Há 100 anos nascia em Leopoldina
Geraldo Sangirolami
filho de
Giovanni Sangirolami
e de
Giustina Borella
Há 100 anos nascia em Leopoldina
Geraldo Sangirolami
filho de
Giovanni Sangirolami
e de
Giustina Borella
Há 100 anos nascia em Leopoldina
Ubiracy
filho de
Antonio de Lacerda Leal
e de
Antonia Amalia de Aguiar
Há 150 anos nasceram em Leopoldina:
18 jan 1866
Antenor filho de Reginaldo de Souza Werneck e de Maria do Carmo Pereira
20 jan 1866
Teófilo Augusto Gama filho de José Augusto de Almeida e Gama e de Ana Claudina de Lacerda
25 jan 1866
Rosalina de Oliveira Vargas filha de João Antonio de Oliveira Vargas e de Antonina Virgilina do Patrocínio
26 jan 1866
Antonia Francisca de Lacerda filha de Francisco Alves de Lacerda e de Mariana Vitoria Francisca
Há 150 anos, no dia 28 de dezembro de 1865, nasceu Honório, filho de Francisco Gonçalves Neto e Joaquina Eucheria de Almeida. Neto paterno dos povoadores João Gonçalves Neto e Mariana Flauzina de Almeida, esta, filha de Manoel Antonio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Seus avós maternos foram Joaquim Cesário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida que também era filha de Manoel Antonio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. Joaquim Cesário de Almeida era filho de Inácio José de Bem e de Antonia Maria de Almeida, irmã do citado Manoel Antonio de Almeida.
No dia 26 de dezembro de 1865 nasceram, em Leopoldina:
Ignacia Leopoldina foi a quinta filha de Francisco e Maria Umbelina. Era neta paterna dos povoadores Antonio Rodrigues Gomes e Rita Esméria de Almeida, sendo esta filha do lendário “comendador” Manoel Antonio de Almeida. Também seus avós maternos foram povoadores do Feijão Cru: Bernardo José Gonçalves Montes e Maria Antonia de Jesus. Diga-se, a propósito, que Bernardo e Maria Antonia se transferiram para o Feijão Cru logo depois do casamento, realizado aos 18 de setembro de 1822, em Prados. O dote de Maria Antonia foram as duas sesmarias que seu pai e sua mãe receberam em 1818, as quais foram negociadas por Bernardo e mais tarde foram incorporadas a outras terras nas quais foi formada a Fazenda Paraíso, em Leopoldina. Os Gonçalves Montes se estabeleceram no local então denominado Sossego, à beira do Ribeirão de São Lourenço, onde mais tarde surgiu o Arraial dos Montes.
No dia 23 de dezembro de 1865, nasceu em Leopoldina o menino José, filho de José Alexandre Costa e Delfina Honorata de Jesus. Neto materno de João Ignacio de Moraes e de Anastácia Felisbina de Jesus, naturais de Conceição de Ibitipoca, atual município de Lima Duarte, MG. Filhos de João Ignacio e Anastácia migraram para a região de Piacatuba na época da formação do distrito.

A partir de 16 de junho de 2014, com o artigo “Apresentação e início da história” o Trem de História começou a divulgar para o leitor do Jornal Leopoldinense um pouco do passado da cidade.
Na maioria das vezes, falando da Imprensa em Leopoldina no período de 1879 a 1899. Vez por outra, intercalando um assunto do momento.
A escolha do assunto principal partiu da afirmação de Xavier da Veiga na monumental obra intitulada ”Efemérides Mineiras”, de que Leopoldina estava entre os municípios mineiros com maior presença da imprensa periódica no final do século XIX. E porque, no dizer de Maria Beatriz Nizza da Silva, no livro Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822), os jornais são fontes preciosas para o historiador como documento da vida cotidiana, permitindo observar aspectos “que dificilmente se encontram em outra documentação”.
Majoritariamente foram textos baseados no trabalho de Nilza Cantoni para o curso de pós graduação em História Cultural pela Universidade Gama Filho, para o qual ela dedicou infinitas horas lendo e analisando periódicos da época. Leituras que permitiram esboçar um panorama da sociedade da época, despertando para o “estudo de um saber local nos moldes históricos” de que Lynn Hunt, em “A Nova História Cultural”, trata ao definir o que é a História Local.
Fato é que, manuseando este rico material, Nilza tirou algumas conclusões interessantes e constatou, como ainda se verá em mais alguns artigos que virão a público nos números seguintes do Trem de História, que os primeiros jornais de Leopoldina funcionaram muitas vezes como os almanaques da época, os quais formavam uma coletânea de informações que se destinavam a instruir o público leitor a respeito dos mais variados assuntos. Concluiu, ainda, que aqueles periódicos se propunham a atuar na formação de um público leitor que viria a se tornar consumidor de outros jornais e dos livros por eles divulgados.
