Inauguração das Estações da Leopoldina na região de Recreio, MG

Alguns estudiosos das ferrovias brasileiras costumam alertar sobre a impossibilidade de determinar a data correta em que muitas estações começaram a operar. Tal ocorre porque, em diversos casos, a inauguração festiva ocorreu algum tempo depois do início das operações, em função de adequação da agenda da autoridade convidada para o evento. Em outros casos, outros foram os óbices.. A estrada ficou pronta, a estação devidamente aparatada para receber cargas e passageiros mas as composições só chegaram muito tempo depois. Algumas vezes a inauguração oficial pode ter ocorrido mesmo assim, sendo a linha utilizada apenas no dia da festa, com a comitiva transportada por um vagão especial que jamais tornaria a passar por ali. Enfim, são muitas as possibilidades e não caberia, neste espaço, discuti-las.

Nosso interesse, ao buscarmos as datas, é apenas fixar o período aproximado em que a paisagem de determinado local passou a sofrer as alterações advindas do novo meio de transporte. Muito embora nem todos os autores concordem, há os que afirmam que a abertura da Estrada de Ferro da Leopoldina objetivava prioritariamente o transporte de cargas e só posteriormente foi planejada a circulação das composições mistas, de cargas e passageiros. De toda maneira, mesmo quando eventuais viajantes se aboletavam no meio dos produtos agrícolas para dirigirem-se a outra localidade, o transporte ferroviário já houvera modificado profundamente o modo de vida local.

Comparando as informações obtidas nos Relatórios da Presidência da Província de Minas Gerais e no Almanak Laemmert com os dados das Efemérides Mineiras de José Pedro Xavier da Veiga, temos o calendário a seguir.

8 de outubro de 1874 – inauguradas as estações Porto Novo (Além Paraíba), Pântano (depois Antônio Carlos, atual Fernando Lobo) e Volta Grande. A estação de São José, localizada entre a Porto Novo e a Pântano, só foi construída mais tarde, com o objetivo de desafogar a estação Porto Novo que era o ponto de ligação da Estrada de Ferro Pedro II com a Leopoldina.

10 de dezembro de 1874, inauguradas as estações São Luiz (Trimonte) e Providência.

1875 – início das operações na estação São Martinho e conclusão do assentamento dos trilhos até Santa Isabel (Abaíba)

25 de maio de 1876 – inaugurada a estação Santa Isabel (Abaíba)

entre junho e agosto de 1876 – inauguradas as estações Recreio e Campo Limpo (Ribeiro Junqueira)

02 de julho de 1877 – inauguradas as estações Vista Alegre e Leopoldina.

Dezembro de 1877 – inaugurada a estação Santa Rita (Cataguases). A estação de Aracati, localizada entre Vista Alegre e Cataguases, só foi construída mais tarde, tendo sido inaugurada a 21 de setembro de 1885.

O outro ramal registra as seguintes datas de inauguração, relativas a localidades com as quais a população do Arraial Novo (Recreio) mantinha mais freqüentes contatos:

26 de abril de 1883 – estação São Joaquim (Angaturama)

11 de maio de 1883 – estação Tapirussu (depois Aliança, atual Cisneiros)

09 de junho de 1883 – estação Palma

04 de dezembro de 1884 – estação Banco Verde

23 de março de 1885 – estação Morro Alto

26 de abril de 1883 – estação São Joaquim (Angaturama)

Boa Música em Piacatuba.

Convite para show musical no Restaurante das Pedras em Piacatuba, Leopoldina-MGMúsica no Restaurante das Pedras, Piacatuba

 

Movimento da Estrada de Ferro da Leopoldina

Atendendo consulta de um visitante deste blog, voltamos a mencionar a Estrada de Ferro da Leopoldina para explicar que nosso interesse encontra-se nos 112 km que ligavam a Estação Porto Novo, da Estrada de Ferro Pedro II, à cidade de Cataguases. Neste percurso funcionavam, em 1878, as seguintes estações: Porto Novo, São José, Pântano, Volta Grande, São Luiz, Providência, Santa Isabel, Recreio, Campo Limpo, Vista Alegre, Leopoldina e Cataguases.

Segundo a tabela publicada no Almanak Laemmert, as viagens do trem de carga obedeciam ao seguinte horário:

Chegada

Partida

Porto Novo

2h00

São José

2h06

2h08

Pântano

2h26

2h28

Volta Grande

2h58

3h03

São Luiz

3h23

3h28

Providência

3h40

3h47

Santa Isabel

4h19

4h23

Recreio

4h39

4h43

CampoLimpo

5h09

5h14

Vista Alegre

5h30

5h34

Cataguases

6h10

6h30

Vista Alegre

7h06

7h10

Campo Limpo

7h26

7h30

Recreio

7h56

8h00

Santa Isabel

8h16

8h20

Providência

8h50

8h55

São Luiz

9h07

9h12

Volta Grande

9h33

9h38

Pântano

10h08

10h12

São José

10h30

10h32

Porto Novo

10h40

Na parte da tarde, em alguns dias da semana havia uma segunda viagem.

