Autor: Nilza Cantoni
20 de fevereiro de 1916
Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:
Napoleão Lacerda Leal
filho de
Manoel de Lacerda Leal
e de
Maria Ignez de Lacerda
e
Antonia Regina
filha de
Alfredo Firmino Sante Pengo
e de
Regina Marinato
17 de fevereiro de 1916
Há 100 anos, nasceu em Leopoldina
Neamor
filho de
Ezaú de Lacerda Leal [filho]
e de
Maria José de Almeida
15 de fevereiro de 1916
Há 100 anos, nasceu em Leopoldina
Maria Madalena
filha de
José Guilherme de Oliveira
e de
Maria Madalena
11 de fevereiro de 1916
Há 100 anos, nasceram em Leopoldina:
Maria de Lourdes
filha de
João Evangelista Teixeira Ramos
e de
Maria Duarte
e
Claudino Luiz Maimeri
filho de
Luigi Maimeri
e de
Carolina Rancan
42 – Gazeta de Leopoldina

O Trem de História de hoje pretende falar sobre o mais duradouro e conhecido dos periódicos da cidade, a Gazeta de Leopoldina, fundada em abril de 1895, tendo como redatores e proprietários os senhores José Monteiro Ribeiro Junqueira e Antonio A. Teixeira. E como secretário gerente, Emílio A. Pereira Pinto.
Mas antes de tratar do assunto proposto, é importante registrar um agradecimento especial à Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, detentora do acervo deste jornal, pela oportunidade de consultar o material ali existente. Até o início da redação da monografia de conclusão da pós-graduação, haviam sido consultados apenas os números existentes na Biblioteca Nacional e no Arquivo Público Mineiro. O acesso ao conjunto completo do mais longevo periódico que existiu em Leopoldina foi fundamental para compreender alguns aspectos que só se descortinaram com a leitura de números publicados na década posterior ao fim do período que foi objeto do trabalho.
Nelson Werneck Sodré, em A História da Imprensa no Brasil, afirma que as últimas décadas do século XIX representam uma grande época política e também literária.
Analisando os periódicos que circularam em Leopoldina no período, pode-se concluir que a efervescência literária marcou a imprensa local, num momento em que a cidade se destacava culturalmente e contava com muitas instituições de ensino de qualidade. Dentre os periódicos, a Gazeta de Leopoldina foi exceção por ultrapassar todos os outros em carga política.
Registre-se que este jornal surgiu quando a cidade contava com um bom número de folhas em circulação. E já em seus primeiros números mostrou a que veio: pavimentar a estrada para seu proprietário alcançar postos mais altos na política.05
É bom que se recorde que, naquele momento, o Sr. Ribeiro Junqueira não tinha assegurada sequer a sua posição à frente do governo local. Então, para ele que demonstrava pretensões claras, era crucial afastar os eventuais oponentes. E um dos meios a ser utilizado era a imprensa. Assim, de abril de 1895, quando veio à luz, a dezembro de 1899, último número analisado para este trabalho, raras foram as edições da Gazeta de Leopoldina que não disseminaram ironias e acusações contra seus oponentes. Fossem artigos do redator ou dos colaboradores, todos os periódicos publicados naquele quinquênio receberam alfinetadas mais ou menos intensas da folha que pretendia ser líder. E todos deixaram de circular pouco depois. Alguns sendo substituídos por outros títulos que também não sobreviveram ao furor com que a Gazeta lutava para reinar sozinha.
Nas edições do final do ano de 1896, a Gazeta de Leopoldina não deixou de dar algumas espetadelas em O Mediador e O Leopoldinense, pelo fato de terem sido escolhidos para publicar, no ano seguinte, os Atos da Câmara. E não foi apenas contra o nome dos periódicos que subterfúgios linguísticos frequentaram as páginas da Gazeta de Leopoldina, com o objetivo de desacreditar os concorrentes. Em diversas oportunidades também cita nomes de redatores ou proprietários dos outros jornais, quase sempre com alguma pitada de sarcasmo para denegri-los.
Como se vê, nos seus primeiros anos de vida, que correspondem aos últimos da série aqui estudada, a Gazeta de Leopoldina operava de forma bem diversa do que se conhece dos anos posteriores. Era, em certos momentos, um verdadeiro pasquim da imprensa local. Diante disto, e reconhecendo o seu valor histórico no meado dos novecentos, o Trem de História ressalta que ler só a Gazeta impedirá o leitor de conhecer o panorama sócio cultural que vigorava na Leopoldina daqueles tempos. Infelizmente, porém, não há edições dos demais periódicos na Biblioteca local, tendo sido necessário consultar os acervos da Biblioteca Nacional e do Arquivo Público Mineiro. Atualmente não é mais necessário visitar estas instituições, pois ambas dispõem de uma Hemeroteca digital em seus sites.
Na próxima edição o Trem de História abordará o último periódico utilizado em nossos estudos. Até lá!
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de fevereiro de 2016
Sesquicentenário de nascimento: fevereiro
Há 150 anos nasceram em Leopoldina:
1 fev 1866
Maria filha de Manoel Teixeira Machado e de Maria Rosa de Oliveira
3 fev 1866
Emilia filha de Torquato José de Oliveira e de Rosa Cândida de Oliveira
8 fev 1866
José filho de Manoel Rodrigues Pereira e de Eufrosina Maria de Nazareth
11 fev 1866
Preciliana filha de Domiciano José da Silva e de Maria Anastacia de Gouvêa
20 fev 1866
Antonio filho de Domingos Francisco Neto e de Maria Justina de Jesus
21 fev 1866
Galdino filho de Antonio de Barros Alvim e de Jeronima Maria de Jesus
31 de janeiro de 1916
Há 100 anos nascia em Leopoldina
Leonidio Zamagna
filho de
Claudio Zamagna
e de
Sofia Gigli
29 de janeiro de 1916
Há 100 anos nascia em Leopoldina
Djalma
filho de
Custódio Teixeira Dutra
e de
Maria Izabel Rodrigues do Vale
28 de janeiro de 1916
Há 100 anos nasciam em Leopoldina:
Antonio Ferreira de Souza Lima
filho de
Francisco de Souza Lima
e de
Ana Ferreira de Almeida
e
Antonia Bonini
filha de
Valentim Bonini
e de
Lucia Mantuani
