A Academia Leopoldinense de Letras e Artes abrirá inscrições para seu concurso 2015 no próximo dia 15 de junho.
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8 jun 1915
10 jun 1915
13 jun 1915
15 jun 1915
16 jun 1915
24 jun 1915
25 jun 1915
Há 160 anos, no dia 1 de junho de 1855, nascia esta filha de Inácio Ferreira Brito e Mariana Ozória de Almeida, neta paterna de Manoel Ferreira Brito e Maria Josefa da Silva, neta materna de Joaquim Cesário de Almeida e Luciana Esméria de Almeida.
Tereza Flauzina Ferreira Brito casou-se no dia 30 de junho de 1877, na matriz de Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista, com Antônio Eleotério Ferreira Neto, filho de Domingos Ferreira Neto e de Rita Firmina de Sena. Ele era neto paterno de Joaquim Ferreira Brito e Joana Maria de Macedo, sendo neto materno de João Gualberto Ferreira Brito e de Maria Venância de Almeida.
Observe-se que João Gualberto, avô materno do marido de Tereza, era filho de Joaquim Ferreira Brito, avô paterno do mesmo Antônio Eleotério. Tereza e seu marido eram bisnetos de Manoel Antônio de Almeida que foi o pai da avó materna de Antônio Eleotério.
O casal Tereza e Antônio teve, pelo menos, oito filhos: Antônio, Enéas, Amélia, Alzira, Ana, Mariana, Altiva e Álvaro.

A relação dos expedicionários leopoldinenses, conforme ficou dito na edição anterior, reúne os que participaram da Segunda Guerra Mundial, seja nos campos da Itália ou no patrulhamento da costa brasileira onde morreram mais brasileiros do que nos campos europeus.
O Trem de História de hoje começa a contar um pouco sobre a vida de alguns combatentes sem qualquer pretensão de fazer apologia à Guerra ou, julgar se ela foi justa ou injusta. Pretende, unicamente, falar do cidadão que foi uniformizado e mandado para a frente de defesa ou ataque. E que em muitos casos não voltou ou trouxe consigo as mazelas de uma guerra. Este cidadão que perdeu parte de sua juventude lutando contra um inimigo que não era seu, mas de seu país, é o foco da pesquisa.
Quando nada para que as gerações futuras possam contar aos mais novos, sem amarras ideológicas, que um dia o Brasil, num determinado contexto político e governamental, se envolveu num conflito mundial e, sem grandes recursos e prática (1), juntou civis e militares para criar a Força Expedicionária Brasileira que cuidaria de defender o território nacional. Nas unidades militares então formadas estavam 2947 mineiros (2) e destes, pelo menos mais de três dezenas eram leopoldinenses. Conterrâneos que num passado não muito distante lutaram e alguns morreram pelo país e, hoje, setenta anos depois, a cidade pouco se lembra deles.
Foram inicialmente considerados os nomes citados por Kléber Pinto de Almeida (3), os constantes no monumento existente na Avenida dos Expedicionários, no Bairro Bela Vista, em Leopoldina, e os pesquisados por alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4).
A partir destas três listagens foram consultadas outras fontes, sendo fundamentais as informações colhidas na imprensa periódica da época do conflito, bem como nos arquivos da Associação dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – ANVFEB, unidade de Juiz de Fora, MG e em alguns arquivos de familiares.
O primeiro da relação é ADILON MACHADO.
Um nome que aparece na relação do monumento na Avenida dos Expedicionários como Odilon Machado. No trabalho dos alunos da Escola Estadual Luiz Salgado Lima (4) ele consta como sendo Adilson Machado.
Adilon nasceu a 23.05.1919 e faleceu no dia 26.10.2001, em Leopoldina. Era filho de Francisco Custódio Machado e Rita Morais Machado e casou-se com Odete (5) Werneck de Souza, natural de Dona Euzébia (MG), filha de Américo Werneck de Souza e Maria Madalena Pinto. Adilon e Odete foram pais de Francisco de Assis, Lúcia Maria, Adilson, Rita Maria, Antonio Carlos, Sebastião Celso, Alchindar, Edilson e José Renê.
Por certidão (6) de 30.07.85 verifica-se que Adilon foi incorporado ao Exército em 01.03.41 e excluído em 22 de novembro do mesmo ano. Foi reincluído por convocação de 10.04.43 e atuou na proteção da costa brasileira a bordo do navio Itaquera, entre o porto do Rio de Janeiro e Caravelas, na Bahia, tendo participado efetivamente de operações bélicas até 21.10.43. Em 15.03.92 recebeu o diploma da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, em Juiz de Fora (MG).