Mostrar qual seria “O público alvo dos periódicos” foi preocupação do segundo artigo da série. Porque era fundamental conhecer as pessoas que se sentariam no banco do trem, na espreguiçadeira do alpendre ou, na cadeira da sala para ler o jornal.
Trabalho que começou pelo mais antigo jornal da cidade, “O Leopoldinense”, que em sua primeira edição se apresentava como “Folha Comercial Agrícola Noticiosa” e no subtítulo dizia ser “Consagrado aos Interesses dos Municípios de Leopoldina e Cataguases”.
Seria, entretanto, uma simplificação perigosa afirmar que O Leopoldinense tinha como público alvo apenas os moradores de Leopoldina e Cataguases porque poderia ser constituído pelos 59.390 habitantes da área de influência de Leopoldina.
E para entender esta ampliação do público alvo basta lembrar o fato de que alguns dos distritos emancipados estavam subordinados a municípios onde ainda não havia imprensa periódica. Além de Cataguases, este é o caso dos distritos que foram transferidos para Mar de Espanha, Muriaé e São João Nepomuceno, como pode ser deduzido da obra de José Xavier da Veiga, quando mostra que o primeiro jornal de Mar de Espanha é de 1882 e informa que em Muriaé e São João Nepomuceno os primeiros apareceram somente em 1887.
Interessante destacar que, do total de moradores apurado em 1872, apenas 65,54% deles eram cidadãos livres, o que poderia levar à conclusão de que o mercado do jornal seria de 38.924 pessoas, das quais apenas 9.010 eram alfabetizadas. Entretanto, o baixo índice de alfabetização não se torna totalmente excludente por conta de notas encontradas em vários jornais consultados, as quais confirmam a opinião de Walmir Silva, em A Imprensa e a Pedagogia Liberal na Província de Minas Gerais, que citando Gramsci afirma que: “o referido público não se resumia a letrados, sendo condição da pedagogia liberal alcançar os simples”. Conforme o mesmo autor, a oralidade teve grande importância num ambiente de baixa alfabetização: “a circulação dos periódicos e sua leitura pública alimentavam uma elite intelectual moderada, em sentido amplo”. E no mesmo sentido coloca-se Marcus de Carvalho, em A Imprensa na Formação do Mercado de Trabalho Feminino no Século XIX, ao mencionar a leitura em voz alta e também a frequência aos locais de concentração de pessoas como os meetings e clubs, para ter acesso à informação.
Ainda há o que contar. Mas o Trem de História de hoje precisa ficar por aqui. Precisa reabastecer a caldeira para o próximo número.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de janeiro de 2016
O Decreto-Lei 148 de 17 de dezembro de 1938. fixou a divisão territorial do Estado de Minas Gerais. Entre outras providências, este normativo emancipou de Leopoldina o então distrito de Recreio, que havia sido criado pelo Decreto nº 123 de 27 de junho de 1890. Além da sede, o novo município passou a contar com dois distritos, desmembrados de Leopoldina: São Joaquim (Angaturama) e Conceição da Boa Vista.
O dia 10 de dezembro de 1874 representa a data oficial de inauguração da primeira estação em território que ainda hoje pertence ao município de Leopoldina. Esta é a data informada por Xavier da Veiga, nas Efemérides Mineiras: 1664-1897 [Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes. pag 1042]. Entretanto, uma nota no Jornal do Commercio de 18 de dezembro de 1874, edição 350, página 4, informa que a estação de Providência foi aberta ao tráfego no dia 9 de dezembro de 1874.
Como se sabe, a lei nº 1.826 da antiga província de Minas Gerais, datada de 10 de outubro de 1871, concedeu privilégio para a construção de uma primeira estrada de ferro entre Porto Novo do Cunha, na fronteira entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e Leopoldina. Posteriormente o decreto do governo imperial nº 4.914, de 27 de março de 1872, modificou a concessão, estendendo o percurso até Cataguases, com uma estação em Vista Alegre – então um povoado às margens do Pomba em território de Leopoldina, e o centro de Leopoldina.
Dois meses antes da inauguração da estação em Providência começaram a funcionar as estações Porto Novo (Além Paraíba), Pântano (depois Antônio Carlos, atual Fernando Lobo) e Volta Grande. A estação de São José, localizada entre a Porto Novo e a Pântano, só foi construída mais tarde, com o objetivo de desafogar a estação Porto Novo que era o ponto de ligação da Estrada de Ferro Pedro II com a Leopoldina.
