O Decreto-Lei 148 de 17 de dezembro de 1938. fixou a divisão territorial do Estado de Minas Gerais. Entre outras providências, este normativo emancipou de Leopoldina o então distrito de Recreio, que havia sido criado pelo Decreto nº 123 de 27 de junho de 1890. Além da sede, o novo município passou a contar com dois distritos, desmembrados de Leopoldina: São Joaquim (Angaturama) e Conceição da Boa Vista.
Estrada de Ferro Leopoldina chega ao município que lhe deu o nome
O dia 10 de dezembro de 1874 representa a data oficial de inauguração da primeira estação em território que ainda hoje pertence ao município de Leopoldina. Esta é a data informada por Xavier da Veiga, nas Efemérides Mineiras: 1664-1897 [Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1998. 2 volumes. pag 1042]. Entretanto, uma nota no Jornal do Commercio de 18 de dezembro de 1874, edição 350, página 4, informa que a estação de Providência foi aberta ao tráfego no dia 9 de dezembro de 1874.
Como se sabe, a lei nº 1.826 da antiga província de Minas Gerais, datada de 10 de outubro de 1871, concedeu privilégio para a construção de uma primeira estrada de ferro entre Porto Novo do Cunha, na fronteira entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e Leopoldina. Posteriormente o decreto do governo imperial nº 4.914, de 27 de março de 1872, modificou a concessão, estendendo o percurso até Cataguases, com uma estação em Vista Alegre – então um povoado às margens do Pomba em território de Leopoldina, e o centro de Leopoldina.
Dois meses antes da inauguração da estação em Providência começaram a funcionar as estações Porto Novo (Além Paraíba), Pântano (depois Antônio Carlos, atual Fernando Lobo) e Volta Grande. A estação de São José, localizada entre a Porto Novo e a Pântano, só foi construída mais tarde, com o objetivo de desafogar a estação Porto Novo que era o ponto de ligação da Estrada de Ferro Pedro II com a Leopoldina.
No mesmo dia em que Providência foi inaugurada, começou também a funcionar a estação São Luiz (Trimonte). No ano seguinte foi a vez de iniciarem as operações em São Martinho e ser concluído o assentamento dos trilhos até Santa Isabel (Abaíba), cuja estação foi inaugurada somente em 25 de maio de 1876. Entre junho e agosto de 1876 foi a vez das estações Recreio e Campo Limpo (Ribeiro Junqueira) e no dia 02 de julho de 1877 foram inauguradas as estações Vista Alegre e Leopoldina.
Atualização Disponível em:
Expedicionários Leopoldinenses – A Ansiedade no Retorno
Com o final oficial da Guerra em maio de 1945 é razoável imaginar que as tensões dos Expedicionários e de suas famílias foram aliviadas. Entretanto, não foi isto que aconteceu. Além da demora na divulgação das informações, muitas vezes as cartas só chegavam para as famílias dos Expedicionários através de algum parente ou conhecido que as retirava na Agência dos Correios para levar até a residência, algumas vezes na área rural. As tensões não se aliviaram também porque a ansiedade era grande. A maneira como se deu o retorno talvez tenha sido um dos maiores problemas para grande parte dos Expedicionários. A Guerra terminou em maio, mas boa parte do contingente desembarcou no Brasil apenas em 17.09.45, mais de quatro meses depois. E quando chegaram em casa, muitas famílias, sem qualquer orientação, descobriu estar diante de uma pessoa sem condições mínimas para o normal convívio familiar. Problema sério também ocorreu com os mutilados. Como o João Zangirolani, leopoldinense que só desembarcou no porto do Rio de Janeiro em 08.11.46, um ano e meio depois do final da Guerra. Senhor João, ferido na Itália, foi enviado para os Estados Unidos onde recebeu tratamento e adaptação à perda de uma perna. Ele e outros brasileiros em igual situação sofreram não só com os problemas médicos advindos da sequela, mas