A estrada era também percorrida pelo trem misto, de carga e passageiros. Além disso, entre as estações de Vista Alegre e Leopoldina circulavam composições saindo de Leopoldina nos horários de 6h30, 7h41, 11h32 e no percurso inverso, ou seja, saindo de Vista Alegre com direção a Leopoldina às 7h15 e às 11h00, tanto para carga como para o trem misto.

Desta forma, o que se pretendia é que a ferrovia atendesse à demanda pelotransporte de passageiros e carga entre as cidades da região e sua conexão com as composições que do Porto Novo seguiam para o Rio de Janeiro ou, a partir de Três Rios, para outras cidades mineiras.

Publicações Científicas no campo das Ciências Humanas

Atualização dos endereços de publicações eletrônicas acompanhadas por este blog.

ÁGORA – Revista de História e Geografia do Departamento de História e Geografia da UNISC

Akrópolis – Revista de Ciências Humanas da UNIPAR

Alceu – Revista do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio

Alétheia – Revista de estudos sobre Antigüidade e Medievo

Almanack BrazilienseInstituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo

Antíteses – Revista do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Estadual de Londrina

ArtCultura: Revista de História, Cultura e Arte

Cadernos de História: Publicação do corpo docente do departamento de História UFOP

Chonos Scriotum: Revista Eletrônica de História

Documento/Monumento – Revista Eletrônica Documento/Monumento do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional – NDIHR, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

EMBORNAL: Revista Eletrônica da ANPUH-CE

Esboços – Revista do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC

Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

História Agora – Revista de História do Tempo Presente

História da Historiografia – Publicação interinstitucional da Sociedade Brasileira de Teoria e História da Historiografia, do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

História e Diversidade – Revista Eletrônica da UEMG

História em Reflexão – Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Grande Dourados

História Revista – Publicação semestral da Faculdade de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Goiás.

História Social -Revista do Programa de Pós-graduação em História da Unicamp.

Histórica: Revista Eletrônica do Arquivo do Estado de São Paulo

Intellèctus – A Revista Eletrônica Intellèctus é uma publicação do GrPesq-CNPq “Intelectuais e Poder no Mundo Ibero-americano”, produzida pelo Laboratório de Idéias, Cultura e Política do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

MORPHEUS: Revista Eletrônica em Ciências Humanas da UNIRIO

Revista Brasileira de História das Religiões – Revista do Departamento de História da UEM

Revista Crítica Histórica – A Revista Crítica Histórica é uma publicação semestral do Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis) dos cursos de História da Universidade Federal de Alagoas

Revista Eletrônica de História Antiga e Medieval

Revista Eletrônica de História Comparada – Periódico publicado semestralmente pelo Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Revista Eletrônica de História do Brasil – Revista Eletrônica do Departamento de História e ao Arquivo Histórico da UFJF

Tempo e Argumento – Revista do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Topoi – Revista do Programa de Pós Graduação em História Social da UFRJ.

Urbana – Periódico do Centro Interdisciplinar de Estudos da Cidade – CIEC/Unicamp

Outras publicações indexadas no sistema SCIELO.

Lista Completa de publicações aprovadas pela CAPES.

Processo José Correia de Lacerda

Concluímos nossos comentários sobre os antigos moradores, referidos nos Mapas de População, com este membro da família Lacerda. Sua esposa é algumas vezes referida como Maria Teodora e em outras como Maria Vitória. O casal procedia da região de Bom Jardim de Minas.

Na propriedade denominada Taboleiro, vizinha de Manoel José de Novaes, Francisco da Silva Barbosa e da fazenda da Bocaina, Processo e Maria viveram com os filhos Generosa, Manoel, Maria, e Processo.

O nome deste morador é encontrado nos documentos eleitorais de 1851, 1872 e 1873, sempre vinculado ao então distrito de Conceição da Boa Vista. No Almanaque da Província de Minas Gerais de 1875, aparece como fazendeiro de café.

Manoel José de Novaes

Foi na contagem populacional de 1838 que encontramos o sobrenome Novaes ou Navaes em terras do então Curato do Feijão Cru. Procedente de Bom Jardim de Minas, onde nasceu na última década do século XVIII, Manoel José de Novaes era filho de Domingos José de Novaes e de Genoveva Maria do Rosário, sendo neto paterno dos açorianos Antônio Dias Novaes e Ana de Ferres. Seus avós maternos foram Lázao Medeiros e Rosa Maria do Rosário.

