grandes nomes da Arte Sequencial. Inscreva-se!

Leopoldinenses nascidos em março de 1912

NASCIMENTO
PAI
MÃE
Dolores
3 Março
Ricardo dos Reis Coutinho
Maria Cândida
Edson de Freitas Ramos
3 Março
José Carlos de Oliveira Ramos
Geraldina de Freitas
Auta
6 Março
Jesuino de Barros
Maria Antonia Pagano
Felisbina Marinato
6 Março
Riccardo Antonio Marinato
Oliva Palmira Carraro
José
10 Março
José Joaquim Monteiro de Castro
Joaquina Monteiro Jorge
Italia Precisvale
12 Março
Quitilio Precisvale
Luiza Piatonzi
Americo
18 Março
Américo de Castro Lacerda
Nair da Gama
Januaria
23 Março
Luiz Henrique Delfim e Silva
Marfisa Nogueira
Victorino Boller
25 Março
Giovanni Boller
Maria Boller
Deolinda
29 Março
Antonio José Gonçalves
Castorina Cristina Nobre

Projeto Resgate: ampliando os horizontes da história lusobrasileira.

Artigo de Érika Dias e Luiz Gustavo Lima Freire publicado na Revista Brasileira de História e Ciências Sociais, volume 3, nr. 5, julho 2011.
Resumo: A administração portuguesa em seu império colonial durante sua duração pode ser pesquisada e estudada nos documentos que compõem os fundos do Conselho Ultramarino e da Secretaria de Marinha e Ultramar, os principais órgãos administrativos para o Ultramar, ambos custodiados atualmente pelo Arquivo Histórico Ultramarino em Lisboa. O Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, do Ministério da Cultura do Brasil atua nesse arquivo, onde desde 1998, suas equipes de trabalho vem identificando e descrevendo os documentos relativos ao Brasil, disponibilizando importantes informações aos historiadores em geral e aos brasileiros, em particular.
Palavras-chave: História do Brasil. História do Império Português. Pesquisa histórica. Administração Colonial Luso-Brasileira. Descrição Arquivística.
Para ler o texto na íntegra:

Artigo.Projetoresgate.pdf (objeto application/pdf)