com o abandono, como informa Dennison de Oliveira [1] em transcrição parcial: A partir de dezembro de 1944, começaram a chegar para tratamento em hospitais dos EUA, os doentes, feridos e mutilados das forças armadas brasileiras em ação na Campanha da Itália. […] Era indisfarçável o primarismo e o amadorismo dos brasileiros na gestão de uma atividade tão transcendente do ponto de vista humano e tão carregada de implicações para o futuro dos ex-combatentes. Afinal de contas, estava começando ali o processo de reintegração social do veterano de guerra da FEB. E a situação se agravou ainda mais, segundo o mesmo autor, quando a guerra terminou em definitivo: O fim da guerra implicava, também, o fim do LEND LEASE, o programa para o pagamento de uma série de despesas. Desta forma, tinha fim o desconto dado para pagamento dos bens e serviços sob aquele programa, o que triplicava as despesas hospitalares dos pacientes brasileiros no exterior. Os veteranos de guerra brasileiros souberam do fato e ficaram angustiados. A essa altura estava claro que, em se tratando de recursos financeiros, eles não eram prioridade nem para o Exército nem para o Governo brasileiros[…] Fato é que, mais de um ano depois do final da guerra na Europa, ainda havia brasileiros internados nos EUA, sem conseguir retornar ao Brasil. E, pior, só conseguiram o retorno quando um grupo deles redigiu uma carta à senhora Alzira Vargas, filha e secretária do Presidente Getúlio Vargas, implorando providências para o retorno deles ao Brasil. Cidadãos que foram arrancados do seio da família convocados para uma guerra que não era deles. Que na luta adquiriram problemas neurológicos ou perderam parte do corpo. Que precisaram ir para outro país para se tratarem. Receberam como prêmio, o pouco interesse por suas pessoas demonstrado pelo fato de só conseguirem voltar para casa depois de implorarem o favor da secretária do presidente da república. O pracinha, que se empenhou e se feriu na luta, teve que lutar contra o abandono para voltar finalmente para casa. E, voltando, se ver esquecido por quem o mandou para a Guerra. Foi pensando nestas pessoas que, 70 anos depois, o Trem de História fez questão de percorrer os caminhos destes quinze últimos artigos escritos para resgatar as suas histórias e homenagear os Expedicionários Leopoldinenses e seus familiares. E dizer a eles da nossa gratidão, do nosso respeito e da nossa admiração. Nota: Um bom Natal para todos. Um 2016 de muita paz e alegria. No próximo artigo o Trem de História promete retornar à História da Imprensa em Leopoldina. Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de dezembro de 2015 [1] OLIVEIRA, Dennison de. Aliança Brasil – EUA, Nova História do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Curitiba: Juruá, 2015. p.275 e seguintes. |
Nascidos em Leopoldina no mês de dezembro de 1855
Dia 7
- José, filho de Manoel Joaquim Pereira e Maria da Glória Werneck
Dia 10
- Maria, filha de Caetano José de Almeida e Gama e Carolina Teodora de Castro
Dia 27
- Ambrosina Monteiro de Barros, filha de Lucas Augusto Monteiro de Barros e Maria Domiciana Medina Celli
Professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa
No dia 5 de dezembro de 1882 o Professor Olímpio Clementino de Paula Corrêa foi designado para a 3ª cadeira de instrução primária de 2º grau na cidade de Leopoldina, como professor de Português, Francês e Geografia, conforme consta do Relatório de Antonio Gonçalves Chaves para a Assembleia Provincial de Minas em 2 de agosto de 1883, AD 46 e 47. Mas ele já atuava como professor em Leopoldina, conforme se verá a seguir.
Este foi o único antigo professor de Leopoldina que pudemos acompanhar por mais tempo através das notícias publicadas em jornais, conforme nossa postagem de 1 de julho de 2013, disponível aqui.