Segundo informe da Prefeitura (7) Adilon Machado empresta seu nome ao Centro Municipal de Educação Infantil – CEMEI no distrito de Ribeiro Junqueira, onde foi produtor rural e residiu durante toda a sua vida.
Notas
(1) MIRANDA, Francisco. 70 Anos da Tomada de Monte Castelo. A Batalha que Euclides da Cunha não viu. Disponível em <https://chicomiranda.wordpress.com/tag/soldados-brasileiros>. Acesso em 01 jan. 2015.
(2) MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2.ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 401.
(3) ALMEIDA, Kléber Pinto de. Leopoldina de todos os tempos. Belo Horizonte: s.n., 2002. p.101
(4) PEREIRA, Rodolfo. Leopoldinenses na FEB (1943-1945). Publicado em 20 nov. 2013. Disponível em <http://www.acropolemg.blogspot.com.br/search/label/FEB>. Acesso em 08 mar. 15.
(5) PAMPLONA, Nelson V. A Família Werneck. Rio de Janeiro, particular, 2010. p.122
(6) Ministério do Exército, Certidão do Departamento Geral do Pessoal, Diretoria de Cadastro e Avaliação.
(7) OLIVEIRA, Paloma Rezende de. História das Escolas – Leopoldina – Trajetórias e memórias das instituições escolares de Leopoldina/MG. Disponível em <http://historia-das-escolas-de-leopoldi.webnode.com/products/cemei-adilon-machado/>. Acesso em 08 mar. 15.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de junho de 2015

O Brasil participou da Segunda Guerra Mundial (1) a partir de agosto de 1942, quando efetivamente reconheceu o estado de beligerância, até 08 de maio de 1945, considerado o Dia da Vitória. Contam, os que registraram os acontecimentos da época, que as tropas foram reunidas no Rio de Janeiro de onde embarcaram com destino ao Teatro de Operações na Itália ou, aos destinos indicados para proteção da costa brasileira.
Vale explicar que, para formar a Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária (2), juntaram-se as unidades já existentes no Exército Brasileiro na forma seguinte:
– Infantaria: 1º R.I (Regimento Sampaio) do Rio de Janeiro (RJ); 6º R.I. (Regimento Ipiranga) de Caçapava (SP); 11º R.I. (Regimento Tiradentes) de São João Del Rei (MG).
– Artilharia: 1º Grupo do Regimento de Obuzes Auto-Rebocado, criado no Rio de Janeiro (RJ); 1º Grupo do 2º Regimento de Obuzes Auto-Rebocado, constituído com elementos do 6º Grupo de Artilharia de Dorso, de Quitauna (SP); 2º Grupo de Artilharia de Dorso, do Rio de Janeiro (RJ); Grupo Escola do Rio de Janeiro (RJ) que, motorizado, se transformou em Grupo de 155 Auto-Rebocado. – Engenharia: 9º Batalhão de Engenharia de Aquidauana (MT).
– Cavalaria: Esquadrão de Reconhecimento do Rio de Janeiro (RJ), organizado pelo 2º Regimento Moto-Mecanizado.
– Saúde: 1º Batalhão de Saúde, criado em Valença (RJ).
– Tropa Especial: Companhia do Quartel General, Companhia de Transmissões, Companhia de Manutenção e Companhia de Intendência, todas do Rio de Janeiro (RJ).
– Órgãos não Divisionários: Um Depósito de Pessoal.
Com estas unidades reunidas, formou-se o contingente enviado para a Itália no total de mais de 25 mil militares e civis e um número ainda desconhecido de brasileiros que foi empregado na proteção da costa brasileira, em razão da sua extensão e da necessidade de manter minimamente operando o comércio com o resto do mundo. Nesta operação de guerra, seja na Itália ou no patrulhamento do Atlântico, mais de três dezenas de leopoldinenses estiveram diretamente envolvidos. Estes combatentes são conhecidos como Expedicionários por terem feito parte da Divisão de Infantaria Expedicionária Brasileira.
Importante esclarecer que se entende por Expedicionário todo militar que atuou nos campos da Itália ou na guarnição da nossa costa. Visão que se apoia na literatura pesquisada e em histórias contadas como as do livro das jornalistas Belisa Monteiro, Dérika Kyara e Letícia Santana (3), esclarecendo a convocação de militares e civis para defesa do litoral brasileiro, mostrando que suas tensões foram semelhantes às vividas pelos que cruzaram o Atlântico. Além do que, muitos dos que ficaram no Atlântico pertenciam a unidades existentes no Exército Brasileiro antes da Guerra, as quais foram reunidas para formar a Primeira Divisão de Infantaria Expedicionária (4). Isto é, faziam parte do mesmo Exército.