No mesmo dia em que Providência foi inaugurada, começou também a funcionar a estação São Luiz (Trimonte). No ano seguinte foi a vez de iniciarem as operações em São Martinho e ser concluído o assentamento dos trilhos até Santa Isabel (Abaíba), cuja estação foi inaugurada somente em 25 de maio de 1876. Entre junho e agosto de 1876 foi a vez das estações Recreio e Campo Limpo (Ribeiro Junqueira) e no dia 02 de julho de 1877 foram inauguradas as estações Vista Alegre e Leopoldina.
Atualização Disponível em:
Com o final oficial da Guerra em maio de 1945 é razoável imaginar que as tensões dos Expedicionários e de suas famílias foram aliviadas. Entretanto, não foi isto que aconteceu. Além da demora na divulgação das informações, muitas vezes as cartas só chegavam para as famílias dos Expedicionários através de algum parente ou conhecido que as retirava na Agência dos Correios para levar até a residência, algumas vezes na área rural. As tensões não se aliviaram também porque a ansiedade era grande. A maneira como se deu o retorno talvez tenha sido um dos maiores problemas para grande parte dos Expedicionários. A Guerra terminou em maio, mas boa parte do contingente desembarcou no Brasil apenas em 17.09.45, mais de quatro meses depois. E quando chegaram em casa, muitas famílias, sem qualquer orientação, descobriu estar diante de uma pessoa sem condições mínimas para o normal convívio familiar. Problema sério também ocorreu com os mutilados. Como o João Zangirolani, leopoldinense que só desembarcou no porto do Rio de Janeiro em 08.11.46, um ano e meio depois do final da Guerra. Senhor João, ferido na Itália, foi enviado para os Estados Unidos onde recebeu tratamento e adaptação à perda de uma perna. Ele e outros brasileiros em igual situação sofreram não só com os problemas médicos advindos da sequela, mas com o abandono, como informa Dennison de Oliveira [1] em transcrição parcial: A partir de dezembro de 1944, começaram a chegar para tratamento em hospitais dos EUA, os doentes, feridos e mutilados das forças armadas brasileiras em ação na Campanha da Itália. […] Era indisfarçável o primarismo e o amadorismo dos brasileiros na gestão de uma atividade tão transcendente do ponto de vista humano e tão carregada de implicações para o futuro dos ex-combatentes. Afinal de contas, estava começando ali o processo de reintegração social do veterano de guerra da FEB. E a situação se agravou ainda mais, segundo o mesmo autor, quando a guerra terminou em definitivo: O fim da guerra implicava, também, o fim do LEND LEASE, o programa para o pagamento de uma série de despesas. Desta forma, tinha fim o desconto dado para pagamento dos bens e serviços sob aquele programa, o que triplicava as despesas hospitalares dos pacientes brasileiros no exterior. Os veteranos de guerra brasileiros souberam do fato e ficaram angustiados. A essa altura estava claro que, em se tratando de recursos financeiros, eles não eram prioridade nem para o Exército nem para o Governo brasileiros[…] Fato é que, mais de um ano depois do final da guerra na Europa, ainda havia brasileiros internados nos EUA, sem conseguir retornar ao Brasil. E, pior, só conseguiram o retorno quando um grupo deles redigiu uma carta à senhora Alzira Vargas, filha e secretária do Presidente Getúlio Vargas, implorando providências para o retorno deles ao Brasil. Cidadãos que foram arrancados do seio da família convocados para uma guerra que não era deles. Que na luta adquiriram problemas neurológicos ou perderam parte do corpo. Que precisaram ir para outro país para se tratarem. Receberam como prêmio, o pouco interesse por suas pessoas demonstrado pelo fato de só conseguirem voltar para casa depois de implorarem o favor da secretária do presidente da república. O pracinha, que se empenhou e se feriu na luta, teve que lutar contra o abandono para voltar finalmente para casa. E, voltando, se ver esquecido por quem o mandou para a Guerra. Foi pensando nestas pessoas que, 70 anos depois, o Trem de História fez questão de percorrer os caminhos destes quinze últimos artigos escritos para resgatar as suas histórias e homenagear os Expedicionários Leopoldinenses e seus familiares. E dizer a eles da nossa gratidão, do nosso respeito e da nossa admiração. Nota: Um bom Natal para todos. Um 2016 de muita paz e alegria. No próximo artigo o Trem de História promete retornar à História da Imprensa em Leopoldina. Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de dezembro de 2015 [1] OLIVEIRA, Dennison de. Aliança Brasil – EUA, Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Curitiba: Juruá, 2015. p.275 e seguintes. |