Escritores Leopoldinenses
Palestra do Dr. Joaquim Custódio Guimarães por ocasião das comemorações dos 80 anos de fundação do Ginásio Leopoldinense em junho de 1986.
Dezembro de 1915
Nascidos em Leopoldina
6 dez 1915
Maria Diva Ferreira Brito, filha de Anselmo Ferreira Brito e de Maria Barros
7 dez 1915
Francisco, filho de Pedro José Pacheco e de Dorcelina Amélia de Jesus
18 dez 1915
Moyses, filho de Antonio Mauricio da Silva e de Emilia dos Reis Coutinho
19 dez 1915
Julio, filho de Abilio Moroni e de Ema Metilde Lupatini
19 dez 1915
Leocyr, filho de Ricardo José de Oliveira Martins e de Nelsionila Pinheiro
24 dez 1915
Amaro Giuliani, filho de Domenico Giuliani e de Ercilia Zenobi
26 dez 1915
Ida, filha de Antonio Machado de Almeida e de Maria Cecilia de Carvalho
30 dez 1915
Antonieta, filha de José Alves de Lacerda Filho e de Luciana Rodrigues
Jassuahy, filho de José Antonio Machado e de Albertina Zulmira de Moraes
Wilson, filho de Raimundo de Vargas Ferreira Brito e de Horácia Machado da Silva
Abílio José Barbosa
Há 100 anos, no dia 28 de novembro de 1915, falecia Abílio José Barbosa, nascido aos 25 de março de 1874 em Piacatuba. Era filho de João Paulino Barbosa e de Ana Joaquina de Jesus, sendo neto paterno de Feliciano José Barbosa e de Luiza Maria de Jesus.
Casou-se com Maria Augusta de Matos, nascida em Leopoldina no dia 8 de junho de 1881, filha de Simpliciano Garcia de Matos e de Tereza Carolina de Almeida, sendo neta paterna de Joaquim Garcia de Matos e de Emerenciana Maria de Jesus, e neta materna de Joaquim Antônio de Almeida Ramos, filho de Manoel Antônio de Almeida e Rita Esméria de Jesus. A avó materna de Maria Augusta foi Maria Luiza de Jesus, filha de João Inácio de Moraes e Anastácia Felisbina de Jesus.
Abílio e Maria Augusta foram pais de Enedina, Manoel, Petronilha, Helena, Odilon, Otacílio e Tereza Barbosa.
Expedicionários Leopoldinenses – O final da Guerra

O assunto de hoje nos faz lembrar que, no dia 02 de maio de 1945, as tropas alemãs que combatiam na Itália anunciaram sua rendição.
Portanto, a data marca o fim da Segunda Guerra Mundial no território italiano, episódio descrito por Mascarenhas de Moraes[1]:
Os emissários dos Generais Vietinghoff-Shell e Wolff chegaram a Bolzano na noite de 29 de abril, levando os termos da rendição que assinaram no Palácio Real de Caserta. No dia seguinte, 30 de abril, Hitler morria em Berlim. […] Tais reviravoltas explicam a demora havida, na resposta […] O comando tedesco, nessa resposta, afirmava o propósito de efetuar a rendição na data anteriormente fixada. Nesta conformidade, o General Von Senger und Etterlin, autorizado pelo General Von Viettinghoff-Shell, assinou com o General Mark Clark, em Florença, os últimos instrumentos da capitulação incondicional, que foi anunciada às 14.00 horas do dia 2 de maio. Em virtude das negociações sobre o armistício se processarem em sigilo, a notícia da rendição chegara ao conhecimento da tropa aliada de maneira súbita. […] Todos os Exércitos inimigos, situados em território italiano, terminaram a sua capitulação na noite de 2 de maio. Era a maior rendição eixista até então ocorrida na Segunda Guerra Mundial.