Segundo Palhares (2), na costa brasileira foram bombardeados 32 navios nacionais entre janeiro de 1942 e julho de 1944, tendo chegado a 1081 o número dos mortos nas atividades costeiras, enquanto 457 perderam a vida nos campos da Itália(4).
Hoje o Trem de História inicia uma série de artigos que pretende contar um pouco sobre os leopoldinenses que estiveram nestas missões, como forma de homenageá-los pela passagem do 70º aniversário do fim daquele conflito. Do que conseguimos apurar até o momento, foram eles: 01 – Adilon Machado; 02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho; 06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas; 09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz; 12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira; 15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali; 19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto; 22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira; 25 – Mário Castório [Castorino] Fontes Britto; 26 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues; 27 – Nelson Pinto de Almeida; 28 – Orlando Pereira Tavares; 29 – Oscar Nunes Cirino; 30 – Paulo Monteiro de Castro; 31 – Pedro Medeiros; 32 – Pedro Rezende de Andrade; 33 – Pedro Silva Santos; 34 – Wenceslau Werneck.
Hoje, ficamos por aqui. Na próxima edição a história continua.
Notas:
(1) BENTO, Claudio Moreira. A Participação das Forças Armadas e da Marinha Mercante do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1942-1945). Volta Redonda, RJ: Gazetilha, 1995. Disponível em <http://www.ahimtb.org.br/FAMM2GM.htm>. Acesso em 03 fev. 15.
(2) PALHARES, Gentil Palhares. De São João Del Rei ao Vale do Pó. Rio de Janeiro: Bibliex, 1957. p.456.
(3) BELÉM, Euler de França. Livro resgata história de pracinhas goianos que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Jornal Opção, Goiânia, GO, ed 1984, 14 jul. 2013. Disponível em <http://www.jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/livro-resgata-historia-de-pracinhas-goianos-que-lutaram-na-segunda-guerra-mundial>. Acesso em 31 dez. 14.
(4) BARROS, Aluízio de. Expedicionários Sacrificados na Campanha da Itália. Rio de Janeiro: Bruno Buccini, 1955. p. 403.
Luja Machado – Membro da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de maio de 2015
Há 100 anos, no dia 8 de maio de 1915, faleceu em Leopoldina o italiano Luigi Maragna. Nascido por volta de 1845, pode ser o passageiro registrado como Luigi Maragni que desembarcou no Rio em outubro de 1888, com a esposa Erminia, tendo sido contratado para trabalhar em Rio Novo. Entretanto, nos registros encontrado em Leopoldina o nome da esposa é Tereza Falavigna.
Em Leopoldina encontramos referências aos seguintes filhos de Luigi Maragna: Cirilo, Silvio, Clemente, Higino, Alexandrina, Rosa e Artur. Os mais velhos nasceram em Verona, na Itália.
Neste texto de João Guimarães Rosa, publicado no Suplemento Literário do jornal Minas Gerais, em novembro de 1967, v. 2, n. 65, p. 3, encontramos aquela famosa definição:
Sobre o que, em seu território, ela ajunta de tudo, os extremos, delimita, aproxima, propõe transição, une ou mistura: no clima, na flora, na fauna, nos costumes, na geografia, lá se dão encontro, concordemente, as diferentes partes do Brasil. Seu orbe é uma pequena síntese, uma encruzilhada; pois Minas Gerais é muitas. São, pelo menos, várias Minas.
Leia o texto na íntegra
1 maio
5 maio
6 maio
14 maio
17 maio
18 maio
22 maio
23 maio
Monolito gigante adormecido
Que desde priscas eras seculares
Jaz ao solo preso, convertido
Em atalaia sagrada d’estes lares.
Sobre teu dorso, Pedra, em tempo ido,
Veloz a jacutinga abriu os ares
Rumando além para o sertão perdido.
O Puri arisco os lindos mares.
De tuas selvas intérminas e densas
Correu dominador os seus arcanos,
Rei e senhor de florações extensas.
Testemunhaste sempre nossa sina
Através das idades e dos anos
Que és hoje o coração de Leopoldina!
Alberto Manguel, escritor, tradutor e ensaísta argentino, reflete sobre o grande poder da escrita, a capacidade de ultrapassar aqueles que considera as duas maiores fronteiras da humanidade: o tempo e o espaço. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2014.
“Através da literatura, através da escrita, o tempo não era um obstaculo, nem o espaço era um obstáculo.”