No dia 22 de junho de 1808, na Ermida dos Lacerda, em Bom Jardim de Minas, foi celebrado o casamento de Manoel com Ana Francisca Garcia, filha de José Garcia e Maria do Rosário. Natural de Aiuruoca, Ana Francisca vem trazer para nossos estudos outra família que ocupou terras da região, já que os Garcia de Matos aí deixaram numerosa descendência.

Pelo Registro de Terras de 1856 soubemos que Manoel José de Novaes e Ana Francisca Garcia formaram o Sítio das Saudades, às margens do Pomba, tendo como vizinhos Mariana Pereira Duarte, Francisco da Silva Barbosa, Processo José Corrêa de Lacerda, Pedro Belarmino da Silva, Pedro Moreira de Souza, Francisco Martins de Andrade e Pedro de Oliveira. Acreditamos que a propriedade estivesse situada nas proximidades da atual divisa entre Recreio e Laranjal, dentro do distrito de São Joãquim, hoje Angaturama. Em 1878 a propriedade é citada como limítrofe ao então criado distrito de Campo Limpo.

Localizamos sete filhos de Manoel e Ana Francisca: Vicência, João, Sebastião, Antônio, Francisco, Pedro e Manoel. Mas de apenas três deles temos informações sobre descendentes.

Vicência Ferreira Neto casou-se com Francisco da Costa Muniz, filho de Manoel da Costa Muniz e Ana Joaquina. O fato de Vicência usar o sobrenome Ferreira Neto na idade adulta faz-nos suspeitar de ligação de parentesco com duas outras famílias que viveram na região: os Ferreira Brito e os Gonçalves Neto. Seus filhos foram Antonio da Costa Muniz que se casou com Antônia Porcina de Carvalho, Marciano, Maria, Filomena e Jovita.

Sebastião José de Novaes casou-se com Francisca Maria de Jesus com quem teve, pelo menos, os filhos José e Albina, nascidos em 1857 e 1859 respectivamente.

Pedro José de Novaes casou-se com Maria Tereza de Jesus, com que teve os filhos Manoel Bertoldo de Novaes e Maria Bárbara de Lacerda.  Segundo os documentos encontrados, a família de Pedro residia em Piacatuba por volta de 1882.

Março de 1899: crime em Conceição da Boa Vista

Na edição do dia 12 de março de 1899 do jornal O Arame, página 3, encontramos a divulgação de um telegrama enviado pelo sacristão de Conceição da Boa Vista para o Vigário, em Leopoldina, informando que o Padre Prudêncio fora envenenado e que teria sido pelo vinho na missa do dia.
Na edição seguinte, número 16 do dia 19 de março do mesmo ano, na página 2 encontra-se o relato do crime em coluna com o título Mostruoso Crime.
“Na ocasião da missa, tendo bebido o vinho, o Padre Prudencio sentiu-se mal; fazendo um esforço, conseguiu terminar o ofício divino, caindo nessa ocasião, com todos os sintomas de envenenamento.
Amparado por algumas pessoas presentes, foi chamado logo u medico – o Dr. Octaviano Costa – que não teve dificuldades em constatar o envenenamento pela estricnina, não só pelos simtomas que apresentavo o doente, como porque examinando o cálice, ainda encontrou parte da substância venenosa não dissolvida. 
Por alguma providencial circunstância, pela precipitação talvez, falhou a obra da perversidade. Socorrido com prontidão e energia, o digno sacerdote, depois de algumas horas de sofrimentos, foi considerado livre do perigo.
O Dr. Octaviano Costa – secundado por dois outros distintos clínicos, fez logo experiências com o tal vinho, procedendo a infeções em um coleho e um cachorro, sendo estes animais vitimados com os sintomas de envenenamento pela estricnina.
Segundo consta, em Conceição e Recreio a voz pública indigita claramente o nome do autor deste monstruoso crime, pessoa que – aliás – até aquela data gozava de alguma simpatia entre a população.
Quanto a nós, o que sabemos e que tem respondido no inquérito feito pelo digno sr. delegado de Polícia, o padre Cetrangulo, que até há pouco exercia o lugar de vigário daquela paróquia, do qual foi demitido pelo Revdmo. Pastor desta diocese.
Sabemos também que já tem deposto no inquérito algumas testemunhas, porém não nos consta que tenha sido expedida nenhuma ordem de prisão.
É o que podemos informar.”
A próxima e última notícia que encontramos sobre o episódio foi a do número 17 do mesmo jornal, edição do dia 30 de março de 1899:

“na noite do dia em que fora publicada a notícia acima, o padre Miguel Angelo Cetrangulo, alvo já da opinião pública que o apontava ocmo autor do repulsivo delito, e contra quem a autoridade policial já havia colhido provas no inquérito, tentou escapar-se planejando uma viagem à meia noite.