A partir daí, teoricamente começariam a voltar para casa os 35 Expedicionários Leopoldinenses listados a seguir: 01 – Adilon Machado; 02 – Aloísio Soares Fajardo; 03 – Antonio de Castro Medina; 04 – Antonio Nunes de Morais; 05 – Antônio Vargas Ferreira Filho; 06 – Aristides José da Silva; 07 – Celso Botelho Capdeville; 08 – Derneval Vargas; 09 – Eloi Ferreira da Silva Filho; 10 – Euber Geraldo de Queiroz; 11 – Expedito Ferraz; 12 – Felício Meneghite; 13 – Geraldo Gomes de Araújo Porto; 14 – Geraldo Rodrigues de Oliveira; 15 – Itamar José Tavares; 16 – Jair Vilela Ruback; 17 – João Esteves Furtado; 18 – João Vassali; 19 – João Venâncio Filho; 20 – João Zangirolani; 21 – José Ernesto; 22 – José Luiz Anzolin; 23 – Lair dos Reis Junqueira; 24 – Lourenço Nogueira; 25 – Luiz Leonel Ignácio da Silva; 26 – Mário Castório [Castorino] Fontes Britto; 27 – Moacir Jurandir Barbosa Rodrigues; 28 – Nelson Pinto de Almeida; 29 – Orlando Pereira Tavares; 30 – Oscar Nunes Cirino; 31 – Paulo Monteiro de Castro; 32 – Pedro Medeiros; 33 – Pedro Rezende de Andrade; 34 – Pedro Silva Santos; 35 – Wenceslau Werneck.
Mas não foi bem assim!
Primeiro porque nessa data a Guerra terminou na Itália, mas ainda continuou na Europa até o dia 08 de maio de 1945, data que entrou para a história como sendo o dia do fim oficial da Segunda Guerra Mundial.
E mesmo esse dia não é exatamente o que marcou o fim dos combates. Ele marca a derrota da Alemanha nazista frente às forças aliadas e o fim das operações militares em solo europeu. Mas os combates continuaram a ceifar vidas ainda por mais um tempo no Oceano Pacífico. Ali os japoneses resistiram bravamente e popularizaram a utilização dos seus pilotos kamikazes que lançavam aviões contra alvos inimigos. Perdiam batalhas importantes, mas não se davam por vencidos. Até que os americanos decidiram utilizar o seu maior artefato de destruição, a bomba atômica que formou no ar a Rosa de Hiroshima, que recebeu do grande poeta Vinícius de Moraes um protesto em forma de poema, musicado e cantado por Ney Matogrosso. As rosas radioativas que nos dias 6 e 9 de agosto de 1945 destruíram as cidades de Hiroshima e Nagasaki, mataram milhares de civis e não deixaram outra alternativa ao Japão que não fosse a rendição definitiva no dia 02 de setembro daquele ano.
Assim chegou o fim dos conflitos. No próximo vagão, que encerrará a série de artigos sobre os Expedicionários Leopoldinenses, virá mala, bagagem e a ansiedade pelo retorno da tropa. Até lá.
Nota:
[1] MORAES, J. B. Mascarenhas de. A FEB pelo seu Comandante. 2. ed. Rio de Janeiro: Bibliex, 1960. p. 266-267
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 1 de dezembro de 2015
Expedicionários Leopoldinenses – Os Prisioneiros e os Presídios

Com o número anterior, o Trem de História encerrou a relação dos Expedicionários Leopoldinenses na certeza de que o assunto não foi esgotado, mas que se conseguiu prestar uma pequena homenagem pela passagem dos 70 Anos do final da Segunda Guerra Mundial.
Resta, para encerrar o assunto, falar um pouco sobre os prisioneiros de guerra, o final da Guerra e o retorno da tropa o Brasil.
Pouco se fala sobre os campos brasileiros de detenção de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial. Mas eles existiram e em número bem maior do que se possa imaginar.
A partir da efetiva entrada na Guerra, o Brasil tratou de criar espaços para prisão de tripulantes de embarcações aprisionadas e de cidadãos alemães, italianos e japoneses suspeitos de atos favoráveis aos seus países de origem.