A autoridade policial, porém, estava alerta e quando o fugitivo ia a montar a calo, foi preso e recolhido à cadeia desta cidade, sendo contra ele lavrada ordem de prisão preventiva, concedida pelo digno Juiz Substituto”.
O que terá acontecido com o Padre Cetrangulo? Se alguém souber alguma coisa a respeito, por favor, escreva-nos.
Em 2019 descobrimos que o Padre Cetrangulo assumiu a paróquia de Tombos, onde atuava na primeira década de 1900.

Lauriano José de Carvalho

Através dos Mapas de População descobrimos que, morando na região desde os anos de 1830, e genro de Felicíssimo Vital de Moraes, Lauriano José de Carvalho foi pai de

– Domingos Rodrigues de Carvalho
– Maria Rufina de Carvalho casada com Francisco Mendes do Vale Júnior
– Felicíssimo Rodrigues Carvalho casado com Rita Firmina Machado de Almeida

Além destes, teve as filhas Ana, Rita e Joaquim, nascidos entre 1834 e 1841, dos quais não temos referências posteriores.

Segundo escritura de compra e venda de imóveis, soubemos que em 1887 transferiu-se para Itapiruçu com sua esposa, Ana Maria ou Marta de São Joaquim e os filhos. Deixou descendentes também em Angaturama.

Os Melido

No momento em que estamos falando das antigas famílias de Recreio, tivemos o prazer de receber um presente de Pedro Dorigo, que está organizando uma exposição fotográfica na cidade. Entre as antigas imagens que  gentilmente nos ofereceu, encontra-se a fotografia abaixo, do imóvel conhecido como Casarão dos Melido
Diz-nos Pedro Dorigo que a fotografia foi feita provavelmente em torno de 1944, retratanto o casarão construído nas últimas décadas de 1800, por um dos patriarcas de Recreio: Sr. Francisco Ferreira Brito Netto. O que nos leva de volta à família Ferreira Brito para lembrar que Francisco Melido casou-se com Ana Ferreira, filha de Antônio Eleotério Ferreira Neto e Tereza Flauzina Ferreira Brito, sendo neta materna de Ignacio Ferreira Brito e Mariana Ozória de Almeida. Acrescentamos que a esposa de Francisco Melido também descendia dos Ferreira Brito pelo lado paterno, sendo bisneta de Joaquim Ferreira Brito, tio-avô de Ignacio Ferreira Brito.
Sabemos ainda que dois familiares de Francisco Melido eram negociantes em Conceição da Boa Vista na época em que se deu a formação do Arraial Novo. Em agosto de 1883, Rafael Antonio Melido liquidou dívidas com a firma Silvestre Melido & Leoncio Fortunato através da transferência de créditos que detinha junto a Samuel Ferreira de Mattos, José Amâncio de Moraes e Manoel Querino de Moraes. Através de outros documentos registrados no Cartório de Conceição da Boa Vista, soubemos que o primeiro nome da firma referia-se a Francisco Silvestre Melido, homem de negócios que algumas vezes atuou como procurador de moradores de Recreio junto à justiça da Corte, ou seja, no Rio de Janeiro.
Pelo que se depreende da análise do livro do Cartório de Notas de Conceição da Boa Vista, relativo aos anos de 1883 e 1884, os Melido eram “Financistas”, qualificação profissional daqueles que emprestavam dinheiro a juros. Provavelmente, além da filha de Ignacio Ferreira Brito serão encontrados outros casamentos ligando a família deste pioneiro aos Melido. No momento, porém, restringimos nossos comentários em torno da hipótese do imóvel conhecido como Casarão dos Melido ter passado para esta família como fruto de herança de descendentes de Ignacio Ferreira Brito.

João Batista de Paula Almeida

Com o objetivo de falar dos antigos moradores de Conceição da Boa Vista, trazemos mais um nome encontrado nos Mapas de População. Aproveitamos para responder à consulta de um visitante a respeito destas listagens nominais de habitantes. Esclarecemos que os chamados “maços de população” foram implantados por ordem do Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII, para fins de arrecadação de impostos e alistamento militar.

Em 1832 João Baptista de Paula Almeida comprou, de Pedro Teixeira de Carvalho, 200 alqueires de terras no lugar denominado Monte Alegre. Unidas à propriedade que herdou de seus pais, formou a Fazenda do Monte Alegre que fazia divisa com Francisco José de Freitas Lima, com a Fazenda do Recreio, com Francisco da Silva Barboza, com Manoel Ferreira Britto e com as terras dos Mendes.