Os pesquisadores Diego Antonelli e Leandro dos Santos, na reportagem [1] “A cobra realmente fumou”, de 10 de agosto de 2015, contam que “Depois que o Brasil declarou guerra ao Eixo, o governo federal determinou que todo comércio de imigrantes (alemães, italianos e japoneses) fosse fiscalizado. Os rádios foram lacrados para não sintonizar emissoras estrangeiras. Muitos se viram intimados a comparecer a uma das Delegacias de Ordem Política e Social (DOPS). Foram detidos todos aqueles que falassem seu idioma natal e possuíssem rádios, armas, revistas ou livros em outro idioma que não o português”.
Assuntos ligados a estes presídios, e à Segunda Guerra Mundial de uma maneira geral, não foram divulgados até recentemente em razão de “uma lei que proibia consultas ou pesquisas por 50 anos [2]”.
Mas hoje, com base em informes disponíveis na grande rede [3], pode-se relacionar mais de uma dezena dessas prisões espalhadas por vários estados brasileiros, tais como: Minas Gerais: Pouso Alegre – onde foram reunidos os presos militares e os 62 marinheiros do navio Anneleise Essberger – presídio onde trabalhou o Expedicionário Leopoldinense, Luiz Leonel Ignácio da Silva; Pará: Tomé-Açu, que recebeu principalmente japoneses [4]; Pernambuco: Chã de Estevam, que abrigou empregados alemães da Cia Paulista de Tecidos, atual Casas Pernambucanas; Paraná: Curitiba e Ponta Grossa; Rio Grande do Sul: Daltro Filho; Rio de Janeiro: Ilha das Flores, no município de Niterói, onde os prisioneiros de guerra foram misturados aos detentos comuns, numa violação às leis internacionais; Santa Catarina: Joinvile, onde duas centenas de pessoas foram alocadas num hospício desativado e, Oscar Schneider, onde um hospital foi transformado em colônia penal; e, São Paulo:Bauru, Pirassununga, Ribeirão Preto, Guaratinguetá e Pindamonhangaba.
O Trem de História de hoje fica por aqui. Na próxima viagem ele trará o final da Segunda Guerra Mundial que este ano completou seu septuagésimo aniversário. Até a próxima edição.
[1] ANTONELLI, Diego e SANTOS, Leandro. A cobra realmente fumou. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/especiais/pracinhas-na-segunda-guerra/a-cobra-realmente-fumou.jpp> Acesso em 17 out. 2015
[2] RIBEIRO, Keila e SALGUEIRO, Isabela. Brasil teve campos de concentração em 1942. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u43301.shtml> Acesso em 14.06.15.
[3] Noite Sinistra. O Brasil também teve campos de concentração na Segunda guerra Mundial. Disponível em <http://noitesinistra.blogspot.com.br/2013/09/o-brasil-tambem-teve-campos-de.html#.VX4auflViko> Acesso em 14.06.15.
[4] Tomé-Açu surgiu como povoado com a implantação da Companhia Nipônica de Plantação do Brasil em 1929, na Fazenda Bela Vista, quando chegaram as primeiras famílias que se dedicaram ao plantio do arroz e hortaliças. Em 1933 chegam, pelas mãos de mais imigrantes japoneses, as primeiras mudas de pimenta-do-reino que fizeram da cidade a maior produtora mundial da especiaria. Por ocasião da Segunda Guerra Mundial ali se instalou um dos presídios de imigrantes, principalmente japoneses, vistos como possíveis agentes infiltrados. Com o fim da Guerra, as terras da antiga Fazenda Bela Vista foram transformadas na Colônia Estadual de Tomé-Açu. Hoje, além da pimenta-do-reino, Tomé-Açu se destaca por ser grande produtora de polpa de frutas.
Luja Machado e Nilza Cantoni – Membros da ALLA
Publicado no jornal Leopoldinense de 16 de novembro de 2015
